Em experiência inédita, leitores do AE avaliaram o Renault Captur.

Na mais recente Experiência AE convidamos os nossos leitores para testar e avaliar o recém-lançado Renault Captur Intense 1,6 SCe X-Tronic na estrada dos Romeiros. Essa experiência foi uma em ação conjunta com a Renault do Brasil que valoriza muito as avaliações do AE e também o alto nível dos leitores e seguidores demonstrado pela qualidade dos seus comentários e interesse genuíno por automóveis.

Nas Experiências AE anteriores a participação dos leitores e seguidores foi feita através de chamadas aqui no site e posterior sorteio entre os inscritos. Já para essa última atividade o processo de seleção foi um pouco diferente. Usamos a pesquisa “Você e seu carro”, feita em março, com mais de 1.500 respondentes, para encontrar os participantes mais interessados.

Os participantes do Renault Captur Day

Talvez seja óbvio para alguns, e para outros nem tanto, que os carros testados devem ser avaliados tendo em mente o tipo de consumidor para que ele foi desenvolvido. É assim que fazemos no AE. Como exemplo ilustrativo, não adianta avaliar um Kwid esperando desempenho de um Sandero R.S..

Na referida pesquisa havia uma pergunta sobre que tipo de carro o respondente se interessa e logo na sequência outra pergunta sobre que tipo de carro ele compraria. Assim, o primeiro filtro para selecionar os candidatos foi que os respondentes tivessem assinalado SUV nas duas questões. Ou seja, para avaliar o Captur ninguém melhor que os reais interessados. Depois filtramos os respondentes que possuem pelo menos um carro e que moram em São Paulo ou imediações, pois o teste foi feito em São Paulo.

Com esses filtros chegamos a um grupo de candidatos potenciais. Nos comunicamos com todos eles para verificar a disponibilidade na data do evento que reduziu a lista para 44 candidatos. Por fim foi feito um sorteio entre os disponíveis para chegarmos aos 15 participantes.

Assim, a Experiência AE Renault Captur Day foi realizada no dia 12 de agosto, um sábado. Os participantes foram recepcionados na Renault do Brasil onde o gerente de Produto da marca Dimitri Castiglia fez uma apresentação sobre os detalhes do Captur com o novo trem de força formado pelo combinação do motor 1,6 SCe, com potência de 118/120 cv (G/A) a 5.500 rpm e torque de 16,2 m·kgf a 4.000 rpm , mais a caixa CVT, com seis marchas virtuais.

Dimitri Castiglia, gerente de Produto de Renault, explica como o Captur foi concebido e suas principais qualidades

Terminada a apresentação saímos em cinco carros, cada um com um editor do AE e três leitores. Os editores participantes do AE foram Arnaldo Keller, Bob Sharp, Juvenal Jorge, Marco Antônio Oliveira e Wagner Gonzalez, que conduziram os carros até o “avião do AE” em Araçariguama. De lá todos saíram para a Estrada dos Romeiros com pontos de paradas para trocas de motoristas para que todos os participantes pudessem dirigir um bom percurso. Claro que teve também uma paradinha na Maison Blanche para a foto de família com a “Curva AE” ao fundo.

A foto de família na frente da Maison Blanche com a curva AE ao fundo

De lá o comboio seguiu até Itu, passando por trechos sinuosos, lombadas, aclives e declives, com uma parada no final da Estrada Parque, no trecho fechado, onde houve a primeira rodada de trocas de experiências e impressões sobre o Captur. Logo na sequência uma parada para descanso com almoço em Itu.

A chegada em Itu

Na volta, uma nova troca de carros entre editores e participantes. Escolhemos a Castello Branco, para assim rodar por diversos tipos e condições de estrada e cobrindo todas as situações de uso do SUV, incluindo um trânsito leve na saída e na chega em São Paulo. E para finalizar o Captur Day voltamos para a Renault para escutar e registrar as impressões e opiniões de todos.

Na avaliação dos participantes os destaques do Captur foram o desenho da carroceria, o comportamento da suspensão, espaço interno e o baixo nível de ruído. Todos esses itens superaram muito as expectativas.

