Principalmente quando feito com um belo Fusca cinquentenário!

Eu participar de um rali, e ainda por cima como navegador? Estava fora de qualquer cogitação. Pois bem, isto estava valendo até o fim de julho quando o amigo Aldo D. Toledo Fusco, presidente do CAAT – Clube de Autos Antigos de Taubaté, enviou um gentil convite endereçado ao AUTOentusiastas: “Gostaríamos de convidar algum colunista do AUTOentusiatas para participar de nosso rali de regularidade, o CAAT ON THE ROAD 2017 – 100 MILHAS NA SERRA. É um evento cujo objetivo é a diversão e interação entre os participantes. Será no dia 27 de agosto, domingo, porém, os participantes deverão estar presentes no briefing dia 26 no Faro Hotel. ”

Neste momento vamos apresentar o depoimento do Aldo. Quando eu soube como ele faz as coisas acontecerem no CAAT eu me lembrei de meus tempos de presidente de clube, pois há vários paralelos. Ele organiza o rali desde a escolha e definição do trajeto (tarefa que já foi iniciada em fevereiro), a escolha das camisetas, as suas estampas, o desenho dos troféus, a escolha do restaurante, a busca por patrocinadores, etc., contanto sempre com a ajuda da Sílvia, sua prestimosa esposa.

Ele comentou: “O clube só tem gente boa, mas toda vez que se coloca uma questão em debate, as definições tendem a se alongar e até emperrar”. Sei bem como é, pois o mesmo tende a ocorrer em muitos outros clubes. É da índole do Aldo ter as coisas prontas para ontem. Com isto a sua estratégia para ter um controle do timing dos trabalhos é entregar o pacote pronto, usando todo bom senso possível.

Segue o depoimento do Aldo:

Aldo e esposa Sílvia, na área de concentração da largada do rali (Foto: CAAT)

“O Clube de Autos Antigos de Taubaté – CAAT completou este ano 30 anos de sua fundação. Sempre organizou encontros e exposições em Taubaté e em cidades vizinhas.

Mas faltava alguma coisa, eu sempre quis fazer eventos dinâmicos, com os carros em movimento, viajando, mostrando seu vigor, apesar da idade e dos muitos quilômetros de uso.

O primeiro foi em 2005 com o “Raid da Mantiqueira” em que reunimos 40 carros e fizemos um percurso passando por várias cidades da região, culminando com almoço em Campos do Jordão. Foi um passeio com os carros em fila indiana.

Mas foi o embrião de uma ideia, até que em 2011 organizei o primeiro CAAT ON THE ROAD – 100 MILHAS NA SERRA. A ideia da distância se baseou no rali organizado pelo MG Clube do Brasil, as 1000 Milhas Históricas que se inicia em São Paulo, passa por Minas Gerais, pelo estado do Rio de Janeiro e termina em shopping de São Paulo. Evento muito bem organizado, que serviu de inspiração para o nosso.

Minha ideia era usar as estradas vicinais que cortam nossa região, em especial a belíssima Serra da Mantiqueira e colocar os carros num roteiro curto, pouco cansativo e que tivesse a participação de casais de associados do clube. Coisa bem amadora, mas com responsabilidade.

Para dar um tempero na prova, pensei em cronometrar o tempo de cada um, premiando os que mais se aproximassem do tempo total do percurso, mas para isso, precisava de alguém ou alguma empresa que tivesse experiência neste serviço. Seria como é, um passeio cronometrado, simploriamente chamado de rali, mas a anos-luz de ser um. Não há categoria, não há divisão por motor, potência ou outra classificação. O carro deve ter pelo menos 30 anos de fabricação, original ou quase, em boas condições e com a documentação tanto do carro como de quem o conduz, em dia. Só isso e vir participar para se divertir, para congraçar com os outros.

Para realizar esta cronometragem, contratei o Paulo Animau (com” u “mesmo) Marcilio, representante de empresa especializada neste serviço e que a partir de então é nossa parceira.

