Toyota lançou nesta quinta-feira (16) em São Paulo a linha Corolla 2018. Tratou-se de ligeira reestilização do modelo que se encontra em sua 11ª geração, lançada no início de 2014.

As novidades são a reintrodução da versão XRS, que havia aparecido em 2012, e adição, em todas as versões, de controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa e sete bolsas infláveis.

Não houve mudança de motorização nem de transmissão, que segue manual de seis marchas no GLi, que pode também ser adquirido com câmbio automático CVT, chamado comercialmente pela Toyota de Multidrive.

As versões Altis, XRS e XEi têm o motor 2-litros duplo-comando e 16 válvulas de 143/154 cv a 5.800 e 19,4 m·kgf a 4.00o rpm com gasolina e 20,7 m·kgf a 4.800 rpm com álcool. O câmbio Multidrive-S tem sete marchas virtuais com trocas manuais por borboletas e conta com seletor de modo. Todas utilizam pneus 215/50R17.

Preços:

XEI R$ 99.990
XRS R$ 108.990
Altis R$ 114.990

O GLi pode vir com câmbio manual (R$ 69.990), automático com banco revestido em tecido (mesmo preço) e automático com banco revestido de material sintético imitando couro (R$ 90.990). O motor do GLi é o 1,8-litro de mesma arquitetura do 2-litros, de 139/144 cv a 6.000 rpm e 17,7/18,6 m·kgf a 4.800 rpm.

Ambos os motores são flex e continuam importados do Japão, bem como os transeixos. Os motores serão produzidos na nova fábrica de motores em Porto Feliz (SP) no ano que vem.

Estavam expostos Corollas das 11 gerações, inclusive o primeiro, de 1967, em estado 0-km:

O primeiro Corolla, 1967: o modelo já é cinquentenário

Amanhã (sexta 17) vou andar nos carros e ver com ficaram as mudanças de calibração de suspensão, além das outras novidades.

BS

 



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  • Noel Jr, estavam abertos.

  • Alessandro, informação da fábrica nesta noite.

  • David, alguma razão tem. Depois esclareço.

    • David, hoje o gerente de imprensa me disse que a diferença é política da empresa e que o carro pode ser adquirido por qualquer pessoa. Porém o mix é pequeno e a oferta é baixa, pode demorar a entrega.

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    Acredito que uma das razões é que a Toyota mantém esse valor pra venda a portadores de necessidades especiais. Um amigo meu está pegando um desses.

  • ene

    O de R$ 69.990 com câmbio automático deve ser para quem tem necessidades especiais e o de câmbio manual, para taxistas. Só pode!

  • Bruno Bertha

    É uma pena que o GLI de entrada, único com bom custo-benefício, esteja disponível apenas para pessoas com necessidades especiais. Os outros são um assalto.

    • vidgal

      Não é só para pessoas com necessidades especiais.
      Qualquer um pode comprar esse Corolla de entrada… Como Bob falou, as concessionárias demoram mais para entregar esse carro para o público em geral…Pura jogada estratégica para vender as versões mais caras.

  • Douglas. Eu acabei de falar com a Toyota. Se eu tentar explicar você vai tentar entender? Ou já tem a ideia já fixada e imutável e vai contestar?

    • Gênesis Cardoso da Cruz

      Mesmo que ele não entenda, por favor nos informe. É sempre bom acabar com esses argumentos do povo que vemos nos comentários em todos sites automobilísticos.

  • Diogo, a versão pode ser comprada por qualquer um, embora possa demorar um pouco;

  • Assim é legal. Desculpe a pergunta antes, mas tem vezes que a gente tenta explicar, perde tempo, e a outra parte se recusa a aceitar.
    Eu contatei a Toyota e tenho uma explicação detalhada. A isenção de impostos para carros para portadores de deficiência é válida para carros com preço público sugerido de até R$ 70.000. Esse valor foi fixado em 2010/11 e desde então não sofreu reajuste. No entanto os custos e o preço dos carros subiram. Com isso carros que antes se enquadravam no limite de preços agora não se enquadram mais. Quem sai perdendo são os PPDs. A Toyota tem um excelente histórico de vendas para PPDs e acredita no seu papel social. Com isso, apenas para essa versão, e com um volume muito limitado, decidiu manter o limite de RS 70.000. E assim, assumir algum prejuízo a fim de continuar atendendo esses clientes. Essa parte do prejuízo é difícil das pessoas aceitarem, mas é a pura verdade e a única explicação para a grande diferença de preços entre as versões. A médio e longo prazo, se não houver mudança no limite de preços que está na legislação sobre a isenção de impostos, o Corolla também vai sair da lista, e aí o foco ficará no Etios.
    O que eu não entendo é porque a Toyota não deixa isso mais visível para o consumidor comum. Mas o fato é que nenhuma empresa vem a público dizer que tem prejuízo, mesmo que em um modelo.
    Espero que isso tenha esclarecido.
    PK

    • Douglas

      Paulo, eu não imaginava que tivesse prejuízo, pensava que tivesse apenas uma margem de lucro reduzida, foi bom esclarecer.
      Existem outros fabricantes que também oferecem oferecem versões para deficientes por 70 mil, especificamente 308, 408, 2008, C4L, Fluence, Duster, Ecosport e Renegade.

