Volto aos anos 70, mais precisamente 1978. Cidade do Rio de Janeiro, uma história envolvendo um cliente insatisfeito, velho conhecido da “casa”.

Como disse em outras colunas, eu era representante de assistência técnica, lotado no escritório regional do Rio de Janeiro da Volkswagen do Brasil, depois de quatro anos atuando no campo, em que viajei bastante por todo o estado do Rio de Janeiro, passei a responsável pelo Atendimento ao Cliente, uma tarefa nada fácil.

Um cliente muito fiel à marca e frequentador assíduo do nosso escritório, estava lá mais uma vez para falar do seu novo carro. Havia vendido seu Brasília 1975 e comprado um dos primeiros Passat TS ano-modelo 1978.

Com toda educação e respeito meu colega Adolf Grosse, também da área de Atendimento , o convidamos para entrar em nossa sala e iniciarmos o bate-papo.

Um parêntese. O Grosse (foto de cerca de 1965) foi um dos muitos técnicos alemães que vieram para o Brasil no começo dos anos 1950 para cuidar do novo e então estranho carro chamado Volkswagen. Depois de vários anos como chefe da seção de motores e câmbios da concessionária Rio Motor, em Botafogo, no Rio, passou para o quadro de funcionários da VW do Brasil. Era um alemão típico, competente e muito simpático, incutia confiança. Aprendeu a falar português corretamente, porém nunca perdeu o indefectível sotaque. Às sextas-feiras deseja aos colegas do escritório regional “bom fim da semana”… Os clientes gostavam dele e ele os atendia muito bem. Hoje goza de sua aposentadoria e continua morando no Rio.

A princípio achávamos que o cliente (permito-me citar apenas as iniciais de seu nome, G.S.) estava ali para tomar um cafezinho e contar que havia trocado de carro. Não podíamos imaginar que a razão de sua visita era iniciar uma reclamação — mais uma!

“Comprei um Passat TS, o carro mais caro da marca, completo, com ar- condicionado e tudo mais, verde Mantiqueira”, disse, “e o carro veio com um defeito muito grave, o câmbio “ronca”.

Passat TS 1978 (Foto meramente ilustrativa obtida no blog hpdopassat, na internet)

Fizemos a pergunta lógica: “Como assim, pode nos explicar como este “ronco” se apresenta, em quais condições?”

“É em quarta marcha, depois de rodar alguns quilômetros, quando está quente.” No Rio de Janeiro todos os dias são quentes…

Ele ainda nos explicou que o ruído, tipo “chorinho” ou “zumbido” só é escutado ao trafegar em uma avenida ou estrada deserta e entre 90 e 100 km/h. Na ocasião carro tinha apenas 250 quilômetros rodados.

Pedimos a ele que rodasse uma pouco mais, pois naquela época havia uma certo período de acomodação das engrenagens, era necessário uma certa quilometragem para os ajustes normais de um câmbio manual.

Nossa proposta não foi do seu agrado mesmo que reforçássemos que o carro tinha apenas algumas semanas de uso, que havia um ano inteiro de garantia pela frente. Dissemos que rodasse mais, aumentasse a quilometragem, e que ficaríamos em contato.

Ele se despediu e a seguir entramos em contato com a concessionária onde ele havia comprado o carro, da qual era um fiel e muito conhecido cliente. Ele já havia ido lá e reclamado do barulho no câmbio. O gerente de serviço lhe dissera praticamente o que lhe falamos, daí a razão de ele ter-nos visitado.

O tempo foi passando e sempre que estava por perto vinha tomar aquele cafezinho conosco, e “aproveitando” que estava lá falava do ruído do câmbio do seu carro em quarta marcha.

Gravador cassete típico dos anos 1970 (Foto meramente ilustrativa obtida em produto.mercadolivre.com.br/internet)

Passaram-se alguns meses e nada de o sr. G.S. aparecer mais no  nosso escritório. Até que um dia eis que ele vem com um toca-fitas e gravador do tipo K-7. Quem hoje tem mais de 40 anos sabe do que estou falando.

A grande surpresa

Colocou o gravador sobre a mesa e foi logo dizendo: “Senhores, trouxe a prova do que estou afirmando desde que o meu carro era zero-km. Fiz uma gravação que gostaria de apresentá-la a vocês. “Pois não, fique à vontade, vamos ouvir o que o sr. gravou.”, prontamente lhe dissemos.

