Após andar os primeiros quilômetros dirigindo o Kwid já se percebe que se trata de um bom projeto. Pequeno e ágil, o carro agrada em muitos aspectos, e tem detalhes pensados para ajudar o condutor a gostar do que está fazendo. O mais elementar a meu ver é o câmbio manual, contendo custos e promovendo o estudo na matéria “como gostar de dirigir”, nessa escola atual do mercado que prioriza carros sem pedal de embreagem.

Ajudando muito nessa disciplina, há também o tamanho diminuto e visibilidade ótima, incluindo aí os espelhos retrovisores de tamanho e superfície adequados. Continua pelo comportamento de suspensão, firme sem ser desconfortável. O baixo peso ajuda muito o motor de pequena potência, mas com cada cavalo-vapor carregando apenas 11,9/11,2 kg (gasolina/álcool), o Kwid se desloca com agilidade, desde que com a marcha correta engatada, claro. Essa relação peso-potência está dentro de uma faixa dos carros que não sofrem muito para acelerar.

Mas como é sentir o Kwid sem pensar em números apenas? É um mundo diferente hoje em dia, esse dos carros simplificados, sem excesso de mimos. E a Renault fez a lição de casa de forma correta e eficiente. Perguntas e respostas sobre os desafios de fazer carros relativamente baratos foram bem pensadas e respondidas.

Câmbio manual? Então vai ser preciso nos engates, o curso da alavanca não vai ser longo, e vai ser acionamento por cabos, além da embreagem, que precisa ser leve, mesmo comando por cabo, como neste caso. E deu certo. O câmbio é uma delícia de manusear, e ajuda no entusiasmo ao dirigir. O volante é muito bem desenhado e com tamanho correto (Ø 370 m), assistência elétrica fazendo-o bem leve até 40 km/h, quando a assistência diminui e o deixa com “peso” ideal.

A direção parece não ser muito rápida pelas 3,5 voltas entre batentes, mas é ilusório, pois as rodas esterçam bastante para o diâmetro mínimo de curva de excelentes 10 metros (a relação de direção, apesar de o Bob tê-la solicitado no lançamento, ainda não foi informada, mas está na faixa de 16:1 seguramente). É inclusive delicioso manobrar o Kwid em ruas estreitas e vagas apertadas de estacionamento, com seu pequeno comprimento e largura e direção bem leve.

Porta-malas vai ter que ser pequeno? Sim, mas não muito. São 290 litros, cabem duas malas médias e mais duas mochilas, acima de outros carros pequenos no mercado. Com o encosto inteiriço rebatido são 1.000 litros — poderia ser bipartido para maior versatilidade. É todo revestido, nada de chapa de metal aparecendo, nem mesmo atrás do encosto do banco; não há iluminação.

Precisa ter estepe? Receita básica e barata, estepe dentro do porta-malas, com medida normal de rodagem, macaco e chave de roda dentro de bolsa robusta. Há nela um prisioneiro-guia para facilitar a montagem da roda, um detalhe importante e que ajuda principalmente as mulheres.  Só três parafusos de roda, ideia solução empregada nos antigos Renault Dauphine e Gordini, economizando peso e lembrando o R12 que no Brasil se tornou o Corcel e Del Rey,  e picape Pampa, nunca houve qualquer problema por ter um parafuso a menos que a maioria dos carros.

O carro tem que ser estreito? Sim, mas ainda cabe um console entre os bancos com espaço aproveitável. Como a largura é pequena, adotou-se bolsa inflável lateral nos encostos dos bancos dianteiros, para garantir melhor proteção para o tronco em caso de impacto lateral, já que os ocupantes sentam bem próximo das portas.  Há, claro as duas bolsas infláveis frontais obrigatórias.

O interior tem que ser simples e leve, sem materiais caros? Então o estilo vai ser agradável e não vai ser preto, e sim um tom de cinza. As texturas são de boa aparência nos plásticos. Os bancos são firmes, para melhor sensação de qualidade, com a espuma do assento mais rígida nas extremidades externas, onde o corpo da pessoas faz mais pressão ao entrar e sair, detalhe bem pensado de projeto de bancos que demonstra capricho e cuidado. O tecido é bom ao tato, aparentemente de elevada resistência e não é quente. Nesse modelo Intense tem vinil em duas cores e mais o tecido nas partes centrais, numa bela composição que traz classe ao interior.

