GTs japoneses em Hockenheim. Evento encerra temporada. Ideia é boa para o Brasil

Um Lexus LC500 e um Nissan Nismo GTR que disputam a temporada japonesa de Super GT serão exibidos durante a etapa que marca o encerramento da temporada alemã da DTM, domingo, em Hockenheim. A iniciativa tem como objetivo consolidar, em 2019, a adoção de um regulamento único para ambas as categorias — um estudo para unificação das normas técnicas das séries alemã e japonesa já está em andamento — e reverter o viés de queda que assola o lado europeu dessa parceria. Recentemente a Mercedes anunciou que deixará de disputar a copa alemã, o que deixará os grids de 2018 apenas com carros Audi e BMW.

Ronnie Quintarelli vai pilotar o Nissan Nismo GTR (Nissan NIsmo)

De acordo com Masaaki Bandoh (foto de abertura), presidente da GT Association (GTA), “nossas duas séries incluem marcas de destaque mundial e tal qual ocorrerá domingo em Hockenheim, nossos fãs japoneses poderão ver os carros alemães em exibição no encerramento da nossa temporada, dias 11 e 12 de novembro, em Motegi.”

Gerhard Berger, que comanda a organização responsável pela DTM, não esconde que “essa apresentação vai além de um presente para os nossos fãs e indica a seriedade da cooperação entre nós e a GTA, organização japonesa, e suas três marcas envolvidas”. Além da Audi, BMW, Lexus e Nissan, a Honda também está envolvida nesse processo.

Em Hockenheim o Lexus LC500 será conduzido por Heikki Kovalainen (Lexus)

A proposta de união entre os organizadores das categorias DTM e Super GT mostra que esse caminho é o que deve prevalecer no cenário mundial numa época em que proliferam séries alternativas em várias especialidades. Tal solução caberia muito bem no automobilismo brasileiro em diversas modalidades.

Em São Paulo, por exemplo, uma rivalidade e falta de união pelos competidores das Fórmulas Vee e 1600 impede a consolidação de uma categoria base única. Situação similar se repete em nível nacional nas competições com carros de turismo: apesar de esforços de alguns dirigentes, a CBA ainda não conseguiu impor um regulamento único em todo o País. Quando isso acontecer será mais fácil promover  a volta das fábricas e, principalmente, a renovação de grids povoados de modelos antigos e que deixaram de ser fabricados há um bom tempo.

WG

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