Caso o leitor ou leitora tenha lido o teste “no uso” que há um ano fiz do Nissan Kicks com câmbio CVT, possivelmente terá notado que, apesar de achá-lo bom, não me despertou lá muito entusiasmo. Porém agora, testando-o com câmbio manual, a coisa mudou, pois o que era um bom meio de transporte se tornou um objeto do qual também se extrai prazer. E adianto, é um prazer que custa pouco, já que é de impressionar o quão econômico é esse motor 1,6-litro de 114 cv, mesma potência com gasolina ou álcool.

Também impressiona o quanto rendem esses divulgados 114 cv a 5.600 rpm. Não é de hoje que os motores da Nissan parecem mais potentes do que divulgam. Lembro que, anos atrás, ao testar o Nissan Tiida e a minivan Livina, achava estranho que aquele motor de 1,8 litro entregasse só 126 cv, parecia bem mais, no mínimo uns 140 cv. Não é uma contestação, não é uma dúvida; as potências são essas mesmas, óbvio, e o que fica são elogios a como seus motores entregam sua potência.

 

Como é bom ter um painel simples, descomplicado, posição perfeita para dirigir e um bom câmbio manual

O segredo deste 1,6-l de 4 válvulas por cilindro está no sistema de variação contínua da fase de abertura das válvulas. Já a 3.500 rpm o motor dá sinais de encorpar, e pouco acima de 4.000 rpm sua pegada já vem com tudo, e assim vai rápido, bem forte, a 6.500 rpm, quando vem o corte limpo. Delicioso. E o legal disso é que não temos peso na consciência por “desperdiçar” combustível, já que não me lembro de testar outro carro onde o modo de guiar influísse tão pouco no consumo. Ou seja, pode andar rápido que ele vai continuar gastando pouco, mas pouco mesmo.

Motor bem disposto, suave e econômico

Com gasolina, na cidade fez acima de 10 km/l e na estrada sempre acima de 14 km/l. Num trecho de 30 km relativamente plano da rodovia Ayrton Senna fez 16,1 km/l rodando a 120 km/h reais, em que o giro em 5ª e última marcha é 3.650 rpm. Isso para um carro desse porte e aerodinâmica é adequado. Para a cidade, onde o que interessa é o peso, ele tem a vantagem de ser leve: só 1.109 kg em ordem de marcha. Na estrada, onde o que interessa é o arrasto aerodinâmico, ele tem bom Cx para um suve: 0,34. E um belo motor. Parecia até que estava usando gasolina de verdade e não a nossa mistura com 27% de álcool. Seu tanque de combustível, mesmo diante do baixo consumo, poderia ser maior. Pega só 41 litros.

Combina bem com a praia, com o mar

O que se passa aqui, esse aumento de simpatia pelo modelo, também se passou quando testei o Honda Fit com câmbio manual logo após testar o City de mesma mecânica com câmbio CVT: fiquei também impressionado com a radicalidade da mudança, pois aí, sim, tive condições de sentir o comportamento desse motor Honda e me encantar com ele. Isso acontece porque, dependendo do CVT, ele amortece, mascara o motor, pois com ele não importa muito “como” o motor disponibiliza sua potência. Você acelera a fundo, o giro sobe direto lá para cima, fica lá, e o carro vai embalando como pode. Não se nota as diferentes repostas que o motor dá ao longo de sua faixa de giro. Um carro com motor elétrico não é muito diferente disso.

Gráfico dente de serra do Kicks manual

Enfim, avaliar o motor de um carro cujo câmbio é CVT, é similar a um enólogo provar um vinho tendo que sorver o copo numa só talagada. Da experiência ele não terá muito que falar. Já o câmbio manual é o que melhor permite apurar as nuances de um motor. Quanto à diferença de consumo entre CVT e manual, não obtive diferenças palpáveis. Deu na mesma. O Inmetro só divulga o consumo com CVT: 9,6/8,1 km/l na cidade e 13,7/11,4 km/l na estrada.

