Quero contar um episódio que testemunhei quando representante de Assistência Técnica da Volkswagen do Brasil, lotado no Escritório Regional do Rio de Janeiro. Esse episódio é julgar alguém pela aparência, erro que muitos cometem embora não devessem.

Como eu já disse em histórias anteriores, a abrangência, a responsabilidade daquele escritório começava em Itatiaia, praticamente na divisa do estado do Rio de Janeiro com o de São Paulo, abrangia Resende, Volta Redonda e Barra Mansa, toda cidade do Rio de Janeiro, a região serrana — Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis  —e o “além-ponte Rio-Niterói”, a região dos Lagos,  e se estendia ao estado do Espírito Santo, chegando a São Mateus, já próximo da divisa com a Bahia.

As minhas visitas sempre eram programadas com boa antecedência, assim haveria tempo de discutir importantes assuntos com os titulares das concessionárias, como são chamados seus donos, ou mesmo conversar com diretores que respondiam pelo negócio.

Foi em Guarapari, ES, que presenciei uma cena que achei que merecia ser contada e que pode ser uma lição para muitos.

Foi na concessionária VW da cidade, a Guarapari Veículos (Guarave), enquanto me encontrava reunido com seu titular, o sr. Getúlio Gama (já falecido). De repente, sem ser anunciado ou pedir licença, sem qualquer cerimônia, entra um senhor na sala e imediatamente se põe a falar sobre diversos assuntos. Além de nos interromper, o que ele falava não tinha nenhuma ligação com a atividade de uma concessionária.

O tal senhor, de barba por fazer, trajava uma calça jeans bem desbotada — não era de moda, era do longo uso mesmo —, um largo cinto combinando com as surradas botinas de couro, e uma camisa que já tinha sido branca quando nova com o colarinho todo desgastado, puído.

Chamava atenção o volume do que parecia ser papel que ele trazia no grande bolso da camisa, este com uma mancha de tinta azul e uma caneta esferográfica que a olho nu denunciava ser o motivo da mancha, pelo tanto que vazava.

Num dado momento este senhor, como se lhe tivesse dado um clique mudando o programa, disse:

— Getúlio, que carros novos são estes que estão lá no salão?

Getúlio respondeu que o amarelo era o novo SP2 e o outro, verde-bandeira, era o Karmann-Ghia TC. O senhor perguntou quanto era e o sr. Getúlio prontamente respondeu.

— Por que, você está interessado em algum? — perguntou-lhe em seguida.

A resposta foi tirar do bolso, aquele todo manchado de tinta, e do meio daquele monte de papeis tirar um talão de cheque todo amassado, destacar uma folha do talão e entregá-la ao sr. Getúlio.

— Quero os dois, um para minha mulher e o outro para a minha filha que acaba de fazer dezoito anos e já tirou carteira de motorista. Quando os carros chegarem lá em casa elas é que vão decidir quem fica com qual.

E continuou:

— Por favor, preencha o cheque com o valor total que você escreve melhor do que eu, e já inclua todas as despesas como licenciamento, emplacamento, etc.

E perguntou ao sr. Getúlio se ele poderia mandar levar os carros à sua casa, que prontamente respondeu que sim.

O senhor se retirou da sala e nós, perplexos por alguns minutos, continuamos o nosso assunto. Mas antes, é claro, eu perguntei ao concessionário quem era aquele senhor, eu estava curioso.

O sr. Getúlio contou-me então que ele era ex-pescador de camarões lá no Espírito Santo que havia começado sua vida no mar com um barco, depois veio o segundo, o terceiro, e ele era então proprietário de muitos barcos pesqueiros como o da foto. E se não bastasse isso, ele ainda tinha uma frota de 12 caminhões-frigoríficos com cavalo-mecânico Scania para a entrega dos camarões aos seus distribuidores. Era muito rico apesar do trajar bem simples e descuidado.

Espero que com esta história o leitor ou leitora saiba que qualquer tipo de discriminação, além de ferir aquele que é discriminado, é totalmente contraproducente. Não vale mesmo a pena. Conheço outros casos semelhantes, de alguém se dar mal comercialmente por ter discriminado alguém de alguma forma.

Por isso, nunca julgue ninguém pela aparência.

RB



Sobre o Autor

Ronaldo Berg
Coluna: Do Fundo do Baú

Ronaldo Berg, com toda sua vida ligada intimamente ao automóvel, aos 16 começou como aprendiz de mecânico numa concessionária Volkswagen em 1964. De lá para cá trabalhou na VW (26 anos), Audi (4), GM do Brasil (8), Kia (2), Peugeot Sport (4) e Harley-Davidson (2 anos). Sempre em nível gerencial e ligado a assistência técnica, foi também o gerente responsável pelas competições na VW e na Peugeot Sport, gerenciando a atividade dos ralis. No começo da década de 1970 chegou a correr de automóvel, mas com sua crescente atividade na VW do Brasil não pôde continuar.

Publicações Relacionadas

  • Nilson

    Exatamente, Berg. Um aspecto da pessoa pode dizer algo sobre ela, mas não tudo. Não acredito naquela expressão “a primeira impressão é a que fica”, precipitação e preconceito podem nos levar a situações não muito agradáveis. O curioso é que isso se aplica aos carros também!

