Marcaram época mesmo que não tenham sido exibidas no Brasil

Que argentino adora carro não é segredo para ninguém. Sempre me surpreende um país relativamente pequeno que tem uma grande diversidade de esportes “favoritos”. Sem medo de errar posso listar futebol, automobilismo, tênis, rúgbi e polo a cavalo com toda certeza, mas pratica-se muito hóquei (na grama), equitação, esqui, basquete e outro monte de coisas. Não duvido que existam praticantes até de curling. Confesso que gosto disso. Da diversidade, não de curling que por mais que tenha tentado assistir só consegue me dar sono — logo eu que sofro de insônia.

Nada contra o futebol — aliás, gosto muito —, mas acho importante diversificar. Não se trata apenas de que muitos pratiquem, mas que se pratiquem diversas modalidades. Ainda assim, a paixão dos argentinos por carros é impressionante. Um país que há anos não tem um piloto na Fórmula 1 continua apaixonado por essa modalidade, lota autódromos, dá uma enorme audiência à televisão e, claro, continua promovendo provas de modalidades as mais diversas. Muito, muito legal.

Conforme prometido, consegui terminar minha pesquisa sobre comerciais de carros. Mas como me empolguei demais acabei fechando uma lista dos meus favoritos, mas apenas na Argentina. Senão, caros leitores, vocês ficariam vendo filmes até o Réveillon. Sem patriotadas, mas é que comecei procurando o vídeo da F-100, que sempre adorei, e uma coisa leva a outra. Mais adiante escreverei sobre a propaganda brasileira.

Para minha surpresa, lembrava-me (eis a ênclise da semana) de mais do que imaginava. Há muitos de Ford e Renault, mas especialmente porque durante muitos anos essas duas fabricantes dominaram o mercado naquele país. Sobretudo as da Renault acho de uma criatividade incrível.

Revendo alguns filmes me chamou a atenção a ênfase em aspectos técnicos. No comercial do lançamento do Fiat 125 1972 acentuava-se a característica de ter motor com duplo comando de válvulas acionado por correia dentada. O filme em si não é grande coisa comparado com os que selecionei, por isso não o incluí, mas no geral há uma grande quantidade de informações técnicas, especialmente nos anos 70 e 80. Sinal de que essas características eram importantes para os compradores. Bom sinal, diga-se de passagem.

Minha seleção baseou-se na criatividade dos comerciais. Não entro aqui no detalhe sobre se os modelos são bonitos ou não, se o carro foi um sucesso ou não nem mesmo se era um bom carro. Apenas sobre a publicidade em si. Infelizmente alguns não têm uma qualidade de imagem assim, tipo Brastemp. Mas selecionei aquelas cópias que estavam melhor, OK?

Ford F-100 argentina

Diria que este é o meu favorito é o que mais me lembro. Especialmente pela questão técnica envolvida. Imaginem fazer isto em 1974, sem computação gráfica? Participaram do comercial integrantes da Força Aérea Argentina, especificamente do esquadrão Hércules da 1ª Brigada Aérea de El Palomar. Pela primeira vez, o veículo lançado não tinha uma plataforma sob ele. Foi usado um dispositivo de extração igual ao que se usa para lançar suprimentos com grande precisão (o Sexba, ou Sistema de Extração em Baixa Altura) e, é claro, o voo foi rasante a 210 km/h e a 4 metros de altura, ou pouco mais alto que um primeiro andar — algo também difícil para um avião de carga como o Hércules. O impacto aguentado pela picape foi equivalente a 10 toneladas. Foram usadas 10 câmeras e uma equipe de quase 50 pessoas, além de um helicóptero. A música é sensacionalmente empolgante. A picape havia sido lançada (desta vez menos literalmente) ao mercado no ano anterior.  O slogan também é um marco: “La pick-up más fuerte de la Argentina”.

Sempre se disse, mas não consegui confirmar, que foram necessárias três picapes até conseguir esta cena. As duas primeiras teriam se estatelado no chão de frente e na terceira ao retirar o motor, para tirar peso da frente, a questão foi resolvida. Como curiosidades, o diretor resolveu deixar a imagem de um pequeno amassado na frente da F-100, consequência do lançamento, para dar mais realismo à cena. E a caminhonete final nunca foi emplacada, apesar de ter uma placa nas imagens. Ficou com o chassis retorcido prestando serviços dentro da unidade da Ford de General Pacheco para a rapaziada da Engenharia durante muitos anos.

