A Ford lançou esta semana o EcoSport Storm 2,0 4WD, a versão aventureira que faltava na linha. Foi desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro e, fora os detalhes decorativos habituais, o Storm tem tração nas quatro rodas do tipo sob demanda. O câmbio é o mesmo automático epicíclico de seis marchas introduzido na linha 2018. A apresentação à imprensa foi em Porto Feliz (SP).

O preço de lançamento é R$ 99.990, único, sem opcionais. Mas a dotação de equipamentos do Storm, lançado já como ano-modelo 2019, é significativa e pode ser vista na extensa lista em seguida à ficha técnica.

À primeira vista, o estepe pendurado na tampa do porta-malas ficou mais coerente nesta proposta  do Storm — tempestade, em inglês —, que vem todo decorado com adesivos e vários outros apliques de acabamento,  nas caixas de roda, nos para-choques e nas laterais do veículo, entre outros.

O EcoSport Storm parece mais encorpado e realmente é maior que os outros modelos da linha: tem 88 mm a mais no comprimento (4.357 mm) e é 20 mm mais largo sem os espelhos (1.785 mm). As rodas com acabamento em prata Magnetic posicionadas mais para fora da carroceria contribuem para aumentar a musculatura do veículo.

Cor de lançamento marrom Trancoso, a que melhor casou com a proposta do Storm

Sob a minha ótica, as novas rodas de 17 polegadas com pneus 205/50R17 (mesma medida do Titanium 2,0) se apresentam um pouco pequenas com relação ao volume do veículo, acentuado no visual do Storm. Creio que um pneu com perfil mais alto, por exemplo, o 205/55R17, o visual ficaria melhor em termos de proporção. Outra possibilidade seria adotar rodas de 18 polegadas, que cairiam bem em termos de aparência. De fato, os suves do mercado tendem para rodas grandes, 18″ ou até mais, pois a aparência de robustez é maior.

A grade dianteira, inspirada na picape F-150 Raptor americana, ganhou o nome STORM em letras de corpo bem grande, chegando a deixar o oval Ford em segundo plano. Creio que uma melhor solução teria sido aplicar o oval no capô, esteticamente melhor.

Disponível em quatro cores, branco Ártico, preto Bristol, prata Dublin e marrom Trancoso, o Storm se apresenta visualmente bem diferente em estilo para cada uma delas. A que melhor se destacou, em minha opinião, foi a marrom Trancoso, muito bonita por sinal, dando um contraponto aos adereços da carroceria. O branco fica muito poluído pelo contraste com os adereços escuros. Chamou-me a atenção o bom acabamento da carroceria com folgas bem resolvidas e com uma pintura de excelente qualidade.

O estrado (rack) de teto é muito bem-acabado e dá uma fluidez interessante ao perfil do veículo. O teto solar é de série.

O interior todo monocromático na cor preta, o teto inclusive, passa um pouco de claustrofobia aos ocupantes. Alguns detalhes na cor laranja abrandam um pouco esta sensação. Imagine-se a temperatura interna do veículo, estacionado ao sol em verão brasileiro.

Interior preto com alguns detalhes na cor laranja (Foto: divulgação)

 

Andando com o Storm

A posição de dirigir é bem favorável e complementada pelo ajuste do volante em altura e distância. O ajuste longitudinal do banco do motorista é manual, mas bem poderia ser elétrico, como na versão de exportação para os Estados Unidos. O roteiro de teste de apresentação escolhido pela Ford consistiu de longos trechos de terra batida com pedras, buracos e irregularidades, e também asfalto,  este basicamente a Rodovia Castello Branco. Foram aproximadamente 75% off-road e 25% de estrada asfaltada.

Ficou patente o excelente trabalho desenvolvido pela engenharia da Ford nas suspensões e no pacote acústico adotado. O Storm foi impecável em todas as situações avaliadas, passando conforto e segurança. Direção precisa, sem vibrações e com característica de ser firme na reta e progressiva em curvas, com esforços compatíveis com a dinâmica do percurso.

As suspensões foram recalibradas e as bitolas traseira e dianteira foram aumentadas em 10 mm para as rodas se destacarem mais da carroceria. O raio de rolagem negativo foi alterado com a mudança para 0,23 mm. As molas traseiras são constante variável para atitude e conforto de rodagem com o veiculo vazio e carregado.

