Gerente de oficina de concessionária promete comissão ao consultor técnico que convencer o cliente a pagar por “empurroterapia”.

São tantas as picaretagens e empurroterapias nas oficinas, casas de peças, postos e concessionárias, que o dono do carro acaba sem saber o que deve ou não autorizar diante de um orçamento sujeito a controvérsias…

Esta coluna já mencionou diversas vezes a famosa “limpeza de bicos injetores”. É pi-ca-re-ta-gem?  Pode ser que seja: se o motor não tem nenhum problema de funcionamento, se o custo foi incluído sem que ninguém na oficina tenha sequer ligado o carro, apenas a título de “prevenção”, é “empurroterapia”. Por outro lado, mesmo que seu funcionamento esteja irregular, o problema pode não estar necessariamente nos bicos, mas em velas, bobinas, cabos, sensores da central eletrônica, etc.

A limpeza dos bicos ficou tão “manjada” que algumas oficinas inventaram outra descrição para dissimular  o engodo: a nova nomenclatura é “limpeza do sistema de injeção” que compreende o corpo da borboleta (ou TB) e… os bicos! Existem outras ainda mais criativas que sugerem até a limpeza do tanque de combustível! Imagina-se qualquer coisa para faturar desnecessariamente, aproveitando-se da falta de conhecimento técnico do motorista. Mecânicos que tentam faturar sem maiores preocupações éticas recorrem também à tal descarbonização do motor. Esteja o motor carbonizado ou não.

Empurroterapia é discutível e complexa de se comprovar tecnicamente. Até porque há situações em que se justifica o reparo sugerido pela oficina. Entretanto algumas outras justificam… chamar a polícia!

Leitor da coluna enviou orçamento da oficina de uma concessionária VW de São Paulo. O carro foi levado para revisão periódica e o valor orçado bem superior ao previsto pela fábrica. O dono do carro resolveu analisar os itens e, bingo!…. estava lá a tal limpeza de bicos injetores. Mas, se este era discutível, tinha outro que não deixava margem a dúvidas quanto à desonestidade da empresa: “Limpeza da sonda lambda”.

Ora, esta sonda fica no escapamento do automóvel, encarregada de verificar o teor de oxigênio dos gases queimados e informar ao módulo de comando eletrônico do motor, que se encarregará de corrigir a mistura ar-combustível se estiver errada. Mas é blindada e rigorosamente impossível de se fazer qualquer tipo de limpeza interna. A oficina estava — em tese —  cobrando para passar um paninho em sua cápsula metálica…

Outro dia, o diretor comercial de uma fabricante anunciava para a imprensa um novo plano de manutenção que custaria exatos R$ 1 por dia. Uma maneira simpática de comunicar ao interessado em adquirir os modelos da marca de que as revisões anuais custariam R$ 365,00.

E explicou para os jornalistas que sua equipe tinha elaborado cuidadosamente a relação de itens a serem verificados em cada revisão, os fluidos a serem substituídos, além das peças e mão de obra necessárias para deixar o carro em ponto de bala. Toda a rede de concessionárias da marca foi informada da promoção. O principal objetivo seria atrair mais clientes para o salão de vendas, tranquilizando-os por afastar o fantasma do elevado custo de manutenção. Além de criar uma fidelização à oficina, pois o custo reduzido e pré-fixado da revisão era um estímulo para que os carros não fossem levados para manutenção fora da rede.

Algum tempo depois eu me encontrei casualmente com o diretor e perguntei se ele tinha se lembrado de combinar aquela promoção das revisões com os russos. Como ele não é brasileiro, não entendeu a brincadeira da pergunta que Garrincha fez ao técnico Vicente Feola, que dava instruções de como driblar os russos num jogo da Copa de 1958.

Comentei com ele que, passando dias depois da tal entrevista numa concessionária da marca, vi um quadro afixado na parede da oficina com a seguinte tabela: Revisão Standard: R$ 365,00. Revisão VIP: R$ 650,00. Revisão Super: R$ 990,00. O recepcionista (eu me fiz passar por dono de um carro da marca) me explicou detalhadamente que, para a tranquilidade do cliente, o gerente o instruiu para sugerir a “Revisão Super”, que incluía toda a empurroterapia do mundo… e, que ele seria, claro, comissionado caso convencesse o cliente.

BF

A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
(2.606 visualizações, 1 hoje)


Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

Publicações Relacionadas

  • Carlos Miguez – BH

    Esta história eu já havia relatado pessoalmente para o Boris em junho/2015.
    É o seguinte: meu sogro tinha comprado um Honda Civic 2009 0-km. Quando completou um ano, com apenas 385 km, foi fazer a revisão anual; chegou à concessionária na prancha de um reboque contratado. E não é que o assistente técnico da concessionária sugeriu ao meu cunhado fazer a troca do óleo da transmissão automática devido a ter rodado muito pouco no 1º ano? Pior é que ele aceitou o serviço com “medo” de perder a garantia.

