O Chevrolet Onix foi escolhido o carro parceiro do lançamento do Waze para o sistema Android Auto no Brasil. A estreia permite que motorista do Novo Onix navegue com o app diretamente na tela do multimídia MyLink do veículo. Para os motoristas, além de poder acompanhar o caminho em uma tela maior que a do smartphone, outra vantagem é a possibilidade de interação com o aplicativo por meio da tela tátil do MyLink ou pelo sistema de comando de voz do carro, minimizando distrações e tornando o uso mais seguro.

O Waze possui uma rede global com mais de 75 milhões usuários ativos mensais — além de 420 mil editores de mapa voluntários e diversos parceiros orientados por dados. O Brasil representa uma das maiores redes de motoristas e é um dos mercados mais importantes para o Waze. Somente na Grande São Paulo, o app tem mais de 3,5 milhões de usuários ativos que dirigem mais de 500 milhões de quilômetros por mês.

“A receptividade do motorista brasileiro para a inovação é um dos motores do nosso sucesso”, disse Andre Loureiro, diretor-geral de publicidade do Waze no Brasil. “O Waze tem um relacionamento recíproco e colaborativo com os brasileiros, e é um prazer demonstrar alguns dos recursos e parcerias mais interessantes no país. Agradecemos à GM brasileira por nos ajudar a trazer este lançamento emocionante à vida”.

Usando a estrutura do Android Auto, o Waze está integrado diretamente na tela do console central do carro. A entrada do app no sistema do Android Auto traz o poder da rede de usuários do Waze diretamente para o painel do carro, com rotas inteligentes, reduzindo as distrações e ainda ajudando o motorista a fugir do trânsito. Além disso, também é possível utilizar as configurações de voz do Google, que são semelhantes às utilizadas no Waze e permitirão que os motoristas interajam com o app via controle de voz.

Pensado para os dias de hoje

A escolha do Onix foi por ser considerado pela fabricante o carro mais conectado fabricado no Brasil. Lançado em 2012, o Chevrolet democratizou em seu segmento o sistema multimídia e mais recentemente a tecnologia exclusiva de telemática avançada OnStar, que consiste num canal direto entre o automóvel e uma central de atendimento 24h que oferece serviços de comodidade, segurança, emergência e monitoramento.

Os serviços vão desde envio automático de resgate em acidentes até auxílio na recuperação do veículo em caso de roubo. O contato com a central de atendimento pode ser feito por meio de um botão no painel. O OnStar possibilita ainda interação com o veículo por meio de aplicativo para smartphone. Com isso é possível, por exemplo, fazer uma checagem dos principais sistemas mecânicos de forma remota.
“A GM colocou o smartphone na tela do carro através do MyLink e colocou o carro na tela do celular através do OnStar. Esse é um dos diferenciadores competitivos do Onix. É um dos motivos que o transformaram no automóvel preferido do brasileiro e no mais vendido da América Latina”, explica Hermann Mahnke, diretor de Marketing da General Motors.

 

Conectividade ganha relevância

Pesquisas apontam que tecnologias como a conectividade ganham cada vez mais importância na lista de prioridades dos consumidores de carros de entrada. Já são a segunda razão de compra, superando os atributos mecânicos — desenho continua sendo o quesito mais relevante.

“No Onix, estes atributos são percebidos no sistema de conectividade total, na direção eletroassistida de série, na opção de câmbio automático de seis marchas, no baixo consumo de combustível e na sensação de amplo espaço interno, principalmente”, completa Mahnke.

JJ



Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • Luciano Gonzalez

    Aplausos para a General Motors!

    • A lone driver

      Apesar de o Onix ter sido escolhido como parceiro de lançamento, o Waze está igualmente disponível em qualquer carro que suporte o Android Auto.

      • A lone driver, claro, mas no Onix vem assim de fábrica.

  • Lucas Joseval Hernandes

    Duas observações no primeiro parágrafo do segundo bloco do texto: Um erro de digitação, saiu “oor” em vez de “por” e logo em seguida o termo abominado pelo Autoentusiastas, “montadora” em vez de “fabricante”.

    • Lucas, um foi erro de digitação, outro deixei passar mesmo por mais que eu ficasse atento ao texto da informação à imprensa. Será corrigido imediatamente. Obrigado pelo toque.

  • Lorenzo Frigerio

    Segundo a Wikipedia, para o Android Auto funcionar é necessário conectar o seu celular ao carro por cabo USB. Realmente, para que servem Wi-Fi e Bluetooth, se dá para conectar por cabo, não é? A falta de inteligência está dominando o Google. Aliás, o que custa fazer uma central multimídia independente com chip 4G e Waze/Google Maps já instalado?
    Saudades do meu velho Nokia flip, que fazia o backup dos dados para o computador por Bluetooth, coisa que nenhum smartphone com Android faz. É absurdo, mas é verdade.

    • João Carlos

      No Nissan March é assim, o Waze da tela fica independente do celular, que fica livre.

      Esse é um dos motivos de eu não ter gostado do Android Auto: o telefone fica limitado para o Maps, Google Play Music, e Telefone (aquele de fazer e receber ligações, lembra rsrs).
      Outro problema é a tela ficar dominada pelo aplicativo usado, como o Maps e agora o Waze, e eu gosto de ter as informações do rádio, estações. E se alguém te fizer uma ligação pelo telefone do WhatsApp (mais comum hoje do que uma ligação normal), você não consegui atender, sendo que no Whats com dois toques você coloca no viva-voz e boa
      Acabei nem usando mais o Auto, é e mais prático usar o Maps do celular, pois o Maps no modo do Android Auto, você não tem acesso aos lugares favoritos ou salvos. Vamos ver como será no Waze.