No banco traseiro há engates Isofix para dois bancos infantis que tornam o trabalho de pais muito mais simples na hora de fixá-los.

O carpete do assoalho está na média, assim como forro de teto, ambos com bom acabamento em concordância entre peças, sendo que este último é bem conformado junto da superfície externa, e revela a posição da travessa de reforço do teto que amarra estruturalmente as colunas B (centrais). Sentida a ausência de um apoio de pé esquerdo — “pedal morto” — sempre útil em especial nas viagens mais longas. Precisa-se deixar o pé “plantado” no assoalho, como se fazia no Fiat 147.

Há um console de assoalho estreito mas que ainda permite guardar pequenos objetos abaixo da alavanca do freio de estacionamento. Ali é o lugar ideal para moedas, pois o porta-objetos principal do console é tão grande que elas ficariam perdidas ali. Esse porta-objetos tem uma tomada de energia 12 V para carregar aparelhos elétricos, e seria interessante a Renault oferecer alguns tipos de divisórias e tapetinhos de borracha para ele, ao menos como acessório. Iria vender bastante.

O porta-luvas tem tamanho médio, é bem profundo e a tampa é grande, devido ao perfil do painel. Há fixação para canetas e documentos na tampa, mas não há iluminação.

Nas portas, mais dois porta-objetos grandes, com a parte dianteira sendo conformada para garrafas. Essas bolsas podem ser usadas para acomodar esses cinzeiros-copo vendidos como acessório hoje, já que no console não há lugar para eles. Faz falta nas portas traseiras onde os passageiros não tem onde colocar seus telefones. Há moldura decorativa na porta dianteira na mesma cor do vinil claro dos bancos.

Precisa ter apenas um limpador de para-brisa? Então vai ser do tipo pantográfico, com articulação no braço para maior área varrida — a palheta faz uma translação e não movimento em arco, com no primeiro Fiat Uno , e funciona bem, com pequena área por varrer junto à coluna esquerda (como no Toyota Etios). Dirigi bastante sob chuva, e mostrou eficiência.

Dominando o centro do painel está o Media Nav 2.0, a intuitiva (até eu consigo entender e usar…) central multimídia com tela tátil de 7 polegadas que oferece GPS, pareamento de telefone, Bluetooth, computador de bordo para controle de consumo e câmera de ré. A câmera está bem integrada no emblema Renault na tampa traseira, e tem um ângulo de visão bastante grande, sendo possível ver desde o solo até o céu, maior que qualquer outro que eu tenha visto. Mesmo não tendo imagem da alta definição, auxilia muito em locais apertados, completando a facilidade de manobra exemplar do carro.

O Driving Eco², uma das telas do Media Nav, é para quem gosta de saber o quanto está consumindo de combustível, um dos principais argumentos de venda do Kwid. Pode-se saber a partir do momento em que se zera o sistema, consumo médio em km/l e em litros, distância sem consumo — o espaço que se percorre sem injetar combustível nos cilindros —  tempo do trecho e velocidade média.

Na tela do computador junto ao quadro de instrumentos também sabe-se a autonomia e consumo instantâneo, informação interessante e que pode ajudar o motorista a se aprimorar, acelerando o mínimo possível para determinada velocidade e obter mais autonomia. Também há o Eco Scoring, que mostra se o motorista está acelerando mais do que o necessário, se está aproveitando bem a inércia e se as trocas de marchas são feitas nas rotações mais econômicas e rapidamente. Funciona de maneira didática, pois ao se andar forte por um curto período ganha-se apenas uma estrela na nota, e ao se andar com calma e suavemente o número de estrelas aumenta, até cinco.

No quadro de instrumentos, luzes-espia para várias funções, um velocímetro bem legível, marcador de combustível em barras ao redor do computador de bordo e conta-giros que é de série na Intense, do lado esquerdo, de ótima legibilidade. Não há termômetro do líquido de arrefecimento do motor, mas a luz-espia acende em azul na fase de aquecimento, item importante por permitir detectar válvula termostática presa aberta. Se houver superaquecimento, ela acende em vermelho, como habitual.

