Todo antigomobilista conhece a Brasinca principalmente por causa do seu carro feito no passado, o Brasinca 4200GT ou Uirapuru, mas a Brasinca desenvolveu muitos outros produtos para as fabricantes, principalmente na área de veículos comerciais, mais precisamente na linha de picapes.

Muitos fornecedores possuem uma proximidade tão grande com a fabricante de veículos que às vezes ficamos em dúvida se são apenas fornecedores ou se são empresas que fazem parte do grupo daquelas. Assim foi a Brasinca em relação à General Motors do Brasil e, também como exemplo, à Karmann-Ghia e à Volkswagen.

Abrindo um parêntese, talvez você esteja se pergunte por que uma fabricante recorre a fornecedores para fornecimento de carrocerias, quando o normal é ela sempre comprar de fornecedores peças mecânicas, de acabamento e elétricas.

A resposta é simples: uma fabricante sempre leva em conta produtividade e espaço em sua linha de montagem em relação à quantidade de modelos produzidos nela, ou seja, veículos de baixo volume de produção diminuem a produtividade, já que aumentam a duplicidade de peças e logística na mesma linha de montagem.

A solução para isso é terceirizar produtos de pequena produção. Assim, o que é baixa produção para uma fabricante é ótimo negócio para fornecedores.

Depois a montagem das peças mecânicas, acabamento e elétricas, como são comuns para todos os carros, então podem rodar na mesma linha de montagem sem afetar a produtividade.

Isso ainda hoje acontece, por exemplo, com cabines de caminhões e carrocerias tipo furgão.

Voltando à Brasinca e ao “casamento” com a GM, este aconteceu desde o lançamento da primeira picape nacional da GM em 1958, a Chevrolet 3100, conhecida  também como Chevrolet Brasil.

Picape Chevrolet 3100 lançada em 1958, também conhecida como Chevrolet Brasil

Após o lançamento da Chevrolet 3100, a GM, com a participação da Brasinca, faz o lançamento de três novos produtos derivados da picape cabine-simples 3100: o Chevrolet Corisco, a Chevrolet Amazona e a Chevrolet Alvorada, criando assim uma família de veículos comerciais.

O Chevrolet Corisco era um furgão e sua porta de carga era dividida verticalmente.

A carroceria do furgão Chevrolet Corisco era produzida pela Brasinca

O segundo lançamento da GM com a participação da Brasinca foi a perua Chevrolet Amazona, similar ao furgão Corisco. Sua configuração era de três portas, com apenas uma traseira no lado direito. A porta de carga, ou de acesso ao porta-malas, abria-se basculando-a para baixo; o vidro traseiro não abria.

Esse singular arranjo de três portas seria visto 51 anos mais tarde no cupê compacto Hyundai Veloster, lançado no Salão de Detroit de 2011 e importado para o Brasil. Não era exatamente tanta novidade, ao contrário do que a marca sul-coreana, pelo seu importador, apregoava.

O terceiro lançamento da GM com a participação da Brasinca foi a picape cabine-dupla Chevrolet Alvorada, derivada da picape cabine-simples 3100 com a comodidade da cabine-dupla e a configuração de 3 portas igual à da Chevrolet Amazona, mais a  caçamba menor que a da cabine-simples. As 3 portas eram iguais às portas da perua Chevrolet Amazona.

A picape cabine-dupla Chevrolet Alvorada

Em 1964 a GM lança uma nova linha de picapes denominadas C-14, C-15 e a perua Veraneio, no que a Brasinca continuou participando como fornecedora destes produtos.

A C-14 lançada, em 1964

Na picape cabine-simples de caçamba curta denominada C-14, a cabine era produzida pela GM e a caçamba, fornecida pela Brasinca.

Da mesma forma que na picape cabine-simples de caçamba longa denominada C-15, a cabine era GM e a caçamba, Brasinca.

Cabine-simples com caçamba curta

Cabine-simples com caçamba longa

Já na C-14 cabine-dupla a cabine com a caçamba integrada à cabine era fornecida pela Brasinca.

Neste caso a GM fornecia para a Brasinca as peças comuns à picape cabine-simples como o dash panel (painel corta-fogo), o assoalho dianteiro, as colunas dianteiras (A) e estrutura da abertura da porta, enquanto a Brasinca estampava as peças que eram particulares da cabine dupla e montava a carroceria conjugada à caçamba.

No caso dos para-lamas dianteiros, painel frontal e capô dianteiro, estes nem eram enviados para a Brasinca, eram montados na GM posteriormente.

