Em começo de abril passado foi comemorada  a venda do 100.000º Versa no Brasil, iniciando em novembro de 2011, quando ainda era importado do México. Em abril de 2015 passou a ser fabricado em Resende, RJ, onde também são fabricados os motores de 1 litro e 1,6 litro. Em um mercado com muitas opções, 100 mil unidades é muito carro, e fica claro entender porque o Versa atrai clientes ao se andar nele.

Uma carroceria interessante, com espaço notável no banco traseiro e no porta-malas, por causa do entre-eixos de 2.600 mm. E o comprimento nem é tão absurdo, 4.492 mm. Mal comparando, me lembra dos grandes cupês americanos dos anos 60, um deles, como exemplo, o Ford Galaxie Starliner. Pode parecer absurdo, mas é apenas uma lembrança visual, sem nenhuma constatação precisa de estilo além da traseira alongada, após a coluna B.

E isso não é apenas fruto de vontade de algum estilista, mas sim, do espaço que se quis gerar para quem senta no banco traseiro, e também do volume de porta-malas, ambos enormes. É um dos maiores vãos entre bancos que existem no mercado nacional, e o Versa bate nesse item carros muito maiores e mais caros. Viajar atrás é garantia de conforto e nada de aperto. O passageiro do meio tem encosto de cabeça e cinto de três pontos também, e o túnel central do assoalho é bastante baixo, quase não incomodando. Há que se lembrar, porém, que o Versa é derivado do March, e não é muito largo tanto dentro quanto fora,  três adultos vão ficar bem juntos lateralmente, embora o espaço para as pernas permita um alívio no espaço disponível.

Com bom conforto, não é o carro mais macio do mundo, mas faz curvas com tranquilidade em qualquer velocidade, ajudado pelos ótimos pneus Continental. Tendendo ao limite, vai saindo de frente, e basta diminuir um pouco a aceleração para o carro voltar a recuperar a aderência de maneira tranquila e sem surpresas. O padrão de aderência dos pneus Continental, engenheirados na Alemanha conforme está escrito neles, é magnifica.

O controle do carro é ajudado pela direção eletroassistida, muito leve em manobras, e que vai aumentando o peso conforme aumenta a velocidade. Volante tem tamanho correto, pega boa, com cobertura em pele sintética imitando couro.

Roda de 16 polegadas de aro na versão de topo

Pneus são absolutamente ótimos, da melhor qualidade

Estilo interno sem aventuras, apenas funcional; espaço para pernas ajudado pelo formato do painel (Nissan)

A versão SL Unique avaliada é a de topo, e vem com o câmbio CVT, continuamente variável, chamado pela Nissan de XTronic. Funciona de maneira suave, e não desagrada exceto se o motorista quiser achar problema, como ao se acelerar forte, o giro do motor subir rapidamente, mas o carro não acelerar seguindo o som do motor, que já está lá em cima, mas o carro ainda não chegou na velocidade desejada.

Acelerando-se progressivamente, esse comportamento não ocorre, com a velocidade e a rotação subindo gradativamente. Em trânsito lento e carregado de cidade funciona muito bem, e esse é um ambiente em que o Versa CVT funciona tranquilo.

Em diminuições de velocidade, requer costume para lidar com a rotação alta por um tempo depois de desacelerar. Em descidas, há o recurso da posição L (low – baixo) na alavanca, mas que segura muito fortemente o carro, subindo bastante a rotação do motor. Sem especificar velocidades, o manual diz para só usar em subidas fortes, ao se subir devagar, ou em declives acentuados, não é para outras situações. Utilizei-o em rampas de garagens, e ali ele funciona bem, segurando fortemente o carro na descida, e ajudando na subida.

A 120 km/h estabilizados, rotação de 1.900 rpm graças à v/1000 com a relação mais longa (0,458:1) de 63,2 km/h. O espectro (range) vale 8,7:1, bastante grande, e isso faz situações curiosas acontecerem, que não ocorrem com outros câmbios, como aliviar o acelerador em velocidade de estrada devido a uma diminuição da velocidade do fluxo, e a rotação baixar para pouco mais de 1.000 rpm andando a 90 ou 80 km/h, e assim ficando até que se torne a acelerar. É como se o carro fosse colocado em ponto-morto na estrada, mas claro que com o CVT nunca acontece o desengate apenas deixando de acelerar.

A rotação varia razoavelmente de acordo com a posição do pé no acelerador. O CVT é um sistema que ajuda o motorista a treinar sua sensibilidade com o pedal, pois pode-se manter uma velocidade com diferentes acelerações, também por ser difícil se encontrar trechos muito longos de estradas totalmente planos, ao menos no Brasil.