O Captur enfrentou estradas sinuosas com desenvoltura

A suspensão foi muito elogiada. Considerando a altura do solo do SUV muitos esperavam uma rolagem acentuada em curvas e uma suspensão mais macia para priorizar o conforto. Mas tanto nas curvas sinuosas e buracos e irregularidades na via encontrados em alguns trechos do nosso “campo de provas” o comentário geral foi de uma excelente equilíbrio, com pouca rolagem e firmeza da suspensão, aumentando a segurança mas sem prejudicar o conforto.

A suspensão silenciosa e o isolamento acústico da cabine contra ruídos e vibrações do cofre do motor e também de fontes externas e vento contribuíram para comentários muito positivos sobre o conforto a bordo.

Como todos também viajaram no banco de trás, o espaço interno foi muito elogiado. E a qualidade, conforto e tamanho dos bancos também. Que juntamente com a ampla área envidraçada e o baixo nível de ruído proporcionam um agradável ambiente interno, principalmente para quem fica muito tempo em trânsito intenso.

Unanimidade quanto à beleza das formas

O desenho externo foi praticamente uma unanimidade em relação a formas atraentes. Já o desenho interno foi elogiado pelos mostradores e bancos, mas embora ainda positiva, sua avaliação não teve a mesma intensidade que o desenho externo. A posição do botão liga/desliga do controle de cruzeiro/limitador de velocidade pode ser melhorada e a operação do ar-condicionado, que é sempre ligado, necessita de alguma adaptação.

O motor 1,6 -litro SCe chamou a atenção

O conjunto motriz também surpreendeu alguns mais céticos quanto a câmbios CVT pela suavidade e economia. A simulação de marchas (seis) e a possibilidade de trocas manuais foi uma grata surpresa. Aqueles que não conheciam esse tipo de caixa aprenderam que para usar o freio-motor é necessário fazer reduções manuais. O conforto proporcionado pela CVT também foi mencionado. Já os os que preferem carros com caixas manuais ou carros mais esportivos concluíram que talvez esse conjunto não seja para eles, mas sem que isso seja um demérito para o Captur ou sem deixar de observar outras qualidades atraentes.

A atratividade geral do modelo também superou as expectativas de todos e alguns demonstraram real interesse em considerar o Captur na próxima troca. Principalmente aqueles com família e que necessitam de mais espaço.

O amplo espaço interno também foi um destaque

Um pouco dessas conclusões podem ser vistas no vídeo no final da matéria. Logo abaixo selecionamos alguns trechos das respostas de um questionário respondido pelos próprios participantes. As respostas completas, incluindo as sugestões, foram encaminhadas para a Renault e certamente serão analisadas e levadas em consideração. Todos os nove respondentes desse questionário também responderam que considerariam comprar ou indicariam o Captur.

Descreva o que você achou da Experiência AE | Renault Captur Day:

“O Renault Captur Day foi um dia delicioso pra um autoentusiasta como eu! A palestra sobre o carro foi muito interessante, o momento de descer e olhar os carros na garagem já me fez abrir um sorriso no rosto! Fui sorteado para carro do Juvenal e foi legal demais ir com ele no carro. Gente finíssima! Ao chegar no avião do AE foi a hora de assumir o volante! Nada mais perfeito que conhecer o carro dirigindo na Estrada dos Romeiros! Em Pirapora do Bom Jesus já estava totalmente adaptado ao carro! Depois fui de carona e foi interessante para ver o bom conforto em viagens no banco traseiro. A parada na estrada abandonada foi uma ótima oportunidade para conversar com os amigos autoentusiastas e conhecer mais sobre todos. O almoço no Bar do Alemão foi delicioso, o único porém foi ficar com inveja do pessoal da mesa ao lado tomando chope em uma caneca de 1 litro! Na volta para São Paulo assumi novamente o volante na Castello Branco, então pude sentir o carro também em rodovia expressa. O carro foi super bem! Na volta fui no carro do MAO e conheci um amigo também com canal no Youtube, o Anderson do canal “Sexta Marcha”. Conversamos bastante sobre como é ter um canal sobre carros! Encerramos o dia com mais um bate-papo na Renault! Dia espetacular! Valeu AE!!” — Luiz Colmenero