O primeiro contou com 28 carros e foi um sucesso, daí em diante só aumentou o número de participantes, hoje limitado a 55 para não deixar a prova muito longa.

Como a prova visa a regularidade, sempre em velocidade inferior ao limite das estradas, tivemos em várias edições Fordinho 29 junto com Dodge Charger , Fuscas com Galaxies , Buggy Kadron e Opala SS 6, todos nas mesmas condições . Vale a diversão com responsabilidade.

O percurso é feito por estradas, em sua maior parte asfaltadas, tendo alguns trechos sem pavimentação que servem de ligação entre as mesmas. E o trajeto é diferente todo ano, mesmo passando pelas mesmas estradas. O planejamento, medição e aferição se iniciam em fevereiro para as provas acontecerem entre agosto e setembro.

Realizamos este ano a 7ª edição, com pleno sucesso que pode ser avaliado pelo grande número de participantes que já reservou seu lugar na prova de 2018.

Além do CAAT ON THE ROAD – 100 MILHAS NA SERRA, realizamos o “Raid do CAAT”, passeio que se inicia em Taubaté, passa por São Luiz do Paraitinga, Lagoinha, Cunha, faz uma pausa em Parati para almoço e retorna por Ubatuba. Trajeto de 360 quilômetros percorrido em um dia. Simplesmente maravilhoso.

Neste ponto não posso deixar de citar, e agradecer, aos patrocinadores deste ano, que são:
– Paiol Garage
– S. E. Veículos de Taubaté
– Auto Posto Alty”

O Aldo me disse que, desde o primeiro rali, contratou o Paulo Animau Marcilio, que é o técnico neste tipo de competições. Ele passa o trajeto para o código de tulipas usado neste caso, faz as medições de percurso, confere as referências (das explícitas às pegadinhas), indica as paradas e mede os tempos — emitindo a planilha do rali. O Paulo é um profissional sério e muito competente que gosta do que faz.

Mas nem tudo são rosas no relacionamento dos dois, as discussões são acirradas já que o Paulo é essencialmente um jipeiro, gosta de barro, lama e assemelhados. Então, quando o Aldo propõe um percurso ele pensa como antigomobilista, no sentido de preservar mais os carros, e o Paulo pende para o lado 4×4. Aí começa a discussão para se chegar ao trajeto ideal. Ainda bem que estas “brigas” são divertidas e ao final prevalece o bom senso.

Antes de partir para o depoimento do Paulo Animau Marcilio eu gostaria de esclarecer que ele atuou neste ano com uma equipe de nove pessoas, das quais oito foram a campo durante o rali. Na planilha do rali aparece o nome da empresa Totem, da qual são alugados os GPS especiais, dois por carro, para a apuração dos resultados; este equipamento é o mesmo que é usado em ralis profissionais, como o Rally dos Sertões.

Paulo Animau fala:

Paulo Animau no briefing preparatório para o rali (Foto: Paulo Guino)

Sou responsável por toda parte técnica que se inicia com um briefing com o responsável pela promoção do evento onde todos os pontos de interesses são levantados; a partir de então se inicia uma pesquisa detalhada de opções de roteiros, esta avaliação não fica só na beleza, mas todos detalhes como pontos de segurança, tipo de piso, infraestrutura de apoio, pontos de sombra de internet e sinal de celular entre outros.

Tudo começou em 1995 quando iniciei nos ralis da Associação Paulista de Rali, em 97 passei também para o Off-Road e depois pelo Cross Country, rali de velocidade, e em 2002  tive a oportunidade de juntar a experiência nas provas da Mitsubishi que era um Off-Road leve com navegação simples, misturei com os trechos do Jeep Raid com um terreno mais acidentado, inclui a navegação do rali de regularidade 4×2 que era mais rápida e uma pitada do rali de velocidade na emoção de ver as referências chegarem rápidas, isso tudo formou o 4×4 Adventure Taubaté, que foi um marco na história do rali e deu o pontapé inicial para o que existe hoje de rali de regularidade Off-Road.

