Chassi Dallara é o primeiro a adotar o Halo. Entregas começam em janeiro de 2018. Motor V-6 3,4 turbo e DRS

Já mostrado por Motores Clássicos, o novo carro de F-2 para as temporadas de 2018 a 2020 foi apresentado oficialmente ontem, em Monza. Além de dimensões ligeiramente maiores que o modelo atual e um novo motor V-6, o chassi Dallara é o primeiro monoposto homologado pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) que traz de fábrica o Halo, arco de segurança instalado em torno do habitáculo. A entidade admitiu que esse Item foi adicionado ao projeto na fase final de congelamento das novas especificações. Além dele, os novos monopostos saem de fábrica com o VSC (Virtual Safety Car), sistema que alerta os pilotos da condição de “Carro de Segurança Virtual” acionado em casos de acidentes ou situações de emergência ao longo do circuito.

Charles Leclerc (E) e Antonio Fuoco (D) observam o primeiro monoposto equipado com o Halo (FIA F2)

Formatado em conformidade com os padrões de segurança exigidos para os carros de F-1, o novo carro está equipado com o motor Mecachrome de 3,4 litros, turboalimentado e capaz de produzir potência de 620 cv a 8.750 rpm. O carro usa o mesmo sistema DRS, a chamada asa móvel, instalado nos carros de F-1. A eletrônica de bordo ganhou uma versão de ECU projetada para permitir atualizações futuras e, consequentemente, baixar custos operacionais. Segundo a FIA, o investimento para utilização do novo monoposto deve se manter similar ao praticado atualmente.

O primeiro teste do carro ocorreu em julho no circuito de Magny-Cours, sede do GP da França entre 1991 e 2008, e novas sessões de desenvolvimento estão previstas até o final do ano. Duas sessões com foco exclusivo em desempenho estão programadas para dezembro, sendo que o primeiro carro de cada equipe deverá ser entregue em meados de janeiro e o segundo um mês após. Nesse período haverá a rodagem de pista (“shake down”) com as equipes, antes da primeira sessão de treinos oficiais na pré-temporada 2018.

A vista frontal do monoposto de F-2 para as temporadas de 2018,2019 e 2020 (FIA F2)

A F-2 continua sendo administrada tecnicamente pela FIA, sob o comando do francês Bruno Michel; o aspecto promocional ficará a cargo da FOM (Formula One Management). Segundo Michel, o novo F-2 segue a filosofia da categoria e oferece “um carro potente e seguro, de baixo custo e que, graças à sua nova aerodinâmica, vai proporcionar corridas mais disputadas e um espetáculo mais atraente para o público. Charlie Whiting, diretor da FIA para carros do tipo fórmula, “o modelo para 2018-2020 completa a nossa pirâmide para monopostos, que vai do kart até a F-1.”

Ficha técnica

Ilustração mostra detalhes da instalação do motor Mecachrome no chassi

Dimensões
Comprimento: 5.224 mm (modelo atual: 5.065 mm)
Largura: 1.900 mm (não mudou)
Altura: 1.097 mm incluindo suporte para câmera FOM (Modelo atual: 1.072 mm)
Entre-eixos: 3.135 mm (modelo atual: 3.120mm)
Peso total, incluindo piloto: 720 kg

Motor
Mecachrome V6 3,4 litros, turbocomprimido
Potência máxima: 620 cv a 8.750 rpm
Torque máxima: 61,2 m·kgf a 6.000 rpm
Sistema de acelerador “fly by wire”
Revisões programadas a cada 8.000 km

Desempenho
Aceleração de 0 a 100 km/h: 2,9 s.
Aceleração de 0 – 200 km/h: 6,6 s
Velocidade máxima: 335 km/h (referência Monza, DRS acionado).
Desaceleração máxima em freadas: – 3,5 G.
Aceleração lateral máxima: aproximadamente 3,9 G.

O motor V6 Mecachrome, arquitetura similar ao Renault turbo V-6 de F-1 (FIA F2)

Equipamentos de segurança
Segue o protocolo FIA 2017
Arco de proteção Halo, especificação F-1

Chassi e carroceria
Célula de sobrevivência: estrutura em colmeia (honeycomb) formada por alumínio e compósito de fibra de carbono, fabricação Dallara

Asas dianteira e traseira: estruturas em compósito de fibra de carbono, fabricação Dallara
Carroceria: estruturas em colmeia formada de compósito de fibra de carbono e Kevlar, fabricação Dallara

DRS
Sistema idêntico ao usado pelos carros de F-1
Ativação hidráulica

Caixa de câmbio
Longitudinal, acionamento sequencial, seis velocidades, fabricação Hewland
Comando por borboletas instaladas junto ao volante e acionamento eletro-hidráulico
Embreagem de carbono, fabricação ZF Sachs
Sem acionamento de partida a bordo e sistema “anti-stall” (impede que o motor morra)
Diferencial sem variação de carga

Célula de combustível
Padrão FIA.
Capacidade para 125 litros, especificação Premier FT5

Sistemas eletrônicos
Controle Magneti Marelli SRG 480 ECU/GCU, com aquisição de dados
Fonte de energia Magneti Marelli PDU 12-42
Sistema de pré-aquisição de dados CAN
Antena receptora

Suspensão
Triângulos de aço duplos nas quatro rodas
Amortecedores dianteiros acionados por sistema “pushrod” e ligados à barra de torção; amortecedores e molas traseiras
Altura de rodagem, câmber e convergência reguláveis.
Amortecedores dianteiros “Two way”na dianteira e “Four way” na traseira, fabricação Koni
Barras estabilizadoras reguláveis na dianteira e na traseira

Freios
Pinças monobloco de 6 pistões, fabricação Brembo
Discos e pastilhas de freio em carbono, fabricação TBC

Rodas e pneus
Magnésio, fabricação OZ Racing, padrão F-1 2016
Rodas dianteiras: 12 x 13
Rodas traseiras: 13,7 x 13
Pneus slick e de chuva, especificação FIA F2, fabricação Pirelli

Sistema de direção
Pinhão e cremalheira, sem assistência.
Volante com painel digital, sinalização de carro de segurança (Visual Safety Car), borboletas de acionamento de troca de marcha e embreagem, fabricação XAP

Câmera de bordo
Instaladas junto ao “santantônio”, bico da carroceria e no monobloco, voltada para o piloto.

WG

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