    • Douglas

      Nilson, a frase “a primeira impressão é a que fica” é a maior mentira que já contaram.
      A impressão vai mudando conforme a convivência.

    • Lorenzo Frigerio

      Cara, eu acredito… e vi uma evolução desse termo num anúncio na TV inglesa, anos atrás: “você nunca terá mais uma segunda oportunidade de causar uma primeira impressão”. E nenhum ambiente leva isso mais a sério que uma entrevista de emprego.

      • Ronaldo Berg

        Lorenzo, acho que você tem razão, a questão da entrevista para um emprego tem muita verdade nas impressões, mas o entrevistador deve saber separar o joio do trigo.

    • Ronaldo Berg

      Nilson, obrigado por sua atenção e comentários. Realmente não podemos e não devemos colocar esta expressão em uso, é um grande risco “quebrar a cara”

  • Paulo Camillo

    Passei por uma situação semelhante quando trabalhava em uma concessionária Chevrolet e Yamaha na av. Pacaembu em São Paulo.
    Eu era consultor técnico Yamaha, ficava na entrada da loja, quando chega um sr. baixinho de origem asiática com as roupas e botas um pouco sujas de barro me perguntando se eu tinha caminhonete D-20 que ele queria comprar. imediatamente o levei até o setor de vendas automóveis Chevrolet, mas nenhum vendedor tinha ”tempo” para atendê-lo mesmo com a loja vazia.
    Então procurei o gerente da loja que pediu para que junto com ele atendêssemos o cliente. No final o sr. comprou duas D-20 à vista e eu que nem vendedor era ganhei a comissão que me rendeu na época uma moto DT 180 zero-km.
    Moral da história: nunca julgue o livro pela capa.

    • Newton (ArkAngel)

      Muito semelhante à história que aconteceu quando trabalhava em uma concessionária Toyota no Campo Belo.
      Um senhor japonês estava observando as Hilux no showroom, e ninguém veio atendê-lo. A única vendedora que se dispôs a dar atenção recebeu uma gorda comissão, pois o humilde senhor era presidente de uma cooperativa agrícola, e comprou à vista nada menos do que DOZE Hilux devidamente equipadas, e mandou entregar com cegonha na sua cidade. Os veículos seriam presentes para os netos e filhos.

      • Lorenzo Frigerio

        Japonês é um mito tão grande quanto Uno com escada…

      • Ronaldo Berg

        Newton, obrigado por nos contar este fato, ele só confirma o título da minha história.
        Nunca julgue pela aparência.

    • Ronaldo Berg

      Paulo, esta expressão, “não julgue o livro pela capa” eu não conhecia. Vivendo e aprendendo. Obrigado.

  • André Francisco Leite

    Conta-se na cidade natal de meu pai, interior de Minas Gerais, um episódio que ocorrera com proprietário da viação Gontijo, sr Abílio Gontijo. Nos anos 1970 esse senhor estava em busca de novos ônibus para a sua, então, pequena frota. Numa feira do ramo haviam várias marcas de carrocerias e chassis para ônibus, foi ao encontro de umas das mais tradicionais do ramo, e por sua vestimenta simples e jeito humilde nenhum atendente lhe deu atenção. Foi então à concorrência, uma empresa nova e ainda pequena, lhe deu toda atenção apresentou o produto, e acabaram por fechar o maior contrato dessa feira. Além disso a viação Gontijo ficou por décadas fiel aos produtos dessa empresa, impulsionando assim seu crescimento. Essa é a história que contam, se é verdade, ou se foi aumentada (afinal quem conta um conto aumenta um ponto) não sei dizer, nem mesmo a qual marca a Gontijo se tornou fiel, se de carrocerias, de chassis… O fato é que se tornou uma história bem conhecida, nessa cidade, vizinha a Patos de Minas (berço da Gontijo) pois serve de lição a aqueles que julgam as aparências, semelhante ao relatado pelo Berg!

    • Ronaldo Berg

      André, muito obrigado por sua atenção e por nos contar esta história, se verdadeira ou não como você coloca não é tão importante como o exemplo de que não se deve julgar ninguém pela aparência.

  • Victor Gomes

    Gosto muito desse tipo de história em que fica clara a lição de que devemos atender a todas as pessoas que ingressam numa concessionária, sejam elas bem vestidas ou não, idosos ou crianças, homens e mulheres. Eu sou uma pessoa com imagem típica de um estudante sem condições de comprar um carro. Cansei de entrar em concessionárias e não aparecer uma boa alma sequer para me atender. Certa vez, fui com um amigo numa concessionária VW para ver o então recém-lançado up! TSI. Depois de um 5 minutos na loja, uma vendedora veio nos atender. Dissemos que estávamos ali apenas por curiosidade e que não tínhamos a menor condição de comprar um up!. Ainda assim, a vendedora nos atendeu com muita simpatia, nos levando até mesmo no pátio da concessionária para conhecer as outras versões disponíveis do carro. Após saciarmos nossa curiosidade, ela ainda nos ofereceu um teste de conução, marcado para dois dias após nossa visita.
    No dia combinado, lá fomos nós testar o carro. Eu mesmo nunca tinha feito um teste desses antes. A vendedora novamente foi muito atenciosa e simpática. Reforçamos mais uma vez que nem eu e nem meu amigo tínhamos condições de comprar um carro 0-km. Éramos apenas apaixonados por carro, com a capacidade de sermos formadores de opinião dentro dos nossos círculos de amizade. Após o teste, agradecemos pelo bom atendimento e fomos para casa.