O nível de ruído interno é muito baixo, sem chocalhos e vibrações espúrias, passando qualidade percebida. Os impactos e asperezas são filtrados pelas suspensões McPherson dianteira e multibraço na traseira (o Juvenal Jorge está com um Storm em teste e fará foto dessa suspensão na próxima segunda-feira).

Os freios com modulação impecável não apresentaram ação prematura do ABS em todas as situações avaliadas, mostrando ser um conjunto potente e eficiente.

Seu sistema 4WD tem um controle automático de transferência de força de tração das rodas dianteiras para as traseiras sem que o motorista precise acionar qualquer comando. Um gráfico na tela no painel mostra a distribuição de torque nos eixos em tempo real.

Indicação no painel da distribuição de torque nos eixos

O sistema de acoplamento 4WD é um sistema de embreagem multidisco instalada entre a árvore de transmissão (cardã) e o diferencial traseiro. Esse pacote de embreagens são discos de atrito solidários ao diferencial e discos solidários ao cardã, intercalados entre si.

Por meio de sinais elétricos vindos do PCM (sigla, em inglês, de módulo de controle do trem motriz), um  mecanismo eletromagnético instalado no sistema de acoplamento comprime mecanicamente o pacote de embreagens. Essa a compressão aumenta o atrito entre os discos das embreagens levando o pinhão do diferencial traseiro a se movimentar com a mesma velocidade angular (rotação) do cardã. Essa transferência de torque pode ser variável, de totalmente aberta a totalmente fechada, dependendo exclusivamente da corrente elétrica fornecida pelo PCM. Ou seja, conforme a condução do veiculo, o PCM transfere o torque mais adequado para as rodas traseiras. O sistema é banhado em óleo para melhor dissipação de calor durante o deslizamento dos discos.

 

Acoplador multidisco 4WD  (Desenho esquemático Ford)

O casamento do motor 2-L com a caixa automática de seis marchas e o sistema de tração sob demanda nas quatro rodas ficou bem interessante, passando confiança no asfalto e, principalmente, na terra em condições de baixo atrito. A sensação de conectividade com o solo foi realmente motivo de destaque. Para quem gosta de dirigir agrada bastante.

No asfalto, a 120 km/h em sexta marcha, o motor parece estar desligado de tão silencioso. Contribui para a sensação o motor girando a apenas 2.700 rpm (v/1000 de 44,5 km/h). Não notei ruído de vento e tampouco ruído de rolagem e creio que os excelentes pneus Michelin Primacy 3, de asfalto, de classificação de velocidade W (270 km/h!) contribuem muito para isso. Vale notar a suavidade de funcionamento do motor em si, para o que a relação r/l 0,28 ajuda muito.

Em sexta marcha, em velocidade de cruzeiro, é necessário muito curso do acelerador para que aconteça a troca para a quinta. Embora prejudique um pouco a sensação de desempenho, permite retomar velocidade sem redução de marcha, aproveitando mais a boa elasticidade do motor. Precisando-se de mais potência imediata, o kickdown (acelerador a fundo bruscamente) resolve.

A indicação de qual marcha está engatada poderia aparecer clara e continuamente no mostrador dos instrumentos sem necessitar de acionamento de função por parte do motorista.

As trocas de marcha são progressivas e com pouco deslizamento perceptível do conversor de torque, mesmo em plena carga e/ou com acionamento manual das borboletas no volante da direção.

Outro ponto a destacar é a boa vedação da carroceria contra poeira.  Como estávamos em comboio (algo que considero péssimo, como se precisássemos de babás) e havia muita poeira levantada pelos veículos à frente, foi realmente um verdadeiro teste de integridade do conjunto — com a recirculação de ar acionada, claro.

Singular vista do Storm de frente e traseira; o nome STORM também está na capa rígida do estepe

Com o EcoSport Storm a Ford brasileira mostra ter capacidade de projeto e fabricação de veículos para o mercado global.

E sem querer dar uma de futurólogo, creio que o fim do estepe na porta de carga está próximo. A utilização de  pneus que rodam vazios (run flat) é uma possibilidade  também para o Brasil. O tempo dirá.

