O Fiat Mobi vem em cinco versões. Easy (R$ 34.200), Like (R$ 39.800), Drive (R$ 41.260), Way (R$ 41.260) e Drive GSR (R$ 45.500). São esses os preços iniciais de cada versão e são dois os motores que o equipam, ambos de 1,0-l. O Easy, o Like e o Way vêm com motor Fire Evo de 4 cilindros e os Drive vêm com o recentemente lançado Firefly de 3 cilindros. A sigla GSR acrescentada ao Drive indica que ele vem com o câmbio robotizado Dualogic Plus, que, quando casado com a o motor Firefly, recebe a nova sigla. E esse é o modelo testado neste ‘no uso’, que veio com Kit Tech (R$ 3.864) e Kit Connect (R$ 1.404), totalizando R$ 50.768.

Carro prático e que nos trata bem (Foto: Paulo Keller)

Os vários detalhes que diferenciam as versões estão bem descritos na matéria do Paulo, publicada em março, ocasião do lançamento da versão GSR. Outros pormenores aqui seguem.

A altura livre do solo varia, sendo que a da Easy é de 146 mm, a da Way é 171 mm e a das restantes, é 150 mm. A versão Way, que teve sua suspensão erguida, é a mais indicada para quem pretende colocá-lo para rodar em estradas de terra, se bem que os outros têm altura livre bastante para não passar aperto com isso. A da Easy é 4 mm menor em parte devido ao conjunto roda/pneu resultar num diâmetro menor, já que usa pneus 165/70R13 enquanto todas as outras usam os 175/65R14. A Way e as Drive têm barra estabilizadora na dianteira; já as outras, não. Quando testei a versão Like On, que não a tem, o achei tão bom ou até melhor de curva que este Drive GSR.

Apesar de projeto focado no uso urbano, acabou se saindo muito bem também no uso rural (Foto: autor)

Em potência máxima os motores de 3 e 4 cilindros pouco diferem, sendo que o que é marcante é o modo como eles a entregam ao longo do seu regime de rotações. O Firefly 3-cilindros tem pegada em baixa bem melhor. Seu pico de torque vem numa rotação mais baixa, 3.250 rpm, e também esse torque é maior: 10,4/10,9 m·kgf. O Fire Evo tem pico a 3.850 rpm e 9,5/9,9 m·kgf. Como se vê, em rotação baixa o Firefly oferece maior potência, e isso é facilmente notado; não são só números. Posso afirmar isso porque o Like On, de 4 cilindros, que testei no uso, apesar de ter sido perfeitamente satisfatório, constatei que o Firefly deste Drive GSR é melhor em tudo, melhor pegada em baixa e em alta, menor consumo e menor ruído de motor quando em giro alto na estrada. Por sinal, aproveitando de suas características descritas, a 120 km/h e em 5ª marcha, sua rotação está a 3.760 rpm. Já o Like que testei ficava a 3.960 rpm.

O Firefly tem o maior torque específico dos motores aspirados nacionais (Foto: autor)

Mas antes de discorrer sobre o motor e câmbio, vale ressaltar as qualidades dinâmicas deste pequeno compacto. Para começar, quase não se acredita que um carro tão pequeno e leve possa ser tão macio de suspensão. Além de macio, o Mobi é bom pra valer de curva. Muito divertido, bem italianinho. Na cidade é o que há dentre os melhores, pois é ágil, estreito, cabe em tudo quanto é vaga, tem ampla visibilidade geral e, repito, é macio, passa por piso ruim sem molestar os ocupantes.

Seu habitat é mesmo a cidade grande e seu grande volume de tráfego.

Carro prático (Foto: Paulo Keller)

Ao que se nota, a Fiat resolveu ceder a pedidos e agora o volante de seus recentes lançamentos — como Toro, Argo e Mobi —, abaixa mais do que os de seus modelos anteriores. O Mobi não tem regulagem de distância do volante, só de altura, e agora facilmente se acha posição perfeita para guiar, e isso é algo que dou essencial importância. O banco do motorista tem também regulagem de altura e os cintos de segurança dianteiros têm regulagem da altura de ancoragem na coluna. Atrás só há encosto de cabeça para dois passageiros.