C-14 cabine-dupla

C-14 cabine-dupla

Já a Veraneio era toda fabricada pela GM:

C-14 Veraneio (Foto: site Vrum)

Em 1974, após algumas inovações técnicas as nomenclaturas das picapes mudam de C-14 e C-15 para C-10 e Veraneio, respectivamente.

C-10 1974 (Foto: Quatro Rodas)

As dimensões dos veículos produzidos a partir de 1964 e que perdurou até 1988 com o encerramento da Veraneio antiga, são as seguintes:

A C-14 cabine-simples com caçamba curta e C-14 cabine-dupla possuíam as mesmas dimensões.

A C-14 cabine-simples com caçamba curta e C-14 Veraneio possuíam mesmo balanço dianteiro (780 mm) e mesmo entre eixos (2.920 mm), mas possuíam balanço traseiro diferente (1.120 mm e 1.460 mm, respectivamente) e com isso comprimento total diferente (4.820 mm e 5.160 mm, na ordem).

Já a C-14 cabine-simples com caçamba curta e C-15 cabine-simples com caçamba longa possuíam mesmo balanço dianteiro (780 mm) e entre-eixos diferentes (2.920 e 3.230 mm, respectivamente), e balanço traseiro diferente (1.120 e 1.320 mm, respectivamente) e com isso comprimento total diferente (4.820 e 5.330, na ordem).

Em 1985 a GM lança sua nova linha de picapes denominada D-20 / C-20 e A-20.

Essas picapes possuem um novo desenho, mais moderno e robusto nas mesmas duas versões de seus antecessores, ou seja, cabine-simples de caçamba curta e cabine-simples de caçamba longa.

Picapes Chevrolet D-20/C-20 e A-20, 1985 (Foto: GM)

A estratégia de fabricação era a mesma da C-10, ou seja, cabine produzida pela GM e caçamba fornecida pela Brasinca.

No momento do lançamento da nova picape a cabine dupla da C-10 antiga e a Veraneio antiga continuava em produção.

No caso da cabine-dupla, a Brasinca estava fazendo o projeto dentro da engenharia da Brasinca sob a supervisão da GM.

A nova cabine-dupla GM viria em uma configuração diferente de sua antecessora, ou seja, já não seria montada sobre o chassi com entre-eixos curto e teria uma cabine mais confortável para os ocupantes do banco traseiro e uma grande novidade, que era a configuração de quatro portas.

A cabine-dupla foi lançada pela GM em 1986.

Picapes Chevrolet cabine- dupla D-20/C-20 e A-20 (Foto: Quatro Rodas)

A picape cabine dupla tinha dimensões bem generosas, entre eixos de 3.230 mm (127″) e comprimento total de 5.340 mm. Ela era 520 mm maior que sua antecessora.

Carroceria A-20/D-20 cabine-dupla que a Brasinca fornecia para a GM (Foto: catálogo Brasinca)

 

Linha de pintura na Brasinca em São Caetano do Sul (Foto: catálogo Brasinca)

Dispositivo de montagem na linha da Brasinca cabine-dupla D-20/C-20 e A-20 (Foto: catálogo Brasinca)

Painel externo caçamba da A-20/ -20 saindo da prensa (Foto: livro O Século do Automóvel no Brasil)

As dimensões dos veículos produzidos a partir de 1985 eram os seguintes:

Após o término do desenvolvimento da cabine-dupla, a GM inicia o desenvolvimento de mais dois produtos em conjunto com a Brasinca, a Nova Veraneio e uma nova configuração de perua menor que a Veraneio que viria a se chamar Bonanza.

Simultâneo ao início deste projeto, a Brasinca de olho no segmento dos veículos de luxo fora de série, criou uma empresa chamada Brasinca Veículos Especiais e a toque de caixa fez o projeto do Passo Fino e Manga Larga, lançando-os em 1986 com dimensões idênticas ao que seria a Nova Veraneio e Bonanza e até o momento de lançamento dos veículos originais da GM produziu o Passo Fino e Manga Larga. Mas esse é um assunto longo que merecia ser alvo de matéria específica.

A produção da Veraneio antiga segue pelo ano de 1985 até 1988 em discordância com o novo  desenho das picapes D-20.

Em 1989 a GM lança a Nova Veraneio e a Bonanza derivadas da picape A-20/C-20 com motorização 6-cilindros de 4.093 cm³.

A Nova Veraneio é maior que sua antecessora, montada sobre o chassi da cabine-dupla de 4 portas, possuindo as mesmas dimensões da cabine-dupla, com 3.230 mm de entre eixos e comprimento máximo total de 5.340 m. Este veículo teve seu projeto e a carroceria fornecidos pela Brasinca.

