No século 19, se você pretendesse viajar para longe, iria de trem, caso houvesse trilhos de trem para lá, ou iria de navio, caso seu destino fosse além-mar. Os outros meios de transporte que havia eram movidos a força animal e não se prestavam a longas viagens, porém eram o que havia e ninguém se lamentava, nem o reizinho mimado. No século passado o automóvel e o avião mostraram ser superiores para a maioria das viagens, porém trens e navios ainda existem e ainda são ideais para alguns casos, e também ainda existem veículos movidos a força animal, ideais para atingir locais de dificílimo acesso.

Os novos meios de transporte vêm para somar; não substituir. Se substituíssem, nossas pernas teriam sido dispensadas faz tempo.

Viajar de navio ainda é algo especial (foto: wtop.com)

Estou interessado em comprar uma bicicleta elétrica. Em tempo, “bicicleta elétrica” é o termo popular para as bicicletas movidas a motor elétrico. Quando digo a amigos que quero uma, um diz que o melhor é moto, outro diz que o bom é pedalar e suar porque suar dá vida longa, outro diz que o bom é bicicleta com motor a gasolina e outro diz que também está a fins de uma elétrica. Para os três que me contrariam, digo que bicicleta elétrica não é bicicleta nem moto nem bicicleta com motor a gasolina; é outro meio de transporte, é simplesmente mais um que os inventores criaram e que será um objeto de desejo para uns e irrelevante para outros.

Tem certos lugares que só o iaque vai (foto: wikimedia.org)

Uma invenção para um fim pode vir a servir para outro. Por exemplo, o compressor para aumentar o enchimento dos cilindros dos motores foi testado durante a I Guerra Mundial para que os aviões de caça perdessem menos potência com o aumento de altitude e assim melhorassem desempenho, além de poderem voar mais alto e terem maior capacidade de ataque ao inimigo, como um gavião cai de garras abertas sobre o pombo. Mas a fragilidade do acionamento impediu o uso em combate. Depois dessa guerra passaram a usar sistematicamente compressores nos aviões, bem como nos carros de corrida, veículos que são parte da ponta de lança da tecnologia, e depois nos carros e caminhões comuns.

O triplano Fokker DR.I do ás alemão Manfred von Richtofen,  o “Barão Vermelho”, não tinha compressor, embora tivessem testado (foto: i.telegraph.co.uk)

E uma invenção abre portas para que se inventem outras que sem aquela anterior nunca teriam sido inventadas; então que deixem os inventores livres para inovar, porque nunca se sabe no que a coisa vai dar, e é assim que a humanidade evolui.

Até agora não me interessara seriamente por bicicleta elétrica porque ainda não haviam fabricado uma nos moldes que eu achava que deveria ser, com o motor no centro da bicicleta e acionando a pedivela para que fosse possível o aproveitamento do câmbio. Um bom câmbio dá asas ao motor. Com câmbio uma bicicleta elétrica ganha em capacidade de subida e em autonomia, está provado e bem provado.

Outra vantagem desse arranjo de ter o motor no centro da bicicleta, e também num ponto baixo, é ele estar no lugar onde menos atrapalha sua agilidade. As que têm motor na roda — os modelos mais difundidos — vão contra o princípio básico de aliviar ao máximo a massa não suspensa (supondo que a bicicleta tenha suspensão; nem todas têm) . Bicicletas com essa configuração perdem uma das grandes qualidades da bicicleta: leveza de manobra.

Portanto, agora, sim, chegaram finalmente ao ponto que eu queria. Demorou anos para se tocarem do óbvio. Agora me interessa.

 

Bicicleta com motor no pedivela (foto: cdn4.ecycle.com.br)

Ao visitar uma feira de bicicletas realizada no Jockey Club de São Paulo pouco tempo atrás, fui testar uma dessas que me interessam. Era da Caloi. Tinham montado uma rampa bem forte, uma que numa bicicleta movida só “a feijão” — o modo como dizemos na roça que a força vem só do muque — seria preciso usar a 1ª marcha e subir bem lentamente. Bom, o fato é que subi em 3ª marcha e num zap, sem esforço algum, quase como se estivesse no plano. Gamei, claro, e olhe que seu motor tem só 250 W de potência, ou seja, 1/3 de cv.

