A Ford fez hoje (7/6) uma avant-première exclusiva do Novo EcoSport que será comercializado no Brasil e em toda a América do Sul. Realizada em Buenos Aires, antecedendo o Salão do Automóvel que terá nesta sexta-feira (9) o dia reservado à imprensa, a exibição do Novo EcoSport foi transmitida ao vivo por streaming no Facebook e apresentada especialmente para o Brasil pela atriz global Nathalia Dill.

O salão abre ao público no espaço La Rural neste dia 10 e encerra-se no dia 20.

O suve foi mostrado no Espacio Al Rio para a imprensa brasileira e argentina com a presença do presidente da Ford América do Sul, o irlandês Lyle Watters, que confirmou o lançamento do Novo EcoSport, totalmente remodelado, nas versões com motor 2,0 de 175 cv e o inédito 1,5-l tricilindro de 137 cv, ambas as potências com álcool. Watters destacou a história de sucesso do veículo que inaugurou o segmento de suves compactos no continente e agora se renova completamente para ser a referência do setor na América do Sul e em diversos mercados mundiais.

“Este é um veículo emblemático, projetado e nascido na América do Sul como uma inovação local que se tornou global”, disse Watters. “Hoje ele está presente na Europa, Ásia e deve chegar em breve à América do Norte, oferecendo a mais atual tecnologia do segmento para a segurança, conforto, desempenho e conectividade. O Novo EcoSport passou por um extenso trabalho de engenharia para oferecer recursos de última geração, com a mesma paixão e emoção que fazem dele um ícone na América do Sul.”

O Novo EcoSport é resultado de um enorme envolvimento das equipes de desenho, engenharia e marketing de todo o mundo, com pesquisas para aprofundar o conhecimento das necessidades atuais e desejos dos novos e tradicionais clientes do segmento.

A frente do Novo EcoSport segue a tendência dos modernos suves Ford. A ampla grade predomina na parte dianteira, alinhada com os faróis redesenhados, incorporando o que há de mais moderno nessa tecnologia. O interior do suve da Ford foi projetado em cada detalhe para oferecer um padrão superior de conforto e elegância, incluindo bancos com excepcional acabamento e anatomia para todos os ocupantes.

O painel de instrumentos, assim como o interior, é totalmente novo e destacado pela tela flutuante tátil de 8 polegadas, conectada com o avançado sistema multimídia SYNC 3, compatível com Apple Car Play e Android Auto. O compartimento traseiro também traz uma nova configuração que amplia o espaço e versatilidade para o transporte de bagagem.

“Os nossos desenhistas e engenheiros criaram um novo interior para o EcoSport, focado no motorista, nos passageiros, na segurança da família e dos amigos e como todos podem interagir com o carro. Mais que avançar no desempenho, tecnologia e conforto, é um carro conectado para um novo mundo conectado”, concluiu Watters.

Lyle Watters, presidente da Ford South America, fala aos jornalistas brasileiros e argentinos

O motor tricilindro 1,5-litro de aspiração atmosférica será produzido na fábrica Ford em Taubaté, no Vale do Paraíba e conta, entre outras características, com árvore balanceadora contrarrotativa.

Esse motor chegou a ser noticiado na imprensa como Dragon, “mas é apenas codinome do projeto”, disse ao AE, no evento, o engenheiro Natan Vieira, vice-presidente da Ford South America para marketing, vendas e pós-venda. “Não terá nome específico, “acrescentou. Disse também que no novo EcoSport o câmbio PowerShift sai e entra um automático epicíclico de seis marchas, também Getrag.

Sobre a continuidade do estepe pendurado na traseira, a Ford pensou em tirá-lo, mas pesquisas indicaram que cerca de 50% dos clientes desejavam que permanecesse e, na dúvida, a fabricante resolveu mantê-lo, explicou Natan Vieira.

Lyle Watters (esq.) e Enrique Alemañi, presidente da Ford Argentina, diante do novo produto

AE/BS

(Atualizado em 8/06/17 às 10h40, inclusão de fotos)

Mais fotos:

 



  • Eduardo Cabral

    Pior que fizeram o lançamento e não colocaram uma foto decente do carro, tudo a meia luz e com sombras. Minha primeira impressão é ruim, resta esperar umas fotos melhorzinhas…

    • Eduardo Cabral, como você pode ver, a notícia acabou de ser atualizada com fotos minhas. Aconteceu que ontem tive um problema de comunicação e não consegui extrair as fotos do smartphone para o laptop, precisei usar uma de divulgação, que carecia de qualidade.

    • Luis Felipe Carreira

      Com as fotos atualizadas ou com as de divulgação também tive má impressão. A linha Ford estava perfeita na harmonia do desenho, agora tá começando a ficar esquisito. A frente ficou rebuscada demais, mas não bela. A sensação que eu tive foi de visual já cansado. Já os que andam na rua me agradam.
      Ainda mantiveram o horroroso estepe pendurado atrás para os desatentos de quebra amassarem o carro em manobras. Que é esquisito é.

  • CorsarioViajante

    Pelo visto o câmbio de dupla embreagem nos carros “normais” foi mesmo uma onda que parecia irresistível mas passou rapidinho, talvez em virtude da evolução gritante dos câmbios automáticos convencionais. Sei lá. De qualquer forma, a Ford lidou muito mal com a situação, talvez com esta substituição em toda a linha consiga voltar a vender bem.

