[Atualizado às 19h20]

Agências de notícias internacionais informam que o presidente e executivo-chefe da FCA Fiat Chrysler Automobiles (e da Ferrari), o italiano Sergio Marchionne, 66 anos, deixou a empresa após 14 anos por motivo de estado de saúde crítico, resultado de complicações de uma cirurgia no ombro direito no mês passado.

Para o seu lugar, informa a BBC News, irá John Elkann, membro da família Agnelli, atual presidente do Conselho da FCA. Entretanto, a Automotive News disse que o sucessor de Marchionne é o inglês Mike Manley, atualmente executivo-chefe da Jeep e da RAM.

Pronunciamento de John Elkann neste sábado:

Estou profundamente entristecido ao saber do estado de saúde de Sergio. É uma situação que era impensável até algumas horas atrás, e que nos deixa com um verdadeiro sentimento de injustiça.

Meus primeiros pensamentos vão para Sergio e sua família.

O que me impressionou desde o início, quando nos encontramos para falar sobre a possibilidade dele vir trabalhar para o Grupo, mais do que suas habilidades gerenciais e inteligência incomum, foram suas qualidades humanas, sua generosidade e a maneira como ele entendia as pessoas.

Nos últimos 14 anos juntos vivemos sucessos e dificuldades, crises internas e externas, mas também momentos únicos e irrepetíveis, tanto pessoais como profissionais.

Para muitos, Sergio tem sido um líder esclarecido e um ponto de referência incomparável.

Para mim, ele tem sido alguém com quem compartilhar pensamentos e em quem confiar, um mentor e acima de tudo um verdadeiro amigo.

Ele nos ensinou a pensar de maneira diferente e ter a coragem de mudar, muitas vezes de maneiras não convencionais, sempre agindo com um senso de responsabilidade para as empresas e seus funcionários.

Ele nos ensinou que a única questão que vale a pena perguntar a si mesma no final de cada dia é se conseguimos mudar algo para melhor, se conseguimos fazer a diferença.

E Sergio sempre fez a diferença, onde quer que seu trabalho o levasse e na vida de tantas pessoas.

Hoje, essa diferença pode ser vista na cultura que ele introduziu em todas as empresas que liderou, uma cultura que se tornou parte integrante de cada uma delas.

Os planos de sucessão que acabamos de anunciar, mesmo que não sem dor do ponto de vista pessoal, significam que podemos garantir a máxima continuidade possível, preservando as culturas únicas de nossas empresas.

Foi meu privilégio ter Sergio ao meu lado por todos esses anos.

Gostaria de pedir a todos sua compreensão nessas circunstâncias e respeitar a privacidade de Sergio e daqueles que são queridos para ele.

 

Mais notícias a qualquer momento.

O AUTOentusiastas expressa preocupação com o estado de Marchionne e torce pelo seu restabelecimento.

AE/BS

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