Com um grande sorriso na sua face, começamos a ouvir a gravação, que dizia: “Bom dia, estou entrando no carro, na minha garagem aqui em Copacabana. Agora vou ligar o motor e deixá-lo esquentando um pouco antes de sair, como faço diariamente.”

“OK, saindo da garagem com destino à Barra da Tijuca, mais precisamente o Recreio dos Bandeirantes. Vamos passar por Ipanema, depois Leblon, e na autoestrada Lagoa-Barra já poderemos ouvir o ruído que eu reclamo.” Parecia um guia turístico narrando um passeio…

“Chegada à Barra da Tijuca,” — realmente um local ermo, uma grande reta, bom asfalto. Estamos falando de 1978, quase 40 anos atrás, hoje o local é completamente diferente.

A narração continua e ele diz: “Agora que motor e câmbio estão quentes, o local está livre de trânsito e ruído,” — ouvia-se o quebrar das ondas, na Barra o mar é bravio. “Estou no acostamento,” continuou, “parado e o gravador sobre o banco do passageiro. Engatei a primeira marcha e estou saindo…” — ouve-se o ruído do motor e a mudança da primeira para a segunda marcha quando, para nossa surpresa, ouve-se vindo da fita um sonoro “Filho da p…!!!”.

Um breve silêncio no gravador e uma voz, a do cliente, dizendo “Desculpa, não havia lhe visto!”.

Continuando a ouvir a gravação, pela fita “rodamos” mais de 40 minutos e nada de errado pudemos constatar, apesar daquela ideia “luminosa” de gravar o tal ruído, apenas o quase-acidente que ele provocou ao sair do acostamento sem atenção.

Pedimos ao sr. G.S. que aguardasse alguns dias e assim que tivéssemos uma solução técnica entraríamos em contato.

E assim fizemos. Algumas semanas depois chegou o meu novo carro de serviço, adivinhe que modelo era? Exatamente um Passat TS zerinho com um número de chassi bem próximo até ao do cliente. Ali estava a solução!

Pedimos que levasse seu carro à concessionária com informação de que o câmbio seria trocado por um zero-km, o que o deixou superfeliz. E assim foi.

Permutamos os câmbios entre os carros. O dele estava com 4.500 km e o meu, zero-quilômetro. Ele até assistiu à instalação do novo câmbio (só não viu de onde tinha vindo…) e no dia seguinte saiu sorridente da concessionária e chegou a ir ao escritório nos agradecer pelo atendimento.

Resumo: o cliente sempre tem razão.

Sem nenhum custo senão a mão de obra para a troca, paga pela fábrica, atendemos o cliente e o deixamos feliz. Quanto ao câmbio ruidoso, rodei 40.000 km com o meu Passat TS de serviço, cujo câmbio não tinha absolutamente ruído anormal algum.

Todos felizes, fábrica, escritório regional, concessionária e, principalmente, o cliente, o mais importante.

Depois do caso encerrado fizemos um comunicado à fabrica para acertos de documentação nos registros da produção de ambos os carros — números de motor e câmbio são anotados na ficha de produção e ficam em arquivo para eventual futuro uso —  como para uma perícia policial em caso de furto do veículo ou por pedido de companhia seguradora para dirimir alguma dúvida.

RB

Nota:  A foto de abertura é meramente ilustrativa, é visivelmente um câmbio bastante usado, diferente do que saiu do meu Passat de serviço, que era zero-quilômetro.
 A coluna “Do fundo do baú” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Ronaldo Berg
Coluna: Do Fundo do Baú

Ronaldo Berg, com toda sua vida ligada intimamente ao automóvel, aos 16 começou como aprendiz de mecânico numa concessionária Volkswagen em 1964. De lá para cá trabalhou na VW (26 anos), Audi (4), GM do Brasil (8), Kia (2), Peugeot Sport (4) e Harley-Davidson (2 anos). Sempre em nível gerencial e ligado a assistência técnica, foi também o gerente responsável pelas competições na VW e na Peugeot Sport, gerenciando a atividade dos ralis. No começo da década de 1970 chegou a correr de automóvel, mas com sua crescente atividade na VW do Brasil não pôde continuar.