Há uma tecla também na alavanca para desligar o Overdrive, ou seja evitar que a relação entre no campo muito longo. É bem simples de ser acionada, e o toque na tecla na lateral da alavanca de câmbio aciona imediatamente, mas seria perfeito se a tecla fosse no volante, do lado direito, onde não há nenhum comando.

O motor é um produto Renault-Nissan. Muito é compartilhado, e o Sandero com motor SCe que avaliamos há uns meses, tem motor com diâmetro e curso idênticos, 78 por 83,6 mm, deixando claro ser o mesmo motor, diferindo em itens como filtro de ar e outros periféricos. É um quatro-cilindros com 16 válvulas e dois comandos acionados por corrente, dentro do motor, portanto em banho de óleo, perfeito para durabilidade.

O 1,6 litro funciona de forma regular e suave todo tempo, ajudado pelos comandos de válvula de fase variável, CVVTCS pelo batismo da Nissan.  A marcha-lenta é bastante baixa, 700 rpm pelo manual do proprietário.

Potência e torque declarados são os mesmo com álcool ou gasolina, algo no mínimo estranho, e o consumo tem variações grandes de acordo com condições de uso e combustível, como em praticamente qualquer carro.

Com o tempo, vamos nos acostumando a levantar um pouco o pé do acelerador quando se quer menos som de motor e menos consumo, já que o CVT tem uma lógica diferente de uma automática normal, que troca marchas. Nesse XTronic pode-se manter uma dada velocidade com rotações diferentes, dependendo de quanto se está acelerando. Tudo dentro de uma faixa, claro. Para se evitar consumos desnecessários, é preciso ir treinando e dirigindo conscientemente, para evitar giros mais altos que o que é preciso.

Ao necessitar de mais aceleração, afundar o pedal direito leva o giro do motor lá para o alto muito rápido, e sem vibrações, para em seguida o cérebro do CVT ir alterando a geometria das polias para acelerar o carro. É bastante estranho para quem não está acostumado, e não é do agrado de muita gente, mas funciona.

O consumo segundo o Inmetro é de 12/7,8 km/l na cidade e 14/10 km/l na estrada. As variações com uso são grandes, indo de 5,0 km/l em cidade muito congestionada até mais de 16 km/l na estrada, a cerca de 90 km/h. Em avenidas livres e com poucos semáforos, mais de 12 km/l é fácil de obter, ao passo que vias expressas onde não se pode andar a mais de 70 km/h permitem consumir um litro a cada 13 quilômetros. Na média, bons números.

O ar-condicionado é automático na versão SL, monozona, funciona bem, sem excesso de ruído de vento.

O encosto do banco traseiro é inteiriço, quem usa bastante o porta-malas vai reclamar, quem não usa, quando precisar, vai se chatear, com a falta do bipartido se mais de duas pessoas precisarem viajar no carro. A versatilidade deve ser prioritária em carros de uso geral, inconveniências são coisas para esportivos.

O aviso de problema no sistema de direção é interessante. Em vez do desenho de um volante, há a sigla PS, de power steering. Progressiva, muito leve em manobras, fácil de usar com apenas uma mão, mais um ponto que lembra antigos carros americanos, e em velocidades maiores, com peso correto, ajudando na sensação de controle e segurança. O acerto de sensação ao volante e aderência dos pneus é dos melhores, sem mascaramentos ou filtros que desagradem a quem gosta de dirigir.

Os instrumentos são bons de ler, com grafia simples e de bom tamanho. Há marcador de temperatura e de nível de combustível digitais, no centro do quadro, junto das informações de computador de bordo, com consumo instantâneo,  médio e autonomia, além dos hodômetros e relógio. A mudança das páginas se dá por botão junto dos instrumentos, tendo-se que colocar a mão dentro do volante para tal, o que não é o ideal. Abaixo, há indicação da posição da alavanca seletora.

A central multimídia tem GPS de bom funcionamento, e o espelhamento de telefone permite acesso rápido a programas e aplicativos, mas sempre dependendo da qualidade do sinal do seu telefone. O rádio, que uso bastante, tem possibilidade de entrar com a estação digitando a frequência, por comando fácil de achar, coisa elogiável em vista de sistemas complicadíssimos que se vê em algumas marcas, mesmo importados de alta tecnologia. Nada é melhor do que ser simples nesses comandos que requerem telas e menus, afinal, se está andando em um carro, não em um computador.

