Roberto Agresti recomenda:

A segunda semana com o Toyota Prius — o primeiro híbrido a passar pelo crivo do nosso teste de 30 dias — foi exatamente como eu havia previsto: felizmente consegui sair de São Paulo e “despencar” Serra do Mar abaixo rumo a Ubatuba, viagem que é a prova dos nove dos aspectos rodoviários dos carros que testo para o AE.

Viajar com o inovador sedã made in Japan foi uma delícia, com diversos destaques positivos e praticamente nenhum negativo. E começo por eles, os pontos “menos bons” do Prius já que ponto negativo, de verdade, ainda não consegui achar nenhum.

Visual é controvertido, porém é funcional

Primeiro ponto a melhorar? Talvez a profundidade do porta-malas. Largo, comprido mas rasinho para quem, como eu, gosta de deixar as tralhas escondidas pela cobertura que, no caso do Prius, e do tipo “rolô”, de acionamento leve mas cujo encaixe exige paciência.

O problema deste tipo de cobertura é que ela exige cuidado, pois cargas pontiagudas podem estragá-la. O porta-malas ser meio raso é consequência direta da existência de um estepe de tamanho pleno e do posicionamento transversal de um volumoso abafador exatamente sob o assoalho. A opção pelo estepe temporário, que muitos não gostam, seria benéfica no caso do Prius.

Compensa (em parte) a pouca altura do porta-malas — que também se deve à forte inclinação do vidro traseiro – a existência de uma real 5ª porta, que permite o transporte de objetos volumosos e ultrapassar o topo do encosto do banco traseiro para transportá-los. Por conta disso seria ideal haver uma tela que pudesse ser erguida, separando a área de carga do habitáculo para impedir que, em uma eventual freada mais forte ou, pior, em uma colisão, coisas voassem para a cabine.

Um estepe temporário – é operacional – seria benéfico para aumentar a capacidade do porta-malas

Ainda no quesito “poderia ser melhor e/ou diferente”, impossível não citar o freio de estacionamento a pedal, um tanto anacrônico em um carro tão moderno. Várias vezes, distraído, abri o capô deste Toyota, pois uma velha Ford Ranger que tive tinha este mesmo sistema de freio a pedal, que para ser destravado exigia puxar uma alavanquinha situada exatamente no lugar onde o Prius tem o comando que abre o capô.

Um freio de estacionamento elétrico em vez do anacrônico pedal seria bem-vindo

Encerro estas pequenas críticas com as calotas que cobrem as rodas de liga. A razão da crítica não é estética mas funcional, pois elas são protuberantes e qualquer distração ao estacionar causará riscos no acessório, que segundo a Toyota existe para eliminar turbulências que prejudicariam a, aumentando o arrasto e consequentemente o consumo.

O Prius no quesito penetração aerodinâmica é um campeão, com Cx 0,24. É fácil perceber que as muito criticadas linhas do sedã híbrido foram ditadas pela busca pelo melhor  formato para furar a resistência do ar. Capô baixo, para-brisa bem inclinado, quase que formando uma linha reta com o capô, teto com leve curvatura da metade para trás que encontra suavemente o vidro traseiro. A clássica forma de gota! E pelo que sei — e veremos na visita à Suspentécnica — a parte inferior do Prius é totalmente fechada por painéis destinados à favorecer a redução do arrasto aerodinâmico.

Veja esse breve vídeo sobre a evolução da aerodinâmica do Prius:

Essas mesmas formas que não são unanimidade em termos estéticos oferecem uma experiência confortabilíssima quando alcancei os 120 km/h regulamentares no início da viagem à praia. O Prius praticamente não tem ruídos aerodinâmicos e a parceria entre o motor convencional e o elétrico é impecável inclusive no quesito ruído. Para ouvir o motor a combustão agir exige acelerar a fundo coisa que, definitivamente, não combina com este carro.

Boa aerodinâmica: Cx 0,24 (Foto: divulgação)

O paralelo que faço para justificar esta afirmação é o seguinte: alguns carros ou motos pedem para serem acelerados sempre que possível por conta do inebriante som que sai pelos canos de descarga. Já no Toyota o que acontece é o exato oposto, e tudo conspira a favor da busca do melhor aproveitamento energético.