      Para quem tem esse sonho de ter esse dispositivo no carro, é bom fazer um teste antes, baixando o Android Auto, pois ele emula no próprio celular como será a tela da multimídia.

      Cheguei a conclusão que nada substitui um bom dock para deixar o telefone à vista e a mão, como a VW inteligentemente fez na linha Gol e up!, tomara que venha no Polo. Sorte que meu carro apesar da tela “ultra moderna”, tem entrada para os velhos CDs, e arrumei um suporte que vai bem ali. Pronto, celular na mão e na visão!

      • Oli

        Sem duvida o dock é a melhor solução. Sem falar que essas centrais tendem a ficar desatualizadas em pouco tempo. No dock é só colocar o celular novo.

        • João Carlos

          Acabei de testar o Waze no Sync3 e ficou muito bom.
          O principal defeito do Maps — não acessar Favoritos — não existe no Waze.

  • Luis Felipe Carreira

    Já era para estar no Android Auto e no Apple Carplay faz tempo.

    • ochateador

      Se a lei de um país proíbe “produtos que possam atrapalhar a concentração do motorista” e o Waze atrapalha a concentração, como que fica a história?

      O ‘waze/google/android auto’ pode ser banido por causa disso (vide as diversas regulações que o Uber vem sofrendo através das leis).

      • ochateador, está com falta do que fazer hoje? Pela sua lógica distraem o motorista: conversa com ocupantes, rádio e outras mídias, velocímetro, espelhos, limpador de para-brisa funcionando. Mas, fora isso, não existe tal lei no Brasil. E, para encerrar, você é contra o Waze, é isso?

        • ochateador

          Uso o Waze sempre que tenho alguém para ir passando as instruções para mim (eu dirijo, esse alguém faz a interação com o Waze).

          Apenas lembro das aulas da autoescola (felizmente peguei um professor excelente (coisa raríssima hoje em dia) ): “sempre preste atenção no trânsito para não fazer besteira”.
          Essas telas multimídias é basicamente um tablet/celular preso no painel do carro.

          E se eu me basear pelo que vejo no dia a dia onde muitos “motoristas” prestam mais atenção em seus celulares ao invés de prestar atenção no trânsito.
          +
          Waze tem duas maneiras de você utilizar.
          maneira 1: olhe para a tela e vá seguindo as instruções. Só de olhar para a tela já paramos de prestar atenção ao trânsito.
          maneira 2: olhe para a tela e vá seguindo as instruções e faça interações com o aplicativo (reporte buracos, congestionamentos, etc). Novamente, paramos de prestar atenção ao trânsito.

          Preciso dizer que muitos irão fazer mau uso da ferramenta ?

          • André

            Essa “maneira 2” pode dar algum impacto na atenção, mas a “maneira 1” não.

            Essa “maneira 1” foi o que o Contran adotou no Brasil em 2003 e proibiu os GPS, voltando só em 2007. Era proibido pela Resolução 153 imagens para os ocupantes dos bancos dianteiros, inviabilizando o uso de GPS.

            O Bob foi um dos que bateram forte contra isso, eu lembro, pois era uma vergonha, era o Brasil na contramão do mundo. Carros que vinham de fora já com o equipamento tinham que ser alterados, só ficavam as vozes do GPS, imagem não podia. Vergonhoso!

            Infelizmente as pessoas costumam medir os outros com sua própria régua, e acabam nivelando por baixo.

          • André, que nos impôs essa vergonha foi o presidente do Contran Ailton Brasiliense Pires, um comunistoide que via no GPS “coisa de rico”. Seu sucessor, Alfredo Peres da Silva, acabou com a brincadeira. Esse foi um grande presidente.

          • Rubergil Jr

            A maneira 2 está errada. Ponto.

            A maneira 1 não tem nenhum problema. Se tivesse, carro não podia ter velocímetro e conta-giros, tira a atenção do motorista. Também então deveria ser proibido olhar no retrovisor.

  • tadeu augusto de oliveira

    Boa noite
    “…sensação de amplo espaço interno, principalmente” ?
    Será que ele está falando do Onix nacional? Na minha humilde visão, por conta do desenho, o capô ficou curto, o painel muito largo e o para-brisa é bem inclinado; e ainda acho que o campo visual é limitado. As janelas laterais são pequenas e, logicamente, “linha de cintura” alta. Isso para nem sequer mencionar o vidro traseiro. Resumo: numa lata de sardinha deve-se ter a sensação de mais espaço.
    O carro possui atributos, é líder de vendas, isso é inegável. Mas dizer que um de suas principais características é a sensação de amplo espaço interno?? Está bem então.

    • Tadeu, é preciso considerar que o texto é notícia do fabricante. Isto é especificado na foto de abertura. Mas, independentemente disso, não acho o Onix com essa falta de espaço que você diz ter.

      • tadeu augusto de oliveira

        Sim Bob, já havia notado que trata-se da informação do fabricante, o sr. Mahnke.
        Quanto ao espaço interno (ou a sensação de) a referência, ao meu ver, é o Sandero. Os demais do segmento são todos iguais, onde Onix e HB 20 considero os mais “apertadinhos”.
        Tanta coisa para ele ressaltar no carro. Vai entender.
        Abraço.

    • Eduardo Edu

      Meu pai teve um Ônix LTZ e também achava aquele carro claustrofóbico.

  • ALEMAO RS

    Desculpe se estou chovendo no molhado , mas se o seu celular usa Android, vale uma pergunta: baixou os 2 aplicativos no seu celular, o Android Auto e o Waze?