O prefeito de São Paulo, João Dória Jr., vem fazendo boa e competente administração. Tão importante quanto, cumpriu uma das suas promessas de campanha, restabelecer velocidades decentes nas vias marginais dos rios Pinheiro e Tietê, mas foi ferozmente combatido por esquerdóides, petistas e ciclistas quando efetivou estas mudanças no último dia 25 de janeiro, data do 463º aniversário da cidade.

Prometer mexer com as velocidades não foi o único fator das esmagadora vitória, já no primeiro turno, sobre o seu principal oponente e candidato a reeleição, o petista Fernando Haddad, mas certamente teve grande peso no resultado do pleito.

Numa entrevista coletiva de imprensa por ocasião do aumento de velocidade nas marginais, um manifestante se infiltrou no ambiente e exibiu uma mensagem completamente idiota, como na foto abaixo.

Uma mensagem de protesto idiota (Foto: commons.wikimedia.org)

As velocidades nas marginais foram a bandeira de João Dória Jr. na questão de trânsito, mas ficou subentendido por boa parte dos seus eleitores que as demais velocidades, sua quase totalidade absolutamente ridículas, seriam objeto de revisão. Veio, então, a decepção quando ele declarou que as demais vias de São Paulo continuariam como estavam no que diz respeito velocidades regulamentadas.

Acovardou-se. Manteve intocada a grotesca decisão do inimigo nº 1 do automóvel, o prefeito antecessor defenestrado pelo voto (“o motorista vai pensar duas vezes antes de tirar o carro da garagem”, disse publicamente o petista). Lamentável a atitude de Dória.

João Dória Jr. prestou um desserviço aos que o elegeram. Continuam as velocidades irreais, antinaturais, impondo um desafio e um suplício diário a quem pratica o “crime” de dirigir seu automóvel nesta soberba metrópole. É desnecessário ser especialista em trânsito para constatar o absurdo que paulistanos e quem nos visita continuam a enfrentar.

Dessas velocidades antinaturais advêm, naturalmente, as infrações e suas multas. É inevitável. O cidadão-motorista está sendo penalizado injustamente.

Ruas de 30 km/h sem motivo, de 40 km/h onde poderia ser 50 ou 60 km/h, vias arteriais de 50 km/h onde cabe 60 ou 70 km/h, ou de 60 km/h onde 70 ou 80 km/h é perfeitamente seguro, estão por toda a cidade. Nenhuma dessas velocidades citadas é “assassina”.

Ao se acovardar, João Dória Jr. não estendeu a doce sensação de liberdade que a volta da normalidade nas marginais de rio citadas proporcionou aos que o elegeram e os que não.

O AUTOentusiastas, tentou, em vão, entrevistar o prefeito para discutir esse assunto, fazendo contatos com sua assessoria de imprensa. Nem resposta teve.

AE/BS



  • David Diniz

    Dória está se preocupando com jardins, calçadas e drogados ao invés de resolver o que cumpriu em campanha. Político é tudo farinha do mesmo saco.

    • Renato Texeira

      Não gosto de comentar esses assuntos aqui, mas a impressão que eu tenho é que sua última frase é a mais pura verdade. Por exemplo, aqui em Porto Alegre o atual prefeito prometeu que diminuiria em 6% o número de CCs na prefeitura. Foi feito uma diminuição perto desses 6%, mas logo depois recontratou boa parte, sendo que este número vem só aumentando. Só para ter uma ideia, de maio para junho o número de CCs aumentou em 23. Para piorar, muitos estão ocupando cargos que não deveriam, caso do diretor da Procempa (órgão municipal de processamento de dados) que é sócio de uma empresa que fornece sistemas de GPS para uma empresa de ônibus que também pertence à prefeitura (Carris). A impressão que eu tenho, remetendo à sua frase, é que trocam as cabeças, mudam o discursos, mas a mentalidade dos nossos políticos continua a mesma.

      • guest, o original

        E esse prefeito de Porto Alegre, ao aprovar o escorchante aumento da contribuição previdenciária dos servidores sob o pretexto de “déficit” (entre aspas mesmo), foi correndo em seu Facebook publicar que ele teria R$ 10 milhões a mais para gastar… Grande exemplo de “gestor”: em vez de recompor o fundo previdenciário optou por tungar os servidores para gastar o dinheiro alheio!
        Quanto aos CCs, é a forma (muito desenvolvida pelo PT, reconheça-se, e hoje utilizado por todos os partidos) de se criar uma estrutura paralela de governo, sobrepondo-se à burocracia (que, apesar das críticas, era o esteio da manutenção das políticas públicas de longo prazo) para agir em prol de interesses inconfessáveis.

        • Renato Texeira

          Verdade. Tanto que o balanço financeiro da Previmpa (disponível na própria página do fundo previdenciário) mostra que ela está longe de ser deficitária. Com relação aos CCs, o inchaço começou na administração anterior, e apesar da diminuição inicial neste ano, só vem aumentando nos últimos meses. Existem fortes indícios que indicam que o prefeito está utilizando esses cargos como moeda de troca com os vereadores para a aprovação dos seus projetos. Ou seja, o atual prefeito de Porto Alegre se mostrou como renovação, anti-PT, mas se utiliza de cabides de emprego, assim como os partidos que ele critica tanto. No final, é como falaram, ou seja, todos farinhas do mesmo saco.

    • Leandro Fontes

      Preocupado com jardins? Infelizmente não. As praças do meu bairro estão cheias de mato. Neste ponto, a administração do Dória é exatamente igual às péssimas antecessoras (Haddad, Kassab, Serra, Suplicy, Pitta…), só as limpam uma ou duas vezes por ano (exceto quando é época de eleição, aí ficam limpinhas).

    • Z_H

      Eu já acho que jardins e calçadas também são importantes. É claro que existem prioridades, mas as demandas não deveriam ser excludentes.

    • FocusMan

      Sinceramente, ele tem mais que se preocupar com isso mesmo.

      Eu acho que ele precisa atender diversas pautas, mas São Paulo, como grande metrópole mundial e cartão de visita do Brasil para o exterior, tem que ser impecável.

      Tem que ter os mais belos, parques, calçadas, transporte público, e vias perfeitas.

      Sobre a velocidade? Acho que ele vai acabar alterando logo mais. Deem espaço para ele trabalhar. Imagina desgastar a imagem somente com esse assunto?

      Por outro lado, temo que isso seja já o início de sua campanha política para presidente em 2018. Uma maneira de tentar conseguir os votos dos ecochatos.

  • Wendel Cerutti

    Ao ver a foto do elemento, cai a ficha: esquerdolóide , sem dúvida…

    • Luiz Alberto Melchert de Carva

      Esquerda e direita no Brasil não são ideologia, são doença.

  • Juvenal Jorge

    É, estamos aguardando a continuação do trabalho de retorno às velocidades corretas em muitas vias da cidade de São Paulo. Vamos ver quando o prefeito vai voltar a prestar atenção na cidade, e não apenas no seu partido e no “apoia/não apoia” o governo federal.

