Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas UMA GARAGEM DE SEIS UTILIDADES – Autoentusiastas

Ao contrário do que muita gente pensa, carro não se vende como um meio de transporte. Sim, o usamos como tal, mas não é o motivo porque empatamos uma quantidade imensa de dinheiro neles. Quando compramos um carro, compramos independência. Escolha. Liberdade.

Liberdade. Tem gente que compra carro e o mantém na garagem quase todo o tempo, pois pode fazer as outras coisas a pé. Usa para passear no fim de semana, ou para ir a um compromisso mensal distante. Não há eficiência nenhuma nisso, mas, e daí? Para esta pessoa, não é necessidade, podia muito bem viver sem carro. Mas ter um carro na garagem, pronto para qualquer emergência, pronto para realizar qualquer vontade repentina, é o que interessa para ele. A prontidão para servi-lo quando bem desejar.

Muita gente acha que não vive sem carro por motivos práticos e lógicos. Eu tenho certeza que todos podemos viver sem carro, mas ao mesmo tempo, acredito que ninguém deva viver sem ele. Isto porque o carro particular aumenta o nosso raio de alcance, nos deixa livres para fazer um milhão de coisas impossíveis sem ele, e amplia sobremaneira aquilo que é mais importante para o espírito humano: a Liberdade.

Por isso a dificuldade de vender a ideia do carro elétrico: temos carros em nossas garagens não para nos levar ao trabalho e de volta, esta chatíssima realidade diária que pode ser aturada de mil maneiras diferentes. Não, temos carros para sair do trabalho às 5 da tarde e ir para Miracema do Norte, aquele lugar longe pacas, atrás de um novo amor. Para receber a notícia que seu pai foi internado no hospital a 500km de distância, e chegar a tempo ainda de se despedir dele. Não importa que isso aconteça duas vezes numa vida inteira: não é fazer algo, é poder fazer algo. Ter a liberdade de, se assim desejar ou precisar, entrar no carro e apenas ir onde se quer ir.

Por isso, por esta incrível qualidade, pessoas continuam a se apaixonar perdidamente por esta máquina, algo sem alma ou emoção que não deveria estimular tais sentimentos. E como paixão literalmente não tem limites, tem gente que mergulha profundamente nela.

O novo Bugatti Chiron. Provavelmente será parte de uma garagem com mais de 40 carros (netcarshow)

Eu conheci durante a minha vida gente que tem muitos carros na garagem, mas nem por isso deixei de ficar bobo com uma estatística que li recentemente: A base de clientes da Bugatti moderna, a lista de pessoas que encomendaram Bugatti Veyron novos, pagando muitos milhões de dinheiros pelo privilégio, representam uma parte da população mundial que tem, em média, 42 carros.

Obviamente ninguém precisa de 42 carros. Mas, em mais uma prova de que necessidade tem pouco a ver com esta compra, existe muita gente que simplesmente não pode evitar. Para mim pessoalmente, um cara que tem dificuldade de manter dois carros, um número deste tamanho é inimaginável, e imagino que estas pessoas tem uma equipe de profissionais contratada para cuidar da garagem em tempo integral. Mas mesmo assim, mesmo não cuidando deles pessoalmente, a quantidade de trabalho, dinheiro e área necessária para cuidar de tanto carro não pode ser subestimada.

Tem gente que acha isso um exagero, um despropósito. Tem gente que sonha em poder fazer tal coisa um dia. Na verdade, ninguém sabe o que faria se de repente ficasse bilionário, é uma daquelas coisas que tem que ser real para ser completamente entendida. E é claro, não existe resposta correta, pois cada um faz o que bem entender com seu dinheiro. Mas a gente pode imaginar, e apesar de desejar um milhão de carros diferentes, particularmente imagino um máximo de 10 carros como ideal. Um tamanho que, penso, consigo gerenciar sozinho.

Mas qual seria o mínimo? Em que ponto deve se refrear os desejos consumistas, o ponto exato em que a consistência do angu é perfeita, não faltando nada nem sobrando algo? Onde está o segredo para que se tenha carros o suficiente para não se desejar mais nada, mas que também o número de carros seja tão grande que a garagem passe a ser um fardo de trabalho e preocupações sem fim? Quantos carros são necessários para isso? Qual é o mínimo possível?