 

Renault Fluence – GT Therapy

Mais um exemplo de criatividade. Adoro o filme. Além de que junta duas manias argentinas: carros e terapia. Sim, diz-se que na Argentina metade da população faz terapia e a outra metade é terapeuta. De fato, especialmente a Grande Buenos Aires tem uma quantidade incrível de psicólogos e psiquiatras. Dirigido aos fãs de carros na faixa dos 40 anos e filmado nas lindas localidades de Jujuy, o comercial foi ao ar em 2013. O ator é Martín Pavlovsky, que fez diversos filmes e seriados, além de ser compositor de música. Ele está ótimo. Tem muito diálogo, mas espero que consigam entender, pois a dicção de Pavlovsky é muito boa, embora legitimamente argentino o sotaque. Se não, mensagens para a redação que explicarei com todo gosto.

 

Renault 9 – “La Novelle”

Lindo! Música bacana e adoro o sinal de ocupado num telefone. Saudades disso. Hoje as pessoas ligam no celular a qualquer hora. E ainda tem a belíssima voz do locutor Alejandro Salgado que, aliás, parece ser o timbre e o tom de comerciais na Argentina. E o que dizer da simpática mordida no final? Um charme. Irresistível.

 

Renault 9 – Tenés registro? Mostramelo

Quem gosta de carro vai entender e se identificar. Mesmo uma mulher tem ciúmes do carro… a cara da atriz que faz o papel da dona do carro no final é fantástica. Resume tudo o que se sente quando temos que dar as chaves do carro a alguém. Comercial de 1995. Resumindo os diálogos, duas mulheres estão preparando uma comida e uma delas esqueceu de comprar um ingrediente. A outra oferece o carro e a “esquecida” se empolga e quer logo sair. Mas aí começam as recomendações (lembre do freio de mão, na marcha a ré olhe os espelhos, não suje meu carro…) até a pergunta: “Mas você tem carteira, né?”. “Claro que sim!”. “Então, me mostra”.

 

Ford Taunus – Tourada

Genial!!! Música bacana, cenas lindas. Na época eu também gostava muito do carro. Dizem até hoje que era muito bom. Mas quanto ao comercial, não tenho nenhuma dúvida de que é excelente. E superoriginal. O Taunus TC1 foi vendido na Argentina entre 1974 e 1984, inclusive com uma versão cupê muito apreciada pelos argentinos. Mas como a maioria das peças vinham da Inglaterra. depois da Guerra das Malvinas, em 1982, e a consequente ruptura das relações entre os dois países, o carro acabou “morrendo”.

 

Renault Fuego GTAMax – Comercial para um carro muito rápido

Incrível, na minha opinião. Ou como vender uma ideia e um produto em apenas 11 segundos. É claro que não se vê o carro, mas quem não ficou curioso para ver como é esse bólido?

 

Peugeot 404 – Hipódromo

Um dos poucos comerciais da Peugeot na minha lista. Originalíssimo. Também mistura outra paixão dos argentinos, especialmente décadas atrás: as corridas de cavalos. O som também é incrível, descontada a baixa qualidade do vídeo que consegui.

 

 

Ford – Aprendendo a dirigir com papai e mamãe

Bacanérrimo comercial institucional feito em 2014 para o Dia das Mães. Obviamente como o foco não é o carro, mas sim a homenagem; não há tantos detalhes do carro. Tem várias falas, mas acho que dá para entender. E a frase final é muito representativa: “Madre hay una sola, porque nadie te enseña como ella. ¡Feliz Día!”.

Renault – patrocinador dos Pumas

Outro comercial na linha institucional onde não se vê o produto, mas apenas se divulga que a Renault é patrocinadora da seleção argentina de rúgbi, chamada de Los Pumas. Como fã de rúgbi, reconheço que a seleção da Nova Zelândia é muitíssimo superior, mas na América Latina os Pumas são os melhores. E em nível mundial não fazemos feio, não. Muito pelo contrário. Comercial meio politicamente incorreto, óbvio, mas bacaninha e muito original. O kiwi é o pássaro que simboliza a Nova Zelândia.

