Um evento daqueles superlativos em vários sentidos, e estamos fechando a matéria com esta Parte 4, um trabalho de fôlego para não só mostrar as fotos, como também dar informações que façam as fotos terem o seu sentido real.

A imagem de abertura desta Parte 4 é um Fusca do corpo de bombeiros de Baden-Baden com um destaque especial:

Na porta deste Fusca a inscrição de sua corporação (Foto: Ighör Tóht)

Este Fusca 1952 serviu por muitos anos ao Corpo de Bombeiros (Feuerwehr) da cidade de Baden-Baden, próximo à cidade de Karlsruhe, no estado de Baden-Württemberg. Aqui está ele na frente do local de recepção dos participantes do evento:

Este Fusca está em seu estado original, não reformado, mostrando as marcas de seu uso e idade, uma raridade (Foto: Volkswagen News Blogger)

Observe o tipo de luminária de teto, ainda bastante primitiva e já usando a cor azul, específica na Alemanha para bombeiros, polícia e ambulâncias.
Ocorre que, como mostrado na foto de abertura, que é a composição da tão desejada plaqueta do evento (que é pensada para ser aparafusada no carro) e de outra foto do carro do corpo de bombeiros de Baden-Baden, este carro foi escolhido para aparecer na plaqueta. Atenção para o detalhe da buzina especial dos bombeiros da marca Martin (Max B. Martin GmbH & Co. KG fundada em 1888, fabricante de instrumentos musicais e buzinas a ar):

Na Alemanha este tipo de buzina é padrão para carros de bombeiros, e, para quem ficou curioso com o seu alarido, aí vai uma demonstração:

Aproveitando a identidade deste carro com o evento, foi feita uma miniatura pela Wiking em escala 1:87; algumas foram colocadas dentro do carro, que foi uma excelente vitrine:

Uma foto artística do carro , tirada com longa exposição, dando ênfase aos rastros luminosos das bananinhas abrindo, acabou sendo usada na camiseta oficial do evento e também apareceu na capa do encarte do evento no Jornal DEWEZET Pyrmonter Nachrichten em sua edição de 22 de junho de 2017, primeiro dia do evento (de Dia Mundial do Fusca):

“Foto oficial” do Fusca símbolo de HO17 (Fonte: DEWEZET)

 

 

Schwimmwagens

Já vimos alguns dos Schwimmwagens em ação na Parte 2, quando reportamos o passeio pelo rio Weser, mas vamos dar uma olhada nestes veículos tão raros, que também disputavam espaço na praça de igreja:

 

KdF’s

 Os KdF’s marcaram presença em HO17 também. Como vimos, a quantidade de Fuscas produzidos durante a II Guerra Mundial foi muito pequena, e, portanto, estes carros são muito raros, mas os sobreviventes são tratados com respeito e causam muita admiração em um evento destes. Vários dos Kdf’s que compareceram foram os preparados para uso militar — eles têm o chassis elevado do Kübelwagen, os demais eram para uso particular (geralmente dos apaniguados do governo), como podemos ver nas fotos abaixo:

Um dos KdF’s destacados já tinha sido mencionado na Parte 1 . Trata-se do presente de Hitler ao, então, famoso compositor e diretor Carl Emil Paul Lincke.

Mas temos outro Kdf cuja restauração nós acompanhamos na Parte 2  da matéria dos “Fuscas Veteranos”. Trata-se do KdF 82e de 1943 do colecionador Richard Hausmann, que foi o carro que ele escolheu para participar de HO17. Este carro certamente é um dos melhores que compareceram ao evento e certamente será uma das estrelas do museu particular que o Richard irá inaugurar antes do fim deste ano. Desta vez, ao contrário do que fez no caso de Bad Camberg 2015 (no qual ele foi rodando com o seu Fusca da Gendarmerie Française), ele levou o seu carro num reboque:

Pronto para sair de sua mansão em Erlangen, o KdF está com uma placa provisória com números vermelhos. No evento o carro estava com a imitação de sua placa dos tempos da guerra (Foto: Richard Hausmann)

Segue uma foto deste carro na “Kirchenplatz” entre KdF’s e outros veículos militares:

No evento a caracterização está completa, com a placa “original” (Foto: Ighör Tóth)

O pessoal do Site KdF 41 (@KdF41) entrevistou o Richard sobre detalhes de seu carro e sobre as diferenças entre um 41 e um 43; a entrevista, em inglês, segue abaixo:

 