“Adorei participar do evento. A interação com o pessoal do AE e encontrar outros entusiastas foi muito bacana. O formato me agradou por não ser muito “comercial” senti que estava lá para conhecer melhor o carro e a marca, dirigir e passar minhas impressões. Organização do evento foi 10.” — Leandro da Busti

“Me surpreendi muito positivamente, o evento foi super bem organizado em todos os detalhes. Percebemos a atenção da Renault, como de toda a equipe do Autoentusiastas, tanto no preparo prévio dos detalhes, como também durante todo o dia do evento Experiência AE + Renault Captur Day. Pela minha opinião e, também, pela impressão geral que percebi conversando com os demais participantes, a iniciativa foi um sucesso! Tudo transcorreu perfeitamente e foi uma oportunidade para ampla experimentação e conhecimento a fundo de todos os detalhes do novo produto. A oportunidade de experimentação coletiva foi rica, mas foi ímpar a oportunidade conhecer as “feras” do Autoentusiastas, trocar conhecimentos e participar da realização de uma matéria naquele alto nível que todo autoentusiasta espera ansioso para acompanhar. Ainda sobre a iniciativa da fabricante, quando familiares ou amigos comentam que estão em dúvida sobre algum modelo de veículo que pretendem adquirir, eu sempre digo: façam test-drive, mais do que um, pois, em uma voltinha no quarteirão é impossível perceber se o carro irá te atender bem no seu uso diário. O ideal mesmo seria poder alugá-lo durante um dia, e reproduzir com ele as situações do seu uso pessoal, analisando-o muito mais calma e detalhadamente. Então, diante desta ação de lançamento e experiência proporcionada pela Renault + Autoentusiastas, eu considero que foram inovadores e extremamente positivos junto ao público do evento, que por sua vez, além de se interessar em adquirir um produto neste segmento, procura sempre se aprofundar em análises mais amplas e reveladoras sobre os produtos de seu interesse.”— Rodrigo Moreira

“Bom dia, foi um dia absolutamente prazeroso. Rever amigos, conhecer editores que ainda não conhecia, partilhar experiências e impressões. Muito interessante também, foi poder conhecer o roteiro completo do AE estando junto ao grupo. O carinho e atenção do pessoal da Renault em nos receber também deve ser salientado.” — Acyr Junior

“Gostei da oportunidade de guiar um novo veículo e poder expressar minhas impressões, discutir pontos fortes e fracos desse veículo. Também gostei muito de conhecer o Bob, profissional que respeito muito por sua trajetória nas pistas e na imprensa especializada. Sempre um aprendizado.” — Amauri Leonardi

Wagner Gonzalez e os leitores, com a camiseta oficial do evento

Conte-nos quais são suas impressões gerais sobre Renault Captur:

“Eu já conhecia a versão 2.0 automática do Captur, então já tinha uma ideia de como o carro deveria se comportar. O câmbio CVT me agradou mais que o automático de 4 marchas, claramente um item melhor na versão 1.6 que na 2.0. O grande triunfo do carro realmente é o design, tanto externo como interno. Um carro que chama atenção por onde passa. Viagens com o Captur são muito silenciosas, o carro tem um isolamento acústico impressionante.” — Luiz Colmenero

“Confesso que quando soube que o Captur usava a plataforma do Duster me senti enganado pela Renault. Achei que eles colocaram uma “bolha” bonita no Duster e só. Tanto que não tive interesse nenhum no carro (tirando o desenho) e não o coloquei na minha lista de potenciais carros para compra. Ficar um dia com o Captur mudou completamente minha visão sobre o carro e ouvir diretamente da Renault sobre o empenho e trabalho colocado no Captur eliminou o sentimento de ter sido enganado pela Renault. Conheço outras pessoas em meu meio que tinham a mesma opinião que eu sobre o Captur e hoje estou embasado para contra-argumentar. Vamos lá sobre o carro… tá.. é lindo… unanimidade… ponto. Adorei o acerto da suspensão… confortável na cidade e para minha surpresa uma DELÍÍÍÍCIA na Estrada dos Romeiros… com pouca rolagem nas curvas, pouco “diving” nas freadas mais bruscas… Juro que eu esperava que ele fizesse curvas tão bem quanto um hipopótamo bêbado correndo na grama molhada… estava enganado…” — Leandro da Busti