Quero uma, mas não essa da Caloi, porque não consigo pagar numa bicicleta o valor de uma moto: R$ 7.999. Oito mil é demais. Porém há kits chineses bons o suficiente, tipo o 8 Fun da Bafang, com até 1.000 W –  1,34 cv –, potência mais do que bastante para fazer uma bicicleta disparar, já que essa é a potência máxima que um ciclista campeão consegue despejar numa explosão muscular, desde que ela dure menos de 30 ou 40 segundos.

Moto, tenho, sempre tive. Bicicleta também. A bicicleta elétrica entraria entre uma e outra e não eliminaria nenhuma. É só, como já disse, outro meio de transporte. Não vai tão longe quanto uma moto, mas vai mais longe que uma bicicleta.

Outro dia em Pirassununga, interior de São Paulo, vi um pedreiro numa bicicleta elétrica. No bagageiro ia pá, picareta e um saco que parecia pesado. Achei ótimo. Era o transporte ideal para ele, já que ele parecia ser um sujeito simples que andou de bicicleta a vida inteira, sem dinheiro para comprar uma moto e possivelmente sem habilidade para tirar carteira de habilitação. A bicicleta elétrica estava certinha para ele e estava sendo-lhe muito útil, ajudando-o na luta pela vida, já que deve ser dureza pedalar ladeira acima depois de um dia inteiro carregando saco de cimento e tijolo.

Acontece que as bicicletas comuns, sem motor, ultimamente têm causado uns problemas. Após meticulosas observações — ser observador é do meu ofício, senão fico sem assunto —, constatei que um dos problemas das bicicletas sem motor é que se o ciclista for rico ou remediado e usar tudo quanto é acessório ciclístico da moda pedalando bicicleta cara, ele engorda ao pedalar. Só pode ser, pois notei que uns noventa por cento dos visitantes dessa tal feira — na qual era permitida a entrada com a própria bicicleta – estavam com um sobrepeso considerável, principalmente os que usavam bermudas indecentemente justinhas e esses capacetes coloridos que parecem projetados para crânios dolicocéfalos.

Equipamentinho básico para pedalar (foto: i.pinimg.com)

Só os sem uniforme de ciclista e com bicicletas de 500 reais é que emagrecem pedalando. Se usar sandália havaiana, então, aí é que o sujeito emagrece mesmo. O outro problema é o consumo de água engarrafada. Esses reforçados ciclistas uniformizados também bebem muita água. Água demais, que nem camelo. Eles erguem o queixo para o alto para que as goelas formem um cano reto, sem dobras, e aquele aguaceiro desça aos borbotões às suas amplas caixas-d’água.

Acredito que essa gordura suplementar seja proposital. Ela deve dar maior autonomia pro sujeito. Calculei que cada dez quilos de gordura é combustível para uns bons 500 quilômetros. O cálculo é o seguinte: seis meses, 180 dias, pedalando 30 km diariamente para poder perder esses 10 kg. Então é 180 x 30 = 540 km. Fácil a conta.

E então, todo novo meio de transporte abre novas possibilidades, que não interessam a uns, mas interessam a outros. Essas novas bicicletas elétricas com motor central, por exemplo, estão sendo muito bem aproveitadas nas montanhas europeias e norte-americanas, onde quem gosta de fazer downhill (descer montanhas por trilhas) já não precisa de ninguém que os leve de picape morro acima. Com a carga de uma bateria elas chegam a vencer um desnível de 1.000 metros, e isso é adquirir uma boa energia potencial de diversão. Elas trouxeram independência a esses caras, e naturalmente que são amadas por isso.

Está na cara da moça que ela ama a sua bicicleta elétrica (foto: blog.alpine-property.com)

E outros meios de transporte vão aparecendo no horizonte. Agora estamos diante do crescimento da presença dos carros elétricos; não aqui no Brasil, mas no mundo desenvolvido e na China. Se uns gostam e outros desgostam, isso já deixou de interessar numa discussão, pouco interessa. O fato é que as grandes fabricantes de automóveis estão constantemente investindo nisso quase tanto quanto os políticos brasileiros nos roubam, algo como bilhões e bilhões de dólares anuais.

