Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas HONDA WR-V EXL, IMPRESSÕES (COM VÍDEO) – Autoentusiastas

A invasão dos suves continua firme e forte. Ou ainda podemos dizer que a suvenização dos carros é um caminho sem volta. E por isso quase todos os fabricantes já lançaram ou estão trabalhando forte para lançar o novo símbolo de desejo dos consumidores.

Claro que não são todos os consumidores que os desejam, mas é inegável a versatilidade dos suves. Nessa nossa pesquisa que está no ar (veja o link: pesquisa você e seu carro), dos mais de 1.500 respondentes, sendo 98% seguidores do AE, 40% manifestou interesse por suves. Claro, mesmo nós autoentusiastas temos necessidades que vão além da esportividade ou do puro prazer de dirigir. Não é pecado gostar ou desejar um suve. Eu mesmo fiquei encantado pelo M-B GLC cupê que o JJ testou recentemente.

Os faróis ganharam assinatura e luzes diurnas em LEDs

A segmentação de mercado da Fenabrave coloca todos os suves em um mesmo grupo, que no ano passado vendeu mais de 300.000 unidades. Já está na hora de começar a subdividir esse segmento, que tem desde diminuto (por fora) WR-V até um Range Rover. Tem suve para todos os gostos e as comparações começam a ficar mais difíceis, pois cada marca tem sua vocação e atrai consumidores não só pela razão, mas por afinidade a proposta de cada marca. Mas o que importa, o que eu ouço das pessoas, é que todos são mais “altinhos” e passam pela buraqueira generalizada com bem mais desenvoltura, a assim as pessoas se sentem mais seguras.

O bom é que a onda de pseudosuves, ou versões “aventureiras” está passando. A Honda é uma das que acordou e entendeu que não bastava mais ter a versão Twist do Fit. O potencial de vendas de um novo Twist seria limitado, pois ele não atende a demanda por posição elevada e suspensão mais robusta. E assim a Honda do Brasil não só convenceu a matriz mas ganhou a missão de desenvolver o novo modelo aqui no Brasil, com engenharia local, e responsabilidade pelo projeto. Seus mais de 300 engenheiros arregaçaram as mangas e assim o WR-V ganhou forma no conceito interno da Honda definido como Little Giant, o Pequeno Gigante.

O engenheiro Luís Kuramoto, responsável pelo projeto do WR-V explica o conceito Pequeno Gigante

Imagine um carro sem formas, sem preço e sem marca. Agora imagine a suas necessidades racionais para um carro de passageiros. Admito que eu posso estar errado, ou não 100% certo, mas o que vou dizer faz algum sentido. As necessidades básicas de um carro são: transporte com um bom nível de conforto e espaço interno, desempenho e dinâmica para andar a 120 km/h com segurança, um baixo nível de consumo de combustível e boa autonomia, e espaço suficiente (na média) para 4 pessoas, confiabilidade mecânica, e sem exageros no tamanho (pela falta de espaço nas vagas e pela eficiência).

Se o mundo pudesse ter apenas um modelo de carro, o carro do povo moderno, acho que esses requisitos atenderiam grande parte da população. E toda vez que eu vejo um Fit eu imagino que ele pudesse ser esse carro, pois ele apresenta uma das melhores combinações do que é necessidade (e não desejo) em um carro. Tenho certeza que nos comentários aparecerão outros modelos, mas aí o Fit tem um trunfo, que é o sistema do banco traseiro, um dos mais inteligentes no mercado, e que eleva a sua versatilidade.

Mas como o Fit poderia melhorar e atender ainda mais pessoas? Tendo a capacidade de trafegar por vias em má condições. Então o Pequeno Gigante consegue ser ainda mais versátil que o Fit. Sua suspensão foi reprojetada. Bitolas e entre-eixos aumentaram levemente para compensar a altura extra de 50 mm, atingindo 207 mm de altura do solo. Além da geometria, houve também alterações nas buchas, mais robustas, amortecedores de maior diâmetro, subchassi dianteiro, e novos cubos de rodas e eixo traseiros.

Os pneus também são exclusivos, passando de 185/55R16 do Fit para 195/60R16 no WR-V. Para compensar o maior diâmetro do pneu (640 mm contra 610 mm) a calibração da CVT também foi ajustada, porém mantidas as relações de marchas e do diferencial. Além disso a calibração da assistência elétrica da direção também foi ajustada. Freios, a disco na frente e tambor na traseira, foram mantidos. E para completar o pacote técnico uma série de medidas para isolamento de ruído foram tomadas.

A Armadura Selvagem para expressar robustez e força

E para envelopar o conjunto a Honda usou o conceito Wild Armor, ou armadura selvagem. Quiseram deixar o pequenino mais invocado e com cara de durão. Com isso a frente é totalmente nova, mais alta. Enquanto o Fit é praticamente um monovolume, com a linha de inclinação do capô sendo uma continuidade da coluna A, o WR-V é um dois-volumes, com a frente mais definida. Os para-lamas dianteiros tem um novo arco, saliente, que aumentam a área frontal e o aspecto de robustez do modelo.
Nas laterais agora há molduras plásticas nos arcos de rodas e também pode-se ver as barras no teto. Na traseira, enquanto no Fit a ênfase é vertical, as alterações no WR-V, com orientação horizontal, intencionaram enfatizar a largura e a sensação de tamanho.

