Segurança, diz brasileiro, é item importante na decisão de compra. Mas só ao responder pesquisa…

 

Brasileiro se preocupa com segurança? Esta pergunta gerava controvérsia até o mês passado, quando se comprovou que o motorista é indiferente ao assunto. A comprovação veio com os testes de impacto lateral realizados pelo Latin NCAP no Chevrolet Onix que atribuíram “zero estrela” no requisito de proteção aos ocupantes do banco dianteiro. Se o hatch da GM leva uma batida lateral (foto acima), são grandes as chances do motorista ou passageiro se ferir grave ou fatalmente. Por se tratar do modelo mais vendido no Brasil, o assunto rendeu espaço nobre na imprensa nacional. A fábrica foi questionada e deu desculpas esfarrapadas, o Proteste vociferou e pediu que o governo impedisse sua venda (…) embora seja fato indiscutível que o carro cumpre as exigências legais do país. Mas o governo continua se fazendo de desentendido. A diretoria da GM, que conhece bem o consumidor brasileiro, não deixou de dormir por causa do resultado. Deve ter até pensado: “Falem bem ou falem mal, mas falem de mim”.

Estava certa: logo depois da divulgação do Latin NCAP, há dois meses, o Ônix registrou crescimento de vendas…

A Bosch, maior fabricante mundial de componentes elétricos e eletrônicos para a indústria automobilística, deixou escapar, há alguns anos, que passou a duvidar das pesquisas para verificar a importância atribuída pelo brasileiro ao equipamento de segurança. A maioria dos entrevistados afirmava que segurança era um dos itens mais importantes na decisão de compra. Fez depois pesquisa idêntica nas concessionárias. Conclusão oposta: os consumidores não exigiam equipamentos de segurança e até insistiam, às vezes, num modelo sem nenhum deles, para reduzir preço. Mas, antes de fechar o negócio, encomendavam acessórios como rodas de liga leve, equipamento de som, estofamento em couro e outros que custavam muito mais que os de segurança.

Aliás, para quem não sabe, a obrigatoriedade dos airbags nos nossos automóveis só foi aprovada por nossos parlamentares graças aos esforços lobistas da maior fábrica deste equipamento no mundo, a japonesa Takata. Que tem filial no Brasil, mas está em processo de falência no Japão pelo gigantesco prejuízo que teve nos mais de 100 milhões de carros envolvidos no recall do airbag.
Por falar em recall, o mercado brasileiro é destaque negativo em relação aos carros chamados de volta à concessionária: mesmo sabendo ser gratuito e que envolve um item de segurança, nem metade dos donos dos carros envolvidos atende ao chamado da fábrica. Para proteger o mercado, o governo imaginou um intercâmbio de informações entre concessionária, fábrica e Denatran para impedir a venda de um automóvel não levado ao recall. Protestos gerais de concessionárias e lojas derrubaram a medida.

Imaginou-se então algo mais brando: o não comparecimento ao recall ficaria apenas registrado no documento do carro, sem punições. Assim, quem o comprasse pelo menos estaria informado do risco que corria. Nem isso: governo alegou dificuldades operacionais para efetivar o registro por falta de comunicação adequada entre as partes. E deu-se o assunto por encerrado, até que recentemente um projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados para que seja impedida a venda de carros chamados mas não levados ao recall.

Por falar em insegurança veicular, a omissão do governo vai além, pois não consegue sequer implantar um registro sistemático de carros que sofrem grandes impactos e ficam semidestruídos. Que as seguradoras chamam de “Perda Total”. Muitas vezes as ferragens são leiloados e compradas por oficinas desonestas, que os reformam mal e porcamente e os colocam para vender em lojas igualmente descompromissadas. O incauto acha estar fazendo um ótimo negócio, pois consegue comprá-los muito abaixo da tabela. E não entende por que, depois, não consegue segurá-lo em nenhuma companhia do setor. Pois nem imagina que as seguradoras se protegem com um sofisticado sistema que cruza informações e divulgam entre si os carros que deram “PT”. Pode?

BF

A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

Publicações Relacionadas

  • Juliano Wagner

    Ótima matéria. Só acho que o problema é o excesso de governo e não a falta. Mas isso é uma visão política.
    Mas o brasileiro realmente dá importância a coisas não importantes.

    • anonymous

      Não percebi o seu argumento, pode explicar qual a culpa do governo nisso que foi dito na matéria? Ou, então, como a falta de regulamentação poderia resolver a tal insegurança automobilística?

      • Mendes

        Simples: o governo não tem que se meter nas escolhas feitas pelo cidadão! Pode, no máximo, orientar, aconselhar, mas a escolha final fica a cargo do cidadão!

        O comprador tem todo direito de dispensar itens de segurança de um carro a fim de economizar uns trocados. E isso vale para qualquer equipamento veicular. Se o fabricante resolve eliminar algum equipamento de série do veículo e mesmo assim as vendas não caem, é sinal de que aquele equipamento é considerado inútil — ou, pelo menos, supérfluo. O governo não tem o direito de proibir o cidadão, “para seu próprio bem”, de comprar carros inseguros — o que, na prática, é o que o colunista defende. As pessoas têm que ser livres para comprarem o que quiserem!

        Achou o Ônix inseguro? Sem problemas, você é livre para escolher outro carro que tenha se saído melhor nos testes de impacto. Ah, é mais caro? Ué, e não vale a pena pagar a mais para garantir a sua segurança?

        Enfim, não é o governo que tem que exigir a comercialização de carros mais seguros. É o consumidor! A partir do momento que carros inseguros passarem a ficar encalhados nas concessionárias, pode ter certeza que as fabricantes irão se mexer para oferecer aquilo que o público quer. Mas enquanto o consumidor continuar se contentando com o que existe, uma intervenção do governo só vai servir para empurrar goela abaixo um carro que o consumidor não quer e por um preço mais alto do que ele está disposto a pagar.!

        • Newton (ArkAngel)

          O governo é hipócrita, seu real interesse não é a segurança do consumidor.

        • CR Santos

          Você só se esqueceu que somos todos quem pagamos a conta do tratamento de saúde dos acidentados a bordo destas latas de sardinha. Quer ter carro inseguro, não onere a sociedade pelo peso da sua escolha. É piada achar que liberdade de escolha não tem consequências para a sociedade como um todo, esquecendo-se do SUS, INSS…

          • CR Santos, piada é você dizer que com carros-fortaleza não haverá despesas de hospitais públicos. Você está bem na balada do marketing das estrelinhas.

          • Pedro Quinteiro

            Bob, o que CR Santos disse não é piada. E ele também não parece ter dito que não haverá despesas públicas com “carros-fortaleza. Não ao meu entender. Há diversos estudos nesse sentido, sobre o impacto de carros inseguros no custo da saúde pública. Além disso, há iniciativas para que os países latino-americanos adotem exigências mínimas de segurança veicular, atendendo padrões internacionais. Há uma resolução da ONU que convoca governos a exigirem padrões mínimos de segurança. Informações desse tipo podem ser encontradas em relatórios como o “Undervalued Lives – The Cost of Unsafe Cars”, preparado pela organização “Consumers International”.

            O IIHS e o HLDI, como sabemos, são institutos que avaliam o impacto econômico de segurança (ou insegurança) veicular, modo de dirigir e condições de vias, pois se tratam de organizações sem fins lucrativos, que atendem interesses de seguradoras, ao divulgar dados sobre perdas por morte, ferimentos e danos materiais. Portanto, o assunto é bem sério, pois há, sim, impacto econômico. Países sérios, como a Suécia, onde já morei e vivenciei esta questão, tratam a questão da segurança com muita seriedade. Isso não é novidade para ninguém.

            Por outro lado, não vivo o mundo automobilístico como vocês vivem. Vocês têm acesso a muita informação, respiram temas como esse diariamente. Deve haver uma razão para enxergar essas estrelinhas como questão de marketing.

          • Pedro, relatórios informam o que queremos, é mais do que sabido. A ONU vive dos dias de glória do passado e tenta sobreviver de qualquer maneira, e a Suécia espelha a Volvo. Eu não sou contra o carro “seguro”, apenas ele está sendo visto com uma lupa gigante. E os custos da saúde pública é algo extremamente complexo para atribui-los aos automóveis “inseguros.”

