Este ano, agosto, o AE completará 10 anos de idade. Esta lista, para quem não sabe, já é uma tradição anual nossa, apesar de não ter 10 anos ainda: começou em 2010. Invariavelmente, é a matéria mais lida do site todo ano que foi publicada, mas desconfio que menos por qualquer mérito que ela tenha por si só, e mais pelo fato de que o título a faz fácil de ser achada pelos mecanismos de busca da rede.

Mas sucesso é sucesso, independente de como ele venha, e então sou compelido a continuar repetindo-a, anualmente. Virou, assim, uma tradição, que tenho o maior prazer em cumprir. Mesmo porque é uma lista altamente pessoal, ligada a meus desejos particulares, como o título já diz. Mas não é algo de sonho, inatingível, como também já denota o título: algumas regras básicas, imutáveis, colocam algum pragmatismo na escolha:

Primeiro, o carro não pode passar do preço de R$ 100.000. Cem mil reais é o máximo que poderia teoricamente pagar em um carro. Nunca paguei cem mil num carro, mas é teoricamente possível, e acredito ser um limite interessante, pois deve ser válido para a maioria da população que compra carro novo. O volume de vendas acima deste teto é comparativamente bem mais baixo, o que confirma esta minha teoria. Durante os anos pensei já em aumentar o valor, visto que cada vez menos carros caem dentro deste limite, mas duvido que a renda da população tenha subido na mesma proporção do preço dos carros. A minha com certeza não, e como este é o motivo da lista, o que posso comprar, ele permanece inalterado.

Segundo, tem que ser algo útil, prático, que possa levar cinco pessoas ou mais, ou duas pessoas e carga, como um terceiro veículo. Hoje tenho uma perua (BMW 328i Touring 1996) e uma minivan (Citroën C4 Picasso 2012) na garagem, uma casa com jardim que produz muito lixo, dois filhos adolescentes, e uma cadela grandona que adora passear de carro comigo. Em casa, carro tem que agradar a todos, e fazer funções variadas. Nada de Caterham Seven, infelizmente. Picapes, furgões, peruas e hatchbacks têm preferência.

E por último, mas não menos importante, tem que ser divertido ao volante. Eu, como todos os leitores deste site, adoro dirigir, e, portanto, o carro tem que divertir o motorista. Câmbio preferencialmente manual, motores potentes, ou no mínimo entusiasmados para despejar qualquer potência que sejam capazes de produzir, e comportamento dinâmico legal são imprescindíveis. Carro para família e trabalho, mas para encher a alma de entusiasmo também. É na verdade o mais importante aqui.

Em 2018, em ordem crescente de preço, são eles:

 

1) Renault Kwid

Sinceramente, não sei se o mercado brasileiro vai aceitar bem o estilo, digamos assim, diferente do Kwid. É um carrinho de proporções estranhas ao meu ver, e obviamente muito alto, e com pneus visualmente muito pequenos para o volume da carroceria.

Mas nada disso importa; o que importa é que ele é mais uma prova de que peso baixo é algo divino. Pesando meros 790 kg, o pequeno tricilindro de apenas 66/70 cv consegue levar o carrinho com vontade e entusiasmo, e com aquele delicioso berro característico da configuração. O carro se move levemente, sem esforço aparente, alegre e faceiro. A suspensão, os freios, a direção e o câmbio manual são corretos, bem dimensionados para o carro, e ajudam a fazer uma experiência ao volante inesquecível, completamente oposta ao que se espera de algo tão básico.

O carro na verdade é uma brisa de ar fresco de originalidade num mar de mesmices. Baixo peso traz um sem-fim de vantagens, em desempenho, economia de combustível, estabilidade e leveza aos comandos, simplesmente impossíveis de se conseguir em um carro mais pesado. Até o nível de ruído e vibração um pouco mais alto que o normal não incomoda aqui, na verdade chega a ajudar dando ao carro uma característica rara hoje em dia: uma personalidade marcante.

Para mim é o herdeiro espiritual do Fiat Mille, um carro onde o baixo peso e a simplicidade são uma vantagem e não um problema, uma declaração clara de que a simplicidade é a maior das virtudes. Podia ser mais baixo na suspensão, claro, mas a necessidade mercadológica de agradar a corrente moda suve impede tal coisa, infelizmente. Mas não importa; do jeitinho que está é exatamente o que precisamos aqui no Brasil, nos tempos de renda comprometida: carros simples, baratos, mas excelentes por trás do volante.

