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Em 1º de março de 2011 a Renault mostrou o Captur no Salão de Genebra, na Suíça, na forma de carro-conceito. Com tamanho externo entre o Clio e o Mégane, era o segundo de uma série de seis modelos dentro do ciclo de vida humano, criação do designer Laurens van den Acker, líder da equipe, e seu time.  A função era mostrar a estratégia de Design da marca francesa, materializando o caminho futurístico da Renault.

Acker disse à época que a empresa estava definindo uma nova linguagem de estilo, mais humana, inspirada pelas palavras “simples, sensual e quente”, que guiariam todos os novos carros dali para frente. Hoje ele é o vice-presidente de Design da Renault.

O conceito Captur já usava características do conceito DeZir (palavra homófona de désir, desejo em francês) de um ano antes, como a região de concordância grade-faróis, as portas com abertura do tipo tesoura e a cabine bastante futurística.

Captur conceitual de 2011 era plenamente funcional

Interior bastante avançado, com luzes em profusão

Esse carro era totalmente funcional e pesava aproximadamente 1.300 kg, com uma aparência de cruzamento de cupê, conversível, carro urbano e fora-de-estrada — um crossover por definição. Tinha teto rígido que expunha a estrutura de compósito de fibra de carbono quando removido, rodas de 22 polegadas similares às do DeZir, grupos óticos com luzes de LED, para-lamas dianteiros foscos e pintura laranja muito brilhante e chamativa.

No interior, o laranja também dominava. Tinha partes com iluminação fluorescente e acabamento translúcido no console central, painel e painéis de porta. Os bancos de estrutura em compósito de fibra de carbono, cuja área de assento era formada por linhas elásticas, e o volante acabado em couro cinza, também formavam a parte dianteira do interior.

Na área atrás dos bancos, três camadas de cordas elásticas para segurar bagagem e usar até como rede de descanso. Os bancos traseiros, com apoios de cabeça e cintos, podiam ser movidos para os lados da cabine e transformar o carro em um dois-lugares.

Foi nele aplicado pela primeira vez o Visio-system, que usa uma câmera apontada para frente no topo do para-brisa para ler a estrada e as condições de tráfego, alertando o motorista de perigos. O sistema mescla a imagem real da câmera com informações gráficas, mostrando o resultado na tela central do painel. Tratava-se ainda de uma absoluta novidade, a ser implementada em produção no futuro.

O nome Captur foi escolhido para representar a captura da emoção provinda da segunda pétala da estratégia global de Estilo,  significando explorar o mundo e capturar suas emoções. Estas estratégias foram as escolhidas por serem uma sequência natural da vida. Cada uma delas é uma fase, desde se apaixonar, explorar o mundo, iniciar uma família, trabalhar, se divertir e ganhar sabedoria. Os conceitos da Renault desde 2010, com apresentações se iniciando no Salão de Paris daquele ano, seguem essas pétalas.

Correspondendo às fases da vida, escolheu-se os seis tipos de carroceria mais em acordo com o uso em cada período, esportivo,  SUV, minivan, van, hatchback e compacto.

O Captur conceito veio ao Brasil em 2012, e foi mostrado ao público no Salão do Automóvel de São Paulo. Ficava claro que para ser fabricado, deveria mudar.

O carro de produção

Para entender a passagem do desenho do carro-conceito para o de produção, fomos conversar com Vincent Pedretti, o diretor do RDAL (Renault Design America Latina), cujo estúdio fica localizado em São Paulo. Tive uma reunião de mais de uma hora com ele e pude notar que se trata de um autoentusiasta. E um ponto que chamou a minha atenção foi um brilho nos olhos e uma entonação diferente no seu português afrancesado ao se referir ao trabalho para a América, como ele mesmo se refere a nossa região. Segundo ele, a nossa paixão por carros é notória e permite muito mais arrojo nos projetos. Na Europa as pessoas não estão mais tão interessadas por carros, enquanto por aqui há entusiasmo de sobra.