Entre 2002 e 2005 conquistei cinco títulos muito importantes, sendo Bicampeão do Vale Raid, que era o principal campeonato do estado de São Paulo, fui Bicampeão Paulista Graduado pela Fasp e também fui campeão do Rali dos 100 km com ida e volta entre São Paulo e Goiás em 3 dias.

Estive presente como membro de inúmeras equipes de organização, como Copa Suzuki Off Road, Mitsubishi Motorsports, Copa Peugeot de Regularidade e Velocidade, Campeonato Brasileiro e Paulista de Rali de Velocidade, Copa Vale Raid, entre outras.

Com a experiência de ter organizado vários ralis corporativos, utilizados em treinamentos e comemorações de empresas, como Grupo Rhodia e Ericsson, por exemplo, em 2010 surgiu a ideia do Aldo de fazer algo diferente dos passeios. Como eu vinha organizando provas do Campeonato Paulista, ficou fácil unir uma coisa à outra.

Este ano pensei em fazer uma coisa diferente, pois as edições anteriores sempre foram provas em linha e com poucas mudanças de sentido, o que este ano eu simplesmente radicalizei, enquanto nos anos anteriores o máximo de “pegadinhas” (mudanças bruscas de sentido) eram duas por evento e geralmente no final, este ano foram simplesmente sete e se iniciaram logo no começo, foi uma tentativa corajosa, pois o risco de rejeição era grande, mas todas foram elaboradas em locais muito seguros e avisadas com antecedência.

Um ponto curioso foi na chegada, a variação de erros, onde um acertou o outro errou, e assim variaram inúmeras duplas, exceto os mais bem colocadas e também os invencíveis até então campeões do carro 01.

Quanto à estrutura deste evento, é muito enxuta devido à tecnologia aplicada. Na parte técnica ao meu lado a Carol Diniz como auxiliar de levantamento e medição, Sandro Dib na conferência de dados e apuração, duas duplas de apoio rápido com dois carros, um carro de controle no meio da prova e o Diretor do evento sempre de prontidão.

Tanta paixão pelo rali me divide, metade como Diretor da Logo & Tipos  (que é minha empresa de comunicação visual  e que nasceu dentro do rali), que, inclusive, patrocina e apoia os esportes automobilísticos desde 2002, atualmente patrocinando o Campeonato Paulista de Rali de Velocidade. E a outra metade está na atividade em ralis, seja como competidor, promotor ou diretor técnico. Estou à disposição para colaborar seja através do Facebook  ou pelo telefone (12) 98203-4466.

 

Voltando a meu relato, minha história com os ralis estava prestes a ser mudada. O convite do Aldo foi muito bem recebido e o Paulo Keller e eu fomos destacados para representar o AUTOentusiastas. Mas é um rali de carros antigos e nós tínhamos que arranjar um carro; como meu carro estaria impedido de participar, nossa participação no evento passou por momentos de incerteza.

Mas não tardou muito para o  Bob Sharp vir com a solução: o carro do seu amigo e grande piloto de sempre, Bird Clemente. Um 1967, bege Nilo, placa preta, em excelentes condições. O Bird disse ao Bob que queria mesmo que o carro pegasse uma estrada, faria bem ao Fusca rodar, se bem que talvez ele não soubesse em que estradas isso iria acontecer…

Seguiu-se a “democrática” escolha de quem faria o quê, e o resultado, depois de um papo com o Paulo Keller, definiu que ele seria o piloto e eu o navegador. Aí veio a conscientização. O Aldo disse que “o objetivo é a diversão e interação entre os participantes”, mas isto em nada aliviou a minha preocupação, pois eu não tinha ideia alguma do que era ser navegador de um rali e não estava sobrando tempo para eu me informar sobre o assunto.

Na quinta-feira anterior ao evento eu não tive mais escapatória e mergulhei de cabeça no estudo da arte de ser navegador. Pesquisei na internet e comecei a aprender os rudimentos desta que é considerada a função mais difícil em ralis.

Mas não tínhamos nenhum equipamento para ajudar na navegação e começou a procura, acabei achando um App para o smartphone Android, o GPS Trip 2.40, mas não vieram esclarecimentos ou um manual de uso, as parcas notas diziam que era “muito intuitivo”, coisa que eu ainda não tinha conseguido confirmar.