 

2) VW up!

Se o Kwid carece de sofisticação e refinamento em sua opinião, a VW tem uma opção excelente no up!. Em todas as suas versões é um carro extremamente bem-acertado e agradável. Mesmo na versão aspirada básica, o tricilindro de um litro puxa o carro com uma vontade incrível para algo tão pequeno, e acompanhado pelo característico e entusiasmante berro do motor três em linha, chegando a entusiasmar. Mesmo assim, é um carro extremamente econômico, e juntando a isso o espaço interno extremamente bem-aproveitado, e toda a solidez que se espera de um projeto alemão, fazem do up! um pacote altamente desejável.

E a versão TSI, com o seu torcudo e potente motor turbo, torna tudo ainda mais interessante, por pouca coisa a mais em dinheiro na compra.

 

3) Renault Sandero

Quando dirigi pela primeira vez o Sandero da geração corrente uma coisa imediatamente me chamou a atenção, já nos primeiros metros: o ajuste de suspensão. Era um carro que tinha um ajuste que reputo perfeito, firme, mas confortável e com ótima absorção de impactos e estabilidade de primeira em curvas. Na Romeiros, parecia melhor ao rodar até que minha perua BMW 328i 1996. Incrível.

Mas o motor (era um antigo 1,6 litro 8v) e a transmissão, apesar de aceitáveis, não eram nada que merecesse uma ode apaixonada. Mas agora, com novo acionamento de câmbio por cabos, e os novos motores SCe de três e quatro cilindros em linha, duplo comando e quatro válvulas por cilindro, e alta potência específica, se tornaram algo quase irresistível.

(Foto: autor)

E o que falar do Sandero R.S.? Continua depois de dois anos o mais divertido carro para entusiastas que se pode comprar por 63 mil reais. Na verdade, é um peso-pena que dá um trabalho danado para muito peso-pesado por aí, em um circuito fechado…. Um carro esporte disfarçado de hatchback familiar.

Preço justo, e uma experiência memorável ao volante é tudo que um entusiasta precisa, e é algo presente em todo Sandero hoje. Junte isso a uma carroceria hatchback que permite espaço e praticidade suficientes para ser o único carro da família, e temos um pacote difícil de resistir.

 

4) Saveiro Robust CS

Esta é uma escolha bem pessoal que seria perfeita como terceiro carro em casa. Eu adoro picapes, principalmente as derivadas de automóveis, por sua praticidade de carregar muita carga, mas sem parecer um caminhão ao volante.

Mas não compartilho da paixão recente por versões de cabine estendida ou dupla; estas picapes pequenas com cabine maior acabam sendo os patos da indústria: como a famosa ave que anda, nada e voa, mas não faz nenhuma das três coisas decentemente, estas picapes não levam nem pessoas nem carga bem.

Sendo assim, a versão “de trabalho” para mim é sempre a melhor. E a melhor delas a Saveiro, com sua base de Gol e seu excelente (se bem que um pouco antigo) motor de 1,6 litro.

 

5) Honda Fit DX

Pouca gente sabe, mas ainda é possível comprar um Fit com câmbio manual, algo que transforma completamente a experiência ao volante deste pequeno Honda. Dirigir um Fit automático é algo para quando se está cansado e só se quer chegar a algum lugar. O manual, básico, incrivelmente, me faz enxergar o quanto o carrinho é interessante e bem projetado: confortável, comandos levíssimos mas precisos, desempenho bom, incrível economia de combustível, espaço e praticidade ímpares.

E o seu preço bem razoável (R$ 58.700,00) me faz imaginar porque alguém escolheria as versões mais caras, automáticas, com o chato CVT. E muito menos ainda porque alguém compraria algum duvidoso e caríssimo pseudo-suve derivado dele… Simplicidade continua sendo divina.

 

6) Peugeot Partner

OK, concordo que esta não é uma opção normal, aceitável, para muita gente. Mas se muita gente usa picapes como carro do dia a dia, por que não um furgãozinho de carga? Logicamente, com sua capacidade de manter a carga seca e protegida de amigos do alheio, faz muito mais sentido.