Bancos dianteiros são muito altos. Tem regulagem de altura para o motorista, mas a posição mais inferior é alta demais para quem tem 1,80 m e acima. Revestimento combina couro verdadeiro com artificial.

As travas elétricas das portas são, sem dúvida o item de maior inconveniência do Versa. Começando pelos gatilhos internos das portas. Eles não as abrem diretamente, é preciso destravar o botão junto deles, para depois puxar o gatilho. Muito chato. O outro jeito de destravar é apenas possível pelo motorista, na tecla trava-destrava localizada no apoio de braço, junto do acionamento dos vidros. O botão é pequeno, difícil de enxergar qual das duas extremidades destrava, e pior, não tem iluminação. Até poderia ficar assim mesmo, caso os gatilhos ou maçanetas internas abrissem diretamente a porta, destravando a fechadura totalmente, como seria mais lógico, prático e rápido. O sistema precisa ser revisto para agradar mais ao usuário.

A versão Unique tem a mais em relação à SL o câmbio CVT, molduras nas laterais com emblema Versa, jogo de sobretapetes em carpete, bastante reforçados, ponteira de escapamento cromada e aerofólio na cor da carroceria.

Um bom carro, o Versa. O espaço no porta-malas e no banco traseiro me deixaram pensando porque não existe uma perua. Seria muito bom ter um carro assim, mas com um belamente escalonado câmbio manual.

JJ

 

FICHA TÉCNICA NISSAN VERSA SL 1,6 CVT
MOTOR 4 cilindros em linha, transversal, duplo comando de válvulas, corrente, atuação direta por tucho-copo sem compensação hidráulica de folga, variador de fase na admissão por 40º, 4 válvulas por cilindro, bloco, cabeçote e cárter de alumínio, flex
Cilindrada (cm³) 1.597
Diâmetro x curso (mm) 78 x 83,6
Taxa de compressão (:1) 10,7
Potência (cv/rpm) (G/A) 111/5.600
Torque (m·kgf/rpm) (G/A) 15,1/4.000
Formação de mistura Injeção no duto
Corte de rotação limpo (rpm) n.a.
Vel. méd.do pistão em pot. máx. (m/s) 15,6
Comprimento da biela (mm) 123,6
Relação r/l 0,34
Combustível Gasolina e/ou álcool
Sistema de partida a frio Injeção de gasolina no coletor de admissão
TRANSMISSÃO
Câmbio CVT Jacto XTronic, continuamente variável, com posição L, reduzida, e desativação de overdrive
Relações das marchas (:1) De 4,006 a 0,458
Espectro (:1) 8,74
Relação do diferencial (:1) 3,921
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal,  amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência elétrica variável
Relação de direção (:1) n.d.
Voltas entre batentes 3,4
Diâmetro mínimo de curva (m) 10,4
FREIOS
Dianteiros (Ø mm) Disco ventilado, 260
Traseiros (Ø mm) Tambor, 203
Circuito hidráulico Duplo em “X”
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 5,5Jx16
Pneus 195/55R16
DIMENSÕES
Comprimento (mm) 4.492
Largura sem/com espelhos (mm) 1.695/n.d.
Altura (mm) 1.506
Distância entre eixos (mm) 2.600
CONSTRUÇÃO
Tipo e material Monobloco, aço, subchassi dianteiro
Nº de portas/nº de lugares Quatro/cinco
AERODINÂMICA
Coeficiente aerodinâmico (Cx) 0,318
Área frontal (m², calculada) 2,55
Área frontal corrigida (m²) 0,81
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha (kg) 1.101
Carga útil (kg) 384
Porta-malas (L) 460
Tanque de combustível (L) 41
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h (s) (G/A) n.d.
Velocidade máxima (km/h) (G/A) n.d.
CONSUMO DE GASOLINA (INMETRO/PBVE)
Cidade (km/l, G,A) 12,0/7,8
Estrada (km/l, G/A) 14,0/10,0
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000  (km/h) 63,2
Rotação a 120 km/h  (rpm) 1.900
Rotação à vel. máxima  (rpm) n.d.
MANUTENÇÃO
Revisões, intervalo (km/tempo) 10.000/anual
Troca de óleo do motor (km/tempo) 10.000/anual
Óleo, viscosidade 5W30
GARANTIA
Termo (tempo) 3 anos, sem limite de quilometragem
PREÇO DA VERSÃO AVALIADA (R$) 68.840

 

 



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  • Fat Jack

    Dois fatores (além a atual situação econômica atual) me afastam do Versa: design externo e pós venda, o primeiro ainda é de caráter absolutamente pessoal, já o segundo é experiência replicada de colegas e conhecidos que tiveram veículos da marca, por isso mesmo considero a mais importante das duas.