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  • Mr. Car

    “Volto aos anos 70, mais precisamente 1978”. Berg, se isto fosse possível, custasse dez vezes a fortuna de Bill Gates, e eu tivesse dez vezes esta fortuna, daria cada centavo com imenso prazer para realizar esta volta. Que saudade, que época mágica, he, he! Eu estava perto dos 15, idade na qual, como costumo dizer “o mundo nos pertence, é todinho nosso”. Você foi cutucar minha nostalgia e agora milhares de lembranças me passam pela cabeça, he, he! E já que falou na Barra…lembra disto? Quantas e quantas vezes ouvi este jingle nas ondas da saudosa (existe até hoje, mas não é mais como era naqueles tempos) Rádio Jornal do Brasil FM. Ouvir isto hoje, chega a me marejar os olhos.

    Abraço.

  • Comentarista, salvo casos específicos como o do Prius, compressores de ar-condicionado continuam mecânicos, acionados pelo motor do veículo.

    • Comentarista

      Bob, minha dúvida e curiosidade é sobre ter carros nacionais na década de 70 com ar-condicionado e se eram como os de hoje, mecânicos.

    • Magno Costa

      Bob, meu tio comentava de alguns Lexus de uns 20 anos atrás (talvez de quanto o Collor abriu o mercado) que funcionava o ar-condicionado sem o motor ligado como no Prius. Será que é isso mesmo, o compressor era elétrico?

      • Magno Costa, não conheço o carro, mas se produzia ar frio é porque tinha compressor elétrico.

  • Rafael

    Gosto muito das histórias do Ronaldo Berg! Cada uma que aparece eu corro para ler e, depois de algum tempo, volto para ler os comentários que vão aumentando, como se estivesse procurando um pouco mais daquela história!

    Quanto ao Passat, lá em casa foram três. Dois do meu avô, que depois meu pai comprou, e um outro que meu pai comprou. Mas isso há era bem no começo dos anos 90 e o Passat já estava mais que consolidado.

    • Ronaldo Berg

      Rafael, obrigado por compartilhar conosco as suas experiências com Passat e o envolvimento deste belo carro com a sua família.

  • Antonio F, era rígido.

  • Sandro Oziel, potência líquida do TS era 80 cv (bruta 96 cv). Concorrente mesmo só tinha o Dodge Polara (1800). Aceleração 0-100 km/h em 12 s e velocidade máxima, 160 km/h.

    • Antonio F.

      Tive o LS mas dirigi alguns TS de amigos e realmente era um senhor carro no começo dos anos 80.

    • Luiz AG

      Meu pai sempre teve Dodginhos… Falava que na subida não dava para o Passat, mas na descida ele sumia…

    • Sandro Carlos Oziel Rodrigues

      Obrigado, Bob! Eu também incluiria o Opala SS4 por ter desempenho semelhante! Chevette GP e Corcel I e II Gt não tinham desempenho à altura do Passat TS e do Opala SS4!

      • Sandro, o Opala era considerado grande na época, outra categoria.

  • Manuel Siqueira

    Caro Berg!
    Sempre excelente suas memórias convertidas na escrita, é perfeita!
    Seu caso me lembrou uma situação em que li numa revista automobilística na década de 1990 com relação ao cliente na GM dos EUA.
    O cliente relatava que sempre que saía à noite com o carro para ir comprar sorvete e o estacionava, ao voltar, se o sorvete fosse de chocolate o motor pegava, mas se fosse o de morango ou baunilha, o carro não ligava mais e tinha que esperar um tempo.
    A princípio, o atendimento ao cliente da GM acreditou ser um trote, uma brincadeira ou devaneio, mas na medida que o cliente passou a reclamar mais constantemente e energicamente, a GM mandou um especialista acompanhá-lo por uma semana no trajeto com o carro averiguando o padrão: combustível que abastecia, a forma de condução, etc.
    Ao entrar na sorveteria com o cliente, notou que o sabor chocolate era logo na entrada da grande sorveteria e isso agilizava o retorno ao carro, enquanto os sabores morango/baunilha ficavam no final da sorveteria gastando mais tempo para comprar e voltar ao veículo e justamente isso é que determinava o tempo do motor recém-ligado, andado algumas quadras e desligado e uma peça interna que não sei se era mecânica/elétrica/eletrônica entrava em mal funcionamento justamente nesse tempo.
    Resultado: a GM trocou a peça e o carro passou a gostar também dos sabores morango e baunilha.