Ainda apanhando dos comandos da central multimídia (outro aspecto a melhorar), as muitas opções de visualização dos dados do computador de bordo são uma verdadeira diversão para viciados em dados dinâmicos. A cada vez que a partida é dada os dados da viagem em curso podem ser exibidos avisando consumo de combustível (em litros por 100 km e não em km/l, como estamos mais habituados) e o percentual de uso de energia elétrica no percurso.

Informação não falta

É possível também selecionar um gráfico que pode ser exibido tanto no painel como também no HUD, o head-up display, que projeta dados no para-brisa bem à frente dos olhos do motorista. Com o tempo ao volante me percebi “viciado” em tentar manter a barrinha digital que se move conforme o acelerador é pressionado, dentro dos limites “Eco”. E com isso a tocada do Prius vira uma atávica (mas divertida) busca pela maior eficiência energética…

Em números tal a brincadeira resultou na marca de 17,5 km/l na ida, serra abaixo, e 16,9 km/l na volta, batendo assim o recorde do trecho marcado pelo Citroën C3, que com o parco motor 1,2-l PureTech fez respectivamente 17,2 e 15,1 km/l. Detalhe: o Citroën pesa 1,1 tonelada em ordem de marcha, o Prius 1,4 tonelada. O francês tem câmbio manual, o japonês, CVT.

Faróis de LED, um ponto alto do Prius

Silencioso, suave e capaz de quando necessário realizar ultrapassagens seguras se o acelerador for levado a fundo, o Prius nesta condição rodoviária — na qual suas qualidades de economia não são exatamente favorecidas — me conquistou assim como as outras três pessoas a bordo, que exaltaram não apenas o mencionado silêncio como também  a maciez das suspensões, a boa conformação dos bancos, a competência do ar-condicionado e, por fim, a excelente qualidade do sistema de áudio, cuja assinatura JBL dispensa apresentações.

Chegando ao destino, a estrada esburacada destacou a capacidade de absorção das suspensões e a ausência de ruídos na carroceria e acabamentos internos, o que confirma a qualidade da moderna estrutura monobloco, batizada de YNGA (Toyota New Global Architecture), cuja excelente rigidez favorece o comportamento dinâmico sem exigir das suspensões um ajuste excessivamente firme para proporcionar boa estabilidade.

As inusitadas calotas sobre rodas de liga leve fazem parte do pacote aerodinâmico do Prius, mas são muito salientes e requerem atenção para não danificá-las

Na volta, subindo a rodovia dos Tamoios e suas amplas curvas entremeadas por cotovelos mais apertados, houve chance de perceber que mesmo não sendo a praia deste Prius a esportividade, o comportamento do sedã é preciso, neutro, e que mesmo usando pneus relativamente estreitos (195/65R15, Yokohama Aspec), o apoio em curvas mais “animadas” me pareceu seguro e previsível, avisando quando o limite se aproxima.

Realizado à noite o percurso da volta valorizou a boa iluminação oferecida pelos faróis de LED, enquanto a projeção da velocidade no para-brisa, regulado ao nível mínimo de intensidade, facilitou muito manter as velocidades múltiplas e variáveis de maneira maldosa exigidas nas rodovias nacionais.

Um diferente e bela assinatura na traseira

Ao cabo da semana o destaque vai não apenas para a economia de combustível, algo óbvio, mas pleno de significado, como também a impecável gestão do módulo de controle, pois não se ouve se nem se percebe  quando é um ou outro motor sendo usado de modo prevalecente.

Para a próxima semana valerá usar o híbrido na encrenca urbana: as voltas às aulas já ocorreu e rodar em São Paulo de carro é algo que faço apenas pelo amor à arte. E… nada mais.