E no caso do Partner, existe também outra coisa que me faria ser confundido diariamente com um funcionário de empresa de telefonia sem problema algum. Algum tempo atrás, tive um Citroën Berlingo Multispace 2001, um delicioso furgãozinho de passageiros verde por dentro e por fora que deixou muita saudade. Na verdade, acho que é o carro que mais me arrependo de ter vendido. Era divertido com seu teto solar de lona elétrico, e tinha uma praticidade incrível para levar carga e/ou passageiros. Mas o que me lembro com mais saudade, o que está indelevelmente marcado em minha cabeça, era o fato de que era uma verdadeira delícia para se dirigir. Fazia curvas com alegria, o câmbio de alavanca longa, mas curso curto, era uma delícia de operar, o motor era valente e disposto… Incrível que algo assim fosse tão gostoso, inacreditável que ainda me lembre das sensações com saudade. E que saudade!

Meu Berlingo, no dia em que chegou em casa. Saudade… (Foto: autor)

Mas tirando os bancos traseiros rebatíveis, o tetão de lona, e as cores vivas, tudo isso ainda é possível de se encontrar no furgão Partner. Por mais estranho que pareça, morro de vontade de comprar um. Outro dia passei numa concessionária Peugeot para um reencontro com um velho conhecido, em sua versão de carga atual; só de abrir a porta com aquela maçaneta, olhar aquele para-brisa enorme e vertical, e sentir aquela alavanca trocar as marchas num clique-claque delicioso, que  um arrepio me subiu pela espinha e um sorriso apareceu na minha cara. O amor é cego realmente!

 

7) Ford Focus SE 1,6

Este Focus, junto com o Golf TSI 1,0 básico, é a única opção hoje de um hatchback médio com câmbio manual. Como todo Focus desde o saudoso Mk1 de 1998, prima pelo comportamento de suspensão e comandos com o peso e sensibilidade corretos. É um carro relativamente grande para os padrões brasileiros, e uma ótima opção para famílias mais “espaçosas”, e cujo motorista sabe se divertir ao volante, sem medo, ou preguiça, de trocar as marchas quantas vezes forem necessárias.

 

8) Peugeot 208 GT

Este é o carro mais rápido e veloz da lista. Um hatchback pequeno, mas com alma de carro de rali, um fortíssimo 1,6 litro turbo de 166/173 cv, e acabamento sofisticadíssimo. Devia ser bem mais popular do que é, mesmo sendo bem caro para seu tamanho; ao invés de encará-lo como um carro pequeno caro, pense num MINI bem mais barato.

Um teto de vidro legal, um painel diferente e sofisticado, volante de diâmetro bem pequeno (350 mm), revestimento de teto em tecido preto, a lista de coisas interessantes e diferentes que agradam o entusiasta abundam aqui. Mas é na força e na vontade de subir de giros do motor turbo que o carro realmente impressiona, bem como no seu delicioso câmbio manual de seis marchas e o comportamento impecável ao atacar curvas com vontade.

Não há nada tão divertido ou rápido quanto ele no seu preço, o que na verdade o torna um carro barato pelo que oferece.

 

9) Honda Civic Sport

(Foto: AE)

O Civic Sport é um carro raro nas ruas, o que é uma pena. Com um desenho inovador e belíssimo na minha opinião, é, como todo Honda, agradabilíssimo ao volante.  E o principal motivo de sua raridade relativa é justamente a maior vantagem desta versão básica: o câmbio manual de seis marchas. Apesar de ser triste não existir versão manual para o excelente 1,5-litro turbo da versão Touring do Civic, eu acredito que o 2-litros aspirado desta versão, 150/155 cv, já é forte o suficiente para entreter.

Triste também é a Honda não ter aproveitado o desenho inovador e colocado uma tampa traseira tipo hatchback, mas paciência. Do jeito que está o Civic Sport é o melhor sedã médio para um entusiasta hoje aqui no nosso Brasil.

 

10) VW Golf Variant Comfortline

(Foto: AE)

Este é um carro caro, que passa raspando no limite máximo para entrar nesta lista. Também é o único carro aqui sem um pedal de embreagem, o que diminui bastante o apelo para os entusiastas.

Mas em compensação há muito que gostar aqui. Primeiro é um Golf, um carro excelente em todas as suas versões. Depois, é uma perua, algo que pessoalmente considero uma combinação imbatível de praticidade e diversão ao volante, se for feita corretamente como é o caso aqui. E depois, se o câmbio tem que ser automático, que pelo menos seja um tão bom quanto o dupla-embreagem de sete marchas que equipa a Variant.