    • David Diniz

      E eu achava que meu carro era pouco rodado…

  • Douglas, mas tem tem gente que parece ter prazer em jogar dinheiro fora, do que os espertalhões se aproveitam.

    • Messias Jr Mex

      E em linhas gerais, uma troca de óleo seria com quantos quilômetros, para um carro do dia a dia? Fiquei curioso agora.

      • Messias Jr Mex, 10.000 km ou 1 ano.

  • luciano ferreira lima

    Entendi, mas é recomendável para quem trafega em estradas de terra.

  • Newton (ArkAngel)

    Na época do Controlar aqui em São Paulo fiz muita, mas muita mesmo limpeza de bico e TBI. Mesmo em carros que não estavam falhando, fazia uma diferença tremenda nos níveis de emissões. Mas concordo que limpeza preventiva é balela, mesmo porque o fato de se limpar um componente hoje não garantirá que ele não se suje amanhã.

  • Lorenzo, não há nenhum problema com a gasolina brasileira senão o maldito álcool que leva os carros a consumirem mais combustível.

    • Antônio do Sul

      Até chegar aos postos, a nossa gasolina tem padrão internacional. Quem não viaja muito ou repete os mesmos trajetos tem a opção de escolher estabelecimentos de confiança, mas os que rodam muito em estradas e não repetem muito os mesmos roteiros contam com a sorte. As grandes distribuidoras controlam a qualidade do combustível vendido nos postos, até porque têm o interesse em preservar a imagem da marca, mas todos nós sabemos das habilidades e da criatividade do brasileiro para burlar regras…Certa vez, um mecânico me disse que há solventes que têm octanagem elevada e que, por isso, misturados à gasolina em um determinado percentual, conseguiriam enganar as centrais de injeção.

      • Antônio do Sul, o solvente é um derivado do petróleo e só causa problemas se tiver baixa octanagem, como detonar e obrigar o módulo de comando eletrônico viver atrasando a ignição, o que acaba com o desempenho e eleva bem o consumo. Mas não há nenhum dano ao motor.

  • Douglas, você acertou na mosca. Tudo pressão da rede de concessionários.

  • Douglas, cai fácil.

  • Allan, como não? Limite de município, limite de estado, limite territorial brasileiro. Há divisa de estado e fronteira de país.

  • Invalida, atavismo, coisa do passado. Com a injeção de combustível e o controle perfeito da temperatura de funcionamento do motor, não há óleo que se deteriore, nem mesmo os minerais.

  • Ácido, que história horripilante! Que safado!

  • Eduardo, concordo, o termo é impróprio. O mais adequado seria inspeção. É correto haver uma lista de verificações (checklist) para orientar o mecânico, mas é fundamental dirigir o carro antes do serviço de inspeção.

  • Luis Carlos K., a que ponto chega a desonestidade!

  • Ácido, inacreditável.

  • Vinicius, também não tem problema em trocar com 3.000 km, 2.000 km, 1.000 km…

  • Allan Balbino, [:-)

  • Luciano, pense bem, o que há de severo, na acepção da palavra, com os óleos multiviscosos atuais, formação de mistura precisa e aquecimento do motor rapidíssimo? É coisa do passado, atavismo.

    • Luciano Gonzalez

      Então Bob, cada dia temos motores mais eficientes e óleos idem (alguns bem conhecidos ainda deixam a desejar), mas vou citar o caso de um amigo de trabalho: ele possui um Gol GIV 2007, EA 111 Flex. Ele mora muito próximo ao trabalho, o motor não tem tempo para chegar na temperatura ideal de trabalho e já é desligado e constantemente aparece aquela borra branca de umidade no óleo, a evaporação não se completa devido ao trajeto muito curto, seria um crime efetuar trocas com 10.000Km nesse motor, o óleo acaba ficando contaminado.
      Sem contar o combustível de péssima qualidade que temos em boa parte dos postos.. combustível misturado com solvente, água, álcool e tudo que tem direito, alguma coisa não queima e acaba contaminando o óleo. Esse é meu ponto de vista, acho para quem se enquadra no uso severo, deveria sim antecipar as trocas.
      Temos exemplos no passado não muito distante com problemas de borra por períodos demasiadamente excessivos de trocas de óleo, tais quais o EA 111 1,0 16v da VW e o Fivetech da Fiat.
      Abraços

  • André K, onde você viu isso? Não pode ser, há coisa errada aí.

  • José Gabriel

    Pois é… cada picareta…

  • Não, Antônio.

  • Renato Texeira

    Eu também quase caí nessa de higienização do sistema de ar-condicionado em uma das revisões. Fui em um supermercado e comprei por menos de R$ 30 o spray e fiz eu mesmo em casa seguindo simplesmente as instruções do rótulo, sendo que me cobrariam R$ 180 pelo mesmo procedimento na concessionária.

