Um dos castelos (Schloss em alemão) mais famosos da Alemanha, o Dyck, recebe neste fim de semana a 12ª edição do Classic Days, encontro tradicional que se realiza anualmente nesta imponente edificação em torno de quatro ilhas.

De hoje (sexta, 4) até domingo, cerca de 400 automóveis clássicos e esportivos serão expostos e desfilarão por um circuito de quatro quilômetros montado nas estradas da região. Destaque de 2017 serão Walter Röhrl e vários dos automóveis de sua carreira, Arturo Merzario e as exibições do Benetton 189-5 de Michael Schumacher e o Auto Union Tipo C de 1936.

O Classic Day reúne colecionadores e admiradores de clássicos esportivos e de competição (Schloss Dyck)

O castelo Dyck foi construído por iniciativa do Príncipe Joseph zu Salm-Reifferscheidt-Dyck e tem no paisagismo criado pelo escocês Thomas Blaikie uma de suas marcas; não é mera coincidência que nele funciona atualmente um centro de estudos voltado para o estudo e desenvolvimento do tema. O calendário anual do castelo inclui concertos, mostras de botânica, exposição sobre sobre as tendências de paisagismo e uma feira de Natal nos três primeiros fins de semana de dezembro. O encontro de automóveis clássicos, porém, ganha importância maior a cada ano.

Walter Röhrl e seu Audi quattro S1, vencedores em Pikes Peak, serão atração especial (Foto: Audi)

No Classic Days deste ano os veteranos Walter Röhrl e Arturo Merzario serão os principais homenageados. O alemão, que trocou a carreira eclesiástica pela de piloto e este ano completa 70 anos, vai se apresentar com alguns dos carros que marcaram sua história, como o Opel Ascona 400 de 1982 e o Audi Sport quattro S1 Grupo B de 1985, o mesmo com o qual venceu a subida de montanha de Pikes Peak em 1987. Além dessas máquinas serão expostas o Lancia Rally 037 Grupo B de 1983 e o Ford Capri RS 2600 de 1972.

O italiano Arturo Merzario vai pilotar um Ferrari 156 de 1961 (Schloss Dyck)

O italiano Arturo Merzario, que este ano chegou à casa dos 73 anos, será o embaixador da Ferrari no Classic Days 2017. Há tempos contratado pela FCA — a fabricante detentora das marcas Fiat, Chrysler e Jeep —, será homenageado por sua atitude em salvar Niki Lauda das chamas que envolveram seu carro durante a disputa do Grande Prêmio da Alemanha em 1976, em Nürburgring. Merzario fará uma aparição a bordo do Ferrari 156 “Shark Nose” (Nariz de Tubarão), o mesmo que levou o estadunidense Phil Hill ao título de 1961. Curiosamente, as carreiras de Merzario Röhrl tem base comum: o início da história esportiva do italiano foi marcado pela vitória no Rali da Sardenha de 1963.

O Auto Union Tipo C de 1936 será conduzido por Frank Biela; note o rodado duplo na traseira que era usado na provas de subida de montanha para maior tração (Foto: Audi AG)

Frank Biela, nome consagrado nas provas de turismo e protótipos, será responsável por conduzir o Auto Union Tipo C, monoposto equipado com motor de 16 cilindros e 520 cve que levou Bernd Rosemeyer à conquista do Campeonato Europeu de Subida de Montanha de 1936. Parte da MS Private Collection, o Benetton 194-5 que levou Michael Schumacher ao primeiro se deus sete títulos será exibido naquela que deverá ser sua última aparição pública antes de voltar para o acerto permanente da coleção particular do piloto alemão.

WG



  • Dizem que não sobrou nenhum Ferrari 156. Dizem que a Ferrari moeu todas e que o que está no museu da marca é uma réplica. Uma pena.

    • Rubergil Jr

      O mesmo aconteceu com o 126 C2, de 1982.

      Aparentemente, o velho Comendatore guardava mágoas destes dois carros, devido às tragédias que eles se envolveram: o 156 no terrível acidente em Monza que matou Wolfgang Von Trips e 13 espectadores, e o 126 nos acidentes do queridíssimo Vileneuve (fatal) e do Pironi (encerrou a carreira).

      • Rubergil, pode ser também para que se encerrasse o assunto, que não fossem buscar nos carros os motivos dos acidentes.

  • Eduardo Sérgio

    Evento imperdível para os admiradores da história do automobilismo de competição e suas personagens.

  • Ricardo Blume

    O único problema desta exposição é você se encantar pelo local da mesma e acabar esquecendo de ver os veículos expostos. Não havia um lugar menos pitoresco para desviar menos a atenção?