Junte-se a isto a construção bem feita e sólida de todo Golf, o torcudo motor turbo de 1,4 litro, e a eficiência germânica no comportamento geral do carro, e se tem uma perua moderna que dará anos e anos de serviços a qualquer família entusiasta, com desempenho, economia de combustível e praticidade ímpares.

MAO

(4.724 visualizações, 27 hoje)


  • CorsarioViajante

    Esta lista é sempre aguardada e lida com interesse!
    Mas senti falta de dois carros que acho bem interessantes: o Argo (em sua versão manual 1,3) e o Polo TSI. O Polo creio que não entrou por ser automático, correto?

    • Alexandre Zamariolli

      Também senti falta do Polo turbo. Delicioso de tocar, preço condizente e algo de que gosto muito nos VW superiores: tecnologia avançada, mas não a ponto de ofuscar (perdoem o trocadilho) o carro sob ela, ao contrário do que ocorre, por exemplo, nos BMW atuais. E carro algum deixa de me divertir por ser automático — o Fit LXL 2010 que temos em casa é um show de automóvel.

  • ene

    Porque comprar ou não, esses dez melhores carros.
    Esta é a minha opinião:
    01 – Renault Kwid – Deveria ter um motor mais potente e a suspensão também calibrada para a estrada.
    02 – VW up! – Boa opção, embora o Move up! TSI tenha preço fora da realidade. Falta vidros elétricos nas portas de trás.
    03 – Renault Sandero – Quem sabe? Tive um Clio 1,6-l que achava o máximo.
    04 – Saveiro Robust CS – Picapes não se encaixam em minhas necessidades.
    05 – Honda Fit DX – Quem sabe? Eu concorto que a simplicidade continua sendo divina e que a Honda não tenha a infeliz ideia de descontinuar o câmbio manual.
    06 – Peugeot Partner – Minha esposa o chama de carrinho de padeiro. Acho o desenho incrível, mas
    também não se encaixa em minhas necessidades.
    07 – Ford Focus SE 1,6 – Foge da quantia que me proponho a pagar em um carro. Junto com o Honda Civic Sport, é um carro fantástico.
    08 – Peugeot 208 GT – Não quero. A Peugeot deveria optar por motores de 1,6-l nas opções mais simples.
    09 – Honda Civic Sport – Foge da quantia que me proponho a pagar em um carro. Junto com o Ford Focus SE 1,6, é um carro fantástico.
    10 – VW Golf Variant Comfortline – Muito grande para as minhas necessidades.

    • Braulio Stafora

      Minha opinião sobre sua opinião é que:
      1- Realmente, a Renault está marcando em não fazer uma versão esportiva. Poderia até usar o motor SCe do Sandero que já ficaria legal. Apesar disso, se fosse comprar, consideraria a habilidade que ele tem em passar nas estradas de terra como uma vantagem…
      2- Portas de trás no up? Nem sei para que elas existem! Mas há anos a VW se dedica a fazer produtos um pouco acima da média em qualidade e muito acima em preço. Parece que tem dado certo para ela…
      3- O Clio 1,6 litro era mesmo muito legal! Acho que o Sandero tem que ser realmente excelente para não decepcionar seguindo esse parâmetro de comparação. O 2,0 tem tudo para ser o primeiro esportivo de verdade de muita gente…
      4- Na verdade, até conseguiria me virar com uma picape. mas um furgão acaba sendo mais útil em 98,75% das situações (sempre tem aquelas pessoas que consideram o picape mais bonito, e na hora de colocar algo muito alto que não possa ser desmontado, mas pese menos que a carga máxima…).
      5- Realmente, quem sabe? Nem parece tão inflacionado quanto os preços que a Honda costuma praticar…
      6- Tenho e acho muito legal. Vamos para mais um ano sem maiores problemas.
      7- Concordo.
      8- Acho que ele está na mesma situação que Focus e Civic: têm muitas qualidades, mas está além do que eu acho razoável pagar num hatch pequeno.
      9- Concordo.
      10- Acho que ela engana um pouco. Parece muito grande para um carro médio, mas as dimensões e o espaço interno não dizem o mesmo. Creio que foi algum truque do desenho externo para que parecesse pertencer a uma classe superior, mas se afasta consumidores, então deram uma errada na mão…

      • ene

        Pois é, eu até pensei em ter um Peugeot Partner como segundo carro, mas é mais taxas e seguro para pagar. Como não tenho necessidade em ter dois carros, fica inviável.

