A recuperação chegou e se consolidará em 2018. Essa foi a tônica da maioria dos palestrantes no Congresso Autodata Perspectivas 2018, realizado no começo da semana em São Paulo. As razões derivam da mudança de humor e de confiança – para melhor – tanto por parte dos consumidores como dos empresários. E é respaldada pelo aumento do volume de crédito, queda dos juros (ainda lenta no caso do financiamento de automóveis), diminuição da inadimplência (no caso há apenas uma tendência ainda não muito firme, segundo as projeções da Ford) e recuperação paulatina do nível de emprego (ver abaixo em Roda Viva).

Coube ao novo presidente da Volkswagen, o argentino Pablo Di Si, divulgar uma projeção mais ousada não apenas para 2018 e sim para os próximos quatro anos. Em sua opinião, estão dadas as condições econômicas para um crescimento acumulado de 40% até 2021, considerando também a baixa base comparativa atual. Para tanto o mercado interno de veículos deveria crescer uma média de 8,8% ao ano nesse quadriênio e voltar a romper a barreira de três milhões de unidades anuais. Durante o evento liberou um teaser (foto provocativa) do sedã Virtus e anunciou seu lançamento em janeiro próximo, algo raro de acontecer em eventos desse tipo.

Outro argentino, Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, também previu recuperação entre 8% e 10% nos próximos quatro anos. A empresa anunciou mais uma rodada de investimento na região, dessa vez no país vizinho, com a produção de mais uma plataforma global que vai gerar um produto diferente do Equinox (mais barato) a partir de 2020. O executivo defende a unificação das normas de segurança, emissões e combustíveis de Brasil e Argentina. E anunciou para 2018 um modelo que será exatamente igual nos dois países. Provavelmente terá um motor flex, considerando aumento esperado do teor de etanol na gasolina argentina nos próximos anos.

Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford, apontou a queda substancial na venda de compactos e subcompactos nos últimos três anos como o aspecto mais impactante nos resultados das empresas e no nível de emprego do setor de veículos. Por outro lado, as vendas diretas para frotistas tornou-se realidade de mercado e continuará a dar suporte ao avanço dos próximos anos.

O português Miguel Fonseca, vice-presidente da Toyota, chamou a atenção do rápido crescimento dos SUVs, que respondem hoje por 15% das vendas de veículos leves e continuará a subir na preferência dos consumidores. O percentual de participação, no entanto, crescerá mais lentamente porque os compactos estão se recuperando e são mais baratos. Prevê um salto de 11% do mercado interno em 2018. Ele concorda que os carros puramente elétricos ainda vão demorar muito para se universalizar e a opção híbrida é mais racional.

Ponto de consenso no congresso foi sobre o programa Rota 2030. O anúncio está atrasado, mas sairá antes do fim do ano. Trará previsibilidade, visão de longo prazo e flexibilidade para se adaptar ao que acontece no mundo. Chega no momento em que o grande acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deve sair do papel, depois de mais de uma década de negociações. Levará a uma convergência tecnológica dos veículos com foco na competitividade real, sem subsídios ou barreiras protecionistas expressivas.

 

RODA VIVA

 

RITMO de recuperação da indústria automobilística segue firme. Maior nível do ano foi atingido em setembro: vendidas 9.960 unidades diárias (veículos leves e pesados). Acumulado janeiro-setembro está 7,4% acima do mesmo período de 2016 e o nível de estoque total de 34 dias é normal. Segundo a Fenabrave, bancos começam a aprovar mais crédito ao consumidor.

EXPORTAÇÕES continuam a bater recordes históricos (56% de aumento) e, assim, alavancam a produção, que cresceu 39% sobre o ano passado. Esse conjunto de bons resultados implicou redução de 90% do número de funcionários afastados provisoriamente do trabalho. Apenas o setor de caminhões e ônibus ainda mantém números negativos (menos 9% em 2017).

BOM pacote de itens de série oferece a versão Pulse Plus do Hyundai Creta. Motor de 1,6 L e câmbio automático de 6 marchas formam um conjunto competente. Central de multimídia (compatível com Android/Waze) tem tela de 7 pol. mas sujeita a reflexos. Faz falta freio de imobilização automática, que é bastante útil em uso no para-e-anda do trânsito.