Uma linda coleção de carros ou meia dúzia de ferramentas de uso? Qual é o número ideal? (myrideisme.com)

Não tema, bravo leitor ou leitora, porque o tio MAO tem a fórmula para isso. E ela, por incrível que pareça, é totalmente pragmática. É centrada não em carros específicos, mas sim em FUNÇÕES que os carros têm que fazer. Colocando um pouco de lógica, é possível desfrutar de prazer automobilístico variado, mas de uma forma mais gerenciável do que uma garagem com 100 carros.

A ideia aqui é entender as várias formas de aproveitar um automóvel. Uma vez que se entende isso, se conhece tudo de legal que se pode fazer com diferentes carros, pode-se então saber onde se quer chegar.  Tendo como objetivo as funções da garagem, pode-se adaptá-la a sua realidade. Se você pode ter apenas um carro, escolha as funções mais importantes e tente escolher um carro que possa fazer bem o maior número delas. Se pode ter 100, a escolha é bem mais fácil, mas ainda vale a pena pensar nelas, saber o que pretende com cada carro que você compra.

São basicamente seis. Claro que existem mais usos, mas não são importantes. Usos profissionais como patrulha, ambulância não são o foco aqui. Fuga de assalto e símbolo de posição social-financeira são usos escusos, não permitidos às pessoas de bem. Sobram os seguintes:

 

1) Transporte individual

Este é o seu carro de uso diário. O que você usa a maioria do tempo para o trabalho básico do automóvel: transporte pessoal, individual. Para ir à padaria, ao supermercado, ao trabalho.

Countach! Pode ser usado no dia a dia sim – mas é uma opção meio maluca para isso (classicdriver.com)

Este é o mais importante uso, o mais básico, o principal quando se tem apenas um carro. E é o mais fácil dos usos também, pois qualquer carro pode fazê-lo. Se é licenciado para uso nas ruas, pode fazer esta função. Mas é claro que existem carros mais adaptados a ele; um Lamborghini Countach pode ser usado no dia a dia sem problemas, mas não é o uso em que se deriva mais prazer, onde o carro e você estariam mais felizes…

O carro individual pode ser qualquer um, e até uma motocicleta se for o caso, mas se você pode ter um só para isso, o conforto, a economia de combustível e a praticidade são as qualidades principais para uma escolha de sucesso. Particularmente acredito em polivalência para esta função: quanto mais coisas este carro fizer bem, melhor. Um carro que possa ser seu único, se for necessário. Afinal de contas, é onde você passará a maior parte do tempo, e, portanto, deve fazê-lo feliz o máximo de vezes possível. A mais importante das escolhas.

Qualquer hatchback faz muito bem este trabalho. Assim como peruas. Se tiverem desempenho decente, melhor ainda. Uma perua Audi RS 6 é talvez o ápice, se manter incógnita sua condição financeira não fosse a melhor maneira de se livrar de assaltos no Brasil. Suves, por mais que entusiastas torçam o nariz, também são polivalentes ao extremo, o que explica um pouco seu sucesso. Minha escolha particular é uma perua BMW usada: ela pode fazer 5 das 6 funções aqui descritas, com ênfase nos números 1 e 6. A escolha é particular claro, mas é essencial aqui um detalhe: um carro de uso diário para cada uma das pessoas habilitadas da sua casa é o ideal a ser perseguido, antes de todos os outros.

BMW 325i Touring 2006: a última disponível em nosso mercado

Mas sem colocar polivalência no jogo, é um uso tão simples e fácil que poderia ser feito até por um carro totalmente elétrico, se de vez em quando não precisássemos rodar 500 km no fim de um dia por algum motivo qualquer, o que o desqualifica imediatamente como viável.  As pessoas que advogam o uso do elétrico querem colocá-lo nesta função, mas criando uma subdivisão, “transporte individual a distâncias curtas”, o que desafia qualquer lógica, e nega a básica função de prontidão que torna o automóvel algo tão desejável.

