Matéria atualizada em 4/8/17 às 11h00)

O aguardado Renault Kwid teve seu lançamento iniciado em São Paulo na noite de ontem (2/8) no Allianz Park, sede da Sociedade Esportiva Palmeiras. A foto acima registra o momento em que o Kwid foi mostrado na note de apresentação que reuniu imprensa, concessionários e fornecedores, acompanhado de rica queima de fogos de artifício.

O pequeno Renault, fabricado em São José dos Pinhais, na região da Grande Curitiba, será comercializado na versões Life (R$ 29.990), Zen (R$ 35.390) e Intense (R$ 39.990). Esses preços foram anunciados durante o Salão de Buenos Aires, em junho, como iniciais para pré-venda, que se acreditava subirem quando o carro fosse lançado, o que não aconteceu: foram mantidos.

A Renault está considerando o Kwid como um suve compacto urbano por características como distância mínima do solo de 180 mm e ângulos de entrada e saída de 24º e 40º, respectivamente.

O Kwid é um desenvolvimento a cargo da Renault da França, Brasil e Índia e aqui tem motorização 1-litro, versão simplificada (para reduzir preços) do tricilindro 1,0 SCe do Sandero e do Logan. A simplificação consistiu da eliminação do variador de fase do comando de admissão, deixando sua potência em 66/70 cv a 5.500 rpm e o torque, em 9,4/9,8 m·kgf a 4.250 rpm (o do 1,0 SCe do Sandero/Logan é 79/82 cv a 6.300 rpm e 10,2/10,5 m·kgf a 3.500 rpm).

Outras mudanças no motor são o cabeçote com coletor de escapamento separado e aparafusado, o emprego de óleo 15W40 no lugar do 0W30, e a bomba de óleo de pressão constante em vez de variável.

O forte do Kwid será obviamente o baixo consumo. Dados oficiais Inmetro/PBVE são 14,9/10,3 km/l na cidade e 15,6/10,8 km/l na estrada.

Interior simples, mas de bom gosto; pedais permitem fácil punta-tacco

A versão Life é básica, mas tem rodas de aço de 14″ com pneus 165/70R14, dois pares de engates Isofix, predisposição para rádio e, comum a todas as versões, bolsas infláveis laterais além das obrigatórias frontais; a direção não tem assistência. Não tem conta-giros, mas tem indicador de troca de marcha para subir e reduzir e outro que indica se o dirigir está ou não econômico. O peso em ordem de marcha da versão é 780 kg, o que representa relação peso-potência de 11,8/11,1 kg/cv.

A versão intermediária Zen traz direção eletroassistida, ar-condicionado, travas e vidros dianteiros de acionamento elétrico e rádio com Bluetooth e entradas USB e AUX.

Porta-malas de 290 litros chega a 1.100 litros com o encosto (inteiriço) do banco rebatido

A superior inclui acionamento elétrico dos retrovisores externos, faróis de neblina, fechadura elétrica do porta-malas e rodas de alumínio. O painel traz conta-giros à esquerda de boas dimensões (como o do up! 2018) e chave-canivete. E vem com o kit multimídia MediaNav.

A Renault informou que em dois meses a lista de equipamentos mudará um pouco, por exemplo, a versão Life ter os opcionais direção eletroassistida e ar-condicionado, e a Intense sem os itens acima.

Curiosamente, as rodas são fixadas por três parafusos.

O AE teve oportunidade de dirigir brevemente o Kwid numa apresentação avançada no começo de julho, e veículo passou ótima impressão. Hoje (3) é o dia do teste geral para a imprensa e vou dirigi-lo mais.

Mas o percurso de teste foi apenas um pouco maior que o anterior. A avaliação mais completa ficará para o teste “no uso”.

BS



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Programador Maldito

    Simples, barato, bonitinho. Why not?

    • Diego Santos

      Por que o Sandero Vibe (Topo de linha do 1.0), tem acabamento, espaço e motor melhores por R$ 2.000 a mais…

      • Comentarista

        Onde você achou um Vibe zero por 42 mil? O preço do vibe inicial é 49.300.

