CARROS COM MAIS DE 100 MIL QUILÔMETROS, NO USO

Difícil decidir se o exemplo de manutenção de um carrinho bastante rodado é muito bom ou uma porcaria. A viatura em questão é meu Daihatsu Charade Sedan 1.5, 1995, que entrou por acaso na minha vida. Chegou de troco na venda de uma VW Paratí, uns oito anos atrás. Veio com uns “70.000 km”, o que era mentira, já que havia uma etiqueta de óleo indicando 115 mil km como próxima troca. Ou seja, algum incompetente voltou o velocímetro uns 40 mil km e esqueceu a etiqueta na porta.

HONDA WR-V EXL, NO USO

Parece simples definir o novo da Honda, o WR-V: seria um Fit com aparência de SUV, lembrando visualmente seu irmão maior, o HR-V. Mas, nada é tão simples, já que o consumidor parece ver o WR-V e o Fit como produtos diferentes.

DETROIT: DIÁRIO DE BORDO / CHEVROLET TRACKER

Quando brasileiros vão para os Estados Unidos, os destinos preferidos geralmente ficam entre Flórida, New York ou Los Angeles. Pois é, prefiro Detroit, lá para o Norte, no Michigan. Não só por acontecer lá o primeiro Salão de automóveis do ano, mas também pelo fato de sempre conseguir diversão extra.

UNO COM ESCADA: MITO OU REALIDADE?

Quando se fala em carro esportivo, veloz... um europeu com mais de 400 cv, algum brincalhão lembra do “Uno Com Escada”: “esse sim, é mais rápido ainda”. Quase uma lenda urbana (ou rodoviária) brasileira, será que o Uno Com Escada (e no teto, para atrapalhar mais ainda) está na mesma categoria das sereias que habitam o mar ou os gnomos que se escondem no jardim? Sereia (não no sentido figurado de mulher curvilínea) e gnomo eu nunca vi, assim ao vivo. Pelo menos sóbrio.

FECHE OS OLHOS PARA ENXERGAR

Defeito em carro velho é sempre serial killer. Problemas parecidos atacam carros diferentes com o mesmo MO (Modus Operanti). Desta vez foi o Renault Twingo da minha mulher e, logo em seguida, o Daihatsu Charade. Os dois com “paus elétricos” em lugares complicados. No Twingo pifou o acionador da trava elétrica, que fica escondido no canto da porta, e no Charade deu um apagão nos faróis baixos e toca mexer embaixo do painel. Dois lugares que não se consegue enxergar.

TOYOTA PRIUS, ECOLOGIA NO USO

Rodei com o novo Prius, o hibrido da Toyota durante uma semana, fazendo cerca de 600 km. E, o pior, gostei muito. Como usuário, não chego a ser um entusiasta de carros com muita tecnologia e eletrônica. Mesmo assim, difícil não apreciar a forma harmônica que os dois motores, a combustão e elétrico, interagem neste hibrido.

JAC J3 COM MAIS DE 100 MIL KM

Vamos rodar com um chinês que já passou da barreira dos 100.000 km. Afinal, sou meio “tio” da idéia. Enquanto escrevia o post “Carros com mais de 100 mil km: quem tem medo? (clique aqui para ler), o Eduardo Pincingher, da JAC, pensava o mesmo, uma forma de provar que o “china” JAC é durável.

HONDA SH300i, UM SCOOTER PREMIUM

Não, o meio termo entre carro e moto não é o triciclo. Apesar de ter três rodas, numericamente a média entre dois e quatro, o triciclo é apenas uma coisa estranha sobre rodas que consegue reunir todos os defeitos de motos e carros em um único veículo: não faz curva, freia mal, é difícil de pilotar, a gente toma chuva, paga pedágio como um carro, ocupa espaço de automóvel na garagem... a lista de “qualidades negativas” é enorme.

DAIHATSU CUORE, UM KINDER OVO

Já comecei enrolando pelo título. Muitos devem ter pensado que o Kinder ovo se deve ao tamanho do Cuore, um dos poucos Kei Car japonês que veio aportar no Brasil entre 1994 e 1997. Não foi essa a idéia. O Kinder ovo se deve ao fato deste Cuore em especial vir com uma surpresa: um motor estourado, que só abrindo para saber o que compramos. Assim como o ovo de chocolate que sempre tem uma surpresinha, este Cuore guardava uma diversão extra dentro de um motor travado.

DE FERRARI CALIFORNIA T NA CALIFÓRNIA

Quem não conhece de perto, acha que a vida de jornalista especializado é só moleza, só alegria. Não é bem assim. Vale a velha frase de Einstein:”Você vê as pingas que eu tomo, mas não vê os tombos que levo”. Normalmente a gente pilota mais o teclado do que carros realmente legais. Só que, de vez em quando, os Mestres olham pra gente e resolvem dar alguma compensação, uma amostrinha da vida de rico. Algo que lembra outra frase, desta vez de Marx: “Eu gostaria de ser pobre um dia. Todo dia enche o saco”.

SORVETE DE GRAXA

um carrinho bem usado tem personalidade, tem vontade própria, você precisa negociar e conversar com ele para ir longe. É único. Um monte de emoção aprisionado em peças velhas, esforçadas para continuar na luta. Ou na estrada.
http://car-from-uk.com/sale.php?id=11442

O PREFECT CAPOTÃO E O MERCURY DAS MADRUGADAS

De vez em quando somos assaltados, no bom sentido, por velhas recordações. E quando você recorda, elas não são velhas, pois estão vivas na sua memória. E dois dos primeiros carros que fizeram parte da minha infância vieram bater ponto na minha cabeça recentemente: um modesto Prefect 1950, que era um Ford inglês popular, e um majestoso Mercury conversível 1946 ou 47, cor de vinho com capota creme.