O trambulador do câmbio, de comando a cabo, está entre os melhores. De movimentos curtos e engates leves e precisos, só merece elogios. O escalonamento de marchas está correto, sem buracos entre elas, e mais uma vez se confirma a desnecessidade de mais que cinco marchas quando se tem um motor potente e elástico levando um veículo leve.

Cx de 0,34 e pesa 1.105 kg

Seus 114 cv vêm a 5.600 rpm e o torque máximo de 15,5 m·kgf, a 4.000 rpm. A taxa de compressão de 10,7:1 é que é baixa para tempos de gasolina (com álcool) de boa octanagem, 95 RON. A suspensão é simples e eficaz, McPherson na frente e eixo de torção atrás; sua altura livre do solo é de 200 mm. Os freios são a disco ventilado na dianteira e a tambor, na traseira. Há controle de tração e estabilidade, desligável. A direção é eletroassistida e bem indexada à velocidade, bem leve na cidade e firme na estrada.

O porta-malas é de 432 litros e vem um acessório muito prático para quem pratica esportes náuticos: um plástico duro com bordas altas, onde se pode jogar roupas de surfe sem o perigo de molhar e/ou sujar a forração.

Porta-malas de 432 litros e útil protetor do assoalho

Agrada particularmente seu comportamento em curva, mais a direção razoavelmente rápida e precisa. Suspensão mais para firme que macia, porém não ríspida. Veio com pneus Continental ContiPowerContact 205/60R16H, silenciosos e bons de chuva.

A posição dirigir é ótima, confortável e com boa ergonomia para o motorista. Os instrumento são de fácil e rápida leitura, muito parecidos com os dos VW. Os comandos são todos simples e intuitivos, uma característica da marca, a descomplicação. Os pedais são bem posicionados, é fácil fazer o punta-tacco. O Kicks é mesmo um bom estradeiro. Nela quatro adultos viajam com conforto e espaço de sobra.

Desenho jovem, comportamento jovem

Falta um pouco de isolamento acústico, notando-se ruído do motor e da suspensão trabalhando, porém não é nada dramático.

Desde o começo do anos o Kicks é fabricado em Resende, RJ, e o preço desta versão de entrada é R$ 71.990.

O verão está chegando

Um bom, espaçoso e econômico suve compacto, gostoso de dirigir e que encanta os de espírito jovem, não só pelo desenho, mas também pela função. Sua versão mais cara custa R$ 98.390, ou seja, o equivalente a esta de entrada mais uma inesquecível viagem de meses pelas paradisíacas Ilhas dos Mares do Sul.

AK

(Atualizado em 30/10/17 às 23h30. inclusão de vídeo)

Veja o vídeo:

 