  • Bruno Fernandes

    É incrível o espaço interno deste carro e o cvt para cidade é um show a parte. Minha resalva fica pro visual que mesmo com facelift ainda o acho meio estranho.
    Em fim, bom veículo.

  • lpletsch

    Pela descrição do cambio, deve ser o cambio Jatco CVT7 com uma caixa automática epicloidal auxiliar de 2 marchas, funciona como se fosse uma reduzida.
    Tem conversor de torque! vejam o video

    Characteristics of Jatco CVT7 W/R
    Ratio coverage of 8.7 realizes high fuel performance
    Expands the use range of the highest efficiency ratio based on the CVT7 to improve both mode and actual fuel efficiency.
    Pursuit of outstanding drivability
    Controls excessive increase in engine rotation and acceleration at engine start by locking up after engine start.
    Este cambio deve ser o mesmo utilizado pela Nissan no Kicks.

    Characteristics of Jatco CVT7
    World-leading level gear ratio (7.3)
    World’s first*1 application of an auxiliary gearbox
    Este cambio deve ser o mesmo utilizado pela Nissan no Versa e no March.

    https://www.jatco.co.jp/english/products/cvt7.html

    Nissan Kicks: Jatco CVT7 W/R JF020E, CVT for FWD Small Vehicles
    Nissan March: Jatco CVT7 JF015E, CVT for FWD Mini and Small Vehicles

  • CorsarioViajante

    Não tem versão perua mas pouco tempo atrás tinha algo similar, a Livina, carro que hoje possuo e que tem muitas qualidades do Versa, principalmente o espaço interno muito bom levando em conta as dimensões externas.
    Meu sogro aliás tem um versa 1,6 mas do manual, antes do facelift.
    O resumo da ópera na minha opinião é mais ou menos o mesmo da minha livina: espaçoso mas sem ser desajeitado, simples e eficiente, pragmático e funcional, barato de manter; mas com estilo desastroso, economias porcas e irritantes, ergonomia feita “no atacado” e “genérico” para dirigir. É um carro que resolve seu problema, mas que dificilmente apaixona ou deixa saudades.
    Ah sim, que coisa nojenta a pintura do cofre. Ou pinta tudo ou não pinta nada, isso aí é horrendo.

    • Lemming®

      Exato. Falta de tinta em veículo de 70 mil “top” não rola.

    • Mr. On The Road 77

      Lá fora existe o Versa Note, lembra? É a substituta espiritual da Livina.

  • Thyago Szoke

    Este é, sem dúvidas, um excelente carro! Fui proprietário de um March com esta motorização, só alegrias.
    No tocante à trava elétrica, há uma configuração que vem desligada de fábrica: basta ligar a ignição, segurar o botão de destravar por alguns segundos, até as setas piscarem. Pronto! Da próxima vez que a chave for retirada do contato, as portas automaticamente se destravarão.

  • joao vicente da costa

    Sempre tive essa sensação de estar olhando para um velho cupê americano ao ver o Nissan Versa “de costas”.. que bom que não sou o único doido! hehehe.. no mais, pra variar, uma ótima avaliação de um belo carro.

  • Vinicius_Franco

    O problema dos Nissan é a falta de peças simples em estoque e o atendimento da rede autorizada. Tive um Sentra da atual geração (pré-facelift) que comprei 0km em 2014 e vendi o carro ano passado por isso (e também pela crise…). Cheguei a esperar mais de 30 dias por uma eletroválvula (com o carro parado no pátio da concessionária), 45 dias por um botão do rádio (quebrado durante uma revisão), 40 dias por um pneu Continental (comprei o carro no lançamento, o pneu estourou logo no primeiro mês e não encontrei em nenhuma distribuidora Continental – tive que esperar a concessionária importar um) e 10 dias pela bateria que aciona a chave presencial (que se foi com menos de um ano de uso). Além disso, entregaram meu carro com películas escurecidas fora da lei (que eu não pedi), diversos riscos na pintura e nas rodas, uma mancha na moldura do painel em torno do sistema multimídia (que só foi solucionada com a troca da peça por outra que estava no carro de test-drive da concessionária) e a bateria com carga baixa (meu pai trabalha em uma fábrica de baterias há 30 anos e identificou só pelo som da partida do motor – medimos e estava por um fio de descarregar, tivemos que dar uma carga lenta em casa). Sem falar na vibração do motor 2,0 quando abastecido com gasolina comum (com direito a luz da injeção acesa) que a concessionária nunca deu conta de corrigir – e sempre abasteci meus carros no mesmo posto, com a mesma gasolina, e nunca tive problemas. Não sei se com o Versa e o March, que são montados no Brasil, é a mesma coisa, mas notava muita gente reclamando sempre que ia a concessionária levar o carro para algum serviço.