Já a outra novidade da GM foi a Bonanza, perua ou SUV derivado da picape cabine-simples com entre eixos-curto, ou seja, 2.591 mm (102″) e comprimento total de 4.500 mm.

Uma curiosidade no momento do desenvolvimento do Passo Fino e consequentemente da Bonanza foi que nasceram com 2.616 mm (103″) de entre-eixos, mas o fornecedor de cardã tinha um de produção para exportação que montava corretamente num entre-eixos de 2.591 mm (102″), então não houve dúvida, o projeto foi mudado para o entre eixos de 2.591 mm (102″) e tanto a Brasinca quanto posteriormente a GM passaram a comprar este cardã de “prateleira” sem qualquer modificação. A Bonanza teve seu projeto e carroceria também fornecidos pela Brasinca.

Bonanza e nova Veraneio (Foto: GM)

Carroceria da Bonanza que a Brasinca fornecia para a GM (Foto: Brasinca)

Carrocerias de Bonanza e Veraneio sendo montadas na linha de produção da Brasinca (Foto: livro O Século do Automóvel no Brasil)

As dimensões da Bonanza e Veraneio produzidos a partir de 1989 foram os seguintes:

A produção da Bonanza e Veraneio foi de 1989 até 1994.

Em 1995 a GM inicia a produção da sua linha de picape leve S10 e Blazer e a Brasinca não possui nenhuma participação neste projeto e tampouco no fornecimento de peças de carroceria.

Também em 1995 a linha C-20/D-20 vai para a Argentina e ficou em produção até 1997.

Na metade da década de ’90 a Brasinca já enfrentava grandes problemas financeiros, os motivos, suponho, foram diversos, como abertura das importações pelo governo Collor e com isso mudança nos planos de negócios das fabricantes importando carros prontos de outros países.

Por fim, a Brasinca se viu com produtos atuais que fornecia sendo cancelados e sem perspectiva de novos projetos e novos negócios.

Infelizmente uma empresa sem demanda acaba sendo obrigada a encerrar suas atividades e tentar vender seu imobilizado.

Em 1996 a Brasinca, em Pouso Alegre, MG, cria uma sociedade com a Usiminas para fornecimento de aço e peças estampadas, esta empresa passa a se chamar Brasinca-Minas.

Em 1997 o grupo Brasinca pediu concordata e em 1999 não conseguindo pagar suas dívidas passou o controle total do grupo Brasinca para a Usiminas que mudou o nome da empresa para Usiparts.

A Brasinca Carrocerias em São Caetano do Sul foi fechada, mas seu galpão continua intacto sendo usado por outra empresa. A Brasinca Ferramentaria em São Paulo no antigo prédio da Máquinas Piratininga também continua intacta com outra empresa trabalhando no local.

O prédio da BrasHidro em Botucatu tem a promessa de lá funcionar o escritório regional da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

Infelizmente a Brasinca teve o mesmo fim de sua concorrente que assistimos mais recentemente, a Karmann-Ghia do Brasil.

A Brasinca, fundada em 1949, foi uma empresa que deixou um grande legado de história e de trabalhos realizados na indústria automobilística brasileira, tanto como produtora de seus próprios veículos como o Brasinca 4200GT e também seus veículos especiais como Passo Fino e Manga Larga, quanto fornecedora de carrocerias e peças plásticas de SMC para as principais fabricantes do país como FNM, Willys-Overland, GM, Volkswagen, Scania, Volvo, Mercedes-Benz, Ford, Massey-Ferguson, Caterpillar e muitas outras empresas no Brasil.

Edson Stanquini
São Paulo – SP

Sobre Edson Stanquini
Projetista do Produto trabalhando há 32 anos em fabricante — ex-funcionário da Brasinca — gosta muito de antigomobilismo, da história da indústria automobilística no Brasil e do mundo retrô. Também possui uma empresa chamada 14 Bis Estampas canecas personalizadas, onde faz personalização em canecas, quadros, azulejos, placas de metal, camisetas e outros produtos personalizados, onde o carro-chefe são estampas de carros antigos.  Expõe seus produtos nos principais encontros de carros antigos no ABC Paulista, São Paulo e interior de São Paulo.
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  • Wendel Cerutti

    Matéria sensacional !!!

