Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas BRASINCA 4200GT OU UIRAPURU, EIS A QUESTÃO – POR EDSON STANQUINI – Autoentusiastas

Quando desejamos falar sobre um dos maiores ícones em carros esportivos fabricados em pequena escala no Brasil, mostrado pela primeira vez no Salão do Automóvel de 1964, ou ficamos em dúvida no nome ou falamos sem saber ao certo o correto: Brasinca 4200GT ou Uirapuru? Ou qualquer um dos dois está certo? Qual seu palpite?

Para começar a entender este dilema é necessária muita pesquisa, e infelizmente muita informação não foi documentada. Por isso a exatidão se torna impossível depois de 50 anos de sua fabricação. As fontes são de amigos jornalistas e antigomobilistas, pesquisas na internet ao longo de muitos anos e mesmo sendo eu um ex-funcionário da Brasinca, pouco pude saber sobre este assunto dentro da empresa, a não ser o Brasinca 4200GT ano 1965 chassi 1009 que em meados dos anos ‘80 foi adquirido pela Brasinca e sofreu uma pequena restauração na própria empresa na área de protótipo e lá ficou até o final dos anos 1990.

De início agradeço imensamente meu querido amigo antigomobilista e jornalista Tiago Songa, um incansável pesquisador dos veículos Brasinca 4200GT e Uirapuru e que ao longo de nossa amizade tem sido uma inestimável contribuição nas informações descritas abaixo. Muitíssimo obrigado, querido amigo!

Uma coisa é certa: esse carro foi concretizado porque duas pessoas um dia se cruzaram, uma delas chamado Sady Schueler Moura, empresário, fundador da Brasinca, e outra chamada Rigoberto Soler, engenheiro, especialista em mecânica veicular que trabalhou em várias fabricantes de veículos na Europa e no Brasil na década de 1960.

Dois idealistas que foram construindo suas vidas profissionais e em um dado momento se juntaram e iniciaram um projeto ousado para a época, num Brasil que estava praticamente iniciando a sua indústria automobilística.

Sady Schueler Moura iniciou a empresa Inca – Indústria Nacional de Carrocerias de Aço em 21/10/1949, empresa voltada para algo inédito no Brasil, fabricação de carrocerias de aço para ônibus que até então eram de madeira.

Logo uma empresa reclamou do nome por se dizer dona deste, então a recém-fundada Inca juntou ao seu nome o nome-prefixo Bras, surgindo a Brasinca.

A Brasinca iniciou suas atividades em dois galpões na avenida Um, no bairro da Mooca, em São Paulo, posteriormente foi rebatizada avenida Henry Ford.

Depois de um tempo fabricando carrocerias de aço para ônibus, a Brasinca teve problemas porque as importações de chassis começaram a ficar difíceis. A Brasinca iniciou então outro ramo inédito no Brasil, a fabricação de trêileres para empresas que deles necessitavam para seus funcionários acompanharem obras em poços de petróleo.

Após isso, a Brasinca foi adquirindo know-how e iniciou prestação de serviços a fabricantes, como oferecer à Fábrica Nacional de Motores uma extensão da cabine do caminhão FNM para transformá-lo em cabine-leito, proposta que a fabricante estatal fluminense aceitou de pronto, passando a Brasinca a fornecer a cabine-leito para o caminhão FNM a partir de 1954.

Com isso a Brasinca foi trilhando seu caminho como fornecedora de produtos e participando de projetos para as fabricantes de veículos.

Paralelamente a isso, Rigoberto Soler, de descendência espanhola, foi marcando sua presença nas principais fabricantes no Brasil, começando pela Vemag e depois na Willys-Overland do Brasil. Nesta trabalhou num projeto chamado Capeta, um veículo esportivo de dimensões maiores que um Interlagos e motorização 6-cilindros de 2.600 cm³ do Aero-Willys, apresentado no Salão do Automóvel de 1964. Foi feita apenas esta unidade e felizmente ela sobreviveu: hoje faz parte do acervo do Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, do qual o curador é o jornalista Roberto Nasser.

Após a Willys, Rigoberto Soler ingressou na Brasinca como chefe do departamento de Engenharia de Produtos e com isso aconteceu o encontro que faria nascer o Brasinca 4200GT ou Uirapuru.

Uma curiosidade é que o Brasinca 4200GT ou Uirapuru possui dimensões similares às do Willys Capeta.

O projeto veio a se chamar Uirapuru, mas quando o carro foi lançado oficialmente no Salão do Automóvel de 1964 o nome oficial foi Brasinca 4200GT, porque a Brasinca desejava mostrar seu know-how em conseguir projetar e produzir um carro totalmente nacional.

Este carro tinha faróis circulares, emblemas no capô e tampa traseira com o logo “B”, de Brasinca, no para-lama o emblema BRASINCA e na coluna C (traseira) o emblema 4200GT, além das calotas com o emblema B.

