Soluções alternativas à propriedade de um automóvel para uso cotidiano e mesmo para viagens continuam a despertar interesse em vários países. Há opções que variam de aplicativos de caronas pagas, ao compartilhamento de um mesmo veículo, aluguéis temporários (por horas até) e convencionais, caronas entre conhecidos e outras possibilidades criativas.

Tudo isso, porém, ainda apresenta graus de aceitação diferentes em várias partes do mundo. Por esse motivo uma das maiores companhias de pesquisa de mercado automobilístico, a americana J.D. Power, decidiu avaliar como os chineses encaram essa possibilidade de abrir mão da propriedade de seu meio de transporte individual.

Antes é necessário saber que a relação de 200 veículos por 1.000 habitantes na China é muita baixa frente aos 800 dos EUA e principais países da União Europeia (Brasil também está na faixa de 200). No entanto, em números absolutos, os 25 milhões de veículos vendidos por ano na China tornam o país mais populoso do mundo um mercado extremamente atraente. Os melhores anos nos EUA limitam-se a 17 milhões de unidades e com tendência de acomodação. Já a China continuará a fabricar ainda mais veículos – de 5% a 6% de crescimento a cada ano – sem se vislumbrar ainda quando esse ritmo pode começar a cair.

Apesar de os americanos terem apresentado e desenvolvido os aplicativos de carona, nascidos da ideia da Uber, a pesquisas apontam que 69% dos motoristas ainda preferem manter a propriedade. No Brasil, essa proporção deve ser maior pela baixa densidade da frota frente ao número de habitantes. A China, por sua vez, surpreendeu os pesquisadores.

De acordo com o relatório de satisfação dos consumidores sobre soluções de mobilidade, publicado agora em 28 de novembro, 19% dos chineses se declaram “muito desejosos” e 51% “levemente desejosos” de abrir mão de possuir um carro em seu nome, se opções alternativas estivessem disponíveis.

A empresa de pesquisa atribui esse resultado à expansão sem precedentes dos serviços de carona pago, aliado a um sistema robusto de internet móvel e a meios de pagamento facilitados. Nem mesmo a Uber aguentou o tranco da concorrência com a companhia local Didi Chuxing, da qual foi sócia, e depois se retirou do país. A Didi levou ao surgimento de rivais, porém nenhum a ameaça de perto.

Consumidores chineses apreciam em particular a possibilidade de fazer reserva do carro em serviço, flexibilidade e conveniência, embora destaquem preocupações com a privacidade. O mais surpreendente é o fato de o país ter começado a se motorizar tardiamente, o que em teoria deveria despertar desejo maior de exercer a propriedade do bem.

No entanto, é preciso lembrar de um pormenor: em grandes cidades o governo chinês controla o mercado ao cobrar taxas elevadas pelo direito de ter uma placa de licenciamento. Isso ocorre em razão da poluição causada não apenas por veículos, mas principalmente por usinas termoelétricas a carvão.

Apesar de o relatório apresentar essa surpresa, continua de alguma forma indefinido como os consumidores do resto do mundo farão suas escolhas definitivas: propriedade, pagar pelo uso ou as duas formas.

 

RODA VIVA

 

RUMORES confirmaram-se. Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente do Grupo CAOA, disse à Coluna que por trás da criação de uma marca 100% brasileira está produção própria de um carro elétrico até 2021/22. Projeto tocado em conjunto com a consultoria alemã Edag e reservado para Anápolis (GO). Quanto à CAOA Chery, estuda inéditos sete anos de garantia.

FORD agregou valor ao Fiesta 2018: sete airbags, reforços estruturais na carroceria, retoques visuais em grade e para-choque dianteiro, câmera de ré de alta definição e última versão multimídia. Motor turbo (1 litro) agora está apenas na versão intermediária. Preços: R$ 56.690 a 71.190. Só Europa recebeu nova geração. EUA, Brasil, China e Índia continuam com a atual.

LIBERADAS fotos do sedã compacto anabolizado Fiat Cronos, previsto para chegar ao mercado na Argentina (onde será produzido) e no Brasil, em março próximo. Estilo bem atraente e parte frontal marcadamente diferenciada em relação ao hatch Argo, do qual deriva, apesar de a fábrica tratar como plataforma diferente. Espaço interno é praticamente igual nos dois modelos.

SUV que marca presença nas ruas, de linhas elegantes e sem penduricalhos é o Peugeot 3008. Dispõe de trem de força saudável, sem dispensar interior criativo e acabamento diferenciado ao utilizar apliques de tecido. Volante de diâmetro reduzido traz prazer ao dirigir. Pormenor dispensável: ponteiro do conta-giros movimenta-se em sentido anti-horário.

JAGUAR E-Pace também está no programa de vendas antecipadas que várias marcas buscam explorar no mercado brasileiro. Encomendas aceitas agora e entregas em abril de 2018, por preços entre R$ 222.300 e 278.080. Motores de 249 cv e 300 cv. O primeiro SUV médio da marca inglesa estreia ainda câmbio automático ZF de nove marchas igual aos Land Rover.

FC

A coluna “Alta roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
(986 visualizações, 2 hoje)


  • Mr. Car

    Ser dono! Um dos maiores prazeres da vida é poder encher a boca para dizer “MEU carro”, he, he! Outro grande prazer é DIRIGIR este carro, portanto, dane-se o carro autônomo. Torço contra e rogo praga. Que dê tudo errado com esta aberração cujo objetivo final é que seja banido e criminalizado o ato de dirigir.
    Abraço.

