Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas BMW APRESENTA SÉRIE 5 G30 NO BRASIL – Autoentusiastas

Apresentado 4ª feira passada à imprensa, mas com embargo de informações para hoje (17).  o novo BMW série 5 começa a ser vendido no dia 3 de maio nas versões 530i e 540i, ambos com o pacote M Sport. Foi lançado na Europa em 13 de outubro do ano passado e se trata da sétima geração da série 5, que já vendeu mais de 7,6 milhões de unidades em todo mundo desde 1972, agora chamada G30. É fabricado em Dingolfing, Alemanha, a 60 quilômetros de Munique, a sede mundial da empresa.

De acordo com modelo e mecânica, é de 62 a 100 kg mais leve que o anterior, mesmo sendo maior em todas as dimensões externas, devido ao uso em maior quantidade de alumínio, magnésio e aços de alta resistência com espessuras variáveis de acordo com a peça. Isso levou as resistências a torção e flexão de monobloco a novo patamar, segundo a BMW,resultando em uma alta percepção de solidez em qualquer piso e ausência completa de qualquer ruído de movimentação de portas ou tampas.

É um trabalho a que todas as mais importantes fábricas se dedicam constantemente, com o objetivo primordial de fazer carros mais leves, mais econômicos e menos poluentes. O aprendizado nessa área estrutural é em muito liderado pela segurança passiva, a forma como o carro reage a um acidente. Projetar como o carro se amassará e absorverá energia é algo comum na indústria hoje. Para quem aprecia bom desempenho, o menor peso resulta em carros mais rápidos em aceleração.

Mas a BMW se notabiliza pelo comportamento dinâmico desde sempre, e nesse novo modelo isso não é diferente, sendo uma absoluta delícia de dirigir.  Todas as condições de uso do carro mostram uma suspensão que pode ser considerada perfeita. Andei também um pouco em piso de terra, por um pequeno erro de percurso, mas que foi revelador principalmente para avaliar um pouco mais a suspensão.

Confortável e estável, sem batidas de fim de curso, sem sacolejos de carroceria nos momentos errados ou em amplitudes excessivas, o BMW 540i que conduzi por cerca de 250 quilômetros não cansa os ocupantes. Cheguei de volta à sede da BMW do Brasil com uma incrível falta de vontade de devolver o carro. Apresentações são assim mesmo. Quando nos acostumamos um pouco, está na hora de entregar o motivo do trabalho. Uma avaliação “no uso” será feita assim que possível, e mais detalhes serão sentidos.

A grade dentro do duplo rim característico é ativa, fechando quando a temperatura do motor e o fluxo de ar permitem menor admissão para arrefecimento. Não é progressiva, apenas toda aberta ou toda fechada. Com ela fechada, diminui bastante o arrasto, e nessa condição o Cx é de 0,22, valor baixíssimo e que ajuda na percepção de dirigir em estrada com o carro muito liso e solto, perdendo velocidade bem devagar quando se tira o pé do acelerador. É 10% melhor nessa medição em relação ao F10, o Série 5 anterior.

Mais de 250 quilômetros de teste e uma certeza: preciso mais

Discreto e competente

Um item que ajuda bastante na redução de arrasto é a já conhecida cortina de ar que atua sobre as rodas dianteiras. Outros carros já fazem uso desse recurso simples, mas aqui na novo 5 há também uma saída de ar para essa cortina, que atua ao lado da roda/pneu dianteiro, acelerando  fluxo e permitindo que ele seja muito mais organizado. Veja as fotos:

No porta-malas, uma surpresa. Mesmo equipado com pneus que podem rodar vazios — runflat — a BMW do Brasil decidiu vender o carro com estepe e ferramentas, pois as pesquisas com os clientes indicam estar dividida a necessidade do estepe, com metade deles fazendo questão dele, e metade não. Quem já teve um pneu danificado a ponto de não poder rodar vazio sabe a importância de ter roda sobressalente, mesmo perdendo espaço para bagagem e carregando mais peso. A decisão é inteligente e demonstra a consideração da empresa pelo seu cliente. O equipamento é de uso temporário, mas mesmo assim, faz o porta-malas diminuir de 530 para 390 litros. Pode ser retirado e deixado em casa se o dono quiser, claro.

Os motores são diferentes em cada modelo. Ambos tem comandos de válvula variáveis para admissão e escapamento, coletor de escapamento integrado ao bloco, turbocompressor de voluta dupla a variável. O menor tem 2 litros e quatro cilindros no 530i, com 252 cv entre 5.200 e 6.500 rpm, torque máximo de 35,7 m·kgf de 1.450 a 4.800 rpm, câmbio automático de oito marchas e tração traseira. Vai a 100 km/h em 6,2 segundos. Infelizmente não estava disponível na apresentação.