    • Flying Like a Bird

      Eu tenho dois Nissans em casa e sempre fui prontamente atendido, tanto que recomendo aos amigos e familiares. Existem concessionárias e “concessionárias”…

  • Diogo Santos

    Esses pneus Continental realmente têm uma aderência fantástica. Sobre a questão das travas, como já foi comentado aqui elas podem ser programadas para fechar quando o carro inicia o movimento é destravar quando o carro é desligado, está no manual. O que me leva a pensar em certo desleixo de quem cuida dessas frotas. Se o cara sabe que o carro vai ser testado e analisado, não custa nada já deixar tudo arrumado, travas programadas.

  • Mr. On The Road 77

    Se me permite uma pequena crítica: o texto está com muitas frases longas demais, o que me causou ter que lê-las mais de uma vez para compreendê-las.
    Realmente, o Versa é daqueles carros que te surpreendem positivamente quando avaliamos o seu espaço interno, que é extremamente generoso, mesmo comparando com alguns médios atuais.
    Subjetivamente falando, achei que esse último facelift o deixou com um visual um tanto ‘pesado.
    Quase comprei um no inicio do ano. Pequenas coisas me fizeram desistir. Hoje vejo que teria feito um negócio melhor se tivesse comprado este carro face ao carro que acabei comprando (HB20S).

    • Davi Reis

      Por curiosidade, o que te fez concluir isso? Sempre tive a impressão de que o HB20S era melhor que o Versa.

    • Mr. On The Road 77, permita-me discordar do que você alega. Como ocorre em toda redação, seja imprensa, agência de publicidade, etc, todo texto passa por um editor e/ou revisor. No caso do AE, todo texto passa por mim, que faço as duas coisas, e após ler sua crítica (toda crítica é bem-vinda), acabei de reler o texto do Versa e não vi frases longas demais, que também não gosto — bem como abomino o estilo “telegráfico”, frases curtas, tipo relatório, sem encadeamento.

    • tadeu augusto de oliveira

      Testei o Versa quando foi lançado. No geral, gostei do carro e o espaço para quem viaja no banco traseiro realmente impressiona aos olhos. Ideal pra família. Mas, quando sentei-me, achei-os muito curtos, não eram confortáveis. Também não gostei do barulho do motor invadindo a cabine, mesmo num teste de direção da concessionária (imagine em rodovias). Enfim, por uma boa vantagem no preço de compra, optei, na época, pelo Grand Siena.

  • Mr. On The Road 77

    Rapaz, vou te falar que o City tem menos espaço interno que o Versa. Aliás, ambos, o City e o Versa têm o mesmo comprimento e o mesmo entre-eixos. Mas o desenho externo do City o faz parecer ser maior e mais largo.

  • Lemming®

    Pensei a mesma coisa. Pagar 70 mil no veículo e ver essa (falta de) pintura não dá.
    E precisa lembrar que o Kwid de 35 mil vem pintado inteiro viu dona Nissan!

  • Davi Reis

    Um dado que costumo estranhar em alguns veículos é o de carga máxima. No Versa, 380 kg para um carro espaçoso para passageiros e malas me parece muito pouco. Basta um passageiro mais corpulento e o limite é estourado.

    • RMC

      Davi
      Isso é característico de projetos japoneses e dos Fiat. Basta que embarquem 4 adultos “normais” em estatura e peso que eles “sentam”. O pior é atualmente o Jeep Compasss: acredita que a carga útil dele é de ridículos 400 kg? Qualquer up! leva mais do que isso!
      RMC

      • Davi Reis

        Carga útil de 400 kg para um Compass é mesmo muito pouco. Fui conferir o do up! e ele leva 440 kg.

      • nbj

        Realmente 400 kg é muito pouco para o Compass. O meu Tucson tem 588 kg de carga útil e, por ter sítio, às vezes, ainda acho pouco.

  • Eduardo Cabral, sim, era por meio de um acoplamento de roletes unidirecional entre as árvores piloto e primária, em que motor transmitia torque para o câmbio, mas não o contrário. Tanto que se podia trocar marchas, subir ou descer, sem usar a embreagem. Havia uma luva deslizante, acionada por uma alavanca sob o painel no lado esquerdo, que desabilitava a roda-livre se o motorista quisesse. O Saab tinha sistema idêntico, que permaneceu mesmo quando o motor passou a ser V-4 Ford de 1,5 litro no lugar do tricilindro 2-tempos de 850 cm³.