Abaixo o WR-V e seus irmãos, Fit e HR-V.

Como muitos sabem, eu dou muito valor à estética de maneira geral. Há produtos que são bonitos à primeira vista.  A quantidade de comentários que recebemos no nosso Instagram e Facebook criticando o desenho apontam para um desagrado. Mas devemos olhar esse carro com os olhos de que é realmente consumidor de suves e minha experiência me diz que há produtos que precisam de um pouco mais de tempo para serem entendidos. Por isso eu sempre espero um tempo para poder expressar uma opinião mais concreta.

É o caso do WR-V. Ele de fato não é fotogênico, assim como muitas pessoas bonitas também não são. Mas assim como acontece com pessoas, cara a cara, ou nas ruas e no ambiente real, o desenho do WR-V se não encanta, não merece receber as críticas tão severa que tem recebido. Obviamente não tem a harmonia do HR-V, que é mais comedido no aspecto robustez. Mas como desenho envolve subjetividade, o máximo que eu posso fazer é recomendar um olhar mais atento para o WR-V antes de descer a lenha.

No interior, o mesmo do Fit, a Honda trabalhou praticamente apenas nos bancos. O revestimento é mais apropriado a um suve, com costuras duplas, e combinação de tecidos interessante. Apenas nos carros vermelho Mercúrio, cor de lançamento, há detalhes dos bancos e painéis de porta em laranja, deixando o ambiente mais jovial e alegre. Para todas as outras cores no “degradê” branco/prata/cinza/preto, o laranja dos detalhes passa para um comportados cinza/prata. Os novos revestimentos são muito bons em qualidade, beleza e ao toque. Eu jamais trocaria esses tecidos desenvolvidos e montados na fábrica por qualquer que fosse o couro.

O trem de força é exatamente o mesmo do Fit. O consagrado 1,5 i-VTEC FlexOne com álcool gera 116 cv de potência a 6.000 rpm e 15,3 m·kgf de torque a 4.800 rpm – quando abastecido com gasolina, são 115 cv e 15,2 kgf.m, às mesmas rotações, ou seja, pouco muda. A conhecida caixa CVT possui conversor de torque e proporciona uma resposta mais rápida e aceleração linear, além de eliminar um item de manutenção que é a embreagem.

E como anda o WR-V?

Fazia tempo que eu não avaliava um CVT familiar. Confesso que minha expectativa era baixa com relação ao desempenho. Mas esse “conjuntinho” motriz do Fit é muito apropriado para quem prioriza conforto e eficiência mas também gosta de se divertir em algumas situações. O zero-a-100 km/h fica entre 11 e 11,5 segundos (não divulgados, mas estava num gráfico na apresentação). E a resposta da caixa à pressão no pedal do acelerador está muito rápida. O efeito “elástico de borracha”, ou como o Josias Silveira diz, efeito motor-vai-e-o-carro-fica, inerente a todos os CVTs sem escalonamento virtual de marchas, não é tão acentuado.

Em retomadas e acelerações mais comedidas eu achei muito suave e sem problema algum. Esse efeito se pronuncia apenas quando saímos da imobilidade até 100, 120 km/h. O motor chega a 6.000 rpm rapidamente e a caixa vai trazendo o carro progressivamente. Mas, pensando no consumidor desse carro, eu gostei muito do conjunto. Algo que nem eu esperava. A 12o km/h com a rotação do motor a míseras 2.000 rpm o ambiente internos é agradável e confortável.

O i-VTEC de 1,5 litro e que gosta de girar

A posição de dirigir é a mesma do Fit, a altura mais elevada é por conta da carroceria e não de um banco mais alto. Ainda bem, pois a posição do Fit já era excelente e foi mantida. Regulagem de altura e distância volante de direção ajudam bem. E eu, de 1,90 m, atrás de mim, fico confortável. Eu atrás do Bob ficaria muitíssimo confortável.

Eu tive a chance de dirigir muito o WR-V, inclusive em diversos tipos de pavimentação, ou falta de, e o destaque do carro, sem a menor dúvida, é a calibração da suspensão. A dinâmica do carro está excelente em curvas e na reta em alta velocidade. Nas estradas de terra e pedras o comportamento foi ótimo. O isolamento completo de ruídos de suspensão, ruídos de componentes no interior do carro, e o isolamento de ruídos e vibrações do motor deixam a experiência de condução muito agradável. E com esse excelente isolamento, mais o novo desenho da carroceria que é menos aerodinâmico, além das barras no teto, o ruído de vento a 120 km/h e acima se destaca um pouco mais. Nada que o som (de boa qualidade) ligado não resolva.

Porém a suvenização tem um ponto negativo. Um leve aumento no consumo de combustível, dada a maior área frontal, maior altura do solo e adereços como as barras no teto. De acordo com o Inmetro, na cidade o WR-V faz 11,7/8,1 km/l contra 12,3/8,3 km/l do Fit, e na estrada 12,4/8,8 km/l contra 14,1/9,9 km/l, respectivamente.