  • Rafael Otero

    Excelente matéria, lembro que um amigo do meu pai teve dois carros feitos pela Brasinca, uma Brasinca baseada na D20 de cor dourada, muito bonita e depois ele teve uma Bonanza de cor branca baseada na D20 também, depois disso ele partiu para a Mitsubishi em 1995! Também na minha cidade rodava até uns 2 anos atrás uma Bonanza, só não sei dizer se era a álcool ou a gasolina, mas o ronco do 6-em-linha era a coisa mais gostosa de escutar!

  • Christian Govastki

    Edson, eu tive a informação que a Veraneio Clássica foi produzida até 1989. Eu vi (e quase comprei) uma 88. A minha é 1987.

    Já a nova Veraneio eu também achava que fora produzida até 94, mas segundo a mesma pessoa, ela foi produzida até 1995.

    Logicamente que sempre foram produzidas por encomenda de órgãos governamentais.

    E para colocar mais caroço nesta história ainda tem as Veraneio M produzidas pela Envemo entre 94 e 96.

  • joao vicente da costa

    UAU! Belíssima história essa da parceria Brasinca-GM! Muito legal mesmo…

  • BlueGopher

    Artigo memorável, Edson!
    Quando criança eu costumava viajar com a família numa Chevrolet Amazona, era gostoso sentar lá naquele distante banco traseiro, deixando o banco intermediário, curtinho, vazio. Parecia que estávamos num salão de festas.
    E meu primeiro carro foi uma Veraneio 1967, que carrão, que saudades!
    Uma pena que uma empresa como a Brasinca tenha tido um final tão melancólico, tal como outras tão marcantes como a Gurgel, Puma, Engesa, e tantas mais.
    Marcaram uma época que não volta mais.

    • Gustavo73

      A Puma parece estar tentando voltar.

  • Fat Jack

    Falando somente da cabine, ela era idêntica às fotos que você postou da C-14 cabine dupla, ou seja com vidro traseiro basculante, de formato ligeiramente losangular, com a calha de água em todo o contorno e vidro traseiro recuado (uma pena eu não ter foto dela!!!), perdoe-me a montagem “feita a facão”, mas dá pra ter uma ideia bem próxima a configuração dela na imagem abaixo. https://uploads.disquscdn.com/images/a2452e2315e11759d799556c486b38c9ee815fe086f1f210de4dad33ac7c0533.jpg
    O que sempre me impressionou foi que não se encontrava nada na cabine ou caçamba que denunciasse a transformação de emenda (na passagem de uma cabine simples para dupla) ou de corte (de uma cabine dupla com caçamba acoplada para a colocação de uma caçamba separada).
    Ela era realmente bem longa, tanto que precisei fazer uma “balança” e utilizar dois cabos para poder devolver a ela o freio de estacionamento (que algum gênio julgou desnecessário).

  • nbj

    É verdade. A carroceria da Saveiro a partir de 1985 e as cabines dos caminhões Scania e Volvo.

  • Mr. Car

    Muita coisa, Amorim, mas sempre respeitando o padrão Chevrolet: novo motor? Só trocaria por outro Chevrolet. Novo conjunto de rodas? Só da linha de camionetes Chevrolet. Nova pintura? Só com cor do catálogo oficial da Chevrolet. Teria muitas modernizações em relação à original, mas sem mudar muito o aspecto externo. Ser uma coisa sóbria e discreta faria parte do pacote. Como eu disse, seria uma customização, e não uma xunagem, he, he!
    Abraço.

    • Silvio

      Aqui na minha terra já criaram um C-10 com um motor Chevy Big Block uma vez. Nunca tive a oportunidade de vê-la ao vivo, mas está por aí.
      É o tipo de coisa que eu faria com uma criatura dessa linha da Chevrolet, tem uma mágica que me atrai!

    • Renato Amorim

      Acho a Veraneio muito legal para esses projetos! outro dia vi uma rodando aqui na região (Campinas) muito bonita! Verde clarinha , ligeiramente rebaixada, rodas “Penico”(de época), linda!

  • NAndreotti

    Eu gosto muito das picapes Chevrolet, em casa já tivemos três.

    Segue a foto da Bonanza de um tio e a antiga D10 do meu pai, se eu não me engano a foto foi tirada em 2006 https://uploads.disquscdn.com/images/4b83656e767cd26fd5f5b26de05c09c0107d580a58ff17f08126caefefbae280.jpg

  • Luiz Alberto Melchert de Carva

    Se não me engano, ela foi apresentada no salão de 1964 como C-1416 e só recebeu o nome Veraneio, mito feliz, por sinal, em 1966. Coincidentemente, está passando uma C-10 1965 por baixo de minha janela agora.