  • ViniciusVS

    Versa Note seria bem interessante aqui.

  • David, acho que todo carro deveria ter controle de cruzeiro. Hoje com o acelerador elétrico comandado pela ECU é muito fácil. Ontem mesmo fui ao interior com um carro sem o equipamento, como é cansativo controlar velocidade com o pé direito para não exceder o limite, e como ela varia!

    • David Diniz

      Bob, concordo plenamente! Eu mesmo não consigo mais “viver” sem esse equipamento, é extremamente útil e ajuda no consumo e a não tomar multa de velocidade.

  • Mike Castro, em resposta ao que você perguntou: burrice misturada com “holeritite”, essa doença que leva o infeliz a se interessar apenas pelo pagamento do salário no fim do mês, o resto que se dane.

  • Davi Reis

    É compreensível, mas ainda assim, acho que nesse caso a Nissan poderia ter atentado mais para este detalhe. Um up!, por exemplo, leva 440 kg.

  • Lucas Sant’Ana

    A Renault está vacilando em não colocar esse câmbio CVT no Logan 1,0 e 1,6; ambos já são econômicos, com esse câmbio então ficariam perfeitos.

  • CorsarioViajante

    Aluguei um HB20 e também fiquei com sensação de “aperto”, acho que não só pelo tamanho mas também pelas soluções de estilo.

  • CorsarioViajante

    Exato. O melhor exemplo é que desde o lançamento TODOS reclamam que falta ajuste do cinto e de altura do banco. Ela acabou saindo de linha sem receber ajustes tão simples.

  • Flavio Correa

    Já tive carro da Nissan, no caso o “finado” Tiida modelo SL câmbio manual 6-marchas. Carro que me alegrou muito: motor 1,8 ótimo, 128 cv, consumo honesto, espaço ótimo por se tratar de um hatch. Observando o Versa por dentro o acabamento são praticamente iguais, porque não dizer idênticos: bancos, portas, etc. Creio o Versa seja sim um produto em seu segmento, mas infelizmente a estética externa causa controvérsia assim como o Tiida causava em sua época. E isso impacta ao meu ver em sua aceitação junto ao cliente. Mais uma excelente avaliação do AE em especial do JJ.

  • Roger Silva, Fusion híbrido, 16,8 km/l na cidade, dado da Ford.

  • Vinicius_Franco

    Exatamente a mesma impressão que tive: o carro é excelente, mas o pós-venda…

  • Davi Reis

    Existem casos e casos, mas não acho tão difícil assim.

  • Rafael Rocha

    Amo o meu Versa. Coisa de convivência mesmo. Confiável, confortável, econômico, ergonômico(dois filhos e um dia a dia agitado) e bonito (dependendo do ângulo de visão rsrs). Esse carro tem detalhes que somente quem precisa, como no meu caso, consegue enxergá-los e valorizá-los. Ainda faço viagens com ele (RS- SP, RS- RJ) e os bancos não te deixam “quebrados” ao final do percurso. Já fiz viagens menores do que essas citadas acima em um Toyota XEi (com bancos de couro e tudo mais…oh!!!!) e o resultado não foi muito feliz.
    Excelente matéria, Juvenal!
    Abs!

  • Mike, com a holeritite assolando? Esquece. Ninguém está nem aí para isso.

  • Ok, Mr. OTR!

  • Lemming, má colocação, desculpe. Nada impede que haja concorrência.

  • Davi, vale o superlativo: importantíssimo!

  • Fat Jack

    Olha, eu tenho um Logan da francesa Renault (haters à parte) há cerca de 5 anos e não tive dificuldade com peças (nem falta, nem preço) e até a penúltima revisão (na última, dos 40.000 km, a “empurroterapia” me tirou do sério) estava bem contente com o pós-venda e atendimento da rede concessionária e em conversa com um atendente de loja de autopeças ele me disse que Logan e Sandero são os com melhores custos de peças. Como havia acabado de comprar um cilindro de freio para a roda traseira do Peugeot 207 do meu pai por um valor que tanto eu quanto o próprio dono da loja achamos “calamitoso” (R$115,00) acho que ele tem razão, pois o do Logan sairia por cerca de 25% disso.

  • Rafa2810

    Eu tenho destacado apreço pelo Versa por, sobretudo, como o próprio nome sugere, ser um carro versátil, espaçoso e honesto. Mas de fato as “economias” adotadas pela Nissan em muito depreciam o carro.