  • Danilo K

    Gol “Special”.

  • David, a minha recomendação é 1 ano.

  • Carlos, tive uma péssima experiência com a DPaschoal e nunca pisei lá. São desonestos.

    • carlos c kempis

      Esta ´empresa´ há anos divulgando sua desonestidade!

  • Luciano, aproveite que você tem torquímetro e aperte os parafusos de roda com ele. No manual deve ter o torque de aperto.

  • Luciano, coincidência, também ganhei um torquímetro de um tio que faleceu. É um Snap-On, americano, de escala circular, o chato é o torque ser em libras-força·pé, há que se fazer a conversão para kgf·m sempre. E muito importante rodas de liga leve serem apertadas com torquímetro.

  • Luiz AG

    O combustível batizado, principalmente de produtos químicos e solventes industriais que tem preço mais baixo que a gasolina, ataca o óleo e muda a propriedade do óleo, formando uma goma. Ataca também retentores e mangueiras de borracha.

    • Luiz AG, o solvente é um derivado petróleo tanto quanto gasolina, diesel, querosene.

  • guest, o original, não faz a menor diferença. É um dos capítulos da empurroterapia.

  • Luiz AG, os óleos suportam o ataque de qualquer derivado do petróleo.

  • Luiz AG

    Hoje não existe carro ruim, existe mecânico picareta e serviço malfeito. Adoro uma encrenca de mercado bem cuidada… Já tive muitos, Peugeot, Fiat Tipo, foram ótimos carros e nunca me deram dor de cabeça.

  • Luiz AG

    Nunca fiz nada, quando meu carro começa a pedir ferramenta especializada para manutenção que não vale a pena adquirir eu começo a desanimar com o carro. Como sou técnico mecânico e mexi um tempo com motores e devorava manuais de serviço, sempre bato boca com mecânico.
    Minha BMW GS li o manual todo em inglês e quando saio para trocar o óleo já saio com as ferramentas necessárias (é carter seco, demanda um tempo para troca), pois poucos locais de troca se interessam ao menos de atender esse tipo de veículo.
    Acho que falta uma carência imensa de profissionais na área realmente preparado. Se você é esse tipo de profissional tenho certeza que tem o apoio de todos aqui.

  • Quinze para lavar, dezessete para fazer uma minirrevisão, rsrsrs
    Até eu faria, rsrs

  • Essa do filtro, eu achei que valia. Como só troco o óleo uma vez por ano, eu troco filtro junto

  • Douglas

    Que nada, eu já devolvi troco que veio a mais e nunca me agradeceram.
    Mas pensando por outro lado eu apenas fiz o que uma pessoa decente faria.

  • Luiz AG, tudo bem, mas a gasolina também é um excelente solvente.

  • J. Jota

    Pois é, Luiz. Infelizmente está cheio de mecânicos que acham entender mais que a engenharia das fábricas e sugerem diferente do manual. Hoje minha única moto é uma CB650, cujo manual sugere uma troca de óleo aos 1.000km, a segunda aos 12.000 km e a partir daí em intervalos de 12.000 km. Me sugeriram trocar a cada 3.000 km pra “garantir”. É cada recomendação que ouvimos! Mês que vem devo realizar a segunda troca, por prazo, mesmo a moto estando com 6.000 km.

  • Newton (ArkAngel)
  • Bill FC

    Frequento cinco diferentes concessionárias: VW, Mitsubishi, BMW, Kia e Mini/BMW. Todas, sem exceção empurram alguma coisa quando não sou eu ou meu pai quem vai à concessionária.

    O Mini, da minha namorada esse mês, foi uma empurroterapia brutal na revisão de 2 anos – eu estava de viagem a trabalho e minha namorada foi com a minha sogra, deitaram e rolaram — carro com 6.000 km, revisão de 1.900 e uns quebrados, quando o necessário era apenas trocar o óleo e trocar filtros. Empurraram até um banho no motor, que estava limpo, limpeza do sistema de injeção, um aditivo para gasolina “especial” BMW… muita coisa.

    Com o Golf que tive (perdi-o num acidente esse ano), empurravam todos os filtros do mundo, num carro pouquíssimo rodado, além de sempre querer fazer higienização do ar-condicionado, limpeza do motor, etc. Detalhe é que o motor sempre esteve limpo.

    É complicado… acaba que a garantia atrapalha mais do que ajuda. Essa manutenção preventiva básica é muito simples, e eles metem a mão. O pior, muitos ainda são semestrais.

    • Bill FC, é absolutamente ridículo e revoltante um quadro desses.

