Ou DataNora ataca de novo.

Em tempos de Copa do Mundo, quando somos inundados por estatísticas nem sempre úteis, DataNora ataca de novo. Digo nem sempre úteis porque ouvi no primeiro jogo do Brasil que desde sei lá eu quando um jogador camisa 11 não fazia o primeiro gol da estrea de um time num mundial de futebol. Sinceramente, e eu com isso? Adoro estatísticas e acho que são muito úteis, mas o pessoal anda exagerando. Dados são úteis mas desde que se saiba o que fazer com eles, não?

Na semana passada, ao pesquisar dados sobre veículos em países da União Europeia para comparar com os do governo da Turquia, deparei-me (lá vai a ênclise que há tempos não usava, embora o verbo deparar aceite ser conjugado sem o pronome) com alguns dados interessantes. E já sei que estarei abrindo as portas do inferno com isto mas, que seja. Estou preparada. Nos últimos dias discuti anuidade de cartões de crédito, tive um entrevero, com uma pessoa que não me conhece numa rede social, que me chamou de coisas que prefiro não mencionar e disse que eu estava enganada e alegou que me faltava humildade — embora ela estivesse errada e tenha lhe faltado humildade de reconhecê-lo. Mas enfim, achei os dados deveras interessantes.

Segundo a União Europeia, no período 2012-2016 aumentou em quase todos os países membros do bloco o número de carros de passageiros por habitante. As estatísticas mais recentes terminam no final de 2016 mas nada indica que a curva tenha mudado nos meses seguintes.

 

O carro de passageiros foi, de longe, o mais importante modal de transporte de passageiros em todos os Estados-Membros

Globalmente, a frota de automóveis de passageiros em quase todos os Estados-Membros da UE cresceu nos últimos cinco anos. O maior número de carros por habitante foi registrado em Luxemburgo, seguido da Itália, Malta e Finlândia. Em 2016, a Polônia teve, de longe, a maior quota de automóveis de passageiros com mais de 20 anos, seguida pela Estônia e por Malta.

As preferências quanto a um novo automóvel de passageiros ser movido por um motor a gasolina ou a diesel variam entre os Estados-Membros da UE. Para os 21 Estados-Membros, para os quais existem dados pormenorizados, onze registraram uma quota de gasolina mais elevada; isto muda do passado, quando a maioria dos Estados-Membros registrou uma maior quota de diesel. (2016).

Em 2016, as percentagens mais elevadas de veículos a gasolina entre os novos licenciamentos foram observadas nos Países Baixos (79,6%), Estônia (72,1%), Malta (66,9%), Finlândia (66,4%), Dinamarca (63,1%), Chipre ( 62,9%), Letônia (55,9%), Alemanha (53,1%), Polônia (52,2%), Reino Unido (52,2%) e Hungria (51,3%). Em contraste, as maiores parcelas de carros a diesel entre os novos carros de passageiros foram registradas na Croácia (77,2%), Lituânia (71,8%), Irlanda (70,3%), Espanha (58,2%), Áustria (57,4%), Romênia (54,7%). %: dados 2015), Bélgica (52,3%), Suécia (52,2%), França (52%) e Eslovênia (50,2%).

Em 2016, o maior número de carros de passageiros registrados foi observado na Alemanha, com 45 milhões de carros. Posteriormente seguiu a Itália (37 milhões de carros) e a França (32 milhões de carros). No período de cinco anos de 2012 a 2016, registrou-se um forte crescimento do número de automóveis de passageiros licenciados em vários Estados-Membros. O maior crescimento ao longo deste período foi registrado na Estônia (17%), seguido pela Eslováquia e Polônia (ambos 16%), Portugal (14%), Malta e República Checa (ambos 13%).