FICHA TÉCNICA NISSAN KICKS 1,6 S 2018
MOTOR
Designação HR16DE 1,6
Tipo Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, bloco e cabeçote de alumínio, 16 válvulas, duplo comando de válvulas, corrente, variador de fase na admissão e escapamento, atuação de válvulas direta por tuchos-copo, flex
Cilindrada (cm³) 1.598
Diâmetro x curso (mm) 78 x 83,6
Potência (cv/rpm, G/A) 114/5.600
Torque (m·kgf, G/A) 15,5/4.000)
Corte de rotação (rpm) 6.500
Taxa de compressão (:1) 10,7:1
Formação de mistura Injeção no duto
TRANSMISSÃO
Tipo Transeixo manual de 5 marchas à frente e uma à ré
Relações das marchas (:1) 1ª 3,727; 2ª 1,957; 3ª 1,233; 4ª 0,903; 5ª 0,738
Relação do  diferencial (:1) 4,929
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira eletroassistida indexada à velocidade
Voltas entre batentes 3,1
Relação da direção (:1) 16,8
Diâmetro mínimo de curva (m) 10,2
FREIOS
De serviço Hidráulico servoassistido a vácuo, duplo circuito em diagonal
Dianteiros A disco ventilado
Traseiros A tambor
Controle ABS de 4 canais e 4 sensores com EBD e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Aço, 16”
Pneus 205/60R16H
Marca e modelo Continental  ContiPowerContact
DIMENSÕES (mm)
Comprimento 4.295
Largura 1.760
Altura 1.590
Distância entre eixos 2.610
Bitola dianteira/traseira 1.520/1.535
Distância mínima do solo 200
Profundidade de vau 450
Ângulo de entrada (º) 20
Ângulo de saída (º) 28
AERODINÂMICA
Coeficiente aerodinâmico (Cx) 0,345
Área frontal calculada (m²) 2,25
Área frontal corrigida (m²) 0,776
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha (kg) 1.109
Carga útil (kg) 427
Distribuição do peso D/T (%) 62/38
Peso rebocável sem freio (kg) 350 kg
Porta-malas (L, VDA) 432
Tanque de combustível (L) 41
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, suve, 4 portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h (s) 11 (estimada)
Velocidade máxima (km/h) 180 (estimada)
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL INMETRO/PBVE (com câmbio CVT, manual n.d.)
Cidade (km/l, G/A) 11,4/8,1
Estrada (km/l, G/A) 13,7/9,6
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª (km/h) 32,8
Rotação a 120 km/h (5ª) 3.650
Alcance nas marchas a 6.500 rpm (km/h) 1ª 42; 2ª 80; 3ª 128; 4ª 174
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Intervalos de revisão/óleo 10 mil km ou 1 ano
Garantia 3 anos


  • Mr. Car

    Keller, este seria o meu Kicks. Tanto pelo que já li quanto pela minha própria experiência com o câmbio CVT (Mitsubishi ASX)…save the manuals! Ou no minimo, um bom automático tradicional, he, he!
    Abraço.

  • Rafael, o motor do Kicks é melhor, mais potente e mais econômico que o do Tiida.

  • Jônatas, boa dica essa de avisarmos pelo Facebook. Obrigado.
    Quanto à embreagem, é leve. Veja só: é um motor de 1,6-l aspirado. Não tem como ser pesada.

  • CorsarioViajante

    Eu tenho uma Livina, e o que mais gosto na Nissan é exatamente isso, os motores, que acho muito bons. A minha tem o 1,8, mas sei que este 1,6 é muito bom também, rendem bem e consomem pouco.
    Aliás, acho que assim como o 3008 deixou de ser minivan e virou SUV, também acho que a Livina, de certa forma, “virou” o Kicks: as medidas são incrivelmente parecidas, e mesmo a proposta me parece similar.
    Mas de resto, embora não dê dor de cabeça nem nada, a Nissan não me cativou. Acho os carros, como um todo, meio sem personalidade, diria genéricos (não em design mas em um sentido mais geral, de filosofia de marca), talvez por que aqui, no Brasil, ela tem o hábito de mudar sua linha totalmente meio que aleatoriamente.

  • Thiago Amaral Barbanti

    Arnaldo,
    Lembro-me bem do teste do Kicks CVT há um ano e sua curiosidade em prová-lo com câmbio manual, dado que você tinha captado esse espírito “esportivo” do veículo mascarado pelo câmbio CVT. Ficou claro que sua expectativa foi perfeitamente correspondida. Como é a carga da embreagem e sua modulação? Até agora só vi esse modelo de entrada manual em frota de locadoras, suspeito que seja difícil encontrar para pessoa física a pronta entrega, tanto que os anúncios divulgam como se o modelo mais barato fosse a versão S CVT a partir de R$79.000,00…
    Nesse preço vejo como custo-benefício interessante, fica difícil pagar quase R$100.000,00 no topo de linha, pela motorização, porte e tamanho do carro. Sem contar que comprando essa versão, será mais difícil revendê-la depois, devido à imbecilidade do mercado que tem como regra que veículos acima de R$60.000,00 devem ser com transmissão automática. Mas mesmo assim, é muito tentador. Abraço

  • Mineirim

    Em 2011 também considerei comprar o Tiida. Só não concretizei, porque fiquei sabendo que a Nissan ia tirar de linha logo. Um excelente carro.