      • Cada fabricante sabe onde o calo aperta. Não sei desses outros mas quando tiver oportunidade vou me informar.
        Mudando desse assunto, toda vez em que vemos algo muito estranho no mercado há uma explicação que apenas o fabricante sabe. Nem sempre os fabricantes tem interesse em divulgar. Até porque algumas vezes a resposta pode ser erro estratégico, ou até assuntos não relacionados ao mercado, como por exemplo limitação de algum componente importante. Um exemplo que ainda não tenho resposta é o Golf MSI e o TSI 1-litro? Só a VW sabe porque lançou os dois.

        • JPaulo10

          Posso dar um “chute”? O motor 1,6 aspirado é amplamente conhecido no Brasil, ele atende ao público do “interiorzão”. Lembro que várias concessionárias VW não sabiam consertar a picape Amarok, mesmo bom tempo após seu lançamento.

  • É por isso que não me animo a explicar. Desrespeito em que sentido? Não seria um respeito aos PPDs? Veja mais acima a resposta para o Douglas.

  • Lipe G.

    “Há sedãs melhores como o C4 Lounge THP”.
    Em que você entende que ele seja melhor? Já sei, em ficha técnica.

    Não é só de ficha técnica (o conhecido método Super Trunfo) que se escolhe um carro. As pessoas que compram o Corolla — e não são poucas — certamente têm suas razões.

    E um dado curioso é que muitas delas trocam o mesmo modelo por outro zero quilômetro. Por que será que elas não experimentam outros modelos?

  • Não incomodou. Veja o que escrevi. Prejuízo nessa versão GLI. E com vendas limitadas, (não me disseram a quantidade). Há fila de espera dessa versão. E também disse que a tendência é dela não ser mais oferecida. Lamento, mas bolsa família? Estranho que quando um fabricante fala em respeito ao consumidor, os próprios consumidores não gostem.
    E eu vou ainda insistir e repetir o que escrevi para outro leitor na matéria do WR-V com relação a preço de carro japonês. Na verdade uma pergunta.
    “Dados dois carros EXATAMENTE iguais, com exatamente o mesmo preço. Um montado com peças desenvolvidas no japão e numa fábrica japonesa, e outro desenvolvido e montado em qualquer outra fábrica.
    Carros exatamente iguais, com os mesmos equipamentos e o mesmo preço. Qual você compraria?
    Você pode responder qualquer um. Mas não é o que a maioria das pessoas, principalmente as que tem carros japoneses, responderia. Assim você entende?”
    FJ, você e alguns outros me pegaram em um dia com muita paciência e motivado a tentar explicar algumas coisas que poucos tem conhecimento ou vontade de explicar. Não ganho absolutamente nenhum tostão furado com isso. Pelo contrário. Atrasei mais ainda uma matéria que já está a meses em rascunho. Rsrsrsrs. Mas acredito que posso contribuir para um entendimento mais amplo, que vai além daquilo que os consumidores podem ver, ou que querem ver.
    PK

    • Fat Jack

      Realmente não sei qual compraria (comprei um Renault quando alguns se benziam quando ouviam falar em carros franceses), mas a situação que você comentou e hipotética, pois os japoneses estão mais caros.
      Mudando de assunto, um grande mérito de algumas pessoas é a de conseguirem uma sadia troca de ideias mesmo com quem discorde da sua forma de pensar (pois entendo que divergir é algo absolutamente normal) fico feliz por saber que apesar das dificuldades impostas por atender tantos espectadores e leitores pensantes de formas diferentes (cada cabeça uma sentença, como diz a expressão) você é uma delas, pois tenho prazer em conversar com pessoas assim.
      Mais uma vez agradeço a sua atenção!

      • Sem me alongar. Mas a minha pergunta visava exatamente explicar porque carros japoneses são mais caros. Se são melhores ou não, deixo com o donos. Eles devem acreditar que sim, pois pagam mais caro.
        Quanto a troca, eu realmente gosto. Aprendo bastante aqui no AE. Gostaria de comentar mais. Mas se eu fizer isso sempre não sai matéria minha… e os vídeos. Abraço.

    • Marco Antônio

      Espero ansiosamente que esse rascunho seja sobre o Renegade 1,8 evo manual…

  • A Citroen anda fazendo bem a lição de casa. Que vai além do produto!