Não acredito que o carro elétrico venha a contribuir para diminuir significativamente o tão temido excesso de emissão de CO2, me parece sem sentido. Nos países desenvolvidos — grupo ao qual o Brasil não pertence, já que estando estagnado nem em desenvolvimento está — 75% das emissões provêm do controle da temperatura e iluminação dos escritórios e das moradias. Outros 25% ficam para a indústria e outros 25% para os veículos de transporte, sendo que esses incluem também caminhões, navios, motos, aviões e ônibus. Portanto, essa histeria contra o automóvel movido a motor a combustão não faz sentido. Pegaram para linchar o sujeito errado. Já no Brasil a coisa já entra no campo do bizarro, pois se 75% das nossas emissões de carbono provêm de queimadas de matas e campos do cerrado, o que o coitado do carro tem de tão detestável assim? Tem muita gente que precisa é descarbonizar o cérebro.

Mas vejo o crescimento do carro elétrico como inevitável, não por necessidade de diminuição de emissões de carbono, mas por outro fato: os que não ligam para carro costumam gostar de carro elétrico. Se eles gostam de câmbio CVT, e muitos gostam, amam, haverão de gostar ainda mais do carro elétrico, já que, para eles, quanto menos carro o carro for, melhor.

Carro para quem não gosta de carro (foto: thestar.com)

E para o inevitável uso mais comum do carro elétrico tem também a caminhada que iniciaram rumo ao carro autônomo, que vem a calhar para os que não gostam de dirigir, para os que não sabem dirigir, e para os que dirigem mal. É porque o carro autônomo fica muito mais viável se for elétrico, isso porque num carro movido a motor(es) elétrico(s) os comandos de aceleração, desvio, desaceleração, controle de tração, distribuição de potência, distribuição de frenagem, etc., são muito mais rápidos, confiáveis e precisos que num carro movido a motor a combustão. Um carro movido a motor(es) elétrico(s), portanto, tem muito mais recursos para atender às necessidades de um carro autônomo.

O quanto irá demorar para que o carro autônomo vire algo corriqueiro, não sei, já que leio opiniões diversas de mestres no assunto. O que sei é que a maioria das previsões dão em erro, principalmente as dos que se mostram mais categóricos ao proferi-las, e sei também que a tecnologia avança a passos cada vez mais rápidos e surpreendentes.

Então, que sempre venham os novos meios de transporte. Se não servirem para uma coisa podem vir a servir para outras. Nunca se sabe.

AK

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  • Mr. Car

    O negócio é o seguinte, Keller. Pode ter a certeza absoluta que nem você e nem eu, vamos viver o bastante para ver as ruas infestadas de carros autônomos. E exceto se mudarmos do Brasil, talvez não cheguemos a ver sequer um deles. Ainda bem. Um brinde a isto, he, he! Torço contra, e rogo praga. Carro meu, dirijo eu!
    Abraço.

    • Luiz AG

      Nossa de novo isso Mr. Car? Fica frio, quando você voltar a usar fraldas vai agradecer existir carros autônomos e não precisar depender da (má) vontade dos outros para se locomover.

  • Luiz AG

    Bem, os elétricos estão ficando divertidos mais rápidos do que os críticos conseguem argumentos contra:
    https://youtu.be/AUOlmxjQ8tU

  • Luke

    Belo artigo. Mas a questão de motor a combustão versus motor elétrico é menos a questão ambiental e mais matemática. Reside na eficiência energética de um e de outro. O motor a explosão interna é uma delícia de guiar, divertidíssimo para quem sabe manejar um câmbio bem acertado, mas sejamos sinceros, é uma máquina de desperdiçar energia e não acho que tenha muito lugar no futuro. Sobrevive hoje mais por culpa do “adversário” que ainda enfrenta problemas de custo de produção e de armazenagem da eletricidade necessária. Uma vez resolvido isso, e será, não duvidem, bye-bye motor a combustão, pelo menos com uso em larga escala, como hoje. Até lá, vamos nos divertir!

  • Rafael

    Já eu desejo um carro autônomo com este modo, digamos, opcional. Quero pegar meu carro e dirigi-lo pela estrada para um sítio de algum amigo ou familiar, a 200 km de casa.

    A festa está melhor do que esperava, resolvo querer tomar uma cerveja, voltar talvez bem tarde e vir descansando? Ligo o modo 100% autônomo e ele me trás para casa enquanto descanso. No dia seguinte? Assumo o controle novamente e vou realizar minhas atividades.

    • Antigamente, Rafael, o cavalo fazia esse papel de levar o bebum para casa. O Lambari, por exemplo, já me levou de charrete para casa depois de um casamento na roça. Só faltava esse cavalo aprender a abrir porteira, que aí,sim, ele ficaria ideal para esse serviço.