  • Heloi De Souza Freitas

    Dória virou um fraco então? Puxa, um cara cheio das atitudes e ficar nessa de não dar satisfação, é lamentável. Velocidade não define acidentes, isso é fato.

    • FocusMan

      Acho que ele está em campanha para presidente já. Aguardem.

  • Mineirim

    Falou tudo o que penso.
    Rodar na cidade de São Paulo: ou o trânsito está congestionado ou é preciso adotar o estilo “domingueiro”… Isso é um desserviço às gerações de futuros motoristas. Sabem por quê? Porque o sujeito se condiciona a andar devagarzinho, quase parando, em qualquer lugar e acaba perdendo os reflexos.
    Vira a cultura do “velocidade mata” e do “se acelerar, o motor explode”.

    • invalid_pilot

      Sim, eu uso pouco o carro em São Paulo, mas o pouco que uso percebo claramente que os motoristas andam se arrastando pela cidade, isso forma blocos de carros nas avenidas e diminui a fluidez e rapidez do trânsito — sempre sou vítima de nego que anda se arrastando e que passa no amarelo e eu sou obrigado a parar pois se passar tomo multa de avanço de sinal pelo radar.

      • Mineirim

        Essa história dos blocos é a ideia equivocada do Raddard para “fluidez”. Pior é o cidadão se arrastar e passar no vermelho. Vejo isso direto.

  • Eduardo Cabral

    É claro, como já disse o Enéas muitos anos atrás: “PSDB, PMDB, PT e qualquer outro partido é tudo a mesma coisa, se você quer ver seu filho comprando cocaína na porta da escola, vote neles.”

    • Karudo

      Pois é, Eduardo Cabral, está difícil fazer o povo entender que a culpa não é só do PT. Ele se inclui, claro, mas tem muitos “Ps” por aí que não valem nada. Nenhum centavo furado.
      Uma das coisa que mais me deixa chateado é quando culpam o PT de tudo, como se ele fosse o único mal do país. Não que eu o defenda, mas simplesmente porque não há diferença entre um e outro, ou outros.

      • Karudo, “Ou o Brasil acaba com o PT, ou o PT acaba com o Brasil.” Esse partido sem ideário (também, quem o fundou…) jamais poderia ter sido registrado pelo Superior Tribunal Eleitoral. Foi o grande erro do governo João Baptista Figueiredo.

        • Lorenzo Frigerio

          Discordo e estou satisfeito de ter votado no Molusco em 2002. O Brasil precisava da quebra de paradigma. Imaginem continuar mantendo o PSDB no poder depois do que roubaram com as privatizações, compra da reeleição e de ter quebrado o País. Agora, de 2006 em diante anulei.

          • Lorenzo, quebrar paradigma tudo bem, vale, a finalidade foi boa, mas com aquilo??? Você e milhões de brasileiros haviam perdido o juízo. Deram a presidência do país a alguém que nem síndico de prédio tinha sido!

          • Luiz AG

            O objetivo foi alcançado. O governo quebrou paradigmas, e também a Petrobrás, os fundos de pensão estatais, os Correios, o banco Caixa Econômica, o BNDES e deixou a economia vazando 1 bi de reais por dia e pronto para insolvência iminente.
            A única coisa que desejo é terminar compromissos que tenho aqui para não perder o timing de ir embora.

          • FocusMan

            Votei no Lula também em 2002. Entretanto o Brasil só avançou da maneira que avançou por causa do trabalho do Itamar Franco e seu time nos anos de 1993 e 1994. Não foi o PT que melhorou o Brasil. Ele apenas herdou um país com dinheiro em caixa e usou ele de maneira pouco eficiente e pouco responsável para nos enganar.

            No primeiro ano de governo do PT minha ficha caiu e tudo que eu previa (baseado nos meus estudos sobre, micro e macroeconomia), aconteceu.

            O PT ferrou o Brasil, como uma pessoa que recebe muito crédito do banco e não sabe o que fazer, mas resolve dar vida boa à família. Ele compra um carro bonito, algumas roupas da Tommy, faz umas viagens, posta fotos no Instagram. Todos os amigos acham que ele tinha dinheiro, falam bem dele que é o cara e que está indo muito bem de vida…. Mas era só crédito e a conta chegou uma hora, mas ele não tinha dinheiro para pagar e se quebrou. A família que gozou disso tudo procura diversos culpados pelo momento difícil que está passando, mas foi apenas o chefe da família que causou o problema gastando o que não tinha para agradar eles mesmos.

          • Malaman

            Realmente foi ótimo o PT ter ganho, principalmente a última eleição. Foi ótimo ele ter quebrado o país, para o brasileiro perder o deslumbramento pelo discurso da esquerda e cair na realidade de que é enganação. Ele precisava disso, da esquerda acabar com o país para ver que não funciona. Não funcionou em lugar nenhum e aqui não seria diferente. Vamos ver se tem capacidade pra isso.

      • Eduardo Cabral

        Isso, meu caro Karudo, o problema é que é que a polarização política faz parte do esquema. É uma forma de iludir o povo para ele pensar que tem opção. Não por menos quem ganha eleição no Brasil é quem faz a melhor propaganda, encadernada com o nome de “programa de governo” com muitas “propostas”. Ninguém nem se importa que eles vivam no mundo da lua. Outro dia lançaram um estudo que o Brasil é o único país do mundo onde o QI caí por 40 anos consecutivos. Muito disso aposto que é por causa do debate público sobre a política, durante tanto tempo tanta gente leva toda essa palhaçada a sério. Como a inteligência das pessoas vai se desenvolver em um ambiente desses?

        Veja que até na ditadura chinesa existe notícia de combate a corrupção. Combate a corrupção também é uma forma de espetáculo circense. Para finalizar alguém coloca a culpa no povo que faz gato na TV a cabo e elege os políticos. Está fechado o círculo vicioso.

    • FocusMan

      Acho que o Brasil perdeu um grande presidente com a morte prematura do Dr. Enéas.

      • FocusMan, sério? Ele não batia muito bem.

        • FocusMan

          Eu achava o mesmo, mas passei a me interessar nas nas ideias dele (Por força as vezes da programação ruim na TV do hotel que eu estava hospedado na India tempos atrás). Comecei a ver vídeos dele no You Tube e depois começei a pesquisar coisas no google, sobre ele, já que a única idéia que eu tinha sobre o Dr. Eneas é que ele era um médico doido que queria ser presidente.

          Descobri coisas incríveis sobre ele, e percebi que ele era dotado de uma inteligência incrível.

          Fiquei besta com o fato dele ter calculado, com exatidão a quantidade de eleitores que atingiria com a quantidade de minutos que ele teria na TV e acertou tanto em 1989 quanto em 1994 e fui pesquisar mais.

          Comecei a gostar das ideias dele e li o plano de governo que ele havia feito para as eleições de 1998 e sinceramente era perfeito.