  • Diogo, o gerente de imprensa me disse hoje que esse GLi está disponível para o público geral.

  • Lukoh, sim.

  • É isso mesmo. E em volume limitado.

    • Daniel Pessoa

      Então PK, estou com essa dúvida: esse GLi manual, quais os critérios para compra? CNPJ? Produtor rural? Taxista? Agradeço desde já a resposta, porque realmente fiquei curioso com a política de vendas dessa versão manual.

  • Lipe G., comentei justamente isso hoje ao dirigir o carro com o companheiro de teste Fernando Calmon: como o volante é centrado em relação ao corpo.

  • João Carlos, sim, toda a linha.

  • Ricardo, não fizemos fotos por os carros estarem num espaço exíguo, perpendiculares a uma parede, sem ter como enquadrá-los. Exceção foi o primeiro Toyota, que não tinha carro à esquerda dele.

  • Leandro, ainda não sei, só depois de examinar a lista de equipamentos, para o quê ainda não tive tempo.

  • Lucas, não. Como expliquei ao leitor Ricardo Prado acima, os carros estavam num espaço pequeno que não permitia enquadramento do carro todo, ao contrário do primeiro Corolla, que não tinha carro ao lado. Mas vou tentar ver com a Toyota se têm essas fotos (vale para o Ricardo Prado também).

  • ochateador

    Corola por 70 mil reais Bob ?
    É versão vendida ao público ou apenas a frotistas?

    • ochateador, segundo informa a Toyota, ao público, mas com bastante tempo de espera.

  • Fat Jack

    Não queria comentar análises da Auto Esporte pois cansei de ler absurdos lá, mas certamente a questão da retomada não é mérito do motor do Corolla, mas sim da excepcional programação do seu câmbio (basta ver o que esse mesmo motor fazia aliado ao câmbio anterior, era um dos mais lerdos do mercado em retomadas . Para mim é um motor mais moderno sim (difícil contestar: o downsizing aliado ao turbo é uma das últimas tendências a qual a maioria dos fabricantes aderiu e quem não aderiu está correndo para fazê-lo!)
    Confesso também que essa história de precisar ou não ter mais potência me soa estanho demais aos ouvidos, ter melhor desempenho sempre será preferencial para mim, é como grana, posso nem usar mas se puder ter uma reserva certamente prefiro.
    Quanto ao consumo li valores diferentes em outras publicações, porém é fato que o THP não seja um motor absolutamente focado em economia, mas num equilíbrio entre ela e o desempenho.

    • Fat Jack, não acredite que câmbio faça milagres em desempenho, ou tudo seria muito fácil. “Envenene-se” o câmbio e problema de desempenho está resolvido. O câmbio automático de qualquer natureza não ocasiona resultados de retomada como você disse ter havido (ou que a revista disse). Não sei quem disse que o Corolla não precisa de mais potência, mas disse certo. Dirija um e diga se o motor é “fraco”.

  • Fat Jack, ninguém jamais saberá se a Toyota perde ou ganha dinheiro com essa versão.

  • Newton (ArkAngel)

    Hehehe, geralmente as ofertas em supermercados são de produtos que estatisticamente não venderão até a data de validade, mesmo que tal data não esteja tão próxima. Ontem mesmo comprei um produto pela metade do preço, mesmo que ainda esteja a mais de 30 dias da data de validade. O lance é que tal produto (Pasta de amendoim sem açúcar) não tem demanda, e é melhor vender a preço de custo ou um pouco abaixo do que jogar fora o produto e perder o dinheiro do custo. Quanto à questão da demanda, veja a foto do meu Instagram:

    https://www.instagram.com/p/BRxMMINA5KC/?taken-by=newton.schwindt&hl=pt-br

    É um absurdo lógico tal disparidade de preços, mas mesmo assim as pessoas compram…qualquer compra envolve não apenas fatores lógicos, mas também emocionais e psicológicos.

  • Newton, “é proibido lucrar”.

  • Fat Jack, não tem como melhorar pelo fato de um câmbio ser 4-marchas epicíclico e outro ser CVT. Alguém se atrapalhou com o primeiro.

  • Antonio, na dirigibilidade, efeito nenhum. Só quando o carro entra numa situação de trajetória que não a escolhida pelo motorista, como uma derrapagem de frente e ou de traseira resultado de manobra malfeita.

  • Fat Jack, acredito…

  • Luís Felipe, está realmente feia a coisa. Essa é para o “Acredite se quiser”. Aproveito e pergunto para o Luciano, que é PMR de São Paulo, que certamente nos lê, o que ele acha disso.

  • Luiz AG, por favor, qualidade não. Isso é refrão típico de ciberautoterrorismo.

  • Sim, Luiz, mas o que isso tem a ver com qualidade?