RA

Leia o relatório anterior: 1ª semana

 

TOYOTA PRIUS

Dias: 7

Quilometragem total: 629 km
Distância na cidade: 174 km (28%)
Distância na estrada: 455 km (72%)
Consumo médio: 16,7 km/l
Melhor média: 20,1 km/l
Pior média: 15,6 km/l
Tempo ao volante: 18h07′
Média horária: 34,7 km/h
Tempo de uso em EV: 30%

 

FICHA TÉCNICA TOYOTA PRIUS
MOTOR A  COMBUSTÃO
Denominação 2ZR-FXE
Tipo 4 cilindros em linha, dianteiro transversal, bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, 4 válvulas por cilindro, ciclo Atkinson, gasolina
Instalação Dianteiro, transversal
Diâmetro x curso (mm) 80,5 x 88,3
Cilindrada (cm³) 1.798
Aspiração Natural
Taxa de compressão (:1) 13
Potência (cv/rpm) 98/5.200
Torque (m·kgf/rpm) 14,2/3.600
Formação de mistura Injeção multiponto
MOTOR ELÉTRICO
Tipo Síncrono de ímã permanente
Potência (cv) 72
Torque (m·kgf) 16,6
Potência máxima combinada (cv) 123
Bateria Níquel-hidreto metálico (NiMH), 28 módulos
Tensão máxima (V) 201,6
TRANSMISSÃO
Rodas motrizes Dianteiras
Câmbio Automático CVT
Relações extremas (:1) n.d
Relação de diferencial (:1) 2,834
FREIOS
De serviço ABS (obrigatório), distribuição eletrônica das forças de frenagem, assistência a frenagem
Dianteiro (Ø mm) Disco ventilado/225
Traseiro (Ø mm) Disco/259
SUSPENSÃO
Dianteira McPherson, mola helicoidal, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora
Traseira Multibraço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira eletroassistida indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curva
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio 6,5Jx15
Pneus 195/65R15
PESOS (kg)
Em ordem de marcha 1.400
Carga útil 380
Peso bruto total 1.780
CARROCERIA
Tipo Sedã, monobloco em aço e alumínio, 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)
Comprimento 4.540
Largura sem/com espelhos 1.760/n.d.
Altura 1.490
Distância entre eixos 2.700
Bitola dianteira/traseira 1.530/1.545
Altura do solo 136
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx) 0,24
Área frontal calculada (m²) 2,23
Área frontal corrigida (m²) 0,535
CAPACIDADES (L)
Porta-malas 412 (697 com banco rebatido)
Tanque de combustível 43
DESEMPENHO
Velocidade máxima (km/h) 165
Aceleração 0-100 km/h (s) 11
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (INMETRO/PBEV)
Cidade (km/l) 18,9
Estrada (km/l) 17
PREÇO (R$) 126.600
(2.326 visualizações, 1 hoje)


  • Programador Maldito

    Eu esperava mais (ou menos) do consumo…

    • Janduir

      Na estrada espera mais também. Tenho um Vectra Elite 2010 em que uso GNV de 5ª geração. Na estrada com 10 metros cúbicos de GNV rodo 200 quilômetros.

      • Lucas Vieira

        Não pode comparar…

  • Matheus Ulisses P.

    Tive a oportunidade de entrar num desses anteontem. Confesso que me surpreendi.
    Já comentei aqui que externamente ao vivo é muito melhor que por fotos e/ou vídeos, mas ao conhecê-lo por dentro percebe-se que é um espetáculo! Subiu boas posições na minha lista de “compráveis”.

  • Mr. Car

    Visual “controvertido”, Agresti? Isto é o que chamo de “ser gentil”, he, he! Curioso é que outro site fez recentemente uma matéria sobre o Prius, e o primeiro deles achei visualmente bem agradável. Não sei por que não continuaram fazendo-o assim, he, he! Não vai aqui nenhuma crítica ao carro enquanto máquina, somente ao ponto de vista estético mesmo. Em termos de híbrido, eu ficaria com um Fusion, com certeza.
    Abraço.

    • Renato Texeira

      Na semana passada eu tive a oportunidade de ver um de perto da concessionária e me agradou bastante o visual externo e principalmente interno. Mas isto é uma questão de gosto mesmo e acredito que as opiniões sejam bastante divergentes com relação ao visual, assim como ocorre com o Etios.

    • Fat Jack

      Concordo plenamente, Mr. Car!

  • Pedro K.

    Acompanhando seu relato, continuo com minha avaliação-espelho da primeira semana com o Prius. Até aqui, concordo com as palavras do Roberto e só quero complementar.

    Conduzi quase sempre em modo Eco, o que deixa o pedal do acelerador com respostas lentas. É proposital, para ajudar a reeducação do modo de dirigir. Uma das táticas sugeridas por outros proprietários de Prius é do pulse+glide: acelerar vigorosamente e deixar o veículo planar, aproveitando a inércia e o baixo Cx para manter velocidade.