Boa posição para dirigir; é visível a ausência da alavanca seletora de câmbio (Foto: Paulo Keller)

Como se vê, não é porque o Mobi é o mais barato da linha Fiat, e um dos mais baratos do mercado, que ele deve ser um “carrinho” desconfortável e chocho. Não, ele é esperto e muito agradável de dirigir, de conviver; trata muito bem quem o dirige e é nele transportado.

Porta-óculos à esquerda, espelhinho bastante convexo para olhar as crianças bagunçando e porta-objetos no teto (Foto: autor)

Uma noite precisamos ir em cinco adultos de São Paulo a São Bernardo do Campo. E coubemos! É certo que tive que puxar meu banco para frente e dirigir meio compactado, e é verdade que os de trás eram todos irmãos em fase amigável e com espírito esportivo, mas também é verdade que o “carrinho” nem deu bola para o peso extra e continuou esperto, acelerando com uma valentia admirável. Esse Firefly nunca afrouxa.

E o câmbio robotizado GSR casa muito bem com ele. O comando não é por alavanca, mas por botões no console central. Por mim, já que é por botões, que os fixassem logo no painel e liberassem maior espaço para as pernas, porém, como está vai bem e logo se aprende a manejá-lo só na base do tato, sem ter que olhar.

Câmbio acionado por botões, que bem poderiam estar no painel (Foto: autor)

O modo Normal, que é o que entra em ação após ligar o motor e apertar o Drive, que por mim deveria ser chamado de Econômico, pois caso não se acelere mais a fundo ele fica insistentemente explorando a boa potência em baixa, ou seja, ele vai colocando a marcha mais alta possível, mantendo o baixo o giro. Numa acelerada mais a fundo, ele reduz e vai com tudo, mas dirigindo de forma “mansa” ele trabalha sempre giro bem baixo. O acelerador fica também menos sensível, requer maior curso para a mesma resposta. As trocas ficam mais lentas, há uma demora um pouco maior entre a desaceleração e retomada de aceleração. Tudo bem para o trânsito, para passeio urbano, mas tem horas que isso fica um pouco sonolento.

Cores vivas e alegres lhe caem bem (Foto: Paulo Keller)

Mas para sair desse marasmo basta apertar a tecla S que entra o modo Sport, o qual eu chamaria de Normal, pois combina melhor com este compacto, valente e divertido italianinho. O acelerador fica mais responsivo, as trocas são feitas em giro mais alto e mais rápidas, o que diminui e quase elimina de vez o que se costuma chamar de “cabeçada”, que é a inesperada interrupção da aceleração.

Um câmbio robotizado nada mais faz que reproduzir o que faria o motorista ao manejar um câmbio manual. Essa reprodução vem se aprimorando e cada vez eles estão melhor programados. Você, leitor autoentusiasta, que na certa é interessado na arte de dirigir, muito provavelmente fará melhores trocas de marcha que qualquer dos robotizados monoembreagem. As fará mais suaves, menos perceptíveis, porém exercite sua memória e notará que a maioria dos motoristas não as faz tão bem, simplesmente porque eles não dão importância a isso.

Sendo assim, em resumo franco, os robotizados não são melhores que você, mas são melhores que a maioria dos que dirigem por aí. Por isso  eles proporcionam, além de comodidade, maior suavidade ao rodar, maior economia de combustível e maior desempenho, pois exploram melhor a potência que o motor oferece, colocando com rapidez a marcha certa para a ocasião certa.

Encosto rebate e abre bom espaço; com a “caixa organizadora” fica um fundo plano (Foto: autor)

Seguindo com a descrição, noutro botão há a opção de colocá-lo no modo Manual, onde as trocas passam a ser feitas pelas borboletas junto e atrás do volante. É um modo manual bastante obediente ao motorista. Não sobe marcha ao ser atingido o limite de rotação, 6.500 rpm, portanto ele vai até o corte de segurança. Também não reduz por conta própria, mesmo diante de aceleração total, a não ser que a velocidade se reduza abaixo de 20 ou 30 km/h, que é sinal que estamos em vias de parar o carro.