Vincent Pedretti, o diretor do RDAL (Renault Design America Latina), um autoentusiasta na essência (Paulo Keller)

Ele explicou que o Captur que temos à venda aqui foi desenhado pelo RDAL, no Brasil,  em estreita colaboração com o Technocentre, da França. O RDAL é o único estúdio de estilo no continente americano operado pela Renault, e está localizado no bairro paulistano dos Jardins, local onde as primeiras movimentações surgem para as novas modas visuais de vanguarda, sendo um balizador para quase todo o país, com influências também no exterior.

O trabalho com o Captur com objetivo de produção começou em 2010, quando ainda se trabalhava no carro-conceito. O pequeno monovolume Modus, que tinha o Clio como base ou arquitetura, deveria ser substituído no início de 2013 no segmento B europeu.  De acordo com a forte tendência mundial, foi definido um SUV com características cruzadas — crossover —  e não outro monovolume ou MPV (furgão multiuso), como era o Modus.

O Clio é o modelo da Renault de maior produção, e toda variação ou novo projeto que utilize componentes deste carro é um primeiro passo certeiro para uma qualidade elevada e economia de recursos. A decisão em utilizar a plataforma — entenda assoalho parcial ou completo, painel corta-fogo, pontos de fixação de suspensões e outros elementos não estruturais, como braços de suspensão e componentes menores — do Clio foi a ideal para a parte do mercado que se queria abranger.

Iniciando as vendas na Europa em abril de 2013, teve recepção muito boa, sendo até agora o carro mais vendido nesse tamanho e tipo em toda Europa, chamado de segmento B-SUV, tendo como concorrentes principais Peugeot 2008, Opel Mokka, Fiat 500X, Jeep Renegade, Nissan Juke, Citroën Cactus, Škoda Yeti, entre outros.

Dadas as boas críticas da mídia, a direção mundial da Renault julgou corretamente que seria ótimo exportar o estilo do Captur para outras regiões onde a marca estava presente, em um trabalho que a empresa chamou extraoficialmente de Captur Internacional, para facilitar o entendimento.

Num reconhecimento claro de que na Europa há uma tendência em voga de se preferir carros ainda menores, resolveram caminhar com esse programa numa plataforma maior do que a do Clio para mercados que estão crescendo, onde essa preocupação com dimensões externas é menos definidora. E, pelo contrário, espaço interno para a família é uma necessidade. Foi decidido que a melhor arquitetura básica para o Captur não europeu era a do Duster, já na época utilizada no Brasil, Romênia, Índia e Rússia. E assim o Captur tem as maiores dimensões entre seus concorrentes locais, porém sem ser considerado um carro grande.

O Captur Internacional deveria ter todos os principais “códigos de SUV”: grade com maior área de passagem de ar, mais “muscular” do que um hatch, pneus e rodas maiores, mais altura livre do solo. Ou seja, um carro mais encorpado que sua versão europeia.

Captur nacional tem estilo mais suave e elegante que o europeu devido aos maiores comprimento e entre-eixos

Olhando-se separadamente um e outro carro não é fácil notar todas as diferenças. Mesmo assim,  há alguns componentes idênticos, como a porta dianteira e os alojamentos de farol e lanterna, além de alguns outros componentes não visíveis de carroceria. As diferenças são a maioria.  A grade do radiador e o para-choque são maiores que no europeu. A moldura em forma de letra C ao redor do farol de neblina acende-se com LEDs, que na época do lançamento para o Velho Continente não existia.

No Captur Internacional não poderia deixar de se incluir esse importante componente, responsável não apenas por estilo puro e simples, mas por maior segurança ativa, que permite que o carro seja visto antes que o normal — se estivesse apagado — mesmo durante o dia, função primordial desses elementos luminosos em qualquer carro, e importantíssima em ambientes com muitos pedestres.

Pedretti explicou que usando-se o Duster como base para o trabalho, o entre-eixos maior (2.673 x 2.606 mm) ajudou bastante, pois se tem mais espaço para fazer concordar as linhas e elementos visuais e funcionais. O resultado é tido como mais equilibrado visualmente que o europeu, com notadamente a porção traseira após a coluna B mais alongada, com as típicas vantagens que isso trás em visão geral de quem aprecia o carro, como teto mais longo e elegante. No comprimento total, são 4.329 mm contra os 4.121 mm do carro da Europa.