    Seis meses depois, em uma guinada da vida, meu pai foi transferido de local de trabalho, passando a precisar de um carro econômico e bem novo para usar todos os dias. Não pensei nem duas vezes, e fomos nós na mesma concessionária para comprar um up! TSI. A parte triste da história é que a vendedora que havia me atendido meses antes estava de folga no dia.

    • Situação igual a sua me aconteceu uns dois anos atrás quando estava atrás de peças pro meu Focus Mk1 que havia batido motor. Entrei numa concessionária Ford daqui atrás das peças e, como sempre não tinham (Fortaleza é dose em termos de peças para Ford). Aí vi o Focus Fastback no showroom e perguntei se tinha teste de condução e fui prontamente atendido pelo vendedor, que mesmo sabendo que eu não iria comprar o carro, fez questão de dar uma boa volta comigo ao volante e minha mulher no banco traseiro, mostrando a evolução de um modelo paro outro e ainda ficamos mais um tempo dentro do carro parado no estacionamento com ele me mostrando os recursos de navegação e multimídia do carro.
      Se um dia tiver condições de comprar um Focus Mk 3,5, certamente vou atrás desse cara.

      • Ronaldo Berg

        Ronaldo, obrigado por compartilhar conosco esta sua experiência, o bom atendimento sempre tem suas recompensas.

    • Ronaldo Berg

      Victor, obrigado por sua atenção e por compartilhar conosco esta sua experiência.

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    Conheço uma pessoa que vai à concessionária com a pior roupa possível, mas faz o vendedor “chorar” quando saca a HP do bolso… rsrsrs

    • Roberto, excelente essa de sacar a HP do bolso!

      • Roberto Eduardo Santonini Ceco

        Bob, quem fazia isso era meu pai.
        Cansei de ver ele baratear o valor final de compra do veículo.
        Aprendi com ele que R$ 1,00 na minha mão vale R$ 2,00 e na mão dos outros vale R$ 0,50.

    • Ronaldo Berg

      Roberto, obrigado pela atenção e por compartilhar conosco essa história da HP.

  • Mr. Car

    Berg, conheci alguém assim, he, he! Poderia entrar em qualquer lugar, e sua aparência e simplicidade no vestir, e suas mãos calejadas sugeririam um homem sem posses, pobre mesmo, e no entanto…bilionário! Foi ele quem comprou a fazenda do meu avô, aliás, não só a do meu avô, como todas as fazendas da região. E seu último parágrafo me fez lembrar de uma aula de um curso de vendas que fiz, onde o professor dizia que “não importa a aparência do sujeito que entrar na loja, atenda bem”. “Tem dezenas de piercings? Atenda bem. Tem dezenas de tatuagens? Atenda bem. Está pintado de roxo com bolinhas amarelas? Atenda bem. Ao julgar alguém pela aparência, você pode estar perdendo a maior venda da sua vida”.
    Abraço.

    • C. A. Oliveira

      E tem mais, Mr. Car. Mesmo atendendo bem, pode ser que você não consiga vender nada para ele. Mas com certeza ele vai trazer para a sua loja alguém que vai comprar.

      • O famoso poder do boca a boca.

    • Ronaldo Berg

      Mr. Car, você está corretíssimo e seu professor, de parabéns. Obrigado por compartilhar conosco esta sua história.

  • Antonio F.

    Esses casos são relativamente comuns principalmente em concessionárias de veículos, por se tratar de um bem relativamente caro e pouco acessível à maioria dos brasileiros. Mas não é só aqui no Brasil, recentemente vimos o caso do bilionário colecionador estadunidense filho de imigrantes chineses, David Lee, que foi esnobado pela Ferrari que se negou a vender-lhe um LaFerrari Aperta. Não basta ter dinheiro, é preciso também ter o ‘glamour’ de rico.

    • Lorenzo Frigerio

      Um colecionador tem que se ocupar de carros antigos. Colecionador de carros novos é especulador e não tem nada de autoentusiasta. É o “transtorno do colecionismo”, um distúrbio psiquiátrico. Existe… tem gente que acumula até lixo.

      • Mr. Grecco

        Minha avó e meu tio sofrem desse mal, mas são pessoas antigas e se recusam a fazer algum tipo de tratamento. Se eu contar o que tem em um galpão onde funcionava o ferro-velho do meu avô ficaria linhas e linhas aqui escrevendo, é triste!

        • lightness RS

          Mas você sabe que pode ter muitas coisas importantes lá, apesar de aparentarem serem lixo.