Fuscas de polícia

Agora aos Fuscas antigos para polícia. Desde cedo a polícia descobriu os Fuscas e que passaram a ser seu equipamento padrão, não só os sedãs como alguns conversíveis. Alguns deles se apresentaram em HO17, vamos a algumas fotos:

 

Mapa de participantes

Como é usual nestes encontros de abrangência internacional, a organização coloca um mapa à disposição dos visitantes para que eles registrem de onde vieram. Em termos de carros expostos pode-se dizer que eles vieram de 28 países, e os visitantes em si deixaram o seu alfinete no mapa:

Mapa colocado na calçada em frente da recepção de participantes convidando o público a informar de onde vieram (Foto: Ighör Tóht)

Este ano a quantidade de brasileiros que foram para o evento aumentou e no detalhe abaixo é possível ver o registro dos visitantes da América do Sul:

Até o instante no qual esta foto foi tirada, dez brasileiros tinham marcado a sua presença no mapa (Foto: Ighör Tóht)

Conforme comentários nas primeiras partes desta matéria muitos têm planos de visitar estes eventos na Alemanha no futuro e alguns deles sonham em levar seus carros para lá. Tanto o Ighör Tóht, que está colaborando com esta matéria com suas excelentes fotos, como eu, fazemos parte deste grupo que sonha entrar no evento com seus carros…

 

Troféu para os que percorreram rodando a distância maior para chegar ao evento com os próprios meios

Um dos troféus importantes deste evento é aquele que premia quem chegou rodando a maior distância até Hessisch Oldendorf com os próprios meios. Até este ano as distâncias percorridas cabiam dentro do mapa da Europa, como foi o caso do Bojidar Shebov que ganhou este troféu no HO13 percorrendo 1.841 quilômetros entre Sofia, capital da Bulgária, até Hessisch Oldendorf; como foi comentado na Parte 2 da matéria “A GIGANTESCA COLEÇÃO VOLKSWAGEN NA BULGÁRIA – PARTE 2, FINAL”.

Mas em HO17 o prêmio foi dado para um pessoal que extrapolou o caminho percorrido pelo Bojidar  no fator maior do que 10, sim, um grupo de cinco aficionados Volkswagen da Malásia percorreu cerca de 27.000 quilômetros a bordo de três Kombis e um Fusca.

Os viajantes saíram da Malásia e vieram pela Tailândia, Laos, China, Rússia, Polônia, entraram na Alemanha, onde foram recebidos pela Volkswagen Nutzfahrzeuge — Veículos Comerciais, em Hannover; este era o sonho deles tirar uma foto lá (o Fusca tinha ficado estacionado em uma outra área).

As três Kombis que vieram rodando da Malásia, de volta a seu local de origem (Foto: Volkswagen News Blogger)

De lá partiram para chegar à Bélgica, onde se uniram ao gigantesco comboio da BBT, com mais de 100 Volkswagens arrefecidos a ar, de volta para a Alemanha com destino à Hessisch Oldendorf!

Eles também colocaram o seu alfinete de cabeça colorida no mapa de participantes:

À direita o Stephen Pang marcando a Malásia no mapa de participantes (Foto: DEWEZET)

Os carros dos viajantes de longe foram dispostos em grupo em Hessisch Oldendorf, onde eles foram o foco das atenções:

Ocupando um lugar de destaque no espaço da Volkswagen Classic, na entrada principal do evento, da esquerda para a direita os três de Kombi: Cliften Nathaniel – T2 1978, Stephen Pang – T1 1967, Terence Moses T1 1967; e o casal de Fusca: Udhaya Kumar e Monica Xavier (Foto: Volkswagen Classic)

Com um banner os viajantes deram uma visão resumida de sua grande empreitada:

À esquerda o Cliften Nathaniel e à direita o Udhaya Kumar, com o banner que trazia informações telegráficas sobre a viagem deles (Foto: DEWEZET)

Eles foram alvo de muitas homenagens, tanto da organização do evento – como na foto abaixo, como por parte da própria Volkswagen:

No palco do evento o Traugott Grundmann, primeiro à esquerda, entregou o troféu para quem veio rodando por meios próprios do local mais distante (Foto: Julien-David Collombet)

Agora vamos identificar o grupo de viajantes no momento que eles fizeram uma pose com seus merecidos troféus, tendo marcado uma distância percorrida que será difícil de bater:

Da esquerda para a direita: Stephen Pang – Kombi T1 1967, Monica Xavier – Fusca, Terence Moses – Kombi T1 1967, Udhaya Kumar – marido da Monica e Cliften Nathaniel – Kombi T2 1978. Curiosamente o Ondrej Brom – de barba, dono do carro que foi um presente de Hitler, aparece atrás da Monica (Foto: selfie do Stephen)

Finalizando, apresentamos o logo desta empreitada, que também foi usado em camisetas e outros materiais de divulgação que eles trouxeram para o evento:

“Live2Drive”, ou seja Live to Drive – Viver para Dirigir é o nome que eles deram a empreitada de ir da Malásia, pela Sibéria até a Europa (Foto: Julien-David Collombet)

Eles ainda vão completar esta peripécia visitando outros países da Europa antes de voltar para casa.