          Infelizmente, pelo jeito peculiar de falar, e pela aparência de cientista louco, acho que sofreu muito preconceito por parte da população, entre a qual me inclúo, e por isso não logrou êxito.

          Não sei se a sua opinião sobre ele ser muio louco é baseada em um conhecimento maior sobre ele ou apenas tinha uma percepção como a minha anteriormente, mas caso tenha tempo livre algum dia, de uma pesquisada na história dele, era uma pessoa ímpar e que conquistou muitas coisas, dada a sua origem humilde.

        • Newton (ArkAngel)

          Enéas era, digamos, meio excêntrico, mas vendo seus vídeos, vê-se que ele praticamente previu como a situação estaria hoje, e tudo poderia ter sido perfeitamente evitado.

      • Augusto Lira

        Perdeu mesmo. Sempre votei nele, desde quando apareceu candidato. E ele tinha uma filosofia correta quanto ao “voto útil”, para ele, se ninguém lhe interessa, anula-se o voto ou vota-se em branco. Tanto que ele nunca apoiou outro candidato nos segundos turnos das eleições de que participou. Enéas tivesse sido presidente, hoje seriamos pelo menos uma Coreia do Sul. Como pode um país de tantos “apaixonados por carros” não ter nenhum fabricante nacional? E ainda damos graças a Deus que as grandes nos deram empregos. Brasil, eterna colônia.

  • Antonio F.

    Por essas que perdi completamente a crença em políticos, sejam de direita, centro ou esquerda, todos sem exceção governam de olho nas urnas, todos, sem exceção, não têm projetos de governo, mas somente projetos de poder. Somos apenas um país grande cada dia mais distante de sermos um grande país.

  • João Carlos

    Vejam este trecho da Av. Jacu Pêssego/Nova Trabalhadores. Sem cruzamento em nível, sem faixa de pedestre:
    https://uploads.disquscdn.com/images/3eec3c02a5287287b52077a122e0c1807e1451d97226c7c624b478544d2749e1.png

    Como era antes do Haddad:

    https://uploads.disquscdn.com/images/47f3566cfac6257a0e6bdc6b02b24557b1a9a183305b01c361687c6e8aac69df.png

    E as câmeras bem ali:

    https://uploads.disquscdn.com/images/606b892eba2964dc089f1121fa48130a76c754e16eecbc6f02b196bfb93a77f2.png

    Não tem nada de preocupação com segurança viária, é questão meramente arrecadatória.

    • invalid_pilot

      Hoje de madrugada voltei de São Caetano do Sul para Zona Norte via Avenida do Estado, chega a dar nervoso em manter 50 km/h às 4h da manhã com trânsito totalmente leve. A avenida do Estado comporta tranquilamente 60 km/h — que seria a velocidade natural minha ao trafegar por ela.

      • Invalid, há alguns anos escrevi aqui que as velocidades em milhas por hora são mais adequadas. Nesse exemplo que você deu a velocidade ideal seria um pouco maior que 60 km/h, 64 km/h, que é 40 milhas por hora.

        • invalid_pilot

          Bob, talvez por isso haja tolerância na medição, não?

          • Invalid, a tolerância é ditada pelo Inmetro e tornada obrigatória pelo Contran, uma vez que ao contrário dos EUA não temos tolerância de velocidade. Lá ela em geral é de 5 mph (8 km/h).

      • João Carlos

        E você deve lembrar do slogan de uns 10 a 20 anos atrás, “conheça Santo André e ganhe uma multa”, devido à proliferação de câmeras e fiscalização rigorosa de trânsito. Mas a mesma marginal do Tamanduateí de lá, a Av. dos Estados, tem limite de 60 km/h. São Paulo quer ficar com o título.

        • João Carlos, a av. Goiás, 60 km/h.

      • FocusMan

        Queria eu que a velocidade de instalação de radares nas cidades fossem a mesma para fazer outros tipo de obras públicas.

  • Luciano Gonzalez

    No finzinho da campanha eleitoral percebi a mudança no discurso e ficou evidente que ele só mexeria nas marginais, uma lástima.
    Uma coisa boa que ele juntamente com o vereador Camilo Cristofaro conseguiram foi acabar com aquelas excrecencias de radares móveis na cidade, ponto para eles.

    • Bruno Ribeiro Senaha

      Eu também votei no Camilo, era o único que defendia os carros, mas gostaria de votar em alguém que fosse contra o fechamento da paulista também, assim ela poderia voltar a ser de todos.

      • SergioCJr

        Bruno, falando apenas do ponto de vista comercial e de lazer(sem avaliar impacto o trânsito, ok?), o fechamento da av. Paulista foi fenomenal.

        Fui pela primeira vez faz três semanas e o que eu vi foi uma avenida tomada por famílias (idosos, crianças, casais (de todos os tipos), etc) e o comércio lotado, bem como presenciei ações beneficentes que só o fechamento foi capaz de proporcionar.

        Creio que boa parte da população, independente de ideário político, tem aprovado esse movimento.

        • SergioCJr, em que pese você ter apreciado o lazer das pessoas, rua (leito carroçável) não é lugar isso. Além de privilegiar quem mora nas imediações, parques é que são o local apropriado para isso. Fechar uma rua ou avenida traz o mesmo inconveniente aos moradores que as feiras, impede o acesso ao imóvel, privando as pessoas de um direito básico. A região tem diversos hospitais e hotéis, que são obviamente prejudicados.

          • guest, o original

            Perfeito, Bob! São Paulo tem diversos grandes parques que comportariam as tais “ações beneficentes”.
            Aliás, por que não promover essas ações no Vale do Anhangabaú, com fácil acesso por transporte coletivo, com o bônus de revitalizar uma região em processo de degradação? Ah, deve ser porque o gabinete do prefeito fica junto a esse espaço e os prefeitos (o anterior e o atual) temem manifestações contrárias a eles.

          • Newton (ArkAngel)

            Já que o fechamento da Paulista é semanal, e temos 52 semanas em um ano, o que representa quase 15% dos dias totais em um ano, o IPTU dos imóveis desse local deveria ter desconto também de 15%, pois nesses dias não há possibilidade de utilizar-se a avenida.

        • Bruno Ribeiro Senaha

          Eu reprovo, a rua tinha espaço para pedestres, ciclistas, carros, ambulâncias. Agora uma das liberdades foi tirada, ambulâncias que eram prioridades agora são secundárias. Lazer na rua é coisa de “hipster” que só quer atrapalhar as pessoas, assim como o fechamento do minhocão. Alguém está vendo algum político prometendo construir mais viadutos para dar lazer a população? Não, pois isso não tem lógica. Rua serve para passar; parques, quadras públicas servem para lazer.
          Essa ideia surgiu porque construir um parque como o Parque da Juventude custa dinheiro e fechar a rua é de graça, então se cria um factoide.

