Difícil decidir se o exemplo de manutenção de um carrinho bastante rodado é muito bom ou uma porcaria. A viatura em questão é meu Daihatsu Charade Sedan 1,5, 1995, que entrou por acaso na minha vida. Chegou de troco na venda de uma VW Paratí, uns oito anos atrás. Veio com uns “70.000 km”, o que era mentira, já que havia uma etiqueta de óleo indicando 115 mil km como próxima troca. Ou seja, algum incompetente com iniciativa — o pior dessa classe — voltou o velocímetro uns 40 mil km e esqueceu a etiqueta na porta.

Só como referência, vamos assumir os 70 mil km, já que agora ele está com 135 mil km (na realidade uns 175 mil km). Ou seja, já rodou uns 65 mil km em minhas mãos. Ou, mãos diversas: de familiares, amigos e até inimigos.

Já contei a história da recuperação dele, já que o “Toyota de pobre” (a Daihatsu é uma marca da Toyota) chegou bem ruinzinho e foi bastante restaurado antes de começar a rodar. Sua manutenção serve de exemplo para qualquer carro que está indo para os 200 mil km, com a agravante que as peças de um Daihatsu são complicadas de achar no Brasil. Mas, com peças difíceis ou não, o desgaste e manutenção são muito semelhantes na maioria dos carros. Se for um nacional, tem peça na “esquina”. Se for uma “raridade” precisa um pouco mais de garimpo ou imaginação técnica. Mas, já vi muito carro nacional ficar parado semanas esperando um componente.

O Charade 1995 continua rodando, cerca de 500 km semanais, e de vez em quando pede manutenção

Bom avisar que o apelido familiar do japa Charade é Coitado, aliás “Cuitado”. Todo mundo usa e ele só anda. Ninguém abre o capô para ver se o motor 1,5  de quatro cilindros (chique, todo em alumínio, 16 válvulas, comando na cabeça…) ainda está lá.

De vez em quando, alguém me entrega a chave dizendo que ele está “falhando”. “Em subida e curvas?”, pergunto. Como a resposta é quase sempre positiva, lá vou eu para o posto em marcha-lenta, pois deve ter menos de um litro de gasolina no tanque. Em curvas e subidas, a gasolina vai para as laterais do tanque e a bomba chupa… ar. Claro que o Cuitado falha.

O velocímetro marca 130 mil km, mas é mentira; na verdade já passou dos 170 mil km

Pois bem, vamos ver o que de mais grave aconteceu nos últimos 65.000 km, além de trocas de componentes óbvios de desgaste como pneus, velas, palhetas de limpador de para-brisa, bateria, filtros (de gasolina e óleo, já que o filtro de ar é K&N americano, esportivo e lavável, comprado nos EUA. É o mesmo do Toyota Carina, seu primo também japonês).

Grandes vantagens do Cuitado: tem a qualidade de um Toyota, é muito econômico (mais de 12 km/litro de gasolina com o pé embaixo na estrada), completo (ar-condicionado, direção com assistência hidráulica, e “trio elétrico” — vidros, espelhos e travas com motorzinho elétrico) e procura praticamente zero por ladrões e políticos (com o perdão do pleonasmo).

Ocorrências & novelas

O “Cuitado” ganhou radiador do Civic bolinha, sensor TPS novo e troca de dois coxins

Radiador- deu vazamento umas duas vezes e foi soldado, remendado. O técnico já foi avisando: “tá ruim a coisa, se vazar mais uma vez, não tem conserto. Tem muita corrosão”.

Esta corrosão vem do cloro da agua “de torneira”, e o jeito de evitar, além de usar aditivo de qualidade, é colocar apenas água destilada ou desmineralizada. O que é difícil de acontecer em um carro já bastante rodado com agua clorada.

Estou de madrugada na rodovia Castello Branco a uns 120 km/h (ou um pouquinho mais) e, puuummmm! O ponteiro da temperatura vai lá para cima e começa a sair vapor pelas laterais do capô do motor. Ponto-morto para resfriar um pouco o motor e tentar chegar mais perto de um posto. Quando o Cuitado perdeu o embalo, vou para o acostamento e ele roda uns 5 km até o posto, em quinta ou quarta marcha e motor quase em marcha lenta, a uns 30 km/h.

No posto, espero uma meia hora e tiro a tampa do reservatório. Tudo seco. Colocamos água e quando o motor começa a funcionar, aparecem borbulhas no reservatório (indicando pressão interna no sistema) e sai vapor pelo escapamento. Coitou… p’ra não dizer fod…. Além do radiador, torrou a junta de cabeçote que, claro, empenou. Levo um galão com água, não coloco a tampa do reservatório (para não aumentar a pressão e jogar mais agua para dentro dos cilindros) e vou bem devagar por mais uns 40 quilômetros até Tatuí (SP), o que demorou quase duas horas. A cada 5 km coloco mais agua. Se acelerar um pouco mais o motor, muito aquecido, iria fundir.

O Renato, meu mecânico, tira o radiador. Não tem jeito. Por aqui, só usado ou mandar fazer um especial e novo. Não vale a pena comprar um usado, que estaria tão podre quanto o meu. Manda fazer demora e fica caro. Encontro o componente novo no eBay inglês, não é caro, mas o preço do transporte é muito alto. O jeito é adaptar. Pelo catálogo de radiadores, comparamos dimensões e posição das mangueiras. O mais parecido é o Honda Civic “bolinha”, modelo até 1995/96. Um pouco mais alto (uns 20 mm) e, grande vantagem, tem maior profundidade e aletas de refrigeração maiores. Este radiador do Civic bolinha é um salva-vidas de tudo quanto é japinha velho. Pequeno, serve em qualquer espaço no motor, sendo bastante eficiente.

Custou uns R$ 300 e bastou mudar o apoio inferior na travessa e fazer dois suportes superiores. Um tubo em L casou a mangueira inferior, que ficou em ângulo errado. A mangueira superior encaixou direto e até a tampa do Charade serviu no radiador do Civic.

Cabeçote aplainado, junta e retentores de válvulas novas (um jogo parcial de junta japa encontrado no Mercado Livre), óleo trocado e o Cuitado volta a rodar. Ganhou um pouco mais de taxa de compressão (devido ao desbaste do cabeçote) e o motor ficou até mais alegrinho.

Sim, o “Cuitado” tem volante Momo; afinal, acessório chique é para uso do dono, não do carro

Sensor de Posição da Borboleta – Uns 20 mil km atrás o motor começou a ter problemas de aceleração, retardo no início dela e aumento de consumo. Diagnóstico: problemas no sensor de posição de borboleta (TPS, Throttle Position Sensor), que informa à centralina (coisa de italiano da Fiat, diminutivo de centrale, centralzinha) da injeção sobre a posição do acelerador (e da borboleta de entrada de ar no motor). Havia mau contato e troquei a tomada, além de desmontar o bendito sensor e limpar partes móveis. Melhorou. Pero no mucho.

Usando a marca (Denso, japonesa) e o número da peça, procurei no eBay. O mesmo sensor é usado em vários japinhas da Mazda, Toyota… Custou US$30, com frete grátis dentro dos EUA. Como estava indo para o Salão de Detroit, trouxe na mala mesmo. Com sensor novo, o motor “dormiu”. Ficou mais redondo e consumo voltou ao normal.

É interessante esta história de peças exclusivas para um determinado carro. Boa parte das peças são genéricas e o fabricante do carro simplesmente escolhe um componente pronto em um fornecedor. Mas, tem muito “especialista” que acha que peça é só para o carro dele. Claro que existem componentes exclusivos, mas não são todos.