 

Embaixador especial do Dia Mundial do Fusca

O primeiro dia do evento caiu exatamente no dia 22 de junho no qual se comemora o Dia Mundial do Fusca, e meu amigo Michael Lottermann, atual organizador do evento de Bad Camberg, desfilou no evento de Hessisch Oldendorf com a camiseta do Dia Mundial que eu havia dado a ele em 2015 quando estive lá para comemorar os 20 anos desta data, como mostra a foto abaixo:

Michael Lottermann dando uma força na divulgação do Dia Mundial do Fusca em pleno HO17 (Foto: Ighör Tóht)

Um pouco depois desta foto ser tirada o Ighör me ligou e passou o telefone para o Michael e eu agradeci muito ao fato dele estar usando esta camiseta exatamente no Dia Mundial no que ele respondeu: “Mas é lógico, eu faço parte desta comemoração também”.

Fechando este agradecimento uma foto de bons amigos, da esquerda para a direita: Gizi Lotermann, Michael Lottermann, Ighör Tóth e Nicole Tóth (Foto: Ighör Tóht)

 

Participação da Volkswagen em HO17

A Volkswagen AG participou deste evento marcando presença trazendo acervo de seus museus, tanto do Zeithaus da AutoStadt, como do AutoMuseum, material da Volkswagen Classic todos de Wolfsburg e do Museu da Nutzfahrzeuge de Hannover – veículos comerciais. Vieram peças importantes destes acervos como os mostrados na foto abaixo:

Da esquerda para a direita: réplica do protótipo de 1936, réplica do protótipo de 1937, KdF 1938 da pré-série e um 1945 que serviu às forças de ocupação inglesas. No centro da foto, de costas e carregando várias máquinas fotográficas o repórter da revista americana especializada em VW’s a Hot Volkswagens, Shin Watanabe (Foto: Bruno Boitel)

Estes carros estavam expostos no Largo da Igreja e faziam parte da delegação da Autostadt.

As réplicas foram feitas na empresa do afamado restaurador Werner Zinke. A réplica do protótipo V1 (com teto rígido e estrutura mista com aço e madeira) de 1936 foi pintada em vermelho e a do VW 30 recebeu a cor azul. São carros construídos do zero de acordo com documentos e fotos existentes e contando com a reconhecida experiência do Werner Zinke e sua equipe.

Uma comparação entre o original e a réplica do protótipo VW 30:

 

Este display da AutoHaus chamou muita atenção e fez muito sucesso no evento, algumas fotos para conferir os detalhes (Fotos de : Aaron Britcher):

Para visualizar o conjunto dos dois lados:

Do outro lado da rua estava mais uma curiosa peça do acervo da Volkswagen AG, um Fusca 1947 cortado para fins didáticos, muito interessante para se ter uma ideia dos componentes do carro (Fotos Ighör Tóht):

 

Réplica tupiniquim do protótipo VW 30

O amigo Erineu Cicarelli (repito, aquele do Schwimmwagen) decidiu fazer uma réplica deste protótipo partindo de um Fusca 1959. Ou seja, o carro existente foi conformado, dentro do possível para parecer com o VW 30. Numa primeira vista até que ficou razoável com um interessante grau de detalhamento, mas, obviamente, este trabalho e aquele do Werner Zinke são mundos diferentes. Aí vão as fotos deste carro quando foi exposto em Águas de Lindoia de 2012:

Na fase final do trabalho o Erineu ligou para mim e trocamos algumas ideias e eu sugeri a ele colocar a frase que nos para-choques como aparecem nestas fotos: “Réplica do Fusca protótipo VW30 de 1937”. As placas alemãs, já conforme o padrão da União Europeia, não acrescenta muito ao trabalho feito, mas ajudam a chamar atenção.

