Quando lançou o suve T40 em agosto do ano passado com câmbio manual de cinco marchas, a JAC já avisou que estava a caminho versão com câmbio automático CVT, para fevereiro, o que finalmente ocorreu ontem (16/4). A nova versão tem preço público sugerido de R$ 69.990.

A maior novidade fora o ambicionado câmbio automático — 83,4% dos suves são automáticos, segundo a JAC — é o aumento da cilindrada do motor, que passou de 1.499 para 1.590 cm³ com aumento do curso dos pistões de 84,8 para 90 mm. Com isso a potência passou para 138 cv a 6.000 rpm com torque de 17,1 m·kgf a 4.000 rpm (antes, flex, com álcool, eram 127 cv e 15,7 m·kgf, mesmas rotações). Esse motor 1,6-L é a gasolina somente e a taxa de compressão subiu ligeiramente, de 10:1 para 10,5:1. O câmbio CVT é produzido pela belga Punch Powertrain NV.

Alavanca seletora do câmbio CVT tem pomo elegante

Outra mudança é o variador de fase estendido ao escapamento, o que contribui para tornar o motor ainda mais elástico. Por isso há o emblema DVVT (dual variable valve timing) no lado esquerdo da porta de carga, junto com o número 1.6.

O T40 manual continua em venda normal (com motor 1,5-L) e custa exatos R$ 10 mil menos. A JAC planeja vender 600 unidades por mês, divididas entre 150 manual e 450 CVT. Este chega às concessionárias no final do mês.

O carro que o AE dirigiu não tinha vidros escurecidos

Outra mudança no T40 é o quadro de instrumentos,  que adota o desenho “Wolfsburg”.  Melhorou muito, apesar de o diâmetro dos dois instrumentos ser um tanto menor do que se está acostumado, mas isso não prejudique a leitura.

Outra adição ao T40 é o desliga-liga motor nas paradas (start-stop).

O câmbio é simples de operar. Alavanca seletora em D para uso  normal, deve ser deslocada para a direita para o câmbio entrar em modo S para as trocas de “marchas” ocorrerem em rotações maiores e suprimir a parte mais longa do espectro de relações. Além disso, nesse modo S é possível subir e descer as marchas virtuais por toques na alavanca (reduz para trás). Trocas ascendentes, porém, ocorrem automaticamente a 6.000 rpm mesmo nesse modo.

Há ainda uma tecla com ideograma de floco de neve que serve quando se arranca em piso bem escorregadio, em que o câmbio estabelece uma relação mais longa.

Na rodovia, a 120 km/h, o motor segue a 3.000 rpm.

Estilo tem tudo para se manter atraente por anos

A disposição para acelerar é boa (0-100 km/h em 11,1 segundos. O veículo de desloca com facilidade (pesa 1.220 kg, apenas 65 kg mais que o anterior), e a assistência elétrica da direção foi recalibrada para mais firmeza em reta. A pouca invasão do ruído do motor ao interior agrada.

Um aspecto positivo desse CVT é não variar tanto a rotação do motor ao acelerar, não havendo tão facilmente o maior incômodo desse tipo de câmbio.

Mesmo com o maior curso dos pistões o motor se manteve suave. Não foi possível saber qual o comprimento de biela, mas em breve terei a informação. É líquido e certo que esteja maior, já que com o curso dos pistões anterior a relação r/l já era 0,312.

Novo motor 1,6-litro, externamente nada muda

Ainda não há informação de consumo pelo Inmetro ou pela JAC, mas o computador de bordo sempre indicou acima de 12 km/l m médios na Castello Branco.

Chinês??? Tem certeza?

A impressão que passa é o T40 ser mesmo bem construído e acabado, um bom projeto. Arrisco dizer que ele marca o fim do preconceito contra os carros chineses. A JAC vendeu 4.000 veículos no passado e planejou dobrar esse número neste anos.

Quem precisa de um suve ou apenas quer passar para um pela primeira vez  tem neste chinês uma boa oportunidade  de ficar muito satisfeito. Vale a pena conferir a lista de equipamentos em seguida à ficha técnica para constar o alto nível de equipamentos do T40. A única falta é o encosto do banco traseiro ser inteiriço, compensado em parte pelo bom porta-malas de 450 litros.