2) Transporte de Carga

Pode não parecer, mas poder carregar cargas variadas, apesar de ser um uso esporádico para quem não é um profissional do ramo, é extremamente agradável. De novo, não é uso constante que valida esta função; é o fato de se poder fazê-lo, se assim quiser ou precisar. Isso faz toda a diferença.

Feio e simples, mas uma delícia para dirigir e útil pacas: Peugeot Partner

Uma picape ou um furgão de carga são coisas extremamente úteis para gente com uma vida saudável. De bicicletas e caiaques a sofás e sacos de cimento, as possibilidades e as facilidades que um veículo desse tipo proporciona são inúmeras.

Uma das minhas picapes favoritas, por motivos meramente nostálgicos: Chevrolet C-10; aqui, em uma propaganda, mostrando mais uma utilidade hoje esquecida de um picape.

Eu gosto muito e sonho com Peugeot Partner (que adoro dirigir) e Chevrolet S10 cabine-simples, esta última uma picape com uma caçamba gigante e a incrível capacidade de carregar 1.350 kg. Mas adoraria uma C-10 dos anos 70, o que atenderia o uso número 4 desta lista também.

Picapes com cabine dupla podem também ser usadas em múltiplas funções desta lista. Em menor escala, peruas e hatchbacks também, com a facilidade que tem de se tornarem pequenas vans se rebatendo os bancos traseiros.

 

3) Transporte de pessoas

Pode-se usar um Countach no dia a dia, ou também um picape cabine-simples. Mas se tornam carros inúteis quando se precisa viajar com a família, com amigos, ou alguma combinação interessante dos dois.

Uma das coisas mais legais do automóvel é que, quando mais de uma pessoa está dentro dele, a conversa flui como em nenhum outro lugar. Presos ali por algum tempo, família e amigos colocam em dia o que anda acontecendo com todos, piadas são contadas, brigas se desenvolvem, a vida simplesmente acontece. Não dá para escapar de um carro em movimento.

Kombi, o mais conhecido carregador de pessoas (Foto: divulgação VW)Por isso precisamos de algo com mais de dois lugares, e esta é uma diferença crucial do carro e da motocicleta. Cinco lugares é o mínimo para esta função ser bem-feita, mas aqui, quanto mais gente, melhor. Particularmente tenho um lugar fixo na minha hipotética garagem milionária para uma simples Kombi, um dos carros mais legais que conheço, e que carrega nove almas. Mas um Mercedes-Benz Sprinter (e seus similares) é talvez a melhor e mais lógica opção aqui, para uso dedicado.

Quando não se pode ter algo dedicado a esta função, bancos escamoteáveis no porta-malas são uma ótima opção; exemplos como o Fiat Freemont e a Chevrolet Spin podem levar sete pessoas ou carga, mas não os dois juntos, claro.

 

4) Nostalgia

Não há como escapar desta realidade: o que marcou nossa juventude é o que somos, para o resto da vida. O que devia ser o ensaio da vida adulta é, na verdade, o cerne de todos nós.

E não existe forma melhor de lembrar daquele moleque adolescente que achava que sabia tudo, do que andar todo dia, ou mesmo de vez em quando, em algo que ele gostaria de andar.

Cupê 1974, 4100, três marchas na coluna, sem vinil e com rodas palito; preto; meu sonho de adolescência feito real (Foto: autor)

Esta é a menos lógica das funções do automóvel, e, portanto, a mais importante. Para calar a voz desse moleque me angustiando diariamente, eu precisaria mesmo é de um Opala 1974, com câmbio de três marchas na coluna. Tem gente que precisa de mais de 100 carros para fazer o mesmo. E todos estão certos.

Tem gente que compra uma reedição moderna do antigo amor, algo que mantém a Porsche viva até hoje. Para outros, somente o amor original resolve. Mas todo mundo merece poder dar um presente para aquele garoto idiota de 17 anos, cujas vontades ainda nos obrigamos a atender, mesmo tanto tempo depois dele se tornar adulto.