          • Jok Jok

            Quando trabalhei no pronto-socorro o pessoal mais antigo sempre comentava, quando chegava um acidentado automobilístico, que com a obrigação do uso de cinto de segurança diminuiu muito o “estrago”, principalmente crânio-facial – Le Fort 3. E quem viveu na época dessa lei, viu muitas reclamações quanto ao uso obrigatório do cinto. Hoje vemos com naturalidade o uso. Já pensou se na época não existisse essa lei?

        • Luiz AG

          Em alguns estados dos EUA você não é obrigado a usar capacete quando conduz moto. Mas o óculos de segurança é obrigatório.
          A linha de pensamento é a seguinte: se você quer arrebentar sua cabeça o problema é seu. Se você levar um cisco no olho e atropelar alguém, você é culpado com isso.
          Acontece mesma coisa no automóvel. Se ficar provado que você deixou de comprar um dispositivo de segurança e alguém em um acidente que você teve veio a óbito você vai responder por isso.
          Vide a Takata que acabou de entrar em concordata por causa das indenizações em cima do seu airbag assassino.

          • Luiz AG, a segunda hipótese de responsabilidade por óbito não existe. Você viu isso em algum lugar?

          • Luiz AG

            Bob juridicamente pode ser responsabilizado por homicídio culposo, pois o condutor é responsável por todos que estão em seu veículo. O agravante seria a acusação de negligência, por ter assumido o risco em questão. É o mesmo princípio do piso molhado. Aquelas placas de ‘wet floor” só existe para eximir o estabelecimento de culpa.

          • Luiz AG, você não pode estar falando sério: risco??? Dirigir qualquer carro com todos os equipamentos obrigatórios é risco?

          • Luiz AG

            Bob, estou falando em uma possibilidade jurídica. Eu conduzo 90% do tempo motocicleta. Para mim cinto é luxo.

          • Luiz AG, não existe essa possibilidade.

        • Christian Govastki

          Concordo plenamente com seu raciocínio, se não houvesse um sistema de saúde pública que onera (e pesadamente) todos os cidadãos.

          Nos EUA o capacete não é obrigatório e o “SUS” (pelo menos antes do ObamaCare, uma petralhada dele) também não é. Caiu de moto, rachou a cabeça, problema é exclusivamente seu.

      • Juliano Wagner

        Bom. é mais pelo caminho que o colega Mendes falou, o Brasil é um mercado fechado. A meu ver, altamente sindicalista e regulado pelo governo com suas tarifas e pela Anfavea com suas associações e finalmente pela máfia dos donos de concessionárias e suas exigências, tanto da Anfavea, quanto governo no que tange a autopeças, fornecimento de garantia e passando até por propaganda na TV. Falta marcas no Brasil, falta fornecedores, falta opções. A principal barreira são as importações. Não quero me alongar, mas veja o Chile (ao menos o Chile do passado recente).

  • Newton (ArkAngel)

    Quanto aos carros que sofrem perda total, uma solução fácil:

    Carro PT é uma mina de ouro pras seguradoras:

    http://vejasp.abril.com.br/cidades/mafia-ferro-velho-fraude-seguradoras/

    • luciano ferreira lima

      Será que foi só eu que senti uma profunda tristeza vendo esse vídeo? E o Fusca com seu espírito inquieto e valente resistiu bravamente até o fim.

      • O Fusca estava bonitão… isso foi um crime!

        • Cleyton Joseph

          Parei de ver o vídeo antes do Fusca ir para a máquina, já foi duro ver o primeiro carro ser destruído.

    • Fabio

      Será que tritura o The Marauder?

  • Karudo

    Onix,
    o brasileiro é adepto do “parecer e não do ser”.

  • Karudo

    “impedida a venda de carros chamados mas não levados ao recall”.
    O cidadão roda com o carro até trocá-lo na concessionária, que faz o recall e o revende.
    Brasileiro tem jeitinho para tudo…

  • Karudo

    “Falem bem ou falem mal, mas falem de mim”.
    Correto. O cidadão apenas grava o nome do carro em seu subconsciente e não o problema que ele tem.
    Resultado: Propaganda gratuita.

  • Wendel Cerutti

    Basta ver o Clio, que foi lançado com airbags de fábrica, que depois passaram a ser opcionais.

    • Fernando

      E também perdeu os repetidores de direção nos para-lamas (baratíssimos) depois de um tempo.

  • Nilson

    https://youtu.be/jJF7WJDmBns
    Não querendo julgar o trabalho do funileiro, mas como se sai um carro desse numa segunda colisão? A quantidade de elogios na seção de comentários corrobora o que disse o Boris.

    • Bucco

      “dois raios não caem duas vezes no meszzz…

    • Gabrownx

      Você não tem ideia de como eu tenho nojo de pessoas assim.
      (não me refiro a quem fez o serviço, mas sim a quem contratou)

    • Newton (ArkAngel)

      Nilson, se seguidas as instruções dos fabricantes no que diz respeito aos limites e métodos de trabalho, um carro bem reparado é tão seguro quanto um novo. Existem uma série de procedimentos e normas, além de materiais adequados para tais reparos. O problema é que nem todos seguem tais procedimentos.
      Citando um exemplo:

      http://www.tcorolla.net/toyota_corolla_body_repair_manual-405.html

      • Nilson

        Newton, lhe agradeço pelo material. Concordo que é possível um reparo adequado. Achar um profissional que consulte os manuais de serviço e siga normas técnicas, como você falou, nem tanto.

        • Newton (ArkAngel)

          Infelizmente é verdade. Ainda temos profissionais que mal sabem ler, quanto mais consultar um manual em inglês.

      • Luiz AG


        Comparação entre um carro feito a funilaria e outro original.

  • Reginaldo Ferreira Campos

    Devo reconhecer que o carro que disponho agora, um Gol 97, não deve ter mais segurança do que o Ônix. Mas o tenho porque preciso e dificilmente irei trocá-lo por outro carro usado inseguro ou um zero-km e estrela como esse.

    • Reginaldo, o seu carro atual é tido como inseguro: por caso você já se lesionou com ele? Acredito que não. Então fica evidente que estrelinhas NCAP são meras ferramentas de marketing.

      • Karudo

        Não sou contra o airbag, mas o que dizer dos fabricados pela Takata, que dizem ter matado 11 pessoas?
        Sugestão: Seria interessante o site pesquisar quais os carros no Brasil que utilizam essa marca.

        • Karudo, não temos interesse em tal pesquisa.

      • Fabio

        Acompanho o site e gosto bastante, mas não concordo com todas as opiniões. Se não lesionou, é óbvio que foi porque não se envolveu em acidente sério. E “não se envolver” não significa que é seguro. Se eu colocar uma faca no volante apontada para o rosto e andar sem cinto e voltar para casa vivo, pois não bati, não significa que andar sem cinto com a tal faca apontada seja algo seguro. Se um trapezista faz peripécias áreas a 30 m do solo sem rede de segurança durante 20 anos e nunca caiu, isso não significa que seja seguro. Não é porque uma pessoa andou 30 anos no globo da morte e está viva que vai fazer disso uma atividade segura. Da mesma forma que carro não feito para bater como objetivo principal, mas precisa som estar preparado para tal, pois coisas acontecem. Fazendo um paralelo seria como dizer que avião não precisa de cinto e caças não precisam de sistema ejetor, pois não foram feitos para cair. Quando ao fato do governo obrigar é complicado. Ao mesmo tempo eu acho que não deve se meter na vida do cidadão dando-lhe liberdade, mas como a saúde é um direto constitucional e na teoria o SUS atende qualquer um de graça, o governo poderia sim criar leis para diminuir lesões nas pessoas alegando que faz isso, pois a liberdade individual de cada um pode onerar o sistema de saúde pública caso o passageiro machucado venha a ser tratado no SUS. Embora é um assunto polêmico, pois qualquer um pode fazer um esporte perigoso sem seguir nenhuma regulamentação e sem sem multado por isso.