Outro dia, estava comprando uma bateria e entrou um esperto para pedir uma “bateria do Celta”. Se ainda fosse uma “bateria para um Celta”, tudo bem. Afinal, ninguém é obrigado a interpretar a etiqueta e saber que é simplesmente um acumulador de 12 V e 45 A·h, que deve ser usada em pelo menos uns 200 diferentes modelos de carros. Quando o cara pediu, o atendente ainda fez piada:

“Qual a cor do Celta? Para eu não te vender a bateria errada.”

Molas traseiras “cansaram” e os componentes do Gol deram uma levantada, inclusive de visual

Molas traseiras – Também nos últimos 20 mil km o Cuitado vinha sentando a traseira. Até o Carlos Meccia (também editor do AE, meu vizinho em Tatuí) falou: “Xiii, as molas tão cansando.”

Praga de amigo é fogo. Logo depois os pneus começaram a raspar na parte superior da caixa de rodas, sinal que os batentes também tinham se despedido deste mundo.

Mola é tão chato quanto radiador. Existem novas no exterior (principalmente na Inglaterra, para os Daihatsu), mas o custo de envio “quebra as pernas”.

O Renato retirou as molas e fomos à loja de peças para pesquisar. Colocamos no balcão e o atendente pergunta: “Gol Bola?” “Claro”, respondemos.

Mesmo formato e encaixes, cerca de 20 mm mais comprida (o que compensava a “canseira” das originais) e, o melhor, tinha um elo a mais, indicando maior resistência à carga e pancadas. Com batente e guarda-pó do próprio Gol foi só montar que o Cuitado levantou a traseira orgulhoso. Próximo!!!

Pintura dos pára-choques e rodas restauradas melhoraram o visual, que estava meio desgastado

Coxins – Painel e volante começam a vibrar e se sentia o motor “passear” dentro do cofre em acelerações: coxim estourado. Aparentemente “estourou” o coxim traseiro, o “de torque”, que evita os movimentos rotacionais do motor em acelerações e desacelerações. A borracha resseca, rasga e o coxim perde sua capacidade de absorver vibrações. Medimos o coxim ainda montado no carro e fui procurar. Pelas medidas, bateu com um coxim usado em uns 10 modelos da PSA, tanto Peugeot como Citroën. Custo da peça “original”: R$ 30. É um saco para trocar, mas deu certo.

A causa do rompimento era outro coxim, o baricentrico (outra dos italianos da Fiat…), que sustenta o motor do lado das polias, que também estava rasgado. Arrebenta um coxim, se não trocar logo, força os outros… Esse foi fácil, pois é o mesmo do Corolla mais antigo, até 2001. Mais R$ 50.

Aproveitamos para trocar uma coifa (guarda-pó) da junta homocinética, igual ao do Uno, e um terminal de direção que sabe-se lá em quais outros carros serve. E também o abafador traseiro que apodreceu. É genérico, tipo “turbão” de 2 polegadas, e custou mais R$ 150.

With a Little Help From My Friends: Carusão caprichou nas rodas, agora By Eagle, de Campinas (SP)

Spa bônus – Tadinho do Cuitado, estava feinho, pintura sem brilho, para-choques riscados e com trincas, rodas amassadas com a tinta caindo (a droga do “limpa-baú”em lavagens). E ainda vem uma Nóia e bate um Clio na traseira do meu Charade. Desço, olha para a cara dela: olhar vidrado e uma história de que tinha sido “sequestrada” e fugido do cativeiro (no carro dela!!!). O resto da história fazia menos sentido ainda.

De brinde, ganhei mais umas trincas e riscos no para-choque traseiro.

O Cuitado foi para a pintura. Enquanto recuperavam os para-choques (existem dezenas de colas e massas especificas para restaurar partes plásticas) as rodas foram para a Eagle Rodas, em Campinas, que é do Ricardo Caruso, velho amigo e companheiro desde os (bons tempos) da revista Oficina Mecânica (https://www.facebook.com/eaglerodas01/).

Duas rodas (que eu já tinha colocado na traseira) estavam muito alegres, pois saltitavam pelas estradas. Carusão alinhou as rodas, reparou as raspadas na guia da mulherada ao volante e pintou as quatro (são aro 14, linha VW). O Caruso agora está todo fashion em relação às rodas e usou uma tinta prata especial meio gourmet/gay (prata cintilante evanescente outonal, ou frescura do estilo) que, pior, ficaram bem bonitas no Cuitado, que agora rola bem mais macio.

Aliás, já não está tão Cuitado assim. Ficou pronto para furar os 200 mil km rodados. O que vai ser rápido, já que toda semana o velocímetro ganha uns 500 quilômetros.

Nota do escriba: Além do motor de 1.499 cm³, 16V, bem projetado e executado pela Toyota, o Cuitado tem algumas outras razões para ser econômico, como o câmbio longo (120 km/h com o motor virando a 3.100 rpm) e baixo peso. O sedã de 4,10 m de comprimento pesa apenas 845 kg.

De fábrica tem 95 cv (a 6.400 rpm), mas o Cuitado deve ter uns 105~110 cv, graças a pistões maiores, taxa mais elevada (original de 9,5:1, o meu deve ter ido para mais de 10:1) e outras traquitanas.

E tem uma coisa que o Bob Sharp sempre mete bronca quando o carro que ele testa não tem: faixa degradê no para-brisa.

JS



  • Luciano Gonzalez

    Tenho dois carros com mais de 100.000Km, o velho Voyage 92, sobrealimentado e sorrindo com seus 150.000 km e o Gol Special 01 que está com 110.000 km, este meu carro de dia a dia e roda cerca de 300 km por semana, sem dores de cabeça, logicamente depois de uma revisão detalhada.
    Sempre vou ter um usadinho para bater, não é caro nem de ter e nem de manter e não chama atenção pelos caminhos ermos de São Paulo a São Bernardo do Campo.

  • Matheus Ulisses P.

    Que delícia de texto, Josias!
    Se me permite uma sugestão para futuras “arribadas” no visual dele, creio que cairia super bem nele as rodas dos primeiros Corolla “Brad Pitt”.
    Vida longa ao Cuitado!

    • Josias Silveira

      Boa ideia, Matheus. A furação é a mesma, 4×100, assim como o off-set. O único problema é que são aro 15″. O Cuitado usa 14″. Teria de colocar pneus de perfil baixo para não alonga ainda mais a relação. As originais dele eram 13″, com pneus de perfil alto.

      • Uranium

        Há rodas deste mesmo carro, com o mesmo desenho, em aro 14, que equiparam alguns XLi 1,6.

      • Helmuth Gair

        Mais um ótimo texto!
        Existe a opção de rodas 14″ do Corolla “BR”, que eram bem bonitas e provavelmente nesta medida.

        Um abraço e parabéns pelo lindo carro!

      • Felipe Cordeiro

        O Etios tem rodas de liga 14″ 4×100 nas versões Platinum e Cross.

  • Juliano Wagner

    Kkkk! Sem dúvida nenhuma, um dos textos mais gostosos de se ler do AUTOentusiastas!
    Juro que ri sozinho no final!
    Primazia de cuidado e de narração, uma autêntica aventura, daquelas que eu adoro!
    Garimpo de peças, apertos com pequenos problemas, correções, detalhes das molas, achei um barato!
    Já acabou???