Uma enorme vantagem de se trabalhar globalmente está exemplificado pelas lanternas e faróis. Foram desenhados e projetados no Brasil, que tem um bom histórico técnico nesse setor, e servirão para os facelifts para outros mercados.

Como o Duster é mais largo que o Clio, ficaria mais simples também o alargamento do desenho, para acompanhar as bitolas maiores do Duster em relação ao Captur de base Clio, trazendo vantagens principalmente na grade dianteira, com concordâncias mais suaves com os faróis.

O capô é bem diferente, o nosso sendo mais robusto, mais muscular, mais marcado, com nervuras largas. Nesse ponto há também vantagem  de estrutura da peça, que assim fica mais reforçada, minimizando a chance e vibrações. Bem arredondado na borda frontal, é similar nessa área ao novíssimo Koleos, o SUV grande da marca, e favorece em muito a penetração aerodinâmica.

Na traseira, as saídas cromadas de escapamento, as lanternas no sentido horizontal dominante e os insertos na tampa colaboram para alargar visualmente o Captur, além de serem divididas parte na carroceria, parte na tampa, e não ocupam área de acesso ao porta-malas, um detalhe bastante importante. As lanternas do nosso Captur são em LED e serão incorporadas no modelo europeu.

Sendo mais longo e largo que o carro original, as rodas mais afastadas geraram um volume para trabalho mais amplo, e mesmo escolhido como um carro de desenho elegantemente urbano, o Captur pôde adotar elementos típicos de SUVs que também estão mais à vontade no campo, montanha ou praia.

Explicações detalhadas sobre a diferenças do Captur nacional para o gosto e as necessidades dos brasileiros (Paulo Keller)

Ele tem aparência forte mas não de tanque de guerra, nada intimidante. Se o Duster é mais fora-de-estrada, o porte visual do Captur deixa claro que ele também pode passear longe do asfalto, mas fica também à vontade em casamentos, até mesmo para levar a noiva sem estar deslocado do ambiente.

Se na Europa a maior parte dos clientes deseja carros pequenos com imagem de associação à eficiência, aqui é diferente, sendo muito importante a atitude imponente de quase qualquer tipo de carro, projetando uma personalidade do dono em seu veículo. Esse fato é mais relevante para os consumidores de carros mais altos, como os SUVs.

Mais altura do solo veio também com a medida de aro das rodas, que passaram de 16 para 17 polegadas para as duas versões brasileiras (Zen e Intense) e muito similar à do carro-conceito. Os aros maiores ajudam na altura livre do solo bastante generosa, 212 mm, e ângulos de entrada e saída de rampa que são os melhores da classe, 23º e 31° respectivamente. O entre-eixos de 2.673 mm ajuda muito para o conforto, não apenas visualmente.

O teto de cor diferente disponível no Captur foi uma ideia aparentemente simples que foi pensada para proporcionar diferenciação e personalização. Visualmente ajuda reduzir a impressão de altura do carro, fazendo mais fluido e elegante. Hoje vendem-se na Europa 80% dos carros com essa decoração, apesar de ter-se estimado algo ao redor de 30%. Parece simples ter o teto em cor diferente da carroceria, mas esse detalhe foi objeto de investimentos significativos nas linhas de produção nas fábricas da França e Brasil.

A maior parte do consumidores está escolhendo para o teto o chique preto brilhante, por volta de 90%, mas há também o marfim no Brasil, aplicado na cor marrom metálico e no preto da carroceria. Na Rússia há opção laranja e cinza também, e na Europa existe o teto prata, que seria ótimo por aqui, com nossa enorme taxa de insolação.

Como o efeito da cor preta é o mesmo nos automóveis e nos trajes das pessoas, é uma convenção social considerá-la como símbolo de elegância. Aplicada ao teto, é, a grosso modo, como usar um chapéu.