IPIRANGA igualou-se à Petrobrás ao lançar gasolina premium de maior octanagem. Chamada de Octapro tem octanagem 102 RON, um dos maiores do mundo como combustível comercial. Indicada para garantir potência nominal em motores de altíssimo desempenho. É um mercado minúsculo: apenas 2% do volume total da venda de gasolina.

RECENTE pesquisa da BB Mapfre, em São Paulo, demonstra que segurados entre 27 e 36 anos lideraram a estatística de acidentes, com 30%. Depois estão os condutores de 37 a 46 anos, detendo 25% dos números, e de 47 a 56 anos, com 16%. Surpresa: os mais jovens, de até 26 anos, respondem por 15% dos registros. Não são, portanto, o maior grupo de risco.

FC

A coluna “Alta roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

(Atualizado nesta data  às 11h35)



  • Antonio F.

    Só acredito que acabou quando ver certa criatura política atrás das grades, criatura esta com nada menos que sete processos nas costas, já condenada há mais de nove anos de prisão, que tem a desfaçatez de jogar a responsabilidade por seus atos nas costas da falecida, que vive por aí debochando das instituições, ameaçando a nação que “tudo será diferente” quando ele for eleito. O Brasil é maior, vamos lutar por nosso país.

  • Corsario, são fatos. Quem não gosta de ver isso é a esquerda, para ela progresso e bem-estar é a morte.

  • Invalid, ledo engano de quem acha que os argentinos vão cair nessa esparrela.

  • Wendel, qualquer carro merece gasolina aditivada como a Grid, V-Power, DTClean (Petrobrás, Shell, Ipiranga). Todos os motores europeus atuais podem funcionar com gasolina 95 RON como as citadas ou mesmo as comuns. Em alguns casos pode haver ganho de potência com as premium de 98 RON, essa Octopro de 102 RON e a Podium de 102 RON.

    • Wendel Cerutti

      Concordo Sr. Bob . Mas num Panamera , doeu até na alma .

  • Luis Carlos K.

    Concordo. Pouca coisa mudou. Os mesmos macacos velhos de sempre ainda estão no poder.

    • Luis Carlos K, mas graças a Deus não são petistas.

  • Luís Carlos K, quando o (mau) exemplo vem de cima o pior acontece. Não tente defender o indefensável.

  • Não está não, Luis Carlos K.

  • Luiz AG, a recomendação de óleo baseia-se em classificação de serviço API ou Acea, e em viscosidade, são os únicos pontos a observar. Se é mineral, semissintético ou sintético, é irrelevante.

  • Luiz AG, um grande amigo, infelizmente já falecido, não reconhecia Brasília como capital federal…

  • Luiz AG, com uma singela diferença: a gorda fecal estava levando o Brasil para o o buraco, a ser uma Venezuela amanhã, enquanto o “Dilmo” está conseguindo ajeitar a economia ao ponto do imprescindível interesse por investir aqui.

  • Luiz AG, o Dilmo sair será a hecatombe nuclear no Brasil. A esquerda está torcendo para isso.

  • Luiz AG, uma notícia auspiciosa. O irresponsável do moluso nove-dedos, no último dia do segundo mandato, autorizou a permanência de Battisti aqui, uma vergonha para os brasileiros. Finalmente o governo tomou a única decisão certa.

  • CorsarioViajante

    Exato, deviam vender álcool e E10, que acho que é o “padrão” de gasolina.

  • CorsarioViajante

    Pois é, já disseram bem que a economia cansou de esperar a política e está seguindo por conta própria.

    • Corsario, é só não atrapalhar que ela anda sozinha.

  • Fat Jack, faz anos que os carros fabricados mundo afora são calibrados para até E10.

  • Milton Evaristo

    Nesse sentido ele pode ser o Dilmo. Mas a Dilma é sinônimo de burrice, não sabe nem concatenar os pensamentos. Chamar o Temer de Dilmo é muita ofensa, cheguei a estudar Direito Constitucional por um livro dele — se bem que livros de Direito são um cópia do outro, o cara muda lá um posicionamento para não ficar igual, e enche a conta bancária de dinheiro.

    • Milton, só enche a conta bancária de dinheiro se o livro vender muito, certo?

  • Não, Luiz Ag, você está equivocado, desculpe. O país está se acertando. O processo é lento, como todos do gênero.