  • Jefferson

    MAO, já venho namorando este Focus 1,6 manual há um bom tempo como substituto para o Peugeot 308 1,6 que tenho atualmente, exatamente pelo fato de ser um carro com uma condução mais visceral, visto que para mim o câmbio manual faz uma baita diferença. Espero que a Ford não abandone o carro, como a Peugeot fez com o 308. Só sinto que pela tendência atual de mercado, em um futuro não muito distante, não veremos mais carros como Focus, Civic ou Golf com versões manuais… No mais, excelente lista!

  • Luciano Gonzalez

    MAO, salve engano a Golf Variant acompanhou o hatch de qual é derivado e hoje só com a automática Tiptronic.
    Eu fui um felizardo de ter tido contato com uma 1,4 TSI manual, era perfeita para mim, perfeita.
    O Golf TSI 1,4 até dezembro era ainda oferecido com o câmbio manual também, ainda não vi o catálogo 2018.
    Um abraço!

    • MAO

      De acordo com o site da VW, ainda é DCT de sete marchas…

  • Luciano Gonzalez

    Com relação à sua lista, Concordo com up! (o TSI apesar de caro, desculpe o termo mas é um tesão), penso da mesma forma com relação às picapes e concordo com a Saveiro, mas procuraria algo acima da Robust CS; o Sandero R.S. é imbatível em sua faixa de preço, faz lembrar em muito nossos hot hatches da década de 80/90. Também concordo com o Focus 1,6 manual.
    Acrescentaria na minha o Golf 1,0 ou 1,4 manual, o bom e velho Gol que ainda é irresistível para quem gosta de tocar (grande dúvida ao velho e torcudo EA 111 1,6 ou o para lá de competente EA 211 1,0-L); o Fiesta em versão de câmbio manual também se enquadraria.
    A Golf Variant é um sonho de consumo mas a caixa automática convencional Tiptronic é um contraponto para quem tem o prazer de saborear uma boa tocada.

  • Antonio F.

    Sou o feliz proprietário de um move up! aspirado (MPI), é o carro perfeito para aquilo que preciso, até a cor (branco) caiu como uma luva e quando o comprei em novembro de 2014 paguei um preço bastante justo, hoje provavelmente não teria coragem de pagar o que a VW pede por ele.

  • Newton (ArkAngel)

    Gosto bastante do Peugeot Partner fabricado na França. A frente semelhante ao Peugeot 307 é muito bonita. https://uploads.disquscdn.com/images/9cee8a6ee999dd54af02f853252f68f7033823bda25a27b3e4a528dcbbeba0e0.jpg

  • Lorenzo Frigerio

    O 208 GT é uma escolha bem atraente. Para ficar perfeito, só falta o Tiptronic 6. Podem me crucificar.

    • MAO

      Comissão de crucificação já está formada e operante, deliberando os próximos passos! Tome cuidado ao atender a campainha!

  • Elvys Da Costa Pina

    MAO, boa lista! Destaque para os Hondas (Civic e Fit) e o Renault Sandero, considero modelos com boa relação custo-beneficio. O Fit DX me chama atenção pelo bom conjunto com câmbio manual e lista de itens de série na linha 2018. Consultando o site do fabricante, tem dois itens ausentes no modelo, que deixaria essa versão ainda mais interessante: computador de bordo e o sistema de configuração dos bancos. Também dei uma olhada no City DX câmbio manual (preço em torno de R$ 60 mil) e também me pareceu uma versão com boa relação custo-benefício. Sabe de alguma avaliação deste modelo? Agora meu sonho de consumo é o Civic Sport câmbio manual de 6 marchas. Um baita carro por todo conjunto. O Autoentusiastas fez uma boa avaliação. Parabéns pela lista.

    • Renato

      Elvys, o Civic manual também é meu sonho de consumo.

      Sobre o City, comprei um, manual, em meados de 2017. O carro é muito bom, mas também não achei nenhuma avaliação sobre o modelo.
      Me norteei muito pela avaliação do Keller aqui mesmo no AE para ter uma ideia do comportamento dinâmico do carro, mas com o câmbio manual a tocada é outra. Que carro gostoso de guiar.

      Sobre o computador de bordo, há muita divergência nas informações e fóruns de internet por aí. Existe sim um computador de bordo (bem básico, é verdade) que vem somente com as seguintes informações: relógio, hodômetro total, parcial e consumo médio.
      Sinto falta de informações que meu Palio 1,0 tinha, como autonomia e tempo de viagem.