        • Fabio, curioso, o seu ponto de vista. Carros devem ser “seguros” para aliviar o SUS. Ônibus e micro-ônibus não? Nos carros todos têm que usar cinto; nos ônibus pode-se andar em pé. A incoerência impera.

          • Fabio

            Incoerência da situação e não minha. Tanto que citei também a incoerência dos esportes perigosos sem regulamentação. Só pelas minhas citações já se percebe claramente que a incoerência não é minha, mas do sistema como um todo, inclusive de outros países, pois muitos também obrigam o uso do cinto ao mesmo tempo que permitem ir em pé em ônibus. Provavelmente para dessa forma tentar resolver um pouco do problema da escassez do transporte público, pois se fossem sentados imagina o tanto a mais de ônibus na rua e o efeito no trânsito que isso causaria. Sem falar no efeito financeiro e poluente. Provável que tiveram que escolher o que é menos pior. Abriram mão da segurança nos ônibus em troca de mais vagas no transporte público. O famoso cobertor curto. Agora em carros como ninguém vai em pé, então não teria motivo para não usar o cinto.
            Ademais, foi bem inteligente de sua parte usar o exemplo dos ônibus para contrapor minha citação do SUS, assim como foi inteligente também se omitir de opinião sobre minhas citações sobre trapézio sem rede, faça no volante, aviões, ser seguro por não ter batido, etc.

          • Fabio, sem cabimento falar em trapézio sem rede, faca no volante, etc.

          • Fabio

            Dei exemplos extremos para mais fácil entendimento de que dizer “andei 30 anos no carro x e não morri” não o faz o carro x em questão, um carro seguro, apenas diz que a pessoa não se envolveu em nenhum acidente durante 30 anos, mais nada.

          • Fabio, é inútil prosseguirmos nesse debate; você (e muitos) deixaram se dominar pela histeria da segurança.

          • Fabio

            Quer parar, ok. Mas não estou histérico. Tanto que na maior parte do tempo da semana ando num carro sem ABS e sem airbag. Mas daí a dizer que é tão seguro quando outro mais moderno é querer se autoenganar.

          • Fabio, você se sente “ameaçado” por andar nesse carro?

          • Fabio

            Me sinto menos seguro. Essa é a expressão correta.

          • Fabio

            Seguindo esta lógica, motos deveriam se banidas, já que a grande maioria dos acidentes com vítimas envolvem motos.

          • Victor Mattos

            Bob, outra contradição é a obrigatoriedade do uso de cadeirinha infantil para carros, enquanto nos ônibus crianças de colo andam sabe Deus como. Eu acho que o marketing de tudo anda sujo demais, gosto de segurança mas me incomoda ser frequente o surgimento de escândalos envolvendo produtos diversos, incluindo carros acontecerem próximo a lançamentos de concorrentes ou mesmo quando se querem lançar uma nova coisa que promete fazer o mesmo “serviço” da antiga porém com várias “novas vantagens”.

        • Newton (ArkAngel)

          A solução, apesar de ser a mais difícil ou quase impossível por aqui, é a educação e conscientização. A canonização de tais sistemas de segurança veicular nada mais é do que afirmar que o brasileiro não sabe cuidar de si mesmo, o que infelizmente é verdade. Corretos são os fabricantes que dão ao airbag a nomenclatura adequada: SRS (Supplemental Restraint System), que na realidade é a função original do sistema. Quanto aos esportes ditos perigosos, há uma diferença básica entre sua prática e a condução de automóveis: enquanto nos primeiros, em caso de imprudência e negligência os prejudicados serão primariamente os praticantes de tais esportes, no caso dos automóveis já não se pode dizer o mesmo.

          • Fabio

            Num acidente causado pela falta de ABS pode ser que o prejudicado seja um terceiro, mas com o airbag o prejudicado é somente o motorista.

          • Newton (ArkAngel)

            Somente o motorista? Só se ele bater em um muro.
            No caso do ABS, o que existe é muita desinformação; a maioria acredita que um carro com ABS “freia em menos espaço” do que um veículo sem o equipamento, e a verdade é que o ABS apenas evita o travamento das rodas, facilitando o controle direcional. O que não significa que vá parar antes do que um veículo sem o equipamento.
            O airbag é um “Equipamento de segurança suplementar”, e quando o cinto de segurança não é utilizado, é até pior tê-lo.

          • Fabio

            O que eu disse. Falta de ABS pode prejudicar terceiros. Mas falta de air bag somente quem está no carro.

        • Malaman

          Concordo com a primeira parte do seu post. Se segurança fosse tão desnecessária, não existiria, cintos de segurança, travas de segurança em armas, bainhas em facas, corrimãos e parapeitos em escadas e vãos, EPI’s e por aí vai. A humanidade vai ao longo do tempo aperfeiçoando as coisas e a segurança em geral se incluiu nisso.
          Quanto à segunda parte, discordo totalmente. O estado me obriga a pagar um sistema de saúde horrível, de péssima qualidade, caro e ineficiente, a minha revelia, e não me dá a opção de querer ou não esse sistema, e ainda pago a saúde privada. Depois, quer cercear meu direito individual de escolha, por que isso pode “onerar” esse sistema do qual não concordo, não quero e sou obrigado a pagar. O problema é que as pessoas hoje abrem mão da liberdade facilmente em nome da facilidade e de mais “direitos”.

          • Fabio

            Exato. A partir do momento que querem “direitos”, vão ter que ter “deveres”. É o preço a se pagar por querer tudo de graça. Até coisas pagas são assim. Seguro de carro leva em conta seu perfil e de certa maneira, te obriga a seguir certas regras para sua apólice ter validade. Se você diz que tem garagem para ter abatimento no preço do seguro, vai ter que seguir essa regra (mais ou menos). Preconceito ou estatística quando cobram mais caro um seguro de um motorista com 18 anos? E quando uma pessoa fica com medo ao ver um japonês numa região onde 95% dos crimes são cometidos por japoneses, mesmo eles sendo apenas 10% da população do local?
            Seguro saúde em muitos países também levam em conta o estilo de vida. Ou seja, são produtos pagos em que você deve seguir certas regras. Mas, como disse, na constituição o cidadão tem direito a tudo. saúde, educação, segurança, moradia, transporte, lazer, etc. Seja lá o que signifique isso? Significa que o Estado deve fornecer tudo isso “gratuitamente”, que deve fornecer essas coisas subsidiadas ou que deve oferecer condições para que empresas privadas ofereçam esses serviços?

          • Fabio

            ….

      • Felippe2010

        Discordo totalmente de você, ele não se machucou porque ele nunca sofreu acidente com o Gol dele e espero que isso não aconteça, e sim os testes de impacto são de extrema importância para o consumidor ficar ciente do nível de segurança dos carros vendidos no Brasil e não uma mera ferramenta de marketing, apesar que eu acho que brasileiro não liga mais para isso, porque mesmo o Onix tendo zerado nos testes, o carro ainda lidera as vendas.

        • Felippe, pode discordar à vontade, mas não se tem notícia de mortes em Onix resultantes de impactos laterais. Muitos, como você, estão inoculados com o vírus da segurança graças ao excelente marketing das estrelinhas.

        • Milton Evaristo

          Retirar o filme dos vidros dianteiros também ajuda na segurança.

          • Felippe2010

            What?

          • Felippe2010, você entendeu, pergunta desnecessária.

      • Reginaldo Ferreira Campos

        Pois é, Bob. Não me lesionei porque sou um motorista atento e consciente. Mas sempre tem aquele “vai que” onde certos acontecimentos estão fora do meu controle, e nessas horas as estrelinhas salvam vidas.

        • Reginaldo, as estrelinhas podem salvar, não salvam.

          • Reginaldo Ferreira Campos

            O PODEM fariam uma diferença danada no caso daquele Peugeot do comissário de bordo abalroado pelo Jetta do advogado drogado.

          • Reginaldo, naquele caso o comissário só se salvaria se estivesse a bordo de um Hummer ou Unimog.

          • Reginaldo Ferreira Campos

            Será? É aqui que entra o “vai que” aquelas estrelinhas tivessem feito a diferença.

