A Caterham Cars Ltd., de Crawley, Sussex (Inglaterra) é a detentora dos direitos técnicos e comerciais sobre o Lotus Seven, projeto de Colin Chapman que faz sucesso até hoje no mundo do entusiasmo automobilístico. Séries especiais são constantes para manter o interesse elevado no pequeno carro, que por natureza é desprovido de tudo que o mercado normal exige. Em suma, é um carro para dirigir, sem nenhum grau de “frescura”.

A última série criada é a SuperSprint, cujas 60 unidades foram vendidas em apenas sete horas no encontro anual britânico Goodwood Revival, aberto na última sexta-feira. Trinta ficaram no Reino Unido, e os restante irá para outros países europeus.

O motor é Suzuki, 3-cilindros, 660 cm³, turbo, modificado para gerar 95 cv. O SuperSprint acelera de 0 a 96,5 km/h (60 mph) em 6,91 segundos e atinge 160 km/h (100 mph), segundo a Caterham. O câmbio é manual (claro!) de cinco marchas e o eixo motriz traseiro rígido conta com diferencial de deslizamento limitado tipo pré-carga. Pneus são 155/65R14 montados em rodas de aço.

O número 60 comemora os 60 anos do primeiro Seven, lançado em 1957 e vendido em forma de kit. Hoje a Caterham vende carros montados ou como originalmente, para que o dono se divirta montando-o em casa, com família ou amigos, algo impensável para pessoas que consideram o automóvel o vilão do mundo civilizado. Mas o SuperSprint só pôde ser comprado montado.

O SuperSprint (escrito sem espaço) é uma versão de baixo peso, simplificado ao extremo, custa  £ 29,995 (aproximadamente 128 mil reais), e a empresa recolheu depósitos para reserva dos carros, que serão fabricados nos próximos meses.

O AUTOentusiastas já mostrou bastante o Seven, em diversos textos. Veja um deles.

JJ

 

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