  • RoadV8Runner

    Interessante essa bicicleta como motor elétrico no pedivela. Nunca tinha me atentado que a maioria das bicicletas elétricas não fazia uso do câmbio. Coisas que parecem óbvias para alguns (maior flexibilidade de uso, no caso das bicicletas elétricas com motor no pedivela) demoram um bom tempo para serem percebidas por outros.

  • CorsarioViajante

    AK você tem um estilo muito legal de ir colocando as coisas de forma coloquial, humorada e leve, mas assim tratar de assuntos sérios e de forma profunda. Penso como você!

  • Mr. Car

    O problema está aí, Lopes: isto não é pensado para os “ruins de roda” deixarem por conta do carro. Isto é pensado com o objetivo final de banir e criminalizar o direito de dirigir para TODOS. Sou contra, e rogo praga. Carro meu, dirijo eu. Que dê tudo errado, he, he!
    Abraço.

  • Maximus_Gambiarra

    Pela foto, sua obra já tem condições de ter a funcionalidade avaliada. Deu umas voltas? Achou utilidade mesmo de pedalar com as mãos? Acho que o controle direcional fica um pouco difícil.

    • luciano ferreira lima

      Gambiarra, eu preciso pedalar com as mãos pois tenho o tórax e braço muito atrofiados, porém as pernas tá tudo bem. Tenho esperança de rodar nela uns 15 kms por dia para ver se essa bendita fibromialgia diminui um pouco a dor. O controle direcional na base do achismo eu virei o garfo para trás para ver se o efeito giroscópico equilibra a roda em linha reta e pretendo adaptar duas molas no garfo na horizontal para atenuar o efeito de roda boba ao passar em buracos. Tá sendo tudo na base da imaginação e esperança, vamos ver se a bagaça vai dar certo e ajudar .

      • Maximus_Gambiarra

        Tenho a impressão que apenas de trabalho na oficina você já tenha exercitado bastante esse braços! Agora estou pensando que se algo não sair perfeito com a direção, a chance de uma queda pode é piorar seus problemas. Será que consegue revezar as mãos, uma no guidão e outra no pedal?

  • Pablo Lopes

    Ele é sensacional neste quesito. Sempre vale a pena ler o que esse sujeito escreve.

  • AC2016

    Boto nessa “conta” aí o aluguel de automóveis.. só mais uma maneira de escolher como se locomover. E isso é sempre bom!

  • Fabio, essas que só pedalando o motor passa a funcionar são chamadas de pedelec. Esse sistema é para que seja considerada como bicicleta pela legislação. Mas há as com e sem câmbio cujos motores funcionam mesmo que não pedalemos, e são aceleradas como moto ou por uma pequena alavanca.

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    Adorava esse desenho.
    Lembro do tema de abertura até hoje e as vezes me pego cantarolando ele. Kkkkk.

  • Mr. Car

    Mas se pode intuir. E eu sou bom nisto, he, he!

    • Mr. Car, o que tenho certeza é que nossas vidas não passam de um piscar d`olhos diante da História humana e que, portanto, não veremos a maioria das coisas que o homem há de inventar. Estamos só no comecinho da História e tecnologicamente ainda toscos.
      O que importa na matéria é o cenário que se descortina para o curto prazo.

      • Mr. Car

        Keller, felizmente, no caso destas coisas autônomas (nem chamo de carro), o curto prazo não vai ser tão curto assim, he, he!
        Abraço.

  • Pablo, a tendência é a conquista de maior liberdade para o indivíduo. É só olhar para trás em nossa História e verá que no geral o indivíduo era muito mais oprimido. Ninguém segura por muito tempo o ser humano debaixo de regras insensatas. A longo prazo o homem acaba ganhando maior liberdade, pois nada o deixa mais revoltado do que se ver amarrado. Muita gente já morreu feliz lutando pela liberdade. Está no DNA humano.

    • Francisco Bruno de Figueredo F

      Por falar em revolta, hoje (domingo) fui deixar minha esposa em um local de prova de concurso. Próximo ao colégio onde ela ia fazer a prova existiam outros colégios na mesma situação. Milhares de pessoas se dirigindo ao mesmo local. A rua onde fica o colégio que minha esposa ia tem uma ciclofaixa (Rua Senador Pompeu), depois dessa maldita ciclofaixa as duas faixas da rua foram estreitadas, claro. Para completar hoje é dia de passeio dos ciclistas, e o que foi que a prefeitura fez? Colocou vários cones diminuindo ainda mais a largura da rua, só passava um carro por vez. Não aguentei a imbecilidade, retirei um a um os cones e os coloquei em cima da faixa que divide a ciclofaixa, assim o trânsito veio a fluir. Quem sabe alguns candidatos tenham perdido a prova por causa dessa idiotice. Me lembrei do filme “Um dia de fúria”, com Michael Douglas.