 

Características principais Brasinca 4200GT 1964

Até então o único carro esportivo nacional era o Willys Interlagos, carro com carroceria de compósito de fibra de vidro e mecânica do Renault 1093, que era a versão esportivada do Renault Gordini..

Já o Brasinca 4200GT tinha carroceria toda em aço, motor 6-cilindros da perua Chevrolet Amazona de 4.271 cm³ e 155 cv (potência SAE bruta), com três carburadores SU H4. Era um esportivo considerado puro-sangue.

A Brasinca iniciou sua produção em março de 1965 com o nome de Brasinca 4200GT. Até maio de 1966 a Brasinca havia vendido 23 carros e tinha 12 carros prontos no pátio aguardando compradores.

Neste momento a Brasinca perdeu o interesse de continuar a fabricação do Brasinca 4200GT, pela pequena escala de fabricação. É então criada a empresa STV Sociedade Técnica de Veículos e os sócios são Rigoberto Soler, Walter Hahn Jr. e Pedro dos Reis Andrade, que compra o direito de fabricação e venda do Brasinca 4200GT. A STV instalou-se em um prédio na rua Minas da Prata 215, no bairro Itaim Bibi, em São Paulo.

A STV recebe os 12 carros Brasinca 4200GT que estavam no pátio, outros carros inacabados, peças de carros para serem montados e todo estoque de peças do Brasinca 4200GT.

A STV resolve mudar o nome do carro de Brasinca 4200GT para o nome inicial do projeto, Uirapuru. Assim, do emblema do capô dianteiro e tampa traseira sai o emblema com B e entra o STV; o emblema BRASINCA sai do para-lama entra o UIRAPURU; na coluna C, sai o 4200GT e entra o 4200S; e na calota sai o B sem entrar nada no lugar.

Os faróis continuam circulares como no Brasinca 4200GT.

 

Características principais Uirapuru-STV 1966

Hoje há um Uirapuru todo original com número de chassi próximo da metade entre 1030 e 1040 que mostra o período de transição, em que os carros 4200GT vendidos pela Brasinca e posteriormente os Uirapuru não seguiram uma ordem de número de chassi. Foram montados carros de cores diferentes e quando um comprador adquiria um carro ele era escolhido pela cor e não pela sequência de número de chassi e montagem.

Por exemplo, pode ter sido escolhido um veículo branco com um chassi de número maior (produzido depois) antes de um veículo preto com um chassi de  número menor (produzido antes), daí a dificuldade maior ainda em saber qual foi vendido pela Brasinca e qual foi vendido pela STV.

Outra dificuldade foi o fato de que quando a STV assumiu a fabricação dos veículos, ela recebeu veículos prontos no pátio que eram oficialmente Brasinca 4200 GT e estes com certeza foram vendidos pela STV, além de peças de acabamento, como vidros, gravados com nome Brasinca e outras que provavelmente foram montados em Uirapurus e vendidos posteriormente pela STV. Daí também haver carros misturados com peças de acabamento Brasinca e STV.

A STV também criou uma equipe de competição correndo com Uirapuru e chegou a ser campeã em 1966 na categoria Esporte, GT e Protótipos; o piloto era o sócio Walter Hahn Jr, mas isso também não alavancou a marca.

O Uirapuru oficial da STV pilotado pelo sócio Walter Hahn Jr; a foto é de uma reportagem de revista

Passada esta fase de início da produção do Uirapuru pela STV, em outubro de 1966 a STV apresentou o Uirapuru no Salão do Automóvel com novidades.  Levou dois Uirapurus conversíveis com faróis retangulares, um Uirapuru com faróis e luzes de seta dianteiras circulares (estes nunca vistos em nenhum outro carro).

No Salão do Automóvel de 1966 a STV apresentou também uma perua chamada RR-1, ou Gavião, pintada nas cores da Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo que posteriormente foi cedida em comodato para aquela corporação; ficou sendo um protótipo único.

O Uirapuru RR-1 foi utilizado no filme “Águias de Fogo”, protagonizado por Carlos Miranda no papel do vigilante rodoviário, 1967 e 1968. Veja trecho do filme:

A STV encerrou a produção do Uirapuru em julho de 1967 e o número de unidades produzidas estimado é 76, entre Brasinca 4200GT, Uirapuru, os dois Uirapuru conversíveis e a perua RR-1 (Gavião).

Entre todos os carros fabricados pela STV, apenas os dois carros conversíveis foram fabricados com faróis retangulares; todos os demais foram fabricados com faróis circulares.