    • Manuel Siqueira, essa história já deu a volta ao mundo incontáveis vezes. No entanto, alguém a criou, nunca houve o relatado. Digo isso porque quando trabalhei na GM do Brasil, na área de imprensa da qual eu era um dos dois gerentes, recebi a consulta de um cliente a respeito dessa história, se era fato. Como não deixo ninguém sem resposta, fui atrás do assunto com um dos meus pares em Detroit. Ele procurou saber do fato por toda a Divisão Pontiac (o carro da história) e não havia nada registrado. Tampouco na GM inteira. Agora, que história é boa, sem nenhuma dúvida, é usada até no treinamento de pessoal de pós-venda e de atendimento a clientes. E factível também: com a demora em ter o sorvete que a pessoa queria, o calor do motor acabava se irradiando para a bomba de combustível (gasolina), com o quê formavam-se bolhas na bomba pela ebulição da gasolina, ocasionando a parada de funcionamento da bomba. O fenômenos se chama bloqueio por vapor (vapor lock) A solução para isso é instalar uma linha de retorno da bomba para o tanque, com o quê a bomba passa a funcionar mais fria e suporta bem o carro irradiado do motor.
      Tivemos essa problema no Brasil quando a gasolina passou a conter 12% de álcool em 1982 (era do carburador), com a mistura a evaporação por calor aumentava (misturas de combustíveis muitas vezes apresentam surpresas) e passou a ocorrer o bloqueio por vapor. As fabricantes tiveram que instalar linha de retorno para eliminar o problema. Mas nos carros a álcool não precisava, pela inerente dificuldade de evaporação do álcool.

      • Maycon Correia

        Bob, o pessoal da Bosch falou essa mesma história e contando que era Toyota.

        • É, Maycon, sempre ouvi como sendo com Pontiac. Isso que você diz agora só comprova que é ficção.

    • Lorenzo Frigerio

      Já faz uns 3 anos alguém aqui que foi mecânico GM disse que atendeu o Astra de uma juíza, cujo carro também “apagava” intermitentemente, e que ameaçou processar a empresa. Eventualmente, a coisa foi resolvida meio como nesse caso do Berg: a fábrica mandou tirarem o chicote de um outro Astra que estava na revenda e instalar no da juíza, e o problema foi resolvido.

  • Antonio, o que se fala mal do eixo rígido é quando ele também é motriz, com o pesado conjunto de diferencial e semiárvores levando o eixo a saltitar por não conseguir copiar o piso irregular. Eixos rígidos leves e “mortos” como o do Passat e os da picapes Ford Courier e Fiat Strada são muito bons. Inclusive já contei aqui o carro de maior estabilidade que já dirigi foi justamente a Ford Courier.

  • O ruído que o carro tinha poderia ser por montagem inadequada, falta ou óleo errado, e que foi corrigido quando montaram no segundo carro.

    Quanto à troca de componentes entre carros da concessionária, por volta de 2010 assessorei a compra de um Celta zero para minha irmã. O escolhido tinha pneus chineses. Conversando com a vendedora, esta disse que não era possível entregar o carro com outros pneus. Chamamos o gerente e explicamos que seria simples: só pegar outro Celta zero e trocar. Por fim ele concordou.

    No dia da retirada, como sou a pessoa mais desconfiada do mundo com concessionárias, fui olhar todos os pneus e surpresa: dos cinco pneus tinham trocado três por Goodyear e dois eram ainda os chineses originais… Foi reclamar e voltar depois para pegar o carro do jeito certo.

    • Anônimo

      Eu lembro, o Celta vinha com Champiro, se não me engano. Um parente rodou até acabar com esses pneus e não teve problema. Muitos reclamavam que havia instabilidade direcional nesse carro e era culpa dos pneus, mas eu cheguei a viajar com esse carro na época e era tudo normal, mesmo a mais de 130 km/h.

      Comentei em outro matéria, que meu carro poderia vir com Pirelli Cinturato P7 ou Michelin Primacy 3, e vi gente exigindo a troca pelos Michelin.

      • D.JUNIOR

        Sinceramente, os Cinturato P7 são muito bons, e não tão “duros” quanto eu imaginava que seria (no caso, os 195/50R16 84H do Fiesta), e o desempenho na chuva também nao deixava a desejar. Claro que poderiam ser mais confortáveis no dia a dia (quando com perfil maior), mas da forma que foi projetado continua bom. E tem o facilitador de ser um pneu que se acha até em supermercado, diferente do que ocorre nos Michelin Primacy.