A tal “caixa organizadora”, que é leve e facilmente removível (Foto: autor)

Estar no modo Normal ou Sport também influencia, do mesmo jeito, no modo Manual, daí que o modo mais esportivo de guiar é o “Manual Sport”. Nas reduções de marcha comandadas pelas borboletas há aceleração interina para equalizar rotação e velocidade na marcha a ser engatada, e com isso as reduções saem suaves, praticamente sem tranco algum. Essa aceleração ocorre também nas reduções automáticas determinadas pela aceleração (kickdown). A ação nas borboletas é obedecida mesmo em Drive, que volta ao modo automático se não houver mais atividade manual depois de cerca de 10 segundos.

Na estrada, por segurança e prazer, recomendo o modo Sport. Dá maior desenvoltura ao carro e pouca diferença haverá de fazer no consumo. Além do mais, ele é tão frugal, gasta tão pouco…

Pressão normal, 32 lb/pol² nos quatro; para economia, 35 lb/pol² – usei só a normal (Foto: Paulo Keller)

Na cidade, sempre álcool — pois assim abastecido – e numa semana rodando não consegui esgotar o tanque de 47 litros. Ele fez entre 10 e 12,5 km/l, e isso trocando modos do câmbio até quase ele perder a paciência comigo. Na estrada fez fácil acima de 15 km/l, também eu tocando de modo inconstante, o que me traz a certeza de que em ritmo normal ele gasta menos que isso.

E como me diverti na estrada! Ele me fez lembrar do ratinho de um desenho animado antigo, um ratinho encapetado que gritava “Arriba! Arriba!” e saía à toda dando um nó em todo mundo.

Pequeno e simpático, ele logo acha um lugarzinho no coração do motorista (Foto: autor)

E como não gostar dele? Gostei, sim. Se uma família que tiver dois carros, um grande para quando necessário, e um deste, tenho certeza que o simpático e disposto Mobi Drive será o disputado quando for para rodar solo ou em dupla.

Assista ao vídeo:

AK

 

FICHA TÉCNICA MOBI DRIVE GSR
MOTOR
Instalação Dianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçote alumínio / alumínio
Configuração / n° de cilindros Em linha / 3
Diâmetro x curso (mm) 70 x 86,5
Cilindrada (cm³) 999
Aspiração Atmosférica
Taxa de compressão (:1) 13,2
Potência (cv/rpm, G/A) 72/6.000 //77/6.250
Torque (m·kgf/rpm, G/A) 10,4/3.250 // 10,9/3.250
N° de válvulas por cilindro Duas
N° de comando de válvulas /localização/acionamento 1 / cabeçote / corrente, variador de fase
Formação de mistura Injeção no duto
Gerenciamento do motor Magneti Marelli integrando injeção e ignição
ALIMENTAÇÃO
Combustível Gasolina com álcool e/ou álcool
TRANSMISSÃO
Embreagem Monodisco a seco, automática
Câmbio / rodas motrizes Transeixo robotizado GSR/dianteiras
N° de marchas 5 à frente e 1 à ré
Relações de transmissão (:1) 1ª 4,273; 2ª 2,316; 3ª 1,444; 4ª1,029; 5ª 0,795; ré 3,909
Relação do diferencial (:1) 4,200
FREIOS
De serviço Hidráulico, duplo circuito em diagonal, servoassistido, ABS
Dianteiros (Ø mm) Disco, 257
Traseiros (Ø mm) Tambor,185
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência elétrica
Diâmetro mínimo de curva (m) 9,8
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 5,5Jx14
Pneus 175/65R14
Estepe Roda de aço 5,5Jx14, pneu 175/65R14
PESOS (kg)
Em ordem de marcha 965
Carga útil 400
Peso rebocável (sem freio) 400
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, hatchback 4-portas, 5 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)
Comprimento 3.566
Largura (sem espelhos) 1.633
Altura 1.502
Distância entre eixos 2.305
Bitola dianteira/traseira 1.406 /1.400
Distância mínima do solo (vazio) 156
CAPACIDADES (L)
Porta-malas 215
Tanque de combustível 47
DESEMPENHO
Velocidade máxima (km/h, G/A) 161/162
Aceleração 0-100 km/h (s, G/A) 14,8 /13,9
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (INMETRO/PBEV)
Cidade (km/l, G/A) 14,0/9,8
Estrada (km/l, G/A) 15,9/11,1
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª (km/h) 31,9
Rotação em 5ª a 120 km/h (rpm) 3.760
Rotação à velocidade máxima em 4ª (rpm) 6.500
Alcance das marchas a 6.250 rpm (km/h) 1ª 37 – 2ª 69 – 3ª 110 – 4ª 162
GARANTIA E MANUTENÇÃO
Duração da garantia 3 anos
Revisões, intervalo (km) 10.000
Troca de óleo do motor (km/tempo) 10.000 / 1 ano
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Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