  • Marco

    Será que mais a frente existirá uma versão com câmbio automático? E para PcD?

    • Douglas

      Marco, acho bem difícil colocarem câmbio automático ou automatizado nele.
      O mais fácil seria colocarem o CVT no Sandero 1,6 em substituição ao automatizado.
      O Duster 1,6 já recebeu o CVT que já era utilizado pela Nissan, é questão de tempo para chegar a Sandero e Logan.
      Sobre versão exclusiva para versão PCD: elas só existem em carros que custam mais de 70 mil, como o C4 e Corolla.

    • Wellington Myph13

      Havia sido cogitado que ele teria o Easy’R.
      O Easy’R está saindo da linha do Sandero/Logan 1,6, e talvez tenham algum contrato com a ZF, porque não fariam um cambio em parceria assim à toa, e talvez fique só para o Kwid. Vamos ver.

  • Mr. Car

    Ansioso e curioso, Bob.
    Abraço.

  • konnyaro

    O variador de fase na admissão teria a função principal de trazer o torque para rotações mais baixas, como o Kwid é mais leve, talvez não seja tão necessário este artifício.
    Com relação à diferença de potência com o motor do Sandero, a causa principal seria a rotação de potência máxima: 5500 rpm em vez de 6300 rpm, ou seja, a potência máxima poderia ser maior apenas reprogramando o ECU.

    • Alexandre Cruvinel

      Konnyaro, vejo de outra forma, o variador ‘amansa’ o motor que vai a 6300 na potência máxima, proporcionando melhor enchimento (torque) e consequentemente potência palpável em baixa. O Kwid, não tendo o variador, já deve ter um acerto (diagrama de comando de válvulas mais manso) para priorizar baixas rotações, e aí limita a alta, com pico a 5500. Acho que no uso deve ser bem agradável devido ao baixo peso. Estou ansioso para andar em um.

      • Estou contigo, Alexandre. É por aí.

      • MrFreevo7

        Reduz o custo de fabricação dos motores sem necessariamente afetar a (boa) proposta urbana do carrinho. Aguardamos as impressões do AE. Um abraço!

    • Luciano Lopes

      Cara , explica isso para aqueles moleques que comentam em outros sites automobilísticos que motor tem que ter 8 válvulas por cilindro, 10 marchas e turbo tresquilimeio, senão é “lixo”.

    • Lucas Vieira

      Não é tão simples assim, para esse aumento de rotação seria necessário alterar o tempo de abertura das vávulas no comando, com isso haveria uma queda no torque nos baixos regimes de rotação, e o consumo também aumentaria…. Como diz o ditado, não existe almoço grátis.

      • Queda de potência nas baixas rotações, Lucas Vieira, queda de potência. Lembre-se, desempenho sempre é função da potência.

    • konnyaro, esteja certo que ele deve andar muito bem. Por exemplo, acabo de testar o Mobi Drive GSR (965 kg) e com gasolina ele gera 72 cv a 6.000 rpm, e ele anda muitíssimo bem. Esse Kwid pesa 780 kg e com motor focado a ter boa pegada em baixa, pode crer que será rápido e com boas retomadas.

      • Newton (ArkAngel)

        Sempre me lembro do motor VHC-E do finado Celta. Que belo trabalho da GM, tirar quase 80 cv de um motor com 8 válvulas e sem variador de fase e outros recursos mais atuais não é tarefa fácil.

        • Newton, e funcionando com gasolina comum.

        • Alessandro

          Tive um Classic com esse motor, era muito valente e gostava de girar, dava gosto pegar uma serrinha com ele. Depois dele sempre disse que quem fala hoje em dia que carro 1,0 é perigoso é porque não sabe aproveitar o motor.

  • Leandro Jose Teodoro

    O mercado estava precisando de opções de entrada mesmo, tudo ficou ‘Premium’ de alguns anos para cá. QQ e Kwid tendem a conquistar muitos motoristas, assim eu torço.

  • Comentarista

    Agora sim ficou claro qual a modificação no motor. Muitos diziam que ele teria apenas 1 comando de válvulas.

