Modelo tem novo desenho externo e a fabricante investe em conectividade e tecnologia no compacto premium com motores de alto rendimento.

A Ford reuniu a imprensa de todo o país para lançar o New Fiesta 2018, que chega ao mercado com novo desenho dianteiro, bem equipado, conectividade de última geração e tecnologia voltada à segurança e dirigibilidade. Uma das novidades da linha é a apresentação do modelo Style EcoBoost, de visual esportivo, com motor turbo de 125 cv, além do completíssimo Titanium 1,6.

O evento foi realizado no oeste paulista e teve como ponto forte a demonstração das tecnologias e do rendimento dos motores no Campo de Provas de Tatuí, onde a Ford desenvolve seus veículos no Brasil.

O editor do AE Carlos Meccia esteve no evento e já está escrevendo matéria a respeito do que viu e, principalmente, experimentou.

A linha é equipada com dois motores, o 1,6 Sigma Flex e o turbo 1,0 EcoBoost a gasolina, nas versões SE, SE Plus, SEL, Titanium, Titanium Plus e EcoBoost. O preço é a partir de R$ 56.690. Entre os novos equipamentos, o New Fiesta 2018 tem central multimídia SYNC 3 de última geração, faróis com luzes de rodagem diurna a LED, câmera de ré, novos bancos e rodas.

Desenho inspirado no Ford GT

A frente do New Fiesta ficou mais encorpada e atraente, com grade côncava e para-choque totalmente novo. Suas linhas inspiradas no superesportivo Ford GT valorizam as formas esculpidas da carroceria, com detalhes de sofisticação. A grade inferior ampla faz o carro parecer mais largo e assentado.

A traseira ganhou um toque extra de esportividade com um novo aplique no para-choque, além de lanternas com assinatura de luz na versão Titanium. As rodas de 15 e 16 polegadas também são novas.

O New Fiesta 2018 conta com seis opções de cores: as perolizadas vermelho Vermont, azul Califórnia e preto Bristol, a metálica prata Dublin e as sólidas vermelho Arizona e branco Ártico.

Multimídia SYNC 3

No interior, o destaque é a central multimídia SYNC 3, com tela de 6,5 polegadas e recursos avançados de conectividade. Oferecida desde a versão SE Plus, ela permite acesso ao Apple CarPlay e Android Auto, além de aplicativos.

Os bancos com novas espumas e encostos de cabeça reposicionados tornam o interior mais confortável. O New Fiesta também ficou mais seguro, com reforços na carroceria que aumentam a proteção contra impactos laterais, atendendo os padrões mais exigentes das normas internacionais. Para completar, um novo ajuste da suspensão contribui para aprimorar o conforto de rodagem.

Os motores do New Fiesta 2018 são os mais potentes da categoria. O 1,6 Sigma TiVCT Flex gera 125/128 cv e vem com câmbio manual de cinco marchas ou robotizado de dupla embreagem e seis marchas.

O EcoBoost 1,0, somente a gasolina, desenvolve 125 cv a 6.000 rpm e 17,3 m·kgf de 1.400 a 4.500 rpm, associado ao câmbio de dupla embreagem de seis marchas (antes chamado de PowerShift).

Versões e preços

O New Fiesta 2018 parte de R$ 56.690 na versão 1.6 SE, dotada de direção eletroassistida,, ar-condicionado, travas, retrovisores e vidros dianteiros elétricos, central multimídia SYNC 1 com AppLink e Assistência de Emergência, sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina, alarme volumétrico, computador de bordo e conta-giros.

A versão SE Style 1,6 tem rodas de alumínio de 16 polegadas, grade dianteira, retrovisores e moldura dos faróis de neblina com acabamento em preto e sai por R$ 59.590. A versão SE Plus 1,6 AT, com câmbio robotizado dupla-embreagem de seis marcas, central multimídia SYNC 3, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, vidros elétricos traseiros e fechamento global, custa R$ 62.390.