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  • Davi Reis

    Já havia achado a versão Like bem honesta, mas esse carro parece ter nascido já esperando o novo motor. E, quem diria, hoje acho o visual bem mais simpático do que antes. Mas uma coisa é de assustar, quase 51 mil reais por um Mobi, enquanto o Argo com mesmo motor (mas câmbio manual) sai por 47 mil, é difícil de explicar.

    • Davi, se eles cobram mais caro é porque ele custa mais caro para fabricar. Quanto a comprar um ou outro, depende do gosto e do uso que o interessado pretende fazer do carro.

  • Newton, você bem que poderia ter dito isso antes de eu escrever a matéria. “Serelepe” acertou na mosca. Eu teria economizado um bocado de palavras…

  • Obrigado, José! É um prazer sairmos juntos para o teste.

  • D.JUNIOR

    Esses motores novos têm ficado bastante econômicos no álcool também. 15 km/l no caldo de cana é excelente, enquanto no meu Fiesta só consigo esta marca andando com bastante parcimônia e cutucando bem pouco o acelerador. Embora o meu normal, nesse caso é fazer média de 13,5 km/l, o que para mim continua uma marca muito boa. Arnaldo, você acha que a diferença no consumo na gasalcoolina seria tão grande como era, por exemplo, no Gol G5 (mesma taxa de compressão e peso no 1-litro)? Que fazia em ritmo rodoviário 15 km/l na “gasolina” e 11 km/l no álcool (estou usando como base o que eu tive, que eram feitas essas médias na estrada). E para finalizar, parabéns pelo texto, como sempre de alto nível imaginativo sobre a experiência do carro

    • D.Junior, a proporção será ao redor dessa mesmo. Esses novos 3-cil estão impressionantemente econômicos. E obrigado!

    • Renato

      E isso com a nossa Alcolina! Já imaginou o consumo sem a altíssima mistura de cachaça com a gasolina?!

      De fato, esses motores estão cada vez mais econômicos. Tenho um city manual com quase 5.000 km, ainda amaciando, e está na média de 18,5 Km/l em uso predominantemente rodoviário (10 km de cidade do interior, daquelas que não se consegue passar de 3ª marcha por conta do calçamento de paralelepípedos + 35km de boa estrada vicinal de mão dupla + 20 km de Dutra)

  • Ricardo kobus

    Belíssima avaliação, AK!
    Esse ótimo consumo com álcool não se deve ao seu motor possuir alta taxa de compressão?

    • Ricardo, também a isso. Com gasolina na certa é igualmente ótimo. É um motor moderno.

  • Janos Markus

    “…exercite sua memória e notará que a maioria dos motoristas não as faz tão bem, simplesmente porque eles não dão importância a isso.”
    Fato! E a gente vê isso com os profissionais também, principalmente os motoristas de ônibus.

  • Badanha

    A Mahle que gosta dessas taxas de compressão enlouquecidas de motorezinhos 3C.

  • Excelente avaliação Arnaldo, como sempre! A parte do câmbio automatizado foi certeira: pra quem sabe dirigir e curte um manual esses automatizados podem parecer ruins, mas pra quem não gosta ou não sabe usar o câmbio de maneira correta é uma excelente solução.