CM

 

FICHA TÉCNICA FORD ECOSPORT STORM 2,0 4WD 2019
MOTOR
Denominação 2,0 Duratec Direct Flex
Tipo 4 cil. em linha, transversal, bloco de ferro fundido e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, corrente, 4 válvulas por cilindro
Diâmetro e curso (mm) 87,5 x 83,1
Cilindrada (cm³) 1.999
Taxa de compressão (:1) 12
Comprimento da biela (mm) 146,25
Relação r/l 0,284
Potência máxima (cv/rpm, G/A) 170/176/6.500
Torque máximo (m·kgf/rpm, G/A) 20,6/22,5/4.500
Rotação de corte (rpm) 6.850
Formação de mistura Injeção direta
TRANSMISSÃO
Rodas motrizes Nas quatro rodas, sob demanda, normal dianteiras
Câmbio Automático epicíclico, 6 marchas à frente e uma à ré
Relações das marchas (:1) 1ª 4,584; 2ª 2,964; 3ª 1,912; 4ª 1,446; 5ª 1.000; 6ª 0,746; ré 2,943
Relação de diferencial (:1) 3,510
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Independente, multibraço, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, eletroassistida, indexada à velocidade
Relação de direção n.d.
Número de voltas entre batentes 2,6
Diâmetro mínimo de curva (m) 10,6
FREIOS
Dianteiros (Ø mm) Disco ventilado/n.d.
Traseiros (Ø mm) Tambor/n.d.
Controle ABS (obrigatório) e distrib. eletrônica das forças de frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 7Jx17
Pneus 205/50R17W (Michelin Primacy 3)
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, suve 4-portas, cinco lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx) 0,35
Área frontal calculada (m²) 2,39
Área frontal corrigida (m²) 0,83
DIMENSÕES (mm)
Comprimento incluído o estepe 4.357
Largura (sem/com espelhos) 1.785/2.057
Altura 1.693
Distância entre eixos 2.519
Altura livre do solo 200
CAPACIDADES (L)
Porta-malas 362 (1.178 com banco traseiro rebatido)
Tanque de combustível 52
PESOS (kg)
Em ordem de marcha 1.469
Bruto total 1.845
Carga útil 376
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h, s G/A) n.d./9,5
Velocidade máxima (km/h, G/A) 180, limitada
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL INMETRO/PBVE
Cidade (km/l, G/A) 8,8/6,1
Estrada (km/l, G/A 12/8,3
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 última marcha (6ª, km/h) 44,5
rpm a 120 km/h em 6ª 2.700
rpm à vel. máxima em 5ª 5.420

 

EQUIPAMENTOS FORD ECOSPORT STORM 2,0 4WD 2019
TECNOLOGIA
Alto-falantes (9)
AppLink
Assistência de emergência
Câmera de ré
Chave com sensor de presença: acesso inteligente e partida sem chave
Comandos de voz para funções de áudio, telefone e navegador
Computador de bordo
Conectividade Car Play e Android Auto
Conexão Bluetooth
Controlador automático de velocidade de cruzeiro
Controle ativo da grade do radiador
Controles de áudio no volante
Entrada USB
Espelho retrovisor interno eletrocrômico
Leitura e envio de mensagens SMS
Limpador de para-brisa com temporizador e velocidade variável
Navegador
Rádio AM/FM
Sensor crepuscular
Sensor de chuva
Sony Premium Sound
Sync3
Tela de LCD de 4,2 pol. configurável no painel de instrumentos
Tela de LCD de 8 pol. tátil no painel central
SEGURANÇA
Abertura e fechamento global de portas, vidros e teto solar
Abertura elétrica da portinhola do bocal de abastecimento de combustível
Acendimento automático do pisca-alerta após frenagem de emergência
Alarme antifurto volumétrico
Alerta de manutenção programada por tempo e/ou quilometragem
Assistente de frenagem de emergência
Assistente de partida em rampas
Aviso de cintos dianteiros não atados
Bolsa infláveis frontais (obrigatórias), laterais, de cortina e de joelhos para o motorista (total sete)
Cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura de ancoragem
Cintos de segurança traseiros de três pontos para todos os ocupantes
Controle de estabilidade anticapotagem
Controle de estabilidade e tração AdvanceTrac
Engates Isofix para dois bancos infantis com fixação superior
Faróis de neblina
Faróis de xenônio com máscara negra
Freios ABS (obrigatório) e distribuição eletrônica das forças de frenagem
Imobilizador de motor (sistema PATS da Ford)
Luz de acompanhamento do deixar veículo (pelo faróis)
Monitoramento da pressão dos pneus
My Key (chave programável com funções de segurança)
Repetidoras de setas nos espelhos
Retrovisores externos asféricos (com dois raios de curvatura)
Retrovisores externos com ajuste elétrico
Sensor de estacionamento traseiro
Trava elétrica nas portas
Trava para crianças nas portas traseiras
Travamento automático das portas ao atingir 15 km/h
Travamento dos vidros traseiros pelo motorista
INTERIOR
Acionamento elétrico dos vidros um-toque para abrir e fechar
Ajusta lombar do banco do motorista
Ajuste de altura do banco do motorista
Ajuste de altura e distância do volante de direção
Apoios de cabeça dianteiros e traseiros com regulagem de altura
Aquecedor
Ar-condicionado automático e digital
Aviso da faróis ligados
Aviso de portas entreabertas
Bancos revestidos em couro preto Ebony
Bolsa porta-revistas no dorso do banco do passageiro
Console central com porta-objetos
Console de teto com porta-óculos
Descansa-braço integrado ao console central
Desembaçador do vidro traseiro
Encosto do banco traseiro bipartido e rebatível
Ganchos para sacolas no porta-malas
Iluminação no porta-luvas e porta-malas
Luz de cortesia
Luz de leitura
Pára-sóis com espelho
Porta-malas com fechadura elétrica
Sobretapetes de borracha
Tomada 12 V
Volante de direção revestido em couro
EXTERIOR
Aplique preto nas colunas das portas
Capa do estepe rígida
Carcaça dos retrovisores externos em cinza (cinza Dark London)
Estrado (rack) de teto com barras transversais
Faróis com acabamento cromado e escurecido internamente
Ganchos para reboque dianteiro e traseiro
Grade do radiador personalizada Storm (carbon black)
Kit Storm (aplique frontal/traseiro e adesivos frontais e laterais
Lanternas traseiras fumês
Limpador e lavador do vidro traseiro
Luzes de rodagem diurna (DRL) em LED
Maçanetas externas em cinza (cinza Dark London)
Moldura do farol de neblina em preto
Para-choques na cor do veículo
Teto solar elétrico
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  • Nilson