  • ene

    Depois de ler o artigo, a primeira coisa que fui procurar foi seu comprimento e nem achei seus 4,3 m exagerados, embora eu sempre prefira carros com menos de quatro metros.
    Também, como todo suve, achei um pouco altinho para a cidade, mas nada que incomode tanto assim.
    Gostei do desenho, do painel simples e de tudo mais, exceto três coisas: Os contornos das luzes traseiras que parecem ser de alumínio ou imitação, mas acredito que possa ser pintado, o bagagito que acredito possa ser removido e o preço um pouco salgado, apesar de estar em conformidade com seus concorrentes.
    Enfim, pelo relato do editor, principalmente pelo seu bom comportamento na estrada e pelo seu bom motor, parece ser uma boa opção.
    Será que vou arriscar um dia?

  • edet

    Não imaginava que o porta-malas do Kicks comportava bons 432 litros, imaginava que teria capacidade bem menor. Em relação à proteção do porta-malas, trata-se de um bom acessório homologado de fábrica vendido pelos concessionários, todavia normalmente são vendidos a um preço nada convidativo (para não dizer proibitivos)… Comprei no para o meu carro um acessório bem semelhante, também impermeável e com bordas, porém de um material flexível, um meio termo entre borracha e tecido. É muito prático para quem carrega coisas sujas ou vai à praia com frequência.

  • Vinicius_Franco

    Meu pai comprou um Kicks SL CVT no pré-lançamento e, depois de 20 mil km rodados, é só elogios à economia de combustível, ao acerto da suspensão e ao conforto que o carro oferece em viagens longas. As ressalvas são a falta do controle de velocidade de cruzeiro, a uma certa demora para o carro “acordar” em retomadas (talvez efeito do CVT) e a insuficiência das luzes de cortesia internas (parece bobagem, mas incomoda).

  • Roberto Neves

    Taí, seria um bom carro para mim. Tenho um Grand Siena há 3 anos e gosto muito dele, porém praticamente só o uso para viajar a passeio e sempre que viajo pego estradas de terra para ver “aquela” cachoeira, e fico sempre preocupado com a possibilidade de raspar o fundo em alguma pedra. Meu Grand Siena tem, pela ficha técnica disponível no Autoentusiastas Classic, cerca de 160 mm de altura mínima, ao passo que o Kicks tem 200 mm. O único senão é que não me animo a vender (certamente a preço vil) um carro com menos de 20 mil km (sim, só rodei isso em três anos!) e pagar cerca de R$ 72 mil noutro. Fica na lista!

    • Roberto, o fato de ser mais alto só vai diminuir sua preocupação. Não vai eliminá-la. Vá devagar e boa, que o seu Siena também chega lá na cachoeira.

      • Roberto Neves

        Valeu, Arnaldo!

      • Silvio

        Exatamente. Com espírito aventureiro, mas juízo na cabeça, já coloquei meu sedan em lugares onde nem todo mundo colocaria. Só temos que conhecer seus limites.

      • CorsarioViajante

        Isso é algo que acho incrível. Todos os meus carros até hoje tinham altura de rodagem normal (Gol, Polo, Livina) e nunca tive problema nenhum de rodar em estrada de terra ou mais “rústica”, com o Polo até adorava me meter nelas. Lógico que sem enfiar o carro no barro que atola. Mas em relação a vão livre, acho que hoje existe um imenso exagero.

    • Chico Mendes

      Você tem que tentar uma venda no particular. Hoje, com esses classificados on-line, ficou mais fácil.