 

5) Transporte fora de estrada

Se um dia o apocalipse chegar, com hordas de zumbis comendo os cérebros de todos e com o fim da civilização próximo, um Countach não vai ser útil para nada. Nesse caso você precisa é de algo que possa te levar a lugares além de onde a estrada acaba, empurrar obstáculos, e as vezes, é claro, atropelar alguns mortos-vivos. Atravessar obstáculos é mais importante do que andar rápido.

Mais um uso não essencial, mas extremamente útil. Raramente necessitamos de veículos fora-de estrada, mas ter a possibilidade de atravessar rios e transpor morros enlameados é sem dúvida nenhuma desejável e delicioso. Afinal de contas, o mundo é grande, vasto, e o automóvel foi criado para que possamos explorá-lo; e o melhor meio de fazer isso é num veículo que não esteja limitado ao asfalto.

Jeep Wrangler Unlimited: o Bernardão moderno

Não faltam opções aqui, não só de Jeeps e Land Rovers, mas também, quem diria, de Porsche e Jaguar. Uma picape com tração 4×4 e motor diesel é a opção mais popular hoje, mas um Jeep Wrangler “Bernardão” moderno, V-6 a gasolina, é o que gostaria de ter para minha família.

Mas as opções são grandes aqui: gaiolas fora de estrada com tração 4×2, como o incrível Ariel Nomad, picapes para andar rápido em deserto como a Ford Raptor, jipes dedicados como o Hummer H1, coisas especiais feitas sob encomenda como os Land Cruiser FJ da Icon.

Cada vez mais o homem anseia por liberdade, num mundo cada vez mais cheio de regras e vigilância. Não é nada estranho que, ao escolher um carro, cada vez mais gente imagine em usá-lo para fugir da dessa civilização. O sucesso do SUV não vem à toa.

 

6) Transporte a alta velocidade e/ou competição

E finalmente, o que realmente interessa para 99% dos entusiastas: velocidade. Não existe maneira de se ter uma garagem completa sem algo rápido. Velocidade é o melhor, o mais incrível e delicioso dos muitos superpoderes que o automóvel nos confere.

Caterham Seven: velocidade em estrada travada

O Lamborghini Countach que falamos aqui é uma escolha emblemática, bem como todo Ferrari, e alguns Porsches. Mas mesmo um humilde Celta de competição, preparado para correr em pista, é uma opção viável, relativamente barata e possível.

E um sem fim de outras coisas entre esses dois extremos. Não importa o que você escolha, pelo menos um de seus carros deve ser algo rápido. Mesmo que você nunca use esta velocidade, tê-la a sua disposição é o que interessa.

Bugatti Chiron: o mais veloz hoje (netcarshow)

Escolha. Talvez seja isso, mais que a liberdade, que tanto irrita os legisladores a respeito do automóvel. Esse povo aí escolhendo como quer andar, por onde quer andar, a que velocidade quer andar… É incontrolável!

Algo cada vez menos aceitável, infelizmente.

MAO

P.S. : E o leitor, como preencheria sua garagem olhando esses seis usos? Fiquem a vontade para colocarem suas preferências nos comentários.



Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

  • Guilherme Rocha David

    Vamos lá:
    1- Volkswagen Fusca 1300 1970 (meu primeiro e único carro desde 2008)
    2- Ferrari 250 Lusso 1964
    3- Volkswagen Saveiro 1,6 1996 (carga e fator nostálgico, aprendi a dirigir em uma)
    4- Land Rover Range Rover 1995
    5- Chevrolet Zafira 2,.0 2011
    6- Alfa Romeo Giulia 2017

  • Stanley

    Como as possibilidades são absurdas com dinheiro, pensando num mundo próximo ao real a minha lista seria:

    1) Golf GTI Mk7
    2) Ford Ranger Sport 2012
    3) Hillux SW4 2017
    4) Fiat City Pick Up 1979
    5) Troller T4 2017
    6) Porsche Bosxter Spyder 2011

  • Leonardo Mendes

    ter um carro na garagem, pronto para qualquer emergência, pronto para realizar qualquer vontade repentina, é o que interessa para ele. A prontidão para servi-lo quando bem desejar

    Exatamente por isso insisto e persisto em manter minha “frota”, composta de um 208 Allure e um PCX 150.
    Só vêem a cara da rua nos fins de semana – ocasionalmente, durante a semana em dias chuvosos ou que preciso de rapidez para resolver problemas na hora do almoço – mas estão lá pros momentos bons e é isto que importa.
    Nada mais confortante que saber que estão ali, de prontidão, na garagem.