O nome do WR-V significa Winsome Runabout Vehicle, ou veículo recreacional e cativante. A palavra Winsome significa alegre, agradável e atraente em inglês e foi escolhida pela Honda pela ideia de que o WR-V pode expandir as atividades diárias de seus consumidores. Minha conclusão é a mesma!

As versões EX e EXL são praticamente iguais. O EXL tem a mais apenas o sistema de entretenimento (sem conectividade Android e Apple) e bolsas infláveis de cortina, em adição aos frontais (obrigatórios) e laterais. O carro é bem completo, inclusive com faixa degradê no para-brisa. Senti falta apenas do ar-condicionado automático bizona — isso mais pelo posicionamento do preço do que pela necessidade absoluta.

O EX custa R$ 79.400 e o EXL R$ 83.400. Como referência, o Fit EXL custa R$ 78.900, ou seja a suvenização custa R$ 4.500, ou 5,7%, a mais. A julgar pelo resultado conseguido e o benefício eu acho que esse percentual está adequado. O HR-V EXL custa R$ 101.400, R$ 18.000, ou quase 22%, a mais.

Quem quiser rever ou ver o que o Bob escreveu no início de fevereiro, quando houve a apresentação estática do WR-V, aqui está o link: Honda WR-V, entre o Fit e o HR-V.

E para ir termonando, eu tive o grande prazer de fazer o teste de condução da parte da manhã junto com o amigo Fernando Calmon, na usina hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu-PR. Como não resisti gravamos muitas passagens em vídeo, inclusive um minicomparativo visual com o Fit, e alguns comentários do Calmon sobre Itaipu. Assim tive que dividir o vídeo em duas partes: a primeira com o Calmon e a segunda com a minha avaliação. Espero que gostem dessa ilustre participação especial.

E não posso deixar de mencionar o quanto eu gostei de Foz do Iguaçu. Me pareceu ser uma região muito bacana e aconchegante. Nosso país, apesar de tudo o que estamos vivendo por conta de indivíduos que não merecem ser brasileiros, tem muitas coisas boas como Itaipu, e belezas naturais incríveis como as Cataratas do Iguaçu, e que me fazem manter meu orgulho de ser brasileiro. Como eu tive muito trabalho não pude curtir muito. Mas me consolei prometendo a mim mesmo que voltarei a Foz do Iguaçu junto com a minha família. E quem sabe em um roteiro turístico especial para o AE.

Abaixo e na sequência estão os vídeos, uma galeria adicional, a ficha técnica e a lista de equipamentos

PK

FICHA TÉCNICA HONDA WR-V EXL
MOTOR
N° e disposição dos cilindros Quatro, em linha, transversal, flex
Cilindrada 1.497 cm³
Diâmetro e curso 73 x 89,4 mm
Potência 115 cv (G), 116 cv (A), sempre a 6.000 rpm
Torque 15,2 m·kgf (G), 15,3 m·kgf (A), sempre a 4.800 rpm)
Taxa de compressão 11,4:1
Distribuição 4 válvulas por cilindro, comando no cabeçote, corrente, variador i-VTEC de fase e levantamento conjugados, coletor de admissão variável
Formação de mistura Injeção no duto Honda PGM-FI
TRANSMISSÃO
Tipo do câmbio Automático CVT
Conexão motor-transeixo Conversor de torque
Relações de marchas Frente 2,526:1 a 0,408:1, ré 2,706:1 a 1,382:1
Relação de diferencial 4,992:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Voltas entre batentes 2,79
Diâmetro mínimo de curva 10,6 m
FREIOS
Dianteiros Disco ventilado Ø 262 mm
Traseiros Tambor Ø 200 mm
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 6Jx16
Pneus 195/60R16
Estepe Temporário
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, monovolume, 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES
Comprimento (mm) 4.000 mm
Largura (mm) 1.695 mm
Altura (mm) 1.599 mm
Distâncias entre eixos (mm) 2.555 mm
Bitola dianteira/traseira (mm) 1.482/1.490 mm
Distância livre do solo (mm) 207 mm
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha 1.130 kg
Capacidade do porta-malas 363 L (906 L c/banco rebatido, 1.045 L c/banco traseiro rebatido, dianteiros todos à frente
Tanque de combustível (l) 45,3 litros
CONSUMO (INMETRO/PBEV)
Cidade 11,7 km/l (G), 8,1 km/l (A)
Estrada 12,4 km/l (G), 8,8 km/l (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em D (km/h) 59,2
Rotação a 120 km/h D (rpm) 2.000

 