    • ene

      É isso aí, Mr. Car.
      Também tem o cuidado com o carro. Aqui onde moro as pessoas costumam dizer que rodam com seus carros “até que dá” e quando “não dá mais”, vão rebocados até a oficina mais próxima. Balanceamento e geometria? Para quê? O carro ainda tá indo… Então imagine as porcarias que teríamos que dirigir se não pudéssemos ter nosso carro.
      Sei que empresas fariam a manutenção, mas mesmo assim, carro bem cuidado é “outra coisa”.

    • Fat Jack

      Pior e muito preocupante é notar que muitos não notam o objetivo que você muito acertadamente citou.

    • RMC

      Mr. Car
      Concordo em gênero, número e grau! Se for para ser conduzido, vou de ônibus, trem (quem dera poder viajar de trem em nosso pobre país) ou de avião. Meu carro conduzo eu.
      Mais um atentado contra nós, pobre autoentusiastas: chegou a Brasília a moda doentia de restringir a circulação dos carros. A administração do Lago Norte implantou a redução da velocidade na Estrada Parque (estrada, vejam bem!), de 70km/h para 60km/h, sob a alegação de prevenir acidentes com ciclistas. Tudo porque um ciclista foi atropelado por uma condutora alcoolizada e veio a falecer. Não disponho de informações, mas certamente se ela estava alcoolizada o limite poderia ser de 40km/h que o acidente teria ocorrido também. Partindo da premissa falsa de que a velocidade mata (isso virou um mantra), impuseram a redução do limite da via. Costumo dizer que o que provoca acidentes no trânsito são duas coisas começadas por “im”: imperícia e imprudência. O resultado é que partem de um diagnóstico equivocado e aplicam uma medida ineficaz. Aos que alegam que redução da velocidade reduz os efeitos de um acidente, lembro que inexistência de velocidade elimina de vez os acidentes de trânsito, ou seja, basta eliminar o uso do carro. Mas, será que isto é possível? Há alternativas viáveis? Não seria mais inteligente e eficaz educar os motoristas e TAMBÉM e principalmente, pedestres e ciclistas? Com a atual histeria contra o carro, pedestres e ciclistas agem como donos do espaço, não respeitando as regras de trânsito e abusando da sorte. Só se esquecem de que são as partes mais frágeis e, mesmo que eventualmente tenham razão, serão os sofrerão as piores consequências de um acidente.
      RMC

      • RMC, lembre-se, faturar é preciso, e toca a baixar os limites de velocidade. Ladrões disfarçados de autoridades.

      • Mr. Car

        Que droga, heim, RMC? Até na minha amada Brasília, pensada para os carros, eles estão sendo demonizados. Falando em bicicleta, uma vez, à noite, tomei um susto na W3 Norte, com uma delas surgindo do nada na contramão da via, vinda do acesso a um dos SCL. Por sorte eu estava devagar, e por costume, prestando atenção ao trânsito, e não com a cara enfiada no espertofone, he, he!
        Abraço.

      • Sem contar que se a moça estava alcoolizada, muito provavelmente ela não estava a 70 km/h, e sim bem mais. Caso do motorista que matou o ciclista na L2 Norte, e que estava a 95 km/h numa via de 60 (não lembro se ele estava alcoolizado, mas enfim). Adiantou ter limite de 60? Não.

        Ah, e o ciclista estava na pista de rolamento, tendo ciclovia de concreto literalmente AO LADO da rua.

    • ochateador

      Até o chinês concorda com você, exceto se apresentarem uma alternativa robusta (um Uber eficiente, um transporte público de qualidade e que atenda a cidade inteira) 😛

  • Programador Maldito

    Aqui na Inglaterra eu vejo isso com o leasing. O leasing aqui é usado como aluguel. Você tira um carro zero-km, usa por 3 anos pagando uma prestação, no final dos 3 anos devolve e morreu aí. Pagou aluguel. E o povo faz muito isso.

    Sinceramente? Não é de todo mau. Mas meu Opalão é meu e ninguém põe a mão!

  • ene

    Quanto ao New Fiesta, preferiria o antigo SE com câmbio manual, rodas de aço e vidros traseiros elétricos.
    New Fiesta antigo… Estranho!

  • Fat Jack

    Sou chato demais com o dito automóvel para me sentir confortável com o compartilhamento, tanto que tento tomar os mesmos cuidados com um carro alugado que tenho com o meu. Interessante o comentário da poluição por causa das usinas termoelétricas (algo muito raramente dito, diga-se de passagem), se impetrarem a proibição dos motores de combustão interna lá, melhora, mantém ou piora a situação?

  • AC2016

    Como diz o “ditado” popular, “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.

    O serviço de locação, seja como o que a Volvo acabou de lançar, ou seja naqueles moldes que alguns países usam, tipo “pega na rua, usa e deixa onde quiser” é uma alternativa válida para pessoas em trânsito ou pessoas que vão viver temporariamente em algum lugar, precisam usar o carro e não querem ter o trabalho de lidar com compra, venda, seguro e afins.

    Acho excelente. Só mais uma opção de qual transporte usar para se locomover. E quanto mais opções, melhor.