        • Davi Reis

          Eu saí dos P7 195/50R1684V e passei pro Cinturato P7 195/50 R1684H, o carro ficou bem mais macio. Ele não parece ter a pegada um pouco mais brava do P7, mas ainda assim atende muito bem.

  • CR Santos

    O ponto alto do universo automobilístico aos domingos está na sua coluna, Sr. Berg! A cada semana somos brindados com uma história interessante, com conteúdo e escrita de uma forma muito agradável!
    Parabéns, e muito obrigado por nos premiar semanalmente com essas histórias deliciosas!

  • CR Santos, desculpe, mas num caso desses não há nada de moralmente condenável a quem pediu a troca à concessionária, tendo a operação sido 100% lícita. Quem agiu mal foi o gerente da concessionária Honda (embora não se saiba se quem comprou o carro sem os bancos de couro teve um desconto proporcional; não cabe prejulgamento aí).

  • Magno Costa, essa inversão de comportamento na partida entre frio e quente é mesmo intrigante. Há de ter explicação, mas desconheço. Agora, a recomendação no manual que você citou é bizarra. Ou o motor é flex ou não é, não existe “meio-flex”.

  • Ganso, tecnicamente nenhum, apenas eventual dificuldade de reposição.

  • CR Santos, de modo algum, no caso do pneus. O carro doador era estoque, ainda não tinha dono. Concessionário não é fabricante, não tem responsabilidade pela fabricação. No caso do Honda, não houve envolvimento da fábrica na operação, quem agiu mal foi a concessionária.

  • Mas Antonio F., essa folga axial do virabrequim, observável pela polia, não interfere com a partida do motor em qualquer condição.

  • Maximus_Gambiarra

    Se você não explicar melhor, vou ficar achando que o cliente seguiu o conselho.

  • Luciano Gonzalez

    Perfeita colocação, Mauro! Perfeita!
    Você não sabe, Mauro, o que eu brigo (dentro das minhas linhas) para provar isso, que um cliente satisfeito vira torcedor/entusiasta, mas quem sou eu? Triste.

  • Ronaldo Berg

    Mauro, eu que fui durante anos responsável pelo pós-vendas de varias marcas como VW, Audi, GM e Kia posso dizer que infelizmente você tem razão. Gasta-se uma fortuna em propaganda e se esquecem de investir em treinamento e outras técnicas para dar fidelidade ao cliente. Eu costumo dizer que a compra é feita com emoção e no pós-vendas o cliente vem com a razão e basta ser mal atendido para na hora da troca pensar em outra marca.

  • Ronaldo Berg

    Fat Jack, parabéns pelo caminho e trilha acertada que você seguiu. Existe uma grande diferença entre defeito e característica do produto. Nem sempre a industria automobilística consegue agradar a gregos e troianos. Pior mesmo são aqueles que gostariam de ter um Passat TS e compraram um Fusca 1300!

    • Fat Jack

      O riso com sua consideração final foi inevitável, porque tem muita gente que faz isso, decreta um infindável descontentamento pessoal e para quem a culpa sempre será da fábrica

  • Ronaldo Berg

    Eduardo nem 10 nem 100, precisamos atender bem a todos e uma das coisas mais sagradas para um bom atendimento é saber ouvir. Não sei se essa concessionária sobreviveu.

    • Eduardo Sérgio

      Ronaldo Berg, nessa revendedora comprei meu primeiro carro zero-km, um Fusca 1996, verde Nice. Não sei se foi por mau atendimento, mas, por coincidência do destino, essa revendedora fechou as portas há alguns anos.

  • Lorenzo, acho que estamos falando de coisas diferentes, só pode ser. Santana e Passat não rolam quase nada!

  • Lorenzo, até Fusca tinha saída de ar de cabine a partir de 1974, todo carro tem.

    • AGS

      Acho que ele quis dizer saída de ar-condicionado.

  • Eduardo Sérgio

    Ronaldo Berg, essa providência me fez lembrar um episódio relatado por um colega de trabalho. Segundo ele, seu pai tinha um Corcel e, depois de sofrer pequena avaria na porta, levou-o a uma concessionária Ford para reparos. O orçamento apresentado incluía uma porta nova. Antes de deixar o carro, entretanto, ele escreveu seu nome na parte interna da porta. Dias depois, ao receber o carro, na presença dos funcionários da revendedora ele retirou o revestimento da porta e constatou que seu nome continuava lá. Ou seja, consertaram a porta danificada e cobraram uma porta nova. E sucedeu-se verdadeiro jogo de empurra-empurra na oficina da revendedora.
    Assim, é sempre bom usar de criatividade para se prevenir da “criatividade” usada por algumas concessionárias.

