Da Automotive News de 25/04/18

A Robert Bosch declarou que seus engenheiros desenvolveram um sistema de escapamento de diesel que corta as emissões para muito abaixo dos limites legais que entram em vigor em 2020 e pode ajudar os fabricantes de automóveis a evitar potenciais proibições de dirigir na Europa que ameaçam condenar a tecnologia do motor.

“Este avanço oferece a oportunidade de mudar o debate acalorado sobre o diesel em um novo território e, esperamos, encerrá-lo”, disse ontem o executivo-chefe da Bosch, Volkmar Denner, em uma coletiva de imprensa defronte da sede da empresa em Stuttgart.

A gigante alemã de engenharia, a maior fornecedora de tecnologia de motores Diesel para fabricante globais, da Volkswagen à General Motors e à Fiat Chrysler Automobiles, está intensificando a luta contra a queda da participação de mercado provocada pelo escândalo de emissões da VW em 2015 (N.d.E.: que começou nos EUA com o produto da foto, o Volkswagen Jetta TDI).

Enquanto dezenas de milhares de empregos dependem da tecnologia, os clientes estão cada vez mais optando por motores a gasolina, já que cidades como Paris e Londres consideram impor restrições de circulação de carros a diesel para melhorar a qualidade do ar.

Os fabricantes de automóveis confiaram no diesel para ajudar a indústria a atender os limites das emissões de dióxido de carbono  (CO2) que contribuem para o aquecimento global. Mas, embora emita menos CO2 do que os movidos a gasolina, a tecnologia gera óxidos de nitrogênio (NO2) que ajudam a criar o smog, a incômoda névoa fotoquímica, um problema mais grave nas grandes cidades.

 

Gerenciamento térmico

O novo processo da Bosch otimiza o gerenciamento térmico de temperaturas de escapamento, reduzindo as emissões de óxidos de nitrogênio a um décimo do limite legalmente permitido e não exige novo hardware, disse Denner. O sistema mantém as emissões estáveis mesmo em baixas temperaturas, disse ele.

Denner reiterou que a Bosch coopera plenamente com as autoridades relevantes. Ele pediu mais transparência nos testes de emissões para veículos com motores de combustão, bem como veículos elétricos, para permitir uma visão realista do impacto exato no meio ambiente.

Ele disse que a empresa está banindo a tecnologia que reconhece ciclos de teste, e que seus produtos não podem mais ser otimizados para situações de teste. As autoridades reguladoras intensificaram os esforços para reduzir a distância entre os níveis oficiais de emissão, baseados em testes de laboratório, e emissões reais.

BS

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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

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