Pilatus é uma marca que desperta olhos brilhantes em entusiastas de aviões, pelo desempenho em pistas curtas e ótimo controle de manobras em baixa velocidade, principalmente quando se fala de seu modelo mais famoso, o PC-6 Porter. O Porter é um STOL, short take-off and landing — decolagem e pouso curtos — robusto a ponto de operar tranquilamente sobre pistas sem revestimento fixo, como terra, grama ou areia.

Produzido desde 1959, é chegada a hora de a empresa suíça sediada em Stans anunciar que o modelo será descontinuado no começo de 2019. Se você tem a possibilidade, poderá pedir o seu até meados de 2018, e a Pilatus garante peças e manutenção por 20 anos após a compra.

O protótipo de quase 60 anos atrás tinha motor  Lycoming GSO-480 convencional, de 340 shp (shaft horsepower, potência no eixo da hélice) a pistão — o que foi rapidamente evoluído para um Turbomeca Astazou, turboélice que fez a versão ser batizada  PC-6A Turbo Porter. Mas o negócio começou a crescer mesmo quando a Pilatus adotou a turbina Pratt & Whitney Canada na versão PC-6B. O mercado americano requereu mais aviões, e foi feito um acordo com a Fairchild-Hiller, que fabricou pouco mais de 100 Porters que ficaram conhecidos como Heli-Porters,  com a turbina americana Garrett TPE331 de 575 shp.

A utilização do Porter é extensa, tendo sido usado em dezenas de países, tanto por operadores civis quanto militares. São cerca de 500 aviões fabricados na Suíça até agora, a um ritmo bem lento nos últimos anos, apenas 10 unidades anuais. Tem versões com rodas, esquis, flutuadores e flutuadores com rodas, de acordo com o pedido dos compradores, e mesmo uma versão desenvolvida nos EUA,  com lança foguetes e canhão rotativo instalado na porta lateral para ataque ao solo, o Fairchild AU-23 Peacemaker.

Foi o avião que iniciou o transporte regular para pistas em locais antes não atingidos, como pequenos vilarejos no Himalaia, por exemplo. Veja vídeo de demonstração logo abaixo.

O fabricante explica que devido à idade do projeto, os desenvolvimentos para mantê-lo moderno não são mais economicamente viáveis, bem como o atendimento de regulamentações cada vez mais rigorosas em diversos países.

O presidente da Pilatus, Oscar J. Schwenk declarou que “Este avião nos fez ganhar fama e reconhecimento ao redor do mundo, mas o tempo nos fez olhar desapaixonadamente para os fatos e admitir que todo produto tem um ciclo de vida que deve chegar ao fim cedo ou tarde”.

Características principais:

  • Capacidade: piloto e até dez passageiros
  • Comprimento: 11,00 m
  • Envergadura: 15,87 m
  • Altura: 3,20 m
  • Peso vazio: 1.270 kg
  • Carga máxima: 1.130 kg
  • Peso máximo de decolagem: 2.800 kg
  • Velocidade máxima: 232 km/h
  • Velocidade de cruzeiro: 213 km/h a 3.050 m (10.000 pés)
  • Velocidade de estol: 96 km/h (flaps baixados, sem potência)
  • Alcance com carga máxima: 730 km
  • Teto de serviço: 8.197 m (25.000 pés)
  • Razão de subida: 4,8 m/s (941 pés/min)
  • Distância de decolagem/pouso ao nível do mar: 197/127 m (sem obstáculos nas cabeceiras de pista)

JJ

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