  • Se o tamanho do carro não atende suas necessidade é só não comprar! Mas o mercado tem demanda pra Mobi, Kwid e afins. Vá ver o tamanho dos sub-compactos na Europa e veja se são mesmo jabuticabas: Peugeot 108, Citröen C1, Toyota Aygo, Opel Adam e tantos outros mandam lembranças.

  • O câmbio robotizado, Davi, você sabe, custa mais caro que o manual. Os preços a comparar seria entre Mobi com GSR e Argo com GSR, pois o comprador, presume-se, quer o tal câmbio. Não tem Argo 1-L com GSR e acho que tecnicamente bem que poderia ter, e só não tem, acho, por essa sobreposição de preços que citou.
    De qualquer modo, ninguém é obrigado a comprar um ou outro e compra quem quer. Deixe estar.

    • Davi Reis

      Também sou a favor de opções, quanto mais melhor. A questão não é nem a obrigação de comprar um ou outro, é entender mesmo esse atropelamento de preços na linha.

  • Fórmula Finesse

    No quesito suspensão confortável, macia e ao mesmo tempo firme para as curvas, o Mobi nada de braçada. Seus dois principais concorrentes – Up! e Kwid – são bem inferiores nesse tipo de compromisso. Gostaria muito de experimentar um Mobi com o novo motor três cilindros, o de quatro não me agradou.
    Excelente teste, AK!

  • Renato

    Não conheço uma marca onde não haja sobreposição de preços.

    Posso estar enganado, mas invariavelmente uma versão “topo de linha” de um modelo acaba sendo pouco mais cara que a “versão de entrada” de um outro “superior”.

    Vide o caso citado deste Mobi com o Argo, Uno ou Palio; Gol com Up, Fox (que com todos os opcionais possíveis na versão mais cara fica ainda mais caro que o Golf “de entrada); city exl com civic manual e por aí vai.

  • Schlatter70

    Como sempre, excelente avaliação Arnaldo. Esse carrinho tem bastante sentido como carro urbano, ao contrário do que muitos dizem. Os problemas dele na minha humilde opinião são o preço (salgado pelo que oferece) e o fato de que todos deveriam ter o motor Firefly. No mais acho que a sua avaliação do câmbio robotizado mono-embreagem foi uma das mais felizes que já li. Aí vou ser chato de novo. Acho que o problema é ele custar quase tanto quanto um automático convencional. Se a Fiat o ofertasse por um preço mais condizente seria o ideal para uso urbano com uma ou duas pessoas à bordo.

    • Schlatter, me divirto pra burro na estrada com esses compactos espertos e bons de chão. Não acho que seja só urbano, não.

  • HugoCT

    Excelente avaliação, AK. Infelizmente, nunca dirigi um automatizado, curioso para ver como anda e ver se a opinião do povo procede kkk, onde geralmente tem muita lenda.

  • Luciano Lopes

    Concordo ! Jovens Youtubers analizadores de plástico duro ( que todo carro tem , até um série 7 …) deviam fazer um “Curso AE ” como testar um carro . Porque a gente não se importa q a multimídia é “um pouco lenta “Aprendam , jovens !

  • Luciano Lopes

    Tive um Uno Sporting achava mto divertido tb !

  • Luciano Lopes

    Esse nivelamento de preços vc vê mto nos EUA . Entre 20-25 mil dólares vc pode comprar desde Fiesta até Mustang. Vale seu gosto e uso . É racionalidade: Se vc nunca usa o banco traseiro do Argo , porque comprar um carro q gasta mais , anda menos etc ?? Livre escolha . E o Mobi trabalha com preço praticado bem menor