  • invalid_pilot

    Sou adepto de se manter um carro pelo menos 10 anos — ainda mais porque uso pouco e nesse tempo a quilometragem é baixa, vendendo ele em 2-3 anos me traria grande perda de dinheiro.

    O problema que o brasileiro médio odeia manutenção e “ir atrás de peças” então prefere sempre ter um 0-km porque “dá menos dor de cabeça”, mas não percebe o rombo financeiro disso.

    • José Ferreira Júnior

      Estou procurando um modelo para fazer justamente isso, passar longos, cuidando e mantendo. Pensando seriamente em um Toyota Etios Sedan X 1.5 AT para a tarefa…

      • invalid_pilot

        Se você fizer isso e botar na ponta do lápis vai ver que foi vantajoso do ponto de vista financeiro.

        O prejuízo seria ao ego e ao “status social” que um veículo novo carrega.

      • ochateador

        Qualquer carro dá para manter com baixo gasto financeiro.
        Basta o dono/motorista dirigir de forma suave (nada de 0~100 em 2 segundos ou trocar a marcha com uma marreta), seguir as recomendações do manual de proprietario, usar sempre combustiveis de qualidade.
        Quando precisar de peça e achar que ela está cara, basta ter paciência e usar a internet ou os contatos automobilísticos e ir atrás de peça de qualidade e baratas (só ver aí, rádio de fábrica na concessionária = 1 mil reais, na loja ao lado o mesmo rádio custa 100 reais…).

      • Até eu estou pensando no Etios. Mas deixa desvalorizar um pouquinho, porque prefiro o recente com painel digital. rsrs

      • Mr MR8

        Um Corolla GLi seminovo faz tudo que o Etios sedan 0-km faz, talvez até com mais eficiência, só que pagando menos IPVA, menor custo de revisões, mais segurança nas ultrapassagens, etc.

        • Mr MR8, certamente que sim, mas há um problema: é carro usado, e a melhor marca de carro é zero-quilômetro.

          • Allan

            Bob, esta afirmação não iria contra ao senso do texto acima?

          • Allan, claro que não. O Josias não afirma o contrário.

        • José Ferreira Júnior

          Aqui onde moro, com o valor do Etios XS automático 0-km, consigo comprar Corolla por volta de 2012~2013. Já são 4~5 anos de uso, e nesse ponto eu discordo quando você fala que os custos de revisão são menores. Carros com este tempo de uso já demandam uma certa manutenção, uma troca de pneus. IPVA é sobre o valor de tabela, não tem tanta diferença. Segurança nas ultrapassagens, concordo em partes. Conhecendo minha máquina e com minha experiência em estradas, te digo que não faz diferença.

      • saosao

        José, talvez sua limitação seja financeira, mas por que não pensar num modelo maior?
        Tenho um Civic 2004 comprado em 2006. Peguei com 70 mil km e hoje está com 189 mil km. Dá para contar nos dedos da mão do Lula as vezes que ele deu “problema”.
        Eu sugeriria também um Corolla, mas minha preferência é Honda mesmo, rs.

        • José Ferreira Júnior

          Eu até gostaria, mas 60 mil é o limite das finanças. Com este valor, onde moro, compro um Corolla por volta de 2012~2013 ou um Civic 2014~2015, a depender da versão e estado de conservação. Mas coloco na ponta do lápis custos que logo chegarão se eu adquirir um destes, como por exemplo, os pneus, geralmente aro 16 ou 17, que não são baratos. Alguma manutenção pontual também já começa a se fazer necessária, então, nesse momento, penso mais no 0-km como solução. Para pegar um usado, teria que ser algo bem fora da curva. 🙂

    • Diney

      Invalid, dentre as coisas que citou, ele têm o elemento que está difícil de se achar hoje em dia, o bom mecânico. Achou ele, o resto é msis simples.

      • invalid_pilot

        Bom mecânico e boa vontade para ir atrás ajudam.

        O exemplo do Charade é drástico, mas pode se fazer isso com um modelo nacional e mais popularizado.

    • Vinicius

      Eu adoro ir atrás de peças e fazer manutenção preventiva… kkkkkkkk

      • invalid_pilot

        Leitores do AE estão acima da média, não se aplica.

      • lightness RS

        Exato. Só não faço mais ainda por falta de dinheiro e ferramentas.

    • Leo-RJ

      Também sou desses. Meu carro atual ainda é um Focus 2008, sem problemas, e comprado usado. O que gastaria num 0-km gasto em viagens com a patroa. Meus amigos, nesse tempo, já trocaram de carros 3 ou 4 vezes, mas acho que a maioria nem sabe para que serve o motor.

    • Matthew

      Bom, com essa crise as pessoas serão obrigadas a passar várias dezenas de milhares de quilômetros com o carro que têm, como em Cuba. Aqui em casa tem Corsa bola ano 2000 que está comigo há 14 anos. Não aguento mais olhar para esse carro. Está com mais de 220 mil km rodados; se fosse fazer toda a manutenção que tem para fazer nele de uma vez só, capaz de dá mais que o valor de mercado dele. Eu gosto de carro, mas a vida é muito curta pra ficar “atrás de peças” e mecânico. Se eu tivesse dinheiro sobrando, não pensava duas vezes em arrumar um substituto. Com dinheiro rodando na economia e condições mais favoráveis de concessão de crédito ninguém aguenta ficar mais do que três anos com o mesmo carro.

    • Leo-RJ

      invalid_pilot,

      Você tem toda razão. O brasileiro é acomodado e não gosta de ir atrás de peças. Em lugares como EUA, Portugal, França, Espanha e até na Argentina, eles vão atrás de peças sem problemas, já sabem que isso faz parte de ter um carro.

  • Paulo Camillo

    Lembro do Josias quando fui motoboy da revista Duas Rodas final dos anos 80. Só carros bacanas, tinha um Civic azul com um emblema malandramente colocado. kkk
    EX-V .

  • Messias Jr Mex

    Belo diário de bordo do Cuitado, que de coitado tem nada… É um guerreiro! hahaha
    Vendo toda essa possibilidade em deixá-lo rodando usando peças dos nacionais intercambiadas, não entendo os “xiitas” que dizem que peça tem que ser só OEM e criticam quem não as usa. (vide donos de Subaru ). E eu tenho minha lasanha —uma Tempra SW.
    Rsrs

  • José Ferreira Júnior

    Ótimo texto! Me deliciei o lendo enquanto aguardo em uma sala de espera. Sou fascinado por histórias de carros velhinhos e valentes, e ainda mais com essa busca a peças intercambiáveis entre marcas e garimpagem em sites estrangeiros. Ri muito na parte do vendedor de baterias perguntando a cor do Celta!

    Meu velhinho esta semana atinge os 200.000 km, mas, como rodou a maior parte disso em estradas, ainda está em muito boa forma. É um Logan 1,6 2008.

    Um grande abraço!

  • Davi Reis

    Alguns velhinhos podem dar trabalho, mas convenhamos que eles têm seu charme. Andar em um carro antigo saudável é muito bom, é praticamente uma viagem no tempo. História ótima de se ler Josias, como sempre!

  • Nilson

    “Tinta prata especial meio gourmet/gay”. Mais frescura que isso, só um Celta com peças totalmente exclusivas e diferentes conforme a cor do carro!

