Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas VIAGEM AO SUL DE MINAS GERAIS, DE MOTO – Autoentusiastas

Foram inúmeros os passeios que realizei de moto durante os sete anos em que fui presidente do ADC-GM Moto Clube. Como já contei em outras ocasiões, este moto clube era formado por funcionários da General Motors do Brasil, onde eu trabalhava, e também por amigos apresentados por estes colegas.

Por opção da maioria, numa reunião em 8 de janeiro de 2002, uma terça-feira, definiu nossa viagem do próximo fim de semana, que seria ao sul de Minas Gerais, às cidades de São Lourenço e São Tomé das Letras.

A primeira é conhecida por suas águas minerais e seu belo Parque das Águas, muito frequentados especialmente por cariocas — são apenas 277 quilômetros —, com saunas e passeios de pedalinhos no lago do parque; e a segunda, São Tomé das Letras, famosa por ser a maior fornecedora de pedras do mesmo nome — São Tomé —  bastante utilizadas ao redor de piscinas, por exemplo. São bonitas, de fácil aplicação e manutenção e não custam muito. A cidade tem também uma grande afluência de jovens excursionistas e aventureiros.

A saída do grupo composto por dez motocicletas, alguns companheiros com suas garupas, e uma Zafira com a carretinha como carro de apoio, saiu da sede do ADC-GM Clube em São Caetano do Sul por volta de 8h00 de sábado 12 de janeiro.

O caminho foi o mais lógico, seguimos pela rodovia SP-70 Ayrton Senna/Carvalho Pinto e BR-116 rodovia Presidente Dutra até Cruzeiro, SP, e de lá a subida da serra pela SP-052 com destino ao estado de Minas Gerais. Neste a rodovia passa a ser a MG-158, que depois entronca com a BR-354, para na bifurcação para Caxambu se tomar a BR-460 até São Lourenço.

Depois da monótona retidão das autoestradas, o trecho de Cruzeiro a São Lourenço foi diversão pura, que só a motocicleta é capaz de proporcionar, nas suas curvas em sucessão em meio à admirável e verdejante paisagem.

Fizéramos uma parada providencial na via Dutra para um rápido lanche e outras necessidades, é claro, e seguimos adiante. Uma nova parada depois da subida da serra para Minas Gerais, onde paramos para apreciar a linda paisagem do Vale do Paraíba e também para pedir e agradecer a Nossa Senhora de Aparecida a proteção para mais esta viagem (foto de abertura).

Em São Lourenço seguimos para o hotel Van Vitelle, em formato de castelo, composto por vários chalés, onde tínhamos feito reservas.

À noite, jantar e, cama, afinal já tínhamos rodado mais de 320 quilômetros e todos estavam bastante cansados.

Na manhã seguinte, o passeio foi a São Tomé das Letras, distante 65 km de São Lourenço, seguindo por uma estrada asfaltada (BR-383) até bem próximo de São Tomé e de lá para a frente, terra e uma espécie de pó branco oriundo da região de pedras São Tomé.

A cidade, muito interessante, é toda construída com casas e ruas revestidas com a tal pedra São Tome.

Um rápido descanso, um passeio a pé para conhecer os principais pontos turísticos daquele místico local, onde havia esta loja de materiais de construção ao lado de uma boate da cidade.

Uma loja de materiais de construção em São Tomé das Letras, a fachada com a famosa pedra

Depois, volta para São Lourenço, onde já havíamos marcado um almoço na Fazenda Helena, pertencente à família da minha mulher.

Lá chegando, fomos para um caramanchão bem rústico onde foi servida uma boa comida mineira acompanhada de uma gostosa tilápia tendo como opções pacu e tambaqui. A sobremesa? Doce de leite, só podia ser!

A Fazenda Helena é localizada muito próxima ao centro da cidade de São Lourenço e nela se localiza um dos morros mais altos da região onde várias antenas de retransmissão de TV foram instaladas.

A subida é muito íngreme e não recomendada para motos do tipo esportivas. A fazenda nos colocou à disposição um trator e uma carretinha para uma subida e descida mais segura do grupo. Lá do alto uma bonita vista da cidade de São Lourenço. Grupos participam de campeonatos de paraglides o que traz para a cidade mais um atrativo.

Alto do morro da Antena, onde subimos de trator e alguns com suas motos. Deste ponto também saltam até hoje os paraglides

Ao final do dia o retorno para o hotel e a noite era livre. Alguns ficaram descansando e outros foram para a cidade comer uma pizza e ver o movimento do centro de São Lourenço.

Na manhã seguinte, segunda-feira, infelizmente tivemos que retornar para São Paulo. Alguns estavam de férias (eu inclusive), mas outros precisavam trabalhar. Mas uma coisa é certa e garantida, todos tivemos um grande fim se semana e nos divertimos muito, e guardamos com saudade os momentos como esse em que passamos juntos em torno das nossas motocicletas.

RB

A coluna “Do fundo do baú” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Ronaldo Berg
Coluna: Do Fundo do Baú

Ronaldo Berg, com toda sua vida ligada intimamente ao automóvel, aos 16 começou como aprendiz de mecânico numa concessionária Volkswagen em 1964. De lá para cá trabalhou na VW (26 anos), Audi (4), GM do Brasil (8), Kia (2), Peugeot Sport (4) e Harley-Davidson (2 anos). Sempre em nível gerencial e ligado a assistência técnica, foi também o gerente responsável pelas competições na VW e na Peugeot Sport, gerenciando a atividade dos ralis. No começo da década de 1970 chegou a correr de automóvel, mas com sua crescente atividade na VW do Brasil não pôde continuar.

  • Ácido

    Muitos ainda perguntam qual o sentido da vida. Mas a resposta, após ler relatos com este é tão óbvia, que não há margens para dúvidas.

    É justamente esta integração entre humanos, comidas, lugares, carros/motos, estrada e vento na cara, que dá sabor às coisas. Em momentos como este, duvido alguém pensar nas mazelas do dia a dia. E tenho quase certeza que é por isso que o sr. Berg diz em um trecho do último parágrafo: “Na manhã seguinte, segunda-feira, infelizmente tivemos que retornar para São Paulo”.

    Apenas uma observação sobre o hotel: fiquei curioso e resolvi dar uma olhada na net. Informo que o hotel agora tem o nome de Chateau De La Montagne. Isso é importante saber, porque senão o Google Maps mostra o local errado na rua.

  • Paulo Ferreira

    Muito legal! Tenho amigos de São Lourenço mas infelizmente ainda não conheço. Espero poder em breve visitar a cidade.