  • Paulo Júnior

    Acho um carro bastante honesto. Quando testei a 1,0l Fire EVO, não havia gostado. Aliás, sequer havia entendido o motivo deste lançamento. Agora sim, com este Firefly ficou decente. Foi uma verdadeira aula de avaliação. Minha mãe possui um up! imotion e eu manual, eu não compraria estes automatizados por questões de gosto mesmo, mas o senhor Arnaldo disse absolutamente tudo. O brasileiro precisa abrir a mente. Uma vez estava em uma roda de conversas (meu circulo de amizades em quase sua totalidade envolve apaixonados por carros) e disse que havia gostado do Mobi Firefly, e quase fui cricificado vivo por isso. E sinceramente não sei todas essas críticas que o Mobi sofre. Ele é um carro urbano, relativamente bem construído, com bom motor (Firefly), pra duas pessoas. Ele de fato não tem o nível tecnológico, construtivo e de segurança do principal concorrente, mas é um bom carro. Basta saber o próposito do carro, ao analisarmos.
    PS: Arnaldo, quando viajo no up!, principalmente no álcool, me divirto também. Essas “baratinhas” fazem muita gente olhar torto pra eles…

  • Schlatter, o entre-eixos do Mobi é só 5 mm maior que o do 500. São mais parecidos dinamicamente do que nos parece ao olhá-los. É que o Mobi não tem a pinta de bacanudo que o 500 tem. Mas quem dirige e entende, nota muita semelhança.

  • Ostentitanium

    Ótima avaliação. Eu ia comprar um subcompacto e acabei desta vez optando por um Kia Picanto, não consigo entender porque insistem em colocar câmbios automatizados nos carros de entrada, se a Kia fez isso (e faz tempo!) todas poderiam fazer, e o Picanto automático importado custa completo quase o mesmo preço do Mobi GSR!!!. Já tive um Uno Sporting com esse câmbio de botões, que comprei graças a avaliação deste site, achei muito bom, divertido de dirigir e com opcionais que nem carros mais caros ainda hoje não oferecem. Me atendeu muito bem e nunca me deixou na mão, mas desvalorizou um absurdo. Se o preço de um kit GSR (a bomba de óleo + atuador de embreagem + motor elétrico) custasse metade de uma transmissão e tivesse reparos mais acessíveis venderia muito mais, agora qualquer coisa estraga vem orçamento de 15 mil pra trocar tudo e muitas vezes nem a concessionária sabe arrumar, isso assusta o comprador principalmente do carro usado. Deixo claro que é uma boa tecnologia, que foi aperfeiçoada, eu mesmo já tive e gostei, mas se posso ter um automático convencional por quase o mesmo preço, tipo Etios ou mesmo o Picanto, não tem nem como cogitar o Mobi. Espero que lancem um Kwid nos moldes do indiano AMT com o câmbio no painel e completo por 44.900 aí seria competitivo e uma opção ao Mobi GSR.

  • Eduardo, o Mobi foi autorizado a ser fabricado e vendido, portanto atende aos requisitos necessários de segurança.

    • Eduardo Edu

      Keller, eu sei que sei que segurança não é lá um tema muito autoentusiasta, mas você sabia que carro mais vendido do Brasil tirou nota zero no Latin NCAP? É um produto autorizado para produzir e tem os requisitos (mínimos) necessários de segurança…rs.Se continuarmos sendo coniventes com isso, as fábricas jamais alcançarão níveis dos padrões de segurança internacionais (Europa e EUA, BRICS não conta) nos seus produtos “exclusivos para o mercado local”.

      • Antonio Carlos

        “o Mobi foi autorizado a ser fabricado e vendido, portanto atende aos requisitos necessários de segurança”.

        Como se as leis brasileiras fossem exigentes.

        Pelas normas brasileiras nem é necessário ter dummies nos crash tests!

        • Antonio Carlos, realmente, o que tem morrido de gente em Mobi (e Onix) é altamente preocupante…

  • Ou como aquela mocinha não tão bonita nem tão elegante, mas que sabe fazer um homem se sentir homem.

    • Newton (ArkAngel)

      Perfeito! Comentário bem no estilo “AK”.

  • Vinicius_Franco

    Essa solução da caixa organizadora no porta-malas é genial. Todo compacto devia copiar.

  • José Vieira, pararam de fabricar esses carros porque ficaram antigos, ineficientes, não foi por questão de segurança, mortalidade, etc.