  • Flying Like a Bird

    Josias, dou risada do começo ao fim com seus textos! Perseverança e apego, dois ingredientes necessários pra manter um “poisé”. Eu lembrando aqui que talvez minha encrenca seja um pouco maior que a sua, um Fiat Marea com motor 2,4-L que já passou dos 300.000 km apesar do hodômetro teimar que sejam 205.000 km. Estou fazendo uma verdadeira operação de esquadrão antibomba na italiana mineira e, apesar do temperamento, é muito gratificante ver um carro desse andar tão bem quanto carros novos. Aqui vai uma foto visitando o Vickers Viscount que o Bob tanto gosta… https://uploads.disquscdn.com/images/cdb37c2dcf5a78b8529acf1b5894f12da57f6967d9ddec5152479bb0423536a0.jpg

    • Sou apaixonado por Marea. Mas o meu medo é proporcional à minha vontade de ter um.
      É essa encrenca mesmo?
      O ronco desse Fivetech, caramba, é lindo! Acho mais bonito até que o do “seisão” GM, rsrsrs.

      O duro é que todos anúncios que vejo é de carros “sambados”, tipo “resto de rico”. É de chorar.

      • Flying Like a Bird

        Mike é um carro muito resistente, no entanto o descaso com manutenção levou a maioria a sucumbir. O meu carro está há 7 anos na família e eu me senti na obrigação de ficar com ele e mantê-lo bem cuidado. Cuidando da manutenção básica vai muito longe, eu sou a prova disso. Se achar um bem cuidado e for amigo de um bom mecânico, vá com fé!

    • Eduardo Sérgio

      Belo carro e bela foto. Parece propaganda de fábrica dos anos 70.

  • luciano ferreira lima

    Quem tem esse modelo deve estar se deliciando com as dicas gratuitas de peças intercambiáveis. A traseira dele lembra um pouco a do Logus. Sumido escriba, que felicidade estou em ver o seu retorno.

  • Vinicius

    Hoje está com 112.700 km. Rodo menos, pois uso pouco agora e rodo com um HB20 1,6.

    https://pp.userapi.com/c638531/v638531142/439cf/tn74IKrOgqM.jpg

  • Rafael Castelo

    Excelente texto! Sabe o que me parece? Os carros tem um ciclo de vida comparável ao nosso. O que ocorre normalmente é que as pessoas os trocam ainda na infância ou adolescência, não tendo portanto a oportunidade de conhecer profundamente seus automóveis. Todos os carros que tive (alguns ainda tenho) passaram da fronteira “perigosa” dos 100.000 km. Tenho saudade de cada um dos indivíduos automotrizes que me acompanharam, com todos os defeitos qualidades e características de projeto.

    • Rafael, bela opinião, parabéns!

    • MrFreevo7

      Rafael, seu comentário é de um legítimo Autoentusiasta! Um abraço.

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    Os textos do Josias deveriam ser no mínimo semanais.
    Como gosto de ler textos dele!

  • Done Bardam

    Este texto do Josias deveria ganhar o prêmio de melhor do últimos tempos aqui do AE.
    Agora me diga, este texto é verídico, o Cuitado existe mesmo?

    • Done, claro que existe. Ando muito nele de carona com o Josias.

    • Josias Silveira

      Done Bardam.
      KKKK. Claro que é real. Está toda semana na estrada. Ninguém inventaria uma ficção assim. Caco velho, além de transporte e prazer ao dirigir, é também um hobby.

      • Anderson Tavares

        Olá, Josias! Muito legal a história e o estado do Cuitado! Sedã agradável, espertinho e leve! Deve ser muito legal dirigí-lo! Parabéns! 😀

        PS.: O Cuitado se deu bem escolhendo um dono melhor na negociação. Já a Parati…

      • Eu sou doido para conhecer o Chepala!
        Deve ter ficado uma gracinha aqule carro. Por falar nisso, ainda está com ele, Josias?

    • Juvenal Jorge

      Done,
      eu também já vi o Cuitado, e estava andando. É bem real.

  • Leonardo Mendes

    Não sabia dessa do limpa-baú afetar a pintura das rodas… já vou abolir este item dos cuidados de lavagem.
    Vai ver foi isso que afetou o revestimento diamantado (ou polido, como queiram) das rodas do 2008 da minha mãe.

    Bon ver o Charade em ótima forma, achei até que já o havia vendido.
    Inclusive, indiquei o link da história do salvamento dele num vídeo sobre um Charade no Youtube, em inglês

    • marcio pessoa de faria neto

      Leonardo, o produto é abrasivo, ataca o verniz. Rodas pintadas ficam opacas após o contato com esse produto.
      Boa coisa para rodas pintadas é uma mão de cera a cada quatro lavagens da roda. Melhor ainda se para o modelo houver a disponibilidade de pastilhas de freio em cerâmica, pois não sujam as rodas. Mas a distância do tal do limpa-baú é fundamental para a preservação do aspecto decorativo dos aros. Agora,dúvida eu tenho é em relação aos filtros esportivos que prometem acréscimo de até quatro cavalos. Isso eu não acredito!
      Tem até filtro de óleo esportivo….

      • Lorenzo Frigerio

        Ajudam a acrescer 4 cv se o carro tiver outras modificações. É por aí.

  • Mr. Car

    Josias, bacana ler sobre peculiaridades da manutenção de um carro com (bem) mais de 100.000 Km e ainda por cima incomum de se ver por aí, mas cá entre nós, fiquei curioso mesmo era para saber esta história do “Cuitado” ter andado “até na mãos de inimigos, he, he! Autoentusiastas relutam em emprestar seu carro até para as gentes mais ardorosamente queridas, que dirá para inimigo!
    Abraço.

  • RoadV8Runner

    Grande Josias! Estava sentindo falta de seus textos, sempre divertidos.
    Gostei dessa ideia de fazer “no uso” com carros veteranos. E quanto a isso tenho muita experiência, nunca vendi um carro com menos de 150 mil km rodados. O recorde foi com meu Caravan 1988: quando o vendi, tinha cerca de 340 mil km rodados, já que o comprei usado e só comigo o odômetro zerou duas vezes… O Focus 2002, meu carro de uso diário, acabou de passar pelos 150 mil km, e o Opala, só Deus sabe por quantas vezes o odômetro já zerou!

    • Antônio do Sul

      Sempre ouvi falar que os motores de Opala chegam facilmente aos 400.000 quilômetros. Realmente, vi poucos queimado óleo, até hoje.

      • RoadV8Runner

        E não é preciso fazer nada especial nesses motores para terem vida longa, basta o básico: troca de óleo e filtros, um ajuste na marcha-lenta de vez em quando, velas (depois de mais de 50 mil km com cada jogo) e boa. Como meu Caravan tinha ignição transistorizada, nem o ponto de ignição foi preciso ajustar em dez anos com o carro!

  • David Diniz

    Carro velho (não no sentido pejorativo da palavra) é sinônimo de alegrias, algumas tristezas na carteira e muita mas muita adaptação de peça. Eu ri bastante com o relato!.

  • EJ

    Tenho um Santana 1,8 ano 2000 que está com 174 mil km. Não acho a manutenção tão barata,mesmo sendo nacional. E a dificuldade para encontrar acabamentos de qualidade só aumenta. Não preciso adaptar nada, mas isso não quer dizer que gasto pouco também, infelizmente. E mecânico algum descobre porque ele “bebe” tanta água do radiador, o “vazamento” não é aparente. Mas vamos que vamos.

    • Uranium

      Água do radiador sumindo sem vazamento pode ser junta de cabeçote ruim, a água entra na câmara de combustão e sai pelo escape.

    • Thiago Teixeira2

      Usa aditivo barato como corante. Coloca concentrado. Até pelo escapamento aparece marca, se for o caso.