    O modo Power reprograma o curso do acelerador, deixando o carro “psicologicamente” mais esperto, porém não acredito que haja diferença de performance. Não senti diferença na direção, e não sei se há mudança na atuação do motor a combustão. Mas nesse modo, em estrada a 70 km/h e em sequência de curvas, fiquei contente com a performance e comportamento dinâmico. A posição central e rebaixada da bateria deve ajudar.

    Foi difícil manter a bateria acima dos quatro traços, mas também nunca ficou muito abaixo. Por mais que eu queira rodar em modo EV em trajetos de até 2 km, logo a carga baixava (ou eu acelerava demais) e o motor a combustão entrava. Fica o desafio.

    Em descida de serra e modo B para freio-motor, após a carga completa da bateria um intenso assobio enche a cabine. É um comportamento normal, mas que pode causar estranhamento.

    No banco de trás, dois adultos viajaram com conforto. O Prius é mais largo que Corolla, porém perde na distância entre a primeira e segunda fileiras. Fiquei contente com a capacidade de carga. Com bancos rebatidos, é fácil carregar uma bicicleta aro 700 sem desmontá-la. O assoalho plano e ausência de degrau ajudam.

    A central multimídia é o grande fiasco deste carro. Simplesmente vergonhosa, de funcionamento débil, lento, impreciso. Está 7 anos atrasada, enquanto o resto do veículo parece 7 anos a frente. É um sistema Pioneer esterilizado, que substitui o talvez útil AppRadio pelo francamente inútil AppMenu. Ligue um iPhone na porta USB e ela solicitará a instalação de um aplicativo que apresenta navegação nos Emirados Árabes e uma bússola para Mecca. Eu não estou brincando… Se algum engenheiro da Toyota estiver lendo isso, sinta-se provocado a melhorar isto.

    Por outro lado, o carregador de celular sem fio funciona bem. Com uma capinha especial, aparelhos como iPhones e Androids podem ser carregados sem problemas.

    Tive algum incomodo na leitura de placas de sinalização brancas banhadas pela luz de LED dos faróis. Placas de limite de velocidade pareciam manchadas, um efeito que nunca observei com as outras tecnologias de iluminação.

    Outro bola fora foi a ausência de fechamento e abertura automática das portas com o carro em movimento, função que existe nos EUA e que por aqui foi desabilitada.

    Em tempo:
    A melhor média na cidade: 26 km/L. Os 26 quilômetros entre Itaquera e Pinheiros, com um litro de combustível!
    Pior média na cidade: 14 km/L, numa sequência de trajetos curtos.

    Melhor média na estrada: 25 km/L, de São Paulo ao Guarujá.
    Pior média de estrada: 16,9 km/L, de Guarujá a São Paulo, nos dois casos sempre trafegando no limite de velocidade e com controle automático de velocidade.

  • REAL POWER

    O Prius venderia muito mais se a “casca” fosse do Corolla e sendo a versão topo da linha. Isso porque acho que os consumidores aceitam melhor o design do Corolla, menos futurista.

  • saosao

    Sem dúvida, o teste do AE mais esperado!

  • Ewerson Matia

    Para quem está acostumado a dirigir carro manual esse terceiro pedal é complicado… No mais, se fosse traçado um paralelo entre o preço e o consumo entre Prius e C3 (por ex.) velado que a balança se inclina para esse último.

  • E já fizeste o primeiro abastecimento dele, Roberto? Gostaria de ter ideia da autonomia total dele.

    • Roberto Agresti

      Em uso rodoviário cerca 700 km. Na cidade acima dos 800 km

  • Marcos

    Na foto que aparece o acelerador e freio, tem um “botão” à direita do acelerador, o que é?

    • Roberto Agresti

      Aquecedor do banco do motorista.

  • Badanha

    Ótimo carro. Mecânica confiável. Espaçoso. Eficiente. Mas feio de doer; nem de graça !

    • Badanha, é só não ficar olhando para ele, ora.

    • Ricardo kobus

      Mas sua “feiúra” tem um motivo, ao contrário de outros.