  • Marcelo Druck

    Minha 1 e 2 eu já tenho na garagem. É uma velha Impreza SW 94, carro incrivelmente divertido pelo que custou. Grande companheira, com igualmente espaço para tudo que é tralha. Ainda não botei na lama, mas devido ao 4×4 (com reduzida!) pode ser também uma opção 5.

    A opção 4 for um Opala 1973 que tive e teve que ir. Sinto saudades dele e um dia ele voltará.

    Agora a opção 6 é minha Vespa 150 Super com motor mexido da 200, freios a disco, amortecedores pressurizados e um escapamento meio antissocial. Pode não ser rápida em termos absolutos, mas é extremamente divertida de se andar à moda. E tem o lado “projeto interminável” que é metade da graça. Adoraria que o Bob, de história com Vespas, desse uma volta pra dar sua opinião sobre essa demência.

    Mas não acharia ruim achar espaço na garagem pra um Alfa GTV 74.

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    • Leonardo Mendes

      Olha a Cláudia aí!

      Puxa, que pena que o Oberdan teve que ir… faço votos para que ele volte.

  • Alessandro

    Transporte individual – Um Golf GTI, tem diversão, não é grande, tem espaço e dá para usar no dia a dia.

    Carga – Ranger, acho bonita enquadra bem, porém o coração bate forte por uma D20 turbo, nostalgia de ser o primeiro veiculo a diesel que já dirigi.

    Pessoas – Hoje um Mercedes Vito encaixaria muito bem nessa opção.

    Nostalgia – Caravan Diplomata, vinho do último modelo em produção que tinha o farol da D20. Por quê? Minha mãe tinha uma, achava linda o ronco do 4,1, gostava do cheiro do tecido dos bancos de como a barca andava na estrada.

    fora de estrada – Um land rover provavelmente uma discovery das bem quadradas do penúltimo modelo.

    Velocidade – Ai complica e muito a escolha, mas iria pela nostalgia, Mclaren F1, a primeira miniatura que ganhei. Tenho ela até hoje, é um carro histórico que até hoje é moderno e que poucos carros atuais conseguem ser mais rápidos e acho q nenhum consegue ser tão brutal e tão mecânico sem tanta eletrônica.

  • Thiago

    Um Twingo 99, um Maserati cabrio azul, um Nissan GT-R, e uma perua Audi RS 4 para mim já resolve.

  • Ricardo kobus

    Belo texto como sempre, MAO!
    Eu não sou muito sonhador com carros apesar de ser fanático por eles, estou bem perto de realizar uma espécie de garagem dos meus “sonhos”, bem humilde por sinal, tenho meu Gol CL 1,8 para um projeto aspirado, minha titanzinha 150 velha de guerra para o dia a dia, e só falta uma bela Parati G3 completa de preferência 1,8 para viagens e usos diários, aí já estava bom para mim.

  • Rafael, você está esplendidamente servido, parabéns!

  • F L COELHO

    Adorei as garagens!
    A minha me atende com:
    A) Palio Fire 1,0 – 2004 que foi do meu pai desde zero até o seu último dia, este se justifica pelo fator nostálgico;
    B) Saveiro 1,6 AE 1990 sempre pronta para levar a moto até à trilha, carregar qualquer coisa sem quebrar, gastando pouco e sem chamar atenção por estar com a pintura sofrível;
    C) Ranger 4,0 V-6 – 1996, essa é o sonho antigo realizado, não faz o menor sentido, enche a garagem, tem espaço interno insuficiente, a caçamba não tem nenhum risco portanto não carrega nada, gasta bem…mas é uma delícia!
    D) D-Tracker X 250 – 10 divertida, prática ótima de curva, gasta pouco, freia demais.
    E) KDX 220 – 1997 brinquedo para a trilha, dois tempos, explosiva, temperamental, boas suspensões e freios, muito leve boa para esquecer da rotina.
    + carro da esposa City 1,5 2014, serve para todo o resto, viajar, ir ao supermercado, levar o carrinho de bebê, visitar a sogra…..