O carro foi vendido, parece que foi reformado e, como parece ser inevitável, está sendo apresentado como:  “uma raridade que não se sabe como veio parar aqui no Brasil…”

 

Em outra área do evento um estande do setor de veículos comerciais da Volkswagen, a Nutzfahrzeuge:

A Volkswagen Classic, setor de preservação de carros antigos da Volkswagen, também esteve presente, ocupando um lugar de destaque na entrada principal do evento, pertinho da prefeitura:

No fundo, à direita a barraca da Volkswagen Classic, e a seu lado os carros que vieram da Malásia. Do outro lado da rua dois bombons do acervo: à esquerda, em primeiro plano um Karmann Ghia TC e um dos Herbies originais (Foto: Volkswagen Classic)

Na foto abaixo temos: em primeiro plano um dos Herbies originais, depois um belíssimo Karmann Ghia TC, ano 1970, depois um Golf II Pikes Peak 1987 especial com 652 cv graças à sua motorização dupla; bem ao fundo uma Kombi 1965 azul e amarela que serviu à Lufthansa:

Uma sucessão de expoentes do acervo da Volkswagen AG que foram trazidos pela Volkswagen Classic (Foto: Volkswagen Classic)

E para aqueles que gostariam de ver mais detalhes do Karmann Ghia TC:

 

Agora vamos brincar com Volkswagen?

Brinquedos à semelhança de veículos Volkswagen deixaram crianças e adultos encantados, todos ficaram com vontade de brincar Volkswagen.

Este pedalinho Kübelwagen feito de chapa é uma raridade:

Acho que até dá pena de brincar com este pedalinho (Foto: Ighör Tóht)

Brinquedos atuais feitos de madeira; o fabricante trouxe estas duas peças como mostruário (Fotos Ighör Tóht):

 

Mas, certamente, o ponto alto foi esta mini-Kombi motorizada, muito bem feita:

O encantamento do menininho é visível (Foto: Ighör Tóht)

 

Coral Red Invasion

Aqui no Brasil os Fuscas vermelho coral não são muito frequentes, sei bem disto. Mas em HO17 apareceram vários e muitos parecidos com o meu. Aumentou a vontade de levar meu carro para um evento destes.

Obs: O teto original é exatamente da cor do carro e, hoje em dia é muito difícil conseguir um.

 

Carros não tão veteranos

Em Hessisch Oldendorf é permitida a participação de carros não tão antigos, como podemos ver nestes exemplos:

Nesta seleção aparecem dois Fridolins, veículo especial feito para o Bundespost, os correios da Alemanha. Quem quiser saber um pouco mais sobre este carro encontra dados na matéria “VW TIPO 147, o FRIDOLIN”.

 

Curiosidades

Quem quiser participar de um evento destes para procurar curiosidades verá que os três dias são poucos, pois a oferta de curiosidades e coisas meio estranhas é gigantesca. Para dar um gostinho ai vão umas poucas delas:

 

Prêmio “O azarão do evento”

O amigo colombiano Rodrigo Kurmen Figueroa, presidente do Volkswagen Club de Colombia, programou sua visita a HO17 e na hora “H” começou a dar tudo errado.

A viagem seria em família, ele, sua esposa Diana e seu filho pequeno Rodrigo José. Eles pretendiam chegar à Hessisch Oldendorf na sexta-feira, dia 22 de junho, mas a coisa começou a complicar na hora do embarque para os EUA, onde fariam escala rumo à Europa. Mas o visto da Diana havia expirado…

Aí a viagem teve que ser reprogramada às pressas, voaram até Istambul de lá foram para Berlim onde um carro de aluguel estaria esperando para ir para HO17. Só que o carro de aluguel não estava à disposição, e eles acabaram indo de trem até Hessisch Oldendorf onde chegaram no dia 24, bem a tempo de receber o prêmio “O azarão do evento”.

O momento de receber o prêmio especial “O azarão do evento”. Da esquerda para a direita: Traugott Grundmann, o prefeito Harald Krüger (com seu colar de autoridade municipal), Santiago Velasco (colombiano amigo do Rodrigo), a Diana e o Rodrigo com o pequeno José Rodrigo no colo e já com o troféu em mãos (Foto: DEWEZET)

Mas apesar de tudo eles curtiram muito o evento e puderam participar do jantar festivo e de outras atividades que se estenderam, depois do evento, até Wolfsburg. Finalmente arremataram com um breve tour pela Alemanha.

 Jantar festivo

Os participantes que se inscreveram cedo puderam participar do jantar festivo que sempre é o ponto alto do evento, onde as pessoas têm a oportunidade de socializar e colocar o papo em dia. A foto em panorama abaixo dá a ideia da grandiosidade deste jantar:

Os convidados se acomodaram em dois salões contíguos devidamente decorados com as bandeiras dos países participantes

Mas… nem tudo são flores…
Ao fundo do salão, decorando o palco se pode ver dois banners com o logotipo do evento, aquele que também se vê na plaqueta que aparece na foto inicial deste capítulo:

Detalhe do palco com os dois banners do evento, um de cada lado

Pois é.… no domingo à tardinha, quando já se estava liberando os salões entrou um camarada, falando inglês, dizendo: “Tenho que tirar estes banners a pedido do Christian Grundmann. Aí ele retirou os banners, os enrolou, levando-os consigo.