    • José Vieira

      Você respondeu apenas uma pergunta. Faltou você responder se você é contra os brasileiros terem acesso a produtos de melhor qualidade. O que dá a entender é que quando alguém pelo menos cita um veículo de concepção mais moderna, essa pessoa é taxada de “plataformeiro”. Então no seu julgamento nós ainda deveríamos abaixar a cabeça para as fabricantes e aceitar qualquer coisa que eles fabricam? É isso? Não querendo ser o “advogado do diabo”, mas ainda bem que o Collor fez algo de útil quando abriu o mercado para as importações, senão ainda estaríamos andando de Fusca, Corcel, Brasilia, Chevette, Polara, etc. E que bom que as fabricantes chinesas entraram no país. Está certo que precisam melhorar no pós-venda, mas fizeram as “4 grandes” se mexerem!

      Abs!

      • José Vieira, estude um pouco indústria automobilística e automóvel e voltamos a falar. Não vou ficar nessa conversa sem nexo.

  • Antonio Carlos, você ainda não aprendeu que eu defendo qualquer carro? Ah, já sei, você um plataformeiro e o Agile era plataforma 4200 e não a mais moderna 4300. Que coisa horrível era esse carro, de plataforma antiga! E assim caminham os “entendidos”…

  • Antônio Carlos, seu comentário não foi censurado, apenas ainda não foi publicado por exigir resposta longa e ontem faltou-me tempo. Censura houve agora, quando você insiste com essa bobagem tupiniquim de chamar fabricante de “montadora”, devidamente corrigido. Sugiro descobrir o que significa o acrônimo Anfavea para sanar a sua dúvida. Sobre “pérolas”, gostaria que você me dissesse há algum caso de alguém ter sido obrigado a comprar um carro por estar com uma arma de fogo engatilhada apontada a para a cabeça.

  • Antônio Carlos, você chama fabricante de montadora e eu chamo de plataformeiro quem tem fixação por plataforma: quem está errado, você ou eu? E você deduziu errado, não chamo de plataformeiro que discorda do que digo.
    Outra, sua noção de qualidade é completamente equivocada e ainda vem com o absurdo de falar em leis para reger as especificações dos carros: essa foi bem à Nicolás Maduro, hein! Você se daria bem na Venezuela. E sinto ter editado o meu nome, tenho um pseudônimo profissional que é parecido com meu registro civil, mas não é o mesmo.

  • Antonio Carlos, democracia não tem nada a ver com direito de opinar nesse plano em que estamos. Mesmo que estivéssemos numa ditadura haveria esse direito de opinar sobre carros.
    Pelo que você diz sobre Agile e Montana, você é mesmo o protótipo do plataformeiro, não tenho mais nenhuma dúvida disso.
    Gol: o volante não era deslocado, mas ligeiramente enviesado. Muito menos que o do Chevette e do Mini, e também do Celta. Agora, essa da mamãe se queixar de dores no braço por causa disso é boa para o “Acredite…se quiser”, encenado pelo finado Jack Palance (2006).
    Claro, somos livres para escolher, ninguém é forçado a comprar um carro que não quer a menos que, como eu já disse, o faça sob a mira de um revólver, caso que desconheço.
    E Charles Darwin deve estar mesmo decepcionado — “Fracassei, fracassei!
    Com essa resposta encerro este diálogo com você sobre este tema. Há coisas mais produtivas a fazer. Por favor, não insista.

  • Luciano Gonzalez

    Esse tipo de comando do câmbio gerenciado por botões jamais entrará na minha cabeça.
    Se tenho resistência a automáticos/automatizados, esse comando para mim chega a ser um insulto. (rsrsrs)

  • Gustavo, correto, é a maior taxa de compressão por aqui, mas das maiores do mundo. Que em lembre, acima disso só o Ferrari 458 Speciale (14:1) e o GTC4 Lusso, o F12 tdf e o LaFerrari, com 13,5:1.

  • Mike, pedir, não, implorar…

  • Milton Evaristo

    Hehehe. Quando aparece o Ene Capeiro da Silva e o Platão Formeiro Junior nos comentários, haja paciência!

  • Maico, nenhum editor do AE pode recomendar/sugerir produto por ser contra a ética jornalística.

    Sds

    Bob Sharp
    Editor-chefe
    Autoentusiastas