Creio que a comunicação seja a área de maior desenvolvimento em termos globais, a curto, médio e longo prazo. É incrível como os smartphones estão cada vez mais valorizados e com as vendas crescendo exponencialmente, sendo difícil encontrar alguém que não esteja com o aparelho nas mãos. Vejo casais em restaurantes entretidos com eles, parecendo não se importar nem um pouco com a ocasião e sim em curtir a telinha. Na realidade, eles invadiram todos os espaços e, como não poderia deixar de ser, os automóveis também. O fato é que os consumidores estão valorizando mais os sistemas multimídia do que o próprio automóvel e seus atributos funcionais.

Central multimídia do Ford EcoSport 2019 (Foto: divulgação Ford)

Veículos sem a sistema multimídia e sua tela central, no painel, são vistos como antiquados, e tanto é assim que os fabricantes estão cada vez mais oferecendo o sistema como item de série em seus produtos, independentemente do modelo. Em verdade, o consumidor valoriza tanto o sistema multimídia que este chega ser o principal diferencial na hora da compra.

Não tem como fugir: o sistema multimídia veio para ficar, com todas as vantagens da inserção das pessoas em termos globais e de informações em caráter imediato, “on line”. Um simples suporte para celular no painel de instrumentos pode fazer uma grande diferença na hora da compra.

Inteligente suporte para celular no painel do Ford Ka 2019 (Foto: divulgação Ford)

Como nada é de graça, estes aparelhos podem causar problemas no dia a dia. O usuário a pé, geralmente distraído, pode ser atropelado ou tropeçar e cair em buracos e depressões tão  comuns  nos calçamentos das cidades brasileiras.  Quando dirigindo o automóvel então, sua distração pode causar sérios acidentes no trânsito das cidades e estradas.

Longe de criticar aparelho tão útil para a nossa vida, o que eu defendo é o seu uso com parcimônia, utilizando-o racionalmente, como ferramenta de trabalho e como distração, sem criar vício. Um bom uso para as centrais multimídia é aplicá-las no dorso dos encostos dos bancos dianteiros para entreter crianças nas viagens, por exemplo.

Distração para as crianças (foto: youtube.com)

O que não consigo entender é por que o uso de celular ao dirigir é proibido por lei e a tela multimídia não, que também gera distração quem sabe até maior. O homem por natureza tem grande dificuldade de pensar e executar duas coisas simultaneamente, e aí  que mora o perigo. Sistemas que projetam as informações no para-brisa, os HUD (head-up displays), por exemplo, são mais seguros, pois o desvio no olhar é menos crítico, sendo desnecessário virar o pescoço para lê-las.

Head-Up Display para melhorar a comunicação diminuindo as distrações (Foto: ti.com)

Estudos na Europa e Estados Unidos estão na crista da onda para cada vez mais evitar distrações dos usuários ao dirigir, como controle por voz, acionamentos no volante de direção, telas cada vez mais definidas e claras, HUD, holografia, entre outras.

A empresa americana que está liderando este processo simplificador é a Ford. Na realidade a Ford está cada vez mais no rumo das novas tecnologias e desenvolvimentos para garantir informação com total segurança ao usuário. Espero que toda esta tecnologia seja trazida ao mercado brasileiro, não como um pacote fechado, mas como um processo de aprendizado e melhoria contínua para os nossos técnicos e engenheiros.

Enfim, tecnologia é a palavra da vez, incluindo os veículos elétricos principalmente que também, tudo indica, vieram para ficar. É forte o movimento das fábricas para investimentos em tecnologias de ponta, a curto prazo em nível mundial, incluindo o Brasil. Os veículos serão somente mais um detalhe como parte de um todo gigante.

A titulo informativo, veja  os principais parâmetros funcionais das centrais multimídia:

Processador

Define a capacidade de realizar diferentes tarefas ao mesmo tempo, GPS, aplicativos gerais, música, etc.

Capacidade de memória

Armazenamento de dados, disponibilizando-os rapidamente, como músicas, endereços, mensagens, etc. (memória RAM).

Sistema operacional

Ser intuitivo, facilitando a compatibilidade dos aplicativos e suas funções.

Resolução da tela

Nitidez, brilho e contraste sem impactar em reflexos que prejudicam a visibilidade.

Tamanho da tela

Normalmente a dimensão é em polegadas, significando a medida da diagonal da tela. Tamanho de 6,5 polegadas, 8 polegadas, etc.

Entrada USB

Integrando o smartphone, carga e função.

CM

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Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

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