Da Hemmings Motor News

Uma boa ideia pode se tornar uma tragédia. A Suprema Corte da Inglaterra e País de Gales tornou obrigatório agora em novembro o seguro para carros de competição, visando arrecadar fundos para a entidade beneficente que cuida de vítimas de acidentes, a organização RoadPeace.

Utilizando-se de falta de regras claras na Motor Insurance Directive (Instrução para Seguro de Veículos a Motor) de 2009 da União Europeia (EU), que não distingue claramente entre veículos de estrada ou fora de estrada, a Corte decidiu que todos os veículos a motor devem ser segurados inclusive contra terceiros, considerando desde um trator de fazenda, um cortador de grama ou um carro de competição, novos ou antigos. Isso torna também obrigatória a investigação policial em caso de acidentes, até mesmo dentro de um autódromo.

A Associação da Indústria dos Esportes a Motor do Reino Unido disse que a decisão pode colocar um fim nas competições na União Europeia, já que os seguros para veículos de competição — quando existem — custam por volta de 20 vezes mais que para um carro normal que circule em vias públicas.

Outras organizações que trabalham no mercado das competições estimam que o impacto econômico do fim das atividades de corridas, apenas no Reino Unido, pode chegar a 11 bilhões de libras esterlinas por ano.

A Comissão Europeia e o Departamento de Transportes do Reino Unido estão propondo algumas alternativas à nova regra – claramente prejudicial a todos os países membros da EU – como revisar a Motor Insurance Directive, excluindo claramente veículos de competição da necessidade de seguro.

É importante lembrar que enquanto o Reino Unido não concluir a sua saída da Comunidade Europeia — o Brexit —, as regras valem para todos os 27 países, igualmente.

JJ

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