Uma ótima novidade está nascendo, um leito carroçável —piso onde os veículos rodam — feito em material plástico, e que pode durar três vezes mais do que feita de asfalto, além de ser pré-fabricada, poupando tempo de construção.

Os criadores são da empresa KWS, do grupo VolkerWessels, da Holanda, junto com a Wavin e a Total, que registraram o nome comercial PlasticRoad. Matéria-prima não falta, já que o máximo possível de material reciclado está sendo usado, e plásticos de todos os tipos abundam nos lixos de todo planeta.

Já existem algumas ruas e trechos de estradas pelo mundo onde há plástico misturado a asfalto, como na Índia e Indonésia, mas esse processo da empresa holandesa tem como objetivo eliminar o asfalto, fazendo o leito carroçável em peças que são ligadas umas às outras, facilitando a colocação no solo e o reparo quando necessário.

Também é projetado de forma a existir um volume dentro das partes, possibilitando a passagem de cabos elétricos, espaço para captar água de chuva como uma minipiscina coberta, com aberturas para a rede de captação de águas pluviais, além de poder também ser usada como espaço para sensores em vias que deverão permitir a implementação de carros autônomos.

O maior problema químico é que não se pode misturar qualquer tipo de polímero (famílias de plásticos), já que alguns são incompatíveis, e podem vir a se separar com o tempo ou com carga aplicadas, como o peso dos veículos, enfraquecendo a estrutura.

A KWS é a maior produtora de asfalto na Holanda. A Wavin é da área de reciclagem, sendo especializada na reutilização de plásticos, e a Total é conhecida indústria petrolífera da França, também tendo a divisão química especialista em polímeros plásticos.

Um trecho de apenas 30 metros está pronto, mas apenas para bicicletas, na cidade de Zwolle. Até o final do ano um outro maior estará funcionando, e aos poucos algumas ruas deverão ter trechos substituídos, removendo-se o velho asfalto.

A solução promete ser uma boa evolução na qualidade das vias, que sofrem em todos os lugares do mundo, seja com a baixa qualidade de material e de construção, ruas  manutenção escassa ou mesmo o gelo que se forma em frestas e provoca rachaduras quando se expande.

Pelas imagens se nota que há uma textura rugosa, para permitir atrito seguro com os pneus. Muitos testes estão sendo feitos para se desenvolver o produto que garanta segurança em qualquer situação.

No vídeo abaixo fica mais fácil de entender o sistema.

JJ

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