EQUIPAMENTOS HONDA WR-V
EXTERIOR EX EXL
Ajuste elétrico dos retrovisores externos
Câmera de ré
Estrado de teto
Faixa degradê no para-brisa
Faróis de neblina
Faróis halógenos com DRL em LED
Grade dianteira cromada com acabamento black piano
Limpador e lavador do vidro traseiro
Maçanetas na cor do veículo
Micro-antena de teto traseira
Repetidoras em LED nos retrovisores externos
Rodas de alumínio 16 pol.
Terceira luz de freio
Vidros esverdeados com filtro de UV
INTERIOR
Acabamentos e detalhes internos no painel e portas na cor prata
Apoio de cabeça para todos os ocupantes
Apoio para o pé esquerdo
Ar-condicionado
Áudio com visor LCD de 5″ (CD/AM-FM/USB/P2/Bluetooth)
Banco do motorista com ajuste de altura
Bancos de tecido preto e laranja ou preto e prata
Comando de telefone no volante
Conectividade: Bluetooth, aux P2, Micro SD, e 2 entradas para MP3 players, pen drive, smartphones e iPod/iPad x
Console central com porta-copos
Controlador automático de velocidade de cruzeiro
Desembaçador do vidro traseiro
Iluminação interna dianteira individual e central
Multimídia de 7 multitátil com navegador GPS (AM-FM/Bluetooth/navegador internet – via hotspot) x
Painel de instrumentos com computador de bordo multifuncional, com iluminação azul e branco (BlueMeter)
Para-sóis com espelho
Porta-malas com iluminação
Porta-objetos nas portas dianteiras
Porta-revistas nos encostos dos bancos dianteiros
Quatro alto-falantes (2 dianteiros, 2 traseiros)
Sistema de rebatimento dos bancos ULTRa SEAT – com bancos traseiros reclináveis e bipartidos (60/40)
Tomada 12 V
Vidro do motorista um-toque (subida e descida) e antiesmagamento
Vidros elétricos nas quatro janelas
Volante com ajuste de altura e distância
Volante multifuncional com revestimento em couro e ajustes de áudio
SEGURANÇA
Alarme
Aviso sonoro de cinto do motorista não atado
Barras antiinvasivas nas portas
Bolsa inflável frontal e lateral para motorista e passageiro dianteiro c/cortina
Chave-canivete com controle de abertura / fechamento das portas
Cintos de segurança de 3 pontos (3) no banco traseiro
Cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura
Cintos de segurança dianteiros de 3 pontos com pré-tensionador e limitador de força
Engates Isofix para dois bancos infantis
Estrutura de deformação progressiva
Freios com distribuição eletrônica das forças de frenagem (EBD)
Imobilizador de motor
Imobilizador dos vidros traseiros
Presilha de segurança para o tapete do motorista
Trava para crianças nas portas traseiras
Travamento automático das portas a 15 km/h

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

  • Ricardo Vieira Coelho

    Infelizmente, faltou uma versão com câmbio manual!!!

    • Ricardo, infelizmente o mercado para carros com caixa manual e preço inicial de 80 mil reais é quase inexistente. o manual seria minha opção pessoal também. O primo AK testou o Fit manual e adorou, chamando-o de “pocket rocket” ou foguete de bolso.

  • Euripedes Gonçalves

    Parabéns Paulo pela vídeo reportagem, lindo lugar.
    Senti falta dos controles de estabilidade e tração, esses serão vendidos como acessórios ou não estão disponíveis?

    • Assim como no Fit esses controles não estão disponíveis. Eles são sempre bem-vindos, no entanto eu procurei os limites do carro para avaliar a dinâmica e não consegui nem me assustar.

  • José Ferreira Júnior

    Paulo, realmente, Foz do Iguaçu é muito agradável, com belezas naturais de tirar o fôlego, esta maravilha da engenharia moderna que é Itaipu, a integração entre os três países e um povo superacolhedor. Visitei em dez/2016 e já quero planejar a volta, minha mãe já quer ir além: quer ir morar lá depois de se aposentar…

    • Que legal! Eu volta lá ainda esse ano. Abraço!

  • Gustavo75

    Surreal o preço desse carro. Por 80 mil reais esse carro deveria ser equipado com motor 1,5 turbo do Civic Touring, freio a disco nas 4 rodas, troca de marchas no volante e controle de estabilidade. Ridículo, os preços dos carros no Brasil.

    • Gustavo, os preços estão realmente fora de controle. Mas continuamos consumindo perto de 2 milhões de automóveis e utilitários.

    • Fat Jack

      Perfeita colocação, e o HR-V já passou dos R$ 100.000 (HR-V Touring, por nada menos que R$ 106.000) que ao contrário do que o nome pode sugerir (se tido por base o Civic) ainda vem com a mesma mecânica do lançamento…
      E pensar que os entusiastas se assustaram ao ver os sedãs médios passando dessa cifra, logo os sedãs pequenos estarão lá (já tem uns na casa dos R$70.000).

  • Junin Souza

    Melhor colocar +10 mil e levar um HR-V.

  • Luciano Ferreira Lima

    Além dos demais editores, eu tinha uma imensa curiosidade de assistir um vídeo com o Calmon. Curiosidade saciada. Acho que as qualidades desse carro superam e muito o design que, pelo que parece, divide opiniões.

    • Legal. Isso nos deu a ideia de convidarmos outros editores para os próximos vídeos. Nem sempre é possível coordenar isso, mas vamos tentar! Obrigado.