  • Newton (ArkAngel)

    “Em memória aos mortos no trânsito”

    Provavelmente foram mortos por motoristas tão idiotas quanto o sujeito que segura o cartaz.

    E as 60.000 vítimas anuais de homicídios? A culpa é das armas?

  • Mingo

    Do que adianta esse limite de velocidade ridículo, que só serve para encher os cofres da prefeitura de dinheiro, se os verdadeiros assassinos continuam a andar a 100, 150 ou 200 km/h nas ruas e avenidas da cidade?? Viram aquele cara num Jetta que bateu num 208 e o carro explodiu na avenida dos Bandeirantes agora esses dias. Pior, o cara tinha bebida, maconha e crack dentro do carro…
    Esses continuarão a andar do jeito que querem. Para esses bandidos, limite de 50, 60 km/h é coisa que só serve para os trouxas.
    Desculpem pelo desabafo!!

    • invalid_pilot

      Era um 208? Jurava que era um Fox 2-portas dos novos.
      E sim, eu duvido que o ADEVOGADO craqueiro, imprudente e assassino seja preso.

      • Lorenzo Frigerio

        Provavelmente foi para uma “sala de Estado-Maior” a que tem direito essa escumalha. Leram hoje a história do adEvogado que foi barrado na porta de uma boate em Curitiba, porque “se parecia com um segurança”, e tentou meio que fazer um bafafá, achando que, por ser mulato, grangearia a simpatia dos frequentadores de “redes sociais”? Bom, um leitor da Folha fez o dever de casa e levantou que o registro OAB do dito cujo estava suspenso.

        • invalid_pilot

          Vi agora de manhã no jornal que o ADEVOGADO assassino está solto.
          No Brasil matar com carro não dá cadeia, incrível.

          • Lorenzo Frigerio

            No Reino Unido, também. Um imbecil bêbado de Mercedes atropelou um garoto de bicicleta devidamente sinalizado com luzes, não prestou socorro, fugiu e foi para longe buscar um álibi e limpar as evidências. Só foi pego porque a ex-esposa dedurou. O garoto perdeu 1/3 do crânio e está paralisado. A pena: 3 anos. Eu chamo isso de pior do rodoviarismo. Aqui em São Paulo, o caso do atropelamento de Vitor Gurman continua parado, e a “nutricionista” que o pegou na calçada continua linda, leve e solta, e provavelmente ainda enchendo a lata na noite paulistana, como até um ano depois do caso foi flagrada.

          • Mingo

            Para a nutricionista linda, leve e solta, caberia outra pena, que sabemos muito mais eficiente, mas poucos tem coragem de colocar em prática…

      • Era um 206/207. Não tem 208 duas portas no Brasil.

    • guest, o original

      Se o limite de velocidade da av. dos Bandeirantes tivesse voltado aos antigos 70 km/h: (1) o comissário de voo não estaria com seu carro naquele ponto da via, logo não teria sido atingido pelo imprudente ou (2) ainda que fosse atingido, a velocidade relativa do choque seria 20 km/h menor (70 – 50), o que talvez evitasse o incêndio do carro.

      Quanto ao desempenho do prefeito em outros quesitos, vejam as declarações de seu colega de partido, José Aníbal, nos últimos dias: obviamente reflexos de uma disputa intramuros no partido, mas não deixam de ser verdades…
      “João Dória é um prefeito desfocado. A cidade está piorando, os buracos
      aumentando, os faróis estão quebrados, o capim aumentando e ele
      desconhece isso. Fica brigando com o Lula e nomeando gente na Executiva.
      Esse cara está delirando. Precisa focar na Prefeitura e mostrar
      resultado. Tem gente tão ou mais competente do que ele pensando no
      Brasil”, disse o ex-senador José Aníbal, presidente do Instituto
      Teotônio Vilela.

      • guest, seu raciocínio é correto, parabéns. Se o carro do comissário estivesse em maior velocidade, talvez não fosse tão “obstáculo móvel”, a severidade do choque seria bem menor, lembrando que a energia cinética cresce/decresce exponencialmente. Quanto ao que disse o José Aníbal a respeito do Dória, é bem por aí mesmo.

        • Lorenzo Frigerio

          O comentário dele parece coisa de adolescente, Bob.

          • Não acho, Lorenzo. Ele fez uma ponderação correta.

      • Lorenzo Frigerio

        Muito cacique, pouco índio, e todos já velhos caquéticos, começando pela múmia FHC, versão milenial do Conselheiro Acácio.
        Agora, quanto ao primeiro parágrafo, se… se… se… fugindo do assunto. O advogado vinha em alta velocidade. A vítima estava cumprindo a lei. Além de pretender alterar uma variável e esperar que todas as outras permaneçam exatamente as mesmas, você deve ser advogado também, pelo uso de raciocínios reversos e silogismos maliciosos, normalmente usados para colocar a culpa na vítima.

        • Lorenzo, aí não é pôr culpa na vítima, mas na velocidade regulamentada baixa demais. Se o comissário estivesse trafegando a 70 km/h a severidade do impacto seria menor. Isso é indiscutível.

          • Lorenzo Frigerio

            Bob, isso é papo de bar. Não pode entrar numa discussão séria. O comissário não morreu porque estava a 50 km/h ou porque dirigia um Ford Pinto. Ele foi atingido por trás em alta velocidade. Qualquer coisa pode acontecer numa situação dessas. Apesar da qualidade maior dos carros atuais, não existe garantia de nada, nem se tivesse airbag no tanque. A culpa não é do Dória, do comissário ou do carro. Ademais, independentemente do limite, que poderia ser de 70 km/h ou os 50 km/h atuais, ele poderia estar a qualquer velocidade a partir de 30 km/h, em qualquer faixa, que poderia igualmente ser atingido por um bólido descontrolado. São tantos fatores, que não dá para computar. Os fatos, porém, são claros: alta velocidade, embriaguez, uso de substâncias proibidas e de efeitos imprevisíveis na mente humana, fuga do local do acidente sem prestar socorro à vítima. Não dá para querer demolir um prédio na base da talhadeira com esse papo de advogado. A culpa não é do Dória, nem da vítima, e não foi “uma fatalidade”.

          • Lorenzo, você parece não acreditar na questão diferença de velocidades ser crucial na severidade da batida. Tudo o guest disse foi que esta diferença, se menor, poderia resultar em consequência diferente.

          • Lorenzo Frigerio

            Ele estava a 100 km/h. Acho difícil. Poderíamos chutar que, se tivesse pego centímetros à esquerda ou à direita, não teria havido fogo. Talvez ele tivesse só quebrado o pescoço. Ou tivesse saído andando. Entramos aí na discussão dos “known knowns, known unknowns e unknown unknowns” de Donald Rumsfeld.