  • Luiz Otávio Rujner Guimarães

    Aparentemente o carro tem tudo para abocanhar uma boa fatia do mercado. Me parece que o bom censo norteou as atitudes da Renault, que optou por manter os preços anunciados, contrariando os comentários veiculados na imprensa “especializada” e de tabela deu credibilidade a marca. Num mercado onde carros ditos “populares” estão custando cerca de R$40.000,00, o Kwid desponta como um oportunidade para os consumidores menos abonados adquirirem um carro zero e com um bagageiro razoável em relação ao concorrentes da categoria. Bob, aguardo suas impressões após o teste com o simpático Kwid.

  • Este carro vai vender um monte pode ter certeza.

  • Fórmula Finesse

    Inegavelmente bonito nessa versão mais completa; aposto que será uma boa surpresa para o mercado, apesar de gente que se descabela por causa dos “irrisórios setenta cavalos”…

    • Alexandre Cruvinel

      MFF, vai ter muita gente boa achando ele mais ‘forte’ que Sandero…

    • Lucas Vieira

      O primeiro Mille Fire tinha “apenas” 55 cv, e já era um foguetinho na categoria. Deve andar bem esse carro.

      • Fórmula Finesse

        Com gasolina (66 cv) acelerou, nos testes instrumentados, de 0 a 100 km/h em 14 segundos e alguma coisa, mesma marca do VW up! também com gasolina.

      • Lucio Calixto

        Lucas Vieira, eu tenho ainda um desses primeiros Mille, de 47 cv, antes do Mille Eletronic e não é o Mille Brio, que tinha carburador de corpo duplo e 56 cv.

  • Claudio Golgt

    Também participei do test drive. O carro é muito interessante, design atraente e com essa política de preços agressiva vai vender muito com certeza. https://uploads.disquscdn.com/images/6d0201a19cb4e5b703dbfc13f3101ea3e896b40f57f308831d4bcc3a90a83f28.jpg

  • Fat Jack

    Tornar itens como direção assistida e ar-condicionado inacessíveis na versão de entrada em troca de custar menos de R$30 k não me parece grande vantagem atualmente (são acessórios “obrigatórios” atualmente) da mesma forma a posição dos acionamentos dos vidros elétricos (em troca de alguma economia) também me parece daquelas ideias que deveriam ter sido deixadas no passado, a Renault muito possivelmente espere conseguir vendê-lo pelo apelo visual (e realmente, talvez dê certo) mas se trata de um hatch de suspensão elevada e não de um SUV como fabricante parece tentar fazer crer.
    Mesmo não sendo “estrelo-maníaco”, gostaria de saber mesmo como ele se comportará nos testes de impacto e explico: com tantos itens retirados do veículo na busca de baixar seu preço, desconfio (particularmente) que as bolsas laterais tenham sido mantidas na busca de um melhor resultado nos testes, pois creio que abririam mão destas pelo menos na versão de entrada se não fosse por isso.

    • Luciano Lopes

      Sinceramente, não vejo problemas do acionamento dos vidros no painel . Você estica os dedos ao câmbio e chega neles. Quase prefiro em relação às portas. É tipo mesma distância para as mãos

      • G.Alonso

        Costume, acredito que uma fabricante deve levar isso em consideração. A maioria esmagadora dos carros tem acionamento dos vidros na porta e as pessoas se acostumam com isso, até pelo simples fato de você ter que levar a mão para o lado que vai abrir o vidro, se quiser abrir o do carona, terá que levar a mão lá do outro lado do painel. Coisas simples que não tem explicação, pois espaço na porta não falta.

        • Alessandro

          Na verdade a explicação é custo de desenvolvimento e produção. Parece besteira, mas o apoia-braço da porta teria que ser maior (carro estreito poderia ser ruim de ergonomia). Junto ao apoia-braço você precisaria fazer todo o projeto (molde, validação, etc, para o suporte do comando + comando do vidro + chicote adicional.