  • FJ, não dá para passar com o Fit em lugares que se passa com muita facilidade com o WR-V. E em lombadas também não se passa com o Fit com a desenvoltura do WR-V. Fora isso, tem a questão de estilo. O Fit é um monovolume comportado e WR-V tem essa cara mais robusta. Sem entrar no mérito se é bonito ou feio, há consumidores que preferem esse visual. Há ainda a posição mais elevada de direção. Muitos adoram. O mercado vai dizer se a diferença de preços está muito salgada.

    • Fat Jack

      Pra mimo o que o WR-V tem a mais que o Fit é mesmo só estilo (que é questão de gosto, mas está lá), diria que muito poucas coisas que o WR-V faz e o Fit não (mesmo os ângulos de ataque e saída não tem grandes diferença).
      Por favor, de forma alguma viso contestar sua análise, mas se não fosse o frisson que os SUV’s (mesmo os mais pseudos) têm causado no público consumidor (creio inclusive ser bem mais no público feminino que masculino) acho que ele encalharia nas concessionárias ao contrário de outras versões do Fit (aqui outro enrosco meu, não consigo não considerá-lo uma versão do Fit pois tirando o “confete” acredito que seja isso que ele realmente é).
      Obrigado pela atenção, troca de ideias e paciência PK!

  • Guther, obrigado pelo longo comentário.
    Não tenho certeza do que você quis dizer com divulgação agressiva. Se for o esforço de marketing acho perfeitamente natural, ainda mais em um mercado extremamente competitivo.
    Quanto aos seus pontos:
    1- Como explicado no texto e experimentado na prática o WR-V não é apenas mais um aventureiro. Houve muita engenharia para a nova suspensão, calibração da direção, calibração da CVT, isolamentos acústicos, frente totalmente nova, validação de tudo isso. Não é pouca coisa.
    2- As diferenças estética, embora compartilhando muitas partes da carroceria, são bem significativas. Veja o vídeo parte 1 que há uma comparação com o Fit.
    3- Eu ainda não vi a campanha publicitária do carro. Mas esses termos que eu incluí na matéria são termos usados para nortear o projeto, conceitos internos. Todo carro nasce de conceitos assim, do seu posicionamento e do que se espera com ele, feitos e determinados pela área de planejamento e com base em oportunidades de mercado. O que os engenheiros e designers fazem é incorporar esses conceitos ao produto para que esse possa atingir o propósito para o qual foi concebido.
    Quanto a ser ou não ser um suve, hoje em dia está ficando realmente difícil de descrever uma definição precisa. No entanto, o WR-V tem atributos como altura do solo acima de 200 mm, ângulos de entrada e saída de 21º e 33º graças aos balanços bem curtos, e ângulo de transposição de rampa é de 13º. Como eu constatei, ele passa com desenvoltura em lugares que o Fit teria dificuldades. Não acredito ter faltado transparência.
    PK

  • Sim, a do EXL é completa, ou quase pois ainda não tem Android Auto e Apple Car Play.

  • Tyrion Lannister

    Não curti o desenho do carro. PK, quanto a Foz do Iguaçu você tem que ir sim e prepare ao menos cinco dias para poder aproveitar todas as coisas que tem lá. Eu fui em 2011, saí daqui de São Paulo de carro e recomendo muito a viagem, Paraná tem paisagens lindas (você com a mobgrafia iria fazer belas fotos).

  • Darlan Nunes

    Eu não pretendo adquirir um, mas vi muita coisa interessante nesse carro. Volta e meia me vejo olhando preços de Fit G2, e me imaginando comprando um, aí vem aquela história que é duro não tem conforto, e eu acabo deixando de lado. Um dos carros que tenho é um Scénic 2005 Privilège, motor o conhecido K4M, para mim sempre foi minivan, meu primo diz que agora é um “SUV velho” porque tudo é suve. Já vi muita gente falando sobre carros franceses, e não vem ao caso agora, só que analisando esse WR-V, penso o seguinte: meu “suve velho” ou minivan é altinho, é manual, ando bem a 120, tem ar-condicionado, “modularidade nos bancos”, etc, só que é velho, “feio” (não para mim), e barato, e consome pouco.
    Pensando por esse lado, e lendo essa matéria, descobri, que quando vou ao trabalho, ou faço pequenas viagens com o Scénic, eu estou super na moda, nem preciso comprar um suve novo, por enquanto.

    • Darlan, obrigado pelo relato! Mas um SUV tem que ter além da posição elevada dos bancos, altura livre do solo próximo de 20 cm. Mas você continua na moda!

    • Ricardo kobus

      Eu admiro muito a Scénic um veículo muito melhor resolvido que esses SUVs, e quanto ao WR-V eu fico com um Golf TSI 1- litro.

  • Como expliquei a outro leitor, esses termos não são de marketing, e sim do planejamento. Servem para direcionar todo o projeto. E em um mundo de alta competitividade o marketing é uma ferramenta. De certa forma eu também não gosto. Mas pense que o mundo seria muito duro sem “sonhos”.