          • Mingo

            Lorenzo, pode escrever o que estou dizendo. Ainda vão inverter as coisas e acabar botando a culpa na vítima. Capaz desses nossos “adevogados de porta de cadeia” dizerem que se a vítima tivesse ficado em casa, o noia não teria “enchido” seu carro.
            Aliás, aquele assassino, se não tivesse atingido o Peugeot, fatalmente teria acabado enchendo a traseira de qualquer outro carro, que poderia ser o meu, o do Bob, o seu e até dos advogados que estão defendendo essa figura. Está lamentável viver nesse país…

    • Z_H

      Parece-me que era um 206…

      • Mingo

        Correto Z_H e Jambeiro. Era um 206/207. Esses carros com números ao invés de nomes sempre me confundem…
        Mas a raiva continua a mesma. Já soltaram o vagabundo que cometeu esse homicídio. Essa turma não fica mesmo na cadeia.

    • FocusMan

      Sempre digo isso, foi a mesma coisa com a proibição da bebida sem tolerancia.

      Agora eu não posso beber uma taça de vinho com minha mulher a noite num restaurante, nem tomar um chope, porque o sujeito bebe até não conseguir dirigir.

      Bastava fazer a fiscalização com a lei antiga e pronto…

  • Nilson

    Não só descumpriu a promessa de revisar as velocidades, está negligenciando a conservação das vias. Com tantas crateras me sinto na Lua!

    • Milton Evaristo

      E o serviço de pedidos de tapa-buraco pelo 156 telefônico, ou internet, não está atendendo as ocorrências.

    • Lucas dos Santos

      Na verdade, a única promessa que ele fez foi em relação às velocidades das marginais. Quando o questionavam sobre as velocidades das demais vias, ele dizia apenas que “vamos estudar a possibilidade”, sem dar uma posição definitiva.

      Era por isso que eu nunca acreditei que ele realmente fosse mexer na velocidade dessas vias e inclusive expressei isso várias vezes aqui no AE. Dito e (não) feito! Ele cumpriu a promessa de “estudar” a alteração das velocidades dessas vias e como o tal “estudo” que teria sido realizado pela CET indicou que não era necessário alterar, ele não fez nada!

      Só acho lamentável a assessoria de imprensa dele não ter retornado as solicitações do AE. Será que os leitores daqui postassem o link deste editorial na página do Facebook dele, pedindo um posicionamento, (https://www.facebook.com/jdoriajr/) a equipe dele não iria ver? O prefeito sempre costuma rebater críticas que fazem contra ele na mídia.

  • Mr. Car

    Resta saber se se acovardou mesmo, ou se já era intenção promover apenas as pequenas mudanças que promoveu, mas deixando subentendido que a mudança seria total, apenas para angariar votos. De qualquer modo, por enquanto, está sendo melhor que ter deixado São Paulo nas mãos do PT.
    Abraço.

    • Mr. Car, sem a menor dúvida!

    • Lemming®

      Se bem que já está mostrando as asinhas com a regulamentação do Uber e com treinamento obrigatório para os motoristas para entender “os transgêneros”. PQP.

  • Milton Evaristo

    O cara fica no Facebook todo dia respondendo a um monte de “engajadinhos”, e não tem coragem de tratar um assunto sério desses numa entrevista?! Nem responder?
    Para mim esse cara só gosta de jogar para a torcida.

    • Pedro Mazza

      Milton, se me permite um adendo, ele não fica no Facebook, ele tem uma ou mais pessoas pra cuidar disso (vídeos, postagens, etc). Mas concordo que os assessores deveriam sim responder e viabilizar esse contato.

  • SDS SP

    A gestão anterior simplesmente criminalizou o uso do carro, mas não fez grandes melhorias no transporte público, o que em uma cidade do porte de São Paulo é vergonhoso.
    Essas ciclovias (muitas delas fakes), só beneficiaram uma pequena parcela da população que mora perto do trabalho.

    • SDS, eu diria mínima parcela da população, e não pequena parcela.

    • Bruno Ribeiro Senaha

      Exatamente, sem contar que o próprio transporte público também anda devagar. Precisamos de um prefeito que aumente a velocidade, abra a paulista para os carros e tire os puxadinhos de botecos das vias públicas.

    • FocusMan

      Temos um monte de gente legislando em causa própria.

  • invalid_pilot

    Bob,
    Além das velocidades, vejo que a atual gestão pouco faz para conservação das ruas.
    Somente no quarteirão do lado de casa (uma avenida de bairro com tráfego intenso), conto mais de 10 buracos ou imperfeições no asfalto, sendo 6 somente numa rua lateral com pouco mais de 100 metros.

    Absurdo !

    Sobre a velocidade das marginais, concordo com a manutenção de 50km/h na pista a direita da local, pois os acessos de ponte sempre viram bagunça pela burrice e falta de educação dos condutores.

    • Invalid, também tenho notado isso.

  • guest, o original

    Desculpem-me pela sugestão, que lhes geraria mais trabalho: com o peso de serem jornalistas e fazendo uso da Lei de Acesso à Informação, o AE poderia solicitar os estudos técnicos que embasaram a fixação de velocidades da época pré-Haddad e atuais de uma determinada avenida (Bandeirantes ou Jacu-Pêssego, p.ex.). Com isso, penso que teríamos elementos para contestar essa covardia do atual alcaide.

    • guest, nosso tempo é muito precioso para procurar o que não existe.

    • Rafael

      Qualquer cidadão pode solicitar. Por que você não o faz?

      • Rafael, solicitar o que não existe?

  • Juliano Wagner

    A esquerda sempre é contra a velocidade. É a histeria militante.

    • Lorenzo Frigerio

      É mais fácil culpar a velocidade que consertar o atraso. Mas isso não é só da esquerda.

    • Bruno Ribeiro Senaha

      Não é verdade, tanto que uma reportagem do El Pais mostrou que o Haddad era rejeitado também pelos petistas, nas periferias ele foi totalmente rejeitado também.

  • jr

    Sob a perspectiva do trânsito/mobilidade foi possível notar melhoras neste primeiro semestre de governo?

    • jr, em minha opinião, só na marginais do Tietê e do Pinheiros. Eu esperava que acabasse o fechamento da av. Paulista ao trânsito aos domingos.

      • jr

        Bob, por acaso fiquei em um hotel bem próximo à av. Paulista. Assim, vi com meu próprios olhos que há transversais fechadas ao domingos! Na rua do meu hotel tinha umas mesas de camelôs bloqueando totalmente a possibilidade de se usar a rua. Nunca imaginei isso possível! Já achava o fechamento da av. Paulista, em si, algo no mínimo temerário, mas transversais fechadas???!!! O que é que é isso???

        Conversando com algumas pessoas ouvi um interpretação (quanto ao fechamento da Paulista) que achei possível: em vez de gastar com manutenção de parques, como o Ibirapuera, libero a rua para as pessoas passearem (???? calçada é o que?)). O município que não quer cuidar do seu patrimônio. Ou que está tão empobrecido que não quer pode lidar com isso… por favor! Para mim isso é muito diferente que gerenciar um autódromo, um estádio, ou um centro de convenções, um parque é outro tipo de patrimônio público.