O New Fiesta SEL 1,6, com ar-condicionado digital e rodas de alumínio de 15 polegadas, sai por R$ 61.090 com câmbio manual e R$ 65.390 com o câmbio robotizado de seis marchas. O New Fiesta Style EcoBoost AT turbo, com câmbio robotizado de seis marchas e pacote de aparência Style, custa R$ 69.790.

O New Fiesta Titanium 1,6 AT, com rodas de alumínio de 16 polegadas, sistema de navegação, câmera de ré, banco parcialmente em couro, faróis com luzes de rodagem diurna em LED e lanterna parcial em LED, sai por R$ 71.190. O topo de linha Titanium Plus 1,6 AT acrescenta bancos de couro, sete bolsas infláveis, botão de partida Ford Power, acesso sem chave, acendimento automáticos dos faróis, sensor de chuva e espelho retrovisor eletrocrômico, por R$ 75.190.

Baixo custo de propriedade

O New Fiesta 2018 tem também manutenção econômica. Suas revisões seguem o padrão de custo fixo da Ford, que permite ao cliente saber de antemão quanto vai gastar durante o período de garantia, de 36 meses ou 30.000 km.

O custo total das três revisões anuais (ou a cada 10.000 km) das versões com motor 1,6 Sigma é R$ 1.568, e o da versão EcoBoost fica em R$ 1.620. Com o plano Ford Protect Advanced, o cliente pode adquirir quatro revisões (até os 48 meses ou 40.000 km) por R$ 2.966 e ampliar a garantia original de fábrica para quatro anos. Já o plano Ford Protect Premium acrescenta uma quinta revisão aos 60 meses ou 50.000 km e estende a garantia para cinco anos, por R$ 3.573.

BS

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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Rodrigo Ponce

    A Ford perdeu uma ótima oportunidade de dar sobrevida a um modelo que já perdeu o brilho que tinha antes. Manter essa problemática transmissão PowerShift é um verdadeiro tiro no pé, deveriam ter seguido a linha que adotaram no EcoSport. Uma pena, o Fiesta é um carro delicioso de dirigir.

  • Eric-BA

    Bob, fiquei imaginando o Fiesta com o motor EcoBoost 1,0L — graças a Deus somente a gasolina — associado à, sempre esquecida, mas gloriosa, caixa manual… Poderia se chamar New Fiesta XR3.

    Falando em câmbio manual e Fiesta, Bob, uma pergunta: o New Fiesta tem boa disposição de pedais para ser fazer punta-tacco?

    • Eric, seria um carro sensacional. Sim, punta-tacco “telepático”, perfeito.

  • D.JUNIOR

    Não gostei dessa atualização. Na minha opinião, deveriam ter posto o rádio do sedã mexicano, que combina mais com esse desenho do painel, e mantido o Sync 1 com a tela colorida (como acontece no Ka+ europeu). O fato de a marca ainda apostar no robotizado com embreagem dupla me deixa feliz, pois mostra que a engenharia não deve ter medo do terrorismo virtual, e abandonar a solução a toque de caixa (como fez a VW com o DSG em sua linha, sendo basicamente o Golf GTI, Tiguan e o Passat as exceções). O motor Sigma é muito bom, mas acredito que o novo Dragon ajudaria bastante a justificar a etiqueta mais salgada nas versões de topo.
    [OFF]: uma forma de deixar o carro um pouco mais ágil em curvas, bastando apenas colar o bendito adesivo nele hehehehe https://uploads.disquscdn.com/images/107fc7c3f76873fe54fd854746628da65093ad739ba293d8b26432660f044396.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/aba47c45f5e0539fcdd8dbc621a7bfa0f78402e1bf668628fe3894f3dff4432b.jpg
    E calma, pois a “censura” nos vidros fica restrita aos traseiros: https://uploads.disquscdn.com/images/fdb4887e06e56da4d638275deb08282996afb46382c81448c18c7534aad3d503.jpg
    Perfeito para brincar de 7 erros, quando aparece algum “clone” nas ruas.