  • Diogo

    Tem três carros que senti falta: o Polo TSI, que achei incrível no acerto dinâmico (motor, câmbio e suspensão); o 2008 THP, que é uma versão “família” do 208 GT; e o Fiesta 1,6 manual, que tem um pacote excelente a preço acessível (cerca de 56 mil reais, próximo a alguns 1,0 completos.

  • Braulio Stafora

    O que reparei é que nos carros que eu gostaria de comprar há uma substituição de marcas italianas por francesas:
    Kwid no lugar do Mille;
    Partner no lugar de Fiorino e Dobló;
    208 no lugar do Punto T-Jet;
    Tem uma substituição até mais estranha: Duster no lugar de Focus:
    O Duster 2,0 16v tem uma suspensão refinada, motor potente acoplado a um câmbio manual, peso relativamente baixo e acrescenta um porta-malas grande e mais espaço interno, com prejuízos no visual,no acabamento e na posição de dirigir. Um SUV tomando lugar que já foi de hatch…
    Outro SUV que eu colocaria como objeto de desejo seria o 2008, praticamente uma versão SW do 208, e, por isso mesmo, na minha cabeça, uma sucessora espiritual da lindíssima 206 SW. Até gostaria de mencionar a Weekend, mas parece que nossa última perua abaixo dos 80 mil saiu de linha…
    Outro que eu gosto de mencionar é o Vito, que ainda é a van mais legal que se pode tirar de uma concessionária, apesar de cara. Talvez com uma Expert ou Jumpy de passageiros até essa opinião mude até o ano que vem.
    Outro carro que continuo gostando é a Spin, ainda misteriosamente barata. Uma pena, também é o Chevrolet mais caro que se pode comprar com câmbio manual.
    Esperanças que, com o Civic Si vindo ao Brasil nesse ano feito como se deve (cupê, manual, ótimo de curvas), algumas versões esportivas surjam, pelo menos para dar um fôlego aos carros mais divertidos de dirigir. Ele próprio não entra como item de desejo, pois duvido que chegue por menos de R$ 150 mil, o que pode ser justo, mas está longe demais até para sonhar…

    • Outro SUV que eu colocaria como objeto de desejo seria o 2008, praticamente uma versão SW do 208, e, por isso mesmo, na minha cabeça, uma sucessora espiritual da lindíssima 206 SW.

      Curioso é que um dos motivos que tornam a 2008 atraente é justamente um dos motivos pelos quais ela vende pouco — além da Peugeot aparentemente desconhecer o que significa “propaganda” — que é o fato de ser mais baixa que as concorrentes. O carro parece uma versão SW do 208, e não um SUV, o que para mim é ótimo.

  • Douglas, ao assistir os vídeos do Polo você nota alguma deficiência de visibilidade, qualquer que seja a posição da câmera? Estou intrigado com essa sua impressão.

  • Zarapa

    Passei anos namorando o Focus 2,0. Quando finalmente tive a possibilidade de comprar, a Ford estragou tudo tirando o câmbio manual de linha. O curioso é que o 2,0 manual ainda é (ou pelo menos até há pouco era) fabricado na Argentina. Por que não aceitar encomenda? Bom, como você, ainda sonho com um Focus 2,0 manual de 6 marchas com peso aliviado. Em tempo, não comprei o Focus. Não ter câmbio manual para mim é defeito grave.

    • Juvenal Jorge

      Zarapa,
      fabricar um carro na Argentina e não vendê-lo no Brasil é um problema de raciocínio lógico dos fabricantes. Como a GM que fabricou a perua Corsa anos a fio por lá e não vendia aqui. Falta gente esclarecida nas fábricas.

    • MAO

      Zarapa, isso aí, defeito gravíssimo! Quase imperdoável!

  • CorsarioViajante

    Ótima, ainda mais levando em conta ser um hatch compacto bem baixo.
    Apenas em alguns momentos o retrovisor parece próximo demais, mas isso não tem jeito num compacto especialmente se você sentar mais reto como eu costumo. Aquele suporte para celular eu achei que ia atrapalhar mas a posição é perfeita, não atrapalha a visibilidade em nada e facilita muito para usar o GPS.
    Eu estranhei um pouco pois meu carro anterior era uma Livina, que tem teto bem alto e janelas muito grandes, inclusive o vigia traseiro. Mas daí comparar uma Minivan alta com um hatch baixo é comparar banana com maçã! rs

  • Basil Sandhurst

    A lista está ótima.
    Infelizmente nem sempre encontramos o carro citado. O Focus por exemplo, achar uma concessionária que tenha a versão básica é quase acertar na loteria… Não consegui ver o carro, o que excluiu ele da minha lista de compra (por mais predicados positivos que o Ford Focus o possua).
    Abs

  • Renato

    Não mudaria nada nessa lista.