Para destravar as portas, há duas maneiras. Levantar o pino na parte superior da porta e puxar o gatilho cromado (visíveis no escuro, lembremos) ou acionar a tecla de travamento central no painel. Puxando o pino e o gatilho de qualquer uma das portas dianteiras faz com que todas as portas destravem, mas seria melhor e mais prático se apenas o gatilho fizesse a função.  Interessante é que o travamento automático com a velocidade de 7 km/h não vem programado de fábrica, mas pode ser facilmente acionado, conforme instruções do guia rápido que vem junto do manual do proprietário.

As teclas dos vidros elétricos, apenas para as portas dianteiras, ficam no painel, junto de pisca-alerta, desembaçador traseiro e travamento de portas. Atrás os vidros são acionados sempre por manivela, não havendo elétricos nem opcionalmente, independente de ser a versão de topo, Intense, essa do teste. Os pinos das portas traseiras só destravam estas.

Existe uma ausência muito sentida no Kwid. O banco do motorista tem altura fixa (os cintos têm esse ajuste), e para atender à maioria ela está numa posição muito alta para mim (meço 1,80 m de altura). Acostuma-se, mas é sempre bem-vinda essa regulagem, que deveria ser básica em qualquer carro de qualquer marca, como é a regulagem de distância. Minha esposa tem 1,60 m e fiz questão que ela experimentasse o carro. Ficou perfeitamente acomodada, na altura correta, e ela gostou demais do pequeno Renault. Sendo adepta de câmbios manuais, se sentiu em casa rapidamente.

As medidas de 180 mm de altura livre do solo, 24° de ângulo de entrada e 40° de ângulo de saída, o colocam na classificação de SUV — ou suve, como falamos aqui no AE — de acordo com a classificação do Inmetro. Para ser categorizado como SUV, um carro deve atender dois dos três requisitos mínimos, que são a altura livre do solo de pelo menos 180 mm, ângulo de entrada de 24° e de saída 19°, mínimos. O Kwid atende os três, mas mesmo assim é um hatchback para a cultura visual da maioria das pessoas, a minha inclusive.

Sem nos importarmos com categorias de carrocerias ou de modelos, vai-se observando os detalhes e somando os atributos positivos do Kwid.

O pequeno motor da família SCe (Smart Control Efficiency) de três cilindros e 999 cm³ tem 4 válvulas por cilindro, duplo comando de válvulas no cabeçote de acionamento por corrente,  bloco e cabeçote em alumínio,  sobe de giro com muita facilidade até corte — absolutamente limpo — a 5.800 rpm. É basicamente o mesmo de Sandero e Logan, mas sem variador de fase de válvulas, coletor de escapamento separado e bomba de óleo de pressão constante, como o Bob Sharp explicou na matéria de lançamento.

Vibra um pouco, mas nada que chegue a incomodar. Na verdade, mostra estar vivo e disposto, agradando a quem se entusiasma com um motor audível. A caixa de câmbio tem cinco marchas e é do tipo transeixo, com diferencial integrado, e totalmente nova, batizada de SG1, está com relações muito bem escalonadas. O novo câmbio tem a ré posicionada “perna de cachorro” ao lado da primeira e para frente (como nos VW de 5 e 6 marchas, por exemplo), e não sob a 5ª marcha. A liberação para o canal de ré é por pescoço na alavanca.

Com álcool  no tanque, o pequeno 1-litro entrega 70 cv a 5.500 rpm e torque de 9,8 m·kgf a 4.250 rpm; com gasolina, 66 cv a 5.500 rpm e 9,4 m·kgf a 4.250 rpm.