    • Corsario, de fato, os automáticos epicíclicos evoluíram uma barbaridade e hoje praticamente não há diferença mais para os DCT (dual clutch transmission).

    • André

      Na Europa ainda vai continuar, pelo fator consumo. Duas coisas achei melhor nos epicíclicos ou Hondamatic: arrancar da imobilidade, e na maior agilidade num kickdown em reduções de mais de uma marcha. Comparado ao Focus, mas não deve fugir muito nos DSG. Mas para usar no modo manual, a ligação direta motor-caixa da embreagem fica mais prazerosa, isso vale até para os monoembreagem.

      • Eduardo Edu

        Disse tudo. Meus últimos carros foram automáticos e agora estou com um carro com câmbio DSG, esse porém atualizado com banho a óleo. Posso dizer que, em rotações mais altas e realizando o kickdown, é muito mais eficiente. Na tocada “civil”, despretensiosa, o automático tem leve vantagem, mas não sinto falta nenhuma daquela retenção de torque antes das trocas.

  • Luiz Otávio Rujner Guimarães

    Continua sendo um carro agradável, mas gostaria que a Ford tivesse ousado mais. Assim teria melhores armas para enfrentar um mercado cada vez mais concorrido.

  • Alexandre Zamariolli

    “Sobre a continuidade do estepe pendurado na traseira, a Ford pensou em tirá-lo, mas pesquisas indicaram que cerca de 50% dos clientes desejavam que permanecesse e, na dúvida, a fabricante resolveu mantê-lo”.
    Se 50% queriam que o estepe ficasse, infere-se que igual número de clientes (os outros 50%) queriam que ele saísse – tal como no EcoSport vendido em outros países. Nada a perder, portanto, em termos de mercado.

    • invalid_pilot

      Acho que tem o problema da legislação brasileira exigir pneu reserva, dizem que se sair da tampa do porta-malas, não teria onde alocar esse pneu.

      Acho de péssimo gosto, uma moda que era legal lá para 2002-2007.

  • Eduardo Edu

    Uma pena a Ford ter desistido de desenvolver o Powershift que está com a imagem maculada. Seria a chance de persistir e mostrar que é sim uma ótima solução até para redimir os atuais proprietários e aqueles que tiveram problemas. Quanto a estepe, faz sentido que 50% dos proprietários queiram o estepe no porta-malas (contrariando a tendência de seus players) mas talvez porque 100% deles tenha receio de andar com um simples kit de reparo, sendo essa solução adotada na Europa, nessas nossas vias lunares.

    • João Carlos

      O caso desse câmbio é o que o Bob chama de ciberautoterrorismo. Poeira estatística ampliada pela rede. E ainda tem os casos de mau uso, por segurar o carro no acelerador.

      Tem certas coisas ou certos carros que não foram feitos para o dono. Lembro de um video de um americano reclamando de cada bobagem em um 911, o carro dele teria de ser um Camry, o 911 não tinha nada a ver com ele.
      Esses automatizados costumam dar uma “ratiadinha” igual um manual pedindo redução de marcha, quase imperceptível, mas o meu primo vive torrando a paciência com isso! Pega o Circuito das Águas e vai curtir o carro numa estrada e para de atormentar cara – falei.
      Um mecânico famoso da internet, que trocou um BMW esportivo por um caminhão, e agora diz ser muito melhor “dirigir no alto”, a “segurança”, o “torque”. Estava na praia errada.

  • Luiz AG

    Na europa tiraram o estepe, ficou estranho… Esse carro foi desenhado para ter estepe, apesar de ser contra por vários motidos (peso, falta de absorção de impactos e facilidade de roubo entre outros).

  • David Diniz

    Finalmente a Ford adotou um câmbio automático de verdade ou continua com o problemático automatizado?

    • David, nesse novo EcoSport o câmbio passou a automático “de verdade”, epicicloidal.

  • Renato Sacramento

    Achei a frente mais bruta que o necessário – principalmente considerando-se que o carro é um SUV compacto -, sendo a anterior bem mais harmoniosa. E falando também sentido prático da área frontal, no uso em determinados terrenos e situações, nota-se claramente que o ângulo de ataque nas extremidades está menor nesta versão, em relação à anterior.

    Novamente temos um tablet colocado “flutuando” sobre o painel como no Fiat Argo e outros. O que, além de ficar estranho, complica novamente uma questão prática, que é a posição dos difusores de ar na área central. É claro que isso pode ser contornado com um eletroventilador com maior vazão. Mas sei se isso é uma solução efetiva para a distribuição correta do ar dentro de um veículo, num país cada vez mais quente. Que o digam Idea e Palio!

    O display do computador de bordo parece estar muito melhor do que na versão anterior, sendo maior e com as informações num layout aparentemente menos confuso. Isso parece bobagem, mas nos tempos de hoje este item é algo que gosto muito de reparar.

    Sobre o Powershit, pelo barulho negativo que este componente causou por seus defeitos não corrigidos integralmente, não fará a menor falta.

    Sobre a porta traseira com o pneu ou sem ele, acredito que, se removido este item, o carro perderia um dos principais atributos da sua identidade.