    • Marco Brito

      Tive um Santana que apresentou essa “sede” e nunca mostrar vazamentos. Verifique na parte de traz do motor, aquela válvula que permite a entrada de água para aquecer o interior do carro. Um vazamento, por pequeno que seja, desaparece pois a água é evaporada quando cai na carcaça da embreagem.

      • EJ

        Obrigado pela dica!

  • Ricardo Blume

    Claro que há a temível barreira dos 100.000 km. Conheço muitos que dizem que o carro fica mais inseguro, aumenta o risco de acidentes, que pode quebrar a qualquer momento, mas tudo isso não é verdade. Eu mesmo já tive carro com mais de 300.000 km e rodava com o carro da empresa que já estava passando dos 240.000 km! Claro que aumenta o risco de imprevistos mas vai muito de como você cuida de seu carro.

    • Eduardo Sérgio

      Exatamente. Se aos automóveis fosse aplicado o mesmo rigor de manutenção das aeronaves, veríamos ainda circulando em perfeito estado muitos carros com décadas de uso.

    • agent008

      Mais inseguro? Maior risco de acidentes? Só em carro de “ixperto”, que nunca troca o óleo em intervalo decente, não se dá ao trabalho de verificar níveis de fluidos mesmo que esporadicamente, que não verifica de vez em quando a geometria, que compra pneu usado, que só visita o mecânico quando o carro quebra e manda arrumar da forma mais gambiarrística possível para economizar uns trocados. Aí é certo o maior risco de ter uma pane; quanto ao maior risco de acidente ou ” maior insegurança” do veículo, dependerá de onde a falha irá acontecer — se for em sistemas críticos à segurança (suspensão, direção, freios) o risco de acidente é bem mais alto.

  • guest, o original

    Se não me engano, quem também tinha um Charade era o Anísio Campos.

    E a Impreza SW, também foi vítima de uma noia?

    • Josias Silveira

      Guest,
      O Subaru Impreza SW continua rodando, está com meu filho. Só está um pouco feinho para posar para fotos. Assim que ele der um tapa no visual, eu conto a história dele.

      • Leo-RJ

        Vamos aguardar a história dele. Curto muito esse carro.

  • G. Vilchez

    O carrinho tem seu charme. Ficou invocado com o aerofólio traseiro.
    Aquele vaso de expansão redondo, do líquido de arrefecimento, também veio de algum VW, não?

    • Josias Silveira

      Vilchez,
      O vaso de expansão é do Gol e foi adaptado há muito tempo. Leia a primeira matéria sobre a recuperação do Charade. O link está em vermelho no terceiro parágrafo desta matéria.

  • Claudio Drummond

    Bom saber que não estou só no mundo, caro Josias. Tenho um Escort Zetec 1.8 16V 98/99 (o Bob adora) que está comigo há 5 anos, que comprei com 85.000, no odômetro, e está com 150.000.
    Pelo que rodou nesse período, dá para ver que eu faço uso diário do mesmo.
    É um carro delicioso, com custo-benefício fantástico e até bem econômico. Como dirijo 80% em rodovias, com ar-condicionado ligado, a 100 km/h nessa condição,ele consome 1 L para cerca de 12 km.
    Muito ágil, acelera e retoma que é uma beleza e não paga IPVA…Enfim, com algum cuidado nas trocas de óleo, garimpando peças originais na internet e fazendo manutenção preventiva, poucos me dariam tanto por tão pouco. Ah, me lembrei: o rádio original tem tocador de fita K7 e funciona perfeitamente (tenho uma boa quantidade delas). Abraços e adorei seu texto.

  • Antonio F.

    Acredito que a durabilidade de um carro dependa de dois aspectos: 1) Do comportamento do motorista ao volante e, 2) A correta manutenção da máquina. O que vejo de motoristas com péssimos costumes não é brincadeira, um deles para exemplificar é a falta de conhecimento do freio-motor, motoristas despreparados que não ‘sentem’ o carro mas se acham pilotos de corrida, aceleram o carro sem necessidade e freiam bruscamente logo mais à frente, causando desgaste desnecessário do sistema de transmissão, suspensão e freio. O mundo automobilístico é dividido entre os que amam e os que odeiam carros.

    • Matthew

      Se eu tivesse que escolher optaria pelo comportamento do motorista ao volante. Meu pai sempre foi paranoico com a manutenção dos carros, fazendo troca de óleo e balanceamento de pneus a cada 4 mil quilômetros, mas ia tudo pelo ralo devido a forma como ele dirigia. Saía de manhã com o motor frio ainda puxando tudo sem dó, na pista sempre no limite do giro. Conclusão: ao fim de 3 anos o carro tava imprestável já. Meu irmão, por outro lado, só faz a revisão prevista no livreto, mas tem uma direção bem pacata. O último carro ele vendeu com 60 mil quilômetros com os pneus de fábrica (no fim, é claro).

  • Sandro Carlos Oziel Rodrigues

    Valeu pelo texto ! Bem escrito, de forma alegre e descontraída. Me lembrou um 306 1,8 16V que o meu velho teve. Rodou até quase 180.000 km fazendo a manutenção preventiva! Quem tem medo de carro com mais de 100.000 km?

  • D.JUNIOR

    O carro mais “velho” que tive foi um Gol G5 2011 em 2015, o qual peguei com exatos 100 mil km, e o deixei com algo próximo dos 140 mil, em 2016. Apesar de ter sido um pouco castigado na minha mão, o guerreiro não negava fogo e pedia mesmo para rodar. Não tivesse havido essa venda, e por consequente a troca pelo meu atual Fiesta, agora neste ano, com certeza o Gol já teria chegado nessa marca “maldita” hehehehe. E para constar, carros “rodados” aqui em casa, é uma constante. A velha (não tão velha, por ter sido uma 2008) Hilux que foi de meu pai por cinco anos, foi comprada com 100 mil km, e só agora em 2017 e 1/4 de milhão de quilômetros, foi substituída por outra 2014. Não menos rodada, a atual foi comprada com 50 mil rodados e já rodou um bocado na mão do velho. E fôlego para rodar mais um quarto de milhão de quilômetros ainda tinha.

  • Romero

    Parabéns pelo muito bem humorado texto, Josias.
    Acho que todos nós que participamos aqui já tivemos ou temos histórias com um carro guerreiro que já passou por tudo conosco e não nos deixou na mão.
    Hoje minha velhinha está com 210.000 km, ano 2003 e com muita saúde obrigado.
    Não tenho vontade nenhuma de trocar, me atende plenamente como qualquer carro novo e a uso diariamente. https://uploads.disquscdn.com/images/3b39444a4ef53e70833e546c9e60adc384916e28a3846bf488865e89e4bf776c.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/4508d91aed32a3db5d4073a43c06f1649029541542f9289b3f119a37b10bf1b3.jpg

    • agent008

      Você tem carro para mais 500 mil km, se quiser! Motor MWM e câmbio Eaton FSO-2405, uma dupla bem superdimensionada — o resultado é longevidade na certa, basta cuidar bem!

  • Elias EP

    Bom dia a todos. Também tenho o meu velhinho, um Logus Wolfsburg 1996, que é meu desde 2003, e que está com 250.000 km. Eu acrescentaria outra vantagem, além de não ser visado por ladrões e rodar firme apesar da idade, ele não paga IPVA, ou seja menos um achaque do governo…
    Att

  • Douglas

    Josias, o que aconteceu com as rodas e volante originais? Carro com aparência de original sempre fica mais charmoso.