          Enquanto colocando esse comando na parte central que já possui um suporte para os botões já economiza no mínimo um molde e mais alguns centavos de chicote. Para um carro que tem que ser muito barato conta bastante, pois fazendo pequenas mudanças no projeto no final foram alguns milhões em ferramental e alguns reais a mais por carro, e no final está no preço dos outros.

      • Edivaldo Vieira

        E outra: em algumas situações, tipo carro parado sem o motorista, permite ao carona abrir ou fechar o vidro esquerdo. Gostava dessa configuração quando eu tinha um uno 2012.

      • Renato Texeira

        Também não vejo muito problema nisto. Quando dirijo um carro com acionamento dos vidros nas portas eu até estranho, já que no Fiat 500 que temos em casa o acionamento dos vidros é ao lado da manopla de câmbio.

      • Arthur Santos

        Eu também prefiro os vidros no painel. Monza e Gol quadrado eram assim.

      • Fat Jack

        Eu já tive carros com ambas as localizações e na porta é um local que me parece bem mais natural, facilitando principalmente o acionamento do vidro da porta do passageiro.

        • Patureba

          Um carro que muita gente falava mal da posição dos comandos era o Vectra B. Eu particularmente gostava muito dos comandos ao lado do câmbio.

          • Juvenal Jorge

            Patureba,
            eu também. Tive dois Vectras assim, e era fácil achar as teclas certas para cada vidro sem olhar para elas.

      • Wellington Myph13

        Deixa daqui 3 anos dar problema no acionador, e vão ter que desmontar o painel todo para fazer algum reparo.
        Honestamente, 90% usa na porta, por que não fazer o que é padrão? Faz igual o Celta que usa aquela “bolinha” adaptada lá com os acionadores do vidro. É carro de entrada mesmo, que ao menos facilite a vida deixando o padrão mais procurado.
        Eu trabalho com o carro o dia inteiro, e já tive carro com acionamento de vidro no painel, e achei horrível e não teria outro.

      • Rafael Guerra

        Concordo, mas receio que esse tipo de botão no painel não vai ajudar. Tive um Clio Privilège 2005 com o acionamentos dos vidros no painel central com botões do tipo alavanca e função um toque, na saída do pedágio engatava a primeira, saía com o carro, a mão que já estava ali fechava o vidro e aproveitava pra passar a segunda, extremamente prático para um carro manual. Ou seja, independente da configuração, deve ter uma justificativa ergonômica.

    • Lucas Vieira

      Acho que estão mirando nos frotistas com essa versão depenada. Desde que Mille, Palio Fire e Gol G4 foram descontinuados não tem nenhum modelos para esse público.

      • Fat Jack

        Não colocá-los como itens de série é uma coisa, não oferecê-los nem como opcional é visar 100% a linha de produção e só ela.

        • Alessandro

          Mas não precisa opcional, há a versão de 35.000.

          • Fat Jack

            Deixe-me explicar: qualquer desavisado imaginará que a versão “básica” já dispõe destes equipamentos e pelo preço anunciado (menor do que R$ 30.000) como em todo restante de concorrentes, e não só não dispõe com sequer tem a opção de acrescê-los (se entender que é mais barato ou conveniente que optar pela versão superior).

  • Israel Simukaua

    Quero ver esse test drive, se é tudo que foi falado, ou se ainda é aquele carro que, quase foi chutado da India

  • Ricardo kobus

    Não tinha um lugar melhor pra apresentar o carro?
    Brincadeiras à parte o kwid é um lançamento que vai dar uma boa chacoalhada no mercado brasileiro, assim espero e boa sorte a Renault.

  • Eduardo Edu

    Gosto do Kwid, trata-se do bom senso sobre rodas. Frente aos principais players não há o que reclamar do preço (UP!) e do espaço (Mobi).

    • jose vargas

      “trata-se do bom senso sobre rodas”. Me lembrou do slogan do besouro.

  • Antônio do Sul

    Esse carro me pareceu interessante: tem bom custo benefício, baixo consumo, bom porta-malas e, para um carro desta categoria, um desempenho melhor do que a média. O que falta é uma versão com menor altura em relação ao solo e sem os adereços à la SUV. Não deixaria de comprá-lo em razão da fantasia de utilitário, mas preferiria uma versão mais “carro de passeio”.