  • luciano ferreira lima

    Eu li certa vez sobre como caçar porcos selvagens, primeiro você descobre aonde os porcos costumam se aglomerar e joga ali durante alguns dias um punhado de milho e levanta um lado de uma cerca, espera eles se acostumarem e depois de mais alguns dias levanta outro lado da cerca, e continua jogando o milho e os porcos se adaptarem a novo pedaço da cerca, e assim vai até concluir os quatro lados da cerca, os porcos acostumados a aquilo estranho não representar perigo continuam vindo junto com novos membros da família a devorar a comidinha de graça todos os dias até que em um momento o cerco fecha e eles se veem presos, desesperados e em fúria tentam derrubar a cerca mas até que vencidos pelo cansaço se rendem e começam a ficar mansos e passivos e a aceitar dia após dia a comidinha oferecida já que não precisam mais se dar ao trabalho de caçar, até mesmo alguns já esqueceram o ofício de procurar comida não sabendo que a mesma mão que o alimenta com migalhas será a mão que irá abatê-lo. Confessamos que a realidade dos porcos selvagens são as mesmas que caminhamos em nosso país. Assim caminha o povo, aceitando migalhas do governo populista jogando milho por tempo suficiente para alcançar a mansidão sistemática como expropriações indevidas,shows de música, bolsa esmola, subsídios para qualquer coisa, feiras,transporte, isso mesmo, “GRÁTIS”.Migalhas para um povo mal acostumado a ter o seu milho sem precisar procurar, roubam-nos a capacidade de pensamento crítico e raciocínio, no entanto etá claro que nada saiu de graça e sim do próprio bolso do trabalhador, logo chega-se a conclusão que não existe “ALMOÇO GRÁTIS” e assim caminha a população para a idiotização generalizada em todas as esferas.

    • Karudo

      Eu também sou contra subsídios, mas sou favorável dar de comer a quem tem fome e a cobrir quem sente frio.
      Que alguém fique sem comer um dia ou que durma ao relento em pleno inverno para ver como é ruim.
      Isso não é socialismo e nem comunismo. Isso é ser humanitário.

      • Fabio

        Também sou a favor mesmo odiando comunistas. Se bem que eles não existem, pois comunista seria se praticassem o comunismo, coisa que poderiam fazer mesmo no Brasil. No máximo eles são simpatizantes. Pois eles poderiam criar um grupo entre eles de tais simpatizantes e começarem a praticar o comunismo entre sim. Dividam os salários independente da capacidade profissional de cada um, etc. Agora bolsas já é mais complexo, pois aí seria uma espécia de caridade obrigatória e bolsas presidiário e cia. são bem diferentes de dar um abrigo para quem dorme ao relento num dia de frio.

      • Newton (ArkAngel)

        Um dos maiores lugares-comuns que ouvimos a respeito da solidariedade é que, sem o estado — ou seja, sem uma agência coerciva que obriga as pessoas a pagarem impostos, os quais serão imediatamente gastos em prol dos mais necessitados —, e sem essa redistribuição forçada de renda comandada pelos burocratas do estado, os pobres seriam abandonados à sua própria sorte.
        Pior ainda: sem o estado para tomar o dinheiro dos ricos, estes jamais abririam voluntariamente os cordões de suas bolsas para ajudar os mais necessitados.
        O problema é que tanto a lógica quanto os próprios fatos empíricos não apenas contradizem essa afirmação, como, aliás, confirmam o exato oposto.
        Adicionalmente, como praticamente todos os indivíduos têm, arraigados em si, um altruísmo natural, e dado que a pressão social tende também a rechaçar os egoístas primários, em uma sociedade liberal as pessoas sentem uma maior necessidade de ajudar ao próximo. Não é uma pressão exatamente coerciva, mas sim aquela obrigação moral de ajudar quem necessita.
        E é assim porque, em primeiro lugar, elas sentem que, se não fizerem nada para ajudar os destituídos, estes serão abandonados à própria sorte, o que choca com o seu altruísmo natural.
        Em uma sociedade economicamente menos livre, o estado já se arvorou à função de ajudar os necessitados. As pessoas simplesmente pensam: “eu já pago meus impostos e o estado já tem seus programas sociais. Logo, estou moralmente desobrigado de ajudar os outros”.

        • Karudo

          A Finlândia é o único país, pelo menos europeu, que conseguiu tirar da rua e reintegrar os sem-tetos.
          Bom ler: http://www.bbc.com/portuguese/geral-39453230.
          Pelo que tenho pesquisado e lido ultimamente, quanto mais de direita é o país, existe menos pobreza, menos sem-tetos e menos pessoas que passam fome.

          • Newton (ArkAngel)

            Os países socialistas vivem falando em redistribuição da riqueza. Só se esquecem que, antes de ser distribuída, a riqueza tem de ser criada. E o arranjo capitalista e de livre mercado é o mais adequado para tal fim.

    • Newton (ArkAngel)

      Existe também a famosa tática “problema-solução”. Consiste em criar um problema, e propor uma solução para ser votada pelo povo. Coincidentemente, a solução proposta é exatamente aquilo que o governo deseja que aconteça. E a população ainda sai contente, como se a solução do problema tivesse se originado do povo.

      • luciano ferreira lima

        É muita coisa oculta da população que quando a gente começa a mergulhar no tema até chegar a quase o limite da profundidade das fossas marianas, chega a bambear as pernas. Nunca tive medo de assombração, de lugares sombrios, de cemitérios visitados a noite, da hora morta ou com vultos, mas chego a ter arrepios quando me deparo com atitudes e decisões de certos políticos ou membros de uma certa elite.

  • Pedro Quinteiro

    Retrato de um país com um sistema educacional que agoniza na UTI. Os resultados estão aí. A maioria não tem condições de escolher um carro seguro, governantes íntegros, alimentos mais saudáveis, etc.

    Ao trocar de carro, recentemente, considerei opções como o novo Cruze e Golf Variant, pois estava buscando um carro seguro, bom para viagens e com alta eficiência energética. O Cruze, ou melhor, a GM, não conseguiu me convencer, com dados, que o Cruze é um carro muito seguro para minha família. Já a Golf Variant, é um exemplo a ser seguido. E esta foi minha opção.

    Acho que as fabricantes têm sim grande responsabilidade de entregar veículos seguros, ainda que seja num mercado com maioria pouco instruída ou culturalmente contaminada por costumes como a escolha de rodas de liga leve ou um ótimo sistema de som em detrimento de sistemas de segurança que podem significar a diferença entre a vida e a morte.

    Parabéns pela reportagem. Excelente!

    Sugiro uma matéria sobre as fabricantes que têm tratado a segurança dos veículos vendidos por aqui como prioridade. Vale um ranking. Por que não? Elas merecem louvor por tratarem os brasileiros com o mínimo de dignidade.

    • Pedro Quinteiro, como você pode ver no rodapé das colunas publicadas a aqui, elas são de total responsabilidade do colunista e não refletem necessariamente a opinião do AUTOentusiastas. No caso dessa coluna não reflete realmente, pois o carro “seguro” leva as pessoas acreditar que sairão incólumes de um acidente com um carro desses e muitas vezes não ter a essencial cautela ao dirigir (não digo que seja o seu caso). Portanto, aqui neste site nunca haverá matéria como a sugerida.

      • Pedro Quinteiro

        Caro Bob, obrigado por sua pronta resposta e atenção com que trata os comentários neste renomado website.

        Entendo e respeito a posição sempre imparcial deste site. Essa qualidade é nítida. Mas, não está muito claro para mim como a divulgação de um ranking como o sugerido poderia impactar a imparcialidade do site. Vejo isso como uma forma de reconhecer o bom trabalho de fabricantes que focam em um ponto essencial para o consumidor. Além disso, um ranking como esse seria dinâmico, pois certamente mudaria de tempos em tempos. Também não estou certo se os carros chamados “seguros” levariam pessoas a acreditar que sairiam incólumes de acidentes, muitas vezes levando-as a dirigir sem a cautela necessária.

        Enfim, mais uma vez, essa é apenas minha “opinião em formação, amadurecimento”.