    • Mingo

      Esse volante Momo sempre me lembra aqueles que usam em carrinhos de bate-bate de parque de diversão e do file Velozes e Furiosos. Não vai de jeito nenhum…
      Original sempre!

  • Douglas

    Conseguir peças para carros importados é quase sempre complicado, as palhetas do meu Sonic no concessionário custam cerca de 600 reais o par. Fui pesquisar na internet e descobri que tem o mesmo encaixe e dimensões de Punto e Linea, dai fui num concessionário Fiat e comprei o par por 140 reais. Ficou perfeito, o tamanho delas é idêntico, 26 polegadas de um lado e 15 do outro.

    • Mingo

      Alguém compra palhetas em concessionário?? Nunca vi na minha vida…

  • Mário César Buzian

    Meu querido Josias, muito obrigado por esclarecer ao pessoal “das novas” as benesses de se ter um carro na faixa dos 200 mil km rodados. Tenho um Passat Special 1986/87 bege Vime (um dos últimos, a versão não emplacou 1987/87), motor AP600 a álcool, caixa de 4 marchas (famoso “câmbio longo” oferecido como opção em 84 para driblar a concorrente Ford com a caixa de cinco marchas “overdrive” da linha Corcel), carrinho totalmente original de fábrica (nem rádio tem), e marcando 231 mil km no hodômetro (reais, pois o velhinho de quem eu comprei nunca precisaria mexer na numeração), mas aparência de carro com menos da metade disso.
    O motor foi totalmente retificado em 2012, com 180 mil e de lá pra cá o Passatão ficou como “carro-estepe” na família até que foi “presenteado” a um neto que fez o favor de enfiar os malditos “sacos-de-lixo colantes” como o Bob Sharp muito bem define, pintou as rodas originais de ferro com spray preto-brilhante, rodou por poucos dias e decidiu “devolver o presente” pois disse “com esse carro não vou apanhar ninguém — prefiro um Fiat Uno” — seja feita a vossa vontade então, o Special foi anunciado, mandei proposta e o dono aceitou — fechou pouco mais de um ano comigo aqui em casa.
    A idéia inicial era deixá-lo o mais original possível para lacrar com as “pretas de coleção” (o carrinho merece, realmente um dos poucos sobreviventes “imolestados” dessa versão), mas com o uso constante no “revezamento daily-driver” ele acabou ganhando o meu coração — divide em pé de igualdade o prazer de guiar com o “primo mais velho” Passat LS 81 verde Pampa, motor BR 1,5 a gasolina com 74 mil km rodados (também reais — peguei ele com 67 mil) e o “bibelô requintado” Escort XR3 1994, motorzão AP2000 com injeção FIC multiponto, bancos Recaro e um “demonho” para andar (esse com 166 mil km. e que delícia de carrinho).
    Com exceção ao LS 81 que demandou uma boa revisão inicial, os outros dois que “viraram relógio” me deram apenas manutenção básica e preventiva, nada de assustador. Mas tem o famoso “estigma de carro muito rodado”, a maldita barreira psicológica que impacta diretamente na intenção de compra.
    Mentir sobre o “relógio quilométrico” ???
    Estou fora, quem quiser comprar qualquer um deles, que venha a Ivoti e ANDE nos meus carros para saber se o “custo-benefício” está mesmo favorável — eu acho que sim.
    Abração grande e venha logo para a Fronteira Sul nos brindar com sua presença e seus “causos” deliciosos, tio!!! https://uploads.disquscdn.com/images/fa7f001dde0fb099e415aadc645e72a1b3dccfb26a957b2a7c47f026d4cf7cce.jpg

    • Eduardo Sérgio

      Muito conservado e bonito seu Passat. Deve ser um privilégio ter um carro desses.
      Quanto ao câmbio longo de quatro marchas, ele foi disponibilizado pela VW a partir da linha 83, tornando o Passat ainda mais econômico que seu rival Corcel, conforme constatado pela Revista Quatro Rodas em sua edição de janeiro de 1983. https://uploads.disquscdn.com/images/632e97243546a8c1866afd30b2e1cea539e9245d5658d5ab26ab0def424c48be.jpg

    • Lorenzo Frigerio

      Passat LS 1981 é verde Álamo. Verde Pampa é 1980.

      • Mário César Buzian

        Lorenzo, você está enganado: verde Pampa é tonalidade constante no catálogo VW de 1980 e foi disponível também em 1981, enquanto o verde Álamo veio somente nos modelos 1982 em diante.
        https://uploads.disquscdn.com/images/d8193754fab32c5e021d7e14232626c7134aaca8626153ebad584970636136d0.jpg

        • Lorenzo Frigerio

          Talvez então nos modelos LS 1982 ainda idênticos aos 81, então. Mas estou surpreso.

      • Mário César Buzian
        • Lorenzo Frigerio

          É curioso, na foto essa cor do catálogo parece o verde Mármore (metálico) dos LS 82 1,6. Só posso falar de memória, mas em 1980 havia o cinza Granizo e o verde Pampa, mais escuras, quando em 1981 passou a haver o cinza Carrara e o verde Álamo. Esta cor acho que perdurou para 1982 e 1983 pelo menos, inclusive muitos Voyages saíram nela; agora, verde Pampa, nunca vi nada com ela que não fosse ano-modelo 1980.
          Talvez fosse necessário consultar catálogo de vendas da própria VW, pois catálogo de tinta de loja nunca é 100% confiável. Erro de um ano-modelo é comum.

  • César

    Josias, sempre muito boas as suas histórias!

    Impressionante sua conduta de gerenciamento de crise, de manter o carro em condições mínimas de funcionamento para chegar até a oficina sem causar mais danos.

    Ainda espero o dia em que você vai publicar o “Guia Universal de Compatibilidade de Peças”

    Meu Logan 2011 está chegando aos 150 mil km. Manutenção preventiva em dia, ainda tem muito chão pela frente.

  • Estevan Dario

    Ótimo texto!

  • C. A. Oliveira

    Suas experiências são sempre interessantes, Josias.
    Ficou devendo uma coisa que fez roer-me de curiosidade: esclarecer essa história dos “inimigos” que dirigiram o Charade.

  • Meu pai tem esse Vectra 2011 desde novo e hoje tem pouco mais de 295 mil km. Esse carro é a prova viva de que quilometragem é um número que sozinho diz nada sobre o veículo, o motor está jovem e saudável.
    Sempre gosto de ler alguma história de carros muito rodados, eles foram feitos para rodar, se fossem para ficar parados não teriam motor

    https://scontent.fcnf1-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/19957005_1360160690766984_6881648454000671072_o.jpg?oh=c057759496beb30a94914f9982f97edb&oe=59CAB31E

    • Meu pai tem um Peugeot 307 Sedan 1,6 litro, 2009, com 275 mil rodados. Só que ele não cuida bem do carro e já sofreu vários pepinos. Ele não é muito adepto da manutenção preventiva, ele deixa enguiçar para depois arrumar. Ainda assim, o carro é guerreiro, já fizemos várias viagens com ele.

      Eu mesmo tenho um 207 2013 com 132 mil km rodados. Faço viagens com ele todo ano desde que comprei o carro, em 2014 fiz duas viagens longas (Brasília-São Paulo e Brasília-Rio de Janeiro) em menos de três meses, e o carro funciona como um relógio. Sempre fazendo manutenção preventiva, trocando óleo preconizado pela fábrica a cada 7.000 km juntamente com o filtro, todos os filtros e jogo de velas a cada 20 mil km, sempre que encosto para trocar o óleo peço para verificar a junta do cabeçote (problema crônico dos motores 1,4 da PSA, que queimam do nada e deixam vazar água para o óleo), sistema de arrefecimento e motor em busca de algum vazamento ou ruído errado. Desse jeito, o carro vai longe.