Em breve faremos um teste ‘no uso’ do T40 automático com o indispensável vídeo.

Antes que o leitor se pergunte, veículo testado não tinha sacos de lixo — um (mau) hábito da JAC que espero que passe — numa deferência ao AE.

BS

 

FICHA TÉCNICA JAC T40 1,6 CVT DVVT 2018
MOTOR
Nome 1,6 DVVT Green Jet
Tipo Quatro cilindros em linha, transversal, bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, corrente, variador da fase na admissão e escapamento, 16V, gasolina
Diâmetro x curso (mm) 75 x 90
Cilindrada (cm³) 1.590
Formação de mistura Injeção no duto
Potência (cv/rpm) 138/6.000
Torque (m·kgf/rpm) 17,1/4.000
Taxa de compressão (:1) 10,5:
TRANSMISSÃO
Câmbio Transeixo automático CVT com 6 marchas virtuais, comando por alavanca, tração dianteira
Relações das marchas (:1) n.d
Relação do diferencial (:1) n.d
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora, e subchassi
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora integrada ao eixo
DIREÇÃO
Tipo Caixa de pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curva n.d.
FREIOS
Dianteiros Disco ventilado
Traseiros Disco
Controle ABS, EBD e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 6Jx16
Pneus 205/55R16VW, inclusive estepe
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, suve, 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES  (mm)
Comprimento 4.135
Largura sem espelhos 1.750 / n.d.
Altura 1.568
Distância entre eixos 2.490
Altura livre do solo 180
AERODINÂMICA
Coeficiente aerodinâmico n.d
Área frontal 2,19 m² (calculada)
PESO
Em ordem de marcha (kg) 1.220
Carga útil n.d
CAPACIDADES
Tanque de combustível 42 litros
Porta-malas 450 litros
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 mais favorável (km/h) 40 (est)
Menor rotação a 120 km/h (rpm) 3.000 (observada)
DESEMPENHO
Velocidade máxima (km/h) 190
Aceleração 0-100 km/h (s) 11,1

 

EQUIPAMENTOS JAC T40 CVT
Acionamento elétrico dos vidros dianteiros e traseiros
Acionamento uma-varrida do limpador da para-brisa
Ajuste elétrico dos retrovisores externos
Ajuste de altura do banco do motorista
Ajuste do volante de direção em altura
Ajuste elétrico do facho dos faróis
Alarme antifurto
Alças de teto (3)
Apoio de cabeça (3) para no banco traseiro
Ar-condicionado automático digital
Assistente de partida em aclive
Banco traseiro  rebatível
Bancos revestidos em couro
Barras de teto longitudinais
Câmera de ré
Cintos de 3 pontos retráteis p/ os passageiros do banco traseiro
Cintos dianteiros com pré-tensionador
Comando interno mecânico do fecho da portinhola do tanque
Computador de bordo com hodômetro parcial, consumo médio e marcha engatada
Controle automático de velocidade com comando no volante
Controle de estabilidade e tração, desligável
Desembaçador traseiro
Desliga-liga motor nas paradas (start-stop)
Faróis de neblina e luz traseira de neblina
Iluminação do porta-malas
Lavador e limpador traseiro, com temporizador
Luz de acompanhamento ao deixar o veículo
Luz de rodagem diurna (DRL) por LEDs
Luzes de leitura dianteiras
Monitor de pressão dos pneus
Para-sóis com espelho e iluminação
Porta-óculos
Porta-revistas no encosto dos bancos dianteiros
Regulagem de altura do facho dos faróis de lâmpadas halógenas
Repetidoras das setas nos espelhos
Sensor de estacionamento traseiro
Sistema multimídia Foxconn com conexão HDMI, Bluetooth, MP3, USB, SD card e função Mirror Link Android Auto e Apple Car Play em tela tátil de 8 pol.
Sobretapetes
Tomada 12 V, USB e AUX
Travas elétricas com controle remoto, travamento a 15 km/h
Vidro do para-brisa com faixa degradê
Volante com comandos multifunção
Volante revestido em couro
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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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