Mesmo o cliente que não conhece nada do assunto também pode achar mais elegante essa pintura, pois o carro fica aparentemente mais longo e baixo, mesmo que a pessoa não entenda isso. Trabalha como um acessório de vestimentas, colares, pulseiras — que são os cromados — mas o teto preto é mais um chapéu mesmo, um adorno que faz a pessoa ficar mais bem vestida, mais sofisticada.

Um elemento visual muito interessante e exclusivo do Captur é a região da soleira com moldura de proteção plástica na cor preta, adicionado de um friso cromado. É uma área onde sujeira e pedriscos atingem facilmente ao se andar em qualquer tipo de piso, e tê-la envolvida em peças plásticas flexíveis é muito bom. O desenho é curvado, criando uma tensão visual.  Vem também do Clio original, mas visualmente muito mais reforçado aqui.

Experimentei também o Captur europeu em Portugal para entender melhor as diferenças (autor)

Mais espaço interno no carro brasileiro, e bom de dirigir sempre (Paulo Keller)

A filosofia dessa proteção é como imaginar uma bota para trilha “calçando” o carro, combinando com pneus grandes, e ainda destacando a elegância das linhas superiores. Levanta o carro visualmente, puxando ele para cima, como se fosse uma  bota, mas com roupa mais formal por cima.

Por dentro, a maior largura também ajuda, com cerca de 50 mm a mais, que requereu alteração nas superfícies de aparência do painel de instrumentos, forro de teto, carpetes, banco traseiro e alguns outros componentes, para que eles revestissem a contento o maior volume interno.

Visualmente, porém, o interior também é igual ao carro de origem europeu. Foi desenhado para ser mais suave e agradável do que intimidante como na maioria dos SUVs e passa a sensação de mais espaço e visibilidade, conquistando assim, na sua origem, o cliente que era de monovolume, como o Modus e concorrentes, e evitando o rápido cansaço de um painel com muitos elementos visuais.

Na genética, a Renault tem o Espace, que tinha essa filosofia. Por ser um monovolume, o primeiro do mundo europeu e dos primeiros do mundo, cativou clientes e também quem se acostumou com o espaço e visibilidade quase irrestrita. O Captur seguiu essa filosofia de amplidão sobre o painel para ótima visibilidade. A moldura do centro do painel abrange todos os elementos de conexão e comunicação que o mercado exige, de forma clara e organizada, também no ajuste mental de simplicidade.

Esses fatos são mais facilmente entendidos pelas mulheres, segundo a Renault. Já os homens querem uma sensação mais parecida com a de cockpit, uma área mais fechada. O Design então, teve que buscar o meio-termo dentro do carro, não exagerando para nenhum oposto, mas com a diretriz inicial de manter o ambiente leve e claro, como foi aprendido com os monovolumes. A regra era não perder praticidade nem visibilidade.

Essa praticidade gerou o nível de organização encontrado hoje, com localização de comandos o mais lógica possível dentro da arquitetura do carro, e o bom número de porta-objetos, item que nenhum comprador de veículo familiar despreza hoje em dia. Para ajudar na organização e conforto, há 12 locais porta-objetos, que garantem espaço para muitos itens sem que nada fique espalhado pelos bancos ou assoalho, situação sempre desagradável.

A renovação estilística da Renault começou com o Zoe (sedã elétrico muito bem recebido no mercado) e o Clio europeu atual, de quarta geração, e o Captur segue a mesma identidade. O balanceamento de desenho foi muito trabalhado e desenvolvido, orientando o visual para um crossover, e não diretamente um SUV mais ousado visualmente. O acerto no estilo se reflete nas vendas, quando mais de 215 mil unidades deixaram as fábricas para seus proprietários na Europa em 2016. É o mais vendido nesse tipo e tamanho de carro desde o lançamento em 2013.

As diferenças entre o modelo europeu e o brasileiro, feitas localmente, deixaram o Captur mais alinhado com as expectativas dos consumidores de fora da Europa. Durante as avaliações feitas do Captur aqui no AE o design foi sempre um destaque e motivo de grande interesse por onde estivemos com ele. Não é à toa que o seu desenho é o principal destaque e diferenciador em um segmento que está cada vez mais competitivo.