 

 Renault GT2 – Para que você aprendeu a dirigir?

Outro comercial na linha daqueles que vendem uma forma de viver, com menos ênfase para o produto em si. E atire o primeiro alternador quem não se identifica com o sujeito do filme…

 

Ford Taunus TC3 GT e Ghia – Perseguição

Belíssimo filme no melhor estilo “Operação França” e novamente um dos meus favoritos. Tem apenas pouco mais de 1 minuto, mas é uma superprodução. É de 1983 e os pilotos foram Horacio “Willy” Turner (no GT branco) e Oscar Gálvez (dirigindo o Ghia vermelho). Turner, conhecido como um excelente piloto, conseguiu a façanha de capotar 2.400 vezes – várias delas em filmes comerciais. Gálvez foi um piloto extremamente habilidoso que chegou a correr na Fórmula 1 em 1953. O autódromo de Buenos Aires tem o nome dele e do irmão, Juan e Oscar Gálvez. O comercial enfatiza o ótimo slogan da Ford, “Bem feito, feito por Ford” que até estava estampado num adesivo que saía de fabrica com os carros. Apesar da época, o filme também foi vítima de denúncias e ficou pouquíssimo tempo no ar, pois alguns grupos alegaram que promovida a falta de respeito às normas de trânsito. Então, aproveitem para ver aqui, pois poucas pessoas viram e menos ainda se lembram do comercial. Foi rodado no porto de Buenos Aires.

 

Ford Taunus

Bien puesto. Adoro a música e sempre achei os slogans da Ford excelentes — este não é exceção e é usado insistentemente em todo o filme. “Puesto por Ford”…. ótimo. A qualidade do vídeo é ruinzinha, mas não achei nada melhor. Desculpem.

 

Renault Clio

Apesar dos diálogos, acho que dá para entender. Mas, basicamente, numa situação de extremo perigo o Diabo em pessoa aparece e se oferece para salvar a vida do condutor em troca de sua alma. Faz uma oferta muito tentadora, mas o que ele não sabe é que tipo de carro é esse…

 

Renault Mégane – Autopista del Sur

A campanha tem um total de três comerciais e neste vídeo estão todos. Foram baseados no conto do escritor argentino Júlio Cortazar, “Autopista del Sur”, que narra a história fictícia de um megacongestionamento que dura indefinidamente e durante o qual acontece de tudo — brigas, partos, disputas de poder, falta de comida, casos extraconjugais, etc. No livro o cenário é a França; no comercial, Buenos Aires. Tem todo um significado kafkiano sobre a procrastinação e muitas doses do realismo fantástico latino-americano. A fábrica teve a autorização dos herdeiros de Cortazar e a editora vendeu 5.000 exemplares do livro “Todos os fogos o fogo”, onde esta o conto, que foram entregues a cada comprador do Mégane 2. Também foi mantida uma característica do livro: as pessoas são identificadas entre si pelas marcas dos carros. E aí houve uma liberalidade: no livro o personagem central dirigia um Peugeot 404, no filme da Renault é um Mégane 2. Mais óbvio impossível: o ser humano carrega o nome do carro que dirige. Belíssima e sofisticada superprodução realizada na verdade numa pista da Base Aérea de Moron, além de uma área rural de Canuelas, ambas na Grande Buenos Aires, e levou dez dias para ser rodada ao custo de US$ 500.000.

 

Renault 9 e 11 TXE – Música clássica

Comercial de 1991 que compara vários movimentos da música clássica com movimentos e características de dois carros. Original em sua relativa simplicidade.

 

Torino TSX – La sensación de volar

Comercial de 1976 no qual um Torino “ concorre” contra um Cessna. A qualidade do vídeo é bem ruinzinha, mas foi um comercial que marcou época, assim como o slogan do carro “A sensação de voar” — perfeita para definir o que era dirigir ou estar dentro de um Torino. Chamava também a atenção o estepe sobre o porta-malas, característica do TSX. Pessoalmente o meu favorito sempre foi o 380W, mas Torino e sempre Torino, e o comercial foi um marco.