O Kwid é, segundo as medições padrão do Inmetro, um dos carros com o menor consumo de combustível geral, com 14,9 /10,3 km/l na cidade e  15,6 /10,8 km/l na estrada. Nas medições com gasolina que fiz e que abrangem vários tipos de usos, há números variando de 8,2 km/l em ruas de bairro congestionadas e cheias de semáforos sem sincronia, até 24 km/l em rodovia com bastante trânsito mas sem lentidões, onde andei entre 70 e 90 km/h por cerca de 30 quilômetros. Todas com ar -condicionado ligado. O normal na cidade é fazer 15 km/l de gasolina com trânsito leve em ruas e avenidas com paradas apenas de semáforos, 12 km/l onde se para mais vezes e algo como 18 km/l andando nas avenidas expressas, sem semáforos.

Fiz algumas medições com álcool também, e os 12 km/l na cidade são fáceis de atingir, desde que não se fique muito tempo parado. Na estrada, faz mais de 14 km/l sem andar muito rápido, apenas seguindo o fluxo natural, entre 100 e 120 km/h. Nessa velocidade maior, o conta-giros marca 3.900 rpm, e o ruído do motor começa a se fazer sentir de forma mais presente.

Em rodovias mais lentas, como a Raposo Tavares em seu trecho mais movimentado mas sem paradas e todos os seus sobe e desce, 18 km/l com ar ligado, com álcool, andando entre 70 e 90 km/h.

O Kwid é o resultado de um projeto para um carro de entrada em mercados que estão crescendo (ou ao menos deveriam estar), e teve participação de times da Renault do Brasil, da França e da Índia, lugares onde a marca Renault tem centros de estilo e de engenharia estabelecidos e trabalhando a plena carga.

Cerca de 80% do seu conteúdo é composto por peças novas, desde a estrutura e características mecânicas, passando por equipamentos de conforto, conectividade e segurança. O já existente vem de comunizações com Sandero e Logan em alguns componentes, uma boa referência, dadas as quantidades grandes produzidas, o que ajuda muito no atendimento de pós-vendas.

Nossa versão Intense, na cor orange (laranja) Ocre, chamou atenção em vários lugares diferentes, desde ruas, postos de serviço, até dentro de estacionamentos. O pequeno tamanho é notado, bem como a altura, e escutei alguns comentários elogiando o desenho do carro, um ótimo sinal para a Renault. Uma menina de uns quatro anos ficou olhando o carro da calçada enquanto eu estava parado em um semáforo e disse para a mãe: ” Eu nunca vi um carro laranja!”  Certamente o Kwid chama atenção também das crianças, pelo seu visual moderno e simpático, e o adesivo na lateral ajuda nisso.

De fato, sua aparência geral é muito boa, notadamente na frente, com faróis e grade trazendo “carronalidade” (a personalidade dos carros) disposta e robusta, sem ser intimidante.

Dirigindo nas diversas condições por mais de uma semana de avaliação, a suspensão dianteira McPherson com triângulo inferior e a traseira por eixo de torção agradam bastante no quesito estabilidade.  A ausência de barras estabilizadoras permite uma pequena e natural inclinação da carroceria em curvas , bastante útil para sentir melhor a aderência dos pneus Continental EcoEcoContact 3 165/70R14T, que é ótima mesmo sendo de baixo atrito de rolamento. Andando em estrada apertada com muitas curvas, o carro é divertido e fácil de controlar, sem mostrar qualquer sinal de insegurança ou mostrar subesterço acentuado.

Transitar em autoestradas mostra comportamento de qualquer carro bom nesse aspecto e não há sensação de lerdeza. Subir serras com a da rodovia dos Imigrantes, de 5~6% de rampa, é feito sem nenhum problema em quinta marcha só com motorista a bordo.

Os alcances das marchas, no corte a 5.800 rpm, são 37 km/h em primeira, 70 em segunda, 110 em terceira e 150 km/h em quarta. Assim, a velocidade máxima de 156 km/h (álcool) é atingida em quinta e muito perto dela em quarta.

Os discos de freio não são ventilados, e por isso fiz o teste rigoroso de fading que é cinco freadas enérgicas sucessivas , com o ABS atuando, de 120 a 40 km/h, e não ocorreu perda de ação, evidência de pastilhas de freio de boa qualidade.