      • Badanha

        Ainda bem que vc não é economista na Venezuela : – Alguém diria “O povo está passando fome !”. E você “Mas essa “fome” tem um motivo, ao contrário de outros países”.

        • Ricardo kobus

          Hehehe, nem me fale em Venezuela, pior é alguns brasileiros defendendo o modo de governo deles.

  • Fat Jack

    Há determinadas características de um veículo sob as quais nossas opiniões são absolutamente de foro íntimo, o ser “bonito ou feio” certamente é uma delas. E partido desta “liberdade pessoal” acho o Prius absolutamente desprovido de beleza, muito provavelmente pela necessidade que o fabricante entendeu que ele tinha de ter, que era de berrar aos 4 ventos: “Olha, sou um elétrico…, estou salvando ursos polares!” e entendo que isso é absolutamente desnecessário (comentei algo parecido quando o Bob testou o BMW i3). Entendo que haja uma justificativa dele ser desta forma devido à preocupação com sua aerodinâmica, mas vale lembrar que o belíssimo (novamente, na minha opinião) Opel Calibra atingia um Cx de 0,26, e isso há mais de duas décadas e meia atrás.
    Confesso não ser muito “pró elétricos” (e as atitudes políticas europeias talvez estejam me empurrando ainda mais para longe do interesse por eles), e talvez entenda que os índices de consumo apesar de bons nada mais são que o cumprimento da obrigação da principal proposta do veículo (dadas as suas características) e para os quais colaborou a busca do autor na manutenção das barras indicativas em “ECO”.
    Talvez ele seja o futuro do presente dos automóveis com motores a combustão, mas acho que se a onda “ecologicamente correta” prosseguir ampliando requisitos ele pode estar mais perto do futuro do pretérito.
    Peço licença para uma brincadeira, que tal como nova opção AE+Automottivo: https://uploads.disquscdn.com/images/bba03eae0f3c17a7e630a29ef78bfe4299f040579fd88323835aa940847e226b.jpg

    • Mr. Car

      Jack, adorei a camiseta, he, he, he!
      Abraço.

    • Marcio Rogério Dorigon

      Não achei o Prius tão feio assim, mas não é também uma beleza de encher os olhos. Mas você comentou algo que é real, há muito tempo fizeram o Opel Calibra, tinha um bom coeficiente de arrasto ótimo para a época e bom até hoje (aliás como isso é estranho, só agora começa aparecer alguns carros premium de marcas que só poucos podem ter chegando perto), que é um carro bonito até para os padrões de hoje. Aliás, se pegarmos um Calibra e tentarmos dar uma modernizada no visual dele, não seria tarefa difícil.

  • Christian Govastki

    Os enchimentos de Isopor são horríveis, perdem uma enormidade na capacidade do porta-malas e com o tempo tornam-se barulhentos.

    Menos mal o enchimento quando o estepe é 100% funcional, e no Focus Mk 2,5 que tem o enchimento e o estepe é temporário (culpa dos pneus aro 16).

    Espero que a Ford tenha resolvido este ponto (estepe temporário sem enchimento de Isopor) no Mk4.

  • LDEs

    Eu tirei as calotas feias e a roda que vem com ele até que é bonitinha! Só colocar a calotinha da marca no meio e fica muito mais legal. E a aerodinâmica? Não senti impacto nenhum. O único problema que tive com ele nestes primeiros 45 dias de uso foi com o aerofólio que soltou nos buracos de São Paulo, mas ficou tudo ótimo depois de uma rápida passada na concessionária. Nunca pensei em gostar tanto deste carro!

    • Braulio Stafora

      LDEs, não teria como tirar uma foto da roda sem calota para a gente ver?

  • Renato Amorim

    É o carro do esquadrão Ultra, da série Ultraman! rsss. Como o que mais me atrai em um carro é o projeto, eu o acho lindo!

  • Maximus_Gambiarra

    A eficiência energética desse híbrido é imbatível na cidade, mas eu, que dirijo principalmente na estrada, me senti um pouco decepcionado. Considerando o investimento envolvido, estou achando que os 15 km/l do Citroën/Peugeot valem mais a pena que 17 km/l no Prius. Será que as outras qualidades — espaço, silêncio, segurança conforto — ainda justificam comprar um Prius?