  • Andre L W

    Numa “primeira pensada” (considerando que dinheiro ou disponibilidade no BR não importa):
    1 – Transporte Individual: Smart.
    2 – Para carga: Ranger CS.
    3 – Carro familiar: MB Classe C Estate ou BMW 3 Touring (sou amarrado nessas peruas).
    4 – Nostalgia: Aí caberia vários, mas como “aborrecente” gostava muito do Passat Pointer, voto nele.
    5 – Fora de estrada: MB G Class.
    6 – Velocidade: ainda ia de Porsche 911.

  • Adorei, MAO!
    Se eu fosse escolher hoje, minha lista seria:
    Transporte individual: Peugeot 206 CC 1,6 16v
    Transporte de carga: Hyundai H100
    Transporte de pessoas: Mercedes Vito
    Nostalgia: Dodge Charger R/T
    Fora de estrada: Blazer 4,3 V-6 4×4
    Transporte alta velocidade: Diablo (SV roxo ou GT laranja)

  • Rubergil Jr

    MAO, que texto fantástico. Adorei ficar sonhando e imaginando quais carros teria, sem limitação de $$. Como é legal sonhar, não?

    Olha, se $$ não fosse nenhuma restrição, e pensando apenas nos carros vendidos oficialmente no Brasil, eis a minha lista funcional, acrescentando algumas outras categorias, e justificando a escolha:

    – Transporte individual meu: Golf Highline 1,4 manual. Prático, ágil, bom de dirigir, o melhor hatch possível de ser comprado com câmbio manual. Como não tem mais BMW/Mercedes/Audi pequeno/médio com câmbio manual, vai de Golf mesmo.
    – Transporte individual esposa: Audi Q3 1,4. Bonito, bem-acabado, não muito grande, altinho, perfeito para mulherada que quer um SUV-fake.
    – Carga: Mercedes Vito Furgão: prefiro furgão do que picape para cargas, e a Vito é do tamanho certo.
    – Viagem com a família toda: Kia Grand Carnival. Muito confortável, espaçosa e veloz. Tudo o que você precisa para encarar horas de estrada numa boa.
    – Nostalgia: Caravan Diplomata 1989 4,1 manual. Cresci sonhando em um dia ter essa nave.
    – Fora de estrada: Jeep Wrangler 4 portas. Monstro na terra, bom de estrada, mais espaço que um jipe comum.
    – Esportivo: Porsche 911 Targa GTS manual. Precisa mesmo justificar?
    – Para o filho aprender a dirigir: Um Mille Fire 2013, depois um Argo Drive 1,3 manual. Fiat são carrinhos que dão muito prazer para aprender a dirigir, e o Mille é ótimo como pré-escola; depois que pegou a prática, pode passar para o Argo, que deve ser um carrinho bem legal com um desempenho bacana. FIlhinho, se você se comportar bem poderá pegar o Golf do pai ou a Audi da mãe de vez em quando. Nas viagens, pode dirigir a Carnival enquanto o pai dorme depois do almoço na estrada. Agora, a Porsche… só depois de muito tempo de direção, vez e outra, e com o papai no banco do lado!! Use o seu Argo que está bom demais.

  • Marcos Alvarenga

    ATUAL:
    1-Transporte individual: Linea T-Jet 2011
    2-Transporte de carga: Linea T-Jet* e Jeep Willys 1967*
    3-Transporte de pessoas: Linea T-Jet*
    4-Nostalgia: Jeep Willys e Honda CB-500 1999 (qualquer motor com cabo de acelerador e carburação já é nostálgico hoje em dia)
    5-Transporte fora de estrada: Jeep Willys
    6-Transporte de alta velocidade: CB 500* / Linea T-Jet*

    * cumpre as funções parcialmente .