“Um carro que a primeira vista chama muito a atenção, parece mesmo com o design da Renault europEia (para quem já esteve na Europa e viu diversos Renaults com o design lindo e completamente diferente do que existia aqui no Brasil). Numa análise mais prolongada e durante a convivência com ele, passei a perceber melhor suas linhas do design e, realmente, o visual agrada muito, é um belo carro, na minha opinião é disparado o Renault mais bonito e moderno do paÍs, e aquela pintura bicolor faz toda a diferença nele! Quanto ao interior, acredito que possam melhorar no quesito percepção de qualidade, já que o exterior do carro aparenta modernidade e refinamento, mas quando entramos no carro e começamos a convivência com ele, acabamos percebendo alguns detalhes que mereceriam melhor atenção. Foi uma grata surpresa a experiência com este câmbio CVT e sua configuração, gostei muito, não me senti inseguro (desempenho do veículo é suficiente) ou entediado em nenhuma situação do uso explorado com o carro. Tive a impressão de que no trânsito da cidade não haveria coisa melhor e mais econômica. Com relação ao efeito freio-motor, poderia ser mais presente no Captur, foi uma ausência bastante percebida por mim e pelo público. Tudo bem que o câmbio até que tentou gerar um freio-motor (levando o giro ao redor dos 2.200 rpm) em algumas descidas com curvas ou ultrapassagens em descidas, mas seria condizente ele produzir maiores efeitos freio-motor para colaborar com a sensação de carro na mão.” — Rodrigo Moreira

“O conceito do carro é muito interessante. Eu, particularmente, não me encontrei com o cambio CVT mas certamente isso é apenas questão de adaptação. As linhas do carro são realmente muito bonitas, mas penso que poderia haver um pouco mais de qualidade no acabamento interno. Também achei inadequado o local onde encontram-se os botões de controle de velocidade e função ECO. Localizados imediatamente à frente do puxador do freio de estacionamento, ficam quase que inacessíveis quando este está em desuso por o veículo estar em movimento. Me impressionou positivamente a dirigibilidade do veiculo. A maneira como o MAO entrou nas curvas da Romeiros e a resposta dinâmica do Captur, realmente, me deixaram muito bem impressionado. Não soubesse que o veículo é de tração dianteira, certamente pensaria tratar-se de 4×4 integral. Também me chamou a atenção o conforto dos bancos, principalmente os dianteiros. Guardadas suas devidas proporções, comparo aos bancos do Citroën C5 em termos de conforto. A posição de condução também me chamou atenção diante do excelente campo de visão oferecido.” — Acyr Junior

“Design exterior e interior: é um dos SUVs compactos mais bonitos e bem acabados na minha opinião. Como ponto positivo destaco o belo design exterior e interior e a qualidade construtiva de forma geral (ausência de rebarbas e acabamentos mal feitos, vãos de carroceria bem justos, etc.). Como ponto negativo, coloco algumas soluções incomuns de ergonomia (que vou detalhar no quesito Ergonomia). O motor 1.6 SCe, é de longe a principal surpresa do carro. É extremamente liso, responde bem e é bastante econômico. Não é um motor que esbanja potência, mas nas condições do teste (4 pessoas a bordo, ar-condicionado ligado), não fez feio. O câmbio… , partindo da premissa que o foco do modelo é atender um segmento mais familiar, com ótimo espaço interno e com economia (no uso urbano e na estrada), então o câmbio CVT X-tronic cumpriu a missão. A suspensão foi outro excelente destaque do carro. Acho que a Renault encontrou o equilíbrio ideal entre o conforto e a estabilidade que normalmente deixa a desejar em um carro mais alto. A estabilidade é tão boa que não notei os controles de estabilidade e tração entrando, mesmo o carro sendo levado ao seu limite nas curvas da Romeiros. E com a robustez da plataforma herdada do Duster, imagino que não haverão problemas e barulhos de suspensão tão comuns em carros que trafegam por vias em más condições. Embora existam plásticos por todo o carro, percebi que são de boa qualidade, não tem ruído e nem rebarbas. Também há texturas diferentes entre eles, o que ajuda a quebrar a monotonia. Talvez a versão com interior bicolor seja mais agradável aos olhos.” — Rodrigo de Paschoa