    • CorsarioViajante

      Sonhos são ótimos e necessários, mas tem horas que são tão forçados que viram pesadelos! rs

      • Curió

        Prefiro fazer trabalho braçal a ter de trabalhar num ambiente em que seja obrigado a ouvir e dizer referências dessa maneira.

  • Sabe que eu também pensei numa versão Type R do Fit! E esse Tourer? Espetacular!

    • Leandro1978

      Eu sempre imaginei o Fit e o City com o motor 1,8 do HR-V (com opção de cambio manual), seriam bem interessantes.

  • Fernando, eu já me debati muito contra modismos. Hoje entendo que faz parte da natureza humana. Os que aderem a modismos nem sabem explicar muito bem porque o fazem. O ser humano, além de racional, também é emocional e sofre de desejos. Nesse campo das emoções e desejos é difícil encontrar explicações para muitas coisas. Eu de fato acho um pecado jogar fora uma capa de banco tão bem feita. Mas se fulano não acha, seja feliz.

    Quanto a suspensões o seu comentário está corretíssimo!

  • Boa dica Lucas, obrigadíssimo!

  • Fernando, obrigado pelo comentário!
    A Honda virou a página da suspensão. Ficou muito boa. Quando fizermos um no uso vou carregar o carro, mas acho que não terá problemas. Quanto a motor, hoje em dia menos é mais! um motor maior e caixa manual tornariam o WR-V um capeta! Abraço

  • Fernando Miranda

    A Honda acertou e errou neste carro ao mesmo tempo!! Acertou ao reprojetar a suspensão do carro, eis que atendeu a demanda antiga dos proprietários de Fit, inclusive da antiga versão aventureira, a Twist. Sim, pois o Fit é um carro coringa!! Não é o mais belo, não é o mais econômico, não é o mais potente e não é o mais espaçoso, mas não decepciona em nenhum destes quesitos, brilhando em alguns até. Mas sempre pecou pela suspensão inadequada às condições das nossas ruas e estradas em geral. Neste aspecto, a Honda acertou em cheio!! Essa era a crítica que se fazia ao Fit Twist, a ausência de uma suspensão condizente com a proposta do carro. Porém, a Honda errou ao tentar ir muito mais além disso. Ao tentar transformar o que seria o Fit Twist perfeito num SUV. Aí não né, gente!! Se já é necessário elastecer o conceito de SUV para nele enquadrar o HR-V, a coisa tomou proporções absurdas com o WR-V. É a versão aventureira do Fit, e disso não se tenha dúvidas, mas… Assim sendo, Idea Adventure e CrossFox estarão automaticamente promovidos a SUV!! Bom, mas qual o mal disso, afinal é apenas uma questão de nomenclatura (que aliás cria uma enorme confusão com toda essa sopa de letrinhas)? Será? Ocorre que, no esforço de parecer robusto e imponente, tal qual os autênticos SUVs, e ao mesmo tempo, distanciar-se do Fit, a Honda cometeu alguns arroubos estéticos, entre eles, criou uma frente exageradamente alta (à la GM Agile), estilo baiacu (o peixe que se infla para parecer maior), prejudicando a aerodinâmica do carro, e desenhou uma traseira de gosto duvidoso, com prolongamentos artificiais nas lanternas e partes cromadas ao estilo dos carros chineses. O melhor ângulo do WR-V é o perfil, justamente o ângulo em que ele mais se parece com o Fit!! Então, para mim, e para grande parte dos fãs do Fit, o carro decepcionou. Seria um perfeito novo Fit Twist, mas resolveu “colar” no sucesso do HR-V, criando a inédita categoria dos “mini SUV”!! Olha só a confusão, temos na atualidade, os SUVs grandes (Hillux SW4, Trailblazer, Santa Fé), os SUVs médios (Rav4, IX35, CRV), os SUVs compactos (HR-V, Kicks, Ecosport, Renegade) e agora os mini SUVs (WR-V, Idea Adventure, CrossFox)… onde isso vai parar??

    • Bom o seu ponto quanto ao nome ou classificação SUV. De fato ser chamado de suve é apenas uma questão mercadológica. O que importa é a capacidade de andar bem, com conforto e segurança, na buraqueira que temos por aqui. Ficar discutindo se é suve ou não não leva a nada. Fora isso, o visual “jipinho” é o que o mercado está demonstrando querer. A Honda manteve o Fit para quem gosta dele do jeito que é e fez uma versão diferente para atender a outros consumidores que talvez não alcancem o HR-V ou não precisem do tamanho extra.
      Na matéria há uma foto com as dimensões do WR-X sobrepostas as do EcoSport. Não existe mini SUV. Ao menos até a chegada do Renault Kwid!