  • Felipe Lima

    Também uso um “velhinho” 2009 chegando em 140.000 km rodados (comigo desde os 43 mil km). Está inclusive à venda, mas os poucos interessados que ligaram, acharam que já está “muito rodado”.
    Com 25 mil reais, qual carro à altura eu compro para substitui-lo? O carro em questão é um Punto Sporting 1,8-litro origem GM, completo com airbags e freios ABS, ar-condicionado + direção assistida + conjunto élétrico, computador de bordo, comandos de som no volante, Bluetooth pra atender o celular e outros quetais. Vou rodando com ele, saudável, com as manutenções preventivas em dia, tudo anotado em notas fiscais com o valor de peças e a quilometragem com foram trocadas.

    Recebi propostas de R$ 17 mil reais — o futuro comprador alegando que já estava muito rodado. Agradeci o contato e sigo com ele, firme e forte, carro de uso diário, me leva para todos os lugares com a mesma vitalidade de quando comprei. Concordo com outros membros, somos um grupo muito seleto, que não se compara com a maioria por aí afora, que trocam de carro a cada dois anos, achando que fazem ótimo negócio.

    https://uploads.disquscdn.com/images/3e8cbd52790773bf9bf8897be8998e2d8ce1eac452c13626a7b33673356589ea.jpg

  • Fat Jack

    Adorei as inventividades na busca de manter o carro em plenas condições de uso ao menor custo. Sem dúvida as alternativas encontradas foram muito inteligentes e válidas para aqueles carros que são bem melhores de se ter do que de comércio.
    Agora há carros que superam as expectativas pela pouca manutenção necessária mesmo com alta quilometragem. Meu pai tirou um Fiesta Street 0-km, tirando um reservatório de expansão trincado e a válvula do ar quente (desabilitada pois custa mais de R$ 200 e exige a troca do comando no painel a outros R$ 550), até hoje só a manutenção de rotina, hoje ele beira 140.000 km.

    • Leonardo

      Essa da válvula do ar quente já ouvi falar que nem sempre é necessário trocar o comando do painel, acredito que de até para testar com o multímetro o funcionamento do mesmo, com esse frio que tem feito estou pensando seriamente em trocar a válvula do meu Street que já esta isolada há uns dois anos, mas o preço do comando do painel realmente é absurdo.

      • Fat Jack

        O problema é que aqui os engenheiros erraram a mão, ao invés da válvula (elétrica) comandar a abertura do sistema e só ser acionada quando se quer ar quente, ela funciona de forma oposta, ficando energizada para manter o sistema fechado. Quando ela queima, além de fritar quem está dentro do carro, acaba por danificar o comando se usada mesmo que pouco tempo sob esta condição, foi este o meu caso.

      • Lemming®

        Também li sobre isso. O painel normalmente é o último que precisa ser trocado. Não me lembro da solução exata.

  • lightness RS

    Meu Peugeot 307 1,6 com 110 mil km está sorrindo feliz, e eu orgulhoso da quilometragem dele. Muitos dizem “dá muita manutenção”, mas nenhum deles passou mais do que 50 mil km em seus carros. Obviamente mais peças darão defeito com o tempo, o que considerando a desvalorização que não estou pagando tanto (já comprei um carro que ”não vale nada”, ainda bem por sinal) ainda fico em vantagem. Podia claro estar andando de 0-km, mas prefiro que sobre dinheiro para o segundo carro 😀

    Os únicos problemas que tive até hoje com ele foram por culpa de mecânicos que apenas achavam que sabiam o que estavam fazendo.

    • Peugeot sofre na mão dos mecânicos acostumados com AP e familia II.
      Sei o que passa, lightness, rsrs

      • lightness RS

        Tem um aí que até hoje tenho vontade de esganar, por causa dele estourei coxins dianteiros três vezes em 10 meses. Montava errado, mas sempre arranjava uma desculpa e garantia que ia dar certo. Na terceira cansei, levei o carro à cidade vizinha e resolvi o problema. R$ 1.000 reais, 800 reais em peças e 200 reais de mão de obra. Paguei só a primeira…

        • Aqui em Brasília eu levo meu carro em um mecânico que foi chefe de oficina de concessionária Peugeot por muitos anos, e a equipe dele toda também trabalhou lá. Ele tem vários (vários mesmos, mais de 40) diplomas de cursos técnicos que fez quando estava na Peugeot. Deixo meu carro lá de olhos fechados, desde os 30 mil km, e o carro está com 132 mil.

          Quando indico para os meus amigos, todos reclamam “nossa, como ele cobra caro!” Eu só respondo: prefere pagar caro uma vez só ou um pouco mais barato três vezes?

          • CorsarioViajante

            Isso eu aprendi a duras penas, e vale para todas as marcas. Melhor pagar preço alto e resolver o problema que pagar “barato” e transformar um problema em dois.

          • lightness RS

            Exato!! Eu adoraria achar um cara que cobrasse três vezes a mão de obra do outro, mas que entendesse o que eu falo, cuidasse como eu cuido e não fizesse as coisas na base do achismo.

  • Ricardo kobus

    Essa é a diversão de ter carros com mais idade, mas uma coisa que eu fico “encucado” é com a Mitsubishi L300 de meu sogro, ela aquece demais em subidas de serra, e eu não sei se colocando um radiador maior resolveria. Se resolvesse, qual seria? Pois não tem muita informação sobre essa van.

    • Talvez ventoinha maior e/ou mais potente.

  • Hans

    O Audi A2 (com motor VW 1,4 gasolina) de 2002 que uso todo dia, está com mais de 400.000 km agora 🙂 e ainda não troquei embreagem e escapamento. Se não tivesse sal nas estradas aqui, os freios poderiam ser originais também, com só 900 kg gastam pouco. Mas troquei bomba d’água e “correias” duas vezes, complicado, um dia inteiro de trabalho cada vez.
    HJ

  • CorsarioViajante

    Tive poucos carros, o primeiro comprei zero e rodei pouco mais de 50.000 km em cinco anos. O segundo também zero e rodei em torno de 160.000 km em sete anos. O atual comprei com uns 33.000 km e já está hoje, menos de dois anos depois, chegando nos 60.000km. Cada vez mais fico surpreso por ver gente que considera carro com mais de 50.000 km “rodado”. Passou dos 100.000 km então acham que o carro explode.
    Mas eu confesso que, embora não tenha medo de levar um carro até mais de 100.000 km, dificilmente compraria um carro com mais de 100.000 km!

    • C. A. Oliveira

      Eu mesmo já levei um Corsa aos 204.000 km e não houve nenhum susto na manutenção. Nada. Depois dele foi um Logan, levado aos 177.000, cuja manutenção mais pesada foi uma reforma geral de suspensão aos 140.000. Nada mais. Logicamente, não eram carros meus, e sim “corporativos”, por isso mandava fazer toda a manutenção preventiva sem dó, já que não era paga por mim. No local onde trabalho hoje, temos um Palio 2001 com motor 1,3 (cabeçote de 16 válvulas), com 420.000 km muito bem rodados, sim senhor! Faz um pouco de fumaça. Evidente.

