Depois de algumas semanas da apresentação, a McLaren Cars divulgou detalhes do Senna, seu mais extremo produto, com desenho classificado pela fábrica de “brutal”.

O preço em dólares é de 958.966 mil, e tudo que a empresa tem de mais avançado, tanto em componentes quanto em manufatura, está empregado no carro.

Os números de desempenho são:

0 a 100 km/h – 2,8 segundos
0 a 200 km/h – 6,8 segundos
0 a 402 metros (quarto de milha) – 9,9 segundos
velocidade máxima – 339 km/h

Aqui não há propulsão híbrida como no modelo P1, apenas um V-8 de 4 litros (3.999 cm³) com dois turbocompressores, igual ao do 720S, mas com mais potência e torque. São 800 cv e 81,6 m·kgf (800 N·m), com pistões e comandos mais leves, entrada de ar sobre a cabine e escapamento de inconel e titânio.

Os pneus Pirelli P Zero Trofeo R são 245/35 ZR19 na frente e 315/30 ZR20 atrás, e os discos de freio são de compósito carbono-cerâmica, de 390 mm de diâmetro nas quatro rodas, com pinças de seis pistões. Chamado de CCM-R, a McLaren diz que eles são 60% mais potentes e quatro vezes mais rápidos na dissipação de calor que de outros freios similares desse mesmo material, e param o carro em 100 metros quando freado a 200 km/h.

A dinâmica é de nível de corrida, como sempre na McLaren, já que ela começou com o piloto neozelandês Bruce McLaren (1937-1970) fabricando seus próprios carros, e tem um peso que é o menor dos carros da marca desde o mítico F-1, que pesava 1.138 kg. O Senna pesa 1.198 kg sem combustível. A relação peso-potência é 1,5 kg/cv, muito baixa.

Há compósito de fibra de carbono em todos os lugares onde foi possível, como todo o chassis e painéis de carroceria. O para-lama dianteiro pesa apenas 680 gramas, e um banco, 3,3 kg.

Mas incrível também é o projeto aerodinâmico, que resulta em uma força vertical descendente (downforce) de 800 kgf a 250 km/h. A enorme asa traseira é regulável para até 25° de ângulo de incidência. Há defletores escondidos dentro de passagens de ar nos para-lamas dianteiros, em amarelo na foto da dianteira, que trabalham em conjunto com o aerofólio traseiro.

Essa força completa o “trinômio 800”: 800 cv de potência, 800 Nm de torque e 800 kgf de downforce.

As janelas das portas abrem apenas em parte, sendo fixas na parte superior, a de mais importância no fluxo de ar, junto à coluna A (dianteira) e teto. As tomadas de ar laterais para radiadores tem desenho e saídas que evitam ao máximo o efeito de frenagem, e todo assoalho externo é plano, exceto pela região traseira, onde ele forma um venturi para aumentar a velocidade do ar e a força vertical descendente em razão da depressão formada nessa parte.

Para estabilidade, o Race Active Chassis Control II, é um desenvolvimento do visto no 720S e no P1, um sistema com ligação entre dianteira e traseira via hidráulica, aqui com mais potência de processamento do computador do conjunto.

Os 500 carros previstos para produção já estão vendidos, segundo a McLaren, e não há notícia de algum vindo para o Brasil.

Em junho a imprensa internacional irá dirigir o carro na apresentação dinâmica, no local onde Ayrton Senna definitivamente entrou para o rol dos vencedores de Fórmula 1 em 1985, o autódromo de Estoril, em Portugal.

Só para lembrar…

JJ

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  • Guilherme Guizi

    Fique calmo (rs). Segundo li em alguns sites a McLaren está desenvolvendo um carro com três bancos (BP23 o código do projeto, se não me engano) e que seria o “sucessor espiritual” do F1, por assim dizer. Mas sabemos que isso seria impossível pois o F1 é inigualável (hahaha)