JJ



  • Fórmula Finesse

    O desenho da Captur é extremamente feliz; não têm como não perceber (positivamente) esse carro no trânsito.

    • guest, o original

      Verdade, FF. E também acho que conseguiu ser mais equilibrado e ter mais “presença” que o modelo europeu. Méritos do RDAL.

      • Juvenal Jorge

        Sem dúvida, desenho muito bem feito, coeso.

  • Eduardo Edu

    O carro é bonito, mas gostaria que alguém me explicasse as duas alças viradas para baixo que aparecem soldadas no eixo de torção. E dá para ver de longe.

  • Vinicius_Franco

    Sou fã dos Renault, mas me agradaria mais ter uma versão atualizada do Scénic do que mais um SUV.

    • REAL POWER

      Vinicíus_Franco, exatamente assim que eu penso. O Scénic foi o melhor Renault produzido no Brasil. Ao lado do Captur, ainda hoje em uma comparação, o Scénic tem melhor desempenho, é mais econômico, tem mais espaço interno, mais conforto, melhor acabamento em tudo, maior porta-malas, é até injusta tal comparação.

    • O problema é que SUV tá na modinha, né amigo.
      Eu também preferia que o Peugeot 2008 fosse um 208 SW, mas eles “SUVezaram” o carro, fazer o que, né…

  • Victor Mattos

    Eu gosto muito da Renault, realmente o desenho desse carro é ponto alto. Mas não pude deixar de babar por Captur europeu testado em Portugal por causa desse azul com teto prata deveria existir como opcional em todos os carros de todas as marcas rsrs. Me fez lembrar um azul que era usado na linha Omega nacional e eu pequeno ja babava pela cor.

  • Humberto

    “Na Europa as pessoas não estão mais tão interessadas por carros,….”, Muito triste isso. Só tenho a lamentar que na Europa as pessoas não estejam mais interessadas em automóveis. Será pela restrição cada vez maior que eles possuem com relação ao automóvel? Tem até cidade de lá que irão proibir automóveis em grandes centros urbanos… acho um absurdo isso. Parece até decreto de ditador. Quanto à Renault, só parabéns. Esse Captur realmente é muito bonito e com um visual bem mais moderno e agradável que a Duster. E quanto à combinações de cores, bom, vai lá o meu gosto pessoal. É uma combinação que não existe.Teto branco e o resto da carroceria de um vermelho sólido. Ficaria sensacional!!!

    Humberto “Jaspion”.

    • Leo-RJ

      Caro Humberto, descendente de portugueses, com família em Portugal, Espanha e na França, e vejo que eles têm uma grande percepção de desnecessidade de carro atualmente. Julgam que os gastos com seguro e manutenção não se justificam, naquele pensamento bem cartesiano deles. Com bons e eficientes transportes públicos, maior uso de táxis, eles simplesmente alugam carros nas férias e feriados. Pelo menos do que sei na Espanha, França e em Portugal. Os entusiastas como nós, parece, estão diminuindo… Porém, nas vezes que lá estive, tive a impressão de, na França, ainda existirem muitos entusiastas.

      • Humberto

        “Porém, nas vezes que lá estive, tive a impressão de, na França, ainda existirem muitos entusiastas.” Ufa!!! Fico feliz por essa frase. Na verdade, o que mais me incomoda nem é o pensamento a respeito e a percepção de ter um carro dos europeus. Até entendo a racionalidade deles como você bem explicou. Eu mesmo, aqui em São Paulo, vou ao trabalho de transporte público durante a semana, pois para o meu caso, é mais rápido, mais barato e eficiente. Nos finais de semana e feriados, eu utilizo o carro pois é mais rápido, eficiente e por que não, mais prazeroso, pois adoro carro hehehe. Me incomoda de fato é a imposição governamental como essas de restrição ao automóvel. Isso sim, eu repudio veementemente. Abraços!

        Humberto “Jaspion”.