  • PhilipePacheco

    Eu já vivi coisa parecida.
    Tinha acabado de comprar um Xsara e levei para fazer uma revisão no que me havia sido indicado como uma oficina referência entre donos do Peugeot e Citroën na zona sul de São Paulo. Cheguei lá com o carro em boas condições, seria só fazer aquela geral de quem compra carro usado e bem rodado (tinha na época 82.000 km).
    Quando o dito mecânico referência entre donos de Peugeot e Citroën olhou pro carro (abriu o capô e olhou) disse que aquele motor estava vibrando de um jeito estranho e seria necessário abrir para ver. Continuou andando, olhou o escapamento e apontou oxidação, resultado segundo ele de que estava passando água pelo escapamento, mais um indício que o motor deveria ser aberto. Ia custar a bagatela de 2.500 mais peças.

    Agradeci com toda educação (o que nem de longe era a minha vontade no momento), entrei no carro e fui para outra oficina.
    Lá, o mecânico andou com o carro, analisou tudo e chegou a conclusão de que seria necessária apenas a revisão que eu havia planejado mesmo, o que custou (com as peças) 600 reais.
    Vendi o carro com mais de 110.000 e o motor nunca esteve nem próximo de precisar ser aberto. O escapamento oxidado era o original do carro (já com 12 anos de estrada).
    Pior que até hoje eu vejo gente exaltar o referido mecânico referência na zona sul de São Paulo…

  • Enrico

    Opa! Oficinas bem indicadas (ainda mais por autoentusiastas) são bem-vindas, se estiver na Zona Sul da capital/SP tenho interesse em conhecer.

    • Enrico, essa indicação fica por conta de algum leitor, pois o AE mesmo não pode por infringir a regras da ética.

      • Enrico

        Ok, tranquilo, vou me ater às regras, desculpe

    • Newton (ArkAngel)

      Te passo o contato via Disqus.

      • Enrico

        Acho que é possível sim, entre no meu perfil e mande uma mensagem, obrigado!

        • Newton (ArkAngel)

          Infelizmente não há mais essa possibilidade. Se O Bob permitir, posso passar meu e-mail comercial.

          • Claro, Newton, pode passar seu e-mail comercial. Você em casa aqui no AE.

  • Newton (ArkAngel)

    Ácido, a chave de tudo é o conhecimento e informação. Se o cliente for leigo, o mecânico picareta consegue enganá-lo na cara dele, e o coitado nem vai notar. Sempre questione, é a melhor coisa a fazer.

    Um bom exemplo de transparência e informação:

    https://www.cars.com/auto-repair/

  • Agradeço também, Newton.

  • Davi Reis

    Tenho essa revista em casa e vou consultar depois, mas me lembro que na ficha do carro colocaram que foram gastos 6 litros de óleo ou algo em torno disso. Não sei quantos litros o Fire aceitava na época, mas acho que foram 2 (menos provável) ou 3 trocas ao longo do teste. Me lembro também que a Fiat afirmou que a causa da borra foi gasolina adulterada, mas a revista disse também que todos os carros eram abastecidos nos mesmos postos ao redor do país e nenhum outro veículo desmontado na época apresentou o problema.

  • Davi Reis
    • Davi,

      Consegui ler tudo, obrigado! Então de fato foram trocados apenas 6 litros de óleo em duas trocas pelos 60.000 km rodados, o que da 20.000 km para cada troca.

      Eu acho muita coisa 20.000 km, mas também gasolina batizada pode levar a formação de borra de óleo conforme citação abaixo. E ainda me parece que na Europa para motores a Gasolina a quilometragem de troca de óleo é o dobro da aplica aqui, Bob Sharp, me corrija se eu estiver errado! E isso se deve pelo melhor controle da qualidade do combustível da Europa em relação aqui?

      “A borra no motor de um automóvel ocorre quando as moléculas do lubrificante são divididas e se recombinam. Isso acontece devido a dois fatores principais: incidência de água no cárter ou a presença de solventes no combustível”.

      Fonte:

      http://www.oficinabrasil.com.br/noticia/consultor-ob/carbonizacao-em-motores-parte-1

      Abraços,

      • Davi Reis

        30.000 km, não? Não sei quantos litros eram usados no Fire na época, mas estou supondo que eram 3.

  • Enrico

    Legal, já localizei a empresa, logo que precisar apareço com um dos meus dois trambolhos, espero que não tenham preconceito com carro velho!

  • Marcus Dias

    Realmente uma situação embaraçosa. No momento não tive uma atitude intempestiva e acabei aceitando o serviço. Ainda vou registrar uma reclamação junto à Ford.

  • carlos c kempis

    Ácido, os bons pagam pelos maus, se naquela época eu já tinha receio imagine agora!

  • Davi Reis

    Pode ter sido isso também. Acho que hoje fazem a revisão de 60.000 antes do desmonte, mas no caso deste Palio não ficou muito claro.