    Falando em 2018, me deparo com mais uma falcatrua pouco divulgada pelo (des)governo.

    Ao acessar o site da fazenda do RJ para obter a guia de pagamento do IPVA (que ainda não está disponível), me deparo com a seguinte mensagem, lá no final da página: Atenção Pagamento do Seguro DPVAT

    A partir de 2018, o valor referente ao prêmio do Seguro de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre – DPVAT não mais constará na GRD. Para efetuar o pagamento o contribuinte deve retirar boleto próprio no site da Seguradora Líder, administradora do seguro DPVAT, no endereço eletrônico https://pagamento.dpvatsegurodotransito.com.br que poderá ser pago em qualquer um dos bancos conveniados com aquela seguradora. Fonte: http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/faces/menu_structure/servicos/navigationContribuinte/coluna2/menu_servico_ipva/IPVA-IPVA2018?_afrLoop=16219222314432659&datasource=UCMServer%23dDocName%3AWCC204942&_adf.ctrl-state=u8o7bmjps_36

    Ou seja, os desavisados certamente pagarão o valor do IPVA e só. Mas ficará faltando o obscuro “seguro” DPVAT.

    Desde já fica o meu alerta e os votos de um excelente 2018 à todos.

  • Renato

    MAO, concordo em gênero, número e grau quando você diz: “Triste também é a Honda não ter aproveitado o desenho inovador e colocado uma tampa traseira tipo hatchback, mas paciência. Do jeito que está o Civic Sport é o melhor sedã médio para um entusiasta hoje aqui no nosso Brasil.”
    Guardadas as devidas proporções, seria algo que me remeteria ao saudoso Lancer Sportback Ralliart.

    • MAO

      Renato, pois é, estranho ser um “sedã”… Mas paciência.

  • Renato

    Eduardo, sobre o Fit, são as famosas moscas brancas. Em março passado comprei o único exemplar de um City manual que havia na concessionária. Foram os R$ 58.500,00 mais bem pagos em um carro.

  • Renato

    Lembro-me com tristeza quando de seu lançamento no Brasil. Cerca de R$ 70.000,00 com câmbio manual. Uma pena ter sido em uma época em que eu estava longe de poder trocar de carro.

  • Mr. Car

    Ene, eu gostei, mas nem era isso que “matava” o carro para mim: era aquele painel medonho, he, he! Como isto foi resolvido, o Etios passou a ser uma opção.
    Abraço

  • Wendel Cerutti

    Bela lista!!!

    • MAO

      Obrigado, Wendel

  • Juvenal Jorge

    RoadV8Runner,
    desapegar das sensações a que um Focus nos acostuma é como tentar fazer regime nas festas de fim de ano. Até se consegue, mas as crises de abstinência são graves.

  • AMB

    MAO, como você gosta bastante de câmbio manual, talvez a sua lista merecesse também o Golf 1,0 TSI de 6 marchas, além do que ele é um carro muito bem acertado e seguro.

    • MAO

      AMB, quase o coloquei. Mas este ano estou mais para o Focus nessa faixa.

  • AMB

    MAO, se você não se importar, gostaria de fazer uma lista paralela, concordando com alguns produtos:

    1) Ka Tecno 1,0; 2) up! TSI; 3) Fiesta 1,6 SEL; 4) Sandero R.S.; 5) Golf 1,0 TSI; 6) 208 GT; 7) Focus SE Plus 1,6; 8) Focus SE Plus 2,0; 9) Civic Sport; 10) Golf Variant 1,4 Turbo.

    • MAO

      AMB, claro, fique a vontade. A lista é pessoal!
      Abraço!

  • carloscomp, lembre-se que câmbio manual virou coisa de pobre. Gostando ou não de automático a pessoa parte para um. Não se pode brincar com status, é coisa séria.

    • carloscomp

      Na verdade, caro Bob, acredito que o automático se popularizou e chegou aos “pobres”. Não entrando no mérito da qualidade dos carros, mas hoje, por exemplo, com ~ R$ 50.000,00 compra-se um Polo 1,0 manual ou um Etios 1,3 automático, para o conforto do “pobre”, o Etios seria a melhor escolha, especialmente nos grandes centros urbanos.

