R.S. 18 é o terceiro carro desde que a marca francesa retornou à F-1  

Tal qual a Sauber, a Renault também apresentou nesta terça-feira o carro que utilizará nesta temporada de F-1. Terceiro modelo desde que a marca francesa retornou à categoria na qualidade de construtor, o monoposto fabricado em Enstone, na Inglaterra, traz, segundo o fabricante, um novo conceito de suspensão e uma forma capaz de gerar mais pressão aerodinâmica que o modelo usado no ano passado. Não foram fornecidos detalhes do que diferencia a nova suspensão, porém é notável o novo perfil do capô do motor, que apresenta uma linha de cintura mais alta, notadamente paralela ao plano da pista. A peça termina em uma seção mais estreita que o carro do ano passado, solução que facilita o escoamento de ar pelas laterais dessa parte da carenagem.

Vista traseira do Renault R.S. 18, terceiro monoposto da nova fase da Renault na F-1 (Renault)

Comparado com o Sauber C37 apresentado horas antes, o Renault R.S. 18 traz um halo com aberturas maiores, o que permitiu instalar os espelhos retrovisores em posição mais alta. As entradas de ar para os radiadores mantém uma linha semelhante às do R.S. 17, porém aparentemente com abertura maior maior. O bico dianteiro é mais estreito, com projeção longitudinal paralela; a asa dianteira tem um bordo de ataque diferente: reto nas laterais e em arco na parte central.

A comparação lateral dos dois modelos destaca a nova aerodinâmica do R.S. 18 (Renault)

A unidade de potência mereceu atenção especial da equipe baseada em Viry-Châtillon para suportar as exigências impostas pelas novas limitações impostas pelo regulamento de 2018: três motores por temporada — ou um a cada sete GPs — e duas unidades recuperadoras de energia cinética (MGU-K) e outros dois acumuladores de energia. De acordo com Jérôme Stoll, presidente da Renault Sport Racing, 2018 promete bons resultados: “Somos uma equipe em ascensão: temos dois pilotos talentosos e famintos de bons resultados, a fábrica de Enstone foi reestruturada e aumentamos nosso quadro de colaboradores em mais de 35%”.

Comparação da vista superior R.S. 18 com o R.S. 17. Note o perfil do capô do motor (Renault)

Carlos Sainz, que tem tudo para se transformar no piloto número 1 e queridinho da equipe francesa, demonstra confiança e cautela para 2017: “Nosso método de trabalho para 2018 objetivo é dar duro a cada dia para continuar o crescimento de 2017. Sem dúvida o objetivo maior é dar um passo adiante, tanto para mim quanto para a equipe. Ainda que seja difícil prever o tamanho desse passo, eu estou confiante: eu e toda a equipe nos dedicamos muito para isso durante os meses de inverno.”

Carlos Sainz e Nico Hulkenberg terão como piloto-reserva o anglo-coreano Jack Aitken, que também vai disputar o Campeonato FIA de F-2. O russo Artem Markelov terá atribuições semelhantes: além de sua campanha na F-2 vai atuar como piloto de desenvolvimento e de testes no simulador de Enstone.

WG

 

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