        Obrigado.

      • Fabio

        Concordo. No início do ABS muita gente começou a ousar mais achando que com ele iria fazer milagre. Mas por outro lado se for pensar assim, bastaria proibir cinto de segurança nos carros, aí todos teriam mais cautela. Tem os 2 lados da moeda.

  • Gustavo H. Ruffo

    Texto excelente do Boris. Devidamente compartilhado no Facebook. Pena que não adianta falar, mesmo em um português claríssimo como este. Brasileiro é invulnerável. Até morrer e engrossar a lista de 50 mil mortos por ano no trânsito…

    • Bem-vindo, Gustavo! Mas, cá entre nós, o que morre de gente em Onix não é brincadeira… (rsrsrs)

      • Gustavo H. Ruffo

        Estou por aqui tem tempo, Bob, mas nem sempre com tempo para opinar. Este texto do Boris, de todo modo, merece mais do que opinião. Merece compartilhamento. E, como eu disse no meu, o problema não é nem o público médio. É ter muito jornalista especializado que também não dá a mínima para o assunto, acredite ou não. Não é de doer?

        • celso

          Gustavo, você merecia mil likes por essa resposta.
          Endereçada à pessoa certa, direto e reto.

          • Celso, e você acha que essa resposta me atingiu? Sonhar é de graça…

        • Gustavo, o problema é ter-se criado um desmedido “marketing de estrelinhas”, o que leva muitos a acreditarem que estão com a vida ameaçada se dirigirem ou andarem em carros que não são 5-estrelas em todos os tipos de colisão ou, inversamente, que estão com incolumidade assegurada em caso de acidente. Sem contar que os padrões de avaliação de comportamento em acidentes não levam em conta o fato de não existir um acidente igual ao outro. Como eu digo, a Volvo inaugurou esse tipo de marketing e todas as fabricantes correram atrás. E embora você tenha admirado esse texto do Boris, ele não reflete a opinião do AUTOentusiastas na parte que fala dos resultados dos testes pelos NCAP. Foi publicado porque a opinião de colunista é livre.

          • Gustavo H. Ruffo

            Imagino, Bob. Admirável a posição de vocês. Não é todo mundo que admite uma posição dissonante. Para constar, sei que vocês se preocupam com segurança e, mais do que isso, não são os especializados a que me referi, ainda que não concordem com os NCAP. Abraço!

    • Km.Vini

      Existem quatro tipos de aparelhos sobre rodas hoje:
      – o da caixinha com central multimídia é smartphone, para partilhar no Face e mandar memes para os amigos;
      – o do porta-malas com câmbio CVT é geladeira, para conservar as pessoas enquanto andam, estocadas;
      – o da máquina de lavar é balde porque a primeira curva inicia a centrifugação, e aderna até virar;
      – e por último, o do veículo de quatro rodas que dá prazer de dirigir e viver dentro, este é automóvel.

      Cada um faz sua escolha…

      • Gustavo H. Ruffo

        É uma pena os três primeiros estarem ganhando de lavada…

  • Pelo que sei carro que deu PT quando comprado vem no documento escrito “recuperado”.

    • Fabio

      Pior que não.

  • José Gabriel

    De que adianta ter airbag, barra de proteção pra todo lado, se a pessoa não sabe o que é direção defensiva? E o dia em que o controle de estabilidade falhar, o ABS falhar?

    Eu não tenho medo de dirigir um Fusca ou Gol Quadrado… mas o Boris Feldman pelo jeito não deve dar nem uma volta no quarteirão com a coleção de carros antigos dele com medo de morrer em um acidente.

    E por fim, se a pessoa comprar um carro com airbag, ABS, controle de estabilidade, barras de proteção até o teto isso garante que ele será intocável? Pois é essa a propaganda da mídia, mas quando for a hora da pessoa não tem jeito. Um caminhão perder o freio e passar por cima do carro equipado até os dentes e rasgar ele como uma folha de papel.

    Então o que se tem que ter é educação no trânsito, direção defensiva, e punir severamente quem pratica direção perigosa ou provoca acidentes de trânsito.

    • José Gabriel, é exatamente o que você disse.

    • Mendes

      Fico imaginando o que a turma do “bateu, morreu” pensa sobre as motocicletas. Sim, pois eu duvido que uma motocicleta — seja ela qual for — ofereça mais segurança em colisões do que o “Ônix-zero-estrela”.

      Será que esse pessoal também acha um absurdo que veículos tão “inseguros” como as motos ainda sejam comercializados? Será que ainda veremos alguma pressão para proibir a comercialização desses veículos?

      • José Gabriel

        Eu quase me envolvi em um acidente de moto quanto tinha 19 anos. Um carro saiu da garagem na minha frente e eu estava a uns 60 km/h. Foram frações de segundos para desistir de frear e tirar de lado. Naquele dia eu vi que moto não é seguro.

        A sensação de morte naquele momento foi tamanha que tive que encostar a moto no meio fio e fiquei tremendo as mão por vários minutos. Então me lembrei de uma frase de um colega de faculdade, que ele definia moto:

        “Na moto o para-choque é você!”

        Tirei carteira de moto e carro, mas não dirijo moto há mais de 13 anos (tinha 22 anos quando meu irmão vendeu a moto dele). E paro e penso que hoje não teria coragem mais de voltar a andar de moto. Pois não quero ter que pagar para ver que moto é inseguro, pois meu anjo da guarda já me livrou de uma, não quero dar trabalho para ele.

      • Fabio

        Mas estando em cima a sensação de segurança é menor. Dentro de um carro a sensação é maior. Maioria esmagadora de pilotos de motos que foram para os carros se deram bem (exceto Michael Doohan), já ao contrário se deram mal.

        • José Gabriel

          Uma coisa é cair em um autódromo, totalmente diferente é cair em uma avenida ou rodovia, pois nessas existe a possibilidade de um carro ou caminhão passar literalmente por cima de você.

          Um amigo do meu pai morreu na rua Augusta quando estava andando na faixa de mão dupla e um carro deu um chega pra lá nele e ele foi arremessado para a contramão e bateu de frente com uma Chevrolet Veraneio.

          O tombo de moto mais feio do meu irmão foi quando ele atropelou um cachorro a uns 80 km/h em uma curva de uma avenida.

          Veja o vídeo abaixo a sorte desse motociclista. O motor travou e ele caiu na hora em que não vinha ninguém atrás dele na rodovia:

          • Luiz AG

            Já vi esse vídeo umas 10 vezes. Primeiro o cara “desbiela” o motor entrando na faixa vermelha. Segundo está usando luva “meio dedo”. Sorte dele não ter perdido as pontas ralando no asfalto. Terceiro ele é ruim mesmo, porque era só apertar a embreagem, mas nessa vou dar um desconto, no sufoco e no desespero talvez não tenha lembrado disso.
            Apertar embreagem é reflexo de quem teve moto 2 tempos, que poderia engripar o pistão devido a dilatação.

          • Luiz AG, reflexo também de quem correu de DKW-Vemag, como eu…

    • Nilson

      José, um pouco de medo pode ser o melhor item de segurança para qualquer veículo. Destemor em excesso diminui a expectativa de vida.

      • Se todas as pessoas no trânsito tivessem medo de causar um acidente com certeza os índices de morte no trânsito seriam reduzidos a 0.

        Porém o que vemos é ultrapassagens pelo acostamento, costuradas em altíssima velocidade, enfim, imprudência para todo lado tanto em rodovias quanto em avenidas. Então de que adianta um carro 5-estrelas em segurança se o seu motorista é um imprudente?

        Por fim, temos que ter medo de um acidente a cada cruzamento e semáforo sim, pois é como disse o José Gabriel, se aparece um caminhão no semáforo furando o sinal vermelho? Pode ter as 5 estrelas de segurança que, na minha opinião, nesse caso é morte na certa. É a inércia, o caminhão pesa 20 toneladas carregado e 60 km/h é uma energia enorme em relação se fosse um carro de 1 tonelada furando o sinal.