          • Mr. Grecco

            Só tem lixo mesmo, desde papel de pão, até panelas velhas, talvez uma coisa ou outra salve. Para pessoas idosas que mal cuidam da saúde, aquilo lá é um transtorno para quem cuida deles.

        • Ronaldo Berg

          Rafael, estes casos são mais comuns do que se imagina. No Brasil não são divulgados, mas nos Estados Unidos a pessoa chamada de “acumuladora” pode até perder a casa se não se tratar e se livrar do que não precisa ser guardado. É triste mas é a realidade e não aceitar tratamento, deve ser muito ruim.

      • Antonio F.

        E qual o problema se o cara quer colecionar carros novos? Ele é bilionário e aceitou pagar o preço que vale, além disso a Ferrari é uma empresa, e vender é a atividade-fim de toda empresa, mesmo daquelas que se acham a última bolachinha do pacote.

    • Ronaldo Berg

      Antonio, conheço exatamente o oposto ao que você comenta, pessoa que tem pinta de rico, cara de rico, modos de rico e não tem onde cair morto e ainda deve dinheiro a muita gente. O atender bem não ocupa espaço e sempre deve ser praticado.

      • Antonio F.

        Mas foi exatamente o que quis dizer, Berg, o bilionário norte-americano de origem chinesa foi esnobado pela Ferrari (e parece que não foi a primeira vez) porque não tem ‘pedigree’, a história da família dele é de superação em busca de fazer a vida na América. Aqui em nosso país então isso é prática comum, clientes humildes são mal tratados em agências bancárias, e estelionatários que chegam de terno e gravata conseguem aplicar golpes milionários. A humanidade é assim, vive de aparências.

    • FocusMan

      Não é bem o caso. Esse David Lee é conhecido por ser um pouco Vulgar. A Ferrari não gosta de ter seus produtos atrelados a esse tipo de gente, e esse tipo de tratamento acaba tornando ainda seus produtos mais desejados.

  • Rodrigo

    Meu pai passou por uma situação onde foi tratado com desprezo pelos vendedores da concessionária VW Promenac de Itajaí – SC. Também vestido de forma humilde foi até a Promenac para comprar um Gol G4 então lançamento na época. Detalhe: seria à vista. Entrou na loja e nenhum vendedor lhe deu atenção. Ficou um bom tempo lá e nada. Saiu muito revoltado de lá. Foi a uma concessionária Peugeot onde foi bem recebido e saiu de lá com um 207SW zero. Consequência é que nunca mais quis saber de VW e não recomenda para ninguém.

    • Ronaldo Berg

      Rodrigo, obrigado por compartilhar esta experiência em família.

  • Juliano Wagner

    No interior de Santa Catarina, situação semelhante, mas com consequências sérias, ocorreu quando um senhor com semelhante simplicidade nas aparências se apresentou para avaliar um cavalo-mecânico na Scania, se não me falha a memória de Cordilheira Alta, região próspera na produção de animais de corte. O senhor me descrito como usando sandálias e camisa surrada também, queria entrar em um R400 Millenium cara-chata, novidade da Scania. O caminhão estava trancado. Depois de 10 minutos rodeando o cavalo, resolveu se sentar na primeira cadeira que viu e resolveu aguardar mais. Depois de mais 10 minutos sendo ignorado e recebendo respostas desencontradas sobre o paradeiro das chaves da unidade no showroom, recebeu um desleixado aviso verbal de um possível vendedor, de que não poderia atender no momento, “mas que ficasse à vontade”. Resumindo: ele era o dono da empresa, da única empresa que puxava frangos da Sadia, depois Sadia-Perdigão, para todo o Brasil, de São Paulo para cima. Ele tinha a aprovação de crédito do Badesc e quem o conhecia sabia que o homem poderia ser tudo menos fraco. Ele se dirigiu à Volvo de Chapecó e fechou a venda ao ser prontamente reconhecido: foram mais de 100 cavalos-mecânicos.
    Conta a história que recebi de funcionários Volvo que o ocorrido chegou a chamar certas figuras da Suécia ao Brasil em poucas semanas, com um belo jatinho pousando em Chapecó e loja em reuniões looongas na Scania.

    • Ronaldo Berg

      Juliano, obrigado por sua atenção e por compartilhar conosco esta história a qual acredito seja totalmente verdadeira.

      • Juliano Wagner

        Sim..sim.. recebi de um mecânico da Volvo que conheci em uma das minhas viagens para a região quando trabalhava pra Brasil Telecom.

  • Alexandre Zamariolli

    Falando em qualidade de atendimento, menção honrosa para a Jaguar.
    Nas duas vezes em que visitei a concessionária paulista da marca — uma quando ainda funcionava na av. Rebouças e outra já na r. Colômbia, onde depois instalou-se a Aston Martin —, fui muito bem atendido, apesar de a camisa esporte e os jeans surrados evidenciarem meu de$intere$$e na compra de um carro da marca.

    • Ronaldo Berg

      Alexandre, este é um exemplo que nem tudo esta perdido e se reconhece que é bom. Parabéns por compartilhar esta sua experiência conosco.