 

 

Apenas três Estados-Membros registraram uma diminuição do número de automóveis de passageiros licenciados no período observado: a Grécia registrou uma queda de 0,15% e a França de 0,17% entre 2012 e 2016; na Lituânia, o número de automóveis de passageiros licenciados diminuiu 26% durante este período, principalmente devido a uma alteração nos procedimentos de registro em 2014, em que os automóveis que não têm inspeção técnica obrigatória ou onde o seguro de responsabilidade civil obrigatório do proprietário do veículo expiraram até 1º de Julho 2014 foram removidos do registro. Consequentemente, os dados da Lituânia de 2014 em diante não podem ser diretamente comparados aos dados de anos anteriores.

Entre os Estados-Membros da UE com as taxas mais elevadas de motorização, ou seja, os automóveis de passageiros por 1000 habitantes, existem vários países menores. Luxemburgo (662 automóveis de passageiros por 1000 habitantes) encabeça a lista; no entanto, esse número pode ser influenciado por trabalhadores transfronteiriços (ou seja, não habitantes) que usam carros da empresa registrados no país. Em segundo lugar segue Itália com 625 carros por 1000 habitantes. Outros países com uma alta taxa de motorização incluem Malta (615 carros), Finlândia (604 carros) e Chipre (595 carros).

 

A maior participação de carros de passageiros com mais de 20 anos é na Polônia

Vários Estados-Membros comunicaram uma grande parte dos veículos de passageiros ‘antigos’ (20 anos ou mais) em 2016. Os Estados-Membros com as percentagens mais elevadas foram a Polônia (33,7%), Estônia (27,6%), Malta (22,8%) e Finlândia (22,5%). Em contrapartida, as participações dos automóveis de passageiros mais novos (menos de dois anos) eram mais elevados na Irlanda (24,6%), na Dinamarca (23,3%), no Luxemburgo (23,1%) e na Bélgica (21,2%).

 

 

Taxa de motorização

O principal modo de transporte de passageiros na UE é o automóvel de passageiros, proporcionando flexibilidade e mobilidade para viagens pessoais. Na UE-28, havia uma estimativa de 498 automóveis de passageiros por 1 000 habitantes em 2015. Isto marcou um aumento de 10,2% na posse de automóveis (ou 46 carros adicionais por 1 000 habitantes) em comparação com 2006 (ver Figura 1).

Figura 1: Taxa de motorização, 2006 and 2016 (carros de passageiros por 1000 habitantes) Fonte: Eurostat (demo_gind) e a Diretoria-Geral para Mobilidade e Transporte (transporte em números, disponível em: http://ec.europa.eu/transport/facts-fundings/statistics_en)

Montenegro, Sérvia and Bósnia e Herzegovina tiveram as taxas de motorização mais altas entre os países em crescimento

As taxas de motorização nos países em crescimento foram consideravelmente inferiores às da UE-28. Em 2016, havia em média 297 automóveis de passageiros por 1000 habitantes no Montenegro, 267 por 1000 habitantes na Sérvia e 236 por 1000 habitantes na Bósnia e Herzegovina; estas foram as taxas mais elevadas entre os países em crescimento. Em contrapartida, as taxas de motorização na Albânia e na Turquia eram inferiores a 160 automóveis de passageiros por 1 000 habitantes.

Durante o período de 10 anos apresentado na figura 1, verificou-se um crescimento mais rápido da taxa de motorização em todos os países em crescimento do que na UE-28. Os países em crescimento com as taxas de motorização mais baixas em 2016 — Turquia, Albânia, Kosovo (dados de 2015) e antiga República Iugoslava da Macedónia — registraram as expansões mais rápidas na propriedade de automóvel entre 2006 e 2016. A taxa mais elevada de mudança registrou-se no Kosovo, onde a taxa de motorização quase triplicou entre 2006 e 2015, enquanto na Albânia a taxa foi mais de duas vezes maior em 2016 do que em 2006.

 

Mudando de assunto: em época de Copa do Mundo, meu cérebro me pregou uma peça ao ouvir o hino da Alemanha. Esperava, na sequência, ouvir o da Itália ou da Inglaterra. Acho que de tanto ver corridas de Fórmula 1 estou acostumada às dobradinhas Mercedes-Hamilton ou Ferrari-Vettel.

NG

(Atualizado em 20/06/18 às 14h15)

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
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