  • C. A. Oliveira

    Agrada-me, muito mais pelo desenho inusitado, do que por qualquer característica mecânica ou funcional. Calotas em rodas de liga leve? Ainda mais inusitado…
    Senti falta de uma foto do cofre do motor.

  • Braulio Stafora

    Continuo achando o Prius um carro para quem não gosta de carro, mas tenho que comentar: pneu 195 num sedã de 1.400 kg e menos de 150 cv de potência não é estreito, nós é que ficamos acostumados a pneus muito largos selecionados para parecer bonitos nas fotos de publicidade e que depois conspiram contra o consumo, a dirigibilidade no molhado e o custo de manutenção. Talvez esse pneu mais “racional” tenha passado porque alguém no marketing tenha percebido que, independente do pneu, o carro não ficaria bonito sob nenhum ângulo.

    Falando em forças de marketing, qual motivo fez a Toyota ser abreviada por Y na “Toyota New Global Architecture” – YNGA? A sonoridade lembra alguma expressão específica? Ou TNGA já era usado para outra coisa?
    Um automático com três pedais! Fico imaginando o tipo de encrenca que pode acontecer se essa disposição de pedais aparecer justamente no primeiro automático de uma pessoa acostumada com os câmbios manuais.
    Por fim, o porta-malas aberto lembrou-me do Applause, outro sedã de cinco portas feito pelo mesmo grupo, mas que, por algum motivo, me parece valer mais a pena conhecer a fundo!

    • Fat Jack

      “pneu 195 num sedã de 1.400 kg e menos de 150 cv de potência não é estreito”
      Concordo e só não comentei para não parecer demasiadamente “crica”, já que seria mais um ponto para minha já nada pequena lista.

    • Rafael Ribeiro

      Pensei a mesma coisa em relação aos pneus, tive um Toyota Fielder, com porte e peso nem tão distantes assim do Prius, feito para andar carregado com família e suas bagagens, com pneus na mesma medida. Em relação à sigla YNGA acho que foi simples erro de digitação, já que T e Y estão lado a lado no teclado.

  • ussantos

    Eu teria um, se pudesse pagar.

  • Humberto

    Gosto é bem pessoal, mas tenho uma opinião contrária da maioria a respeito do desenho deste carro. Acho muito arrojado e bonito, me dá sensação de fluidez. Pelo meu gosto pessoal, só pecou em uma coisa. A cor prata. Um visual arrojado desses merecia uma cor mais ousada e chamativa. Acho este carro muitíssimo interessante. Mas particularmente e sinceramente, se eu tivesse 130 000 reais para gastar em um carro, os primeiros da lista seriam o Audi 1,4 TFSI A3 Sedan ou o VW Jetta 2,0 TSI. Eu dirigi esse Audi uma vez rapidamente e foi paixão à primeira vista. Que torque e principalmente, que freios!!! Sim, se eu tivesse 130 000 reais faria um teste neste Toyota, vai que eu mudaria de ideia. Afinal, seria apenas uma verificação. Uma possível mudança de conceitos a respeito de carros híbridos e elétricos. Vai que eu goste deles. Pela tecnologia me conquistam, quero ver se me conquistam pelo prazer ao dirigir.

    Humberto “Jaspion”.

  • Danilo Grespan

    Na boa, o Mercedes CLA atual tem Cx 0,22 e é MUITO bonito, e mesmo quem não aprecia sedãs concorda que é muito menos angular, cheio de recortes e, porque não dizer, estranho ao padrão de design que temos atualmente. Ou esse Toyota foi realmente feito sem se preocuparem com a beleza exterior, ou esse está com a cara muito além do nosso tempo! Ainda assim, tenho imensa curiosidade em dirigir um.

    • saosao

      Eu acho que ela está pensando além do nosso tempo mesmo. Como disse num outro comentário, acho que ele segue a filosofia do “quero ser visto para ser lembrado e ser famoso. Para isso, não basta ser apenas bonito, tenho que ser diferente”. E está aí, chama a atenção e cria curiosidade. E quando se fala em híbrido, qual o primeiro nome que vem à mente?

  • Maximus_Gambiarra

    Eu cheguei a olhar seriamente um Prius usado com a intenção de comprar, mas desanimei. Que outros benefícios você vê que justifiquem a compra?