  • Luciano Lopes

    Esse carro deve mesmo ser muito resistente…
    Pois eu nunca vi um carro levar tanta pedrada mesmo antes do lançamento.
    Tudo o que ( mal ) falaram dele está vindo à tona , enterrando algumas crenças injustas .

  • Humberto

    Como dono de um Renault Clio, estou muito ansioso pelo teste deste Renault Kwid!

    Humberto “Jaspion”.

  • ochateador

    Meio confuso isso daqui Bob.

    “Dados oficiais Inmetro/PBVE são 14,9/10,3 km/l na cidade e 15,6/10,8 km/l com álcool.”

    • ochateador, está mesmo. Releia corrigido.

  • Edivaldo Vieira

    Bob, na suspensão traseira foi adotado eixo rígido ou de torção? Deu pra conferir?

    • Douglas

      Edivaldo, eixo de torção.
      O único compacto com eixo rígido que conheço é o QQ.

    • Edivaldo, eixo de torção.

      • Leonidas

        No catálogo oficial do carro está eixo rígido. Qual é o certo afinal?

        • Leonidas, é eixo de torção mesmo. Eu olhei embaixo do carro e vi.

          • Leonidas

            Obrigado. Então o material oficial de divulgação recém-liberado no site está com erro. Ou será que a versão para testes está diferente da fabricação?

          • Leonidas, sim, está errado. Conversei com os franceses no evento. É apenas uma questão filosofia de engenharia. Para muitos franceses, se um eixo não tem articulação é rígido, e eixos de torção não têm nenhuma articulação. Vão corrigir o dado informativo. Caso parecido com relações de marchas. Enquanto normalmente expressa em voltas da engrenagem conduzida por uma volta de engrenagem condutora, os franceses consideram voltas da engrenagem condutora para uma volta da engrenagem conduzida. Por exemplo, uma primeira que para nós é, digamos, 3,454:1, na França é o inverso, 1/x, igual a 1: 0,289.

  • Douglas

    Incluíram bolsas de ar laterais e retiraram os repetidores laterais de direção existentes no indiano.
    Os repetidores laterais são muito importantes e baratos, deveriam ser obrigatórios.

  • Paulo Júnior

    Mais uma opção de subcompacto.
    Penso que a Renault poderia ser um pouco mais transparente me explicar quais reforços, onde e como o diferencia daquele vendido na Índia e que seguiu os passos do nosso Ônix nos testes de impacto por lá…
    Falou que reforçou com aços mas nem disse se de ultra e alta resistência, ficou aquela coisa né… Até porque pra ficar nesse “peso mosca” algumas coisas tiveram que ser sacrificadas.
    Outro ponto, o tanque de partida a frio. Mais uma vez em um teste feito por uma conceituada revista no desmonte do Fiat Mobi, ele foi o culpado por deixar as taxas de compressões dos cilindros abaixo do mínimo recomendado. Sempre esse obsoleto tanquinho, em quase todos os testes de tudo quanto é marca…
    Mas penso ser uma boa opção de entrada. Maiores opiniões prefiro emitir quando conhecê-lo pessoalmente, além claro, de vocês aqui.

    • Luciano Lopes

      Sinceramente, e respeitando a experiência do mecânico da Quatro Rodas, não acredito que um tanquinho, que injeta de 5 a 10 ml de gasolina (27% etanol !) , e isso somente em dias frios, seja responsável pela baixa compressão do cilindro no teste do Mobi. Ainda mais um carro usado muito em estrada. Simplesmente não tem sentido! Bob, concorda ?

      • Luciano, em princípio concordo, mas seria preciso ler a matéria.

    • Nic

      Parece que foi explicado onde foram as alterações e onde o Kwid se diferencia do indiano. Inclusive lembro de ter visto uma foto com as alterações em vermelho, inclusive estão lá as barras laterais.
      Quanto ao tanquinho, acredito sim que a marca deveria ter abandonado, porém duvido que cause algum problema no motor. Se fosse o caso, não seria possível andar com gasolina no tanque.