  • Taylor

    Saídas do ar-condicionado posicionadas para os ocupantes do banco traseiro. Localizadas na extremidade do console.

  • Taylor

    Nível de boia alto demais dá este defeito. Ao estacionar o carro, o calor irradia-se pelo pelo carburador expandindo o combustível que verte para o coletor.

  • Lorenzo, os amortecedores do seu Santana precisam ser trocados.

  • Enrico

    Vários carros nacionais tiveram ar-condicionado de fábrica bem antes de 1978: Landau, Dodge, Alfa Romeo e outros

  • Maycon Correia

    CR Santos, meu carro tem esses pneus Champiro GT e eu não vi nada de mais neles não.
    Apenas que duraram pouco.
    Não percebi nada de errado neles! Muito pelo contrário, se não fossem tão macios, ela tinha cortado dois ano passado e não apenas amassado dois aros.

  • Janduir

    Mas uma grande história. Nos anos 90 trabalhei numa empresa de informática chamada Amazing Informática (na época, vendíamos em PCs montados coisa de 1 milhão de dólares por mês — lembro do valor, pois o Real era 1 para 1 ). Mas quando começamos tínhamos poucos funcionários e eu trabalhava na produção e também comandando a assistência técnica. O dono da empresa era uma pessoa muito honesta e me dava carta branca. Várias vezes trocamos computadores, pois sempre tinha aquele cliente zicado (e as vezes tinha problemas de energia na casa e acabava danificando o disco rígido), mas não queríamos saber, sempre trocávamos quando a assistência não conseguia resolver ou o cliente estava insatisfeito. E de cada 100 PCs vendidos por dia, quase metade era indicação… Hoje tenho uma pequena empresa de informática e também sou da opinião que não compensa brigar com cliente, não está satisfeito, troco a mercadoria, reformato o equipamento ou devolvo o dinheiro.

  • JC Kloske

    Foi no início de 1980, provavelmente foi ao meu pai, fiquei esperando na entrada, pois lá até hoje é difícil de estacionar (minha sogra mora no nº 66). Aliás, aproveitando o assunto, outro ponto que seria legal você abordar seria a mudança dos perfis de concessionárias do Rio. Nessa época eram Autobom, Tianá, Reiguá e tantas outras que tinham um ambiente ótimo, e hoje são um monte de Recreio Veículos e Disbraves por toda a cidade e são totalmente estéreis, impossíveis de criar qualquer relacionamento mais estreitos com elas. Tanto em vendas quanto em assistência técnica. Não há mais concessionárias que não sejam de alguma grande rede.

  • agent008

    Leonardo, essa aconteceu em minha família. O carro era uma Omega Suprema CD 3,0, e a pessoa em questão (meu pai) tinha ido até à concessionária para fazer socorro do Monza 92 que tinha fervido o motor em uma estrada de terra. Estavam ele e os três amigos que tinham ido pescar no Pantanal, todos cobertos de barro de lidar com o carro e de ficar à beira da estrada pedindo carona. Todos com roupas simples pois iam pescar. Ele não mudou de concessionária, mas foi atendido com indiferença e ares de “este não é pro seu bico” até que o gerente da loja viu que ele falava sério e o maltrapilho comprador colocou a loja em contato com o gerente do banco. Trocou ali mesmo o Monza pela Suprema, qual não foi nossa surpresa (e minha alegria! Devorei o manual no mesmo dia) quando chegou em casa com um carro totalmente diferente e de quebra entregou a chave para minha mãe e lhe mostrou o documento no nome dela. Aconteceu em Ponta Porã em 1993.

  • Fernando

    Amigo, na verdade isso não funciona bem assim, nestes BMW dos anos 90 citados não é acionado ar-condicionado (até porque o compressor é acionado pela correia do motor), mas somente ventilação forçada para trocar o ar quente viciado pelo ar externo, a mesma coisa para ambientes frios, que com isso o ar não é aquecido por nenhum sistema do carro. A bateria segundo o manual é de 75 A·h, mas uso uma de 95 A·h (já está fazendo sete anos!)

  • Fernando

    Felipe, acredita que me lembro dessa foto de coisa de uns 10-15 anos atrás? Achava ele muito bonito e a salvei, devo até ter ainda em um backup.