      A opção de compra é um fato compreensível. A questão é que hoje em dia existem inúmeras opções no mercado com bem menos de 100.000km por preços bem semelhantes, senão iguais, aos dos exemplares que já superaram essa barreira.

      • Marcus

        O problema é que carros oferecidos por lojas nunca tem mais de 100.000 km, isso é curioso, pode ser um poisé ano 1982 que a quilometragem será 92.000 km por exemplo…

        • CorsarioViajante

          Depende da loja. Tem loja que simplesmente não pega carro com mais de 100.000 km. Tem outras como você citou que é explícito que é picaretagem.
          Mas na loja onde comprei minha Livina é comum anunciarem carros com mais de 100.000 km, o que para mim passa mais confiança. Tem que ver o resumo da obra de forma realista.

          • Corsário, quando eu tinha a concessionária VW vendia carros com mais de 100.000 km sem dificuldade. Isso até inspira confiança ao cliente.

    • Davi Reis

      O problema do carro usado é aquele de sempre: é muito difícil confiar que a manutenção foi feita com o rigor que muitos de nós apreciam. E para quem tem um carro só, e depende muito dele, nem sempre a aposta pode valer a pena.

      • CorsarioViajante

        Pois é. Quanto maior a quilometragem maior o medo. ALém do mais, quem compra para ficar bastante tempo ou rodar muito não compensa começar com um carro que já está bem rodado.

    • O problema é que você, levando o carro aos 100 mil km, sabe que ele foi bem cuidado. Por outro lado, a maioria dos donos de carros (lembre-se, nós somos a minoria da minoria) chega com seus veículos aos 100 mil km caindo aos pedaços praticamente, e vendem o carro para a “bomba” explodir na mão do próximo dono. Então é natural ter desconfiança de um carro com mais de 100 mil km; como saber se o dono anterior cuidou bem como nós cuidaríamos?

      Tanto é que um carro com todas as notas de manutenção, mesmo com quilometragem mais alta, vende mais fácil, pois indica cuidado do dono.

      • CorsarioViajante

        Sim, isso vale muito quando vende no particular, mas em loja ou concessionária pode levar todas as notas, manual, etc, etc que eles nem olham! Incrível isso!

        • Sim, eles só dão aquela olhada por alto na pintura, abrem o capô, funcionam o motor rapidinho, veem o interior e dão o preço, quase sempre igual ao de outras lojas. Mas com certeza pedem bem mais pelo carro que eles compraram com todas as notas de manutenção que nem ao menos olharam, louvando justamente isso…

  • Danilo

    Carro velho é sempre assim, é tipo uma faculdade, você vai aprendendo técnicas pouco comuns de manutenção, assim como adaptação de peças, e quando você já está quase mestre nessa faculdade, vende o carro e compra outro e começa tudo de novo o aprendizado. kkkkk

  • Orizon Jr

    Mestre Josias. Eu não ia comentar, apenas ler. Mas essa foi sensacional:

    “Qual a cor do Celta? Para eu não te vender a bateria errada.”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Ri muuuuuito.

    O AE é uma verdadeira terapia. Texto soberbo. Parabéns JS

  • Mário Barreto

    Curti.

  • Ricardo

    https://uploads.disquscdn.com/images/584dba197b4b0962e6a61002611d250af2f1cb3366bc8d5df5cc95477e696052.jpg Texto primoroso mestre Josias.

    Aqui em casa os dois VW ja passaram dos 100 mil. O mais velhinho bateu 242 mil km. E ambos estão gozando de boa saúde!

  • Antonio Neto – Tatau

    Texto sensacional! A prova da longevidade está exatamente na manutenção, com dedicação, cuidado, paciência, pesquisas e mais pesquisas sobre peças e profissionais e, claro, um pouco de sorte. Com três carros com mais de 150.000 km e mais um com mais de 265.000 sou suspeito para falar o quanto é prazeroso ter esses “amigos” “no uso”.

  • leoayala

    Caro Josias,

    Acompanho a sua odisseia com o pequenino Charade há algum tempo. Fui aprendendo a considerar carros “rodados” justamente por suas desventuras com o Cuitado. Não adquiri um suposto “mico” (nome dado pelo mercado, e não por minhas convicções) simplesmente por saber que eu não teria muito tempo para ir atrás de peças e que não poderia correr um risco de ficar dias ou semanas sem meu carro de uso diário.
    Mas comprei um carro usado, simples, destes de locadora, e já rodei mais de 80000 km, em menos de 2 anos, sem qualquer tipo de encrenca mais braba. E certamente ficarei com o mesmo por mais alguns milhares de quilômetros sem qualquer tipo de medo de ser feliz com o mesmo.
    Obrigado por compartilhar as suas experiências. Sou uma das pessoas que são encorajadas a ficar com o carro por mais tempo por causa de seu texto e do texto de outros colegas entusiastas. Aliás: “coragem para ficar com um carro rodado”, para mim, não se aplica mais. A cada dia que passa está mais difícil eu criar coragem para vender o meu carro a preço de bananas vencidas do Ceagesp no final de feira a perder um automóvel que eu tenho o histórico na ponta da língua!

  • Felipe Souza

    Parabéns pelo texto. O que eu mais gostei foi me surpreender em como o Charade (agora Cuitado) pode ser tão divertido e prazeroso de ter e de usar. Acredito que ele não entraria na lista de compra de nenhum entusiasta ou não entusiasta, sendo taxado de mico, bomba, etc,. e aí eu termino o texto com vontade de ter um… rsrs. Para mim, esse prazer de ter um carro que vira “de estimação” vale muito, independente de ser novo, antigo, com alta ou baixa quilometragem. É aquela coisa sem explicação que quando a gente tem, curte muito, e depois que se desfaz sente falta.

  • Danilo Grespan

    Josias, ótimo texto, gostoso de ler. Parabéns! Isso só aumenta minha coceira para ter um “velhinho” precisando de uma boa reforma!!

  • Maycon Correia

    Josias, aqui perto da minha casa existe um desse jogado há anos. É um vermelho.

  • Bob

    Tenho dois carros com mais de 100.000 km, um Subaru Impreza GX 2002, com 120.000 um e um Sportage Turbo Diesel 2001, com 155.000 km. Comprei-os bem rodados, mas como foram bem cuidados não dão dor de cabeça.
    E sim, a construção deles parece melhor que os carros atuais.

    Bob, o de Petrópolis

  • Leo-RJ

    Sensacional, além da história e texto todos, a seguinte parte:

    “Colocamos no balcão e o atendente pergunta: “Gol Bola?” “Claro”, respondemos.”…

  • Luís Galileu Tonelli

    Legal ver uma matéria falando de um carro tão desvaloriado pelo nosso mercado, mas que porta-se muito bem no que foi projetado: deslocar pessoas do ponto A ao ponto B com um bom conforto. Meu Ka XR 2006 passou os 100.000 km, sendo os últimos 25.000 km comigo. Penso em trocá-lo, mas com dor no coração. Trouxe-me pouquíssima manutenção e muitos sorrisos. De manutenção apenas as preventivas, mas o câmbio curto começou a me incomodar por rodar muito em estrada. Com isso estou atrás de carro do mesmo ano ou um pouco mais novo que apresente relação de câmbio mais longa (saudades do meu Escort Zetec 1997). Caso alguém tenha uma sugestão estou aberto.

    Parabéns pela reportagem, chega a ser um encorajamento para não abandonarmos ou virarmos as costas a carros que o mercado desvaloriza. Pelo relato o carro já pagou-se a muito tempo pelo que oferece e ofereceu.