“A suspensão é fantástica, esperava um carro “molenga” em curvas ou rolagem da carroceria em entradas um pouco mais rápidas, pelo contrário, isso realmente me surpreendeu. Me passou a impressão de segurança, acredito que em chuva também tem um comportamento bom. Espaço traseiro muito bom, mesmo com o banco do motorista regulado para 1,80 m. Em resumo, o carro entrega a proposta ofertada, mas na categoria de mercado existem concorrentes à altura. Nem sempre tudo nos agrada mas, eu não descartaria o Captur como compra nesta categoria.” – Thiago Pecorari

“O Renault Captur me causou ótima impressão, um veículo excelente para famílias devido ao bom espaço interno e conforto. O desenho foi muito bem resolvido e chama atenção, acredito que não apenas por ser modelo novo, mas porque é atraente mesmo. O motor 1,6 se mostrou competente e bem adequado ao porte do carro, não decepcionou nos momentos em que foi mais exigido. O câmbio CVT eu já conhecia (tenho 2 em casa) e casou perfeitamente no Captur. A maioria das pessoas estranha um pouco o câmbio CVT mas é uma questão de costume. O benefício traduzido em conforto e economia compensam. O isolamento acústico do Captur me surpreendeu muito positivamente. O acabamento interno é bem feito, não refinado, mas bonito e bem acabado. Gostei do volante com boa pega e couro agradável ao toque. Os instrumentos são de fácil visualização. Estranhei o botão para desligamento do ar condicionado. A luz acende com ar desligado e apaga com ar ligado. A visibilidade é muito boa. No banco de trás, conforto padrão da categoria SUV. Espaço bom para pernas e altura também. O assoalho não é plano pois há duto central e o console avança um pouco no sentido de quem se senta no meio. Dois viajam bem mas um terceiro passageiro acredito que não. O Captur merecia um apoio de braço central no banco traseiro. O porta-malas achei excelente.” — Amauri Leonardi

Bob Sharp na foto em que Arnaldo Keller, Juvenal Jorge, Marco Antônio Oliveira e Wagner Gonzalez foram os editores participantes

Antes de fecharmos essa matéria, temos também os comentários dos editores participantes.

Arnaldo Keller

Foi um dia profícuo para todos, principalmente para nós, do AE, que, como jornalistas, fazemos o papel de elo de ligação entre o fabricante e o consumidor. Ao longo do dia, minha atenção ficou voltada para o que os leitores convidados davam importância nas suas avaliações. Não posso analisar um modelo segundo só minhas necessidades e gostos. Tenho que saber o que interessa ao leitor, para então suprir sua curiosidade sem deixar de esclarecer o que considero relevante para a possível convivência dele com o carro em questão.

Ao longo dos anos o AE arrebanhou um tipo de leitor cuja característica principal é a paixão pelo automóvel aliada à curiosidade técnica, e esse é o leitor mais difícil de satisfazer, já que ele não se deixa enganar e repudia sumariamente quem tenta fazê-lo. Para o fabricante, também pelos mesmos motivos, esse é o consumidor mais difícil de conquistar.

A Renault mostrou que confia no seu produto, e, ao submeter o Captur CVT ao apurado crivo do leitor, mostrou que tem interesse em sua opinião. Recebeu muitos elogios e poucas críticas, todas elas construtivas, bem-intencionadas, as quais, tenho certeza, foram bem anotadas pela fabricante.

Particularmente, agradeço a todos pelo clima reinante, um clima de amizade e colaboração.