Experimentamos apenas a versão mais potente, o 540i, que tem motor 3-litros de seis cilindros em linha de 340 cv entre 5.500 e 6.500 rpm e torque de 45,9 m·kgf desde  1.380  até 5.200 rpm, ou seja, praticamente toda a faixa de uso mais constante está na rotação de torque máximo. Acelera de 0 a 100 km/h em 5,1 segundos, com o mesmo câmbio e as mesmas relações de marcha do 530i.

Para ambos os motores a BMW do Brasil recomenda gasolina de 95 octanas RON, o que significa gasolina comum brasileira (recomendável aditivada).

A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 250 km/h em ambos. Mais dados estão na ficha técnica resumida. Uma versão completa será publicada assim que tivermos o carro para nossa avaliação “no uso”.

A empresa denota que o série 5 é um modelo agora mais próximo da condução autônoma, assunto que é especialmente delicado quando se lembra do slogan principal da BMW, que é sheer driving pleasure, puro prazer de dirigir. Como, isso num carro autônomo?

Os sistemas são de alta tecnologia, mas é deixado claro que a decisão final é sempre do motorista, e que praticamente tudo pode ser desativado.

A série 5 incorpora itens já adicionados ao maior e mais caro série 7, como controle de cruzeiro ativo (ACC) que segue o veículo da frente, mantendo distância,  aviso de saída de faixa e de manutenção em pista, que permite que o carro ande sem as mãos no volante (não recomendado, claro), assistência de mudança de faixa, que avisa se houver outro veículo na faixa ao lado para qual se pretende mudar, aviso de risco de colisão lateral, que acionei ao abrir espaço para uma ambulância. Nesse caso, são utilizadas as imagens das câmeras grande angulares dianteira e traseira, que através de software formam uma imagem superior do carro e do que está ao redor, para que seja vista a proximidade que está gerando o alarme sonoro. O carro tem também auxiliar de desvio rápido, que corrige excessos do motorista caso ele golpeie muito rapidamente o volante de forma a desestabilizar o carro. Este funciona até 160 km/h.

Ao se iniciar a saída de ré em uma vaga, o sistema de tráfego traansversal à traseira  é acionado, e avisa caso pessoa ou veículo esteja se aproximando. Usa radar e sensores para isso.

O BMW Connected Drive é uma plataforma eletrônica de serviços, com chamada de emergência, serviço de ajuda para localização de facilidades e navegação com informação de trânsito, que mostra caminhos com fluxo mais livre. Pode também dar acesso ao BMW OnLine, com acesso a e-mail e recebimento de notícias de acordo com as preferências escolhidas, tudo em sincronia com smartphones.

O head-up display projeta informações no para-brisa e tem dimensão mais generosa, e mais informações que antes. Há velocidade, navegação e limites de velocidade da via, além de alertas de proximidade resumidos. Vários comandos do carro podem ser feitos por voz, tudo isso encontrado anteriormente apenas no série 7.

Andando, que é o que realmente interessa, o carro é irrepreensível. Tudo está corretamente disposto para que o motorista se sinta bem já nos primeiros momentos, sem ter que acostumar com comandos em locais não naturais. Junto disso, a posição de dirigir ideal é facilmente encontrada, e o prazer de dirigir se amplia.

As definições de conjuntos dinâmicos, como direção, freios e suspensão, fazem o carro parecer mais leve e menor do que é, sendo muito fácil de guiar, mesmo sendo largo e longo. Típico de BMW, não há uma filtragem completa de NVH (ruído, vibração e aspereza), algo que muitos poderão dizer que se trata de falta de refinamento, mas nada mais é do que  seguir a filosofia saudável de sentir o carro em toda sua utilização. Fica mais fácil julgar a velocidade sem olhar para o velocímetro, apenas sentindo os movimentos e vibrações das suspensões. Deixo claro que isso não quer dizer que o carro seja áspero ou barulhento.

O nível de conforto nesse sentido é muito grande, mas quem dirige nunca se sente isolado por completo do mundo, com sensação de estar em um tapete voador. Para a BMW isso também é segurança ativa. Carro não é cama, e deve informar por todos seus sistemas que se está em um carro, andando, e que isso exige atenção constante. De acordo com o que penso.

Para controlar a inclinação da carroceria em curvas, as barras estabilizadoras tem ajuda de motores elétricos, reagindo à força de torção sobre elas. Funciona tão bem que nem mesmo consigo me recordar de alguma curva que fizemos que desafiasse o conjunto de suspensão a segurar a inclinação da carroceria, ou que houvesse qualquer mínima perda de aderência.

Pela primeira vez utilizei o sistema de visão noturna — Night Vision —  e descobri que ele funciona também com luz do dia (claro, já opera por calor. Como eu não havia pensando nisso antes?), e me diverti olhando os pneus e diferenciais de caminhões totalmente brancos pelo aquecimento. Nos carros, notória a maior temperatura ao redor da área de saída do escapamento, e o piso também fica claro abaixo do escapamento.