      • Juvenal Jorge

        Leo-RJ,
        o problema por lá é o mesmo daqui com algumas diferenças. As cidades grandes tem restrições de acesso em ruas mais estreitas e centrais, há dificuldade de estacionamento, seja por falta de vagas, seja por preço alto. No interior, ou cidades menores, os carros são muito importantes, e uma pequena moto ou transporte público não o substitui.
        Claro que falo como generalidade, pois há sempre lugares melhores ou piores para andar de carro, em qualquer parte do mundo.

      • Roberto Neves

        Com aquelas estradas maravilhosas e automóveis de última geração, nossos primos portugueses preferem os comboios e autocarros! Aqui temos estradas medonhas, faltam-nos trens de passageiros…

        • Juvenal Jorge

          Roberto,
          maravilhosas mesmo. Fui de Lisboa a Fátima por autoestrada, e andei em menores, todas deliciosas de dirigir.

    • Geovane Paulo Hoelscher

      Particularmente, não gosto de teto preto pois o mesmo aquece muito o interior do carro quando exposto ao sol. Também prefiro o branco, de preferência aquele branco enferrujado (amarelado) da foto de abertura.

      • Humberto

        Tenho a mesma opinião que você com relação ao teto preto. Além disso, para mim, dá a sensação de estar faltando algo no teto à noite e não dá muito destaque em algumas partes, tais como o pequeno defletor traseiro. Acho também, pelo meu gosto, o preto dá um visual integrado demais aos vidros, não destacando muito as suas linhas. Não gosto muito disso. Mas gosto é gosto. Abraços!

        Humberto “Jaspion”.

        • Juvenal Jorge

          Para nosso solão diário, um teto prata vai bem.

  • Ailton Junior

    O desenho é realmente acima da média, MAS faltou capricho no acabamento e principalmente conjunto mecânico melhor (motor e câmbio). O Captur e o Oroch estão sofrendo com as vendas principalmente devido ao cambio ultrapassado de 4 marchas. Pelo menos o 1,6 CVT dá uma aliviada na vida do Captur

    • Ailton, agora não só câmbio manual é coisa de pobre, automático de quatro marchas também. Aí já viu…

      • O problema é que falta argumento para os vendedores, né, Bob…
        “Veja, nosso carro tem cambio com 25 marchas, e o concorrente não tem…”
        E o povo que não entende nada, compra essa de que quanto mais marcha, melhor.

        • Mike, é realmente complicada a coisa. Colocam tanta marcha — já chegou a dez nos epicíclicos — que mais vale a pena passar logo para CVT, mas aí o CVT só agrada se tiver marchas virtuais. Complicado, esse ser vivo chamado Homem…

          • Renato Amorim

            Dirigi um Captur com o câmbio automático e achei muito bom, o câmbio funciona muito bem! Os críticos deveriam dirigi-lo!

          • Joéster

            Bob, pode me chamar de louco mas eu gostava mais do cambio de 4 marchas de meu carro anterior do que do cambio de 6 marchas do atual (ambos epicíclicos tradicionais). Parece que as marchas do anterior eram mais definidas e mais “encontradas’… Este atual nunca tenho certeza em que marcha está, parece estranho.

          • Joéster, marchas e marketing começam com ‘M’… De louco você não tem nada.

    • Eduardo Edu

      Eu acho que o problema de Captur é outro…Vá até uma concessionária da Renault e perceba a qualidade do forro de teto, carpetes e alinhamento das peças de plástico perto da concorrência. Dá dó de empenhar o suado dinheirinho num carro de 80 mil com essa falta de capricho.

      • Eduardo Edu, alinhamento de peças de plástico, plástico duro, rebarbas, forro de teto: você e quem pensa como você só veem isso num carro?

        • Reginaldo

          Concordo com ele, quando se paga algumas dezenas de milhares de reais em um produto, isso não são “detalhes”, são obrigações. Duvido que você compraria um roupa cara com costura torta, e botões desalinhados ou um apartamento novo com cerâmicas trincadas, rebarba de massa ou manchas de tinta. O mínimo que se espera de qualquer produto é qualidade de fabricação e a indústria automobilística brasileira já tem tempo suficiente para saber fabricar algo com o mínimo de controle de qualidade.

