Em uma avant-première, a Ford Brasil mostrou o Mustang 2018, anunciando sua importação oficial pela primeira vez ao Brasil depois de 53 anos de história do modelo.

O AUTOentusiastas avaliou o modelo básico em junho de 2016 nos EUA, e em outubro, no Salão do Automóvel, ficamos sabendo que em mais um ano começaria a importação oficial desse ícone dos pony-cars, o primeiro deles.

A apresentação dessa quarta-feira (29) trouxe a informação de que o modelo escolhido para ser vendido aqui será o GT Premium, com motor V-8 de 5 litros (5.030 cm³) e 466 cv, distribuídos por uma curva de torque com pico de 58 m·kgf. Para o melhor aproveitamento dessa potência, o câmbio é um novo automático de 10 marchas (desenvolvimento conjunto com a GM) , com trocas manuais sequenciais pelas borboletas no volante.

A Ford diz que considera a importação de outras versões caso seja desejo do consumidor, e nossa sugestão é que o carro com motor EcoBoost 2,3-L de 4 cilindros com turbocompressor e câmbio manual faça parte da linha também no Brasil, já que iria atingir um maior número de clientes. Estes teriam um excelente carro mesmo não tendo a mística do V-8, mas a preço mais baixo. Veja minha matéria do teste (com vídeo) para entender melhor.

O modelo 2018 é evoluído do anterior em vários itens, tanto de estilo externo e interno quanto de mecânica e eletrônica. Os instrumentos do painel são digitais agora, em tela TFT, não existindo mais ponteiros físicos. Há possibilidade de configuração de cores de iluminação para o interior.

As vendas começam agora em 11 de dezembro , com os primeiros carros sendo entregues por volta de março de 2018. Não foram divulgados os preços.

O AE parabeniza a Ford pela iniciativa e aguarda uma avaliação do Mustang em solo brasileiro — agora oficialmente.

Galeria de fotos:

JJ

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  • Lucas Vieira

    Eu achava que os modelos que vieram na década de 90 eram importados pela Ford mesmo. Curioso.

  • Paulo Ferreira

    Tenho certeza que se trouxer o modelo mais barato a Ford ficará satisfeita com as vendas.

  • Lorenzo Frigerio

    Esse painel TFT, nada a ver num carro retrô. Praga.

  • Danilo, é praticamente um automático de polias antagônicas, vulgo CVT.

  • Mr. Car

    Juvenal, agora só falta importarem oficialmente o meu queridinho da trinca: o Dodge Challenger, he, he! Quanto ao Mustang, acho que já sabem: nenhum, absolutamente nenhum Mustang (portanto, nem este) me fascina mais que o primeiríssimo, o 64/65. Conversível então…Valeu, Lido Anthony “Lee” Iacocca!
    Abraço.

  • Mr. Car

    Guilherme, embora ache que o outro até venderia, vou nesta linha também: é o tipo do carro que quem compra quer ter o prazer de poder encher a boca para dizer “sim, claro!”, quando perguntado se o motor é V-8. Faz parte do show, he, he!
    Abraço.

    • Mr. Car, o “outro” acabaria tendo a mesma pecha de câmbio manual: coisa de pobre…

  • Alexandre Zamariolli

    Bonito carro… até um infeliz dentro da Ford decretar que as rodas deveriam ser pretas.

    • Thiago Teixeira

      Nesse amarelo ficou feio, mas com as cores padrao (preto, prata, branco) deve ficar melhor.
      Infeliz mesmo foi o garotinho que estilizou a iluminação do cavalo no chão.

  • Curió

    Um idiota.

  • Lorenzo, está bem, se você acha que é retrô, fazer o quê?

  • Lorenzo, porque não tem nada do anterior exceto motor dianteiro e tração traseira. Só. É o mesmo que dizer que o novo Polo é retrô.

  • Nilson

    R8VR, desculpe o trocadilho, mas é a história do “quanto maior, melhor”.

  • Lorenzo, modelo que veio ao Brasil? Qual? É primeira vez que o Mustang é importado.

  • Lorenzo, não adianta falarmos mais sobre isso. Você encasquetou que esse Mustang é retrô e nada vai deletar isso da sua cabeça. Fazer o quê?

  • Lorenzo, não explicou claramente nada. Retrô é trazer algo que evoque, que relembre indiscutivelmente o passado, desenhos que deixaram de existir, como o Fiat 500, o Plymouth Prowler e o Chrysler PT Cruiser.