  • Luiz AG, impressão de qualidade???

  • MrFreevo7, XRS, só com CVT.

  • Marco Antônio

    Olha cara, não quero te corrigir nem nada. Mas você diz não querer aceitar a única explicação que é minimamente razoável. “poder aquisitivo do brasileiro”. Isso, e suas implicações, tem muito mais a ver com os preços do que o consumidor. Temos um país governado por quadrúpedes, somos protecionistas (Regulamentação, Impostos, proibições, etc), aversos as impostações, estamos com uma moeda extremamente doente (inflação, juros e dívida pública). Tudo isso afeta o mercado, e MUITO. Principalmente a escolha racional de como o cidadão vai gastar o próprio dinheiro. O argumento que eu não aceito é esse que merecemos mais porque “em outros mercados” tem coisa “melhor”. Mas o que realmente dos mercados em questão difere você diz não “aceitar”. Sem falar nas condições estruturais dos “outros mercados” de tal comparação.

  • Noel Jr

    Caro Ricardo, fico agradecido pela resposta.
    Pelo visto, “só stress” então.
    Demora de 120 dias para entrega? Caramba… falaram disso aqui sobre a versão manual, mas duvidei. Explicaram a você o motivo desse prazo todo?
    Abraço!

  • Danilo Grespan

    Estive na Colômbia no mês passado, em Cartagena, e vi um desse primeiro Corolla lá! Só não tive total certeza que era um, por estar sem a grade dianteira, e qualquer outra marca que o identificasse. Interessantemente, tirando a grade, estava bem conservado… quando o olhei de lado, me lembrei do primeiro Chevette na hora!

  • Ricardo Vieira Coelho

    Deveriam disponibilizar, como opcionais, ao menos na versão XRS, câmbio manual e teto solar.

  • Newton (ArkAngel)

    É muito simples: se a pessoa acha o produto insatisfatório, basta não comprar. É o consumidor quem regula os preços. Agora, fato é que o típico consumidor brasileiro é diferente do europeu, aqui compra-se mais pela emoção ou em busca de status, e status nunca foi um produto exatamente barato. Como sempre, o que define ou não o sucesso de um produto no mercado é exatamente o quanto tal produto atende as expectativas, desejos e anseios do consumidor. É exatamente por isso que um smartphone da Apple custa tão caro, justamente PORQUE OS CONSUMIDORES DE PRODUTOS DA APPLE ASSIM O DESEJAM, para se sentirem diferenciados. No dia em que um celular da Apple tornar-se barato, ele não mais será “um celular da Apple”. Não faz muito sentido e nem lógica, mas é assim.

  • JPaulo10, com câmbio manual?

  • Fat Jack

    Fala-se que elas seriam destinadas aos frotistas e pessoas jurídicas, esse informação não procede?

    • Fat Jack, não procede e não pode haver venda dirigida. Está no leque de produtos, tem que ser vendido a qualquer um. É claro que foi pensado para quem precisa de um carro nesse preço.

  • Fat Jack, espertos… Notou um detalhe nos carros? Altura de rodagem japonesa. Como fica mais bonito, não?

  • Fat Jack, a concessionária e a Toyota merecem um Proconzinho… Eu tenho a informação a imprensa e não existe condição para esse versão ser vendida.

  • Luiz AG, claro que não é. Qualidade se refere a higidez, bom funcionamento do produto, durabilidade.

  • Luiz AG, não é de esperar, mas o fato é que são.

  • Marco Antônio

    Beleza.

  • Noel Jr, o Chevette e a Meriva foram lançados aqui seis meses antes que na Europa. O Nissan Kicks foi lançado no Brasil. Os motores Firefly debutaram no Brasil. Trazer para cá ferramental velho nem sempre. O Vectra igual ao alemão passou a ser fabricado aqui seis meses depois da Alemanha. Acho que existe preocupação exagerada com os carros feitos aqui não serem iguais aos de fora. Os daqui são bons, o processo da fabricação é igual na maior parte dos casos e todos são muito resistentes no encarar o nosso chão. E mais potentes em muitos casos, como o Golf 1-L lá ser de 115 cv e aqui, 116 cv, sem contar que chega a 125 cv com “combustível de espiriteira”.

  • Newton (ArkAngel)

    Hoje em dia a produção de carros está “espalhada” pelo mundo; motores feitos na Hungria, chicote elétrico mexicano, etc. Creio que a principal diferença sejam as peculiaridades de cada país, que definem o jeito de cada veículo de acordo com preferências locais. Veículos vendidos em países frios possuem desembaçador no vidro dianteiro junto às palhetas, para evitar que se rasguem quando congeladas, e os consumidores não abrem mão da portinhola para esquis que fica na divisa do porta-malas com o banco traseiro, por exemplo.