      Eu sou aquilo que chamam de cupim de aço… Logo, quando entrego na concessionária não fico triste. Pagam pouco, mas eu sei que rodei muito e gastei bem o carro. Puxei isso do meu pai, que recentemente esqueceu de trocar o óleo durante dois anos.

      Porém, vendi o último carro da minha mãe (que é extremamente cuidadosa, manda encerar o carro toda semana) em exatos 8 dias pela internet. Dei-me o luxo de escolher o comprador, e recebemos o dinheiro na mão, conforme a tabela Fipe.

      Apesar de tudo o que vivemos, tem muita gente séria por aí… E esses sistemas on-line facilitam essa aproximação antes de você receber um desconhecido na sua casa (como antigamente, que era pelo jornal e telefone).

    • Alexandre Cruvinel

      Tirando o fato de que o Nissan é pelo menos uns 13 mil reais mais caro (ambos novos), eu não pensaria duas vezes em escolher o Kicks. Tive dois Grand Sienas, gostei do espaço interno, bom porta-malas, carro honesto no geral. Mas acho o 1,6 chocho em baixas rotações, como ao passar em lombada em segunda marcha. O Fire 1,4 ia melhor (relação mais curta). Já o 1,6 Nissan responde melhor, é mais econômico (o Grand Essence fazia quase 2 km/l a menos na média que o Attractive) e o carro como um todo tem melhor acabamento, passa sensação de melhor qualidade. Para compararmos carros similares (sedans), iria de Versa pelo excelente motor.

  • Matheus Ulisses P.

    Pelo amor de Deus, salvem os manuais!
    Perdoem-me, sei que matéria é sobre o Kicks, mas não posso deixar de lamentar a retirada do mercado dos C4 Lounge e Jetta manuais! Só restou o Civic Sport, e não sei por quanto tempo.

    • Luiz AG

      Esse é um dos grandes mistérios da Indústria Automobilística nacional:
      – Por que não se fazem mais carros manuais topo de linha?
      – Por que não temos mais peruas no mercado?
      – Por que um carro 1,0 tem um pneu 195, visto que quem compra esse carro pensa em economia?
      – Por que não temos carros com faixa degradê no para-brisa?
      – Por que não temos carro a álcool a venda no mercado? Imagina um up! TSI a álcool puro com maior pressão no turbo?
      – Por que o mercado exige tanto SUV visto que a maioria não vai nem subir guia de calçada?
      – Por que se não for SUV o pneu do carro é perfil baixo o suficiente para amassar a roda em qualquer buraco?

      • Lorenzo Frigerio

        E finalmente… cadê os carros de DUAS portas e as cores disponíveis na Europa?

      • Alexandre Cruvinel

        Luiz, no caso do TSI não precisa álcool puro. Só um mapa com mais pressão no turbo quando com álcool.
        O resto nem precisa explicar. Quando carro ‘tinha que ser 2 portas’, todo mundo só comprava 2 portas. Quando ‘Gol era o carro’, não adiantava o Voyage (com mais espaço para cabeça no banco traseiro e porta-malas bem maior) custar a mesma coisa, não vendia nada mesmo assim.
        Sabe “maria-vai-com-as-outras” ?

  • Felipe, não precisa ter lei para isso, basta vergonha na cara e responsabilidade.

  • Cafe Racer

    AK,
    Ele já vem com esse “rack” no teto ou é um opcional ?
    Como sempre, lindo os locais em que você fotografa os carros nos testes !

    • Cafe, é opcional.
      Fora a Praça dos Três Poderes em Brasília, o Brasil é lindo. Se passar um apagador naquilo o Brasil ficará todo bonito.

      • antonio carlos cavalcanti

        A praça dos Três Poderes é linda, feios são quem a habita, enviados pelos brasileiros de todos os cantos.

  • Está a venda, Fabio. Se tiver em uma, terá em outra.