  • Mineirim

    Berg,
    História magnífica.
    Uma vez, viajamos meu gerente de RH e eu para visitar uma agência no interior de Minas. Na rua, ele conversou rapidamente com um senhor maltrapilho, com a roupa suja. Depois dele ir embora, meu gerente, que já tinha administrado aquela filial, me confidenciou: aquele senhor era o maior produtor de laranjas da região, com uma fazenda enorme, riquíssimo, além de ser um dos melhores clientes daquela agência…

    • Ronaldo Berg

      Mineirim, obrigado epa atenção e por nos contar sua experiência.

  • Leonardo Mendes

    Já perdi a conta de quantas vezes me deu vontade de jogar tudo para o alto, comprar um barco como esse da foto e viver no mar (e do mar) até o fim dos meus dias…

    • Mr. Car

      Mendes, eu também já perdi a conta de quantas vezes me deu vontade de comprar um pequeno motor-home, e viver como um caramujo o resto da vida, levando minha casa “nas costas” por onde quer que fosse, sem rumo definido, he, he!
      Abraço.

    • Ronaldo Berg

      Leonardo, acho que isto é nato, a pessoa deve nascer com esta “estrela”. Sou da linha do “o que é do homem o bicho não come”, ainda estaria em tempo de tentar?

  • Maycon Correia

    Berg isso acontece até hoje! Porém os vendedores às vezes deixam ótimas oportunidades passar por besteira.
    Aqui em Florianópolis existia um sucateiro riquíssimo que tinha o apelido de Gole. Esse também andava meio malvestido e de chinelo franciscano no pé.
    Em 1984 quando lançaram o Santana ele foi ver um pois achou muito bonito. Entrou na Amauri veículos e ninguém o atendeu, nem o gerente deu bola! Então ele saiu andou mais um pouco, foi à Ford Florisa um pouco mais na frente, comprou um Del Rey Ouro mais completo e voltou lá na VW e ficou buzinando… “Olha aqui o que vocês acabaram de perder, uma venda a vista!!!”
    Nunca julgue alguém pela aparência, pois às vezes você não ganha um cliente e sim um amigo!

    • Ronaldo Berg

      Maycon, você disse uma coisa muito importante, você pode não ter conquistado um cliente mas pode ter ganho com um bom atendimento, um grande amigo.

  • C. A. Oliveira

    Boa história de pescador.
    Aliás, um dos sujeitos mais bem-sucedidos que conheço aqui na cidade onde moro, geralmente perambula pelas ruas trajando uma camiseta e um boné ganhos como brinde em algum posto de gasolina. Dizem as línguas que o tal sujeito recentemente investiu uma soma de uns graúdos seis dígitos numa mobília nova.
    Mas voltando ao assunto do seu post, fico imaginando uma garota de 18 anos dirigindo um SP2. Deve ser algo bem interessante…

    • Ronaldo Berg

      C.A. Oliveira, obrigado por sua atenção e comentários. Posso dizer que deu certo, a mãe ficou com o Karmann Ghia e a filha com o SP2 e foi muito cortejada. Carro bonito, pai rico, família boa etc, etc, etc.
      Soube que foi estudar e morar no Rio de Janeiro e levou consigo seu presente de 18 anos.

  • Clésio Luiz

    Conta-se muito por aí uma estória de um cidadão humilde que é mal recebido, mas compra duas D-20 em uma concessionária Chevrolet.

    Comigo aconteceu de ser estagiário também numa concessionária Chevrolet, quando vejo um sujeito meio mal-amanhado, camisa de botões meio aberta, com aparência de quem tinha acabado de sair de um botequim de periferia. Pergunto ao consultor o que ele estava fazendo por ali, e este me responde que ele esperava a saída do seu Omega (o australiano). Ele era o dono de uma famosa loja de calçados na cidade, mas se vestia como vende-se sapatos num camelô.

    Anos depois estava conversando com o dono de uma loja de carros usados, e este me disse que seus melhores clientes eram pessoas de aparência humilde, mas que pagavam à vista os veículos comprados. Ele tinha medo era de quem aparecia bem vestido, pois é o tipo da aparência dos golpistas.

    • Lorenzo Frigerio

      Viu a notícia do vaselina de ternos Armani, Land Rover e iPhones que lesou um grande número dentro da comunidade com mais um esquema-pirâmide? O cara se apresentava como Iso Weinfeld (quase o arquiteto).

    • Ronaldo Berg

      Clésio, obrigado ´por compartilhar conosco esta sua experiência. Até acredito que este dono de loja de carros usados tem razão.

  • heliofig

    Tem muito assim aqui no Centro-Oeste, andando de F1000 — ou até mesmo de F75, fazendo as contas em “cabeças de gado”.