    • celso

      O Boris já deixou bem claro, em alguns vídeos, que gosta mesmo é de carros antigos e inseguros, além de ergonomicamente “incorretos”. Enfim, tudo o que vai de encontro ao posicionamento da indústria neste século. Agora, ele como bom jornalista e consciente que é não passa adiante essa pecha, muito pelo contrário: sempre faz textos com enfoque na segurança.
      E a questão não é ter medo de dirigir um Fusca ou um Gol quadrado, mas, sim, ter medo de dirigir em estradas repletas de irresponsáveis guiando suas máquinas letais.

      • Então é aquela famosa frase… ouça o que eu digo, não faça o que eu faço.

        • celso

          Exatamente isso.

  • celso

    E o pior é que alguns profissionais da imprensa especializada são defensores contumazes destes veículos totalmente inseguros. Inclusive, um deles não deixará que este comentário venha à tona.

    • Celso, é claro que eu não barraria um comentário como esse seu. Mas você não colocou a questão em termos corretos: não atacar, condenar, não é o mesmo que defender. E você generalizou a insegurança: ela só aparece em caso de colisão, e estas não ocorrem em número que os registros mostram. Nada de 50.000/ano mais, mas 35.547 no ano passado, conforme noticiado na coluna do Fernando Calmon semana passada, assim mesmo envolvendo motoristas, motociclistas e pedestres nesse total. E outra: tem-se conhecimento de colisões laterais com o Onix em que houve lesões graves ou óbitos?

      • celso

        Sim, Bob. Eu exagerei ao usar “contumazes defensores”
        Mas não apeguemos a números, pois estamos lidando com vidas humanas.
        Se são 50.000, 35.547 ou 1.000 colisões ano, independente do números de mortos, não significa que os veículos podem ser mais ou menos seguros.
        Quanto à “insegurança só aparecer em caso de colisão”, é justamente aí que a segurança faz toda a diferença. Ser motorista consciente, dirigir defensivamente, e sobremaneira dentro dos limites da lei, não nos deixa imunes a acidentes.
        Sendo assim, estar ao volante de um veículo submetido a testes, e comprovadamente seguro, pode ser a diferença entre a vida e a morte,
        quando o inesperado advém.

        • Celso, pode ser a diferença entre a vida e a morte: pode ser, mas não é certeza de incolumidade. E veja a foto da matéria, o Onix sendo atingido lateralmente: nunca vi foto desse tipo de impacto em que o atingido sai rodando, como nas colisões laterais reais, e que efetivamente reduz a energia do impacto. Com o carro preso no ensaio para não rodara violência do choque é amplificada.

          • André

            Esse detalhe exposto pelos senhor, certamente nunca passou pela cabeça dos NCAPeiros, e faz toda a diferença.
            Por isso eu gosto de ler todos os seus comentários, embora isso me dê um trabalho danado, como o senhor diz (rsrs).
            Abraço

      • Eduardo Cabral

        Bob, o que mais impressiona nesses números é que o número de homicídios é mais de 60.000 mil (e como todo mundo sabe 60 depois de torturar o número para ele não parecer tão ruim). Talvez criminosos sejam 5% da população, não sei mas com certeza uma fatia muito maior utiliza transporte rodoviário todos os dias, e mata muito menos. A verdade é que na violência no trânsito o Brasil está um pouco pior que a média global, mas em homicídios o Brasil está na amarga liderança. Dar muita atenção ao problema do trânsito no Brasil é uma total falta de senso das proporções. Veja que o governo está sempre metido nessas ações contra a violência no trânsito, mas trata a guerra civil que o Brasil vive como se fosse uma coisa natural. É lógico que existem interesses políticos podres por trás disso.

      • Luiz AG

        Bob, até onde eu sei as estatísticas de morte não diferem o tipo de colisão (frente, traseira, lateral, etc).

    • Newton (ArkAngel)

      Embora concorde que os veículos evoluíram muito em termos de segurança passiva, para não soar ilógico todos aqueles que se recusam a dirigir um veículo não-estrelado deveriam também parar de utilizar aviões, pois a estrutura dos mesmos é extremamente frágil levando-se em consideração o peso dos mesmos e as velocidades atingidas.

  • Luciano Gonzalez

    Boris, com relação à seguradoras o buraco é mais embaixo, bem baixo mesmo.
    A prima de um amigo possui um Siena, carro que teve a dianteira avariada em um acidente uns dois anos atrás.
    O carro foi reparado pela seguradora e devolvido à dona que agora decidiu vendê-lo, só que ao negociá-lo teve uma surpresa desagradável: o novo dono foi fazer a vistoria de sua seguradora e o carro foi reprovado, dessa forma desfez o negócio.
    A moça então entrou em contato com a seguradora para tirar a história a limpo e a empresa não assume o erro, então a proprietária entrou com uma ação contra a seguradora na qual eu vou fazer a defesa dela com relação à parte técnica.
    É um absurdo, dessem PT na ocasião do acidente, ora!

    • Fabio

      E mais, deu PT, que o carro seja obrigatoriamente leiloado como sucata, sem direito a documentos. Acontece que o lucro das empresas fala mais alto. Tive um carro que se envolveu numa batida que afetou a parte dianteira. O carro saiu andando, airbags não foram acionados, mas a seguradora optou por dar perda total, apesar da pequena monta dos danos. Até aí, opção dela. Tempo depois eu soube que o carro foi consertado pela própria seguradora e vendido em leilão, obviamente sem constar sinistro. E o valor alcançado no leilão foi muito próximo ao da tabela Fipe.

      • Isso aconteceu com meu Palio Young, que relatei o ocorrido em outro comentário. O carro hoje encontra-se rodando em Maringá/PR e na época foi dado PT pela seguradora, pois o carro foi atingido pelo meio, do lado do motorista, a coluna lateral chegou a encostar no banco, e na época, os custos de reparação chegaram a quase R$ 9.000, num carro avaliado pela Fipe em R$ 11.000 em 2014, quando sofri o acidente.
        Tenho certeza que a própria seguradora o vendeu para outra pessoa em vez de dar baixa como sucata. O cara reformou o carro e está andando com ele feliz e contente e de lado, pois depois da pancada que recebi o carro não ia andar reto nunca mais.
        Agora, se o cara que comprou conseguiu segurar o carro, não sei.

  • Fat Jack

    Infelizmente algumas questões de segurança não alcançam consenso sequer entre especialistas e o público mais entendedor do assunto (como os que são leitores do AE), quem dera entre aqueles absolutamente leigos.
    Informações sobre o assunto são escondidas ao máximo possível pelos fabricantes, a não ser nos casos onde o veiculo for referência, aí divulgam aos 4 ventos.
    Desta forma nada mais natural que a opção do consumidor geral…

  • Diego s

    Levo e trago de volta a família a bordo de um Gol 98.
    Não há um dia sequer que eu não evite idiotas pelo caminho prontos a causar uma tragédia. Não raramente eles “dirigem” carros multiestrelados.
    O trânsito é feito de pessoas.
    Pessoas idiotas são motoristas perigosos. Indiferente o número de estrelas do veículo.
    Pessoas interessadas e dedicadas em dirigir são motoristas seguros, independente do auto.
    Podem substituir toda a nossa frota exclusivamente por Volvos. O trânsito no Brasil vai continuar o caos.
    Pensando bem, talvez diminua o número de óbitos… e aumente o de sequelados.

    • Newton (ArkAngel)

      Observe a maneira que as pessoas se comportam andando a pé, ou dentro de um supermercado, por exemplo. No trânsito irão se comportar exatamente da mesma maneira.

      • Roberto Neves

        Newton, todos os dias, quando caminho pelas calçadas, e nas sextas-feiras, quando preciso passar no supermercado, eu me dou conta de como são imensas a estupidez e a irracionalidade humanas!

  • Fabio

    Falando em governo se meter na vida dos outros vou escrever aqui o que postei em outro site sobre políticas que querem acabar com estepe temporário, que querem a volta do extintor, etc.