        Enquanto isso, ouvi as reclamações (e vi os motivos) sobre falta de recapeamento das vias (fora a má qualidade), entre outras.

        Olha, não sei o que será de nós… bom, São Paulo (apesar de estar pagando os patos) tende a queimar cara dos “ispertos” que querem virar presidente (o prefeito anterior e o atual).

        Fazer o quê?

        • jr, esse será outro “bombardeio” do AE além do rodízio, fechar a av. Paulista aos domingos e agora essa novidade que você contou.

    • Luiz AG

      Eu pego o trecho da saída da Rodovia dos Bandeirantes até a Ponte Eusébio Matoso. De moto percebi um ganho de 5 minutos do trajeto (50% a menos)

  • Bob, sei que lerá meu comentário e, também, sei que ele não será publicado, como já aconteceu outras vezes quando comentei em matérias que divergem do assunto pelo qual frequento o site, automóveis.

    Até entendo sua frustração, mas sua argumentação demonstra sua incapacidade de reconhecer o outro lado do problema me deixa extremamente frustrado.

    Não consigo enxergar no texto o jornalista reconhecido nacionalmente, parece um adolescente que não entende como funciona a política, especialmente o fato largamente reconhecido que político brasileiro só promete para ganhar votos, dificilmente entrega o que foi prometido.

    Esta claro que sua intenção não foi criticar o governo paulistano, mas o outro lado do “espectro político”, pois este lado implementou uma política pública de segurança nas vias, que trouxe resultado, mas que você ignora, sabe-se lá por qual motivo.

    Sei que minha opinião não importa, seu apenas um leitor. Entretanto, se assuntos alheios ao conteúdo do site começarem a serem tratados assim, com displicência e ignorância, serei obrigado a riscar o site dos meus favoritos porque um dos seus redatores é mais um daqueles que se exaltam quando o assunto discutido é de cunho político.

    Assim, afirmo, nem todos os leitores são acéfalos ou incautos que não conhecem nada de política, especialmente política pública. Tenha mais cuidado ao tratar assuntos delicados, não seja mais um que escreve na lama, da lama e para a lama.

    • Niten, custa-me acreditar que você não tenha lido ou prestado atenção à primeira linha do texto: “O prefeito de São Paulo, João Dória Jr., vem fazendo boa e competente administração.”
      Além disso, o que foi tratado fala apenas de automóvel, na sua essência, não percebeu?

    • Lorenzo Frigerio

      Falou, falou, falou, não disse nada e acha que quem não concorda é um néscio que “precisa ler mais”. Típica esquerda.

      • Rafael

        Normal. É uma viúva do Haddad.

        • Mingo

          Seis meses se passaram e as viúvas do Haddad ainda continuam chorando. Vão dormir na cama que é quente!!
          O problema dessa raça é que não sabem perder. E quando perdem, ficam sabotando tudo que os outros fazem, como se não soubessem que quando estavam no poder, também não fizeram NADA para melhorar os problemas da cidade…

  • Lauro Agrizzi

    Os políticos atuais só pensam neles, os que os elegeram que se ferrem.
    Estamos quase sem alternativas para fazer com que esses mentirosos se emendem e passem a representar o bem da população.

  • Ariel Fornazari Veiga

    Votei no Dória e gostei das propostas do mesmo mas, estou me decepcionando. Na avenida Inajar de Souza, que se tornou uma importante avenida na zona norte da cidade, é incrível a quantidade de semáforos que estão quebrados e que ninguém se preocupa em arrumar.

  • Braulio Stafora

    Não gosto do Doria. Não gostava dele quando era apresentador, e menos ainda do fato que ele ocupa cargos designados com certa frequência desde os anos 90 e ainda assim se diz não-político, mas a verdade é que ele cumpriu o que prometeu e isso já é muito mais do que a maioria dos políticos faz.

  • Francisco Greche Junior

    Doria seu covarde, mentiroso. É somente mais do mesmo.

  • Flying Like a Bird

    Fico triste por quem acreditou no marketing do prefeito, nisso ele é muito bom!

    • F. Mendes

      Toda campanha tem marketing. Um dos elementos necessários para se eleger é ter penetração popular, pois a vitória depende dos votos.
      Vale lembrar que o Collor também se baseava na ideia de ser um outsider (de fora do jogo político), que ia combater duramente a corrupção (foi intitulado na capa da Veja como “o caçador de marajás”). E ganhou de lavada do Lula e do Enéas.

      O dep. Bolsonaro anda pelo mesmo caminho. Já teve vários mandatos como deputado e antes de se tornar febre na internet se resumia a atender aos interesses dos seus eleitores evangélicos, criticando os gays, o aborto, e outras medidas com as quais esse grupo não concorda. Até acho que são direitos legítimos, mas pouco importantes para o crescimento econômico do País. São interesses de bairro.
      Sabemos ainda que ele é militar reservado (paraquedista do Exército), o que também leva muitas pessoas de favelas (e outros ambientes que enfrentam a mais brutal violência diária) a crerem que irá milagrosamente extinguir a violência do País, exterminando todos os bandidos ou algo que o valha. Embora queiramos nos ver livres da bandidagem, sabemos que isso é uma utopia, impossível de ser feita por uma pessoa sozinha da noite para o dia.
      Aliás, por isso mesmo se nota o recrudescimento do discurso do Dória, mostrando-se firme e destemido, pois está enxergando o real potencial do Bolsonaro em se tornar Presidente da República.

      A verdade é que o discurso popular é diferente do discurso intrapartidário. O discurso popular é para captar votos, e o intrapartidário é realmente o que corresponde às decisões que serão tomadas no mandato. O Dória é um representante do partido, e logrou êxito em consagrar a hegemonia do grupo com a vitória da prefeitura, pois os mesmos integrantes já comandam o Executivo estadual.
      Eles representam bons interesses, a meu ver, que são os interesses econômicos. Sem eles, o País fica estagnado. E a harmonia política é positiva, basta ver que o atual Presidente está dando ensejo rapidamente às reformas, pois tem boa ambiência com o Congresso.
      Basta notar também que o Lula atendeu perfeitamente aos interesses empresariais, notadamente quanto ao mercado financeiro, o que é totalmente oposto ao discurso que ele mantinha. A política é muito mais ampla do que as promessas de governo — estas existem para obter votos, e não representam o que será feito na prática depois da eleição. A história nos mostra isso reiteradamente.

      Então você pode me perguntar: “quando então teremos alguém que represente o POVO, pois você falou aí em grupos econômicos, mercado financeiro, bancários etc…” E eu já respondo: É isso mesmo que eles tentam fazer com esses candidatos populares. A ideia é fingir que ali tem uma figura representativa do povo, quando por detrás está um grupo exercendo o controle. Se o Bolsonaro é o Messias que vai mudar isso? Tenho minhas dúvidas, pois me parece que ele está caindo de paraquedas num campo desconhecido, o que tende a levar o País a um novo colapso econômico. Mercado não se faz com boa vontade, e sim com experiência e conhecimento. Nisso também é importante o povo deixar um pouco de lado as paixões e acabar entendendo que os velhos experientes na política tendem a trabalhar mais eficazmente em prol das empresas (vide Temer), e são elas que fazem o País crescer.