    • Antônio do Sul

      Um falecido tio-avô paterno era exatamente assim. Era pecuarista no interior do Rio Grande do Sul e tinha hábitos muito simples, sendo zombado inclusive por alguns sobrinhos. Andava de F-75, vivia em uma casa simples, mas era um filantropo que ajudava moças solteiras bonitas e com carências financeiras e também afetivas…Na minha ingenuidade de criança, duvidava que alguém que andasse num caco velho daqueles pudesse ser rico, e esse é um tipo de pessoa ainda comum naquela região. Um tio que lá hoje tem uma imobiliária inúmeras vezes recebeu, em dinheiro, altas quantias como pagamento de imóveis. Certa vez, perguntou a um desses clientes, que chegou com uma F-250 à sua imobiliária, se não se sentia inseguro, com medo de assaltos, e esse senhor lhe disse que estava “garantido”, mostrando uma escopeta que estava atrás do banco da picape e uma pistola que ficava dentro do porta-luvas….

  • Marcio

    Já ouvi diversas histórias parecidas. Já ouvi até uma espécie de estratégia de loja onde o primeiro vendedor esnoba e o segundo atende bem. O cidadão compra só para poder esfregar na cara do primeiro… mal sabe ele que foi tudo combinado.
    Não é exatamente sobre isso o texto, mas vocês já repararam como brasileiro compra pela aparência?
    No mercado automobilístico isso é impressionante. Seria um bom tema para uma matéria.. fica a dica.

  • Omar Braga

    Me fez lembrar de um fato que ocorreu comigo. Queria comprar um Chevette Hatch, recém-lançado pela GM. Estava vestindo uma calça Lee, também toda desbotada, sandálias havaianas, quando passei em frente à revenda GM próximo à República do Líbano, estava vindo do parque do Ibirapuera, e resolvi entrar da maneira que estava. Lá estava o carro que queria comprar, porém apesar de minha insistência com o vendedor ele não se dispôs a informar o preço do carro e mal falou comigo. Fiquei “P” da vida, na mesma hora fui à Mesbla da avenida do Estado, com as mesmas roupas e fui muito bem atendido, quando comprei o carro à vista.

    • Omar, o que tem de vendedor — de qualquer coisa — burro, assusta.

      • Fórmula Finesse

        Bob, um dia o amigo poderia escrever sobre a sua experiência de concessionário: sem medo de errar (muito), acredito que tu ficavas muito mais na parte da oficina – controlando e treinando – do que propriamente lidando com as contingências administrativas e financeiras.

        • Fórmula Finesse, é exatamente isso, havia três sócios-gerentes, eu era o técnico, havia o de vendas e o financeiro. Posso, sim, escrever minha experiência de 11 anos nessa função.

          • Antônio do Sul

            Embora fosse e ainda seja o correto, era e ainda é exceção. Na maioria das concessionárias, acho que falta alguém com poder decisório para supervisionar o pós-venda. As oficinas deveriam ficar subordinadas, no mínimo, a uma diretoria específica, com o mesmo status das demais.

    • Ronaldo Berg

      Braga, estamos cheios de maus exemplos, cada dia mais as fábricas investem em propagandas e campanhas promocionais para recuperar clientes que mudaram de marca e se esquecem de investir, “ensinar” os funcionários da rede de concessionárias o que fazer para NÃO perder o cliente. Eu tenho o costume de dizer que cliente que experimenta outra marca dificilmente volta atrás.

  • Jok Jok

    Muito bom relato. Poderia incluir também: “Nunca julgue os outros pelo tipo de carro que usa.” Ou então: “Não compres um determinado carro somente porque os outros vão te julgar.”

    • RoadV8Runner

      Quando tinha meu Caravan, alguns na empresa que trabalho ficavam me alfinetando de estar andando em carro velho. Ao trocar o Caravan pelo meu Focus atual, veio um e me disse: “Agora sim você tem um carro de engenheiro”. Minha resposta foi, digamos, bem atravessada (se escrever na íntegra o que disse o Bob não publica… Rsss!), a ponto de nossa relação passar a ser praticamente só profissional depois desse dia…

    • Ronaldo Berg

      Jok Jok, este ponto de vista que você acaba de levantar também é verdadeiro. Obrigado pela atenção.

  • Ignacio Aspiazu

    Aqui pertinho da minha cidade, soube de história inversa. O sujeito chegava todo poderoso em seus carrões, dava altíssimos lances no gado, comprava tudo, enfim, serviço completo. Como era metido com política, todos confiavam nele. Agora tá meio sumido, devendo milhões por aí. Vai confiar nas aparências…

    • Ronaldo Berg

      Ignácio, com a vida e com os exemplos aprendemos a saber em quem podemos confiar e mesmo assim às vezes acabamos nos enganando.

  • Douglas

    E por outro lado também existe os que se vestem muito bem e não têm dinheiro algum no banco.

  • Lorenzo Frigerio

    Acho que o problema aí não foi a roupa, mas a falta de educação. Em outras palavras, novo-rico típico.