Kwid coloca uma nova luz no mercado de carros pequenos

Aqui cabe uma nota importante. No lançamento havia sido divulgado que a suspensão traseira era por eixo rígido, e o Bob, estranhando o fato, olhou o carro por baixo e disse à Renault que se tratava de eixo de torção. O perfil do eixo é um “U” aberto para baixo, e torce quando uma roda sobe em relação à outra, como em dezenas de outros carros de inúmeras marcas. Hoje a informação já está corrigida no site da Renault.

Num mundo de muitos carros sofisticados e carregados de equipamentos, passar alguns dias num Kwid é bastante diferente, e as qualidades do carro fizeram esses dias serem muito agradáveis também. Para entusiastas de volante e pedaleira, o carro agrada e dá vontade de dirigir mais e mais. Inclusive fazendo punta-tacco.

O Kwid chega e coloca uma nova luz no mercado de carros pequenos, como coincidentemente mostra a foto acima.

Assista ao vídeo:

JJ

 

FICHA TÉCNICA RENAULT KWID INTENSE
MOTOR
Tipo B4D,  L-3, comando por corrente, 4 válvulas por cilindro, flex
Instalação Dianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçote alumínio/alumínio
N° de cilindros/configuração 3 /em linha
Diâmetro x curso (mm) 71 x 84,1
Cilindrada (cm³) 999
Aspiração Natural
Taxa de compressão (:1) 11,5
Potência máxima (cv/rpm, G/A) 66/70/5.500
Torque máximo (m·kgf/rpm, G/A) 9,4/9,8 m.kgf @ 4.250
N° de comando de válvulas/localização 2 /cabeçote
Formação de mistura Injeção eletrônica no coletor de admissão
TRANSMISSÃO
Rodas motrizes Dianteiras
Câmbio SG1, manual 5 marchas à frente e uma à ré
Relações das marchas (:1) 1ª 3,769; 2ª 2,048; 3ª 1,290; 4ª 0,949; 5ª 0,791;  ré 3,54
Relação de diferencial 4,38
FREIOS
De serviço ABS
Dianteiro (tipo, Ø  mm) Disco, n.d.
Traseiro (tipo, Ø  mm) Tambor. n.d.
SUSPENSÃO
Dianteira McPherson, triângulo inferior, mola helicoidal e amortecedor pressurizado, concêntricos
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira com assistência elétrica
Voltas entre batentes 3,5
Diâmetro mínimo de curva (m) 10
RODAS E PNEUS
Rodas Aço estampado, 5Jx14
Pneus 165/70R14
PESOS (kg)
Em ordem de marcha 786
Carga máxima 375
Peso bruto total 1.171
Reboque máximo sem freio/com freio  n.d.
CARROCERIA
Tipo Monobloco em aço, 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)
Comprimento 3.680
Largura sem/com espelhos 1.579 / n.d.
Altura 1.474
Distância entre eixos 2.423
Bitola dianteira/traseira n.d.
Altura do solo 180
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx) n.d.
Área frontal calculada (m²) 1,86
Área frontal corrigida (m²) n.d.
CAPACIDADES (L)
Porta-malas 290
Tanque de combustível 38
DESEMPENHO
Velocidade máxima (km/h, G/A) 152/156
Aceleração 0-100 km/h  (s, G/A) 15,5 / 14,7
Relação peso-potência (kg/cv, G/A) 11,9/11,2
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL INMETRO/PBVE
Cidade (km/l, G/A) 14,9 /10,3
Estrada (km/l, G/A) 15,6 /10,8
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 na última marcha (km/h) 31
Rotação do motor a 120 km/h em 5ª (rpm) 3.870
PREÇO  (R$) 39.990
GARANTIA
Termo 3 anos e 5 anos para veículo financiado pelo Banco Renault

 