Este software tem várias possibilidades de customização e eu escolhi a indicação de odômetro parcial, odômetro total, cronômetro, nota da planilha, velocidade atual por GPS e velocidade média parcial. O software também fornece as coordenadas GPS atuais de cada ponto do percurso.

Setup do GPS Trail 2.40 para o Rali CAAT 2017 (Composição: autor)

Mas eu tinha que poder zerar o odômetro total (para zerar o parcial bastava dar um toque na tela), nos pontos indicados da planilha para zerar esta medição. Mas eu não encontrei como fazer isto. O tempo estava passando e começou a bater o meu tradicional e angustiado “desespero germânico” ante algo que teima em não dar certo. Na página deste App no Google Play havia um endereço de e-mail do hotmail e um nome: “João Simões”, que parecia ser brasileiro. Já era sexta-feira pela manhã e nós tínhamos que viajar para Taubaté no sábado.

João Simões conferindo o seu software em seu carro, com o display em paisagem (Fonte: João Simões)

Enviei um e-mail pedindo esclarecimento e/ou envio de um manual do usuário, assim tipo “à prova de idiotas”. Pois bem. A resposta veio pouco tempo depois com a indicação de um número de telemóvel em Portugal. Não deu outra, liguei para lá e o gentilíssimo e muito interessado desenvolvedor deste software, o fabricante de móveis e ralizeiro há mais de 20 anos — João Simões, me atendeu. Ele contou que acabou entrando no campo da programação em Android para criar um software que atendesse ao que ele necessitava, e fosse de acordo com as regras vigentes em Portugal. Falamos um bom tempo e ele deu um caminho para zerar o odômetro (que na versão 2.40 seria injetar um zero no campo de odômetro total do menu*), só que não estava funcionando no meu aparelho. Mas o restante estava. Para simular o funcionamento eu pegava o meu carro e ia dar voltas pelo bairro testando as funções. Os vigias particulares do bairro ficaram com a pulga atrás da orelha com aquele camarada passando a toda hora pelo mesmo lugar. Em relação ao fato de eu não conseguir zerar o odômetro total, não havia tempo para procurar outros softwares…

O João, gentilmente, me enviou uma versão beta do GPS Trip PRO sob a forma de um APK (Android Package Kit – tipo de arquivo usado pelo sistema Android para distribuição e instalação de Apps) que me fez apanhar um bocado para instalar em meu aparelho, mas… não quis funcionar de jeito nenhum. A alternativa que sobrou foi usar a primeira versão zerando a cada trecho e fazendo umas continhas mentais durante o percurso. Fato é que as regras portuguesas de trilha não se coadunam com as regras brasileiras de rali de regularidade, daí a falta da alternativa que eu precisava.

* Em 02/09/2017 falei novamente com o João Simões sobre esta matéria e voltamos a falar sobre a necessidade de zerar o odômetro total e ele esclareceu que, na verdade, é necessário injetar 0.0001 para zerar o odômetro total. Coloco esta informação pois vi que vários participantes do Rali 2017 estavam com este software instalado em seus smartphones. Mas ele está trabalhando em uma versão PRO que poderá ter botões na tela para zerar os odômetros parcial e total, o que faria este software ser completo e fácil de usar]

Mas, a esta altura eu já sabia como era uma planilha e conhecia a versão que o CAAT usava, pois pedi ao Aldo cópia de algumas folhas do rali do ano passado, só para ver o seu jeitão; estas planilhas dão dicas do percurso a seguir, definem as velocidades para cada trecho e estabelecem pontos de parada obrigatória.

