Chega às 300 mil unidades o Mercedes-Benz G,  fora de estrada “puro-e-duro” da marca de Stuttgart. O anúncio foi feito nesse dia 20 de julho, na fábrica da Magna Steyr, em Graz, Áustria, onde todos os G-Wagen foram fabricados desde 1979, quando a empresa se chamava Steyr-Daimler-Puch.

O G significa Geländewagen, veículo para todo terreno em tradução livre.  No início era um carro para trabalho, civil e militar, mas o tempo o fez passar a ser desejado também por quem compra suves e tem uma atração pelo estilo básico e de linhas retas, que o fazem ser uma presença muito diferente dos carros de desenho avançado ou futurista. O G nunca deixou sua arquitetura básica de carroceria sobre chassis, até agora desprezando a configuração monobloco.

O 300.000º exemplar é um G500, e foi pintado em azul metálico chamado Designo Mauritius, com interior em couro negro costurado com linha branca. Tem motor V-8 a gasolina de 5.461 cm³, potência máxima 388 cv a 6.000 rpm e torque de 55 m·kgf de 2.800 a 4.800 rpm. Tem o pacote fora-de-estrada, com rodas de 16 polegadas de diâmetro, pneus de uso misto e bagageiro no teto, seguindo a escolha dos entusiastas do G na página do Facebook.

Ano passado foram vendidos mais de 20 mil G-Wagen, um número alto pela sua produção pequena e uso direcionado, apesar das versões AMG cumprirem também a missão de carro grande com alto desempenho — certamente não para estradas com muitas curvas apertadas.

JJ



  • Razyr Wos

    Para mim, esse é o verdadeiro Mercedes SUV; apesar de certamente ser produzido em números bem menores do que a atual Classe X será, preferiria mil vezes uma versão picape do G.

    • Antônio do Sul

      Também tenho essa dúvida há algum tempo: por que se aliar à Nissan para fazer uma picape, já que a Mercedes tem sólida experiência em construir motores a diesel e chassis do tipo escada? Se o objetivo era ter uma picape de estilo mais sofisticado, bastaria uma carroceria diferente sobre o chassi da classe G com um retrabalho nos sistemas de direção e suspensão, se o objetivo era ter um comportamento dinâmico diferente.

  • Leo-RJ

    Aqui no Rio, ainda antes da abertura das importações, tinha um, duas portas, com placa de embaixada. Adorava!