Disso só pode sair coisa boa.

 

Bob Sharp

Quando o Renault Captur Day estava sendo planejado, ocorreu-me como seria bom se pudéssemos envolver todos os nossos leitores e leitoras, mas, claro, foi apenas devaneio. No Dia D, quando iniciamos a marcha com os cinco Captur, cada um de nós, editores, com  a responsabilidade de levar três leitores em cada carro, essa ideia assolou-me de novo. Claro, ela é inviável em si só.

Por  isso, caros 15 participantes, vocês não imaginam o prazer que isso nos deu, estar com vocês num programa nosso, saber que ali conosco estava que nos lê ou assiste nossos vídeos. E nós compartilhando o carro com vocês e, principalmente, vendo-os dirigindo tão bem, seguros, cônscios de suas responsabilidades ao volante, algo que anda tão em falta no nosso país . Esse, para mim, foi o ponto alto da Experiência. Também, saber que, ainda que microscopicamente, estamos contribuindo um dirigir cada vez melhor de todo leitor nosso, para que cada um seja um motorista ainda mais seguro e que aplique a técnica que tanto falamos.

Foi-nos gratificante ter podido proporcionar a vocês quinze, com a imprescindível e inestimável colaboração da Renault, a oportunidade de fazer um teste de condução verdadeiro, pleno, demorado, recheado de muito bate-papo (o melhor da festa), especialmente pelo fato de ter sido realizado no nosso “altar”, as rodovias dos Romeiros e Castello Branco.

Pude constatar a surpresa dos participantes (minha também) com este veículo com quatro pessoas a bordo, já que os testes, em regra, são solitários. O motor 1,6 SCe pareceu ignorar o fato.

Em tudo e por tudo, um dia memorável.

 

Juvenal Jorge

A ideia de juntar editores, carros novos e leitores é simples na aparência, mas complexa quando tentamos pensar em tudo. Mesmo em dupla, uma avaliação de qualquer modelo gera algumas discussões, conversas que recheiam nossas cabeças e criam matérias que depois de um tempo, nos orgulhamos ainda mais. O que seria então colocar os leitores para conhecerem um novo modelo no mercado, dirigir em uma parte do caminho que fazemos com nossos carros de teste, e colher as conclusões que cada um tirou da experiência? Só posso dizer que foi perfeito.

Passar um dia com alguns de nossos leitores é sempre uma somatória de boas coisas. Informação, conversas agradáveis, e conhecimento melhorado do que significa a responsabilidade de mostrar da melhor forma possível como são os carros que testamos, as matérias que escrevemos e a maneira como expomos nossa opinião.

Não é uma tarefa fácil de ser bem feita, já que temos amigos leitores que conhecem muito do mundo automóvel, e nada pode ser simplesmente “jogado” no nosso precioso espaço. Isso fica mais claro a cada encontro que temos com vocês, a razão de existir do AUTOentusiastas. Como o grupo de editores e colunistas, os leitores tem experiências de vida e do capítulo automóvel em suas vidas, bem diverso. E diversidade significa conhecimento, riqueza, alma, coração. Mais ainda, mostra o bom caráter de quem nos acompanha todos os dias, a naturalidade com que a conversa flui, não apenas falando de carros, mas da vida. E com bom humor.

Quando se coloca nessa equação, nada simples, um produto moderno e novo no mercado, cheio de boas qualidades como o Captur, a riqueza da conversa aumenta demais, e terminamos o dia com a certeza que nada nesse mundo cheio de tecnologia da informação, é capaz de substituir o contato pessoal.

 

Marco Antônio Oliveira

Obviamente adoro o trabalho que faço para o AE. Para gente infectada com o vírus do automóvel não há nada melhor do que escrever sobre eles. E não vamos esquecer a oportunidade única de poder dirigir carros de todo tipo em lugares legais, junto com os colegas do AE, gente divertida e de bom papo. Mas como qualquer trabalho, com o tempo as coisas boas vão ficando menos claras, e o trabalho e a obrigação parecem nos fazer esquecer o porquê estamos nisso.