      • Fernando Miranda

        Paulo Keller, inegavelmente se trata da versão aventureira do Fit. O interior, a traseira, as portas e os vidros deixam isso bem claro. Quer mais evidências? O número reduzido de versões (duas apenas), a inexistência de câmbio manual, a inexistência de motores mais potentes, ausência de ESP e ESC etc. Tudo isso revela que o cordão ubilical com o Fit não foi cortado. E sabe qual o impacto disto? O preço! Talvez se o carro fosse vendido como versão aventureira do compacto da marca, coisa que ele realmente é, as pessoas tivessem mais dificuldades em digerir os preços fixados. Quanto às dimensões, todos os crossovers ou SUVs compactos atuais possuem no mínimo 7,20 m de comprimento, inclusive, o EcoSport. Sim, as medidas da imagem não coincidem com as medidas informadas pela Ford, que dão conta de que o SUV compacto da marca do oval azul possui 4241 mm de comprimento. Talvez tenham suprimido o estepe. De fato, desconsiderando o estepe, o EcoSport possui comprimento diminuto, ponto fora da curva na categoria. De mais a mais, Idea Adventure e CrossFox possuem dimensões semelhantes às do WR-V, superiores até em sua maioria. E aí, podemos dizer que Idea Adventure e CrossFox são SUVs (ou suves)?

  • Paulo Júnior, a uva mandou abraço para o melão…

  • Fat Jack

    Sim concordo com você, mas como você mesmo comentou a versatilidade é uma arma do Fit, não do WR-V por alguma aptidão SUV .
    O que eu estou comentando é que o WR-V não é mais versátil que o Fit, da mesma forma que um Ônix Active não é mais versátil que um Ônix comum por exemplo, mesmo cobrando mais por isso.

  • Pedro Mazza

    PK! cada fotão! Parabéns!

  • Bom o seu relato!

  • Obrigado MFF. Só acrescento uma coisa ” reporta o que acredita do melhor modo possível”. Abraço

  • C. Ramiro

    PK,

    Primeiramente, belo texto ( como sempre ) e ótimas fotos ( como sempreeee ) !! Parabéns !!

    Mas…
    Permita-me expor o que penso sobre este lançamento…

    Primeiro: Owwwwww carinho feio !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Segundo: Nunca a frase foi tão certa: ” Nossos japoneses são mais “criativos” que os japoneses dos outros” !! E nesse caso o “criativo” do famoso slogan da Toshiba refere-se a parte mais “darkside” da criatividade….

    Explico:

    O que a Honda e a Toyota nos últimos anos andam fazendo em termos do que eu costumei chamar de “marketing 171” é coisa para um “case” de aula na ESPM !!! Talvez uma tese de mestrado, se bem explorada !! Quiçá um Doutorado !!

    Traduzo:

    Nos últimos anos, sempre os produtos dessas duas empresas carregam consigo uma carga de “apelo emocional” muitoooooo maior que a carga de “atributos técnicos” !! Se existisse uma maneira de montar um indicador sobre a razão desses dois valores, tenho certeza que os líderes seriam japoneses !! É 100% emoção, 0% técnica ( e não me entenda mal, a falta de atributos técnicos, brilhantemente dosada por essas companhias, não compromete… ).

    É impressionante como elas conseguiram criar uma aura que expressa a seguinte mensagem:

    “Tudo que lançamos é melhor, mais caro, lindo de morrer e se você não tiver um não é o mais bem sucedido do condomínio!”

    E com base nessa praticamente “visão corporativa não divulgada” dá-lhe lançamento atrás de lançamento ( que não são ruinssss !! entendam !! eles sempre estão lá, posicionados cirurgicamente NA MÉDIA !!) que viram a referência de mercado mesmo não sendo referência de nada ( em termos técnicos, coisa de autoentusiasta, logo.. ) !!!!

    E ai chegamos nesse WR-V….
    O câmbio é chocho ! Mais quem se importa ?
    O motor não tem nada demais ! Mais quem se importa ?
    O design é ridículo ! Mais quem se importa ?
    O preço é estratosférico, pornográfico ! Mais é japa ! Então vale cada centavo !!
    É mais um modelo é inovador !!!

    Como é que é ??

    Vamos combinar uma coisa : Quem lançou a primeira plataforma de um hatch pequeno no formato de um suv, sav, crossover ou seja lá que nome dar à isso foi a FORD séculos atrás!!
    Ou todos se esqueceram que o Ecosport é o Fiesta ? Só que a modificação não foi tosca como isso ai em cima !!

    Depois disso, as demais montadoras, ou criaram plataformas melhores para esse tipo de produto ou plataformas até exclusivas para este tipo de produto e ai o Eco ficou parecendo somente “um Fiesta altinho” e perdeu o trono ( Perdeu com justiça, tendo em vista que os demais produtos são melhores realmente ! ).

    E ai me vem a dona Honda, faz uma gambiarra em cima do Fit… Cria um monte de slogans de impacto, de “shield não sei o que”, de “giant onde não existe giant..” e… Voilá !!!!
    Temos mais um rebento fruto do melhor “mkt 171” do mundo, concebido pelos nossos japoneses que são “melhores” do que os outros !
    E todo mundo compra !!
    E todo mundo vai bater palmas !!