EQUIPAMENTOS RENAULT KWID
Life Zen + rádio Intense + Pack Connect
DESENHO
Maçanetas externas da cor da carroceria s
Para-choques da cor da carroceria s s s
Retrovisores da cor da carroceria s
Roda Flexwheel 14″ s
Rodas aço 14″ s s
SEGURANÇA
Alerta sonoro de faróis acesos s s
Alerta visual e sonoro de de cinto de segurança do motorista desatado s s s
Bolsas infláveis frontais (obrigatórias) s s s
Bolsas infláveis laterais s s s
Engates Isofix para dois bancos infantis s s s
Faróis de neblina s
Freios ABS (obrigatório) s s s
CONFORTO
Abertura interna do porta-malas s s s
Apoio de cabeça traseiro central s
Ar-condicionado* s s
Bolsas integradas na parte traseira dos bancos dianteiros s
Computador de bordo s
Conta-giros s
Desembaçador do vidro traseiro s s s
Direção eletroassistida* s s
Direção sem assistência s
Encosto do banco traseiro rebatível s s s
Espelho de cortesia no lado do passageiro s s s
Retrovisores de acionamento elétrico s
Revestimento interno do porta-malas s s
Tomadas 12V s s s
Travas de acionamento elétrico s s
Vidros dianteiros de acionamento elétrico s s
TECNOLOGIA E CONECTIVIDADE
Abertura elétrica do porta-malas a distância s
Câmera de ré s
Chave-canivete s
Dois alto-falantes s s
Indicador de estilo de condução s s s
Indicador de troca de marcha s s s
Multimídia Media Nav 2.0 s
Predisposição para rádio s
Rádio (Bluetooth, USB, AUX) s

Nota: ar-condicionado e direção eletroasstida serão opcionais para a versão Life a partir de setembro.



  • CÁSSIO

    Gostei da matéria, bem explicativa. Parabéns mais uma vez ao AUTOentusiastas!!!

  • Paulo Júnior, torção? Pode explicar o que você sentiu ou viu?

  • Mr. Car, foi-se mais um que participou das nossas vidas. Nesse clipe como ele estava moço ainda! Viveu até os 91 anos!
    Resquiat in pace, Jerry Lewis.

  • Gu92, ninguém do AE vai a concessionária. Você viu? Caso sim poderia ter feito uma foto, não? Particularmente acho muito pouco provável.

  • Nilson, a suspensão foi desenhada com essa altura de rodagem, não foi elevada.

  • Invalid, andei bastante no carro e assisti ao vídeo: rolagem mínima!

  • OK, João Paulo, boa informação. Vou falar com a Renault a respeito.

    • Diego

      Essa marca JK Tires é indiana e conhecida por ser de baixo custo.

  • Obrigado, Leonardo! Já havia respondido a outro leitor, vou ver com a Renault qual é o esquema.

  • Entendi, Nilson.

  • Gu92, depois que você escreveu mais dois leitores o disseram, e com fotos. Obrigado pela informação. Como eu disse aos dois, vou falar com a Renault a respeito.

    • agent008

      Bob, também vi isso na concessionária. Aliás, bela avaliação do JJ, também gostei bastante do Kwid, inclusive não encontrei esta dita “instabilidade” ou “rolagem” na carroceria relatada pelos colegas, simplesmente é um acerto de suspensão que tem o mesmo DNA de Duster e Sandero, similar ao que a Fiat fazia nos Palio mais antigos. Não prejudica em nada a estabilidade, comportamento muito correto e previsível além de confortável de guiar. Só achei que não foi muito bem na frenagem “60 a 10km/h” que costumo fazer nos testes de condução, embora fiquei desconfiado que fosse devido aos pneus antes mesmo de ver que eram de marca desconhecida. Chegando lá na loja ao desembarcar olhei e vi os tais “Vectra” e pensei “Bingo!”

  • Gu92, um leitor viu Continental numa concessionária. Francamente, não sei os motivos, vou ver com a Renault.

  • Engraçado, Alexandre, dirigi-o bastante e me sentei muito bem nele. Banco alto me incomoda assim que entro no carro.

  • Lorenzo, os 1-L são curtos, up! aspirado inclusive.

  • Gu92

    Exatamente!!!

  • Davi Reis

    JJ, vendo o vídeo deu para reparar como o banco parece mesmo alto, você pareceu bem grande dentro do carro. Mesmo sendo um carro de baixo custo e com uma série de economias (justificáveis), acho que a Renault poderia oferecer um singelo ajuste de altura para o banco do motorista. Gosto muito de carros pequenos e vou procurar dirigir o Kwid logo que possível, a Renault parece ter criado uma receita de sucesso certo.