  • RoadV8Runner

    Mais um caso bacana, este com uma de lição para a vida toda. Para aqueles que julgam as pessoas pela aparência, geralmente comento que é a mesma coisa que julgar um livro pela capa, visto que é uma análise absurdamente superficial.
    Anos atrás, quando minha mulher foi comprar o primeiro carro, aconteceu de sermos mal atendidos em uma concessionária, pois não tínhamos a menor pinta de “termos condições” de comprar carro, quanto mais novinho em folha. Para piorar, como minha mulher gosta de carros pequenos, olhávamos os modelos de entrada. Até que um digníssimo vendedor resolveu nos dar atenção, pois estávamos zanzando pelo salão por algum tempo. Conversa vai, conversa vem, o sujeito pergunta qual a forma de financiamento e minha mulher responde que não haveria financiamento, o valor seria pago à vista. Aí o tratamento mudou completamente (e isso me incomodou, já que detesto bajulação, e o que dizer quando esta ainda veio por causa de “status”?). No fim das contas, fomos fechar negócio numa concessionária da mesma marca, só que em Tatuí (moramos em Sorocaba), pois o atendimento foi excelente desde o início. Detalhe: a concessionária de Sorocaba ficava a quinze minutos de caminhada de casa, enquanto que fui de ônibus para ir buscar o carro em Tatuí, já que minha mulher estava viajando no período e tive que ir sozinho. Sim, podem me chamar de chato mesmo! Mas não tolero atendimento atrelado a “poder financeiro”.

    • Ronaldo Berg

      RoadV8Runner, é assim mesmo, dificilmente nos surpreendemos por um bom atendimento, normalmente acontece o oposto e isto nos decepciona. Nada melhor do quer bem tratado independente da roupa ou do carro que se está usando. Obrigado por sua história.

    • nbj

      Sou daqueles que economizam e compram tudo à vista. Achei interessante o vendedor mudar o tratamento com vc quando soube a forma de pagamento. Comigo acontece exatamente o contrário. Quando afirmo que irei pagar à vista, o vendedor se desinteressa, pois não vai ganhar a comissão do financiamento. Além disso, ainda tem que aguentar o cliente pedir descontos.

  • Paulo Ferreira

    Perfeito, grande lição, Berg.

  • Goodtimes

    O cara para comprar um SP2 e um TC recém-lançados tinha que ter muita bala na agulha.

  • Nelson Marchesin Jr

    Infelizmente esse “pré-conceito” acontece muito…
    Há uns 13 anos atrás, trabalhava em uma loja de informática, como técnico. Em pleno sábado, por volta das 11h da manhã (a loja fechava a 12h), sem chefe por perto, um senhor encosta um Corcel I em frente a loja, e vem pedir para que fossem na casa dele ver o computador que estava com problema naquela hora. Eu (e a grande maioria) teria um zilhão de desculpas para dar, já que aquela visita, além de aparentar não dar lucro, atrasaria minha saída. Como sempre fiz, sem preconceitos, peguei uma carona no Corcel. Ao aproximar do carro, percebi que estava muito bem cuidado. O inteiror estava zerado!. Aí o cara me explica que o carro era do pai dele e ele tratava com muito carinho. Chegando na (bela) casa, 2 carros novos! Fiz o conserto (simples) no PC e ganhei um cliente que tinha uma clínica! (e vários outros computadores para arrumar). Essa é uma lição que não me canso de contar!

    • Nelson, belo exemplo do que uma atitude profissional correta pode trazer. Parabéns!

  • Um ditado que costumo dizer é que quem tem não se mostra e quem não tem, deve até as cuecas para se aparecer. Essa história ilustra bem o que eu penso.
    Já ví esse tipo de coisa acontecer. Trabalhei, no começo da minha carreira, em uma empresa de manutenção de computadores no Rio de Janeiro, onde eu atendia muitos distribuidores e produtores na Ceasa de lá onde vê muitos tipos como esse senhor: simples, muitas vezes maltrapilho e com muito, muito dinheiro nos bolsos. O engraçado é que alguns empregados é que parecem o patrão perto deles, e o mais engraçado ainda é ver a simplicidade deles no lidar diário com outras pessoas.

  • Fórmula Finesse

    Algumas agências perdem os clientes literalmente “de graça”. Um amigo entrou de chinelo em uma concessionária Chevrolet para ver um SUV; deixaram ele no vácuo e ele foi negociar com a Honda, comprando um CR-V. Fui nessa mesma loja e fiquei impressionado com o bom atendimento. Como eu estava de olho em um carro para substituir o meu “carro de família”, engatei o papo e fui vendo as opções de preço, pois eu tenho larga operação com oCNPJ da empresa, o desconto era bem interessante. Na época, o Tracker com motor turbo estava em exposição, gostei do que vi mas não era exatamente o meu alvo (só cinco lugares). Pedi para fazer um teste de direção pois o bicho parecia que tinha ficado muito bom. A vendedora disse que o carro de “test drive” (expressão que o Bob adora!) só estava na matriz, e o dia que ele estivesse na loja, me chamariam.
    Ok, perfeito, agradeci e levei os papéis para preencher a minha opção de compra e o contato para enviar os documentos dos outros veículos vinculados à organização. Enviei um email — que constava no cartão da assessora — parabenizando o atendimento e mencionando o mau exemplo que meu amigo teve, mas que julgava ser apenas um acidente de percurso; eu estava dando um feedback precioso a eles, enfim. Dois dias depois passo na frente da agência e o carro de avaliação estava lá — fiquei só aguardando o telefonema ou e-mail de volta me convidando para o teste e o pedindo da cópia dos cinco (!!!) documentos de carro vinculados para encaminhamento do pedido à fábrica, com desconto. Estou esperando até hoje…
    O carro “da loja matriz” continua lá, bem como a venda que perderam, a segunda contando com a do meu amigo.
    100% de “aproveitamento”!