    Eu realmente não entendo mais esse mundo em que vivemos…

    • C. Ramiro,

      Ok. respeito sua opinião. Mas para mim o que gera toda essa indignação são os preços altíssimos de nossos carros. Difícil achar um carro realmente acessível. Alguns são mais que outros quando comparados. Mas todos estão muito caros. As razões para isso são várias, e a maioria de uma conjuntura complexa que nosso país se encontra.
      Sinceramente em não preciso e não ganho nada mais que a sua atenção e de outros leitores em tentar justificar algumas coisas. Veja, que não estou defendendo ninguém. Mas apenas trazendo pontos que vão além do produto e que podem, ou não, nos ajudar a entender mais porque as coisas são do jeito que são. A Honda tem uma fábrica inteira pronta e parada há mais de um ano. Você acha que isso não está nos preços dos carros dela? E por que essa fábrica está parada? Por uma conjuntura que não dependeu da Honda. Um erro estratégico? Talvez. Mas se o pais continuasse na situação anterior, teria sido um acerto.

      Marketing, de fato há exageros de todo mundo. E por que há esses exageros? Porque os marqueteiros sabem dizer o que o povo gosta de escutar. Aqui no AE temos os leitores muito mais conscientes e atentos. Muito mais racionais. Muitos reclamam do marketing. Alguns até se recusam a usar um smartphone. Mas percebo que essa repulsão pelo marketing algumas vezes atrapalha na avaliação do produto em si. O que é uma pena.

      Se é suve ou qualquer outro nome, não interessa.

      Se você leu a avaliação e assistiu os vídeos vai perceber que vou repetir o que está lá

      E ai chegamos nesse WR-V….
      O câmbio é chocho ! Mais quem se importa ?
      O CVT melhorou muito desde o Fit. Tem uma excelente resposta. Não é esportivo, mas atende a grande maioria dos consumidores que nem passam de 120 km/h ou nunca deram fim de curso no pedal.

      O motor não tem nada demais ! Mais quem se importa ?
      É um motor muito moderno e eficiente, e além disso tem um desempenho mais que satisfatório.

      O design é ridículo ! Mais quem se importa ?
      Depende. Tanto aqui quanto no YouTube apareceram comentários positivos. Eu particularmente acho o HR-V mais resolvido. Mas após o contato próximo e constante com o WR-V entendi a proposta e o próprio estilo. Como eu disse no texto, há pessoas que não saem bem em fotos… Mas daí para ridículo? No mais gosto é gosto!

      O preço é estratosférico, pornográfico ! Mais é japa ! Então vale cada centavo !!
      Verdade. Dados dois carros EXATAMENTE iguais, com exatamente o mesmo preço. um montado com peças desenvolvidas no japão e numa fábrica japonesa, e outro desenvolvido e montado em qualquer outra fábrica.
      Carros exatamente iguais, com os mesmos equipamentos e o mesmo preço. Qual você compraria?
      Você pode responder qualquer um. Mas não é o que a maioria das pessoas, principalmente as que tem carros japoneses, responderia. Assim você entende?

      É mais um modelo é inovador !!!
      Que outro modelo tem a combinação tamanho externo e espaço interno (e porta-malas), mais essa configuração de bancos?

      Bem, se continuar não concordando, paciência. Como eu disse não ganho um tostão furado com isso.
      Abraço!

      • C. Ramiro

        PK,
        Longe de achar que você esta defendendo montadora “a” ou “b”.
        Sei da isenção do site e por isso sou leitor frequente!

        Minha análise não era nem tanto sobre os seus pontos de vista no texto…

        Eu estava usando justamente os seus argumentos (e você tem razão na sua análise sobre o carro) para chegar a conclusão que o carro é tudo o que você falou mas é vendido como “algo muito além” do que é! Entende?

        O que eu estava tentando passar ( não sei se consegui) é que as duas citadas montadoras ( e creio que a Honda é a campeã) exageram demais nesse mkt “sou a melhor e o resto não presta!”

        “Revolution Again” como jingle…
        Civic melhor que Mercedes…
        Os exemplos bizarros são vários!
        Isso realmente não me desce…

        Porque não investir, como você muito bem explicou, nas características realmente boas ou de destaque dos seus carros?

        Como eu falei em vários pontos do meu texto: os carros são bons, nada contra!

        São o que há de exemplo maior de “papai e mamãe automotivo” isso tem que concordar comigo! Sem alma alguma ( mais isso é coisa tb de autoentusiasta… Concordo!)!

        Mais daí a ser a última bolacha automotiva esta longe!!!

        E é justamente isso que elas, especialmente elas, passam ao público, que engole e torna lei!!!

        Japones pelo mesmo preço ok.
        Japones com menos conteúdo e preço maior eu passo!!

        Esse mkt comigo não cola….

        Só isso!

    • C. Ramiro, se você souber de algum caso de alguém que tenha comprado um carro por ter uma arma de fogo engatilhada apontada para a cabeça e o portador da arma disse “Compre ou eu atiro”, me diga. Essa mania que você e (poucos, felizmente) outros têm de se fazerem de entendidos cansa de mercado e técnica cansa! Se manque! Ninguém é obrigado a comprar nada! Não gostou? Não compre! Será que é tão difícil isso?

  • Cristiano_RJ

    O que não faltam são opções no mercado. Como Tracker, Vitara, ou se preferir aguardar, o renovado EcoSport que chega em breve.