 

Torino

Também dos anos 1970, mas não consegui mais informações. Vale mais para ouvir o ronco do motor do Torino que passa a ser o centro do comercial com relativamente pouco destaque para o resto das características do veiculo. Como vocês sabem, sempre fui fã desse carro e ouvindo o motor dá para entender uma das razões…

 

Renault Mégane – Rewind

Comercial (ou seria superprodução?) rodado em 1997 mas que foi ao ar em 1998 com direção de ninguém menos do que Wim Wenders, o premiadíssimo diretor de “Asas do Desejo” e “Paris”, “Texas”, entre outros filmes. Lindíssima fotografia e produção. A ideia é que o Mégane pode ser vários carros, como no filme, no qual a história é vista de várias formas e com várias possibilidades.

 

Plan Rombo

Este filme não é propriamente sobre um veiculo, mas sobre consórcio de veículos. Conta a historinha de um sujeito que sobe ao ônibus pela última vez, pois foi contemplado e terá seu Renault. De chorar de rir, pois ele faz questão de se despedir do motorista, manda lembrança para os outros, quer falar com os passageiros… Apenas 40 segundos que expressam o que sente quem gosta de carro e vai receber o seu.

 

Gordini

Filminho divertido com dois famosíssimos apresentadores de televisão dos anos 1960, Mónica Cahen D’Anvers e Andrés Percivale, que apresentavam juntos Telenoche, um dos principais programas de atualidades da televisão argentina de todos os tempos. Ambos se divertem no autódromo, nas ruas de Buenos Aires, brincam de cavalheirismo (não retribuído por ela) com a inocência típica dos anos 1960. Típica como o Gordini na Argentina. Eu sempre achei ela parecida com a Elizabeth Montgomery, a atriz de “A Feiticeira”.

 

Mudando de assunto: Desta vez, apenas uma foto:

(Foto: www.facebook.com_1507819795232)

NG

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
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  • Ute

    Boa tarde, dona Nora,
    só irei ler o texto mais tarde, talvez não antes do final do dia.
    Antes disso, eu tenho uma pergunta a lhe fazer: por que o Gol vende tão bem na Argentina?
    Pergunto isso apenas por curiosidade, sem querer elogiar ou desmerecer o carro.

    • Nora Gonzalez

      Ute, sinceramente, não sei. Argentina é um mercado meio único. Pessoalmente nunca fiz prognósticos nem consegui explicar o comportamento, apenas fazer constatações. O Ford Falcon foi vendido lá durante décadas e veículos que tiveram sucesso mediano ou até mesmo nenhum em outros países latino-americanos lá ocuparam os primeiros lugares. Houve também desenvolvimentos locais duradouros que provocaram paixões eternas como o Torino, mas o popular Citroën 3 CV foi vendido durante muito tempo, assim como o Fiat 600. Posso dizer que não há preconceitos contra marcas ou origens como aqui, onde se diz que “carro francês não presta”. Ao contrário, Renault e Peugeot sempre venderam muitíssimo, assim como Citroën. E é comum um carro ficar com o mesmo dono por anos a fio – não apenas entre pessoas de menor poder aquisitivo. Há uma cultura de não trocar o carro com tanta frequência.

      • Antônio do Sul

        A impressão que tenho é de que a Ford, na Argentina, tal qual a Chevrolet no Brasil, foi durante muito tempo a marca mais forte no segmento de luxo. Claro que a IKA e as marcas francesas tinham ótimos produtos no mesmo segmento, mas a marca do oval ganhava no número de unidades vendidas, acredito. Olhando as belíssimas propagandas da Ford argentina, acho que, exceto pela linha Galaxie/Landau, vocês foram muitíssimo mais bem servidos pelo fabricante americano do que nós. O Falcon, mesmo sendo de uma geração anterior, é muito mais “classudo” do que o Maverick; o Del Rey brasileiro pode até ter alguma semelhança com o Taunus, mas não é tão belo quanto, além de ser mecanicamente inferior (tinha motor subdimensionado e não contava com a suspensão traseira independente). Para encerrar, chegando ao Sierra, é para se morder de inveja, mesmo. Gostei da publicidade da Ford em homenagem ao dia das mães: aprendi a dirigir em um Ford, mas, nesta seara, contei com toda a paciência, boa vontade e estímulo do meu pai, já que minha mãe, por não ligar para carros, nunca fez questão de que eu aprendesse a guiar desde cedo.