Lendo o que escrevi isto parece que é moleza, mas não é! Muitas das dicas são, na verdade, pegadinhas (abomináveis e antiesportivas a meu ver – mas necessárias de acordo com a direção da prova para promover uma filtragem entre os participantes). Como resultado, alguns competidores acabam se perdendo e tendo que dar voltas para retomar o percurso certo. Para dar uma ideia disto aí vai uma página da planilha e o percurso do rali, percurso este que não é conhecido pelos participantes do rali, ele vai sendo construído, quilômetro a quilômetro, a partir as informações da planilha; e o percurso percorrido com base nas informação da planilha:

No sábado pela manhã fomos buscar o carro na casa do Bird Clemente. Chegando lá, uma surpresa: além do Bird Clemente lá estava o Miguel Crispim, o lendário mecânico-chefe da equipe Vemag de competição, que levou os DKW-Vemag a brilharem nas pistas. O Fusca já estava pronto à nossa espera, estacionado no pátio da casa do Bird.

De lá fomos até um posto próximo, Auto Posto São Camilo, onde o carro foi abastecido e os pneus, calibrados. Acabamos fazendo amizade com o dono do posto, o Marcos Morassi, amizade esta que veio a calhar como veremos depois.

Saímos casa do Bird e pegamos a estrada em direção à primeira parada que seria o Graal Market Guararema. O freio do Fusca estava causando um pouco de preocupação — havia forte puxada para a esquerda ao frear — mas continuamos com todo o cuidado, não seria isto que nos impediria de competir, mesmo porque não havia mais tempo para mexer nele.

Antes de pegar a estrada uma selfie para registrar o começo de nossa aventura a bordo do valente Fusca 1967 do Bird Clemente

Na estrada o Fusca mostrou ter fôlego e conseguiu atingir a velocidade máxima permitida sem problemas, mas por prudência sempre mantivemos uma grande distância para o carro da frente…

O Graal Market de Guararema é um bom lugar para uma parada, e desta vez aproveitamos para almoçar lá. Estávamos com tempo, pois o briefing para o rali seria a partir das quatro horas da tarde. No estacionamento paramos ao lado de outro Fusca com placa preta, um encontro que está se tornando cada vez mais raro.

Encontro dos Fuscas no estacionamento do Graal Market Guararema (Foto: autor)

O Fusca do Bird foi um interessante objeto de estudos para o Paulo Keller; segue uma seleção de suas fotos deste simpático carro:

Todas muito boas, mas algumas fotos dele, a meu ver, se destacam pelo incrível senso de oportunidade a partir de um olho treinado para obter os melhores resultados, como estas, verdadeiras obras de arte:

Aliás, para os autoentusiastas de plantão eu aconselho o curso de fotografias com smartphone que o Paulo Keller ministra; participei do primeiro que foi lá no Box 54, não percam o próximo!

O Paulo Keller levou o carro até o Graal e eu assumi o volante até Taubaté. O carro estava muito gostoso de dirigir, se bem que a atenção para o freio era grande. Algumas fotos que o Paulo Keller fez desta parte da viagem:

Na Parte 2 — sim, foi necessário dividir em duas essa história toda — vamos falar do briefing que o Aldo Fusco, como Diretor da Prova, e o Paulo Animau, como Diretor Técnico, deram. Vamos  ver  a colocação de adesivos no carro. Veremos a minha tensão na concentração de largada da prova. Vamos conferir o percurso, nossos erros (vários) e acertos (alguns). Depois do almoço a “angústia” de saber se levaríamos o prêmio de último lugar. E acompanharemos o carro até a sua devolução ao Bird Clemente. Ou seja, ainda tem muito chão — sem esquecer do depoimento do Paulo Keller que promete uma surpresa.                                                           .

AG

 

Navegador entre as partes desta matéria:
Parte 2
Parte 3

A coluna “Falando de Fusca & Afins” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


  • Aldo

    Caro Alexander, sua estreia como navegador foi muito boa. Valeu a experiência de conduzir o valente Fusca pelas estradas vicinais da Serra da Mantiqueira, sem nenhum problema que mereça menção.
    Este é o espírito do CAAT ON THE ROAD – 100 MILHAS NA SERRA, interagir com o carro antigo, entender suas limitações mas não deixar de usufruir o prazer que sua condução proporciona.
    Em 2018, novo trajeto, novos desafios.