  • Rafael Ramalho

    O roubo, ops, arrecadação com as multas, supera a marca de R$ 1 bi por ano. Alguém foi realmente ingênuo de acreditar em mudanças? O estado é uma quadrilha e nossa única arma é fraudar/sonegar o sistema.

    • Rafael, existem coisas que não mudam. Pode colocar quem for, quer seja da extrema direita ou da extrema esquerda, as coisas não vão mudar. Muda o discurso, mas não a prática.
      Diferente de muitos, eu sempre disse que Doria e Haddad funcionalmente não são tão diferentes assim. Mas muitos acreditaram nele. Agora que o tempo começa a passar, começamos a ver a que o Doria veio.

      A quem acreditava nele como salvador da pátria eu sempre dizia para pedir a ele que reduzisse os radares pela metade.
      Agora, olha a realidade:
      http://www.fortymidia.com/2017/05/18/gestao-doria-estuda-instalacao-de-mais-radares/

      Faça outra tentativa: solicite ao Doria acabar com o rodízio, coisa mais sem noção na cidade, que só ajudou a aumentar a frota circulante ao invés de diminuir, piorando os congestionamentos que deveria reduzir, mas que também é grande fonte de recursos para a prefeitura via multas para um procedimento que só existe aqui.
      Você acredita que o Doria eliminará o rodízio? E você acredita em Papai Noel?

      Avenidas e bairros “vitrine” da cidade certamente estão bem cuidados. Mas venha nos bairros periféricos.
      Eu moro na região da Vila Guilherme / Vila Maria, uma região praticamente central e está completamente abandonada pela prefeitura. Venha ver aqui o lixo nas ruas, os buracos nas ruas… Com as ações na Cracolândia, não basta os mendigos/carroceiros/viciados que vivem de furtos e “reciclagem” de lixo (que na verdade sujam ainda mais o bairro), agora estão vindo os drogados do centro e causando confronto.
      Um local e um “estrangeiro” se enfrentaram na frente de casa ainda outro dia segurando gargalos de garrafa quebrada. Chamamos a polícia e estamos esperando a viatura até agora.
      Chame o serviço social da prefeitura para recolher e cuidar dessas pessoas. Mesma coisa. Chame a zoonoses para pegar um cachorro agressivo solto nas ruas. Idem.

      Mudou alguma coisa? Sim, mudaram as moscas. A porcaria continua a mesma.
      Só vai mudar algumas ações ligadas a questões partidárias. Por exemplo, é provável que o Doria permita a degradação dos 400 km de ciclovias e ciclofaixas do Haddad, do mesmo jeito como o Haddad acabou com a inspeção veicular implantada pelo PSDB.

      Qualquer um que entre ali irá agir do mesmo jeito.
      Como disse Maquiavel, “o fim justifica os meios”.

  • Bruno Passos

    Sei que a matéria foca mais nas velocidades urbanas paulistanas, mas também cabe reflexão em relação às velocidades de muitas rodovias do interior do Estado de São Paulo, em que são ridículos os limites de velocidades. Cito como exemplo o caso da rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123) que no trecho de subida de serra tem como velocidade máxima permitida velozes 60 km/h. Trata-se de um trecho de rodovia com duas faixas de subida de serra, curvas de média velocidade, e infelizmente em todo o trecho não se pode trafegar a 61 km/h sob pena de multa e caso passe dos 91 km/h em umas da grandes retas da estrada sua CNH poderá ser suspensa, segundo o Código de Trânsito Brasileiro. Sou do tipo que tem a estrada como segunda casa, passo bom tempo do meu dia dirigindo e, se posso ser sincero, sou a favor do aumento dos limites de velocidade máximas da maior parte das estradas que conheço e da aplicação de radares fixos, leia-se bem, FIXOS, em pontos de maior risco em uma rodovia. Existem curvas, por exemplo, que têm seu raio diminuído ao longo de sua trajetória, as quais considero muito perigosas, principalmente para motoristas que desconhecem tal rodovia. Caminhoneiros, por exemplo, sempre são vítimas de capotagens em tais curvas, já que as “atacam” a uma velocidade compatível com o raio inicial, mas se perdem quando precisam esterçar mais o volante para acompanhar o trajeto de menor raio, e, pela “centrífuga” a carga na carroceria puxa o caminhão e provoca o tombamento. Assim, sou sim favorável à aplicação de radar móvel antes de tais trechos, com a devida sinalização, de forma que force os motoristas a reduzirem a velocidade e então promovem aquilo que eu entendo como objetivo de qualquer lei de trânsito: proteger a vida! Existem diversos outros tipos de pontos perigosos em estradas, os quais creio que não preciso expor aqui e onde sou sim a favor de fiscalização pesada, não para gerar multas, mas para proteger vidas. Não me entendam errado, por favor! Sou a favor da utilização de fiscalização eletrônica fixa apenas em pontos perigosos da estrada, de forma a passar a utilizar tais equipamentos para proteger a vida em si e não utilizá-los como forma de lucro pelo estado. É triste, você está em uma rodovia onde nem mesmo as viaturas da Polícia Militar Rodoviária respeitam os limites, de tão baixos que são, e, ao passar 2 km/h da máxima permitida você então se depara com um policial escondido, dentro de uma valeta, apontado para seu carro o tal do radar móvel. Acho lamentável. Respeito e muito a Polícia e confesso que gostaria de ver muito mais policiamento em nossas vias públicas! Muita coisa, no entanto, deve mudar. Sonho com o dia em que toda a fiscalização for usada a favor da vida, de forma a coibir práticas ilícitas, mas que esse seja o dia também que ocorra uma mudança cultural e algum político tenha peito para tocar na questão de revisar várias velocidades máximas permitidas em nossa vias. Não estou dizendo em ausência de limites ou liberação de velocidades de autódromos para rodovias, penso apenas em algo mais coerente com nossa realidade atual, tomando-se em conta a evolução que tivemos em motores, comportamento dinâmico e segurança embarcada nos carros. A economia do nosso país não foi construída sobre a malha rodoviária? E a indústria automobilística também não possui enorme importância econômica? Então porque nossas estradas possuem limites de velocidades para carroças? Que deixem andar onde pode-se andar e que fiscalizem onde os acidentes mais ocorrem! Que a fiscalização seja utilizada para proteção da vida e não como armadilha!