    Tirando os adesivos e o estepe pendurado, ficou interessante. Deve agradar quem gosta de SUV.
    Também digo que o EcoSport evoluiu bastante, ainda mais nessa última atualização. Mas, à parte da funcionalidade e eficiência, freios a tambor num carro de R$100.000,00?

    • Douglas

      Para ser sincero, o EcoSport precisa é de discos de maior diâmetro na dianteira, comigo os freios dianteiros de um EcoSport 2015 2-litros já chegaram a superaquecer e soltar fumaça, já nos tambores traseiros nem sinal de superaquecimento.
      Eu aumentaria o diâmetro dos discos de freio dianteiros e deixaria os freios traseiros a tambor como estão.
      Parece que freios a disco na traseira virou mais um item para mostrar ao vizinho.

      • Douglas, freio com fading? Em que situação ocorreu o superaquecimento?

        • Douglas

          Carlos, foi em um polo industrial que estava sem movimento, ele grandes retas que terminam em curvas de 90º, se viesse em alta velocidade tinha que abusar dos freios antes das curvas, quando foi acredito que na penúltima curva superaqueceu e saiu uma fumaceira junto com o cheiro de queimado.

  • Mr. Car

    Mike, este bege deve ser aquele beeeeeeeem clarinho. A Fiat também usou um tom parecidíssimo (nome oficial “branco Kalahari”), bem como a Renault nos últimos Clio, mas não me recordo o nome oficial que davam. Não importando se na Ford, na Fiat, ou na Renault, eu apelidei a cor de “branco encardido”. Só que ao contrário de você, eu gosto muito. Teria um assim numa boa, he, he!
    Abraço.

  • guest, o original

    Dúvida: na prática, em quais situações é benéfica uma tração 4WD sob demanda combinada com esse tipo de pneus utilizado pelo Storm? Imagino que somente em rodovias, sob tempestade.

    • O pneu do Storm é para uso urbano, estradas pavimentadas e para estradas de terra do tipo que avaliei durante o percurso escolhido pela Ford. Para lamaçais não é apropriado, segundo minha ótica.

  • Fat Jack

    “…lançado já como ano-modelo 2019…”
    A nova geração da EcoSport acabou de ser apresentada, nada justifica a introdução de ano modelo 2019, é exatamente esse tipo de atitude que incentiva aquelas mentes brilhantes de Brasília a interferirem no assunto.
    Concordo plenamente com relação aos pneus, deveriam mesmo ser mais altos, inclusive pelas pretensões do modelo.