É por isso que as Experiências AE nos são tão caras. São eventos ainda mais trabalhosos que o normal, mas que nos colocam junto da gente para qual, no fim, fazemos isto aqui: os leitores. Levando os leitores para os lugares onde avaliamos os carros, aos eventos que cobrimos, para que eles possam entender o que está por trás deste site, é estranhamente revigorante.

Os leitores entusiasmados, eles também gente como a gente, nos fazem lembrar como isso tudo é surreal, como foi o caso aqui com a Renault Captur: andar com 5 carros novinhos por estradas deliciosas por um dia inteiro. Conhecer gente boa que entende o evangelho da combustão interna como a gente, e, portanto, fala a mesma língua. Trocar experiências e aprender em primeira mão o que o leitor tira do nosso trabalho, e assim entender melhor para quem falamos. Nenhuma fria pesquisa pode substituir isso.

Para mim, além disso, é sempre uma oportunidade para passar um dia dirigindo. Se você vive em cidade grande e é sufocado por trânsito diariamente, este é o remédio que recomendo. Um dia na estrada dirigindo com amigos nos renova, alegra e traz de volta aquilo que o objetivo deste site: o Entusiasmo.

Acredito também que este evento ajudou os participantes a entender um pouco do trabalho que está por trás do AE. Sim, porque como disse, é trabalho também. Mas se fazer algo que gosta, mesmo sendo obrigação diária, é uma bênção, maior que qualquer trabalho, que por si só, já é uma bênção. Deus nos livre de não ter obrigações. Como disse Ismael no início de Moby Dick:

“…eu não quero levar-vos a inferir que sempre vou ao mar como passageiro. Para ir como passageiro, você deve ter uma bolsa, e uma bolsa é apenas um trapo se está vazia. Além disso, passageiros enjoam – arrumam brigas à toa – não dormem por noites a fio –e geralmente não aproveitam muito a viagem. Não, eu nunca vou como passageiro.

Não, quando eu vou ao mar, eu vou como um simples marinheiro: reto diante de um mastro secundário, enfurnado no castelo de proa, ou lá em cima, no topo do mastro principal, com o vento na cara, e um trabalho a fazer!


Wagner Gonzalez

A experiência de compartir um sábado com leitores do AE a bordo do novo Renault Captur serviu para consolidar três pontos altamente positivos do novo SUV da marca francesa: visibilidade, silêncio interno e sua estabilidade, apreciados por todos que andaram comigo durante os trajetos de ida e volta. Detalhe importante: todos eles tinham estilos diferentes de condução e suas comparações usavam parâmetros diversos. Houve de quem explorasse o fato de conduzir carros de diversas marcas e modelos por força de sua ocupação profissional, a quem usasse como baliza o Duster de sua propriedade.

O estilo do Captur também foi elogiado, com pequenas ressalvas por parte dos leitores convidados. A proposta de pintar o teto de preto não passou despercebida: o sábado ensolarado fez lembrar que esse recurso aumenta a temperatura interna e o consumo, pois demanda uso mais intenso do ar-condicionado. Ainda que tais alterações sejam sutis, a queixa é justificada. A localização e ergonomia de dois comandos podem ser melhorados: a luz piloto do acionamento do ar-condicionado apaga-se quando o equipamento está ligado e a localização dos controles do controle de cruzeiro e do modo de condução econômica, abaixo da alavanca do freio de estacionamento, é pouco prática.

A experiência mais que valeu, os bate-papos, a camaradagem, foi tudo muito bom.

 

Paulo Keller

Fiquei por último pois não participei acompanhando os leitores. Nesse evento eu fiquei mais nos bastidores. Mas nem por isso menos encantado com esse grande dia. Meu objetivo era que tudo desse muito certo. E isso se traduz na felicidade dos leitores e editores participantes e da Renault. Esse objetivo pode parecer fácil de ser atingido, pois passamos um dia verdadeiramente autoentusiasta. Mas os padrões dos nossos leitores e expectativas sobre o AE são muito elevados e isso aumenta a nossa responsabilidade e desafio. Deu tudo certo! E de quebra eu aprendi algumas coisas e confirmei outras.