    • Caro Aldo,
      Mais uma vez parabéns pelo excelente trabalho de preparação e realização deste evento! Como AUTOentusiastas eu e o PK agradecemos ao convite e ao modo fidalgo como fomos tratados durante nossa participação desde o sábado até a despedida no domingo.
      A experiência foi muito interessante, e, não vou negar, um tanto estressante devido às minhas características pessoais (DNA teutônico), mas isto pode ter sido causado por ter sido a primeira vez…
      E como diz o titulo desta matéria: “O PRIMEIRO RALI NINGUÉM ESQUECE”

  • Claro, Carlos Alberto, correção já! Obrigado!

  • Marcelo Conte

    Obrigado pelas palavras Alexander. A “Emilia” falou que vai levar você para dar uma volta no Fusca “Monster High” quando ficar pronto. Grande Abraço.

  • Marcelo Conte

    Foto linda!

  • RoadV8Runner

    Concordo totalmente com você, a competição pode ser “dura”, mas sem recorrer a esse tipo de coisa para forçar perda de pontos. Se taí uma coisa que abomino são pegadinhas em competições. Isso vem desde os tempos de criança, quando jogava vídeo game: era só chegar numa pegadinha que parava de jogar na hora…
    Mas para eu participar do evento ainda preciso restaurar meu antigo, pois está em condições totalmente não apresentáveis no momento! Rsss…

    • Será esta uma motivação para tocar a restauração de seu antigo, caro RoadV8Runner?

      Voltando a falar do uso de pegadinhas, acho que devo fazer um esclarecimento adicional. O evento CAAT ON THE ROAD – 100 MILHAS NA SERRA de 2017, foi preparado com todo o cuidado tanto pelo Aldo como pelo Paulo Animau, como esclareci no texto, eles estão convencidos que a inclusão de pegadinhas é um procedimento necessário e que ele está de acordo com as práticas vigentes para este tipo de evento. Declarei a ambos, até antes do rali começar, a minha não conformidade com este tipo de procedimento, portanto o que coloquei tanto no texto como nos comentário não é algo novo para eles.
      Evidentemente são estes dois amigos que estabelecem as dificuldades destas provas do CAAT e eles são os “dondo da bola” neste jogo.
      A minha opinião não deve ser entendida como uma afronta a eles, pois não o é mesmo; só que, por ouro lado, eu tenho o direito de dar a minha opinião.
      E, se eu participei, é porque eu aceitei participar segundo as regras definidas para este evento específico, isto é um ponto pacífico.
      Minha colocação transcende a este evento específico, já que este procedimento é comumente aplicado, e meu comentário, portanto, é de cunho geral.

  • Eduardo Palandi

    Alexander e demais envolvidos: parabéns pela aventura! Legal demais!

  • Salve Janos Markus,
    Você concorre em uma boa posição para o troféu “Olhos de Lince” desta matéria!
    Sim, o PQP está montado ao contrário.
    Mas este é um aspecto realmente bastante específico.
    Vamos falar com o Bird…

    • Janos Markus

      Rsrsr… a memória ainda está ok. Rodei 9 anos com um 67 da mesma cor do da matéria aí foi inevitável observar detalhes em comum.

  • Enrico

    Muito curioso pela continuação da história (e as fotos, sensacionais!). Nos anos 80 fazia trilha de moto e participei de alguns enduros, era osso! Prancheta de madeira fixada no guidão com cronômetro, calculadora, planilhas e caneta, tudo amarrado com elástico, tinha que ir fazendo as contas meio que de cabeça com um olho no velocímetro e no odômetro e outro nas referências visuais descritas na planilha, era normal depois de uma, duas horas de prova, encontrar participantes indo em sentidos contrários, e todos rezando para os outros estarem errados!

  • Rogério Oliveira

    Tudo bem Gromow? Atrasado em ler sua matéria, mas leio todas! Adorei esta aventura! Deve ser muito legal! Adorei a história e vamos para parte 2!
    Muito legal a presença do Miguel Crispim! Deve ser um poço de conhecimento! Adorei!