    • Bruno, estou totalmente de acordo com o que você disse e em breve vou falar a respeito. Só foquei no prefeito de São Paulo por ele ter-se mostrado nitidamente favorável à redução de velocidade imposta pelo petista Haddad nas demais vias da cidade, algo sem nenhuma coerência. Aproveito para lhe recomendar a leitura (ou releitura) da matéria sobre tirar partido da tolerância oficial do Inmetro e regulamentada pelo Contran, e rodar acima do limite da via sem risco de cometer infração.
      http://www.autoentusiastas.com.br/2014/09/tabela-de-velocidade-medida-e-considerada/

      • Fat Jack

        Bob, não acredito que ele seja favorável a manutenção dessas velocidades, mas dada a repercussão contrária que sabemos aconteceria, ele se prevalece da (boa) desculpa de que “… isso eu não prometi, portanto não tenho obrigação de fazer…”, obviamente isso realmente demonstra acovardamento, só resta torcer ou para que esta posição seja revista (não creio) ou que seu sucessor (ou em caso de tentativa de reeleição) estas velocidades virem temas de campanha…

  • Diplo86

    Fico feliz em ver que o AE não se acovardou. Foi dado um voto de confiança ao Dória, mas agora que ele traiu esse voto esperamos que o AE continue com uma posição firme, a mesma que tinha com o governo anterior.
    Tenho ido algumas vezes a São Paulo e realmente é tenso dirigir nessas velocidades antinaturais. Além da preocupação em dirigir em um local desconhecido, temos que ficar atentos ao velocímetro constantemente. É uma sensação de alívio retornar para casa sem uma multa.
    Mas o problema de São Paulo é o mesmo do Brasil: a maioria da população merece o governo que tem. Quase vinte anos do ridículo rodízio de automóveis e continuam votando naqueles que não fazem nada para acabar com isso. Pena que uma minoria sensata sofra com isto. Mas essa é a realidade da vida. Desculpem o desabafo.

    • Diplo86, a posição não só será mantida como será intensificada relativamente a essa vergonha paulistana que é o rodízio. Ele declarou recentemente que São Paulo não pode viver sem o rodízio, o que constitui uma deslavada asneira. Eu pensei em falar nisso também nesse editorial, mas achei melhor não misturar a crítica.

    • Fat Jack

      Eu gostaria de ouvir alguém se comprometer a acabar com o rodízio…, mas dado o lucro que ele representa, DUVIDO que alguém tenha coragem de abrir mão desses valores.

  • Claudio Abreu

    E já vamos para sete meses sem manutenção em semáforos— já presenciei situações de extrema periculosidade por conta dessa palhaçada.
    De quem é a culpa? E o que o sr. Sharp poderia fazer?

  • Fat Jack

    Não sei se sou o único a achar a. postura do prefeito em responder a solicitação de entrevista tão ou mais grave que a não readequação das velocidades da cidade. Infelizmente não posso me sentir totalmente surpreso, não pela pessoa dele mas, pelo esforço dos marketeiros que buscam a todo custo desviá-lo de algum assunto controverso dadas as pretensões do partido em tê-lo como presidenciável.

  • Isso sem falar nos buracos nas vias, que só aumentam. O Dória conseguiu a proeza de deixar a malha viária PIOR do que a que o Haddad entregou no final do mandato.

    O contrato da operação tapa-buraco foi reduzido em 9 distritos e completamente suspenso na Vila Prudente, onde moro, desde o final de maio. A degradação do asfalto já é evidente, isso porque nem estamos em época de chuva! Apesar de tudo aposto que o IPVA vai ser cobrado normalmente ano que vem…

  • Matheus S. Bueno

    Bem-vindo à verdadeira face do sr. João Dória.

  • José Luiz Segismundo

    Acho incrível que não haja revolta contra o rodízio de carros em São Paulo, totalmente ineficaz e altamente perturbador. O malfadado rodízio perdeu totalmente a sua finalidade. A maioria dos motoristas comprou um segundo carro com outra numeração de placa e na verdade aumentaram os carros em circulação. Sem falar nos milhares que conseguiram isenção. O prefeito marcaria muitos pontos positivos acabando com essa prática nefasta.

  • Nando

    Depois de um bom começo, com um “choque de gestão” na largada de sua administração, infelizmente a prefeitura vem perdendo gás. O prefeito parece preocupado demais com ações midiáticas para se provar como pré-candidato sério à presidência. Até pelo contraste com a administração (?) do prefeito (??) anterior, ficou a impressão de que Dória faria uma gestão brilhante na prefeitura, porém ele tem se dedicado demais a jogar para a torcida. A cidade não precisa de um pré-candidato à presidência, mas sim de alguém com foco apenas nas questões do município. E o prefeito, se quiser ser levado a sério como candidato à presidência, precisa se afastar urgentemente do seu atual partido, que, no quesito bandidagem só perde para o PT e o PMDB.

  • Ricardo kobus

    Bom, ao meu ver ser prefeito de São Paulo deve ser pior do que presidente da república, ele infelizmente teve que se render a esses vagabundos que não fazem nada da vida e com isso tem tempo de ficar protestando idiotices, ao contrário de nós que estamos trabalhando e consequentemente não temos tempo para ficar protestando.

    • Ricardo, ele não tinha que se render. Agiu mal.

      • Ricardo kobus

        Bob, infelizmente nós somos minoria. Tempos atrás andei em Curitiba, meus Deus, o que fizeram com aquela cidade!

  • Antonio Neto – Tatau

    De fato a manutenção das velocidades em outras tantas vias, como por exemplo a Avenida dos Bandeirantes, a Avenida Roberto Marinho ou a Jacu Pêssego é algo que mostra o acovardamento do Prefeito. Também parece-me que em outras áreas ocorre uma “tirada de pé” da prefeitura, estando o alcaide mais preocupado em achincalhar o Luiz Inácio e seus co-partidários do que cuidar da cidade. O sem número de buracos e os “semáforos de açúcar” mostram isso com certa facilidade. Mas, é evidente que num lugar como São Paulo é impossível de se fazer tudo ao mesmo tempo.

    Mas para voltar ao tema, não sei se é uma impressão minha, mas nas Marginais, mesmo quando o fluxo de veículos não é tão grande, muitos motoristas continuam a trafegar nas velocidades antigas, principalmente na Pinheiros. Não é difícil ver carros andando a 70 km/h, 50 km/k ou até mesmo 40 km/h, elevando o risco de acidentes. As vezes noto uma aglomeração de veículos, quase todos em velocidades inferiores ao limite e um enorme espaço livre pela frente. A sensação é que muitos têm medo de andar nos 90 km/h, o que seria reflexo de uma péssima formação.

    • Tatau, também fico surpreso com a quantidade de motoristas andando a 70 km/h nas marginais. É como se tivessem desaprendido. Aliás, nas estradas de 120 km/h muita gente anda a 100 km/h. Mas, de fato, o Dória se acovardou. Ele mesmo está a com a CNH apreendida por ultrapassar 20 pontos em um ano e certamente tem excesso de velocidade aí.

  • Vinicius_Franco
    • Vinicius Franco, não achei lá essas maravilhas. Apenas mais um.