  • D.JUNIOR

    Creio eu que isso ocorra em todos os três-em-linha (em especial os 1,0 e 1,5 da Ford, estes aparentam ser bem maiores que o tamanho físico deles fazem parecer). Mas eu achei o Nissan meio frouxo, comparado ao Renault B4D (o tal SCe). Obviamente não é um motor ruim, e nem vibra tanto quanto a unidade menor da marca do oval azul, só falta àquela pimenta necessária a uma condução mais empolgada, porém não incomoda no dia a dia.

    • Alexandre Cruvinel

      D.JUNIOR, até onde sei o SCe é o Nissan. Acho que o 1,0-L da Nissan está correto, muito melhor um carro que se mexe bem no trânsito mesmo com baixa cilindrada do que buscar mais potência e deixar o motor mais agudo, ruim de baixa.

      • D.JUNIOR

        O quatro-cilindros dessa família SCe sim é de origem Nissan, porém os três-cilindros continuam sendo exclusivos de suas marcas. O motor Renault, quando usado no Sandero, possui comando com variação na admissão e escapamento, enquanto o Nissan possui construção mais simples, mas igualmente eficaz na missão de economizar combustível na cidade

  • Flying Like a Bird

    AK, que alegria ler seu texto!
    Eu que sou dono de um March 1,6-L e muito fã desse motor fiquei feliz em saber que o Kicks manual desempenha tão bem e de forma prazerosa. Sempre digo aos amigos que não consigo fazer o carro beber mesmo andando com pé embaixo e eles nem sempre acreditam. Eu que não simpatizo com suve gostei bastante dessa versão de entrada do Kicks e gostaria de ver mais nas ruas, mas pelo jeito vai ser difícil.
    Aguardo seu vídeo ansiosamente, um abraço!

    • Alexandre Cruvinel

      Visualmente se confunde com a versão PCD, que também sai com calotas, mas câmbio CVT.

  • CorsarioViajante

    Pois é. Não é algo objetivo, do tipo “faltou equipamento tal, motor assim ou assado”. É algo difícil de definir, mas definitivamente falta algo para mim.

  • Lorenzo Frigerio

    Os pneus grandes são coisa entre o fabricante e o fornecedor. O fabricante os compra baratinho, e ainda empurra uma super-roda ao comprador, auferindo grande lucro sobre esses componentes. O fornecedor ganha quando da reposição.

  • Lorenzo Frigerio

    Acho curioso ainda se usar acionamento direto das válvulas por tuchos copo, sistema que aparentemente gera mais NVH em comparação com as hoje mais prevalentes alavancas-dedo com fulcro hidráulico.

    • Alexandre Cruvinel

      Lorenzo, vejo da mesma forma que o caso da Chevrolet, que ainda usa varetas nos V-8 modernos. Conceitualmente é mais limitado, mas evoluiu também e hoje passam de 6.000 rpm tranquilamente.
      Será que o que gera a mais de NVH com tuchos-copo chega a ser perceptível em um 4-cilindros em linha ?

  • Matheus Ulisses P.

    Muito obrigado por essa joia!

  • Gerencia Ortholoc

    Não precisa, esse 1,6 é realmente muito bom.

  • Alexandre Cruvinel

    Davi, uma coisa que me agradou muito no Kicks foi o fato de passar a sensação de hatch pequeno ao guiar. Leve, ágil, você não senta tão longe do chão. Já guiei bastante o de uma tia, teria um fácil.

  • Alexandre Cruvinel

    Daniel, sabe que gosto do CVT ? Não que prefira ele a um manual, mas acho o conceito fantástico. E sabendo usar, é bem legal. Por acaso andei um bocado recentemente em um Kicks CVT. Já achei muito esperto. Só é chato em aceleração máxima, naquela de que o motor vai e o carro fica (by Josias) 😀

  • Não necessariamente, Lorenzo. O funcionamento das polias antagônicas pode visar o operação aproveitando ao máximo a potência em baixa rotação.