  • Paulo Júnior, rolagem, molenga? Desculpe, mas você deve estar com problema de labirinto. Só pode.

  • Eduardo Sérgio

    Fat, acredito que os testes de impacto do Kwid brasileiro serão satisfatórios, pois os reforços estruturais aplicados pela Renault visam adequá-lo ao nosso mercado. A respeito do Kwid indiano, os fracos resultados do modelo comercializado na Índia foram compatíveis com o nível de segurança veicular vigente naquele país.

    • Fat Jack

      Acredito na melhora dos índices também, porém caso isso não ocorra o veículo teria condições de ser comercializado e vendido normalmente (basta verificar a recente avaliação do Onix, onde ele “zerou” e não só continua a ser vendido normalmente como é líder de vendas), até onde eu sei não há impedimento legal neste sentido.

  • Entendido, Paulo Júnior.

  • Gerson, muito estranho você falar em rolagem de carroceria. Andei bem com o carro, rápido, e não vi essa rolagem que você diz haver. O carro tem boas qualidades dinâmicas. No vídeo do Juvenal, idem, nada indica haver essa rolagem.

    • Flying Like a Bird

      Bob, eu não entendo o pessoal reclamar de rolagem, a não ser que tenham medo de curvas. Meu Nissan March rola um pouco nas curvas e acho totalmente normal, avisa bem quando o limite se aproxima e não compromete em nada pois faz curva muito bem!

      • Flying like a Bird, chego a ter impressão, quase certeza, que estão falando de outra coisa que não sei o que é.

        • É difícil agradar, Bob! Se o carro tem a suspensão mais firme reclamam de desconforto em pisos irregulares. Se tem a suspensão mais macia reclamam da tal da “rolagem”. O que esquecem é que na dinâmica do carro o importante é que AS RODAS se mantenham no chão, independente do que acontece com a carroceria.

          • Caio, é por isso que quando eu corria de Opala removia a barra estabilizadora traseira, para manter mais as rodas motrizes no chão. Rolar? Deixa rolar… Certíssimo o seu comentário.

  • Ailton Junior

    Muito bom esse teste. Torço muito para esse carrinho Fazer sucesso. A maioria dos comentários são positivas, mas vai entender a cabeça dos brazucas…

  • VeeDub, são tuchos tipo copo, sólidos atuação de válvulas direta, como nos outros motores SCe. Foi explicado no texto de lançamento do motor. Na foto que mostra a corrente notam-se os variadores de fase, que esse motor do Kwid não tem.

  • Rodrigo Ponce

    Carro bem interessante, para quem está comprando o primeiro carro com certeza é a melhor opção do mercado, tanto em preço quanto em desempenho. Nesse segmento de subcompactos ainda acho o up! o melhor, mas o seu preço é surreal. Parabéns pela matéria, Juvenal, bem detalhada. Abraço

  • J. Jota

    780kg! Já estou imaginando esse carrinho sendo preparado pra track day. Colocar 120 cv e 700 kg nele não deve ser muito difícil.

  • Felipe Henrique

    Excelente matéria! O carro me agradou muito a primeira vista. Com certeza seria um forte candidato se estivesse com planos de trocar de carro no momento.

    Apenas uma duvida no texto onde se diz ”Atrás os vidros são acionados sempre por manivela, não havendo elétricos nem opcionalmente”. No catálogo de acessórios na página 11 eles oferecem vidro elétrico traseiro. Pela foto parece ser localizado logo atras do freio de mão pelo o que eu entendi.

    Mais uma vez, excelente matéria!

    Catálogo – https://www.cdn.renault.com/content/dam/Renault/BR/personal-cars/Kwid/catalogos-e-manuais/rp002717-catalogo-digital-v2.pdf

    • Felipe Henrique, o autor se refere a itens de série e opcionais, não acessórios originais Renault.

      • Felipe Henrique

        OK, entendido!

  • ditom

    Sem uma regulagem de altura de banco o carro se torna impraticável para quem tem mais de 1,90 m.