  • Fórmula Finesse

    Que matéria sensacional! Ótima contribuição…toca fundo no coração de muita gente que gosta da antiga linha de utilitários da GMB.

  • Lucas

    Caro Edson, absolutamente sensacional seu texto! Muito bacana mesmo.

    Em minha opinião, como era bela, elegante e harmônica a linha 20! Aliás, harmonia e elegância parecem que foram banidas do desenho dos carros de alguns anos para cá. Veja, por exemplo, a grotesca grade, desproporcional e abrutalhada dos Audi atuais, mas que de tanto ver, achamos aquilo normal.

    Abração!

    Lucas CRF

  • Ricardo Blume

    Eram veículos de respeito, chamavam muito a atenção na época. Aquele vidro lateral em curva, subindo para o teto da Andaluz era um charme. Seu interior em couro também era o máximo.

  • Luciano Gonzalez

    Edson, parabéns pela matéria.
    Trabalho com ex dois funcionários Brasinca, sempre falam muito bem de lá.
    Eu trabalho diretamente com construção de veículos Protótipo na VW e fico muito triste ver parceiros como Brasinca e Karmann Ghia afundarem.
    Hoje, de meu conhecimento, só a Aethra de MG tem capacidade de fazer algo parecido como a Brasinca e Karmann faziam.
    O nosso governo não ajuda em nada, parece piada mas se eu precisar, consigo no Japão através de fornecedores como a Topia e Infec uma carroceria completa com mais qualidade, maior rapidez e menor custo que um fornecedor nacional, absurdo.
    Um abraço

  • Thiago

    Muito interessante a história! Agora sei a origem da plaqueta “Brasinca” que via na caçamba da D-20 do meu tio…

  • Marcelo C Bat, não acredito no que li. A melhor coisa que aconteceu no Brasil foi justamente a chegada do real! Lá pelos anos ’90 eu havia perdido a esperança de termos uma moeda digna do nome. Nossa empregada estava ganhando Cr$ 2.500.000,00! O real salvou o país!

  • Aldo Jr.

    Edson, por favor, tire uma dúvida: havia alguma razão técnica para a Bonanza não acompanhar o entre-eixos da picape curta, ou seja, 2.920 mm? Obrigado pela excelente matéria. Abraços

  • Luciano Gonzalez

    Me add no Facebook, Luciano Gonzalez.
    Abraços

  • Edson Stanquini

    Caro Felipe Assumpção, obrigado por seu comentário. Você tem toda razão, aquelas carrocerias são exatamente da Saveiro, a Brasinca forneceu o projeto da primeira Saveiro, a carroceria da Saveiro arrefecida a ar, e a carroceria da Saveiro arrefecida a água quadrada. Só parou quando foi feito o face-lift e virou a Saveiro bolinha (AB9). Dai para frente foi feita a carroceria na VW. Esta linha ficava na Av. Robert Kennedy em São Bernardo do Campo divisa com Diadema, próximo da Arteb. Em 1985 eram montadas aproximadamente 100 carrocerias por dia. A carroceria completa era colocada em um contêiner e enviada para a VW. Para você e os caros leitores terem ideia da logística, chegavam caminhões-plataforma e levavam 6 contêineres de cada vez, ou seja, 6 carrocerias por vez. Abraço!

  • Edson Stanquini

    Caro Cássio, muito obrigado por seus comentários. Abraço!

  • Edson Stanquini

    Caro FocusMan, infelizmente a Brasinca completou em plena forma os 50 anos (1949 a 1999), mas depois dos anos 90 (era Collor) declinou de forma terrível. Obrigado por seus comentários. Abraço!

  • Ronni Rangel

    Boa tarde, eu conheci parte desta história, tive muita caminhonete Chevrolet, meu pai e eu montamos muitas, mas como todo rumo, a empresa não imaginava no pior ou reinventar algo para dar continuidade, cheguei a conhecer parte da fábrica em São Caetano, uma pena. Aliás, não entendo por que não fazem mais caminhonetes de porte como as A-20 C-20 D-20 e as da linha da Ford também, porque fora, nos EUA, lá permanece e com qualidade, superior a carros de alto luxo, fazer o quê.

    • Janos Markus

      Sim, é estranho como que as duas “grandes” abriram mão desse mercado, acabando com a Silverado e a F-250.

  • Janos Markus

    Eu me lembro dessa versão na PM do DF e também na PRF! Eram de chassi curto, tanto que a porta traseira tinha um recorte parecido com a versão antiga.