    O acabamento de alguns itens internos, o sistema de travamento absolutamente sem sentido das portas e o revestimento facilmente “arranhável” do painel desacreditam o carro.

    Fui à concessionária dia desses ver um 1,0 3 cilindrose tive a impressão de que o Logan de mesma cilindrada embora ofereça menos espaço (porém ainda muito bom) é melhor acabado, tendo plásticos internos melhor encaixados (mesmo sendo rústicos) e soluções mais simples e eficientes, além de pintura externa e interna superior. A pintura “semiborrifada” do cofre do Nissan é uma das coisas mais tristes que eu já vi. A impressão é de algo feito absolutamente nas coxas, poderia dar lugar a um revestimento somente de primer se fosse o caso, mas não tem padrão (cada cofre sai de um jeito, como notei olhando um 1,6 em seguida)

    É um bom carro, mas deixa a desejar em itens bobos porém cruciais!

  • Frederico

    O Versa sempre me pareceu um bom carro, mas detalhes da configuração dos carros orientais não me agradam.
    São detalhes mesmo, como iluminação dos botões de comandos de vidros elétricos e travas, questão do 1-toque para subir e descer, etc.
    A configuração da trava de segurança dos vidros me irrita profundamente. Quando acionada, só o vidro do motorista funciona. Nenhum dos outros vidros consegue ser acionando, nem pelo comando do motorista! Acho isso muito estranho… e muito fácil de resolver!
    Para que já está no segundo francês (Mégane e C4 Picasso), são detalhes que incomodam.

    JJ, ess versão não tem limitador/controlador de velocidade??

    • CorsarioViajante

      Essas manias são realmente irritantes e enchem o saco na convivência. Às vezes amargam uma experiência que, sob outros aspectos, é positiva.

  • Lemming, me refiro a produzirem no Brasil e brigarem de igual para igual. Qualquer um pode.

  • Guilherme Guizi

    É o Grand Siena Sublime, interior em tom de marrom e marfim, se não em engano. Realmente é bem diferente. https://uploads.disquscdn.com/images/af22c4ba6a7722b9dadaa233179860c7e319ec401d3a79046c727744afeb2490.jpg

    • Mr. On The Road 77

      É um bom carro? Vejo muitos reclamarem da suspensão ser frágil.

  • ViniciusVS

    Com certeza, temos várias opções. Quem quer porta-malas maior tem que olhar o carro com atenção e pesquisar um modelo que atenda às suas expectativas.

    • Rodrigo

      Não é uma questão de porta- malas e sim de capacidade de carga. No exemplo dado pelo Davi um up! com porta-malas bem inferior ao do Versa tem capacidade de carga maio. E, convenhamos, o up! aspirado tem 82 cv.

      • ViniciusVS

        Convenhamos, o Versa 1,0 tem 77 cv…

  • Rafael Guerra

    Acho esquisito, pois o meu Tiida Sedan era super estável, nunca tive problema em nenhuma velocidade, sempre passou segurança na estrada. Já havia sido trocada a barra de direção e convivia com problemas de falha da assistência quando o carro era exigido ao limite, como uma curva muito fechada em asfalto com muita imperfeições. Só vendi por causa do câmbio manual, com 80 mil km, perfeito. Superior em tudo em relação ao Versa, menos o porta-malas. Nunca comprarei um Versa sabendo que é inferior ao Tiida Sedan. Fiz o teste de dirigir e comprovei isso, tanto que desisti de trocar meu carro usado por um zero. Teria outro de olhos fechados.

  • Flying Like a Bird

    Juvenal, realmente não tem, um absurdo! Aprendi pelo Youtube hahahahaha…

    • Juvenal Jorge

      Flying Like a Bird,
      legal, bom que pelo menos a Internet resolve nesses casos.

    • Diogo Santos

      Pelo menos no manual do modelo 2017, disponível na internet na página da Nissan, tem. Está na página 3-5.

  • Flying Like a Bird

    Eduardo, realmente é curioso, pois é um motor que gosta de rotação, o corte vem acima dos 7000 rpm e de forma lisa.

  • CorsarioViajante

    Eu já não acho ela tão gostosa de guiar, mas meu termo de comparação é um Polo que tive antes. Talvez se comparasse com a Spin ou outro carro da categoria a conversa fosse outra!
    E o motor é um dos pontos altos do carro. O duro é que ou leva o 1,8 e o câmbio de 4 marchas ou leva o manual e o motor 1,6 Renault. Eu preferi levar o motor que agradava e o câmbio que não agradava e, para meu atual perfil de direção, pacato e familiar, dá conta do recado. Abs!