    • ditom, experimentou sentar-se ao volante ou é um teste de ficha técnica?

  • gasilva220, a barra estabilizadora não controla a rolagem, é apenas coadjuvante. Esse controle depende fundamentalmente da constante (“dureza”) da mola. A questão é que com a barra pode-se usar molas de constante mais baixa. Só isso. E o Kwid tem rolagem comparável à de qualquer carro.

  • Fernando, se você não aprecia acionamento elétrico dos espelhos externos, há quem aprecie, eu um deles. Agora, dizer que é melhor manual porque sai barato do que elétrico para consertar é ser o rei do pessimismo, não acha?

  • Juvenal, eu, um amarelo!

  • Magno, isso, mencionei sim.

  • Lucas Sant’Ana

    Gostaria de ver versões com o motor com comando variável e a 1,6, nada contra esse motor mais simples, mas um motor melhor sempre vai bem.

    • Lucas, recomendo dirigir o carro antes de clamar por motor mais potente.

  • Fórmula Finesse, dirigi-o em autoestrada (rodovia dos Bandeirantes) e o comportamento nessa condição é absolutamente normal. Estejam você e os demais leitores certos disso.

  • Renato, já vi essa inteligente solução em Peugeot ou Citroën.

  • Luiz AG, você não está insinuando que no motor do Kwid a troca da corrente é a cada 30.000 km, está?

  • Luiz AG, ah, bom.

  • Marcelo

    Isto não é verdade. A soleira no Fluence é forrada.

  • VeeDub, é, as tampas são igualzinhas, vai dar uma confusão danada… Tem cada uma!!!

  • Fernando, não notou que há três versões do Kwid e que esse equipamento é exclusivo da versão-topo Intense? Se você é contra espelhos de acionamento elétrico — incompreensível, mas é direito seu — pode escolher a versão Life ou a Zen.

  • Invalid, encarece o produto. Não dizer quanto, mas faz diferença no preço final proposto.

  • Cesar, isso é ver fantasma. As tampas são diferentes e todos já sabem que gasolina tem tampa vermelha.

  • Juvenal Jorge

    Luis Carlos K.
    Correto. Quem tem um mínimo de interesse por carro não abre o capô no posto e fica sentado ao volante.

  • Juvenal Jorge

    Fernando,
    obrigado pelo comentário.
    Abraço.

  • Juvenal Jorge

    André,
    sim, perfeito, quem tem interesse precisa dirigir antes para saber se dá certo, se é possível ficar bem ajeitado.
    Há anos atrás resolvi comprar um Defender e comecei a procurar – usado, claro. Achei um barato, mas era uma picape 90, curta e cabine simples. Não tinha como eu ficar acomodado lá dentro, o banco não reclinava nada, encostava na parede da cabine/caçamba, e não comprei. Precisei esperar aparecer um 90 normal, teto rígido, para poder comprar. Não é espaçoso, mas tinha como reclinar um pouco o banco, e eu ficava bem acomodado. Foi furtado depois de 4 anos de muita diversão, infelizmente.

  • VeeDub, os fantasmas continuam lhe rondando…

  • Mas, Renato, toda tampa do bocal do tanque é preta, até hoje.

  • Berkautren, não vale a pena a mudança. Aumenta o diâmetro do conjunto roda-pneu em 2,45%, diminui a potência do freio, aumentam o raio de rolagem negativo e o avanço (efeito do cáster) e o velocímetro passa indicar menos velocidade (maior risco de multas por velocidade). A rotação a 120 km/h será 95 rpm menor (de 3.870 para 3.775 rpm), imperceptível. E reduzir-se-á o lançamento em primeira, além de a relação tala do aro-seção transversal alterar-se para pior.

  • Berkautren, esqueça o que disseram. O Kwid é absolutamente estável em reta até em velocidade bem acima da permitida nas autoestradas. Dois dirigiram bastante o Kwid, eu e o Juvenal Jorge. E esqueça também barra estabilizadora, um item apenas coadjuvante para controlar rolagem quando a suspensão tem determinado grau de maciez.

  • Entendido, Renato.

  • Luis Carlos K., nem perguntei. Estou devendo essa.