    • Newton (ArkAngel)

      Jamais vi problemas de compressão serem causados pela injeção de combustível da partida a frio. Uma possível “lavagem” do cilindro, desfazendo a película de óleo, não faz sentido, pois com o motor frio o cilindro está sem lubrificação, e a pequena quantidade injetada é logo queimada, a não ser que o veículo possua algum problema de ignição.
      Por outro lado, já vi vários motores Fire Evo com menos de 80.000 km rodados com outros problemas: pistão nº 2 quebrado, motor batendo biela, falha de lubrificação na árvore de comando, etc.

      • Isto muito me interessa! Os Evo em questão são os 1,0 ou 1,4? Ou os dois?

        • Newton (ArkAngel)

          Foram, no período de um ano, 3 EVO 1,4 e 1 EVO 1,0.
          Em dois 1,4, aconteceram exatamente os mesmos problemas: o pistão nº2 partiu-se ao meio, inutilizando virabrequim, biela e cilindro; no outro 1,4, de um Fiat 500, o motor fazia ruído de biela batendo, os moentes estavam ovalizados, defeito de usinagem, pois as bronzinas estavam boas, sem desgaste. No 1,0, houve falha de lubrificação no eixo de comando, desgastando-o.

  • Romulo Rostand

    Quase certo que o sucesso do Kwid na Índia vai se repetir no Brasil. Está sintonizado com alguns atrativos em alta no Brasil: estilo SUV, porte subcompacto, conectividade, aparatos de segurança ativa e gadgets em voga.

    Particularmente, acho o desenho harmonioso, gosto do porte pequeno com bom aproveitamento de espaço interno, posto de direção elevado, mecânica e acabamento simplificados. Se tiver boa visibilidade e motor com respostas livres de hesitações nas arrancadas e no andamento em média e baixa será um candidato a minha garagem como carro de trabalho e para os afazeres do dia a dia.

  • D.JUNIOR

    Vi hoje o novo EcoSport, e achei essa evolução sensacional. O carro subiu bem o sarrafo, e mal posso esperar a chance de dirigir aquele 1,5-l Dragon três-em-linha aliado ao câmbio automático, e comparar ao 1,6 Sigma + PowerShift. Poderia ter abandonado o estepe na traseira para ficar perfeito, mas do jeito que está, eu trocaria o meu Fiesta sem medo algum pela versão de salto alto… Sobre o Kwid: Nessa versão de entrada, vejo o sucessor do Uno Mille em sua essência, sendo leve, compacto, espaço muito bem aproveitado e bastante leve também. Vamos ver como vai se portar com esse SCe simplificado, e se vai sair uma versão esportiva com o 1-litro de 82 cv

    • Lucas Vieira

      Acho que na questão espaço interno o Mille ainda era imbatível. Quatro adultos andavam tranquilos no Mille, já no Kwid não acredito. Mas com certeza é um substituto dele.

      • Douglas

        Lucas, eu já acho o Mille muito apertado. O espaço para os ombros para quem vai nos bancos dianteiros é crítico, meu ombro fica quase encostando na coluna B.
        O mesmo aconteceu quando entrei no Kwid. Já no up! não notei esse problema.
        De todos os subcompactos o único que acho razoável tanto em espaço como qualidade é o up!. Já Kwid, Mille, QQ e Mobi são sofríveis.

  • Luciano Lopes

    Esse carro é o verdadeiro sucessor do Uno Mille. Alto , econômico e espaçoso. E simples , como era o Mille, mas adaptado aos novos tempos. A Renault fez o que a Fiat não quis ou não soube fazer

    • Magno Costa

      Justo a Fiat que sempre foi pródiga nisso, desde o 147, que também tinha bom porta-malas. O primeiro volume dianteiro do Mobi é exagerado, matou todo o espaço longitudinal do carro.

  • Lorenzo Frigerio

    Aposto que em um ano ou dois o carro não será mais tão barato, e o motor terá sido trocado por um com variador. É inevitável.

