A empresa americana  Boom Supersonic, sediada em Denver, Colorado, anunciou que conseguiu a verba necessária para concluir a fabricação do XB-1, protótipo de um avião comercial supersônico que deverá estar pronto no final deste ano. O plano é que parte desse capital seja também usado nos primeiros testes com o avião real.

O avião será um demonstrador de tecnologia, com um terço do tamanho do que será produzido para venda, e foi batizado carinhosamente de Baby Boom por esse motivo. Por ser menor, não terá exatamente a mesma aparência do avião final, mas todas as características de projeto serão fiéis, para o máximo de certeza nos resultados das avaliações, que não levarão menos de dois anos.

A Boom Supersonic trabalha há quase três anos para que volte a existir uma aeronave não militar que voe acima da velocidade do som,  com objetivo de atingir 2,2 vezes essa velocidade em voo de cruzeiro normal. Mach 2,2 equivale a 2.335 km/h em altitude de cruzeiro acima de 15.000 metros. O Concorde tinha velocidade de Mach 2 em viagem, podendo chegar à máxima de 2,1 caso necessário. Serão três motores, com dois sob as asas junto da fuselagem, e o central na extremidade posterior da fuselagem. As asas são em delta com ângulo pronunciado, e nariz muito longo.

O dinheiro, que soma US$ 33 milhões, veio de várias empresas de investimentos, incluindo a  Caffeinated Capital, RRE Ventures, 8VC e a  Y Combinator’s Continuity Fund.

A Boom Supersonic tem parcerias com várias empresas do ramo aeronáutico para que os trabalhos sejam acelerados. O plano está indo bem, com testes de túnel de vento efetuados na Universidade Estadual de Wichita, no Kansas, cidade sede da Cessna, gigante do ramo de aviação geral.

Até agora já foram gastos cerca de US$ 41 milhões, e  Blake Scholl, o executivo-chefe e fundador da empresa, espera que seus especialistas tenham projetado um avião com mínimos problemas, já que praticamente tudo já foi simulado em computadores.

A empresa estima que a entrada em serviço comercial se dará em 2020, muito provavelmente pela empresa britânica Virgin, de Sir Richard Bramson, que já anunciou a compra de dez exemplares a preço unitário de US$ 200 milhões.

Impressão artística do Boom comercial, com o XB-1 ao fundo

JJ

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