  • Mineirim

    Gosto do EcoSport, mas ele tem dois problemas estruturais que me desagradam: estreito e sem porta-malas…
    Acima dele, a Ford vende o Edge. Vem Kuga, vem…

  • Alexandre Zamariolli

    O tal bege-cueca (gostei!) é sólido — o Mike observou bem, parece mesmo sorvete de creme.
    O metálico é bem mais bonito. Para referência, a Hyundai oferece uma tonalidade parecida no HB20 e no Creta.

  • Magno Costa, são pneus mais resistentes estruturalmente

  • Fat Jack, a maior vantagem dos freios a disco é quando molha em alagados, se recuperando mais rapidamente em termos de eficiência. No resto, o freio a tambor cumpre o riscado.

  • BlueGopher, no caso de estressar as embreagens, o sistema desacopla mantendo somente tração dianteira.

  • Mr. Car, para ser sincero eu não gosto de penduricalhos.

  • AMB

    Esse EcoSport atual está num excelente nível.
    Pena que na linha 2019 que será lançada em breve ( por enquanto só a Storm é modelo 2019), as versões SE e Freestyle perderão os 7 air bags e terão apenas 2. Será criada uma versão Freestyle Plus que terá os 7 air bags, mas não terá opção com câmbio manual, só automática. Então, a dica é, quem gosta do EcoSport corra para comprar o modelo 2018.

    • AMB, como você conhece estes detalhes estratégicos?

      • Meccia, o leitor AMB respondeu à sua pergunta dizendo que leu num certo site impublicável no AE. Por isso a resposta dele foi deletada.

    • Douglas

      AMB, a pior perda que achei foi do ajuste lombar, é um item pouco lembrado que acho importantíssimo. Antes a versão Freestyle tinha, agora só na Titanium.
      Por mim seria item obrigatório em qualquer carro, assim como é limpador de para-brisa.

      • AMB

        Douglas, perdeu no modelo 2019? Porque no 2018 a versão Freestyle tem.

  • Ivan Rocha

    Boa. Lembrei que meu avô tinha uma cueca dessa cor mesmo.

  • Ivan Rocha

    Sinceramente não acho o EcoSport feio. Ele até que é bonito. Só acho caro para aquilo que oferece. O espaço para mim é praticamente o mesmo de um Fiesta. Só acho. Mas isso é a minha impressão. Tem quem goste. Tem gosto para tudo nesse mundo.

    • AMB

      Ivan, conhece algum SUV no Brasil que custe menos do que o Ecosport e entregue mais?

  • AMB

    Geovane, você está equivocado.
    A Storm tem acendimento automático dos faróis, couro preto (não é o claro, mas é couro),
    espelho retrovisor interno eletrocrômico e sensor de chuva.
    De fato ela perdeu o Sistema de Monitoramento de Ponto Cego (BLIS) com Alerta de Tráfego Cruzado (CTA).
    Fonte: site da Ford.

  • D.JUNIOR

    A versão 4×2 que andei (um SE 1,5 automático), me parece a mais acertada (tanto em estilo quanto na relação custo-benefício) para receber essa configuração mecânica. Os argentinos ganharam o Freestyle 4WD com exatamente os mesmos predicados, porém com o estilo mais discreto dos “normais”. Fora este problema do visual (para mim) um tanto difícil de tolerar num primeiro momento, deverá ser tão interessante de se guiar quanto o Titanium, cujas rodas deste Storm lhe cairiam bem melhor que numa versão realmente apta a ir um pouco mais longe do asfalto. E aproveitando a deixa, é uma ” storm of plastics” hehehe

  • FocusMan

    Ele é bem pequeno. O do Renegade apesar de menor, é melhor aproveitavel.

  • Douglas, acredito que sim, seria preciso analisar melhor o sistema.

  • Júlio Câmara, o EcoSport tem como proposta ser um SUV pequeno, com espaço interno compatível. Um estepe no porta-malas acabaria com seu volume. Externamente, em baixo do assoalho até que poderia ser, porém muitas modificações seriam necessárias para viabilizá-lo.

    • Douglas

      Carlos, será que apenas a troca do assoalho do porta-malas por um com poço de estepe e a colocação do abafador em posição longitudinal ao lado do poço do estepe não bastaria?

      • O estepe é muito grande e no caso do 4WD seria impossível, sem aumentar a plataforma.

  • AMB

    Meccia, hoje saiu a informação de um dos EcoSport 2019 novos, versão para PCD: SE Direct 1,5, por
    R$ 68.690,00.
    Calotas, dois air bags, perde o controle anticapotagem, entre outras perdas.