O M Sport significa capas de para-choques com entradas grandes de ar funcionais e desenho bastante atraente e obviamente esportivo, além de saias laterais e interior com detalhes M, como o padrão de planos de corte de desenho esportivo das capas dos bancos, bem como emblemas nos para-lamas dianteiros, soleiras e volante.

Por dentro, onde se passa a maior parte do tempo, espaço interno agradável, com possibilidade de ajustes de bancos dianteiros amplos. Atrás, tranquilidade total, segurança. Na foto sentei atrás de mim, e tudo estava em absoluta ordem e conforto. As persianas para cortar a insolação estão no vidro vigia, nos vidros móveis das portas e no pequeno vidro fixo — terceira janela — um toque de capricho.

O ar-condicionado é de quatro zonas, com temperatura que pode ser ajustada individualmente direita/esquerda e frente/trás. O comandos de velocidade do ventilador é o mesmo por lado, sendo independentes para temperatura.

Comando de ar-condicionado do banco traseiro

O quadro de instrumentos se altera conforme o modo de condução — normal, econômico ou esportivo — salientando informações. No modo esportivo, velocímetro e conta-giros adotam divisões grandes, já que andando mais rápido se tem menos tempo para olhar instrumentos.  No econômico, só marca até 120 km/h e não há conta-giros, mas entra um indicador de energia de regeneração de frenagem. No modo padrão, velocímetro tem toda a escala e conta-giros também.  Por ser todo virtual, uma imagem de tela, o ponteiro passa por trás dos algarismos, permitindo leitura certeira sempre.

Não há informação sobre o M5, modelo que será apresentado ainda esse ano na Europa. Tão preocupante quanto é a ausência da perua, carroceria que na Europa vende tão bem (ou mais) que o sedã. Oremos para São Corbiniano, padroeiro da Arquidiocese de Munique, para que o pessoal na sede da BMW atenda nossos pedidos.

 

Equipamentos principais

Faróis em LED adaptivos com lavagem, faróis de neblina em LED, teto solar elétrico, pacote M Sport, pacote aerodinâmico, rodas aro 19, painel de instrumentos revestido e acolchoado, forro de teto cor anthracite, molduras internas cor alumínio com losangos em baixo relevo (Rhomblicle), bancos e painéis de porta revestidos em couro Dakota com 4 combinações de cores possíveis, som Harman Kardon, kit de primeiros socorros, pneus run flat, estepe de uso temporário, head-up display, assistente de farol alto, assistente de visão noturna (night vision), assistente de estacionamento com visão 360°, assistente de tráfego transversal à traseira, câmera de ré e sensores de proximidade, cortinas para vidros das portas traseiras e vidro vigia, bancos dianteiros elétricos com ajuste de altura,  lombar e memória, banco traseiro tripartido (40/20/40), ar-condicionado de 4 zonas.

 

Conectividade

GPS, chamada de emergência, BMW Teleservices, Serviços ConnectDrive, Informação de trânsito tempo real, Serviço de Concierge, Preparação para AppleCarPlay, telefonia Bluetooth.

 

Itens de série

Start/Stop, freios regenerativos, kit de ferramentas, bolsas infláveis frontais, laterais e de cortina dianteiros e traseiros, controle de estabilidade e tração, distribuição eletrônica das forças de frenagem.

 

Dados técnicos

530i MSport – R$ 314.950

Motor: 4 cilindros em linha, 1.998 cm³, potência 252 cv, torque máximo 35,7 m·kgf, peso em ordem de marcha 1.615 kg.

540i MSport – R$ 399.950

Motor: 6 cilindros em linha, 2.998 cm³, potência 342 cv. torque máximo 45,9 m·kgf, peso em ordem de marcha 1.670 kg.

Dados comuns:

Câmbio automático de oito marchas, comprimento 4.936 mm, largura 1.868 mm, altura 1.466 mm, entre-eixos 2.975 mm, capacidade do tanque de combustível 68 litros, capacidade do porta-malas sem estepe 530 litros, com estepe 390 litros, velocidade máxima 250 km/h.

Suspensão dianteira com braço triangular superior e inferior, mola e amortecedor concêntricos, ancoragens inferiores em subchassi.  Traseira multibraço em subchassi, componentes em liga de alumínio.

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • Juvenal Jorge

    Eduardo,
    depois que você disse fui ver o que era a gíria “fag”. Triste mesmo, mas pelo menos pouca gente conhece.

  • Juvenal Jorge

    Lorenzo,
    não só para fotografar, mas para possuir também. O preto é ótimo para quem tem motorista cuidador de carro. Não dá para usar normalmente todos os dias e manter limpo e sem riscos visíveis. Já tive um carro preto, e nunca mais terei.