Após o encerramento de atividades da STV,  um ex-funcionário da STV de nome Roberto Camarota montou uma oficina no bairro do Ipiranga, em São Paulo, chamada Tecau (Técnica em automóveis), para a manutenção dos Brasinca 4200GT e Uirapuru. Camarota também adquiriu peças de estoque da STV e neste lote recebeu faróis retangulares idênticos aos que foram montados nos Uirapurus conversíveis para o Salão do Automóvel de 1966.

Quando os Brasinca 4200GT e Uirapuru eram levados para manutenção na oficina Tecau, era oferecida a substituição dos faróis circulares por retangulares. Este é o motivo de hoje vermos carros com faróis retangulares nos encontros de carros antigos e imagens na internet e ficarmos em dúvida se são Brasinca 4200GT ou Uirapuru, e se em algum momento foram colocados faróis retangulares em Uirapurus.

A dica para verificar se um carro é um Brasinca 4200GT ou Uirapuru é verificar os emblemas, o ano e se possível o número do chassi. O carro possui emblemas Brasinca ou STV? O emblema no para-lama está escrito Brasinca ou Uirapuru? Se o carro for ano 1965 ou até a metade de 1966, é Brasinca. Se for de depois da metade de 1966 ou 1967, então é Uirapuru, mas lembrando que no caso de metade de 1966 é extremamente complicado, porque a STV recebeu nesta época carros da Brasinca prontos, carros inacabados e peças para montar mais carros. Então, dali em diante, acredito que a STV foi montando carros conforme o estoque, e também nos carros estocados podem ter sido trocadas as plaquetas de identificação de Brasinca para STV, e o emblema do para-lama de BRASINCA para Uirapuru. Portanto, de maio de 1966 para frente fica complicado saber.

Brasinca 4200GT, emblema Brasinca e farol retangular adaptado possivelmente pela oficina do Roberto Camarota

Enfim, nunca conseguiremos saber ao certo o número exato dos carros legítimos Brasinca 4200GT fabricados e o número de Uirapurus montados pela STV. A substituição, pela STV, de plaquetas de identificação e dos emblemas BRASINCA dos para-lamas por Uirapuru, mais faróis circulares trocados por retangulares na oficina do Roberto Camarota, tornam praticamente impossível saber qual é qual.

Mas tudo isso é fator secundário se considerarmos que um carro foi projetado por um visionário que se juntou a um empresário, também visionário, e deram vida a um carro magnífico. Depois, quando a Brasinca perdeu interesse pelo carro, Rigoberto Soler (foto) conseguiu dois sócios e colocou o carro adiante pela STV, aumentando sua produção em mais dois terços.

Abrindo um parêntese, não podemos esquecer que Rigoberto Soler ainda deu mais um suspiro neste tipo de carro como professor do Centro Universitário FEI (Fundação Educacional Inaciana “Padre Sabóia de Medeiros), em São Bernardo do Campo, com um carro-conceito que tinha as mesmas dimensões do Uirapuru e mais precisamente na proposta do RR-1 (Gavião), que é o FEI X-3 ou Lavínia que a FEI ainda guarda em seu acervo na faculdade.

Rigoberto Soler faleceu em 2004 e deixou um grande legado tanto na indústria automobilística brasileira quanto na área acadêmica.

Uma questão é inegável, seja Brasinca 4200GT ou Uirapuru, o carro marcou não só sua geração, mas tem marcado uma geração posterior como a minha, que mesmo se passando 53 anos desde seu lançamento no Salão do Automóvel de 1964, ainda desperta admiração entre os antigomobilistas e admiradores da indústria automobilística no Brasil. Talvez por suas linhas arrojadas para a época, por ser o primeiro carro nacional puro-sangue, por ter tido poucas unidades produzidas e talvez por um terço delas sobreviventes, ainda que deste um terço muitas aguardem restauração.

Por fim, quanto mais pesquiso mais chego a uma conclusão: é perda de tempo pensar em separar Brasinca 4200GT até maio de 1966 e STV Uirapuru a partir daí, já que o projetista é o mesmo e o projeto inicial se chamava Uirapuru. A Brasinca provavelmente fez todas as carrocerias e repassou todas para a STV. A Brasinca repassou carros prontos, carros inacabados e peças, carros fabricados antes da STV podem ter tido trocada a plaqueta de identificação de Brasinca para STV e trocado o emblema no pára-lama de BRASINCA para Uirapuru. Acho até que as pessoas estão mesmo certas: o carro é definitivamente o Brasinca 4200GT Uirapuru, e ponto final!