    • Douglas

      AMB, o que poucos notaram é que ele é exatamente o Ecosport S já vendido na Argentina, só muda o câmbio, que lá é manual.

      O preço é atraente, espero que a Ford disponibilize para todos e não só para deficientes.

      • AMB

        Douglas, como os modelos 2019 do EcoSport, SE e Plus, perderão os 7 air bags (terão apenas 2), talvez haja uma redução de valores nessas versões.
        Contudo, eu sugiro sempre mais airbags, então, quem quer pegar um EcoSport completo de entrada, corra para pegar o modelo 2018.

  • Jota

    Eu sou um pouco avesso a esses spoilers e rodas grandes de perfil baixo que colocam em carros que deveriam ser utilitários.

    Gosto dos espartanos, rodas de ferro, para-choques sem pintura, mas não abrindo mão da dupla ar e direção.

    Um bom exemplo do estilo que eu enalteço é o Renault Duster basico lançado em 2012. Deveria existir mais carros assim, seria útil para frotistas e também para quem não quer pagar por esses “excessos”. Claro que devem ser respeitados aqueled que gostam desse estilo de carro, mas acho que deveria ser oferecido a nós o carro “seco” e depois as outras versões.

    Segue exemplo:

    https://uploads.disquscdn.com/images/60709ef08a676af4df8f9eb2c4fdd76516c709c68a88897c97070f0a9bc42afb.jpg

    • Douglas

      Me lembrou a L200 GL, muito vendida para frotistas.

  • Douglas

    AMB, concordo com você. Além disso o Renegade só se mostra um carro interessante quando equipado com motor diesel, já que é o único do segmento a dispor de um.
    Desses crossovers compactos o que mais me agrada é o Kicks, o carro é leve e o câmbio CVT bem solícito nas reduções. É extremamente ágil na cidade.

    • AMB

      Ao Kicks prefiro o EcoSport, muito mais equipado em itens de conveniência e segurança. Além disso, o acerto de suspensão do EcoSport está irrepreensível.
      E ainda há os motores flex da Ford, que para mim, são os melhores aspirados do segmento.
      Por fim, o preço do EcoSport é mais convidativo.

  • Júlio Câmara, os pneus run flat são utilizados mundialmente e atendem perfeitamente todas as especificações, evitando carregar um peso morto que é o estepe. Fico me perguntando, quantas vezes na vida do veículo temos um pneu furado? Temos que nos acostumar às novas tecnologias. O brasileiro reclama muito, infelizmente.

    • RED883

      Uma dúvida. O pneu runflat não é mais pesado que um pneu comum? Caso positivo, esse peso a mais nas rodas não é mais prejudicial para o desempenho do carro do que o estepe no porta-malas.
      No meu entender, considerando as ruas que enfrentamos no Brasil, o ideal são mesmo pneus comuns (mais baratos e confortáveis) e um estepe temporário.
      Runflat funciona bem para países cujas ruas e estradas são mais amigáveis.

  • FocusMan

    Um porta-malas com melhor atualização. Basicamente isso. Nunca gostei do atual EcoSport, desde o primeiro dia que o vi. Sempre achei que ele saiu errado e que iria matar o nameplate EcoSport.

    No mais, acho que a Ford gastou muito dinheiro em engenharia num produto já defasado. O carro melhorou muito em relação ao modelo base, mas continuou com a mesma “cara”.

    Para o consumidor comum, o carro ainda é igual.

    • FocusMan, eu gosto do primeiro, padrão “jipinho”. Creio que foi um erro não seguir suas linhas simples, seu espaço interno e a posição excelente de dirigir. Não se mexe em time que está ganhando.

      • FocusMan

        Eu tambem gosto. Quando vi o primeiro EcoSport montado lembro-me de falar “m…., isso vai quebrar nossas pernas”.
        Eu acho que o maior erro do EcoSport foi ter virado global. A Ford vende em mais de 150 países, fabrica em 7 unidades de manufatura (contando as de montagem), mas no final das contas o carro ficou limitado para ter que atender o mercado indiano que não compra o carro porque ele é caro e não tem rede de assistência técnica (já ouviu isso antes?). Fosse 150 mm maior, com estepe no assoalho traseiro e tivesse um desenho menos “cross fox”, nunca teria perdido vendas e manteria sua fiel base de proprietários.