    DOS SONHOS:
    1-Transporte individual: Linea T-Jet 2011
    2-Transporte de carga: Sprinter
    3-Transporte de pessoas: Sprinter (pode ser a mesma, retiro e coloco os bancos sem reclamar)
    4-Nostalgia: Alfa Giulia ou qualquer Alfa com motor girador
    5-Transporte fora de estrada: Jeep Willys
    6-Transporte de alta velocidade: Ferrari 550 Maranello com câmbio manual

  • Cristiano

    Mão, essa foto do Opala é na estrada da Usina Santa Lúcia em Araras?

  • RoadV8Runner

    Ando meio na correria, então segue minha lista de “bate-pronto”, sem pensar muito em cada caso:
    1) Transporte individual: Ford Ka 1-litro (e na torcida pelo lançamento do modelo turbo)
    2) Transporte de carga: Mercedes-Benz Sprinter (o modelo de chassis curto)
    3) Transporte de pessoas: Mercedes-Benz Vito
    4) Nostalgia: Opala SS-4 1980 (já está na garagem, aguarda reforma)
    5) Transporte fora de estrada: Land Rover Discovery
    6) Velocidade: Ferrari “288” GTO (visceral, arisca, sem concessões a não iniciados; aqui, um misto de nostalgia e velocidade pura e simples – confesso que fiquei em dúvida entre o GTO e o F40)

  • Fórmula Finesse

    Rapaz, esse Envemo Camper com motor V-8 é digno de uma matéria – rsrsrsr

  • Maycon Correia

    Fórmula, também cresci em Opalas, mas junto com outros Volkswagens.
    Uma leva do tribunal de justiça de Santa Catarina lá no início dos anos 90, vieram 3 Opala Comodoro 1978 4 portas, 4100 pretos da frota, um novo e bom, um bem rodado e bom e um feio com motor desmontado e que foi repassado ao ferro velho…
    Depois desses, veio uma Caravan 1977 bege com interior marrom, um Cupê 1980 branco também simples, uma Caravan SS prata 1979 completa que ele comprou batida para ficar e quando acabou o trabalho com peças originais de liquidação de uma antiga concessionária GM que estava fechando, um cliente da oficina dele comprou o carro pelo que ele não valia! Um Silverstar verde 1983 de único dono e pouquíssimo rodado, e o último foi em 1994 um Diplomata 1982 250-S a álcool completo e com a frente atualizada para o Diplomata 1986. Era um azul metálico claro com interior cinza. Escapamento 6×2 direto e outros agrados dos anos 80!
    Ele sente falta do preto novinho que ficamos andando por um ano, acho que não tinha nem 20 mil rodados quando pegou e vendeu com mais de 50. Do Silverstar que diz nunca mais achar outro igual, e da Caravan SS que não chegou nem a andar e diz que não deveria ter vendido.
    Gosto deles, admiro muito, mais não teria um desses.
    Prefiro o sucessor dele com aquele belíssimo “seis bocas” alemão.

  • jose_sherman

    “Uma das coisas mais legais do automóvel é que, quando mais de uma pessoa está dentro dele, a conversa flui como em nenhum outro lugar. Presos ali por algum tempo, família e amigos colocam em dia o que anda acontecendo com todos, piadas são contadas, brigas se desenvolvem, a vida simplesmente acontece. Não dá para escapar de um carro em movimento.”

    Li uma vez e reli mais cinco vezes por puro prazer. Poesia pura, sensacional!

    Em tempo:

    1) up! TSI
    2) Peugeot Partner (check), e assino embaixo quanto a ser boa de dirigir
    3) Mercedes-Benz O-371 (exageradíssimo, mas sempre achei sensacional)
    4) Kadett GSi, Monza S/R (check, check)
    5) BMW X5 (não tão off-road assim, mas serve)
    6) BMW M3 E36 (double check)

    • MAO

      Obrigado, José.
      Gostei imensamente da sua lista, principalmente o busão, o Partner e o E36! E o Monza!