  • BlueGopher

    A foto fechou a seleção com chave de ouro.
    As maiores verdades podem ser sempre expressas em poucas palavras.

  • Danniel

    Por falar em propagandas, eu que sou muito chato ou os anúncios televisivos atuais parecem ser feitos, desculpem o termo, para débeis mentais… Aquela série da Ford é de doer.

  • Mr. Car

    Sensacional, Nora, sensacional, he, he! Não vejo a hora da segunda parte, com seus comerciais brasileiros preferidos, que além de tudo, ainda vão despertar minhas memórias afetivas. Achei muito oportuno o aviso de que você escolheu estes filmes por eles em si enquanto trabalho de publicidade, sem julgar o produto. Uma coisa que me irrita quando vejo filmes publicitários (alguns absolutamente geniais) no Youtube, é a quantidade de gente descendo o malho no produto, no serviço, ou na empresa anunciada. Pombas, o foco não é este, a análise tem que ser do ponto de vista da publicidade. Para reclamar dos produtos, existem os SACs, oras, he, he! Aproveito para dizer: sempre gostei demais do Clio desta geração que foi até 98. Cheguei a cogitar comprar um RT. Na verdade, até hoje gostaria de ter um, é meu Clio favorito. Talvez você já saiba, mas por vir da Argentina, aqui no Brasil ele ganhou o apelido de Clio “Maradona”.
    Abraço.

    • Nora Gonzalez

      Mr. Car, aguarde a matéria sobre as propagandas brasileiras, atendendo a um pedido seu. Mas me empolguei com as argentinas… 😉 Quando fui rever a da F-100 não parei mais. Lá também tem gente que fica discutindo nos fóruns se alguma manobra mostrada no comercial pode ou não ser feita pelo carro, como zerinho com carro com tração dianteira. Ufa! ultimamente estou cansada de mimimi nas redes sociais e decidi autocraticamente, assim, tipo ministro do STF, não entrar nessa questão. Logo eu que sou tão detalhista. Mas ando cansada de tanta discussão.

  • Diogo Santos

    Para mim essa seleção de filmes foi épica. Sou fã dos carros argentinos desde a abertura da importação no início dos anos 90, não me perguntem por quê. A propaganda da Renault baseada no conto “Autopista del sur”, para mim, é excepcional. A produção, a música com clima de tensão e o fato de ser baseado num texto literário, o que é sintomático de uma sociedade que lê muito (a argentina). Sem sofrer de síndrome de vira-latas, pois o Brasil também já produziu belas propagandas, mas essa para mim está muito acima da média.

  • Newton (ArkAngel)

    Não é argentino e nem brasileiro, mas adoro esse comercial:

  • Mineirim

    Nora,
    Fantástica coleção de comerciais!
    Gostei de ver os vídeos do Taunus, o Del Rey que nunca tivemos. kkk
    A série “Autopista del Sur”, além de genial, me clareou a memória. Há tempos eu tento lembrar desse conto sobre um congestionamento fantástico. Vergonha minha: estudei espanhol na faculdade…
    Só uma correção: o autor é Julio Cortazar, não Jorge Cortazar.
    Saludos!

    • Nora Gonzalez

      Mineirim, ontem mesmo minha mãe me chamou a atenção para o mesmo erro e havia pedido para o Bob corrigir. Desculpem. Bom que gostou da seleção 😉

  • Nora Gonzalez

    André, que bom que gostou. Como disse, tive de parar em 20 videos se não meus caros leitores iam virar 2017 vendo minha seleção de comerciais argentinos. Grata pelo envio dos links, muito bem escolhidos. O Falcon foi mesmo um icone na indústria automobilística argentina.

  • Nora Gonzalez

    Douglas, ótima lembrança! o Jean Manzon era realmente excelente. Lembro que curtia muito ver os filmetes deles quando ia ao cinema, antes dos filme em si. Verdadeiros primores de fotografia, som, tudo. Obrigada.

  • Nora Gonzalez

    Basil Sandhurst, às ordens. 😉

  • Olá Nora,

    O comercial do Renault 9 me fez lembrar minha mulher: certa vez ela perguntou até mesmo para o nosso antigo mecânico se ele tinha habilitação, além de ser ciumenta ao extremo com o nosso carro, tal como eu, a ponto de não deixar a chave em estacionamentos quando o mesmo está lotado.