Falando com muitos participantes e lendo os relatos que recebemos fica claro que cada um de nós tem necessidades próprias e específicas. O mesmo carro, o Captur nesse caso, apresenta características que agradaram muito a alguns e nem tanto a outros. Fazer um carro que atenda a todo mundo em todos os quesitos é uma tarefa impossível. O que nos leva a escolher um produto, ou um carro, é o saldo positivo entre necessidades atendidas e não atendidas. Nesse caso o Captur foi muito bem em gerar desejo e intenções de compra.

O trabalho em equipe também é o melhor jeito de se fazer as coisas. Não posso deixar de destacar a coordenação do Juvenal Jorge, o roteiro preparado pelo MAO, a participação do AK nas reuniões com a Renault, os vídeos feitos pelo Wagner Gonzalez e a participação mais que especial do Bob. Também destaco o apoio dos parceiros Júlio Cesar da Automottivo, na confecção da camiseta oficial do evento e do Renato Castanho, da Expedição Filmes, na geração de imagens. Do outro lado, agradeço muito o apoio e a confiança da Renault demonstrados pelo Martin Breno da área de Marketing e pelo Dimitri Castiglio, gerente de Produto. E finalmente ainda agradecemos muito o prestigio nos dado pelos leitores participantes e também pelas imagens cedidas pelo Luiz Colmenero e Marcio Salvo.

Até a próxima!

Aproveitamos e deixamos aqui os canais e vídeos de três participantes do Renault Captur Day:
Rolês & Reviews do Marcio Salvo
Test Drive Onboard do Luiz Colmenrero
Sexta Marcha do Anderson de Oliveira

FICHA TÉCNICA RENAULT CAPTUR INTENSE 1,6 SCe CVT
MOTOR
Instalação Dianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçote Alumínio / alumínio
Configuração / n° de cilindros Em linha / 4
Diâmetro x curso (mm) 78 x 83,6
Cilindrada (cm³) 1.597
Aspiração Atmosférica
Taxa de compressão (:1) 10,7
Potência máxima (cv/rpm) (G/A) 118/120/5.500
Torque máximo (m·kgf/rpm) (G/A) 16,2/16,2/4.000
N° de válvulas por cilindro Quatro
N° de comando de válvulas /localização/acionamento 2 / cabeçote com variador de fase / corrente
Formação de mistura Injeção no duto
ALIMENTAÇÃO
Combustível Gasolina e/ou álcool
TRANSMISSÃO
Câmbio / rodas motrizes Transeixo automático CVT com conversor de torque/ dianteiras
N° de marchas Virtuais, 6 à frente e 1 à ré
Relações virtuais (:1) 3,874 a 0,532
Espectro (:1) 7,281
Relação do diferencial (:1)  4,88
FREIOS
De serviço Hidráulico, duplo circuito em diagonal, servoassistido, ABS
Dianteiros (Ø mm) Disco, 269
Traseiros (Ø mm) Tambor, 229
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal. amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência eletro-hidráulica indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curva (m) 10,7
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio
Pneus 215/60R17V
PESOS (kg)
Em ordem de marcha 1.286
Carga útil 449
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, 4-portas, 5 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)
Comprimento 4.329
Largura (sem espelhos) 1.813
Altura 1.619
Distância entre eixos 2.673
Distância mínima do solo (vazio) 212
CAPACIDADES
Porta-malas  (L) 437
Tanque de combustível (L) 50
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h (s) (G/A) 15,4/13,1
Velocidade máxima (km/h) (G/A) 168/169
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (INMETRO/PBEV)
Cidade (km/l) (G/A) 10,5/7,3
Estrada (km/l) (G/A) 11,7/8,1
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª (km/h) 48,6
Rotação 120 km/h em 6ª (rpm) 2.470
GARANTIA E MANUTENÇÃO
Duração da garantia 3 anos ou 100.000 km
Revisões, intervalo (km) 10.000
Troca de óleo do motor (km/tempo) 10.000 / 1 ano
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