    Ser humano é complicado. Primeiro foi criado os conceitos de certo e errado. Depois foram criados mandamentos nas religiões. Depois foram criadas leis. Aí se criaram sistemas judiciários para interpretar as leis. Atualmente tudo que se fale, pode e será usado contra você por oportunistas travestidos como “pessoas bem intencionadas”, usando táticas de coitadismo, onde incluem termos como “discriminação”, “machismo”, racismo”, “fobia”, etc. No fim, tudo isso para alguém conseguir dar uma bocada no dinheiro alheio. Afinal, sem hipocrisia, o que manda no mundo é dinheiro e todos os atos tem como objetivo final, direta ou indiretamente, a vantagem financeira. É como se fosse o jogo de baralho chamado “rouba monte” só que na vida real, onde está cada dia mais difícil “ser correto”, pois querem regular tudo. Cadê a liberdade?

  • Antonio F.

    Sou dos que acreditam que nos dias atuais fabricantes que investem no desenvolvimento de carros mais seguros estão, de quebra, entregando um produto de melhor qualidade, mesmo que os olhos não vejam; ainda que não seja garantia de 100% de proteção de vidas, até porque as leias da Física não podem ser burladas, nem mesmo por brasileiros (risos).

  • Paulo Ferreira

    Se o brasileiro não liga para itens de segurança de fato o Estado agiria corretamente em não se importar também, afinal são os governantes os nossos representantes constituídos e não nossos tutores!

  • Gabriel França Voitch

    Se tenho várias opções costumo escolher o que seja mais seguro, não para andar igual louco, mas se tenho essa possibilidade por que não? Já o carro antigo quem tem e gosta tem que estar ciente de suas limitações.

    • Gabriel, desculpe, mas limitações??? Quer dizer então que carros de cinquenta anos atrás tinham limitações e os cinco-estrelinhas de hoje não as têm??? Pode bater à vontade que as estrelinhas garantem a incolumidade de quem está dentro? Essa só mesmo proferindo a talvez mais antiga das exclamações: meu Deus!

      • Gabriel França Voitch

        Claro que não garante dependendo do nível do acidente, mas ajuda a diminuir alguma lesão em caso de acidente, que em um carro inseguro se torna mais grave.

        • Gabriel, tem certeza de que as estrelinhas garantem isso?

          • Gabriel França Voitch

            Como não sou engenheiro mecânico não tenho lá como ter certeza absoluta disso, mas então no seu entendimento esses testes são feitos apenas por marketing para favorecer uma empresa automobilística e prejudicar a outra? No meu julgamento de consumidor hoje ao menos se tem dois carros similares, de preços iguais, qualidades iguais e consumo de combustível semelhantes, um mais seguro que o outro, irei preferir o melhor construido.

          • Gabriel, para prejudicar a outra, não, para sobressair. Quanto à sua escolha, é um direito como outros tantos.

          • Gabriel França Voitch

            As estrelinhas são reflexo dos testes feitos no carro, então dá uma segurança a mais, milagre não faz, lógico.

          • Gabriel, é claro que não faz milagre, mas há quem ache que faz.

          • Gabriel França Voitch

            Aí é uma questão cultural do brasileiro mesmo, mas eu acredito que carro zero-km tem que ser o mais eficiente e tecnológico possível, e seguro também. Não que um mais antigo não cumpra a mesma missão mas se quero um zero-km penso em tecnologia e eficiência.
            Nos EUA mesmo eles adoram carros antigos que não tem estrelinha nenhuma, mas se você quer adquirir um zero-km tem acesso aos melhores carros do mundo, muito superiores ao que podemos comprar aqui, e mesmo assim os antigos estão em alta por lá, apesar de que em geral são usos bem distintos, um para o lazer e outro para usar no dia a dia.

        • Newton (ArkAngel)

          A segurança é primariamente e indiscutivelmente garantida em maior porcentagem pela perícia ao volante e pela prudência.
          O transporte aéreo é considerado o mais seguro meio de locomoção justamente porque as tripulações são rigorosamente treinadas e constantemente avaliadas. A estrutura de uma aeronave por si só, em termos de segurança contra impactos, chega a ser pior que um veículo zero estrelas, justamente porque tal estrutura não pode ser extremamente reforçada devido à limitações de peso, e também porque uma estrutura segura que resistisse a impactos nas velocidades de vôo praticadas seria fatalmente inadequada à sobrevivência humana devido à extrema rigidez necessária.
          Você deixaria de voar por conta disso?

          • Marcio Santos

            Newton, o avião é seguro também porque dificilmente no ar um avião tentará ultrapassar outro e baterá em um terceiro que venha na direção oposta, o avião também não irá derrapar em uma curva, todo o sistema é feito para que um avião seja seguro.

            Se a colisão for inevitável um carro com estrutura mais forte e airbags irá te fornecer maior proteção.

            Quem sabe por possuir ABS a velocidade seja mais reduzida e ajude o ESP a te permitir fazer uma manobra de emergência para escapar do acidente, seja contra um animal ou carro.

            Caso não seja possível evitar o acidente por ser mais eficiente nas frenagens o carro com ABS poderia colidir com menor violência.

            Independente disso vejo muitos comentando que o pior são as condições das nossas, os motoristas imprudentes, é verdade, mas nestas condições que são precárias um carro seguro é mais importante do que seria na Alemanha ou Inglaterra.

          • Marcio Santos, aviões estão sujeitos a pouso forçados, em que em geral se danificam muito.
            Maior proteção é um dado teórico de laboratório obtido em velocidades baixas. Ela não é absoluta.
            ABS não reduz a distância de frenagem, apenas ajuda neófitos ao volante ao frear. E dependendo da superfície essa distância aumenta.
            ESP não é santo milagroso.
            Dirigir com prudência e na defensiva é dever de todo motorista. Para os que não agem assim não é o “carro seguro” que lhe garantirá incolumidade. Pessoas morrem em carros seguros também.

          • João Carlos

            Estava lendo sobre isso agora em um clube de carro. O sujeito está à procura de outro carro porque o seu deu perda total. O outro vem e sugere comprar um com ESP, porque ele foi salvo por ele ao rodar na chuva. O que teve PT, foi também por rodar na pista. Moral da história, vão continuar guiando mal e, agora, com um agravante: acham que serão salvos pelo equipamento. O mesmo está acontecendo com relação aos carros 5-estrelas, vão poder bater à vontade e acham que nada irá lhes acontecer.
            Alguns chegam a dizer que com carros assim dirigem mais tranquilos! Eu que não ficaria tranquilo sendo conduzido por uma turma dessas!

          • Newton (ArkAngel)

            O sujeito conseguiu rodar na chuva em um carro com ESP? Creio que quem o salvou foi o anjo da guarda, kkkkk! Fico imaginando o estado dos pneus desse carro…

          • João Carlos

            Fora os pneus, como será a suavidade ao volante desse sujeito?! Esses caras que vêm com esse papo de “ABS me salvou”, “ESP me salvou”, humm, boa coisa ao volante não são.

          • Newton (ArkAngel)

            O cerne da questão é: o que garante em maior porcentagem a incolumidade dos passageiros em qualquer veículo, seja terrestre, aéreo ou marítimo, é a habilidade e perícia do condutor, além do respeito às regras.
            Seria ingenuidade afirmar que equipamentos como airbag e ABS não contribuem para a segurança, é obvio que veículos equipados com tais dispositivos permitem maior tolerância aos erros dos motoristas, porém oferecem uma falsa ilusão de segurança absoluta aos desavisados. Tais motoristas desavisados é que constituem o maior perigo no trânsito. Os equipamentos podem ajudá-los a sobreviver, mas nem sempre garantem que terceiros tenham a mesma sorte.

      • Gabriel França Voitch

        Ninguém procura um carro seguro porque quer “bater à vontade” assim como ninguém contrata uma seguradora pensando em precisar dela , ou contrata um plano funeral pensando em suicidar-se.

        • Gabriel, seguradora e plano funeral têm caráter exclusivamente financeiro, diferentes da sensação de incolumidade buscada nas estrelinhas.