          • Reginaldo, a indústria automobilística aqui instalada tem qualidade de manufatura mundial. Atualize-se. Reclamação de plástico duro é mais uma manifestação de complexo de vira-latas, ajudado pela imprensa automobilística caça-rebarbas.

  • A Renault acertou bem a mão nesse Captur, diferente do Duster, na minha opinião. Agora, me corrijam se eu estiver errado. Devido ao centro de gravidade mais elevado por ser um SUV, se usasse rodas maiores, 18 polegadas por exemplo, ajudaria ainda mais na estabilidade?

    • Juvenal Jorge

      Marcio,
      sem querer ser chato, depende.
      Se for apenas rodas maiores e pneus de mesmo perfil, o conjunto maior faria o carro ainda mais alto. Se mudasse a medida do pneu para não aumentar a altura, o pneu teria que ser de perfil mais baixo, e poderia sim fazer o carro mais estável em pisos ótimos, mas em ondulações iria sofrer mais, e poderia até perder aderência, pelo menor efeito de amortecimento do ombro do pneu. Em outras palavras, a carroceria iria ser mais movimentada, pois o pneu absorveria menos os impactos.
      Medida de roda e pneu é assunto extenso. Se não me expliquei direito, avise.

      • João Carlos

        Legal sua explicação. Qualquer dia escreva mais sobre isso.

        • Juvenal Jorge

          João Carlos,
          não querendo “escorregar”, o Bob Sharp é a pessoa ideal para fazer um texto sobre medidas de rodas e pneus. Pouca gente sabe mais sobre isso do que ele, que pode explicar muito melhor do que eu.

    • Geovane Paulo Hoelscher

      Prezado Marcio, pode crer, a estabilidade do Captur é das melhores.

  • Leo-RJ

    JJ, também andei num Captur em Portugal, este ano, e achei-o um bom pedaço menor que o brasileiro. O uso da arquitetura do Duster explica isso.

    • Juvenal Jorge

      Leo-RJ,
      sim, dá para sentir o menor tamanho do europeu. Vou escrever sobre ele em breve.

  • Esta plataforma do Duster é muito resistente, e fazer o Captur em cima dela ajuda muito. O carro é bonito, só precisa de um câmbio melhor na versão 2,0.

    • Rubergil Jr

      Exato! O 4-marchas apenas cumpre. Um 6-marchas ou CVT daria um belo upgrade no carro.

      Ele é lindo, espaçoso e equipado, o acabamento no geral não é dos melhores, mas o preço dele é coerente. Tivesse eu buscando um SUV, e tivesse o Captur um câmbio melhor, seria um fortíssimo candidato.

      • Rubergil, faça um teste do Intense 2-L e avalie o câmbio.

        • Rubergil Jr

          Gostaria muito, amanhã levarei o R.S. pra revisão e vou tentar fazer. Se der, no Kwid também.

          Para falar a verdade, eu já testei uma Oroch com esta mecânica, e gostei, pareceu bem adequada.

          Confesso que fiquei um pouco com birra do 4-marchas por causa da minha Freemont. Na verdade, o problema dela, na minha opinião nem é o número de marchas, e sim, a relação da quarta marcha, longa demais, que causa um buraco enorme entre a terceira e a quarta; qualquer subida/descida em autoestrada faz o câmbio variar demais entre estas marchas. Acredito que funcione bem nas planícies do Meio-Oeste americano, mas aqui no Brasil o câmbio entra “em parafuso”, coitado… Tanto que, quanto pego a Tamoios (com seus ridículos 80 km/h de máxima), mantenho o câmbio sempre no modo manual em terceira marcha, e fica perfeito.

  • Davi Reis

    Achei ele muito bonito, mas a versão europeia, mais curtinha, me agradou mais. Andei no 1,6 manual e gostei muito, tenho que andar no 2,0 para poder opinar mais nessa polêmica do câmbio automático.

  • Rubergil Jr., suas impressões batem com as minhas.

  • Juvenal Jorge

    Rubergil Jr,
    quando puder ande no Kwid. Motor e câmbio são surpreendentes.