    • al

      Com certeza dá conta do recado, mesmo em viagens a trabalho com horário apertado. O carro rende muito bem. Achei ela muito boa de dirigir levando em consideração ser um carro de apelo familiar. Com um manual e esse motorzinho que gosta de girar, chegaria a empolgar. Acho que mais que o desempenho, o câmbio de 4 marchas atrapalha um pouco o consumo.

  • CorsarioViajante

    Acho que isso vale para Honda e Toyota, mas Nissan? Lá atrás nas vendas? Acho que justamente a marca não decola aqui porque adora umas economias bobas e irritantes como essa, sem convencer em outros campos como os concorrentes.

  • CorsarioViajante

    Eu seria uma dessas pessoas, até porque a “versão hatch” do Versa, o March, é muito diferente e já atinge um público de outro perfil.

  • Luciano

    Uma pergunta fora do tópico: há previsão de teste do novo Peugeot 3008?

    • Luciano, estamos apenas aguardando o 3008. Pode ser que esteja disponível já nesta segunda-feira.

  • Guilherme, esse “dizem” faz parte de processo de difamação que muitos, como você, acreditam.

    • Guilherme Guizi

      Oi Bob, eu não acredito em tudo que falam não, só comentei uma situação que presenciei. Não gosto de tirar conclusões com base em achismo ou coisa do tipo. Muitos falam que o Palio é molenga, que motor da Fiat é fraco e mais um monte de coisa. Eu não acho isso rs.

    • Luís Carlos Ballaminut

      Tenho um Grand Siena 2013 que apresentou esse problema com os amortecedores traseiros com +/- 30 mil km. Pelo que me lembro, segundo o mecânico nos primeiros (como o meu) ocorre uma folga entre o amortecedor e o batente que provoca esse barulho. Troquei o conjunto e nunca mais ocorreu, está agora com quase 70 mil km. E os amortecedores dianteiros ainda são os originais. Aliás, foi a única vez que tive que mexer na suspensão do carro além de alinhamento e balanceamento periódicos.

  • Alexandre Cruvinel

    JJ, ótimo texto, como sempre. Meu irmão comprou um Versa 3-cilindros por bom preço, parece que “sobra” das olimpíadas. Fiz Rio-SP com ele e percebi a imensidão do espaço para as pernas no banco traseiro, porém o desenho da carroceria deixa o teto muito baixo. Ou seja, o MAO não ficaria confortável no banco de trás, teria que escorregar um pouco (tem espaço longitudinal para isso) para não bater a cabeça.
    Não gostei dos engates da caixa manual, acho que a pior que manuseei nos últimos tempos. Mas o carro no geral é bem honesto.

  • Rafa2810

    O pior é que fui à CSS olhar o Versa e alem de todos sofrerem desse acabamento porco no cofre, observa-se que não há padrão, ou seja, cada carro tem um “borrifo” diferente…uns cobrindo as torres, outros não…

    Achei constrangedor de feio!

  • Rafa2810

    Quem disse que não?? Até um Kwid ou Mobi vÊm com cofre pintado no padrão da lata!

    Esse cofre dos Versa é vergonhoso de feio! E cada carro tem um “borrifo” de tinta diferente, basta ir à CSS!

  • Juliano Wagner

    Mais um excelente produto. Junto com o T5 da JAC minha garagem estaria completa

  • al, vamos programar esse teste.

  • Enrico G. de Freitas

    Juvenal, trabalhei em concessionária Nissan por dois anos, hoje tenho uma oficina mecânica, esse problema na coluna de direção do Versa é uma pequena folga interna na parte telescópica da coluna, e essa folga gera um barulho interno bem chato. Como o Hélio disse, houve o recall, mas até as peças do recall deram o mesmo sintoma. Não causa nenhum risco em conduzir o carro, e hoje eu resolvo na minha oficina com uma leve prensagem nessa parte telescópica. O mesmo sintoma acontece no March, Livina, Sentra (B16 e B17) e Tiida.

  • Roberto Neves

    Eu já transportei máquina de lavar (na mala e nos bancos rebaixados) e colchão (amarrado no teto) de um Palio. Carreguei muita caixa de piso e revestimento num Sandero. Fazemos o que podemos, não é?

  • Rodrigo

    Estou fazendo 800 km/tanque num move up! da minha esposa sem uso do ar-condicionado, somente na cidade. Com uso moderado do equipamento, entre 680 e 720 km/tanque.Em Porto Alegre, poucos aclives.

  • Rodrigo

    C4 Lounge e Versa. Respeito opiniões, mas não há comparações entre eles.