      • Alberto

        Desculpa, Bob, mas em termos de segurança passiva, sim. Os antigos têm muito mais limitações do que os novos. Quem me dera eu ser responsável por todos meus atos, que minhas barbeiragens afetassem só a mim. Mas o amigo sabe que não é assim. Dia desses recebi um vídeo de um pós acidente frontal entre um Gol G5 que tentou uma ultrapassagem indevida e um Mini Cooper. O VW com o capô retorcido para cima da cabine. Da metade para frente totalmente ‘assanfonado’. Segundo o cara que filmava (policial, aparentemente) dois dos quatro ocupantes morreram na batida, os outros dois gravemente feridos. O Mini, embora destruído, todos os airbags acionados, a cabine intacta e condutor foi levado ao hospital com ferimentos leves. Onde está o marketing das estrelinhas aí? Concordo com o camarada ali de cima quando disse que temos muito governo, mas a fiscalização continua como sua função primária. Afinal, mais vale “policiar” a segurança dos carros do que gastar anos e anos de SUS com os dois sobreviventes do gol G5 que mencionei.

        • Alberto, o que você relatou não permite uma conclusão. Os ocupantes do banco traseiro do Gol provavelmente estavam sem o cinto atado e foram arremessados contra os do banco dianteiro. O assanfonado do capô (e frente) do Gol indica absorção da energia do impacto.

          • Alberto

            Absorção foi o que houve com o Mini. Com o Gol foi tipo uma marretada em cima de uma lata de Coca. Como não permite? Motorista e carona do Gol, mortos. Motorista do Mini, sai andando. As estrelinhas aí valeram cada centavo. Se me permitem, posto o vídeo aqui via YouTube.

          • Alberto, quem garante que motorista e carona do Gol não foram esmagados pelos ocupantes do banco traseiro? Pode pôr o link do vídeo.

          • Alberto
          • Fabio

            Não é tão simples. Existe uma grande diferença de massa entre um Mini Countryman e um Gol. isso já garante muita vantagem a seus ocupantes O ângulo da batida também parece mais favorável ao Mini. Só uma perícia bem feita poderia garantir que o resultado se deu por uma maior segurança passiva do Mini.

          • Luiz AG

            Nesse vídeo de Nürburgring Nordschleife é possível perceber o quanto os carros evoluíram em segurança em quase 50 anos:

          • Marcio Santos

            Com a diferença de estado entre os carros não existe ângulo mais ou menos favorável, eles bateram de frente, um totalmente destruído, e como foi dito pelo policial a coluna A juntou com a B.
            Quem prefere ignorar isso que o faça, mas é um vídeo incontestável, negar é dar soco em ponta de faca.

          • Marcio, eu gostaria de ver essa coluna A encostada na B. Tem foto?

          • Newton (ArkAngel)

            Onde foi parar o motor do Gol? Como o radiador entrou dentro do habitáculo? Parece-me muito estranho o radiador não estar totalmente pulverizado, pois é uma peça bem frágil de alumínio que amassa até com um pontapé. É inegável que o Mini é um veículo com uma concepção mais moderna do que o Gol, até também por ser de uma faixa mais premium, mas o dano do Gol parece desproporcional. Devido à minha profissão, já vi milhares de colisões, e sinceramente não parece plausível que um Mini tenha feito tamanho estrago no Gol. Mas posso estar enganado.

  • Christian Bergamo

    É o que eu sempre digo, brasileiro compra carro por status, compra para mostrar para o vizinho, brasileiro não gosta de carro, gosta de aparecer. Independente sobre se o NCAP é certo ou errado, ferramenta de marketing ou não, isso apenas comprova um comportamento da maior parte da população.

  • José Gabriel

    Em 1977 o sinal abriu e meu pai saiu logo em seguida, e então meu tio deu um grito:
    – Freia!
    Meu pai freou e então um ônibus bateu no Opala 1974 arremessando o mesmo até a calçada. Por sorte a pancada não foi na porta, pegou no eixo dianteiro. Foi PT, meu pai disse que até o motor do carro foi afetado.

    Desde que eu soube dessa história eu sempre olho se vem algum carro quando o meu semáforo abre para mim, pois acreditar que um carro 5 estrelas de segurança segure um caminhão ou ônibus numa pancada dessas é alienação. Então a maior segurança está na direção defensiva, o resto é jogada de marketing e sensacionalismo puro. Não tenho medo de andar de Fusca 76 1300-L ou Gol Quadrado.

    • José Gabriel, além desse importante cuidado — evitei que uma carreta me triturasse por agir dessa maneira sempre — tenha em mente que não existe via preferencial e sinal verde, de dia e de noite, pois todo cruzamento ou junção de vias é perigoso.

      • José Gabriel

        Exatamente! Obrigado!

      • Newton (ArkAngel)

        O brasileiro tem um estranho conceito a respeito de vias preferenciais: para ele, a preferencial é sempre “aquela via na qual EU estou passando”.

        • Exatamente, Newton!

        • Paulo Ferreira

          Em Brasília temos o exemplo nas rotatórias: a preferência de acesso é sempre de quem se enfia primeiro. Sempre.

    • Roberto Neves

      Aqui no Rio de Janeiro, há muitos anos, o sinal abriu para mim e arranquei. Um espírito desencarnado soprou em meu ouvido e freei, a tempo de ver passar a um milímetro da frente do meu carro um carro da Guarda Municipal à toda, cheio de guardas com fisionomia decidida. Não creio em bruxarias, pero que las hay, hay!

  • Treviso Corretora

    Viver é perigoso pois 100% das pessoas que dirigem ou são pedestres acabam morrendo; mas se comportar como idiota irresponsável seja pedestre ou motorista não muda isto, apenas antecipa essa finalização.

    Dito isto odeio os carros modernos que parecem caixões para vivos; prefiro um antigo com muita área envidraçada e colunas finas para enxergar melhor em volta, isso é segurança; carroça, carro, moto ou avião você tem que antecipar situações de risco com atenção, velocidade mata, mas parado também se morre.

  • Juliano Brüning

    Eu dou importância para segurança.

  • O pessoal acha que ABS, EBD, ESP, Airbag e outros acessórios irão fazer milagres no trânsito, mas se esquecem do principal: a formação do motorista.

    De nada adianta esse monte de siglas e sistemas, se a peça entre o banco e o volante não sabe o que fazer numa situação-limite com o carro. Um exemplo: o ABS é maravilhoso., não é? Faz o carro parar numa distância menor, não é? Mas e em caso de pista contaminada, seja por óleo, areia, cascalho ou mesmo numa estrada de terra? Sabe para que o ABS servirá? Para nada! Vai te fazer deslizar mais e aumentar muito mais a distância de parada e se você não souber o que fazer, babau! Vai se arrebentar.

    O mesmo vale para os outros sistemas e dispositivos. De que adianta um airbag se o sujeito abusa da velocidade em locais errados e é imprudente?

    Essa história da NCAP é outro exemplo:cria-se uma tempestade em copo d’água para favorecer determinada fabricante ou veículo, com um teste que foge dos padrões aplicados pelo mesmo órgão em outro continente e pronto! Está criada a confusão, todos os carros são inseguros, todo mundo vai morrer se dirigir um carro desses!

    Não falando de Ônix, mas de um modelo de outro fabricante, com um resultado de teste de colisão não tão bom quanto: tive um Palio G1, 2001, que sofreu PT por conta de uma colisão lateral de uma Ford Ranger a cerca de 60 km/h, bem acima da velocidade testada no Ônix, por exemplo. E sabe o que houve comigo? Nada! O carro se torceu todo, ficou torto, e a única coisa que poderia acontecer se eu não soubesse dirigir era ter capotado, pois o carro ficou apoiado sobre as duas rodas direitas e só não capotou pois acompanhei a inclinação e pus o carro no chão. Adiantaria ESP, EBD e outros bichos nesse caso? Não. A formação do motorista ajudou e muito.

    O problema é que o brasileiro tem a mania de se “emprenhar pelo ouvido” e acredita em tudo que a “mídia especializada” publica e dá o “selo tabajara de qualidade” e aí sai por aí se achando o maior esclarecido no assunto, mas não procura realmente se informar sobre os fatos, principalmente em assuntos que ele não domina.

  • Newton (ArkAngel)

    Acho que foi o Expedito Marazzi que deu o melhor conselho sobre segurança:

    “Dirija sempre como se o seu carro fosse invisível”