Edson Stanquini
São Paulo – SP

 

Sobre Edson Stanquini
Projetista do Produto trabalhando há 32 anos em fabricante — ex-funcionário da Brasinca — gosta muito de antigomobilismo, da história da indústria automobilística no Brasil e do mundo retrô. Também possui uma empresa chamada 14 Bis Estampas canecas personalizadas, onde faz personalização em canecas, quadros, azulejos, placas de metal, camisetas e outros produtos personalizados, onde o carro-chefe são estampas de carros antigos.  Expõe seus produtos nos principais encontros de carros antigos no ABC Paulista, São Paulo e interior de São Paulo.
Visite o site dele: www.14bisestampas.com.br
Curta a página dele no Facebook: www.facebook.com/14bisestampas

 



Sobre o Autor

Autoentusiastas

Guiado por valores como seriedade, diversidade, emoção e respeito aos leitores, desde 2008 o Autoentusiastas tem a missão de evoluir e se consolidar como um dos melhores sites sobre carros do Brasil. Seja bem-vindo! Pratique autoentusiasmo.

  • BlueGopher

    Parabéns pelos interessantes detalhes da história deste marco da industria nacional, Edson.
    Estive, adolescente, no Salão do Automóvel de 1964, e fiquei paralisado em frente ao Brasinca, virou objeto de meus sonhos…
    Não gostei quando houve a substituição dos faróis, acho que os circulares eram uma característica marcante do carro.
    Lembro também que a perua Gavião de 1966 tinha também um pequeno furo acima de um dos faróis, dizia-se no estande que era uma metralhadora instalada dentro do capô.
    Se era verdade ou não, não sei, não vi o capô aberto. Mas vale pela lenda.

  • Gustavo73

    Um carro que desde que descobri a sua existência me despertou interesse. E agora com essa matéria muito detalhada do Edson passo a conhecer um pouco mais da história desse belo carro.
    Parabéns

    Mudando de assunto ela é das nossas. God save the Queen.

    https://m.oglobo.globo.com/mundo/aos-91-anos-rainha-elizabeth-ii-flagrada-dirigindo-sozinha-21310026

  • Juvenal Jorge

    Edson,
    muito boa matéria, bem explicado. Apenas lembrando que nos tempos de Soler na FEI, esta se chamava Faculdade de Engenharia Industrial, escola onde me formei em 1994.
    Escreva sempre no AE.

  • Cafe Racer

    Edson,
    Parabéns, muito boa sua matéria !
    By the way… Há alguma informação sobre o paradeiro do RR-1 Gavião ?

  • Pavomba

    Me lembro que ano passado um cara estava vendendo no Mercado Livre uma coleção de Brasincas, sendo 1-2 conversíveis

  • Renato Amorim, então você me entende quando continuo a falar álcool em vez de etanol…. (rsrsrs)

  • Edson, permissão dada, pode escrever, teremos o maior prazer em publicá-la. – Bob Sharp, editor-chefe

  • guest, se aqui no meu Windows XP está normal não deve haver problema no W7.

  • Andrea Silva, desse mal eu não sofro…

  • Tiago Songa

    O carro “vendido por R$ 1,00” foi vendido para um colecionador de Belo Horizonte. chassi #1009

  • Tiago Songa

    Se a gente não considerasse que o Jensen veio em 1966 e o Brasinca em 1964, eu também acreditaria, mas… quem nasceu primeiro foi o carro brasileiro.

    • Renato Amorim

      Exatamente!

  • Tiago Songa

    Edson, obrigado pelas considerações quanto à minha pessoa. Exageradas por sinal!!! Sou apenas um curioso que luta pela valorização da história como ela aconteceu e, nem sempre, como ela é interpretada.

    • Edson Stanquini

      Querido amigo Tiago Songa, que todos os amigos que acompanham o AUTOestusiastas saibam que grande parte das informações contidas nesta matériasão fruto de muitas conversas, para não se falar aulas, com o Tiago Songa. Eu me considero um pequeno pesquisador sobre o assunto e considero o Tiago Songa como um professor e um “maluco” que onde dizem para ele: tem um carro em tal cidade…ele larga tudo e vai ver o carro em loco e pesquisar a fundo sobre aquele carro. Ele é quem busca as informações em campo e com certeza conhece todos os Brasinca 4200GT e Uirapurus que se tem notícia, sejam eles restaurados ou aguardando restauração. Muitíssimo obrigado, querido amigo Tiago Songa, esta matéria foi escrita por você também!

  • Edson Stanquini

    Eh, querido Tiago Songa, me acode ai…a coisa está ficando quente aqui…muito obrigado!

  • Tive a oportunidade de ver um Uirapuru em um encontro de veículos antigos em Campos/RJ, na mesma cor verde que o da foto. Talvez até seja o mesmo.

    As matérias que mais gosto nesse site são as referentes a modelos antigos. Inclusive gostei muito daquela sobre veículos a álcool da era do Proálcool, principalmente os caminhões.

    Parabéns pela matéria!

  • Marco Brito

    Somos FEIANOS de verdade! Entrei na FEI em 1973 que ainda se mantinha ligada à PUC.

    • Renato Amorim

      V0cê pegou a era de ouro da Mec-Aut, Marco!
      Abraço!!