      • carloscomp, pobre não gosta de parecer pobre e o câmbio automático o faz sentir-se melhor, “rico”. E lembre-se que câmbio automático não traz conforto, mas comodidade.

  • Renato, podemos tentar, embora ache pouco provável que respondam. O país está se esfarelando.

  • AMB, não é de surpreender essa velocidade com tal potência. O Omega 3-litros de 165 cv atingia 220 km/h reais.

  • MAO

    Artur, cada um na sua claro!
    E se você rezar bastante, Nossa Senhora da Combustão Interna perdoa…

  • MAO

    Pedido anotado e encaminhado à recém-formada comissão de crucificação!

  • MAO

    Parabéns pelas suas escolhas, RR, todas elas!

  • MAO

    Obrigado, Matheus!

  • MAO

    Jivago, no site ainda está como DCT de sete marchas. Mas mesmo se for verdade o que você diz, não muda a inclusão dela na lista.

  • MAO

    Obrigado, FF

  • MAO

    Obrigado, Renato!
    Feliz 2018 para você também!

  • MAO

    Toda unanimidade é burra. Nélson Rodrigues estava certo.

  • Guilherme Vieira Neves

    Critérios muito pessoais, fico sempre triste por nunca encontrar sedãs, meus preferidos disparadamente.

  • Guilherme Vieira Neves

    E sedãs automáticos, lógico! Rs

  • Gerson Borini

    Tenho certeza que fazer uma lista dessa não é tarefa das mais fáceis, mas para mim é injusto não estar na lista o carro mais vendido dos últimos anos, visto que o Onix possui a versão LTZ 1,4-L com opções de câmbio automático e manual 6-marchas, sendo ambas versões bem divertidas de dirigir e totalmente ajustadas às nossas vias, diferente de outros que não estão assim tão bem…

    • MAO

      Gerson,
      Gosto muito dos Onix, Cobalt e Spin quando equipados com câmbio manual. Já coloquei Cobalt e Spin na lista em anos passados, mas não couberam aqui este ano. O ajuste de suspensão é muito bom nos três carros, concordo, e o conjunto motor/transmissão está acertadíssimo, com um refinamento no funcionamento de primeira. No caso do Onix, nunca entrou porque a ergonomia para o meu porte físico (tenho 1,92 m de altura) não me agrada muito (bancos pequenos e um pouco altos demais). Em tempo, falando de Chevrolet, o Cruze hatchback, se tivesse versão com câmbio manual, certamente teria lugar aqui.

  • B. Metzker, por norma editorial, calcada em princípios de ética jornalística, os editores do AE não podem indicar, sugerir ou manifestar escolha ou preferência por produto./Bob Sharp, editor-chefe.

  • Dercílio, nada mais natural…

  • Elvys, podemos pensar nisso, como não?

  • CorsarioViajante

    Imaginei algo assim mesmo. Embora hoje pelo meu perfil de uso o automático sirva melhor, acho uma pena a VW não oferecer o TSI manual.

  • Basil Sandhurst

    Corsário, uma pena que você não pôde testá-lo. O automático (dirigi o Precision) tem um comportamento dinâmico muito acertado. Acredito que a Fiat acertou nesse produto.
    P.S.: Apesar de ter optado pelo modelo de “pobre” kkk (fiquei com um HGT manual).
    Abs

  • MAO

    Obrigado, Willians!

  • Jambeiro, dê uma boa volta com o Etios e depois diga se continua a achar o painel feio.

  • Borini, câmbio automático proporciona comodidade para quem acha câmbio manual incômodo, e não conforto.

    • Gerson Borini

      Hummmm isso seria um assunto para uma longa conversa acompanhado de uma cerveja ou um bom vinho… Eu acho que cada um tem suas vantagens e a melhoria tecnológica dos automáticos é inegável. Eu não dispenso o automático para o transito anda/para de cidades como São Paulo, assim como não dispenso o manual para um viagem por estradas mais sinuosas onde o prazer de reduzir, fazendo punta-tacco e freando na entrada das curvas é insuperável…

  • MAO

    leoayala,
    Pois é, vendi.
    Obrigado pelo comentário, valeu mesmo!

  • MAO

    Jambeiro: concordo.

  • MAO, sem esquecer o start/stop “patrulheiro”, que não pode ser desligado…