  • Magno Costa

    Qual o problema no câmbio?

  • ene

    Provavelmente você mora em cidade muito grande, porque quem mora em cidade pequena como eu, só usa o ar-condicionado em última necessidade, ou seja, quando o calor ou o frio se torna insuportável. Gostamos de respirar o ar puro das colinas e dos vales que é muito gostoso e é por isso que alguns de nós gostam de ter vidros elétricos em todas as portas. A rapidez em fechá-las quando necessário, é muito bom. Exemplo: ao curtir uma estradinha do interior, vez ou outra surge um veículo a fazer poeira e é aí que necessitamos fechar as janelas rapidamente.

  • RoadV8Runner

    Me dá uma “gastura” cada vez que leio que determinados motores só são vendidos quando acoplados a um câmbio robotizado ou automático… Porém, embora isso me incomode, entendo que é o que a esmagadora maioria prefere em seus automóveis e, portanto, a mania de brasileiro só produzir o que dá lucro imediato e certo, leva a esse cenário desolador. No trabalho me sinto alienígena quando o assunto é automóvel. Sou o ÚNICO que prefere câmbio manual e todos se espantam por essa minha preferência…

    • RoadV8Runner, ninguém gosta de parecer pobre…

  • ene

    Fui dar uma espiadinha no site da Ford UK e encontrei algo do meu agrado. E põe agrado nisso!
    É um Fiesta três portas diesel na cor mint (hortelã) Bohai Bay que é muito linda.
    Embora eu goste de carros nesta configuração e cor, sei que aqui não venderia bem. É uma pena!

  • VeeDub

    A questão é que o EcoSport vai aos EUA, à Europa, enfim, ao mundo. Este New-New Fiesta fica por aqui mesmo.

  • Fat Jack, o consumidor que não lê o AE, você quis dizer… (rsrsrs)

  • Thales, essas respostas só o Carlos Meccia pode dar. Aguarde a matéria dele.

  • João Carlos

    Nos modelos mais recentes do Focus retiraram até o adesivo PowerShift, o meu, por exemplo, não tem.
    E, uma coisa que notei desde quando estava para comprar o carro: todos evitam entram no assunto câmbio. Claro que para mim não fazia diferença, pois já conhecia o carro de cor.
    O rapaz que fazia a entrega, também passou longe, mas acho que deveria haver orientação ao cliente de todo e qualquer automatizado (mono ou dupla embreagem, sobretudo as a seco), em evitar segurar o carro no acelerador, não custa nada, não leva 1 minuto de explicação.
    O meu por enquanto está perfeito. Parece quem fica preocupado com problemas os atrai. Sempre tive carros com fama de problemático em algum ponto, e comigo nunca apareceram, mesmo depois de vasta quilometragem, e “bem usados”, mas com suavidade, sempre andando bem rápido e forte. Parece que os Deuses que gostam de automóveis livra quem realmente gosta deles dos problemas.

    • João Carlos, verdade absoluta, sua última frase!

  • Belford

    Amigo, não existia nem Ka nem Ka+ naquela época, e também não existe ressentimento, inclusive gosto do estilo do carro, mas peca pelo espaço interno, fato! Na época de seu lançamento custava na versão 1,5 SE (36 ou 38mil), não tão premium assim!!!!

  • Andre Bertoldi, é que você não leu a notícia toda e tampouco a de ontem, http://www.autoentusiastas.com.br/2017/11/dia-de-fiesta/.

  • Vitor, nada mais natural que fizessem isso.

  • Magno Costa

    Só se a Fiat for boba de ir atrás de conversa de internet, onde o que não é turbo e injeção direta é no linguajar deles “lixo”. Veja o que deu os brasileiros ficarem falando tanto da caixa DSG, Golf perdeu a sua e o Polo veio sem. Não me lembro qual executivo de fabricante americano – acho que era o Bob Lutz – que dizia que o cliente não é a pessoa mais indicada para opinar sobre carros, pois na realidade ele não sabe de nada.