    • Lorenzo, tem as dezenas da Mega Sena de amanhã aí? (rsrsrs)

    • Douglas

      Lorenzo, eu não acho barato.
      Fui olhar o Kwid ontem e achei o carro sofrível. Os bancos dianteiros são estreitos, não há ajuste de altura do banco nem do volante sequer na versão mais cara e o ombro do motorista fica quase tocando a coluna B.
      Se deslocassem o banco do motorista um pouco para a direita já melhoraria essa falta de espaço para o ombro.

    • jose

      Não duvido disso.

      Obs: Gostei das calotas, será que servem no meu Corcel II? (brincadeira!)

  • Marcelo

    Eu ainda não me acostumei com o tal do “suve dos compactos “.

    • ene

      Nem com os médios e grandes…

  • ene

    Eu sempre gostei de modelos semelhantes ao Kwid, como o Novo Uno, alguns carros da Suzuki, Mobi entre outros.
    Quanto ao Kwid, certamente será uma ótima opção para quem utiliza o carro quase que exclusivamente na cidade.
    O “equipadinho” Intense até chamou minha atenção, mas prefiro carros com motor mais potente. Já estou mais do que habituado aos motores 1,6-l e para sair deles será muito difícil. É claro que o motor 1,5-l do Etios ou mesmo o 1,0-l do up! poderia me fazer mudar de ideia, mas menos que isso, não.
    A própria Renault tem carros com essa opção. O Sandero, por exemplo, agora que tem o motor de 1,6-l de 16 válvulas ficou muito bom.
    Esse carro teria tudo para me agradar, exceto o motor e sua maior “qualidade”, que é a altura do solo que poderia ser menor.

  • invalid_pilot

    Estou curioso pelo isolamento acústico e escalonamento do câmbio, carro barulhento ao extremo cansa demais, ainda mais no trânsito de SP cheio das estridentes buzinas de moto.

    E câmbio curto, como do finado Celta, tornam a condução cansativa tbm.

    Nem entro no mérito de estrutura e segurança em crash test.

    • jose

      “Nem entro no mérito de estrutura e segurança em crash test”.

      Realmente concordo com você, mas tome cuidado senão um certo alguém poderá chama-lo de “plafoneiro” ou “viciado em estrelinhas”. rsrs

  • Jota

    Um duas portas (só sonhando), versão life, com ar-condicionado e direção assistida seria o meu ideal.

    Apenas uma ressalva, pelo o que li em alguns sites e revistas, a 90 km/h a rotação estará em 3.000 rpm, a Renault podia colocar um cambio 4+E nele, sei que o foco do carro é urbano, mas no Brasil ainda se viaja muito de carro.

    • Jota, a v/1000 em 5ª é 31 km/h. A 90 km/h são 2.900 rpm e a 120 km/h, 3.870 rpm.

      • Jota

        Muito obrigado pela informação, Bob! Farei a leitura do seu teste, que é sempre muito esclarecedor.

  • Admito que não entendi por que a Renault já avisa que a lista de equipamentos vai mudar daqui a apenas dois meses.

  • Vinicius_Franco

    Impressionou o baixíssimo peso. Salvo engano, é o carro mais leve do Brasil, não? Mesmo o up! e o Mobi nas versões mais básicas ultrapassam a barreira dos 900 kg.

  • Robson

    Estou bem interessado nesse carrinho, atende muito bem meu uso atual de automóvel, e considerando o baixo peso dele em relação a perda de potência do SCe, não parece ser um grande problema. Já tive um Mille EX com o velho é bom Fiasa 1,0 de 58 cv que era uma delicia de dirigir e não deixava a desejar em desempenho urbano. Só desanimei um pouco com a falta de regulagem em altura do banco do motorista, mesmo nas versão topo (não gosto da posição de dirigir muito elevada). Irei em breve conhecer o carro pessoalmente e verificar se isso será um impeditivo ou não para o meu gosto pessoal. E claro, como todos os outros leitores, aguardando aquela sempre excelente avaliação do AE, focada basicamente no que importa em um carro, não em perfumarias.

  • Johnson

    Mas banco com encosto inteiriço? E se tiver uma carga que precise mais espaço e estiverem três pessoas no carro?