    • Fórmula Finesse, em geral vendedores(as) de concessionárias são burros(as)! Lutam contra eles(elas) mesmos(as).

  • Ricardo kobus

    E eu que ando mal vestido com carro velho e sem dinheiro, vou fazer o quê?
    Ah, se eu ganhasse na Mega Sena!

  • Ronaldo Berg

    Gustavo, normalmente se usa “história de pescador” quando nos referimos a histórias nas quais não se acredita. A minha história é superverdadeira, portanto não é história de pescador.

    • Acho que ele falou no sentido do homem rico ser pescador de camarões =D.

  • Erick Coutinho

    Então quer dizer que o Forrest Gump estava ali no Espírito Santo todo esse tempo haha https://uploads.disquscdn.com/images/70655fbc8152a7d02b2c0765e4e9ba1ba9fc4fc9cd40d6daccb4c62a9ee2f8e4.jpg

  • Dieki

    Isso é mais comum que parece. Não entendo como vendedores possam avaliar tão mal as pessoas, eles mesmo não sendo de alta estirpe, em sua maioria. Afinal, dinheiro não tem cara, raça ou cor, tampouco vestimentas-padrão. Os 1.000 de um pobre são exatamente iguais aos 1.000 de um bilionário.

  • Janos Markus

    O primeiro e único Mercedes S 600 V-12 que eu vi até hoje era de um cara parecido com esse do texto, lá no Ceasa MG. Figuraça!

  • Enio Brandenburg

    Histórias semelhantes a essa, existem muitas. Tive um amigo (já falecido, que teria hoje mais de 90 anos), orquidófilo e botânico autodidata, numa pequena cidade do norte de Santa Catarina. Recentemente, me contaram que, numa de suas expedições para descobrir e catalogar novas espécies de orquídeas e bromélias pelo Brasil, na volta ele passou por São Paulo com sua Kombi, acompanhado de alguns empregados. Parou numa concessionária, onde estava exposto um carro de luxo (o mais caro da marca) que ele pretendia comprar. Entrou vestido de forma bem simples e calçando tamancos de madeira. Foi atendido com certa desconfiança pelo vendedor, apesar de conversar naturalmente sobre sua intenção de ficar com o carro. Preencheu o cheque no valor integral, e logicamente o gerente telefonou para a agência do banco em Santa Catarina. Explicou a situação, contou que o cliente não tinha cara de quem teria mesmo “café no bule”, e ouviu então a resposta do gerente do banco: “Acho melhor vocês entregarem logo esse carro para ele, senão ele fica zangado, compra a concessionária, e demite todos vocês!”

  • FocusMan

    Bela história.

    Na cidade que eu morava houve uma história famosa sobra um rapaz que comprou uma D-20 e pagou tudo em moedas, porque havia sido mal tratado no dia anterior pelo vendedor.

  • FocusMan

    Lembrei agora que meu pai também já passou por esse tipo de coisa.

    Ele foi comprar um Toyota Corolla e ninguém atendeu ele nas duas concerssionárias Toyota de minha cidade. Ele não gosta muito de andar arrumado quando não está trabalhando, então imagino que estava usando um mocassim surrado que costuma usar, a blusa do vitória e um chapéu panamá.

    Deve ter olhado os carros, ninguém atendeu ele e foi embora.

    Acabou comprando no mesmo dia um Nissan Sentra, sem nem ter feito test-drive no carro, apenas porque foi bem atendido.

  • João Victor

    Essa questão de bom atendimento sempre me faz lembrar uma situação que passei com o meu pai em 2006, na época meu avô passava por reformas em sua casa e teve que vender seu Mondeo 97 para custear as despesas. Nessa época passamos a usar sua Caravan 4-cilindros 1976 de trabalho (veículo em perfeito estado, valeria ouro hoje em dia!). Nesse momento a Ford lança uma promoção de 0 de entrada, 60 prestações e a primeira apenas para novembro (estávamos em junho), nisso ele se interessou por um Fiesta, chegou a ir ver (ele sempre foi meio desleixado com roupas, e ainda estava andando numa Caravan “velha”) e gostou do carro. Nesse meio-tempo acabamos mudando de ideia e indo para o Focus Sedan 1,6 GLX (que custava por volta de 3.000 a mais). O que me impressionou foi que fomos megabem-atendidos mesmo andando num carro velho, mal vestidos e financiando em 60 vezes sem entrada! Fomos buscar o carro e a entrega foi um momento espetacular.
    Também lembrei de uma viagem que fiz a São Paulo em 2008, fui com o meu ex-padrasto na à Itália e fomos bem-atendidos, mesmo não tendo o mínimo perfil de clientes Ferrari ou Lambo, apesar da exigência de não poder tocar nos veículos rs.
    Obs.: Trabalho em concessionária Peugeot/Citroën e sempre atendemos bem qualquer cliente, ainda mais pela nossa origem ser no comércio de veículos usados em feirões.