    • Lorenzo Frigerio

      Sem ser engenheiro, acho que só se o veículo tivesse que tracionar um trailer, que é uma considerável adição de peso ao que o agregado é projetado para carregar em condições normais.

  • Ferrari

    Que painel lindo!

    Sou profundo admirador de painéis assim.

  • CorsarioViajante

    Note que a dos usineiros é a única que não está entre aspas! rs Essa eu concordo, depender de usineiro no Brasil é problema certo.

  • CorsarioViajante

    O ex-dono de minha Livina foi mais pragmático: comprou um quadrado daqueles EVAs e recortou encaixando. Ficou horrível, mas como a forração original é um tecido ruinzinho e mole, deixei assim mesmo.

  • Silvio

    Por conta do limite de preco de 70 mil reais para carros com benefícios de isenção para PCD.
    É ato comum em várias marcas, ter uma versão abaixo deste valor somente para PCD, mesmo as versões “normais” sendo mais caras.

  • Eduardo Edu, esse é que é o mal: você crê??? Como se fosse o único motivo? O seu vizinho não pode ter-se encantado pela marca ou pelo modelo?

    • Eduardo Edu

      Só sei que, com seis meses, trocar de carro perde-se muito dinheiro e quem compra carro nessa faixa de preço não está disposto a levar um tombo de, pelo menos, 30 mil de desvalorização de um 0Km. Tem que ter muita vontade. Agora vou confirmar minhas suspeitas e perguntarei na porta do elevador. Postarei a resposta amanhã.

  • D.JUNIOR

    Essa simplicidade funcional é incrível. No meu caso ficaria perfeito caso viesse o controlador do rádio também no volante (peguei esta Ka emprestado por alguns dias, e estou curtindo bastante o carro, apesar de muito menos refinado que o Fiesta, tendo como qualidade irrepreensível, o consumo bem contido mesmo com álcool) https://uploads.disquscdn.com/images/075ff869a30b9618e68060f79ce59475b6e1ffe6aa5c602ef7a70b3704c73a6a.jpg

  • LKenappe, nunca ouviu falar em ganância?

  • LKenappe, mesmo que haja diferenças, não podem ser nada significativo, muito menos influir desta forma no prêmio do seguro.

  • Vinicius_Franco

    Os seguros, de maneira geral, estão caríssimos. Antigamente, os valores caíam cerca de 15-20% ao ano, nos primeiros 3 anos, conforme o carro ficava mais velho. Agora, se cair 10%, já pode comemorar. Além disso, os seguros novos estão cada vez mais caros. Não sei se a sinistralidade aumentou ou se estamos pagando a conta das receitas das seguradoras que caíram na crise.

  • João Guilherme Fiuza Lima

    Basta ver o registro da incorporação imobiliária, ele deve acompanhar o descritivo do empreendimento como um todo, inclusive as áreas úteis, privativas, comuns, etc. Também deve ser indicada a natureza das vagas, se acessórias ao apartamento ou autônomas em relação aos mesmos (situação em que poderão ser negociadas de forma independente). No cartório de imóveis você consegue essas informações ainda antes de comprar o imóvel (são públicas).
    Caso queira alguma facilidade, em empreendimentos que estão sendo lançados, é muito fácil conseguir o memorial descritivo e o registro da incorporação junto à própria construtora ou incorporadora.

  • Flavio Romano

    Ótimo vídeo, obrigado!! Só um detalhe, acho que o volante tem ajuste de profundidade também, mesmo nessa versão, que realmente me agradou. É uma opção para o próximo carro.

  • Mr. On The Road, não há essa relação entre CVT e torque.

  • Rafa2810

    Não vende o que vende à toa!

    Belo carro!

  • Gustavo, em todos os testes do Versa que fizemos não notamos comportamento típico de varão, portanto presumimos que seja cabo.