    • Johnson, não dá para levar três pessoas com o encosto do banco traseiro rebatido. Não lhe parece óbvio?

      • Magno Costa

        Ele disse levar três pessoas no carro, então 2 atrás. Nessas horas que encosto bipartido faz diferença, embora esse carro seja estreito para isso.

        • Rafael Aleixo

          Ou então motorista e passageiro dianteiro e o terceiro atrás.

          Já quebrou muito galho ter o encosto bipartido no meu antigo Corsa. Às vezes a pessoa não pode ter um carro grande e/ou caro mas que precisa ser pau p’ra toda obra e isso faz muita diferença. Mas a maioria dos hatches compactos não oferecem está comodidade nas versões básicas, ou em nenhuma versão.

      • Johnson

        Sim, Bob, é óbvio, mas não resolve o problema de três pessoas terem que andar no carro e ter uma carga que não cabe no porta-malas. As marcas precisam parar com essa economia exagerada.

        • Johnson, é claro que não resolve.

    • Renato Mendes Afonso

      Dai o jeito é se planejar para no momento estar apenas você e um passageiro.

      Por mim todo carro teria encosto traseiro bi-partido. Mas se tem veículo que custa o dobro e mesmo assim não tem, como esperar encosto bi-partido de um compacto com pretensão de ser popular e que custa meros 30 mil?

      • Johnson

        Renato,
        é aí que aparece o exagero de economia, atrapalhando a vida do cliente.

  • Leo-RJ

    Prevejo um interessante compacto urbano. Acho que fará sucesso.

  • Antonio F.

    Este carrinho nem foi lançado e já está causando forte rebuliço no mercado automotivo, tem o que o consumidor brasileiro mais quer: pinta de ‘suvinho’ e um preço competitivo, serão seus grandes diferenciais num segmento onde volume de vendas é essencial para a lucratividade das fabricantes. Vamos aguardar..

  • Vanessa Rodrigo

    O carro anda bem sim! Estava atrás de dois aqui em Curitiba dia desses estavam zebrados, como já comentei aqui, andavam dispostamente bem!

  • D.S.

    É um carro barato, não existe dúvidas, preço é importante. Mas será que vale?

  • Milton Evaristo

    Bob, notei que apesar da proposta de transporte básico e barato, o carro tem detalhes que alguns dos concorrentes – de hoje e do passado – não tinham. Por exemplo, ele tem 3 alças de teto, e função uma-varrida do limpador, que até outros Renault não têm.
    Você disse sobre o punta-tacco, e uma coisa que observei ao sentar em um numa concessionária, é que falta o quarto pedal, apoio para o pé esquerdo, não há um local definido para isso. Não sei se foi só impressão minha.

    • Milton, não tem apoio para o pé esquerdo realmente.

  • Júnior Nascimento

    Bob, em relação ao espaço interno, pode-se compará-lo ao substituído Renault Clio?

    • Júnior, andei no Clio há muito tempo. Tenho boa memória, mas ela não é ilimitada.

  • Paulo Júnior

    Infelizmente parece que a suspensão é mesmo eixo rígido, olha o catálogo online do carro: https://uploads.disquscdn.com/images/3a6aa85d27c2d9dd8a89b7bfa0341be2716cd56723c55bf86418005fc7f5c40d.jpg

    • Paulo Júnior, acredite em mim, eu vi o carro por baixo. Estamos com um em teste, vou fazer a foto.

      • Paulo Júnior

        Acredito mais em você do que em qualquer fabricante, perdoe meu vacilo, não tinha lido um comentário seu. Não só em você, como nos editores do AE. Seria bom o senhor comunicar a Renault o erro, não?!
        Uma dúvida, a Renault divulgou dados de rigidez torcional e dinâmica deste?

        • Paulo, na manhã do lançamento mesmo os alertei, e concordaram, está errado na ficha técnica. Eu até lhes disse para corrigir informação o quanto antes, pois isso joga contra a marca.

  • André, loucura nada. Você se interessou, tem os meios financeiros, já me ouviu dizer que anda bem.