Algum tempo depois o pessoal se deu conta que aquilo foi um furto e que o tal camarada simplesmente afanou os banners na cara dura, usando o nome de um dos organizadores, o Christian, para justificar a retirada dos banners.

Além do tremendo mal-estar, esta ação causou uma reação imediata inclusive nas redes sociais:

Justificadamente irado o Steve Valker disse: “Quem quer seja que roubou o Banner de Hessisch do interior do salão – você precisa devolvê-lo … e dê uma olhada no seu maldito e nojento comportamento enquanto você está nisso — seu desprezível de fala inglesa”

Mas, por sorte, o tal “larápio de araque” decidiu devolver os banners por correio e, apesar das testemunhas terem afirmado que o tal camarada estava sóbrio, o meliante escreveu em um dos pacotes em alemão: “Leider waren w. betrunken” o que quer dizer: “Infelizmente estávamos bêbados”.

Esta desculpa não convenceu a ninguém, mas a devolução dos banners já foi um grande alívio. A consternação pelo fato foi externada por muitos que não podiam se conformar com este acontecimento num evento entre amigos. Mas eu sou prova de que muitos grupos parecem que vão a estes eventos para se embebedar, sendo que os australianos se colocam facilmente na ponta da esbórnia, acompanhados pelos ingleses e suecos, mas o cordão dos bebuns vai longe, infelizmente.

 

Homenagem e agradecimento

Chegando ao fim desta cobertura, que certamente deu uma boa imagem do evento, mas não tem o condão de ter sido exaustiva, é o momento de parabenizar os seus dois organizadores maiores: Traugott Grundmann e seu filho Christian. Eles conseguiram transformar por três dias, com sucesso absoluto, uma pequena cidade de quase seis mil habitantes na Capital Mundial do Movimento de Preservação dos Veículos Volkswagen Arrefecidos a Ar, recebendo a quantidade estimada de quarenta e cinco mil visitantes vindos dos cinco continentes!

Traugott e seu filho Christian (Foto: Andrea Gerstenberger)

Registro aqui o agradecimento e os parabéns a estes dois grandes colecionadores que reformam seus carros, e além dos encontros mantém museus com raridades incríveis.


Caro amigo leitor ou amiga leitor da coluna “Falando de Fusca & Afins”, termino aqui esta maratona que descreveu este fantástico evento e espero que com estas quatro partes coalhadas de fotos enriquecidas com esclarecimentos você tenha participado do evento através deste trabalho que demandou um empenho especial. Para você que conseguiu chegar até aqui meus parabéns e o meu obrigado.

E para quem ficou interessado em participar deste evento o HO21 já tem data marcada, será de 25 a 27 de junho de 2021 – podem fazer suas reservas!!!

 

Navegador entre as partes da matéria “Hessisch Oldendorf 2017”:
Parte 1
Parte 2
Parte 3

 

AG

Agradeço à parceria com Ighör Todt que, com suas fotos e informações, permitiu a elaboração desta matéria. Agradecimentos também aos demais autores de fotos que estão mencionados nas fotos; sem este material teria sido difícil oferecer este tipo de matéria para meus leitores e leitoras.
NOTA: Nossos leitores e leitoras são convidados a dar o seu parecer, fazer suas perguntas, sugerir material e, eventualmente, correções, etc. que poderão ser incluídos em eventual revisão deste trabalho.
Em alguns casos material pesquisado na internet, portanto via de regra de domínio público, é utilizado neste trabalho com fins históricos/didáticos em conformidade com o espírito de preservação histórica que norteia este trabalho. No entanto, caso alguém se apresente como proprietário do material, independentemente de ter sido citado nos créditos ou não, e, mesmo tendo colocado à disposição num meio público, queira que créditos específicos sejam dados ou até mesmo que tal material seja retirado, solicitamos entrar em contato pelo e-mail alexander.gromow@autoentusiastas.com.br para que sejam tomadas as providências cabíveis. Não há nenhum intuito de infringir direitos ou auferir quaisquer lucros com este trabalho que não seja a função de registro histórico e sua divulgação aos interessados.
A coluna “Falando de Fusca & Afins” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

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