      • Francisco Bruno, as pessoas parecem que se esqueceram de com pensar. Talvez influenciadas pelas duas pessoas maléficas que passaram pela presidência da República de 2003 a 2016.

  • Maximus, o consumidor em geral, sim, desdenha, mas o indústria do automóvel vem trabalhando nisso e melhorando muito a eficiência energética dos automóveis.

  • Alexandre Zamariolli

    Pablo,
    Em lugar do estilo Black Block, cuja imagem anda meio queimada, sugiro um protesto mais bonito e que tem mais a ver conosco.
    O Big Block.

    • Pablo Lopes

      De acordo Alexandre. Afinal, por mais indignado que possamos ficar, somos de uma classe mais evoluída. Obrigado pela dica.

  • Adelano

    Disse bem quando anotou que a maioria das pessoas não gostam de dirigir ou não sabem dirigir. Nesse sentido o carro autônomo irá cair como uma luva para a maioria dos usuários. Creio que com os cavalos foi a mesma coisa: muita gente andava a cavalo mas não gostava de cavalo. Quando o automóvel surgiu, veio muito bem a calhar.

  • Angelito, desde que começou a Fase 3 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), em 1/1/97, os carros não poluem mais. Antes na Fase 2 (1/1/92) as emissões prejudiciais já haviam caído drasticamente. Essa questão de “problemas respiratórios” causados pelo poluição produzida por veículos é uma falácia, mais uma conspiração esquerdopata mundial contra a indústria. O que se busca com o carro elétrico é abolir os motores a combustão com vistas a reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2), um gás não poluente (é o que exalamos na respiração) mas tido como causador do efeito estufa que estaria impedindo a dissipação do calor da Terra no espaço e elevando a temperatura média do planeta, que seria responsável pelas mudanças climáticas. O automóvel é tido como vilão e não é.

  • Francisco Bruno, a resolução do Contran que proíbe tachas, tachões e dispositivos similares aplicados transversalmente à via pública é a nº 600, de 24/05/16, especificado no Art. 1º, § 2º. Sobre prefeitos acompanharem a cartilha anticarro do Haddad, alertei a respeito ao me desculpar com os leitores por tratar de um assunto local num site de abrangência nacional, já que o mesmo poderia vir ocorrer nas cidades deles. No caso da sua Fortaleza, dito e feito.

  • Francisco Bruno, eu já havia-lhe respondido. Resolução 600, de 24/05/16, Art. 1º, § 2º. Vale inclusive para propriedades particulares, tipo estacionamentos de acesso público e condomínios, uma vez que estes locais são obrigados a observar as regras de trânsito.

  • Fórmula Finesse

    Bicicleta elétrica é a garantia de chegar em casa bem depois de um trajeto insano – para bicis e ciclistas normais – por serras, vales, estradões de chão, peraus…etc. E o caboclo não deixa de fazer exercício, pode dosar bem o quanto quer “sofrer”.

  • Ricardo Blume

    O pior é que o Brasil está atrasado em todo e qualquer meio de transporte, principalmente o de massas. Como pode um país com mais de 200 milhões de habitantes e uma área gigantesca depender tanto de rodovias?

    • Ricardo, é mesmo coisa de maluco. Não dá para entender.

  • Bela bike, Huttner! Freio no pedal, que nem as Monark antigas. Essa emagrece o cara, desde que ele não use bermudinhas sexy colantes..

  • daniel paulino

    “O outro problema é o consumo de água engarrafada. Esses reforçados ciclistas uniformizados também bebem muita água. Água demais, que nem camelo. Eles erguem o queixo para o alto para que as goelas formem um cano reto, sem dobras, e aquele aguaceiro desça aos borbotões às suas amplas caixas-d’água”. Muito bom Arnaldo! Melhor explicação de como os ciclistas bebem água. Rsrsrsrs.

  • Renato, veja a matéria que acabou de entrar. É mais fácil do que parece.