  • Guilherme

    Meu VW GTI 220 cv.
    Patroa CRV EXL 4WD 155 cv.
    Antagônicos mas complementares.

    • MAO

      E atendem todos os usos… menos nostalgia, o mais importante!

      • Guilherme

        Verdade, MAO! Difícil escolha no item nostalgia! Lembro de quando por acaso conheci a coleção de carros do falecido Sr. Clemente Faria e seu cunhado Sr. Oswaldo Borges da Costa. Só de Mustang 66/67/68 eram 4! 2 cupês, 1 conversível e 1 de corrida!

  • Cristiano

    Inconfundível, vou lá desde criança, esses dias mesmo fui polir o carro debaixo dessas árvores, lugar maravilhoso.

    • MAO

      Esse Opala tinha placa de Araras. A família da esposa é de lá, e morei na cidade durante o ano de 2006.

  • Eduardo Sad

    Ótimo texto! Nos induz a participar!!!
    .
    Vamos la:
    1) Transporte Individual: Um Golf Sportline 2010 1.6: economico, bom torque, barato e muito gostoso de dirigir;
    2 e 3) Transporte de Carga/Pessoas: MB Sprinter. Passa pela cabeça um dia levar a família pra viajar numa dessas;
    4) Nostalgia: um Gol GTI 88 azul ou um Monza Hatch SR Branco (nostalgia recente… rsrs). Fico na dúvida entre ambos, cada qual com suas características bem definidas do fabricante.
    5) um Troller T4. Não é muito minha praia… sendo assim, um desses já me satisfaria bastante.
    6) Transporte Rápido/Esportivo: Audi RS6. Uma perua fantástica. Um total ponto fora da curva. Um carro de uso familiar que impõe respeito diante de QUALQUER esportivo de corpo, alma e design…
    .
    Um abraço MAO

  • Delfim

    1 e 6 – up! TSI
    2 e 3 – Frete e aluguel.
    4 – Passat GTS Pointer.
    5 – Terra não faz meu estilo, mas um Suzuki Vitara iria bem sem muito investimento.

  • Lima Guilherme

    Grande MAO!
    Eu tenho um carro que cumpre ao menos quatro itens aqui (com modificações bobas, pode cumprir cinco), que você conhece: E36 328i sedã manual. Dão bons carros de rali, sendo que o meu só não carrega carga por ser sedã, mas nada que um reboque não resolva. Enfim, minha lista, sem me preocupar com dinheiro (em parênteses, escolha mais racional):

    Transporte individual: BMW F30 328i blindado “de fábrica” (Toyota Fielder blindada)
    Transporte de pessoas: odeio carregar gente, mas seria algo como um Porsche Macan (Chevy Zafira).
    Transporte de carga: Dodge Ram 2500 diesel (Silverado nacional a gasolina)
    Offroad: Ford F150 Raptor (Suzuki Jimny)
    Nostalgia: minha BMW E36 (Corsa Wagon GL 1,6, primeiro carro que dirigi)
    Velocidade: 2018 911 GT3 manual (BMW 130i/Sandero R.S.)

    Um carro para fazer tudo para todo o sempre: Porsche 997 Carrera S manual.

  • Marcos Alvarenga

    Obrigado, MAO!

    Meu Jeep está em fase final de restauração, com muitas licenças poéticas para ficar ao meu gosto. Breve contarei a história dele por aqui.
    As outras duas máquinas estão sempre prontas para a lida, e sinceramente acho que não vou me desfazer delas nas próximas décadas…

  • Marcos Alvarenga

    Obrigado. Bela, mesmo!
    Motor novinho em folha depois de 170 mil km originais, após uma aleta da turbina desprender um fragmento e me causar a perda do motor.
    Depois de 2 meses sem ele me pego empolgado ao guiar…

  • ronaldo eduardo

    1 – Uno Mille frente alta, com ar-condicionado.
    2 – Fiorino 1,5
    3 – Sprinter
    4 – Puma GTS
    5 – Troller 3,0 Diesel
    6 – Miura SV (amarelo) – F550 manual – Singer 911 – F250 SWB – Pegaso z102 – Corvette C2 – putz… qualquer um desses.